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O CORRESPONDENTE

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O CORRESPONDENTE

30
Out22

O falso atentado a Tarcísio de Freitas ainda é uma história inacabada

Talis Andrade

tiroteio - Twitter Search / Twitter

 

Ela passa pela Agência Brasileira de Inteligência, Jovem Pan, e sabe-se mais o quê

 

Armação, não foi. Mas um tiroteio entre bandidos, por pouco, não ficou como se tivesse sido um atentado contra o candidato bolsonarista ao governo de São Paulo

Tarcísio de Freitas (Republicanos).

 

por Ricardo Noblat

- - -

Na manhã do último dia 17, em Paraisópolis, Tarcísio visitava a sede de um projeto social quando estourou um tiroteio do lado de fora, que resultou na morte de um homem e na fuga de outro.

Quem fazia a segurança do candidato? Segundo ele, a Polícia Militar paulista. Segundo a Polícia Militar paulista, ela mesma. Mas apareceram indícios de que gente estranha também fazia.

A Jovem Pan deu primeiro na edição do seu “Jornal da Manhã”: “Informação de última hora: Tarcísio é alvo de atentado em Paraisópolis”. No Twitter, Tarcísio escreveu:

“Em primeiro lugar, estamos todos bem. Durante visita ao Polo Universitário de Paraisópolis, fomos atacados por criminosos. Nossa equipe de segurança foi reforçada rapidamente com atuação brilhante da PM de SP. Um bandido foi baleado. Estamos apurando detalhes sobre a situação”.

Às 11h49m, no Twittwer, Mário Frias, bolsonarista de raiz e ex-secretário de Cultura do governo Bolsonaro, postou:

“URGENTE! Tarcisio de Freitas acaba de sofrer um atentado em Paraisópolis. Uma equipe da Jovem Pan estava próxima. As informações preliminares são de que o candidato estava em uma van blindada e todos estão bem.”

Seis minutos depois, ainda no Twitter, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) registrou:

“Acabei de falar com nosso candidato ao Governo de São Paulo e ele está bem. Graças a Deus o atentado em Paraisópolis/SP não fez vítimas fatais.”

A mensagem de Flávio foi ilustrada com uma foto onde aparece uma chamada do programa “Morning Show”, da Jovem Pan, e o título: “Urgente: Tarcísio de Freitas sofre um atentado em Paraisópolis”.

Àquela altura, no Palácio da Alvorada, Bolsonaro, o pai, já fora informado a respeito. Dali partiu a ordem para que seu programa de propaganda eleitoral daquele dia explorasse o episódio.

 A pressa foi tal que, sob um fundo preto, sem locução, foi aplicado apenas um letreiro que dizia:

“O candidato a governador de São Paulo Tarcísio de Freitas e sua equipe foram atacados por criminosos em Paraisópolis”.

Foi pela Jovem Pan que Bolsonaro soube? Segundo um assessor dele, não. Foi pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Pelo menos dois dos seus agentes faziam a segurança de Tarcísio.

A Abin não pode fazer segurança de candidatos. Ela é apenas um órgão de inteligência do governo federal. Mas, vê-se que vai além dos seus chinelos sempre que o presidente autoriza.

No fim da tarde daquele dia, depois que a Secretaria de Segurança Pública concluíra que não fora um atentado, Tarcísio, em entrevista coletiva à imprensa, reconheceu:

“Não foi um atentado contra a minha vida, não foi um atentado político, não tinha cunho político-partidário. Foi um ataque no sentido de que, se você intimida uma pessoa que está lá fazendo uma visita, isso é um ataque.”

“Foi um ato de intimidação. Foi um recado claro do crime organizado que diz: ‘Vocês não são bem-vindos aqui. A gente não quer vocês aqui dentro’. Para mim é uma questão territorial. Não tem nada a ver com uma questão política.”

Áudio obtido pela Folha de S. Paulo aponta que um integrante da campanha de Tarcísio mandou um cinegrafista da Jovem Pan apagar imagens do tiroteio. O cinegrafista filmou parte da ação.

Um dos encarregados da segurança do candidato, que portava um crachá, interrogou o cinegrafista:

“Você filmou os policiais atirando?” – ele perguntou.

“Não, trocando tiro efetivamente, não. Tenho tiro da PM pra cima dos caras”, respondeu o cinegrafista.

O segurança perguntou se ele havia filmado as pessoas que estavam no local onde tudo aconteceu, e o cinegrafista disse que não. Por fim, o segurança mandou:

“Você tem que apagar”.

Em nota, a Jovem Pan diz que “exibiu todas as imagens feitas durante o tiroteio”, e que “o trabalho do cinegrafista permitiu que a emissora fosse a primeira a noticiar o ocorrido.”

Acrescenta a nota:

“Não houve contato da campanha do candidato Tarcísio com a direção da emissora com o intuito de restringir a exibição das imagens e, por consequência, o trabalho jornalístico.”

A polícia paulista vai requisitar as imagens à emissora. O homem que morreu não foi identificado. O que fugiu, também não. O inquérito aberto pela polícia corre em segredo.Agente com Tarcísio em Paraisópolis estava com Bolsonaro no dia da facada |  Revista Fórum

Agente Danilo Cesar Campetti, de revolver na mão, na cena do crime, da execução de Felipe da Silva Liva desarmado, e morto a tiro pelas costas

tarcisio-de-freitas-abin-agente-paraisopolis-print

À esquerda, o agente licenciado da Abin Fabrício Cardoso de Paiva, assessor da campanha a governador de Tarcísio, à direita.

 

Reinaldo Azevedo: Tarcísio, Paraisópolis e o falso atentado

O repórter cinematográfico que gravou o tiroteio que matou um homem e parou a campanha de Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato ao Governo de São Paulo, na favela de Paraisópolis, falou com a equipe de jornalismo da TV Cultura. O caso foi revelado pelo jornal Folha de S. Paulo. Na entrevista, Marcos Andrade revelou como foi abordado por um servidor da Agência Brasileira de Inteligência, que faz a segurança do candidato, pedindo para apagar as imagens do confronto. Ele disse que havia pelo menos mais um agente da Abin no local. O vídeo do repórter cinematográfico da TV Jovem Pan pode ter registrado o momento em que o homem "suspeito" foi morto. O material pode esclarecer se seguranças da campanha de Tarcísio de Freitas participaram do ataque ou se um policial militar foi o autor do tiro.

Quem matou Felipe? Passados 11 dias do assassinato do jovem de 27 anos em Paraisópolis, zona sul de São Paulo, o candidato bolsonarista ao Governo do Estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos), voltou a se colocar como "vítima" da ação de criminosos, mas todas as evidências levam a crer que o suposto “atentado”, anunciado nas redes antes de ter acontecido, foi uma grande armação. No debate na Globo desta quinta-feira (27), Tarcísio ainda fez uma confissão pública de que houve, a pedido de sua campanha, destruição de provas e evidências que poderiam esclarecer quem foi que assassinou Felipe a tiros. Confira a analise de Renato Rovai, editor da Fórum:

“Tarcísio fez armação e matou meu filho para se eleger”, diz pai de jovem em Paraisópolis

O pintor Fernando, pai de Felipe da Silva Lima executado pelos segurança do general Tarcísio de Freitas, deu entrevista a Joaquim de Carvalho. O irmão de Felipe também falou: "Temos medo", disse.

Vide comentários:


EX-BOZOLOIDE ARREPENDIDO

a habilidade para mentir e enganar as pessoas, vindas da ala bolsonarista, não tem limites.


Paulo Cezar Nogueira

O sujeito nem se elegeu e já implantou a milícia do Rio em São Paulo.



Antonio
O suposto tiroteio, onde só os seguranças do Tarcísio atiraram... mandaram até o cinegrafista apagar as filmagens, pra sumir com as provas do caso.
No começo os exaltados queriam explorar a tese de atentado. Depois, viram que seriam facilmente desmascarados, e ficaram caladinhos. Não querem mais falar sobre o assunto...


Jose Almeida

Quem é o homem morto? Ele não estava armado. Como ele foi baleado? POr quem? POr que? Toda essa armação será desmascarada. Tarciso fará companhia ao Bolsonaro em Bangu, como bom carioca.

Antonio
Escolha sua Teoria da Conspiração preferida:


- O “atentado” contra Tarcísio

- As urnas eletrônicas que tiram votos de Bolsonaro

- A armação dos policiais para prender Roberto Jefferson

- As rádios que não veiculam propaganda

- A censura do Alexandre de Moraes

- A vacina que implanta um chip

- A suposta “facção CPX”

- A mídia aumentando mortes por Covid


Eduardo de Paula Barreto

A ESTRATÉGIA DO MITO

 

Diante da certeza

De que será derrotado

Bolsonaro bate na mesa

E grita desesperado

Desafiando o Judiciário

Para minar com ataques diários

O Estado democrático de Direito

Porque acha preferível

Ser considerado inelegível

Do que perder o pleito.

.

Estimula a violência

Propagando mentiras

E com falsa benevolência

Com benesses conspira

Contra o arbítrio

Daqueles famintos

Que devido à carência

Talvez sejam induzidos

A reconduzir o mau mito

À cadeira da Presidência.

.

A outra opção imoral

Que Bolsonaro tem

É a convulsão social

Provocada por quem

Investe na instabilidade

Para que a sociedade

Assustada se abale

E aceite a instalação

De um governo de opressão

Exercido pelos militares.

.

Ao perder o seu cargo

Perderá o escudo do foro

E será processado

Pelos crimes e desaforos

Que cometeu impunemente

Enquanto foi o Presidente

Mais inapto, inepto e vil

E caberá a todos nós

Unir nossa força e voz

Para a reconstrução do Brasil.

.

Eduardo de Paula Barreto



Marcos Antônio da Silva

O povo de São Paulo tem responsabilidade moral de evitar que o Estado se transforme na República de Salò caipira, refúgio e reduto dos fascistas apeados do poder federal.


Eduardo de Paula Barreto

.

O TEMPO DAS TREVAS.

.

Chegamos ao fundo do poço

E nas trevas não enxergamos nada

Tornamo-nos apenas um esboço

De uma sociedade civilizada

Que deixou lá na superfície

Toda a expertise

Adquirida ao longo dos tempos

Desaprendemos a amar

A ser tolerantes e a aceitar

Que o mundo não é mais o mesmo.

.

Com oitenta tiros

Desfaz-se uma família

Deixando mortos os entes vivos

Em cuja memória o morto brilha

E os dedos que acionam os gatilhos

Apontando o pai para o triste filho

Destroem a sua reputação

E sem nenhuma autocrítica

Transformam a inocente vítima

Em apenas mais um ladrão.

.

Tornam-se frequentes os suicídios

E o ódio se materializa

Buquês são trocados por feminicídios

Ressurgem os ideais nazistas

E os embates físicos violentos

Se sobrepõem aos argumentos

Na resolução de conflitos

E o mal adquire maior relevância

Sempre que quem prega a intolerância

É chamado de mito.

.

Eduardo de Paula Barreto

28
Fev20

de Eduardo de Paula Barreto

Talis Andrade

ribs lula livre.jpg

 

GRADES DERRETIDAS

As máscaras dos hipócritas
Tornaram-se transparentes
E as candidaturas mitológicas
Mostraram-se incompetentes
Para lidar com a realidade
De um País que na verdade
Precisa de gente capaz
Para fortalecer a Democracia
E garantir a soberania
Sem comprometer a paz.


O Brasil já foi pujante
E respeitado em todo o Globo
Quando o seu governante
Era um homem do povo
Que teve como prioridade
Reduzir as desigualdades
E promover a inclusão
Desagradando as elites
Que nunca admitem
Que se reparta o pão.


Diante do fracasso dos golpistas
E de tantas amarguras
Muitos se tornaram saudosistas
E pediram o retorno de Lula
Que por ter certa a vitória
Sofreu a ação predatória
Que o fez prisioneiro
Para impedi-lo de voltar
À presidência e aumentar
A autoestima dos brasileiros.

 

Quanto maior a perseguição
Maior é a resiliência
Daquele que traz no coração
O apreço pela resistência
Que fortalece o destemido
Que vê em cada inimigo
Uma fonte de motivação
Para transformar as agruras
Em espada e armadura
Para cumprir sua missão.

 

O calor da indignação
E a chama da verdade
Derreteram as grades da prisão
Que foi fruto da arbitrariedade
De pessoas sem caráter
Que instalaram tais grades
Fundadas na injustiça
Pensando que assim
Decretariam o fim
Do espírito estadista.


A verdade venceu a mentira
O bem venceu o mal
E a lealdade venceu a perfídia
Que fingiu ser justiça imparcial
Agora para o Brasil ser feliz
O cidadão honorário de Paris
Deixará a injusta clausura
Para recolocar o País nos eixos
E o primeiro passo para tal feito
Será o seu nome nas urnas.

 

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