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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

O CORRESPONDENTE

15
Jul22

Ocupar as ruas e as redes, em defesa de Lula e da Esperança

Talis Andrade

 

historia escrita povo nas ruas greve.jpg

Nesta escalada da violência fascista contra Lula e os setores democráticos, é preciso que as instituições falem. E que nós ocupemos as ruas

 

Bolsonaro Nunca Mais': mais de 40 cidades terão manifestação contra o  presidente neste sábado - Rede Brasil Atual

 

Lula: Como disse Dona Lindu, a saída é a Esperança

 

AMEAÇA: A recente escalada de violência fascista tem método. Em um dia, matam Bruno Pereira e Dom Phillips. Em outro, bolsonaristas infiltram-se em evento de Lula, no dia 21 de junho, apesar de toda a segurança que costuma envolver os atos de pré-campanha petista. Em outro instante, na última quinta-feira (7), uma bomba caseira cheia de fezes foi lançada antes da chegada de Lula a ato no Rio de Janeiro. Em mais um evento, atacaram também com fezes (por que bolsonaristas têm essa obsessão na fase anal?) o juiz que ordenou as prisões de pastores e do ex-ministro da Educação, por corrupção grossa com as verbas do MEC. Por último, um fanático discípulo do presidente Jair Bolsonaro, José da Rocha Guaranho, assassinou na covardia neste sábado (9) o guarda municipal e militante petista Marcelo Aloizio de Arruda, crime cometido diante de toda a família e amigos da vítima, que comemorava seus 50 anos com uma festa em homenagem a Lula. São eventos demais em apenas um mês.

Não se pode esquecer a transmissão da fala de Bolsonaro do mesmo dia 7 de julho, em que ele diz aos internautas: “Não preciso dizer o que estou pensando, mas você sabe o que está em jogo. Você sabe como você deve se preparar, não para o novo Capitólio, ninguém quer invadir nada, mas sabemos o que temos que fazer ANTES DAS ELEIÇÕES”. Mensagem mais clara do que mil sóis, significa: vamos bagunçar, vamos tocar o terror, vamos fazer esses caras se esconderem, vamos pra cima!

 

Para terminar esse rosário de atrocidades, hoje (11) o vice-presidente Mourão nos presenteia com essa pérola do cinismo, poucas horas antes do enterro do petista Marcelo Aloizio de Arruda:

“Não é preocupante. Não queira fazer exploração política disso daí. Vou repetir o que eu estou dizendo, e NÓS VAMOS FECHAR ESSE CAIXÃO. Para mim é um evento desses lamentáveis que ocorrem todo final de semana nas nossas cidades, de gente que briga e termina indo para o caminho de um matar o outro”, disse Mourão. FECHAR O CAIXÃO, Mourão? Que mensagem é essa, coveiro da Democracia?

ESPERANÇA: É vedado a quem quer que esteja do lado da Democracia intimidar-se. Mas precisamos ter tanta coragem quanto serenidade e sabedoria.

Eles querem a violência. Nós queremos eleições.

Eles estão com medo das urnas. Nós, não!

ESPERANÇA: Nós estamos com a maioria do povo brasileiro. Eles estão com os bandidos, assassinos e criminosos que querem golpear o povo e o País.

ESPERANÇA: O ato da chapa Lula-Alckmin no último sábado (9), em Diadema, cidade operária da Grande São Paulo, foi a consagração da esperança. Dias melhores virão, disse Lula, citando sua mãe, Dona Lindu. É disso que se trata. Ouvindo populares que estiveram presentes no ato, obtivemos depoimentos comoventes de vidas transformadas pelos governos petistas. É uma mãe que teve a filha com paralisia cerebral; depois de tantas lutas, a menina concluiu o primeiro grau. Então, ela conseguiu acabar o segundo grau. Então, ela passou no vestibular. E, agora, formada em Jornalismo, a menina autografou o livro sobre sua vida, com o qual presenteou Lula… (é de perder o fôlego!)… É a linda militante negra de Diadema, que se formou em Arquitetura graças às políticas públicas do PT; é a senhora nordestina que dormiu na praça da Moça, em Diadema, onde se realizaria o ato da chapa PT-PSB. Ela queria ver Lula de perto, o mais perto possível, e conseguiu ficar na primeira linha do público:

“Porque Lula é a nossa esperança”.

Veja os vídeos:

ANE LÚCIA, NORDESTINA: HOMEM HONRADO E BRASILEIRO É LULA QUE NÓS AMAMOS. VOCÊ ESTÁ VOLTANDO!

 

OZÉIAS: LULA LEMBROU DO POVO ESQUECIDO DO NORDESTE, QUE VIVIA PASSANDO FOME, SEDE, SEM ENERGIA

 

MORADORA DE DIADEMA FORMA-SE EM ARQUITETURA E AGRADECE A LULA PELO PRÓ-UNE E PELO ENEM

 

ESPERANÇA: A felicidade combina demais com a esperança. E era visível isso na fila para entrar na praça. Como todos tinham de passar por revista antes de entrar no local do ato, formaram-se enormes filas. Em vez de irritação, palavras de ordem, hinos e alegria. Cada delegação cantando suas músicas. E o ato começou com aquelas mesmas pessoas, entoando felizes o Hino Nacional, como que a dizer que o Brasil pode ser muito mais do que está sendo hoje.

ESPERANÇA: É preciso que STF, STJ, parlamentares, policiais, GCMs e soldados unam-se em defesa da Democracia, junto ao povo pobre e oprimido (e esfomeado).

 

AMOR AO BRASIL NAS VOZES DO POVO POBRE E OPRIMIDO: HINO NACIONAL

 

ESPERANÇA: Bolsonaro quer chamar a covardia entre nós. Ao PT e às forças democráticas cabe honrar essa esperança e não se furtar à luta nas ruas e nas redes. #BolsonarismoMata. #BolsonarismoMata. #BolsonarismoMata. Temos de repetir esse mantra, e seguir, firmes e fortes, na defesa do Brasil. Temos de defender Lula e a esperança. Porque dias melhores virão, como disse Lula.

ESPERANÇA: As ruas e as praças são o território por excelência da Democracia. Com serenidade e sabedoria, anularemos quem nos quer mortos ou derrotados.

ESPERANÇA: O Brasil merece. Brilhar nossa estrela!

Fora Bolsonaro": imprensa europeia destaca atos a favor do impeachment do  presidente brasileiro - CartaCapital

15
Jul22

A imprensa que insiste na polarização é cúmplice na barbárie

Talis Andrade

hand holding pistol

Ilustração: Rodrigo Bento/The Intercept Brasil; Getty Images

 

 

Mesmo após anos de evidências e fatos, como o assassinato de Marcelo Arruda, jornalistas e veículos ainda investem em uma polarização que nunca existiu

 

13
Jul22

De novo, o tumor Bolsonaro

Talis Andrade

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por Cristina Serra

- - -

A morte a tiros do guarda municipal Marcelo de Arruda, em Foz do Iguaçu, evidencia o quanto a violência associada à campanha eleitoral já está disseminada e tende a piorar. Mas o assassinato do militante petista pelo bolsonarista Jorge José Guaranho não é o primeiro ato de violência política neste Brasil inoculado pelo vírus da brutalidade.

É preciso recuar no tempo. O marco zero do ciclo de barbárie é 14 de março de 2018, com o assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, quando o Rio de Janeiro estava, havia um mês, submetido à intervenção federal na segurança pública, algo inédito desde a Constituição de 1988.

A operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) fora decretada por Michel Temer, diante do que considerou o colapso das polícias no Rio. Temer nomeou como interventor o então comandante Militar do Leste, Braga Netto. Como se sabe, a GLO não resolveu o problema da criminalidade no Rio (que surpresa!). Bolsonaro foi eleito, Braga Netto tornou-se seu ministro e agora pode ser o vice na chapa do chefe. Até hoje, não se sabe quem mandou matar Marielle.

Outro momento de paroxismo de violência em 2018 foi a facada em Bolsonaro. Nem o fato de ter sido vítima de um atentado arrefeceu sua retórica do ódio, reiterada ao longo da campanha (“vamos fuzilar a petralhada”, “vai tudo vocês pra ponta da praia” etc) e potencializada por meio de ações concretas de seu governo.

A inundação de armas na sociedade, a multiplicação dos clubes de tiro, o salvo-conduto para milícias, as operações policiais que afrontam o STF e promovem banhos de sangue em bairros pobres incorporam a selvageria no cotidiano e nos trazem até aqui.

Em agosto de 2020, escrevi que Bolsonaro foi assimilado pelas instituições e pela imprensa como ator político natural da democracia assim como um corpo doente se acostuma a hospedar um tumor. Eis aonde chegamos. Agora, o tumor está perto, muito perto, de explodir.

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12
Jul22

"Bolsonaro faz discurso violento, típico de um covarde", diz Lula

Talis Andrade

Correio Braziliense

 

Lula critica duramente o chefe do Executivo e fala sobre combate à fome

 

por Carlos Alexandre de Souza, Ana Dubeux, Denise Rothenburg, Ana Maria Campos /Correio Braziliense

 

Lula chega nesta terça-feira (12/7) a Brasília para participar de um ato público, às 17h, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Também vai cumprir agenda com empresários de vários segmentos da economia. Uma programação para, entre outros assuntos, tentar desconstruir o antipetismo com a ideia de uma aliança ampla para "reconstruir o Brasil".

Nesta entrevista, o ex-presidente explica que quer manter o auxílio de R$ 600 e que seu compromisso é novamente tirar o Brasil do Mapa da Fome da ONU. "Isso é um compromisso de vida. É a prioridade."

Sobre ataques do bolsonarismo aos seus apoiadores ou ameaças ao processo democrático das eleições, Lula diz que "Bolsonaro faz um discurso violento, cheio de bravata, bem típico de um covarde, que tenta estimular a violência no país". Também chama o atual presidente de "mentiroso".

 

No primeiro mandato, o senhor disse que não descansaria enquanto alguém passasse fome no Brasil. A fome voltou. Vai repetir esse compromisso?

Sim. Isso é um compromisso de vida. Conseguimos, com toda a sociedade, criar políticas públicas e promover inclusão social que tirou o Brasil do Mapa da Fome da ONU, e agora estamos de volta. Essas políticas públicas foram desmontadas, e a fome voltou. Não tem por que o Brasil ter milhões de pessoas, milhões de famílias e crianças passando fome. Nós vamos resolver isso, é a maior prioridade.

 

Acredita que Bolsonaro vai respeitar o resultado da eleição?

Ele tem de respeitar. Não é opção dele.

 

O senhor já disse que é contra as RP9, as emendas de relator ao Orçamento, e que vai acabar com elas. Porém, para acabar, é preciso acertar com o Congresso. O Congresso, hoje, manda no Orçamento e, para 2023, vai tornar impositivas também essas emendas de relator. Como fará para acabar com elas, uma vez que até na oposição tem gente que apoia essas emendas e diz ser melhor ficar independente do governo?

Vamos conversar sobre isso com o Congresso eleito pelas urnas de 2022. Por isso, será muito importante o voto para deputado e senador nesta eleição. Eu acho que o país não pode ter algo chamado "orçamento secreto". Eu quero que o país tenha um orçamento participativo, com as pessoas podendo participar pela internet, opinar no destino dos recursos dos seus impostos.

 

Se vencer a eleição, vai manter o Auxílio Brasil a R$ 600?

Eu quero manter. O PT queria que o Auxílio fosse de R$ 600 já em 2020. Bolsonaro que fez uma coisa engraçada: criou uma série de benefícios em período eleitoral que duram até dezembro. Depois disso, vale a palavra do Bolsonaro, que não vale nada, como o mundo sabe, porque todo mundo sabe que ele é um mentiroso.

 

O senhor é contra o teto de gastos. E Bolsonaro encomendou uma bomba fiscal de R$ 41 bilhões? Isso não é irresponsabilidade fiscal?

Eu governei oito anos com responsabilidade fiscal, social, econômica, com todo o tipo de responsabilidade possível, sem precisar de teto nenhum. Em nenhum país existe esse teto. Nem no Brasil, onde a toda hora se cria uma exceção ao teto. O maior problema de teto no Brasil são as milhares de famílias que viraram sem teto nas grandes cidades, morando nas ruas. Esse é o teto que me preocupa.

 

Derrotar Bolsonaro é seu objetivo. Mas ele tem aliados em diversos estados. Onde estão os maiores desafios?

O povo brasileiro viveu meu governo. Saí da presidência com grande aprovação. E o povo brasileiro tem lutado para sobreviver ao governo do Bolsonaro, em que muitos morrem de covid, de fome, de tiro. Em que as pessoas buscam osso, buscam carcaça de frango, porque não podem comprar carne. Ele não tem muitos aliados, porque estão vendo nas pesquisas que não é uma boa se associar a ele. Então, em Minas, no Rio de Janeiro, em São Paulo os candidatos dos partidos dele estão é escondendo ele.

 

E no Distrito Federal? Ibaneis é aliado do presidente.

Vamos ver se essa aliança vai se firmar, inclusive pelo comportamento de Bolsonaro, que está longe de ser alguém confiável ou estável. Acho triste, no Distrito Federal, com tantos servidores públicos, as pessoas votarem em alguém que desrespeitou tanto o funcionalismo como Bolsonaro.

 

O PT já reconheceu todos os seus erros?

O PT é o maior partido do país, com centenas de milhares de filiados e milhões de simpatizantes. Governamos vários estados e cidades do país, várias vezes, com pessoas diferentes. Nada na vida é perfeito, sempre podemos aprender e melhorar, mas sempre respeitamos a democracia. Não sei se todos que desrespeitaram a democracia, derrubando uma presidenta honesta e elegendo um fascista, achando difícil a escolha entre ele e um professor que é um dos gestores públicos mais qualificados do país, não sei se eles reconheceram todos os seus erros.

 

Por que o antipetismo ainda é tão forte?

Porque o petismo é forte. E porque, para derrotar o PT após quatro vitórias eleitorais, foi necessário acumular muita mentira, estimular muita gente de extrema direita a sair do armário para derrotar um partido que construiu políticas sociais contra a fome e a pobreza, que foram inspiração e modelo no mundo todo.

 

Bolsonaro pode perder, mas o bolsonarismo continuará. Concorda?

Em qualquer país existe parte da população, uma minoria pequena, de extrema direita. A diferença é que Bolsonaro os estimulou, fez parecer bonito ser ignorante, exibir grosseria e preconceito, ser violento. Vamos ver depois da eleição como ficará o bolsonarismo. Bolsonaro foi, por 28 anos, um deputado irrelevante. Agora, será um grande trabalho consertar o estrago que ele fez no país: na questão ambiental, ao espalhar armas, atuando contra a ciência, a educação, contra nossas universidades. Será um grande trabalho que eu, junto com Alckmin, com a nossa experiência, e com toda a sociedade brasileira, não quero perder tempo, quero, desde a primeira hora, trabalhar para consertar o país.

 

Seus adversários mais ferrenhos afirmam que o PT jamais fez o mea-culpa do mensalão e do petrolão e que o senhor não foi inocentado. Como está se preparando para responder a essas argumentações ao longo da campanha?

Quem diz que eu não fui inocentado é alguém desesperado, que não tem a grandeza de admitir que me acusou injustamente, depois de termos provado a abertura de processos completamente forjados e parciais contra mim, como disseram meus advogados desde a primeira defesa que apresentaram, ainda em 2016. Eu venci em mais de duas dezenas de casos na Justiça. Juristas de renome internacional, da Alemanha, dos Estados Unidos, da Itália, da Argentina, ficaram chocados com o absurdo da minha condenação por "atos indeterminados", quando leram a sentença do Moro. Fui absolvido na Justiça em Brasília da acusação de envolvimento em desvios na Petrobras e em outras empresas públicas, por meio de decisão definitiva. Nem os procuradores de Brasília recorreram da sentença que falava que as acusações tinham objetivos políticos. Eu fui o político mais investigado do país, e não acharam nada contra mim. Mas, depois de tantas e tantas mentiras contra mim e minha família, tem gente que não quer dar o braço a torcer.

A denúncia do tal "petrolão" foi recusada pela Justiça de Brasília. Pessoas foram condenadas no mensalão por um voto, que deve ter sido escrito pelo Moro, que admitia que não tinha provas contra mim. A Lava-Jato de Curitiba soltou executivos de empresas e diretores da Petrobras que eles descobriram que roubavam desde os tempos do PSDB, em troca de um bando de mentiras em delações. E destruíram as empresas, destruíram projetos de desenvolvimento, destruíram empregos. Os delatores foram soltos com parte do dinheiro, não tem nenhum mais preso, e milhões de trabalhadores honestos das empresas ficaram desempregados. Os adversários mais ferrenhos apostam nisso porque não sobrou mais nada para dizer, depois do desastre deles na economia, na educação e, inclusive, no combate à corrupção. Na época dos governos do PT, foram feitas as principais leis de combate à corrupção e também foi feita a Lei da Transparência. Hoje, com Bolsonaro, tudo é sigilo de 100 anos.

 

Sua campanha já foi vítima de dois ataques, um no triângulo mineiro, com um drone que atirou fezes sobre os seus apoiadores, e, na última quinta-feira, no Rio de Janeiro, com uma bomba caseira de fezes atirada contra o público. Como o PT e o senhor vão tratar desses temas? Como vai se preparar, por exemplo, para o 7 de Setembro, que hoje preocupa alguns partidos e até a Justiça Eleitoral?

Eu não gosto de comentar segurança, temos os responsáveis pela área, que cuidam disso. Em ambos os casos que citou, reagiram rápido, o sujeito do drone foi preso, o homem que jogou a bomba, também. O Bolsonaro faz um discurso violento, cheio de bravata, bem típico de um covarde, que tenta estimular a violência no país, inclusive, tivemos essa tragédia em Foz do Iguaçu. Isso de 7 de Setembro, ele, inclusive, já tentou antes. Não deu certo aquela vez e não vai dar certo de novo.

 

A redução no preço dos combustíveis tem sido difundida pelos bolsonaristas nas redes sociais como uma vitória do presidente e a PEC dos Benefícios é vista como um gol de Bolsonaro, porque não deixou margem para o PT votar contra a proposta, restou a obstrução. Como vai lidar com esse tema na campanha?

Também estamos tranquilos com isso. Tem gente que pensa que o povo é bobo. O Bolsonaro ficou três anos e meio no poder, não liga para nada, fica passeando de moto e espalhando mentira; chega perto da eleição, tenta comprar o voto do povo, que está em uma situação difícil, vendo o preço de tudo subir cada vez que vai ao supermercado. Aliás, em vez de reduzir os preços dos combustíveis enfrentando a questão da paridade internacional dos preços da Petrobras, abrasileirando os preços dos combustíveis aos custos em reais, monta esse pacote em cima de um calote nos governadores e prefeitos, tirando dinheiro da saúde e da educação nos estados e municípios. Se essa verba chegar para o povo, o povo tem mais que pegar o dinheiro — o PT não vai ser contra auxílio — e depois votar com sua consciência. O povo vai avaliar como Bolsonaro tem desrespeitado os trabalhadores, as mulheres, como foi um desastre na pandemia, que não tem nada de bom para apresentar, e vai votar contra ele.

 

Muita gente confunde Lula com o PT. Há quem diga que o partido só faz o que senhor quer e há quem diga que o senhor só faz o que o PT quer. Quem está certo?

Nenhuma das duas falas. Quem diz isso não conhece o PT, o que é até uma pena para quem acompanha política não saber da diversidade e da vida interna intensa do PT. No PT tudo é discutido, tudo precisa ter convencimento, se ouvem as divergências, se vota. O PT não é um partido que o secretário-geral fala, e ninguém responde. O PT é um partido nacional, espalhado em todo o país, com diretórios estaduais, municipais. E eu tenho muito orgulho de ser um dos fundadores do PT, mas, ao mesmo tempo, eu não quero ser candidato só do PT. Quero ser, junto com o Alckmin, candidato de uma aliança que, hoje, tem sete partidos, que tem apoio de pessoas de outros partidos, além desses sete, e quero ser candidato de um movimento de reconstrução do Brasil para ser presidente de todos os brasileiros.

Eu quero me reunir em janeiro, talvez até em dezembro, com os 27 governadores eleitos, para, juntos, resolvermos os problemas do país. Me reunir com os prefeitos. Não importa se gostam ou não de mim. Eu, quando fui presidente, respeitei a todos. Não fiquei pedindo para empresário me apoiar, não fiquei perguntando se ele votava em mim. Respeitei todas as religiões, todos os brasileiros, representei este país no exterior, busquei investimentos externos e mercados para nossas exportações. Eu sou uma pessoa que respeita a democracia, que gosta de ouvir a opinião dos outros, e respeito a divergência. O Brasil precisa voltar a ter diálogo, ter paz e ter um presidente que trabalhe para resolver os problemas. É a isso que quero dedicar os próximos quatro anos da minha vida.

 

09
Jul22

Rodrigo Luiz Parreira terrorista de Bolsonaro responde a 21 processos inclusive por roubo e extorsão

Talis Andrade

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O agropecuarista Rodrigo Luiz Parreira, de 38 anos, apontado como um dos autores do ataque com drone em evento do ex-presidente Lula (PT) e do ex-prefeito Alexandre Kalil (PSD), em Uberlândia, no Triângulo Mineiro , responde a 21 processos na Justiça. Pereira está preso desde sábado, no presídio de Uberlândia, por aquisição irregular de arma de fogo, segundo informações Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). 

A arma foi encontrada em um dos cinco endereços ligados ao agropecuário, que foram alvo de busca e apreensão da polícia.

Entre os processos, Parreira responde por crimes contra o Patrimônio e roubo majorado, que pode ser roubo ou extorsão, aberto em 8 de agosto de 2019. 

Em outro processo, aberto em 28 de junho, ele responde por crimes "previstos na legislação extravagante", que podem ser lavagem de dinheiro ou ocultação de bens, direitos ou valores-delitos cometidos em razão da função pública, e por "crime do sistema nacional de armas", que pode ser porte ilegal de arma de fogo.

05
Jul22

Polícia prende dono de drone Bolsonaro usado em ação contra apoiadores de Lula e Kalil

Talis Andrade

www.brasil247.com - Image

 

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp) confirmou a prisão do arruaceiro Rodrigo Luiz Parreira, o espalha merda e urina

 

 

A Secretaria Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp) informou que a polícia prendeu nesta terça-feira (5), em Uberlândia (MG), Rodrigo Luiz Parreira, apontado por investigadores como o principal responsável pelo ataque a apoiadores do ex-presidente Lula (PT) e do pré-candidato ao governo mineiro Alexandre Kalil (PSD), durante evento de pré-campanha, em 15 de junho na cidade. O equipamento jogou fezes e urinas nas pessoas que foram ao evento. 

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), Parreira falsificou documentos para obter o Certificado de Registro Pessoa Física - Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC). As informações foram publicadas nesta terça pelo portal G1

Foram cumpridos nesta terça mandados de busca e apreensão em pelo menos cinco endereços atribuídos a ele. 

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