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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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O CORRESPONDENTE

30
Jun21

Caso Marielle: confira a linha do tempo da investigação do crime

Talis Andrade

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por Iuri Corsini /CNN

2018

14 de março de 2018: Marielle Franco e Anderson Gomes são executados a tiros dentro de um carro na Rua Joaquim Palhares, no bairro do Estácio, na região central do Rio. O crime ocorreu por volta das 21h, quando Marielle tinha acabado de deixar um evento na “Casa das Pretas”, na Lapa, centro do Rio.

21 de março de 2018: A pedido da 23ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal, é designado um grupo de promotores de Justiça para auxiliá-la na apuração do crime.

01 de setembro de 2018: O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ) passa a atuar no caso. E ocorre uma primeira troca de promotores do MRRJ responsáveis pela investigação. Homero Neves, que cuidava do caso, foi promovido a procurador e teve que deixar as investigações. Em seu lugar, assumiu Letícia Emily. 

25 de setembro de 2018: Acusado de envolvimento com a milícia, Orlando Curicica, encarcerado no Presídio Federal de Mossoró por outros crimes ligados à milícia, é ouvido pelos investigadores. Curicica mencionou o ‘Escritório do Crime’, do qual fazia parte, e seu testemunho abriu caminho para outras investigações que avançaram sobre o crime organizado no Rio de Janeiro, em especial milícias. Em maio deste mesmo ano, além do nome de Orlando, o vereador Marcello Siciliano também foi mencionado por uma testemunha, por suposto envolvimento na morte de Marielle. Siciliano chegou a ser preso, mas pouco tempo depois seu envolvimento foi descartado.

11 de outubro de 2018: Investigações do MPRJ tiveram os primeiros avanços significativos. O biotipo do executor do crime foi identificado e também houve o rastreamento de novos locais onde o carro usado para o crime circulou. Esse rastreamento foi possível, segundo o MP, por meio da análise de centenas de imagens de câmeras de monitoramento.

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2019

11 de março de 2019: A primeira fase de investigações é encerrada e Ronnie Lessa e Élcio Queiroz são denunciados por homicídio doloso junto ao 4º Tribunal do Júri da Capital. No dia seguinte, Élcio de Queiroz e Ronnie Lessa foram presos.  

12 de março de 2019: Élcio de Queiroz e Ronnie Lessa são presos no Rio de Janeiro, durante a operação Lume. A prisão veio dois dias antes do crime completar 1 ano. Eles foram levados para a Divisão de Homicídios, na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade. Hoje, ambos estão presos em presídios de segurança máxima fora do estado do Rio. As defesas de Ronnie e de Élcio alegaram que eles eram inocentes e que não havia provas suficientes que justificassem a prisão de ambos.

13 de março de 2019: Responsável pelo inquérito inicial do crime contra Marielle, o então titular da Delegacia de Homicídios (DH) da Capital Giniton Lages é afastado do caso. Giniton foi pego de surpresa com a decisão e disse ter ficado sabendo primeiro através da imprensa. Em seu lugar foi escalado o delegado Daniel Rosa.

26 de março de 2019: Em desdobramento da Operação Lume, operação realizada pelo MPRJ e pela Polícia Civil do Rio, que culminou na prisão de Ronnie e Élcio. Lessa é denunciado pelo MPRJ por posse e comércio ilegal de arma de fogo. Amigo de longa data de Lessa, Alexandre Motta guardava 117 fuzis em sua casa, a pedido de Ronnie. Esta foi a maior apreensão de fuzis da história do Rio. Em sua defesa, o advogado de Alexandre disse que seu cliente prestou um favor a seu amigo e armazenou as caixas que guardavam o arsenal em sua casa, sem saber do que se tratava. Poucos meses depois, Alexandre foi solto pela Justiça fluminense.

03 de outubro de 2019: Deflagrada pelo Ministério Público do Rio a Operação Submersus. O objetivo foi cumprir cinco mandados de prisão contra Ronnie Lessa, Elaine Pereira Figueiredo Lessa (esposa de Ronnie) e outras três pessoas acusadas de obstrução de justiça.

04 de outubro de 2019: Acontece o interrogatório de Ronnie Lessa e Élcio Queiroz no 4º Tribunal do Júri da Capital. A defesa de ambos voltou a alegar que as provas são insuficientes para incriminar seus clientes. 

2020

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09 de fevereiro de 2020: Após mais de um ano foragido, o miliciano Adriano da Nóbrega é morto pela polícia na Bahia. Ele foi um dos denunciados na Operação Intocáveis e era tido como chefe do Escritório do Crime, grupo de assassinos profissionais o qual Ronnie Lessa e Élcio Queiroz supostamente fazem parte. O nome do ex-capitão do Bope não consta no inquérito que apura a morte da vereadora e seu motorista. Ele até chegou a ser ouvido pelos investigadores, mas nunca indiciado.  

10 de março de 2020: Justiça determina que Ronnie Lessa e Élcio Queiroz sejam julgados por júri popular. Além disso, foi decidido pela manutenção da prisão preventiva de ambos. Por solicitação do MPRJ, os dois foram mantidos em presídio de segurança máxima, mas separados um do outro, até o julgamento acontecer.

27 de maio de 2020: O MPRJ consegue junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), decisão unânime concordando em manter as investigações no âmbito estadual. A federalização proposta por Raquel Dodge foi objeto de diversas críticas tanto por investigadores quanto pelos familiares das vítimas.

10 de junho de 2020: Um bombeiro é preso durante a Operação Submersus 2, acusado de ter atuado para ajudar a esconder as armas usadas na execução de Marielle. Ele teria cedido um carro para guardar o vasto arsenal bélico pertencente a Ronnie Lessa. Esse armamento posteriormente foi descartado em alto mar, na Barra da Tijuca. Outras quatro pessoas que teriam atuado com o bombeiro foram denunciadas pelo Ministério Público à Justiça.

28 de agosto de 2020: O STJ acata pedido do MPRJ, determinando que o Google Brasil e a Google LLC forneçam dados para auxiliar no aprofundamento das investigações. Tais dados seriam cruciais para ajudar a determinar os mandantes do crime e demais envolvidos. 

17 de setembro de 2020: Ocorre a terceira troca da gestão responsável por investigar o caso. Após o então governador do Rio, Wilson Witzel, ter sido afastado, Cláudio Castro assumiu como governador interino e decidiu nomear Allan Turnowski como novo secretário da Polícia Civil. Em um de seus primeiros atos, Turnowski resolveu trocar o comando do Departamento Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa (DGHPP). Saiu o delegado Ricardo Nunes, entrou o delegado Roberto Cardoso. O DGHPP comanda as delegacias de Homicídio da capital e, nessa mudança, Moysés Santana entrou no lugar do delegado Daniel Rosa.

06 de dezembro de 2020: Surgem novas pistas sobre o Chevrolet Cobalt clonado, carro usado no atentado contra Marielle e Anderson. Segundo as investigações, um morador da Muzema, comunidade do Rio dominada pelo ‘Escritório do Crime’, conhecida milícia de atiradores de elite que atua na zona oeste do Rio, teria sido o responsável por clonar o veículo no começo daquele ano.

2021

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19 de janeiro de 2021: Mais uma mudança. O procurador-geral de Justiça do Rio, Luciano Mattos, trocou o comando da investigação do caso Marielle, feita pelo MP-RJ. A promotora Simone Sibilio, que chefiava a investigação e coordenava o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) saiu do caso depois de mais de um ano na investigação

02 de fevereiro de 2021: A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, foi sorteada como relatora do recurso que o Google move contra o compartilhamento de dados de usuários que ajudariam na solução do assassinato da vereadora. Entretanto, a data para o julgamento do recurso ainda não foi marcada. Segundo o Ministério Público do Rio, os dados de usuários da empresa seriam cruciais para solucionar onde estaria o carro utilizado para cometer o crime, e os supostos mandantes da ação. Em agosto de 2020, o STJ havia determinado que o Google compartilhasse a lista de pessoas que pesquisaram termos específicos envolvendo Marielle e sua agenda antes de sua execução. Em outubro deste mesmo ano, o Google entrou com recurso junto ao Supremo para derrubar a ordem judicial de compartilhamento de dados. A empresa alega que o fornecimento desses dados “representaria uma violação da privacidade de pessoas que não estão envolvidas no crime e não são sequer investigadas”. A briga segue até hoje e esta é uma das esperanças dos investigadores e da família da vereadora.

09 de fevereiro de 2021: Justiça nega recurso das defesas de Lessa e Élcio, presos desde o dia 12 de março de 2019, mantendo decisão de levá-los a júri popular. Porém, ainda cabe recurso, desta vez no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília. Não há data, por enquanto, para o julgamento. Em nota, a defesa de Élcio disse haver falta de provas e evidências que liguem seu cliente à morte da parlamentar. O advogado de Lessa também disse que não havia provas de sua participação e alegou que não foi Lessa quem matou Marielle. 

04 de março de 2021: Ministério Público do Rio anuncia a criação de uma força-tarefa específica para concluir as investigações que apuram quem mandou matar Marielle. A promotora Simone Sibilio retorna ao caso, após ser escolhida como coordenadora da força-tarefa, e terá o suporte da promotora Letícia Emile e outros membros que foram designados pelo procurador-geral de Justiça do Rio, Luciano Matos.

12 de março de 2021: Ministério Público do Rio de Janeiro anunciou acordo com o Facebook, para que a empresa compartilhe dados que possam ajudar nas investigações em andamento. Este é um dos caminhos que a Justiça percorre na tentativa de descobrir os mandantes do atentado.

14 de março de 2021: O atentado que tirou a vida de Marielle Franco e Anderson Gomes completa três anos. Desde então, foi iniciada uma verdadeira caçada para se chegar aos responsáveis pelo crime. Ronnie Lessa, acusado de ter efetuado os disparos contra o carro da vereadora e Élcio Queiroz, suspeito de dirigir o veículo em que estava Lessa, estão presos desde 12 de março de 2019. Porém, ainda não se chegou ao mandante do crime e nem a motivação para que fosse determinada a morte da parlamentar. Com a magnitude do assassinato, foram diversos desdobramentos ao longo das investigações. Desde então, foram pelo menos 8 operações e 70 prisões pelo MP e Polícia Civil do Rio.Image

11
Jun20

Bombeiro Suel é preso suspeito de ajudar a ocultar armas de assassino de Marielle

Talis Andrade

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por Fábio Regula, Herculano Barreto Filho e Marcela Lemos

 

O bombeiro Maxwell Simões Correa foi preso na manhã de hoje sob suspeita de envolvimento no Caso Marielle Franco, vereadora do Rio assassinada em março de 2018. Ele foi alvo de um mandado de prisão na Operação Submersus 2, realizada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.

De acordo com o MP, o bombeiro de 44 anos teria tentado "atrapalhar de maneira deliberada a investigação".

Conhecido como Suel, ele é suspeito de ter ajudado a esconder armas que pertenceriam a Ronnie Lessa, um dos acusados de matar a vereadora e seu motorista Anderson Gomes. A força-tarefa afirma que Maxwell é o braço-direito de Ronnie Lessa.

O delegado Antônio Ricardo Nunes confirmou a participação do bombeiro no sumiço das armas. "Esse agente público participou diretamente do descarte das armas no mar da Barra da Tijuca quando foram realizadas aquelas prisões que foram noticiadas anteriormente. Por isso está sendo preso", explicou Nunes.

Segundo o Ministério Público, Maxwell agiu em comunhão de ações com os já denunciados Elaine Pereira Figueiredo Lessa, mulher de Ronnie, Bruno Pereira Figueiredo, cunhado de Ronnie, José Marcio Mantovano e Josinaldo Lucas Freitas.

Os objetos estavam armazenados em um apartamento utilizado pelo ex-policial e foram posteriormente descartados em alto mar, segundo o MP. Leia mais no UOL

10
Jun20

Preso mais um sócio do 'Escritório do Crime' que assassinou Marielle Franco

Talis Andrade

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Um sargento do Corpo de Bombeiros suspeito de ajudar a sumir com as armas usadas para matar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes foi preso na manhã desta quarta-feira (10) no Rio de Janeiro.

Maxwell Simões Corrêa, de 44 anos, conhecido como Suel, foi preso em casa, uma mansão de três andares num condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. Na porta da residência, avaliada em R$ 1,9 milhão, foi apreendida uma BMW X6 de pelo menos R$ 170 mil.

Ainda segundo a força-tarefa, Suel é braço direito de Ronnie Lessa, apontado como o autor dos disparos no atentado.

"São pessoas extremamente ligadas, tanto na vida do crime quanto na vida social", afirmou o delegado Daniel Rosa.

Ronnie e Elcio de Queiroz -- suspeito de dirigir o carro que perseguiu Marielle -- estão presos desde março de 2019.

"O papel de Maxwell para obstruir as investigações foi ceder o veículoutilizado para guardar o vasto arsenal bélico pertencente a Ronnie, entre os dias 13 e 14 de março de 2019, para que o armamento fosse, posteriormente, descartado em alto-mar", afirmou o MP.

A primeira fase da Operação Submersus

Operação Submersus foi deflagrada em outubro de 2019 para tentar esclarecer o descarte da arma usada no atentado. A suspeita é que o material foi jogado no mar da Barra da Tijuca.

Quatro pessoas foram presas na ocasião:

  1. Elaine Lessa, mulher de Ronnie, que também é dona do apartamento onde as armas estavam;
  2. Márcio Montavano, o Márcio Gordo, teria tirado as caxias de armas de dentro do apartamento de Ronnie e Elaine Lessa;
  3. Bruno Figueiredo, irmão de Elaine, suspeito de ajudar Márcio na execução do plano;
  4. Josinaldo Freitas, o Djaca, teria jogado as armas no mar. ( Leia mais. Reportagem de Bárbara Carvalho, Bette Lucchese, Erick Rianelli, Leslie Leitão, Márcia Brasil e Marco Antônio Martins, no G1 Rio)

 

 

05
Nov19

Por que os Bolsonaro e Lessa copiaram os áudios do Vivendas da Barra no dia da execução de Marielle?

Talis Andrade

clovis milicia porteiro marielle Franco.jpg

 

Revista FórumJair e Carlos Bolsonaro informaram que tinham os áudios da secretária eletrônica da portaria do condomínio Vivendas da Barra, e que lá o porteiro teria falado com a casa 65, de Ronie Lessa, apontado como um dos assassinos da vereadora Marielle Franco. Mas a polícia sabe que o áudio obtido pela família presidencial é de outro porteiro, e não do que deu depoimento informando que Élcio Queiroz, outro suspeito de participar do crime, anunciou que iria para casa 58, a de Jair Bolsonaro, de acordo com informações da coluna de Lauro Jardim, em O Globo.

O porteiro que prestou os dois depoimentos em outubro — e disse ter ouvido o o.k. do “seu Jair” quando Élcio Queiroz quis entrar no condomínio — ainda está de férias.

duke milicia.jpg

 

247 - Mais uma vez, Jair Bolsonaro e seu filho Carlos admitiram o crime de obstrução de Justiça nas investigações do assassinato de Marielle Franco em tweets no início da manhã desta terça-feira (5). Antes das 7h, eles já haviam confessado mais uma vez que tiveram acesso a gravações da portaria do condomínio onde moram depois de elas terem se tornado em peças de uma investigação policial. E partiram para o ataque ao PT. Os tweets foram claramente coordenados, com redações quase idênticas.

O alvo da agressão do clã foram a presidenta nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), e os líderes do partido na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta (RS), e no Senado, Humberto Costa (PE). Deve-se ao fato de os três, em nome do PT, terem ingressado nesta segunda-feira (4) no STF com ação solicitando que sejam determinadas busca e apreensão de todo o material apropriado de forma ilegal por Bolsonaro e seu filho, com a realização de perícia para que sejam verificadas eventuais alterações nas provas (aqui).

 
 
Carlos Bolsonaro
 
@CarlosBolsonaro
 
Vampiro, Amante e Montanha, acusados de desvios de milhões de R$ na Lava-Jato, entraram na justiça contra mim, Moro e o Presidente no caso Marielle. Imagine o absurdo de busca e apreensão aqui em casa por acessar a secretária eletrônica onde todos os moradores têm acesso? Não pararei!
 
 
Jair M. Bolsonaro
 
@jairbolsonaro
 
- Esses petistas foram delatados na Lava-Jato com seus respectivos codinomes: Rato/Montanha, Vampirão e Amante. - Agora entram na Justiça pelo fato de eu, como morador, ter acessado a secretária eletrônica do meu condomínio.
 
A nutricionista Elaine Lessa, esposa do ex-policial Ronnie Lessa, que executou a ex-vereadora Marielle Franco, enviou no dia 22 de janeiro a foto da planilha escrita à mão pelo porteiro do condomínio Vivendas da Barra (RJ), que mostra que o ex-militar Elcio Queiroz teria tido acesso ao local por permissão do “Seu Jair”, da casa 58 – de propriedade de Jair Bolsonaro. Dois dias depois daquele ano, Lessa e Queiroz foram ouvidos na Delegacia de Homicídios sobre o assassinato, quando ainda estavam soltos.
 

Qual o interesse de Elaine Lessa de guardar incriminadora prova de que Elcio e Queiroz estavam juntos horas antes da execução de Marielle Franco, justa e precisamente no Condomínio Vivendas? 

No dia 3 de outubro último Elaine Lessa terminou presa pela polícia civil

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Qual a motivação (porquê) dos Bolsonaro de pegar gravações da secretária eletrônica, e apresentar o depoimento de um porteiro alheio ao caso? 

Toda essa estória tirou de foco os áudios de outro Queiroz, o Fabrício, chefe de gabinete e RH do Flávio Bolsonaro deputado estadual. 

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03
Out19

Polícia do Rio prende mulher e cunhado de Ronnie Lessa acusado de matar Marielle

Talis Andrade

A Polícia Civil do Rio prendeu Elaine de Figueiredo Lessa, mulher do sargento reformado da PM Ronnie Lessa, acusado de ser um dos autores do assassinato contra Marielle Franco (PSOL) Também foram presos Márcio Montavano, o "Márcio Gordo" e Josinaldo Freitas, o "Di Jaca", que são suspeitos de ajudar a ocultar provas. Elaine morava ao lado da casa de Jair Bolsonaro

 

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Ronnie Lessa (pistoleiro) e Élcio Queiroz, motorista 

 

247 - A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu na manhã desta quinta-feira (3) três pessoas em uma operação relacionada à morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018. Entre elas está Elaine de Figueiredo Lessa, mulher do sargento reformado da PM Ronnie Lessa, acusado de ser um dos autores do crime. Também foram presos Márcio Montavano, o "Márcio Gordo" e Josinaldo Freitas, o "Di Jaca", que são suspeitos de ajudar a ocultar provas. 

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Residência de Elaine Lessa, no condomínio Vivendas da Barra, na Barra da Tijuca

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Prisão de Elaine Lessa (de óculos)

 

A residência para onde Elaine se mudou, há cerca de três meses, fica ao lado da casa Jair Bolsonaro. No novo endereço, só há casas. A dela é de número 57. Lessa também morava no mesmo condomínio do ocupante do Planalto.

De acordo com a Polícia Civil, os envolvidos teriam ocultado armas usadas pelo grupo do sargento, entre elas a submetralhadora HK MP5, que teria sido usada para matar Marielle e Anderson.

A suspeita é a de que o assassinato da parlamentar tenha ligação com o crime organizado. Marielle era ativista de direitos humanos e vinha denunciando a truculência policial que ocorria nas favelas, bem como a atuação de milícias.

Os criminosos perseguiram o carro dela por cerca de três quilômetros e efetuaram os disparos em um lugar sem câmeras no centro do Rio. 

Um quarto mandado de prisão ainda está sendo cumprido contra o irmão de Elaine, Bruno Figueiredo. Ronnie Lessa também é alvo de mandado, mas ele já está preso.

Os detidos são acusados de obstrução judicial, porte de arma e associação criminosa. A operação, chamada de "Submersus", ainda cumpre 20 mandados de busca e apreensão.

Ronnie Lessa está preso na penitenciária federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. 

Além dele, o ex-policial Élcio Queiroz, que foi expulso da Polícia Militar, também está preso sob a acusação de ter matado Marielle e seu motorista. Queiroz havia postado no Facebook uma foto ao lado de Bolsonaro. Na foto, o rosto de Bolsonaro está cortado. 

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Elaine Lessa, Bruno Figueiredo, irmão de Elaine,

Elaine Lessa, mulher de Ronnie; Bruno Figueiredo, irmão de Elaine; Márcio Montavano, o Márcio Gordo; e Josinaldo Freitas, o Djaca

 

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Márcio Montavano, o Márcio Gordo 

 

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Josinaldo Freitas postou foto ao lado de Bolsonaro nas redes sociais

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