Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

27
Mar20

Coronavírus: deputado bolsonarista é preso em festa em Niterói

Talis Andrade

 

deputado festeiro.jpg

 

Gustavo Schmidt (PSL-RJ) ainda foi acusado de agredir policiais e desacatar delegada

 

Revista Forum - O deputado estadual Gustavo Schmidt (PSL-RJ) foi detido, na madrugada desta sexta-feira (27), quando participava de uma festa num condomínio em Camboinhas, na Região Oceânica de Niterói (RJ).

De acordo com informações do Bom Dia Rio, o deputado foi acusado de agredir um cabo e um sargento do 12o BPM (Niterói). Levado para a 76a DP (Centro), ele teria também desacatado uma delegada. O parlamentar nega as acusações.

Moradores do condomínio se incomodaram com o barulho da festa e chamaram a PM. Quando chegaram ao local, os policiais viram que Gustavo era um dos 20 convidados. Segundo os agentes, eles foram agredidos pelo deputado e um deles teria tido os óculos quebrados.

Em nota, a PM informou que recebeu várias denúncias de moradores sobre a festa com aglomeração de pessoas, o que está proibido por causa da pandemia do coronavírus.

 

06
Ago19

‘Governo Bolsonaro é um pesadelo’, diz Sidarta Ribeiro, neurocientista

Talis Andrade

por Maria Teresa Cruz

Ponte

Cientista achou ‘estranho’ ser filmado por militares durante palestra e critica ‘polêmica’ sobre drogas: ‘farmácias vendem maconha há dois anos’

Sidarta Ribeiro fala sobre os cortes do governo federal em encontro na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul | Foto: SBPC/Jardel Ribeiro

 

Não faz nem um mês que o neurocientista Sidarta Ribeiro, um dos mais respeitados em sua área no Brasil, professor titular e vice-diretor do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), esteve em Paraty (RJ) divulgando seu novo livro “O oráculo da noite”, que fala de sonhos. Mas, para ele, no atual momento político que o país atravessa, tem sido difícil sonhar. “A gente está vivendo uma situação catastrófica para a ciência, a educação e o meio ambiente. Isso é um pesadelo, não é um sonho bom”, disse Sidarta, em entrevista à Ponte.

Na última terça-feira (24/7), conforme divulgado em reportagem da Ponte, Ribeiro estava fazendo uma apresentação sobre os riscos para a ciência e tecnologia diante dos cortes do governo federal que afetam em cheio a pesquisa no país, quando foi gravado por militares no auditório da (UFMS) Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande. O pesquisador falava como coordenador da Comissão de Financiamento à Pesquisa e de Política Científica da SBPC (Sociedade Brasileira pelo Progresso da Ciência), durante o 71º encontro anual da entidade. “Achei a situação inédita, me senti desconfortável pela forma com que eles estavam se comportando, mas mantive o que foi planejado”, afirmou.

Sidarta Ribeiro é cuidadoso ao fazer afirmações sobre a motivação da gravação, mas faz um alerta sobre a versão do Exército, de que os militares estavam na sala e fizeram a gravação por desejo e interesse individual. “A desculpa que eles deram não é implausível. Mas eu acho que se fosse o caso de atitude privada, eles teriam usado o celular para filmar e estariam na cadeira, não ficariam atrás e se locomovendo em cima das pessoas. Quando você está só interessado, você não está preocupado em documentar detalhes. Eles estavam tentando documentar em detalhes”, atestou.

Militares durante a apresentação de Sidarta Ribeiro na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul 

 

O neurocientista manifestou preocupação com as recentes decisões do governo Bolsonaro, que impactam a política de drogas, o livre debate e prevê um cenário catastrófico para a ciência e educação. “Eles não querem o debate. Para eles, o contraditório tem que ser exterminado”, critica. E diagnostica: “Avalio que a maconha para a medicina do século 21 é como o antibiótico para a medicina do século 20”.

Confira a entrevista:

Ponte – Qual a leitura possível do que aconteceu na última terça-feira na SBPC? 

Sidarta Ribeiro – Eu não tenho informação suficiente para saber, ter uma interpretação segura. Mas há três possibilidades. A primeira é considerar que o Exército está falando a verdade, que aqueles quatro agentes estavam lá como indivíduos privados, muito interessados no conteúdo da palestra. A segunda possibilidade é que eles estavam lá por orientação de algum superior para documentar o que era falado, o que acho que é mais provável devido a postura deles, os equipamentos que eles estavam usando, o posicionamento deles na sala, tudo que aconteceu lá sugere isso. A primeira é benigna, a segunda não muito e a terceira é pior, que seria para intimidar, para incomodar a gente.

 

Ponte – Antes de começar a sua apresentação você percebeu o que estava acontecendo ou só se deu conta depois?

Sidarta Ribeiro – Antes de eu começar eles já se posicionaram. Eu olhei, percebi, achei a situação no minimo inédita, já que nunca tinha visto nada parecido, mas, de novo: lá fora estava cheio de militares, eles estavam com um estande. A desculpa que eles deram não é muito crível, mas ela não é completamente implausível. Eu acho que se fosse o caso de atitude privada, eles teriam usado o celular para filmar e estariam nas cadeiras, não ficariam atrás, em pé, se locomovendo em cima das pessoas. Quando você está só interessado, você não está preocupado em documentar detalhes. Eles estavam tentando documentar em detalhes. Teve uma senhora que se levantou e falou que ela era dos anos 60, que só nos anos 60 acontecia coisas assim, se mostrou indignada. Eles ficaram aparentemente constrangidos, sentaram nas cadeiras, mas não foram embora e continuaram ali filmando.

 

Ponte – Você ficou constrangido, pensou em mudar alguma coisa do tema que iria falar?

Sidarta Ribeiro – Eu fiz uma apresentação que foi integralmente formada por documentos, que foram apresentados com imagem. Quando eu percebi aquela situação, me senti desconfortável, mas pensei: isso pode não significar nada. Até porque nós, cientistas, somos patriotas, assim como os militares são patriotas. Eu decidi que não ia fazer ironia, piada, nada, e nem diminuir a carga da crítica. Porque a crítica é forte, mas é uma crítica de toda a sociedade, desse grupo de trabalho que eu estava representando. Estava ali o Glaucius Oliva, a Helena Nader, entre outros e eu basicamente pensei: “vou manter o que foi planejado”.

 

Ponte – Seu último livro “O oráculo da noite” é sobre sonhos. Está dando para sonhar ultimamente?

Sidarta Ribeiro – A gente está vivendo uma situação catastrófica para a ciência, a educação e o meio ambiente. Catastrófica. Integrantes da SBPC foram removidos do Conad [Conselho Nacional de Políticas de Drogas] e do Conama [Conselho Nacional do Meio Ambiente]. Isso é um pesadelo, não é um sonho bom.

Sidarta Ribeiro traz previsões sobre a falta de investimento na pesquisa científica que trará consequências no curto e médio prazo | Foto: Divulgação/SBPC/Jardel Ribeiro

 

Ponte – Sobre essa extinção do Conad, quais as consequências possíveis?

Sidarta Ribeiro – O Conad já era um órgão em que já éramos minoria, até pela forma como ele era estruturado pela lei 11.343/2006. A sociedade civil tinha menos assentos que o governo. Ou seja, era um local onde não tinha maioria para ganhar nada, mas era um local para expressar ideias, para fazer o exercício do contraditório. No governo Temer não foi fácil nossa relação com o Conad. Houve dificuldade para indicar representante, existia uma má vontade, mas ainda assim nós tínhamos a nossa representação. Mais recentemente, já no governo Bolsonaro, eles aprovaram a nova política de drogas, basicamente de inspiração do Osmar Terra [Ministro da Cidadania], que é uma política de drogas regressiva na nossa opinião. No ano passado, a SBPC aprovou, por unanimidade, que a proibição de drogas é anticientífica e que nos deveríamos regularizar e regulamentar todas as drogas de acordo com seus potenciais benéficos e danosos. Nós éramos uma voz dissonante junto a outras vozes da sociedade, mas éramos minorias. Quando ele faz um movimento para expurgar a sociedade civil do Conad e do Conama, em grande medida, se trata de não ter o contraditório. Não se trata de vencer as discussões, até porque eles sempre tiveram maioria. Se trata de homogeneizar as opiniões, visões. Se trata de algo muito grave quando falamos em política pública. 

 

Ponte – Ainda sobre o debate das drogas, esse ano a Fiocruz divulgou uma pesquisa que ficou embargada no ano passado e que mostra resultados importantes, na contramão de algumas ideias do governo, que tentou desqualificar a instituição. Como vê isso?

Sidarta Ribeiro – A pesquisa da Fiocruz foi um levantamento muito amplo sobre o padrão de uso de drogas no Brasil e ele se segue a outros levantamentos anteriores. Se você observar os números, eles são todos compatíveis, não mudaram radicalmente. Essa pesquisa foi embargada no governo Temer e não tem nenhuma boa razão científica para isso, afinal foi feita com dinheiro público, melhores metodologias, os resultados são compatíveis com resultados anteriores, é bem consistente. O que pega nessa pesquisa é que ela demole a ideia de epidemia de drogas no brasil. Epidemia é uma coisa que se alastra rapidamente e o consumo de drogas não está se alastrando rapidamente pelo país. Isso não está acontecendo. Mas esse discurso de epidemia é para justificar essa nova política de drogas no país, que baseada na internação compulsória, que objetiva dar dinheiro para comunidades terapêuticas religiosas, uma espécie de Lei Rouanet para essas comunidades religiosas. E tem uma coisa grave: se você olhar os números, todo o auê que é feito em cima da maconha e crack, a prevalência dessas drogas é muito baixa. Se houvesse uma epidemia de drogas no Brasil, seria de álcool, já que 66% dos brasileiros já fez uso de álcool. A pesquisa foi embargada por questões ideológicas. 

 

Ponte – E a legalização da cannabis. A discussão atravessa governos, existe há anos e parece não caminhar, apesar de alguns tímidos avanços. A que atribui?

Sidarta Ribeiro – Se você for na farmácia, agora, e pedir um remédio chamado “mevatyl”, você vai ter ali um tarja preta importado que é composto de THC e CDB [Tetrahidrocanbinol e Canabidiol, compostos maconha]. Ele é uma espécie de maconha simplificada, só que ele custa R$ 2.800. Às vezes estou falando disso na universidade e algum aluno diz: “mas professor, isso é polêmico”. E eu rebato: não tem nada de polêmico nisso. Já esta vendendo em qualquer drogaria, há dois anos e ninguém sabe disso direito. As pessoas ficam surpresas. A gente não está discutindo a legalização da maconha. A maconha já está legalizada para quem tem dinheiro. A gente está discutindo o acesso para pessoas pobres e mesmo da classe média. Há três posições sobre o tema hoje no Brasil: tem a posição medieval do Osmar Terra, que é a do Bolsonaro, de que droga é uma coisa ruim, que tem que acabar com a droga, embora com certeza eles comprem remédio na drogaria. Tem a posição da Anvisa, que é a posição do mercado, que defende legalizar desde que seja passando por grandes empresas e encarecendo o produto. E tem a terceira posição que é a posição dos pais de pacientes, dos cultivadores cooperados, que mostra que o extrato da planta contém tudo que é necessário, ele é muito mais eficiente e mais barato. Aquele que custa R$ 2.800, vai sair R$ 30, R$ 50.  O cultivo cooperativizado está sendo utilizado e dando certo na Espanha. 

 

Ponte – Você é a favor de qual para a realidade brasileira?

Sidarta Ribeiro – Essa não é a posição da SBPC, é a posição do Sidarta, certo? Na minha opinião, eu, que sou neurocientista, coordenador científico da Plataforma Brasileira de Política de Drogas, acho que a melhor solução é permitir o auto cultivo. Eu pessoalmente não sou contra e nem acho viável excluir o mercado, mas a gente tem que garantir o cultivo e produção da maconha medicinal no Brasil a um custo baixo. Se é o Estado que vai fazer isso, maravilha. Se ele não vai fazer, as pessoas têm que poder fazer. Como neurocientista avalio que a maconha para a medicina do século 21 é como o antibiótico para a medicina do século 20. Vai mudar tudo. Da oncologia à geriatria, passando pela neurologia. Aplicação para Parkinson, para câncer. É uma coisa importante demais para deixar apenas nas mãos de grandes empresas multinacionais. Não estou dizendo que elas não têm que participar, mas as pessoas não podem ser obrigadas a comprar delas. E tem algo a ser considerado, existe em curso uma guerra entre o governo e a Anvisa…

 

Ponte – Sim, o ministro Osmar Terra falou que vai acabar com a Anvisa….

Sidarta Ribeiro – Primeiro o governo falou em acabar com a Ancine, agora o Osmar Terra vem a público e fala em acabar com a Anvisa. No fundo, o que eu vejo é que a solução para eles é acabar com o debate, com o contraditório. 

 

Ponte – E podemos falar que isso é uma política de Estado ou mais uma visão individual de alguns personagens do governo?

Sidarta Ribeiro – É a política desse governo.

 

Ponte – Se eu te pedisse para apontar, na sua área de atuação, uma ou duas decisões do governo que considere mais perigosas, o que diria?

Sidarta Ribeiro – A forma com que eles lidam com o meio ambiente, a questão dos agrotóxicos, o desmatamento, a questão indígena, a venda das empresas brasileiras, como a Embraer, o tratamento da educação, como estão lidando com as universidades, o comportamento histriônico do Ministro da Educação, Abraham Weintraub, esse decreto nº 666 de hoje que permite a expulsão de qualquer estrangeiro, que permite que qualquer estrangeiro seja extraditado baseado numa série de coisas, uma delas é denúncia de órgãos de inteligência. É difícil dizer o que é pior nesse governo. 

 

Ponte – Você mencionou que os cortes não começaram agora, mas que se acentuaram. A que você atribui esse agravamento?

Sidarta Ribeiro – O discurso que nós não temos dinheiro para educação é um discurso neoliberal. É um discurso de que nós somos um país fadado a vender commodities e força bruta de trabalho. Há alguns anos a gente vem vendo um cerceamento, mas agora os cortes são muito mais profundos e têm caráter de de opinião. Algumas universidades estão tendo reitores escolhidos sem a participação da comunidade acadêmica, que nem concorreram. Veio o decreto que o governo poderá interferir nos pró- reitores e reitores de centro. A autonomia da universidade está sendo fortemente ferida. Esse projeto “Future-se”, ele não é exatamente novo e não necessariamente ruim, mas  é muito ruim falar: “a gente vai inventar uma nova maneira de financiar a universidade desfinanciando ela”, descumprindo a constituição. Não dá para defender isso. Se a gente falasse: “Vamos cumprir a constituição e vamos aumentar o aporte através de outras estratégias”, aí tudo bem. Mas isso não é o que esta acontecendo. Estão querendo colocar as universidades sob o comando de organizações sociais, tirando a autonomia de gestão. É uma debate que começou mal. A questão da ciência é uma situação gravíssima. O FNDTC [Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico], que é a principal fonte de recurso [para desenvolvimento científico], está contingenciado em 90%. A lei não esta sendo cumprida. O CNPq vai parar em setembro, faltam R$ 340 milhões, que eles avisaram que não vão aportar. Serão cortadas 84 mil bolsas. Isso é um evento de catástrofe, de extinção da ciência brasileira e denota um projeto de desmonte do Estado.

 

Ponte – E motivado por quê?

Sidarta Ribeiro – O que posso especular? falta de patriotismo? interesses estrangeiros?

 

Ponte – Muita gente não consegue entender na prática como esses cortes afetarão no médio e longo prazo a vida das pessoas. Como explicar?

Sidarta Ribeiro – As pessoas não percebem que a ciência está em tudo. Elas não percebem que o pré-sal só foi descoberto por causa da colaboração da Petrobras com as universidade, elas não percebem que o programa de álcool passou por pesquisa, então tem carro flex por isso. Elas não percebem que a qualidade e expectativa de vida aumentaram e isso tem a ver com a saúde publica, com o SUS, com pesquisa e com as vacinas da Fiocruz. Elas não percebem que o próprio agronegócio só chegou onde chegou porque foi feita a pesquisa para fazer a fixação de nitrogênio com bactérias. O zika vírus, que a gente teve uma crise e em quatro meses o Brasil tinha dois artigos na Nature e na Science, e tinha a Celina Turchi [uma médica e cientista especialista em epidemiologia das doenças infecciosas] entendendo a relação com a microcefalia. A gente tem um parque tecnológico considerável e estávamos caminhando para sermos os melhores do mundo. De repente, tudo isso está sendo desmontado. A quem interessa? Não é aos brasileiros e brasileiras.

30
Jul19

Estado de Nova York reduz pena para posse de maconha

Talis Andrade

Nova lei acaba com possibilidade de prisão e prevê pagamento de multa para a posse de até 56 gramas da droga. Com mudança, violação passa a ter peso semelhante a infração de trânsito

maconha.jpg

 

 

Deutsche Welle - O estado americano de Nova York diminuiu nesta segunda-feira (29/07) a pena para a posse de pequenas quantidades de maconha. A medida é um passo a mais na direção da legalização da droga. Com a nova legislação, a posse de maconha passar a ter o mesmo peso que uma infração de trânsito.


A lei assinada pelo governador Andrew Cuomo acaba com a possibilidade de prisão para a posse de pequenas quantidades da droga. Em vez da detenção, será cobrada uma multa que varia de 50 dólares, para aqueles que carregam menos de 28 gramas, até no máximo de 200 dólares, para 56 gramas.


"As comunidades de cor foram desproporcionalmente impactadas, por tempo demais, pelas leis que regem a questão da maconha. Hoje estamos acabando com essa injustiça de uma vez por todas. Estamos dando um passo crítico na abordagem de um processo da justiça criminal discriminatório", destacou Cuomo.


Segundo o governador, a nova lei permite ainda limpar os registros criminais de pessoas detidas anteriormente por possuírem pequenas quantidades de maconha. De acordo com a Divisão de Serviços de Justiça de Nova York, a medida beneficiará 24,4 mil pessoas.


A nova legislação entra em vigor em 30 dias. Cuomo defende a legalização da maconha, argumentando que a receita gerada pela venda da droga poderia ajudar a resolver uma série de necessidades públicas, como o sistema de metrô da cidade de Nova York, que precisa de vários reparos.


A maconha continua ilegal no país sob uma lei federal. Onze estados americanos, no entanto, já legalizaram o uso recreativo de maconha, o primeiro foi Colorado em 2014. Outros 15 descriminalizaram a posse da droga.

31
Mai18

O Brasil gasta bilhões para acabar com o tráfico de maconha

Talis Andrade

 

 

Enquanto o Brasil gasta o dinheiro que não tem para repremir usuários e traficantes de maconha, Portugal aprovou, nesta quarta-feira, o texto final do projecto de lei que regula a utilização de medicamentos, preparações e substâncias à base de cannabis para fins medicinais.

 

Qualquer médico poderá prescrever, em receita especial, medicamentos e produtos à base de cannabis. E os doentes poderão adquiri-los nas farmácias comunitárias.

 

Desde que os helicocas voam livremente, parece que a repressão das polícias militares e da polícia federal fica concentrada na localização e destruição de plantações de maconha, e prisão dos traficantes nas chamadas bocas de fumo e dos usuários, os maconheiros pobres de marré deci. 

 

Com traficantes de maconha presos, o Brasil gastava um bilhão de reais em 2016. 

 

A lei brasileira é considerada “proibicionista”, porque o porte e o plantio de drogas para consumo próprio continuam sendo crimes. Entenda a diferença entre despenalização, descriminalização e legalização aqui

 

liberacao-divide-opiniao-maconha-psiquiatras-medic

10-paises-mais-consomem-maconha-arreganho.jpg

alcool maconha.jpg

maconha.jpeg

porque-sou-a-favor-da-liberacao-da-maconha.jpg 

moderação .jpeg 

maconha-emergencia.jpg

 

 

 

 

 

16
Mai18

Childish Gambino This Is America/ Esta é a América legendado em português

Talis Andrade

get out.jpg

 

 

 

Esta é a América


Sim, sim, sim, sim, sim
Sim, sim, sim, vá embora, vá embora
Sim, sim, sim, sim, sim
Sim, sim, sim, vá embora, vá embora
Sim, sim, sim, sim, sim
Sim, sim, sim, vá embora, vá embora
Sim, sim, sim, sim, sim
Sim, sim, sim, vá embora, vá embora

 

Nós só queremos festejar
Festejar só pra você
Nós só queremos o dinheiro
Dinheiro só pra você
Sei que você quer festejar
Festejar só pra mim
Garota, você me fez dançar
Dance e agite o corpo

 

Nós só queremos festejar
Festejar só pra você
Nós só queremos o dinheiro
Dinheiro só pra você
Sei que você quer festejar
Festejar só pra mim
Garota, você me fez dançar
Dance e agite o corpo

 

Esta é a América
Não escorregue, cara
Não escorregue, cara
Olha o que eu tô fazendo
Esta é a América
Não escorregue, cara
Não escorregue, cara
Olha o que eu tô fazendo

 

Esta é a América
Não escorregue, cara
Veja como tô vivendo agora
A polícia tá viajando agora
Sim, esta é a América
Armas na minha quebrada (fala, minha quebrada)
Eu peguei a pistola
Então tenho que carregá-la

 

Sim, sim, vou entrar nessa
Sim, sim, isso é guerrilha, woo
Sim, sim, vou pegar a bolsa de grana
Sim, sim, ou eu vou comprar a casa
Sim, sim, eu tenho tantos diamantes tipo, é (é)
Eu sou tão foda tipo, é
Vamo fumar tipo, é (fumaça pra cima, uh)

 

Ooh-ooh-ooh-ooh-ooh, diga a alguém
Vá dizer a alguém
Vovó me disse
Conquiste seu dinheiro, homem negro (conquiste seu dinheiro)
Conquiste seu dinheiro, homem negro (conquiste seu dinheiro)
Conquiste seu dinheiro, homem negro (conquiste o seu, homem negro)
Conquiste seu dinheiro, homem negro (conquiste o seu, homem negro)
Homem negro

 

Esta é a América (woo!)
Não escorregue, cara (woo, woo, não escorregue, agora)
Não escorregue, cara
Olha só o que eu tô fazendo (grana!)
Esta é a América (é, é)
Não escorregue, cara
Não escorregue, cara
Olha só o que eu tô fazendo

 

Olha como eu tô me drogando
Eu sou tão estiloso (tão estiloso)
Estou de Gucci
Eu sou tão bonito (é, é)
Eu vou conseguir (ei, vou conseguir)
Preste atenção em mim
Isso aqui é um celular
Isso aí é uma arma
Gravo tudo com a minha câmera Kodak (woo, Black)
Ooh, saiba disso (sim, saiba disso, peraí)
Entendeu? (Sacou? Sacou?)
Ooh, manda ver (21)
Notas de cem, notas de cem, notas de cem (notas de cem)
Contrabando, contrabando, contrabando (contrabando)
Eu tenho um traficante em Oaxaca
Eles vão te achar com um tiro

 

Ooh-ooh-ooh-ooh-ooh, diga a alguém
(América, eu chequei minha lista de seguidores e)
Vá dizer a alguém
(Vocês me devem, seus filhas da puta)
Vovó me disse
Conquiste seu dinheiro, homem negro (homem negro)
Conquiste seu dinheiro, homem negro (homem negro)
Conquiste seu dinheiro, homem negro (homem negro)
Conquiste seu dinheiro, homem negro (homem negro)
Homem negro

 

1, 2, 3, vambora!
Ooh-ooh-ooh-ooh-ooh, diga a alguém
Vá dizer a alguém
Vovó me disse
Conquiste seu dinheiro, homem negro (homem negro)
Conquiste seu dinheiro, homem negro (homem negro)
Conquiste seu dinheiro, homem negro (homem negro)
Conquiste seu dinheiro, homem negro (homem negro)
Homem negro

 

Você é apenas um cara negro neste mundo
Você é apenas um código de barras, ayy
Você é apenas um cara negro neste mundo
Dirigindo pra gringos ricos, ayy
Você é apenas um grande irmão, sim
Eu acorrentei ele no quintal
Provavelmente não é vida pra um cachorro
Pra um cachorro grande




11
Mai18

França encontrou uma montanha de ouro no coração da Amazônia

Talis Andrade

Macron apoia mineração

diz Le Monde

 

fotos_modulos.jpg

 

 

Tem ouro na Venezuela, tem ouro nas Guianas, tem diamantes tem, só não tem no Brasil que deixou de ser um país abençoado por Deus. 

 

A Lava Jato foi criada para investigar o tráfico de diamantes e de drogas, mas como não encontraram nenhuma pedrita de diamantes nem de craque, prefiram ir na conversa do rei dos doleiros, Alberto Youssef, que traçou o mecanismo da operação, desde que ele fosse perdoado de todos os crimes praticados no passado, no presente e no futuro. No passado porque era freguês de delação premiada dada a mão cheia pelo Sergio Moro.

 

RFI - “Montanha de ouro” é o nome do núcleo de mineração, situado, segundo o jornal Le Monde desta segunda-feira (30), no coração da floresta amazônica da Guiana, na fronteira com o Brasil.

 

Segundo o correspondente de Le Monde em Cayenne, antes do presidente francês Emmanuel Macron deixar a Guiana, em 26 de outubro, o Ministro da Ecologia da França [“Transição Ecológica”], Nicolas Hulot, havia insistido “longamente com Macron sobre as ameaças para o Meio Ambiente de um projeto de mineração gigantesco no coração da floresta amazônica”, batizado como “Montanha de ouro”.

 

Administrado por um consórcio russo-canadense, o projeto polêmico ameaça diretamente duas “reservas biológicas excepcionais”, segundo o vespertino francês. Ainda segundo o jornal, os defensores da ecologia e as associações locais exigem o fim imediato da mineração.

 

“O ministro da Transição Ecológica não parece ter sido ouvido”, afirma Le Monde. O presidente francês Emmanuel Macron se disse favorável ao projeto de mineração durante entrevista à televisão francesa, no dia 27 de outubro, como relata o jornal: “É um projeto que, eu penso, em suas bases pode ser bom para a Guiana”, disse Macron.

 

O presidente francês, segundo Le Monde, enunciou “exigências e algumas restrições” ao projeto, como a necessidade de se adaptar às “regras de mina responsável”, a “excelência de critérios ecológicos”. “É necessário que a Guiana tenha uma justa contrapartida, é indispensável manter um controle estrito do projeto e favorecer o emprego local”, disse Macron, citado pelo jornal.

 

Presidente francês sempre apoiou o projeto de mineração

 

Le Monde lembra que, em passagem no local da mineração em 2015, quando ainda era ministro da Economia da França, Emmanuel Macron já havia manifestado seu apoio ao garimpo. Segundo o jornal, ele em plena campanha eleitoral, em dezembro de 2016, ele voltou à mineração, na Guiana, e “reiterou seu compromisso com o projeto “Montanha de ouro”, desde que “baseado no respeito ao Meio Ambiente e ao desenvolvimento sustentável”.

 

O periódico conta que o garimpo se encontra “a 125 km de Saint-Laurent-du-Maroni, no oeste da Guiana, em plena floresta, longe de zonas habitadas, entre duas reservas naturais de biodiversidade excepcional”.

 

Associações locais, nacionais e internacionais conseguiram mais de 193 mil assinaturas numa petição contra a “Montanha de ouro”. Elas denunciam, segundo Le Monde, “um monstro industrial de 190 km² de concessões, que prevê um buraco de 2,5 km de extensão, 500 metros de largura e 400 metros de profundidade, com uma usina de tratamento de minerais por meio de materiais tóxicos”.

 

 

 

 

 

 

 

10
Mai18

La venta de marihuana supermercados Suiza

Talis Andrade

Pan, carne, leche y ahora también marihuana. La cadena de supermercados alemanes Lidl ha puesto a la venta en Suiza desde el pasado 18 de abril paquetes de cigarrillos de liar a base de cannabis y 100% local. El producto, considerado por el supermercado un sustituto del tabaco

cigarro de tabaco.jpg

Los dos productos que Lidl ha puesto a la venta en Suiza

 

"La venta de productos a base de marihuana existe desde hace mucho en Suiza", explica por vía telefónica Mathias Kaufmann, portavoz de Lidl en el país helvético. La cooperativa de distribución de alimentos Coop ya comercializaba cigarrillos a base de cannabis desde julio de 2017. Además, en marzo del año pasado, el cannabis empezaba a venderse en los quioscos de periódicos de Ginebra (498.000 habitantes), según informó el diario local La Tribune de Genève. Pero también otras ciudades como Zürich (380.000 habitantes) o Berna (140.000 habitantes), la capital, conocieron un impulso en la venta de cigarrillos a base de cannabis.

 

Lo que la marihuana puede hacer por su salud


Varios grupos de investigación exploran nuevos usos de compuestos del cannabis contra el cáncer, la epilepsia y otras dolencias

17
Abr18

A nudez de Roberto Justus candidato a presidente

Talis Andrade

O cara que invadiu o telefone de Marcela Temer pegou mais de 6 anos de cadeia. Está preso com nome trocado em local desconhecido, e nenhum defensor dos direitos humanos aparece para revelar a verdadeira identidade do coitado. Talvez seja o único caso de preso brasileiro, depois da ditadura militar, que foi julgado sem o nome de pia e/ou registro civil.


O ministro Alexandre de Morais, que prendeu o sujeito, botou um codinome no portador das fotos íntimas de Marcela que aparece no processo, também, com nome trocado.


Só não tem nome escondido nessa peça da alta justiça, a juíza que bateu com a vara no lombo do preso: Seis de cadeia, sentenciou a magnânima magistrada.


Nesses tempos de golpe, possívelmente o preso virou arquivo morto. Indigente morto sem nome numa sepultura sem lage.


Nestes tempos de golpe, 131 camponeses, líderes dos sem terra, foram trucidados no governo de Temer. No Rio de Janeiro, com um general interventor, paramilitares assassinaram a vereadora Marielle Franco. 

 
Depois do caso das fotos íntimas de Marcela, temos entre os presidenciáveis a bela esposa de Roberto Justus, cuja nudez jamais será castigada. Nem a de Justus, um dos candidatos de Temer.

-ana-paula-siebert-e-julio-rocha201309171113794283

 

 

Ana Paula.jpg

 

 

Justus, no Programa do Porchat, comentou sobre a possível reeleição do ex-presidente Lula.

 

“Você vê o programa do PT, o Lula falando que o Brasil precisa dele de volta. O que está aqui, o que nós herdamos, 13 milhões de desempregados, a maior crise institucional e política da história do país foi fruto de 12 anos de PT. Ele ajudou bastante essas pessoas, mas numa ilusão: quebrou o país”, disse o empresário ao apresentador.

 

Justus também fez uma promessa polêmica: “Eu sou o primeiro a dizer: se ele voltar, eu pulo do Brasil. Eu mudo do país. Não vou investir no país com um cara desses”, prometeu.

 

Esse palhaço do Justus é uma mistura de Faustão com Huck. É um Bial rico, apresentador do reality show O Aprendiz e A Fazenda, da Rede Record, dos bispos Macedo e Crivella, comprada a Sílvio Santos, com dinheiro do dízimo e do tráfico de drogas da Colômbia.


A TV Record, por sua vez, é a antiga TV Corcovado, comprada com dinheiro "emprestado" de PC Farias, mais de 4 bilhões. Novamente dinheiro do tráfico de drogas, que envolve a família da esposa de Moro. Aliás, um tráfico que Moro não quis ou impediu que fosse investigado, desviando a lava jato de suas origens, que era justamente investigar o tráfico de drogas e diamantes.


Esses partidos de esquerdas são muito incompetentes, ou temem apontar as sujeiras da República do Paraná. Tem muito delegado envolvido com drogas no Paraná e Santa Catarina, com jornalistas jurados de morte e exilados, porque denunciaram. Como acontece com as milícias no Rio de Janeiro, forças paramilitares formadas poe policais da ativa e aposentados ou expulsos do funcionalismo público.

 

 

22
Dez17

O Segredo dos Deuses: quem é quem na investigação da TVI sobre a Igreja Universal do bispo Edir Macedo

Talis Andrade

“O Segredo dos Deuses”, a primeira série informativa da televisão portuguesa, revela uma rede de adoções ilegais de crianças portuguesas levadas para o estrangeiro por bispos da IURD. À medida que os 10 episódios vão sendo revelados, conheça os principais intervenientes deste enredo:

 

Igreja Universal do Reino de Deus

É uma denominação cristã, evangélica neopentecostal, fundada em 9 julho de 1977 no Brasil.

Chega a Portugal em 1989, compra o cinema império em Lisboa e em 1995 tenta comprar o Coliseu do Porto, o que acaba por causar uma enorme reação popular nas ruas da cidade. Esta pessoa coletiva religiosa defende a teoria da prosperidade e, em Portugal, declara, mais de 30 milhões de euros/ano em ofertas, livres de impostos. Até hoje, nunca divulgaram o número de fiéis que têm no nosso país.

A IURD garante que tem 9 milhões de fiéis espalhados por 182 países, 320 bispos e cerca de 14 mil pastore.

A Universal tem sido ao longo dos tempos alvo de críticas, controvérsias e de muitos processos judiciais.

O seu fundador e líder Edir Macedo Bezerra é um dos homens mais poderosos do mundo, considerado como o pastor mais rico do Brasil, com um património superior a mil milhões de dólares.

Edir Macedo é dono de um banco no Brasil, do grupo e da TV Record, a segunda maior emissora de televisão no Brasil.

 

 

Edir Macedo Bezerra

Edir Macedo Bezerra.jpeg

 

Líder máximo e fundador da Igreja Universal do Reino de Deus. Nasceu a 18 de fevereiro de 1945.

Começou como vendedor de lotaria e atualmente é um dos homens mais ricos e influentes no Brasil.

Bispo evangélico, fundou a IURD em 9 de julho de 1977 no Brasil.

Casou em 1971 com Ester Bezerra, com quem teve duas filhas biológicas - Cristiane Cardoso (1973) e Viviane Freitas (1975) – e adotou Moisés Bezerra.

Em 1990, compra a rede Record de televisão e em 2013 o Banco Renner.

O PRB surge como o braço político ligado à IURD e conquista terreno no Brasil.

Chegou a estar preso em 1992 e atualmente responde num processo que está em investigação em S. Paulo, em que está acusado de charlatanismo, formação de quadrilha para lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A TVI sabe que também está a ser investigado pelo FBI, em Nova Iorque.

Líder carismático defende a vasectomia e o aborto.

 

Ester Bezerra

Ester Bezerra.jpeg

 

Esposa de Edir Macedo. Casaram a 18 de dezembro de 1971. Têm duas filhas, Cristiane e Viviane, tendo adotado mais tarde um rapaz, Moysés Bezerra, que chegou à vida do casal com apenas 14 dias vida, pela mão da sua própria mãe, que o entregou ao bispo para que o criasse.

 

Lar universal

Lar Universal IURD.jpeg

 

 

Através de uma associação de fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus, foi criado o lar de crianças, que abriu portas a 23 de maio de 1994, na Rua do Zaire, em Camarate, tendo mudado de instalações em 1997, para a Avenida Almirante Gago Coutinho, Lisboa. O lar fazia parte da Obra Social da IURD e funcionou ilegalmente até 2001. Curiosamente, a própria Segurança Social e alguns tribunais encaminharam para lá crianças, que acabaram por desaparecer.

A maioria dos menores chegou pelas mãos de fiéis e mães desesperadas que procuravam ajuda. Posteriormente, o lar dificultava a visita aos filhos e promovia o abandono das crianças, que seguiam para serem adotadas por bispos e pastores da igreja.

O lar funcionou ilegalmente sete anos, sem qualquer fiscalização da Segurança Social. Aqui, contornava-se o normal processo de adoções em Portugal e as crianças que os bispos adotavam eram escolhidas por fotografias.

 

Viviane Freitas

Viviane Freitas.jpeg

 

Filha do bispo Edir Macedo, nasceu no Rio de Janeiro a 18 de janeiro de 1975.

Casou-se com o bispo Júlio Freitas em 1992. Terá tentado adotar no lar da igreja, mas não foi aceite como candidata por não ter idade, nem residência em Portugal.

Escolheu os irmãos Vera e Luís por fotografias. Acabaram a viver consigo, durante anos, sem conhecimento dos tribunais portugueses.

A escolha da filha do bispo promoveu a separação dos irmãos. Vera e Luís foram afastados do seu irmão Fábio.

 

Bispo Júlio Freitas

Bispo Júlio Freitas .jpeg

 

 

Nasceu na Bahia, em 11 de fevereiro de 1973, marido de Viviane Freitas, a filha mais nova do bispo Edir Macedo, com quem casou em 1992.

Enquanto Bispo, era vasectomizado, o que impedia o casal de ter filhos.

Acedeu a ficar com Luís e Vera, que garante serem seu filhos adotivos, mas que, formalmente, não lhe são nada à luz da justiça portuguesa que foi enganada.

 

Alice Andrade

Alice Andrade.jpeg

 

 

Nasceu a 4 de março de 1956. É natural de Angola e mãe de duas filhas.

Foi, durante uma década, secretária pessoal do bispo Edir Macedo. Enquanto pessoa da máxima confiança do líder da IURD, serviu como testa de ferro para a adoção dos três irmãos que retirou do lar com uma guarda para entregar à filha de Edir Macedo, nos EUA. Viviane escolhe apenas 2 dos 3 irmãos e Fábio, o mais novo, acaba no Brasil, nas mãos de outro bispo importante da IURD.

Entrou em rota de colisão com a igreja por causa das crianças e foi despedida da igreja. Acionou a justiça americana e acabou por assinar um acordo de confidencialidade com Edir Macedo e a IURD que a obriga a não divulgar o que aconteceu com os menores que levou do lar e a manter silêncio sobre todos os esquemas financeiros da igreja nos quais participou.

Há mais de 4 anos que não vê, nem fala com as crianças que adotou para dar à filha do Bispo Macedo, que acusa de ter “um coração de gelo”.

Casou com um americano e hoje vive em Los Angeles, nos EUA.

 

Vera Andrade

Vera Andrade.jpeg

 

Nasceu a 23 de março de 1992, natural da Venteira, Amadora. Terá sido retirada da sua casa, com os seus irmãos, por uma técnica da Segurança Social que a entregou no lar ilegal da IURD.

Quando o Bispo Edir Macedo visita a instituição, é escolhida para ser adotada pela sua filha Viviane. Tem dois irmãos, Luís e Fábio, que também foram levados por Alice Andrade, a secretária do bispo Macedo, para os EUA, em avião privado e sem autorização dos tribunais portugueses.

Depois de viver anos com Viviane Cardoso, é devolvida a Alice Andrade, que formalmente é a sua mãe adotiva. Atualmente, é obreira na igreja universal.

 

Luís Andrade

Luís Andrade.jpeg

 

 

Nasceu a 17 de março de 1993. Irmão de Vera e de Fábio, é natural da Amadora e foi, juntamente com a sua irmã, escolhido por Viviane e Júlio Freitas, respetiva filha e genro do bispo Edir Macedo.

Foi maltratado nos EUA, ao ponto de a babysitter portuguesa se ter despedido.

Num mês, batizou-se e tornou-se pastor da IURD. Acredita que foi abandonado pela mãe biológica e não contacta com a sua mãe adotiva.

 

Fábio Andrade

Fábio Andrade.jpeg

 

Nasceu a 15 de dezembro de 1994. Natural da Venteira, Amadora, é o irmão mais novo de Vera e Luís.

Foi levado para os EUA por Alice Andrade, mas separado dos irmãos. Viviane não quis ficar com ele e acabou entregue ao Bispo Romualdo Panceiro, com quem viveu durante três anos no Brasil, ilegalmente e à margem dos tribunais portugueses.

Viveu no Brasil com a identidade falsa de Filipe Barbosa Panceiro e viajava com documentos falsos.

Reencontrou os irmãos, Vera e Luís, anos mais tarde quando foi viver com Alice, a secretária do Bispo, que acabou por os adotar a todos.

Faleceu em 2015, sozinho [de overdose], num quarto de hotel em Nova Iorque. Foi Alice quem foi chamada para reconhecer o seu corpo.

 

Bispo Romualdo Panceiro

Bispo Romualdo Panceiro.jpeg

 

É um dos principais bispos da igreja universal e neste momento está à frente dos destinos da IURD em Portugal e na Europa.

Atualmente, é ele quem dirige o culto da igreja de Chelas, com capacidade para 3 mil crentes.

Nasceu a 31 de março de 1959, no Rio de Janeiro. É casado com Márcia Panceiro e foi ele que ficou com Fábio, o mais novo dos três irmãos, retirados do lar da universal e levados para os EUA.

Fábio viveu ilegalmente no Brasil e tinha documentos falsos, com o nome de Filipe, e viveu anos numa confusão de identidades.

 

“Maria”

 

Mãe biológica de Vera, Luís e Fábio. Após uma denúncia de que deixava os filhos sozinhos em casa, a Segurança Social da Amadora retirou-lhe as crianças e entregou-as no lar ilegal da IURD.

Jovem mãe, vítima de violência doméstica, tinha dois trabalhos para conseguir alimentar os filhos e irmãos menores que deixava entregue ao pai dos filhos mas este ausentava-se.

Vera, Luis e Fábio acabam no lar da UIRD, onde deixou de conseguir vê-los e onde lhe negaram o livro de visitas para assinar.

As crianças chamaram a atenção do bispo Macedo e os pais biológicos foram afastados.

O lar mentiu ao tribunal e disse que a mãe abandonou lá as crianças e que nunca os foi visitar e, assim, conseguiu que a guarda dos menores fosse entregue a Alice, a secretária do bispo, que levou os irmãos para a filha do líder da IURD, nos EUA.

“Maria” foi à polícia duas vezes denunciar o roubo das crianças, mas ninguém a levou a sério. Os relatórios do lar dizem que “Maria” era toxicodependente e seropositiva.

A TVI descobriu “Maria”, a mãe que procurava os seus filhos há 22 anos.

 

 

“Ana”

 

Ex-funcionária do lar, escolhida para ser a babysitter de Vera e Luís na casa do bispo Macedo, na Califórnia.

Sai de Portugal a 17 de setembro de 1996, como missionária paga pela IURD, mas na realidade era empregada do bispo e babysitter das crianças.

Assistiu a maus-tratos dos irmãos e resolveu despedir-se e voltar para Portugal, onde começou a procurar a mãe biológica dos menores.

 

Cristiane Cardoso

Cristiane Cardoso.jpeg

 

Filha mais velha do Bispo Macedo, adotou uma criança do lar da Iurd, contornando o normal processo de adoções em Portugal, e promovendo a separação de dois irmãos.

Filipe Bezerra Cardoso foi separado do seu irmão, Pedro, também ele adotado por outro Bispo da igreja.

Nasceu no Rio de Janeiro, a 31 de Outubro de 1973. Casou com 17 anos, com o bispo Renato Cardoso, e apresenta, ao lado do marido, o programa The Love School – A Escola do Amor - na rede Record.

 

Bispo Renato Cardoso

Bispo Renato Cardoso.jpeg

 

Marido de Cristiane Cardoso, a filha mais velha do bispo Macedo e pai adotivo de Filipe.

Nasceu no Rio de Janeiro, a 16 de janeiro de 1972, é considerado um dos mais importantes bispos da igreja universal, sendo apontado pela comunicação social como o sucessor de Edir Macedo.

Além de apresentador, ao lado da mulher, é o autor de diversos livros sobre um casamento feliz.

 

Filipe Cardoso

Filipe Cardoso.jpeg

 

Nasceu em Lisboa, em 21 de abril de 1993. Filho adotado de Cristiane e Renato Cardoso, é neto do bispo Edir Macedo e foi entregue no lar da Universal pela avó, em 1996, à revelia da sua própria mãe, que considera que a igreja Universal lhe roubou o filho.

 

Jaqueline Duran Marques

Jaqueline Duran Marques.jpeg

 

Foi diretora do lar universal em Lisboa e é mulher do bispo Sidney, que estava em Portugal no final dos anos 90.

O bispo Macedo obrigou-a a adoptar Pedro, o irmão mais velho de Filipe, que tinha uma mancha preta e peluda num braço e que Cristiane, filha do líder da IURD, não quis adotar.

 

Pedro Duran Marques

Pedro Duran Marques.jpeg

 

 

Nasceu a 24 de fevereiro de 1990. É irmão biológico de Filipe Bezerra Cardoso e foi adotado por Jaqueline Duran Marques, na altura diretora do lar universal, a mando do bispo Edir Macedo.

Com 6 anos, libertou a sua mãe, que estava sequestrada em casa e era vítima de violência doméstica por parte do pai.

Foi entregue no lar da universal pela avó em 1996, à revelia da sua mãe biológica.

 

“Clara”

 

Mãe biológica de Pedro e Filipe. Foi a avó das crianças que os entregou no lar da IURD. “Clara” foi vítima de maus tratos e foi o filho mais velho que a ajudou a escapar aos abusos do marido.

Pediu ajuda à mãe, devota da Iurd, para cuidar dos netos enquanto ia fazer uma desintoxicação, mas quando regressou a avó tinha entregue os netos no lar da IURD.

Conseguiu visitá-los apenas três vezes. Depois, quando se dirigiu ao lar, já tinham saído para a adoção.

O tribunal afirma que a mãe deu o consentimento para adoção, mas “Clara” nunca foi ouvida ou se sentou num tribunal. Na altura, o seu bilhete de identidade desapareceu, o que explica este falso consentimento em que se enganou o tribunal.

Não sabia do paradeiro dos filhos e continuava a procurá-los nas redes sociais.

 

Bispo Alfredo Paulo

Bispo Alfredo Paulo.jpeg

 

Foi um dos bispos principais da igreja universal até 2011. Esteve à frente da IURD em Portugal e na Europa entre 2002 e 2009. Foi expulso da IURD por ter sido infiel à mulher e, quando saiu, descobriu que o seu nome estava em muitas das empresas ligadas à igreja.

Hoje, tem um canal de youtube onde denuncia a hipocrisia da cúpula da IURD. Tem milhares de seguidores, na sua maioria ex-fiéis da IURD.

Vive escondido e muda frequentemente de morada por se sentir ameaçado.

A TVI entrevistou-o na Suíça, onde estava refugiado na altura.

No Brasil, a IURD avançou com mais de 80 processos contra si em vários estados e é defendido por um advogado que também é um ex-crente da IURD.

É casado com Teresa Paulo e o bispo Macedo obrigou-os a adotar Lucas, um recém-nascido com 16 dias, no Brasil.

 

Lucas Paulo

Lucas Paulo.jpeg

 

Filho adotivo do bispo Alfredo Paulo, foi criado dentro da igreja universal. Chegou a ser pastor e, quando o seu pai saiu da igreja, foi enviado para o interior das Filipinas, onde passou muito mal.

Foi amigo de Filipe e em adolescente ambos se revoltaram contra a vida da igreja. Denuncia a “imagem da familia perfeita” e a utilização dos “filhos dos bispos” para passar a mensagem da igreja e angariara fiéis e dinheiro.

Garante que há as crianças são usadas pela IURD e que muitas desconhecem que são adotadas.

 

Teresa Paulo

Teresa Paulo.jpeg

 

Mulher do bispo Alfredo Paulo, foi obrigada a adotar por ordem do bispo Macedo. É mãe de Lucas Paulo.

 

Nídia Martins

Nídia Martins.jpeg

 

 

Advogada do lar, foi ela quem tratou dos processos de adoção dos menores para os bispos e pastores.

Adotou um recém-nascido do hospital S. Francisco Xavier e duas gémeas, no lar da IURD.

As funcionárias dizem que levou Danielle Cristelle e Cristelle Danielle, no mesmo dia em que foram entregues no lar.

A TVI encontrou-a a viver no interior do Algarve e recusou explicar estas adoções.

---

O SEGREDO DOS DEUSES. Partidos políticos de Portugal pedem investigação profunda.  

 

 

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub