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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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O CORRESPONDENTE

30
Mar20

Da série monstros do Brasil Paulo Guedes: "Os mais jovens devem circular, vão trabalhar"

Talis Andrade

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Os assustadores monstros que a pandemia coronavírus revela. Os Quibungo, Labatut, Cubelobo, Curacanga, Corpo-seco, e Paulo Guedes fundador do think tank liberal Instituto Millenium, e discípulo do genocida Pinochet

O ministro da Economia não anunciou nenhuma medida efetiva para salvar da fome as populações miseráveis das periferias e do campo, os sem teto, os sem terra, os sem nada.

Guedes para agradar Bolsonaro diz sobre a quarentena nestes tempos de coronavírus: “Se ficar todo mundo em casa (a economia) entra em colapso”.

Disse mais: “Os mais velhos devem ficar em casa, os mais jovens, com mais saúde, devem circular, vão trabalhar… Quem tem de falar é o Ministério da Saúde, mas, como economista, me parece mais interessante”.

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14
Out19

O processo de deterioração ecológica e social do Sertão do Araripe, Pernambuco

Talis Andrade

Os principais efeitos na saúde da população exposta à poluição ambiental oriunda da poeira de gesso

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por Marcilio Sandro de Medeiros

A Organizacion Internacional del Trabajo (OIT) vem alertando para o crescimento das atividades mineralógicas de pequena escala em diversos países da África, Ásia e América Latina que funcionam, na maioria dos casos, desrespeitando as legislações ambientais e trabalhistas vigentes, causando danos à saúde humana e ao ambiente (OIT, 1999). Tudela (1989) define esse tipo de trabalho como “la modernizacion forzada del trópico”, correlacionando-o ao processo de deteriorização tanto social como ecológica. Isso se deve ao modelo de inserção econômica desses países, que implantam um estilo tecnológico e de produção muitas vezes inadequados e insustentáveis (Santos e Silveira, 2001). No Brasil temos como exemplo a atividade de mineração de gesso na região nordeste, que se estima ser a maior reserva de gipsita do país, principalmente pela facilidade de exploração e elevador teor de pureza do minério (Conselho de Desenvolvimento de Pernambuco, 1966). As reservas localizadas na Microrregião de Araripina, no estado de Pernambuco, abrangem os municípios de Araripina, Ipubi, Trindade, Ouricuri e Bodocó, que até duas décadas atrás apresentava uma paisagem de morfologia agrária, tipicamente agropastoril, conhecida na região pela grande produção de farinha de mandioca (Melo, 1988). O gesso produzido da gipsita (sulfato de cálcio bihidratado) é obtido através da calcinação em fornos de tecnologia, muitas vezes, ineficientes do ponto de vista econômico e ambiental, que funcionam da combustão da madeira (originada da caatinga) ou do óleo BPF (óleo combustível fóssil pesado com Baixo Ponto de Fluidez) ou ainda do coque (originado de resíduos de petróleo) (Belfort, 2002). O polo gesseiro de Pernambuco é responsável por 90% da produção de gipsita do país, gerando na região mais de 12 mil empregos, constituindo-se assim uma das mais importantes atividades econômicas do Sertão do Araripe (Santos e Sardou, 1996). O processo de deteriorização ecológica e social da região foi referido “cautelosamente” no Plano Estadual de Controle da Desertificação de Pernambuco1 , que classifica a região apenas como área com problemas ambientais, e por Sobral (1997), que aborda a temática com ressalva. A referida autora adverte para as implicações negativas da racionalização da produção sobre o número de postos de trabalho. A mesma entende que essa mudança no processo de produção provocaria um novo desemprego na região. Os problemas de saúde causados pela produção do gesso na região ainda são poucos explorados. A Secretaria de Saúde de Pernambuco, em uma inspeção sanitária, encontrou problemas relacionados a segurança do trabalho (excesso de poeira, calor e ruído), ausência de serviços de saúde voltados para o atendimento do trabalhador e inexistência de dados sobre as patologias geradas pela exposição à poeira de gesso (Coutinho e col., 1994). Já o Serviço Brasileiro de Apoio à Pequena Empresa (Sebrae) destacou que as causas do absenteísmo no trabalho do polo gesseiro são: bebidas alcoólicas (38%), doenças comuns (35%) e atividades agrícolas (22%). Entre as denominadas “doenças comuns”, as mais referidas (50%) estão relacionadas ao aparelho respiratório (Santos e Sardou, 1996). A poeira de gesso pode causar um amplo espectro de problemas à saúde das pessoas, acarretando desde efeitos irritativos nos olhos, nas mucosas e no aparelho respiratório, passando por efeitos cutâneos, ou até mesmo efeitos crônicos ou permanentes na saúde das pessoas. Comumente são diagnosticadas conjuntivite, rinite, amidalite, irritação nos brônquios e traqueia, sangramentos nasais e prejuízos ao olfato e paladar, ou doenças pulmonares crônicas, como exemplo, pneumoconiose, calcicosilicosis e fibrose pulmonar 2 (Niosh, 2002; YESO, 1989; Santos, 2001; Dorland, 1994). Há um relatório-síntese russo da década de 1960 que mostra a crescente incidência de fibrose modular alveolar, rinite subtrópica, laringite e faringe em trabalhadores de uma indústria de gesso naquele país (Niosh, 2002; Voroparev, 1967). Ademais, experimentos feitos com animais expostos à poeira de gesso atestaram o desenvolvimento de pneumonia e pneumoconioses intersticiais, produzindo alterações na circulação sanguínea e linfática em nível pulmonar (YESO, 1989, p. 279). Todavia, é sabido que o quadro clínico completo, ou seja, a instalação da doença poderá ocorrer muito tempo após a fase inicial da exposição, inclusive os efeitos tóxicos sistêmicos sobre o aparelho cardiovascular, sistema nervoso central, fígado ou rins. E que a presença desses sinais e sintomas pode estar associada a uma gama de fatores confundidores ou potencializadores no desencadeamento desses agravos (Amâncio, 1983; Rozenberg, 1981; Santos 2001; Aránguez e col., 1999; Croce e col., 1998; López-A ntuñano, 1998). O Instituto Nacional para Segurança e Saúde Ocupacional dos Estados Unidos (Niosh) (2002) alerta para os riscos adicionais inerentes ao processo de desidratação ou calcinação do mineral, como, por exemplo, óxidos de enxofre. No caso do Araripe, esses processos são potencializados com outras substâncias em virtude das matrizes energéticas empregadas – hidrocarbonetos aromáticos e benzeno, oriundos da combustão da lenha, óleo BPF e coque. Nessas situações, há uma resposta inflamatória do aparelho respiratório induzida pela ação de substâncias oxidantes, que acarretam aumento da produção da acidez, viscosidade e consistência do muco produzido pelas vias aéreas, levando a uma diminuição de resposta ou reparo do sistema mucociliar (Cançado e col., 2006). Nesses casos, os estudos epidemiológicos adquirem um papel importante na intervenção sobre os efeitos dos poluentes do ar sobre a saúde das pessoas. Haja vista as ações de vigilância serem mais efetivas quando iniciadas por meio da identificação de sinais e sintomas precoces das doenças (Pivetta e Botelho, 1997; André e col., 2000; Brasil, 2001). Em razão da necessidade de se compreender os fatores epidemiológicos que concorrem com a saúde das pessoas que vivem e trabalham no contexto sociotecnicoambiental de produção de gesso e artefatos no semiárido pernambucano e pela inexistência de dados nos sistemas de informações em saúde, este artigo tem como objetivo descrever os principais efeitos na saúde da população exposta à poluição ambiental oriunda da poeira de gesso.

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Gesso, a degradação da saúde dos trabalhadores e moradores de Araripina, Ouricuri, Ipubi, Trindade e Bodocó

Discussão Nas décadas de 1980 e 1990 a agricultura perdeu espaço para o gesso, nos municípios que compõem a microrregião do Araripina no alto sertão pernambucano. Apesar de alguns agricultores tradicionais não associarem o declínio da produção, em decorrência do avanço do gesso na região. Técnicos da Empresa de Abastecimento e Extensão Rural de Pernambuco (Ebape-Araripina) esclarecem que a má interpretação do capítulo III do Código Mineral Brasileiro associada a problemas de ordem edáfica e tecnológica, ambos relativos ao plantio, são as causas do êxodo rural na região. O agricultor, proprietário da terra, temeroso de sofrer as sanções previstas no código mineral, prefere vender suas terras para as mineradoras, a valores inferiores ao do mercado, achando se tratar de um negócio mais seguro. O que vem modificando a morfologia da paisagem tipicamente agropastoril, outrora descrita por Melo (1988). Os problemas de saúde relatados pela população estudada coincidem com outros estudos correlatos. Lariqui e colaboradores (2001) encontraram em um estudo de coorte retrospectivo prevalência de conjuntivite (48,3%), dermatite (22,5%), dispnéia (21,6%), tosse (15,8%) e bronquite crônica (11,7%) em trabalhadores empregados em fábricas de pré-moldados de concreto expostos à poeira (tais como areia, brita e cimento) no Marrocos (África) muito superior quando comparada, ao grupo de não expostos. Na análise dos problemas de saúde segundo o sexo, a população feminina foi a que mais sofreu com os efeitos irritativos, cutâneos e permanentes da poeira de gesso: irritação nos olhos e na pele, cansaço e falta de ar. Enquanto a população masculina referiu mais os efeitos irritativos e permanentes: tosse, sangramento nasal, diagnóstico de doença respiratória pelo serviço médico. Esses dados são semelhantes aos de Faria e colaboradores (2006) que, em um estudo transversal, identificaram também maior prevalência de sintomáticos respiratórios no sexo feminino quando expostos aos diversos tipos de poeira oriunda da produção agrícola e animal na Serra Gaúcha (RS), Brasil. No geral, crianças (de 1 a 9 anos) e idosos (> 60 anos) sofrem mais com todos os efeitos da exposição à poeira de gesso (irritação nos olhos, tosse, cansaço, e histórico de doenças respiratória pregressa). A fisiologia explica que o aparelho respiratório de ambos os grupos são mais susceptíveis. Na criança a maturidade do sistema respiratório é alcançada somente aos dez anos, enquanto entre os idosos ocorre diminuição dos sistemas reparadores mucociliar e macrófagos (Bethlem, 1985). Entre adolescentes (de 10 a 19 anos) e adultos (de 20 a 59 anos) foram mais relatados os efeitos irritativos (sangramento nasal) e cutâneo (irritação da pele). Isso poderia se explicar pelo fato de os adolescentes e adultos estarem em maior contato com os fatores de risco em consequência da atividade desenvolvida por eles diariamente, como, por exemplo, nos afazeres do lar, do trabalho e da escola. Os distúrbios respiratórios provocados pelo fogão a lenha dentro do domicílio foram pesquisados por Prietsh e colaboradores (2003) em conjunto com outras variáveis que avaliavam a influência do ambiente doméstico na saúde das crianças menores de 5 anos. A prevalência de doença respiratória aguda baixa encontrada no estudo foi de 29,2% e a RP = 1,25, o que coincide com os dados de nossa pesquisa. Quanto aos fatores individuais destacados no estudo, outros autores já demonstraram os efeitos do tabagismo na saúde de crianças menores de 5 anos. Gonçalves-Silva e colaboradores (2006) identificaram riscos as doenças respiratórias (RP > 1,00) em crianças associados ao tabagismo dos conviventes do mesmo domicílio, sendo os sintomas referidos: tosse (65,6%); falta de ar (18,9%) e internação na vida por pneumopatia (13,2%). Conclui-se, pela análise, que a poeira de gesso dentro de casa, mesmo quando avaliada em situações distintas (com presença de fatores confundidores ou potencializadores dos efeitos ou sem a presença deles), apresentaram RP maior que 1,00. Registra-se, inclusive, um incremento nesse indicador quando analisado sem a presença dos fatores confundidores ou potencializadores dos efeitos, o que o qualifica como um importante indicador qualitativo para avaliar o impacto na saúde da população. Nesse caso, deverá servir de indicador de alerta para as ações de proteção a serem desencadeadas pelos serviços de saúde locais (Brasil, 2001). A variável ambiental distância em relação às unidades fabris mostrou-se importante elemento geográfico para o entendimento de como a direção dos ventos influência na dispersão da poeira de gesso no local, impactando na saúde das pessoas. Essa constatação também foi observada em estudos anteriores. Fellenberg (1997) averiguou que nas vizinhanças distantes a menos de 1 quilômetro de uma indústria de calcário, havia precipitação de mais da metade de todo o material emitido pela chaminé. Alpirez Guardão (2000) identificou maior risco para bronquite crônica para os residentes mais perto da pedreira: < 250 metros OR = 4,93; 500 metros OR = 5,47; 1.000 metros OR = 2,51. Quanto aos efeitos sobre a saúde humana decorrentes da exposição a hidrocarbonetos aromáticos, oriundos da combustão da madeira, óleo BPF e mais recentemente do coque verde de petróleo (benzeno), apesar de já ser cientificamente comprovada a relação causal entre exposição a esses agentes químicos e a leucemia (Augusto e Novaes, 1999; Mendes, 1988), são necessários estudos mais específicos para melhor conhecer os danos dos expostos nessa atividade. Outra questão não menos importante, detectada durante a coleta dos dados, refere-se à desconfiança dos moradores em informar o tipo de ocupação. Possivelmente o número de pessoas que desenvolve alguma atividade na produção de gesso era superior ao registrado pela pesquisa: apenas 24 dos 462 indivíduos entrevistados declararam trabalhar “no gesso”. Segundo relatos, temia-se que os problemas de saúde respiratória da localidade, possivelmente associados à produção do gesso, implicassem na suspensão da atividade pelos órgãos ambientais ou da justiça do trabalho. O pequeno número de entrevistados que referiram atuar na atividade, apesar de residir ao lado das unidades de produção, é um indicador bastante sugestivo de configuração desse viés, o que não foi minimizado mesmo após leitura do TCLE que garantia a confidencialidade dos dados informados, como também explicava detalhadamente a finalidade da pesquisa. O fato acarretou algumas perdas no valor de N de algumas variáveis dependentes do estudo, o que não trouxe nenhum maior prejuízo às informações ora apresentadas. Finalizando, os efeitos identificados da exposição ambiental à poeira de gesso coincidem com o que a literatura especializada destaca: amplo espectro de problemas na saúde das pessoas, acarretando desde irritações nos olhos, até problemas na pele e no aparelho respiratório. Considerações Finais O inquérito epidemiológico na área de estudo evidenciou um quadro nosológico de elevada prevalência de irritação nos olhos, alergia e sintomáticos respiratórios desconhecidos pelas autoridades sanitárias locais. As técnicas aplicadas no controle dos fatores confundidores ou potencializados nos efeitos à saúde e a estratificação da população em sintomático e não sintomático, ambos mensuradas pela RP, identificou um subgrupo denominado de domiciliados sintomáticos, o que revelou outras nuanças dos fatores epidemiológicos que concorrem à promoção ou à degradação da saúde das pessoas inseridas no contexto sociotécnicoambiental de produção de gesso e artefatos no município de Araripina. Os dados demonstraram que os fatores ambientais intradomiciliares que se mostraram mais prevalentes entre os sintomáticos respiratórios foram cozinhar a lenha e poeira de gesso dentro de casa. O indicador poeira dentro de casa, quando analisado separadamente sem a presença dos fatores intradomiciliares confundidores ou potencializados, se apresentou como um importante indicador qualitativo para avaliar o impacto da poeira de gesso na saúde da população. Nesses domicílios a presença da poeira dentro de casa se mostrou mais prevalente com as queixas de irritação dos olhos, irritação da pele, cansaço e tosse, em que as RP sempre foram superiores a 1,00. Concluindo, o polo gesseiro de Pernambuco caracterizou-se por um tipo de desenvolvimento forçado mediante processos produtivos não sustentáveis, relacionados com a expropriação de terra, uso de matrizes energéticas que degradam o ambiente e impactam na saúde, havendo a necessidade de estruturação da vigilância à saúde do trabalhador e de saúde ambiental, nesses locais bem como um serviço de referência com caráter regional para doenças respiratórias e oftálmicas no polo gesseiro. [Transcrevi trechos ]

 

14
Out19

Que ganha Pernambuco ter a maior mina de gipsita do mundo?

Talis Andrade

 

 

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Localização de Araripina, Pernambuco

 

Por que escondem esta informação dos pernambucanos? Foi revelada pelo mais premiado jornalista brasileiro, Mauri König, que entrevistou João Suassuna, pesquisador e agrônomo da Fundação Joaquim Nabuco.

Esvreve Kónig: “No extremo de Pernambuco fica a maior mina de gipsita do mundo. Para extrair o gesso é preciso calfinar o mineral, queimá-lo em fornalhas. Para isso, estão usando a caatinga. ‘Está virando carvão, estão acabando com um bioma que pouco se conhece, disse Suassuna”.

Leia a reportagem de uma série “sobre a tragédia brasileira da diáspora da seca” que se agrava cada vez mais com a sonegação das águas do Rio São Francisco que correm para o mar. Pela maldade de Bolsonaro de matar o sonho de Lula, pela rancor de desfazer a profecia de Antonio Conselheiro: "O Sertão vai virar mar, o Mar vai virar Sertão".

Antonio Conselheiro foi morto e desenterrado, e a cabeça cortada pelo Exército. Manchas de petróleo da Shell avançam pelo Nordeste, apodrecendo as águas do mar, apodrecendo as areias das praias, apodrecendo tudo que toca.  

 

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