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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

21
Abr19

A imprensa livre não pode ser asilo para discursos de ódio e destruição da democracia

Talis Andrade

redação liberdade prisão Vladimir Kazanevsky.jp

 

Por Eugênio Aragão

O momento do país não é de normalidade. Assistimos a um embrutecimento da linguagem na política e na comunicação social como um todo. Há um evidente ataque a instituições e atores que não se atém às regras do jogo democrático. Percebe-se, no espaço público, baixíssima lealdade à Constituição e suas liberdades e garantias, afetando o gozo de direitos e a proteção de grupos vulneráveis. Se tínhamos, até 2016, uma democracia considerada de baixa intensidade, com a tortura disseminada na prática policial, as execuções sumárias como rotina no enfrentamento da criminalidade, o desrespeito à territorialidade indígena a causar centenas de mortes no campo, assim como a denegação do direito à terra a quem nela trabalha, temos hoje o discurso de ódio contra grupos sociais e políticos vicejando com assustadora "normalidade" no nosso cotidiano. Há em muitos de nós a sensação de que nos tornamos bárbaros, com a truculência não conhecendo limites.

Alguns meios de comunicação deram inegável contribuição a esse estado de coisas, mas, por vários fatores que a história ainda saberá examinar, as instituições têm tolerado essa violência, principalmente o judiciário, que deveria ser o garante maior das liberdades públicas e dos direitos fundamentais. Em inúmeros episódios de violação das regras do jogo democrático temos nos deparado com tribunais emasculados, aparentemente com medo de enfrentar a "opinião pública" e preferindo deixar o barco correr.

A percepção que se teve, a partir das iniciativas no STF, é que, com as chamas do fogo fascista chegando a engolfar as torres de marfim de ministros e ministras da corte, seu presidente resolveu reagir. Não em boa hora, pois esta já passou há tempos, mas, espera-se, não tarde demais.

O que não é certo, com todo o respeito que possa merecer a Doutora Raquel Dodge, é a Procuradora-Geral da República "determinar" o arquivamento liminar da investigação por vício de iniciativa, eis que o Ministério Público não tem esse poder, devendo, quando for o caso, requerer o arquivamento do inquérito, situação em que o pedido será submetido ao crivo jurisdicional. Muito menos poderia determinar o arquivamento sem ao menos ter se inteirado do conteúdo da investigação, como se adotasse uma postura de "não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe", ofendida porque lhe escapou a iniciativa. Espera-se mais comedimento e atitude republicana na relação entre o acusador e a jurisdição penal.

Quanto à "censura" do sítio O Antagonista e da revista Crusoé, agora já revogada pelo próprio Ministro Alexandre de Moraes, a ação foi inteiramente justificada, apesar de todo o barulho que se fez. Em primeiro lugar, a vedação da publicação não foi prévia, mas posterior a sua disseminação na rede mundial de computadores, uma vez constatado que divulgava conteúdo sob sigilo judicial. Em segundo lugar, a liberdade de expressão não é direito absoluto. Não pode, ela, servir de valhacouto de detratores dos valores essenciais à democracia – como a tolerância, a igualdade, a justiça – ou de abrigo ao discurso de ódio. Nem se pode querer, com o abuso de direitos comunicativos, colocar em descrédito, sem apego aos fatos, as instituições do Estado de Direito. O mínimo a se exigir daqueles que se escoram nas garantias constitucionais é que demonstrem e pratiquem a lealdade à Constituição que invocam em sua defesa.

Não é por outro motivo que, ao longo da história, se tem criminalizado o abuso de comunicação. Exemplo disso está na condenação à morte, pelo Tribunal Militar Internacional (conhecido, também, por Tribunal de Nuremberg), do editor Julius Streicher, que, de 1923 a 1945, era responsável pelo jornal nazista "Der Stürmer", instrumento de instigação à violência contra minorias, como judeus, ciganos ou homoafetivos. Mais recentemente, o Tribunal Internacional para Ruanda, cuidou do caso da "Radio Mille Colines", que propagou o ataque contra os Tutsis, no massacre que vitimou mais de 800 mil ruandenses, entre Tutsis e Hutus moderados. Ambos os casos são paradigmáticos para o repúdio ao discurso de ódio e de instigação a grave ameaça à ordem pública, que não podem se escorar na liberdade de expressão para contar com a permissividade estatal.

Nessa linha, o art. 19 do Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, do qual o Brasil é parte, ao afirmar os direitos comunicativos, deixa claro, em seu segundo parágrafo, que o direito de liberdade de expressão "implica deveres e responsabilidades" e pode, por isso, ser "sujeito a certas restrições que sejam previstas em lei e necessárias" para resguardar "o direito e a reputação de outros", bem como atender à proteção "da segurança nacional, da ordem pública, da saúde pública ou da moral e dos bons costumes".

O sítio eletrônico O Antagonista, bem como a revista Crusoé, pertencentes ao mesmo grupo, são notórios detratores da reputação alheia. Não informam, mas atacam e estimulam o ódio político contra os que elegem como desafetos. A linguagem ácida, agressiva e, até, ofensiva é parte de seu estratagema de desgastar politicamente atores públicos e disseminar sua rejeição social.

A matéria em questão, que teria sido "censurada", se utilizou de informação obtida clandestinamente dos que manusearam investigações e delações premiadas no contexto da "Operação Lava-Jato" e que se encontrava sob sigilo judicial, para plantar ilações maliciosas contra o presidente do STF e, com isso, desacreditar o próprio tribunal aos olhos da "opinião pública". Esse covarde ataque tem por pano de fundo a atitude da corte em relação a abusos de alguns membros da força-tarefa da "Lava-Jato", suspendendo-lhes, a pedido da Procuradora-Geral da República, acordo com a Petrobrás que lhes permitiria criar bilionária fundação como seu instrumento político. O ministro Dias Toffoli, ademais, tem, juntamente com outros magistrados do STF, promovido tímidas iniciativas com o intuito de resguardar as garantias fundamentais no processo penal, obviamente desagradando a ala punitivista do Ministério Público Federal.

Não há como separar os ataques que tem sofrido, o presidente do STF, dessas peculiares circunstâncias, indicando a existência de um plano, de um estratagema de intimidar, de exercer pressão sobre o exercício da jurisdição do STF. A matéria em questão é indubitavelmente parte dessa maquinação e vedar sua disseminação é legítimo meio de defender a integridade do Estado de Direito e de suas instituições.

Não há dúvida de que a Constituição democrática de 1988 está sob ataque. O STF, infelizmente, parece ter demorado para se aperceber disso e titubeou ao revogar a proibição de publicação. É esse ataque que colocou sob fogo cerrado de grupos extremados o próprio tribunal e a reação, mesmo retrocedida, foi adequada para prevenir o descrédito institucional e o colapso da função do guardião das liberdades civis e dos direitos e das garantias fundamentais. Os que prezam a democracia e o Estado de Direito, neste momento, devem cerrar fileiras com o STF e não submetê-lo a maior desgaste, porque isso só viria a favorecer os que hoje querem passar por cima do consenso por liberdade, justiça e paz que se construiu com a derrocada da ditadura militar. O Antagonista e Crusoé mostraram de que lado estão nesse confronto – e definitivamente não parece ser do lado da democracia. [Transcrevi trechos]

 

 

16
Abr19

Comédia e tragédia de abusos no Judiciário

Talis Andrade

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por Fernando Brito

___

A Procuradora Geral da República consolidou hoje a criação de um novo poder no Brasil.

Mandou – o verbo é exato – o Supremo arquivar o inquérito aberto para apurar ameaças e “fake news” dirigidos contra o próprio Supremo.

Firmou-se, assim, como poder supremo da República, porque seu ato não tem contradita possível.

Ou melhor, tem uma: o impasse institucional, se o ministro Alexandre de Moraes não quiser, a partir desta decisão, encerrar o inquérito que conduz e jogar fora os autos e provas que até agora tiver recolhido.

Quem decidirá um conflito de autoridade entre o Supremo e a PGR? Deus?

Estamos diante da degradação do Poder Judiciário em sua mais alta instância.

É o resultado da hipertrofia que a Lava Jato criou na Justiça e no Ministério Público.

Ambos perderam a autocontenção e os limites que sempre se impuseram, passando a agir mais pela vontade de seus titulares que pela impositividade das leis.

Este “eu quero, eu faço” nos levou a este ponto de absurdo.

O lavajatismo nos legou isso: um país quebrado, o Executivo deplorável, um parlamento caricato e, agora, um Judiciário que pode tudo, menos ter “ordem no tribunal”.

 

 

05
Abr19

LULA COMPLETA 1 ANO DE PRISÃO, SUA LIBERTAÇÃO, GANHA MANCHETES

Talis Andrade

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por HELIO FERNANDES

In Tribuna da Imprensa

___

Os advogados do ex-presidente entraram com recurso. Pedem que ele seja
transferido para prisão domiciliar. Com todas as restrições
habituais. Não poderia dar entrevista, receber políticos exercer
atividades partidárias.

Alem desse pedido, os defensores do ex-presidente, "querem a anulação
do julgamento e da condenação com base no processo do triplex. (Os
dois processos e recursos, não se hostilizam nem se confrontam).

O próprio Sergio Moro que condenou Lula na primeira instancia. E
colaborou publicamente na segunda, e a prisão, fez declarações
contraditórias. Afirmou, "não tenho provas e sim INFLEXÕES, que
justificaram minha decisão". (Ninguém escreveu tanto, sobre o assunto,
quanto este repórter).

Os recursos de Lula serão examinados pelo STJ, Quinta Turma, relator o
ministro Felix Fisher. Os advogados querem ser informados, com
antecedência, da data do julgamento.A PGR, Rachel Dodge deu parecer
favorável ao pedido. Não ha prazo para o julgamento, nos dois recursos.
È bem possível que Lula já esteja em prisão domiciliar, antes de
julgado o pedido de anulação do processo do Triplex.

PS- Serão condenados pela comunidade, os que seguirem a fala de
Bolsonaro: "O ex-presidente deve apodrecer na cadeia".

PS 2- Lula é um personagem histórico, não alguém, tripudiado e
marginalizado pelas intrigas do poder circunstancial.

23
Mar19

A face nada oculta da Lava Jato

Talis Andrade

Sérgio Moro, "funcionário do presidente Bolsonaro"

bolsonaro capitao america.jpg

 

por Ricardo Fonseca

___

Cinco anos e quatro dias após ter se iniciado, a megalomaníaca Operação Lava Jato faz nova espetacularização midiática , com a prisão do ex-presidente Michel Temer e seu ex-ministro da Casa Civil Moreira Franco, nesta quinta (21) no Rio.

Coincidentemente, 1 dia após o presidente da Câmara Federal Rodrigo Maia (o Botafogo , na lista da Odebrecht), ter feito duras críticas ao Ministro da Justiça Sérgio Moro, Ex-Juiz titular da Lava Jato, por fazer pressão para que ele apoie o seu “pacote anti-crime, que tramita na casa.

Rodrigo Maia (DEM-RJ) disse:

“Eu acho que ele conhece pouco a política. Eu sou presidente da Câmara, ele é ministro, funcionário do presidente Bolsonaro. O presidente Bolsonaro é que tem que dialogar comigo. Ele está confundindo as bolas. Ele não é presidente da República. Ele não foi eleito para isso. Está ficando uma situação ruim para ele, porque ele tá passando daquilo que é a responsabilidade dele”, e completou: “é uma cópia da proposta encaminhada à Câmara, no ano passado, pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

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Com 60 fases, a Operação que se iniciou em Curitiba, contabiliza 1.599 ações judiciais, 49 sentenças proferidas, 285 condenações , 2 ex presidente presos e 11 delatores perigosos, Pasmem! cumprindo pena fora da prisão.

Reveja aqui quais foram os abonados.

Pois bem, O Juiz federal Marcelo Bretas ( membro da força tarefa da operação no Rio), já estava com essa “Bala do Temer e do Moreira Franco na agulha”, desde o ano passado. Mas coincidentemente só depois da “briga de cumadre” de Rodrigo Maia e Sérgio Moro, foi que ele resolveu dispará-la.

Você deve estar se perguntando o que tem a ver essa prisão com a briga deles? Tudo! Moreira Franco ex-governador do Rio (o quinto a ser preso) e ex-ministro de Temer é sogro de Rodrigo Maia, que também aparece na Lava Jato em citações de delatores da Odebrecht e, pouco depois de reeleito, aparece com suspeitas de ligação com a OAS. As duas empresas são acusadas de integrar o cartel que fraudava licitações da Petrobras e por pagar propinas a políticos.

A prisão de Temer nada tem de paridade com a de Lula, um foi preso preventivamente, sem julgamento e nem condenação e, o outro foi preso após julgamento e condenação na primeira e segunda instância, mas sem nenhuma prova concreta de delito a que foi imputado.

Vale ressaltar que Lula teve quase sempre todos os seus direitos negados em recursos apresentados , até o de participar do funeral do irmão e, só conseguiu ir ao funeral do neto, por conta da comoção nacional que esse episódio se tornou.

O mais incrível além dos 13 Bilhões ressarcidos aos cofres públicos , foi o cinismo do procurador Deltan Dallagnol em criar uma fundação privada da Lava Jato para o combate a corrupção( que iria movimentar aproximadamente 2, 5 bilhões, oriundos da Petrobras), a título de penalidades aplicadas pelas autoridades americanas por danos a investidores nos Estados Unidos. Mas a Procuradora Geral Raquel Dodge, com muita lucidez, desmontou o castelo de areia do procurador Power Point e seus colegas.

Reveja aqui.

Pois bem, como se não bastasse os principais corruptores ( premiados como delatores) curtirem o fruto de seus roubos regados a comidas chiques e bons vinhos longe da prisão, manter o Ex-Presidente Lula preso antes do julgamento do STF sobre a Prisão sem segunda instância e prender Michel Temer, sem ele nem ter sido condenado , são ações que fazem as pessoas com um pouco de cérebro, questionarem a legalidade Constitucional.

Para muitos , longe de acabar com a corrupção por beneficiar corruptos e corruptores, a bendita Operação Lava Jato cai em descrédito e tende a se desidratar e perder força.

Parece que a busca pela sobrevivência através dos holofotes com essas novas prisões cinematográficas ainda vai continuar por algum tempo ( para o desespero de muitos), mas não resistirá por muito tempo ao crivo do STF, do Congresso e da sociedade civil organizada.

Travestida de justa, essa operação que projetou Moro para fora da toga, cometeu excessos astronômicos, o que ocasionou o agravamento da crise industrial, comercial e econômica brasileira, que perdura até os dias atuais.

Os membros da Lava Jato, apesar da força de suas canetas, não tem o poder supremo de passar por cima ou por baixo da Constituição Federal brasileira, que é a Carta Magna . Fato esse, que tem sido tão questionado por juristas do País inteiro, quanto à troca do nome do Estado Democrático de Direito, para Estado Monocrático da Direita.

Que justiça de fato é essa que prende primeiro, para só após , o preso tentar provar atrás das grades a sua inocência?

Em tempos do fim da presunção de inocência (Cláusula Pétrea), mas vale dois ex-presidentes presos, do que os 11 delatores corruptores, que há nos vinham comprando tudo e todos, robustecendo a corrupção e, os bolsos de uma horda milionária de bandidos.

Sem juízo de valor, se Temer é chefe de quadrilha ou não , caberá só a justiça provar. Mas que ele e tantos outros tenham o mesmo direito da ampla defesa e, possam responder as acusações até que se esgotem todos os recursos cabíveis por lei. É perigoso para democracia, ver situações como a dos ex-presidentes e de ex-ministros passarem pela privação da liberdade em detrimento a centenas de bandidos do colarinho branco, que respondem por seus delitos comprovados, fora da prisão.

Essa é a face mais dura e na da oculta da Lava Jato.

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21
Mar19

A prisão de Temer foi vingança da Lava Jato contra Dodge e Rodrigo Maia

Talis Andrade

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O ex-juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol juntos armaram para derrubar Rodrigo Maia e Raquel Dodge. Tudo pelo gostinho de uma vingança que vale mais de dois bilhões e quinhentos milhões de reais.

 

Relembrem que a Lava Jato derrubou Eduardo Cunha da presidência da Câmara dos Deputados. Sérgio Moro pretende repetir o feito.  No arrasto do sogro Moreira Franco para a prisão, o enfraquecimento do genro Rodrigo Maia... Tudo porquê Rodrigo chamou Moro de "funcionário" de Bolsonaro. 

 

Além do mando absoluto, da briga entre os Três Poderes, existe muito dinheiro em jogo. Dois bilhões e quinhentos milhões de reais, que a pedido de Raquel Dodge, o ministro Alexandre de Moraes - os dois nomeados por Michel Temer - colocou no gelo. Proibiu os procuradores de sacar a grana fácil de uma conta secreta na Caixa Econômica Federal de Curitiba. Dinheiro tramado para ser gasto em eventos, propaganda, beneficências. Dinheiro para ser distribuído entre familiares & amigos.

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Raquel Dodge pediu ao Supremo que anulasse o acordo. A chefe do Ministério Público Federal entendeu que os procuradores da Lava Jato violaram a Constituição.

 

Dodge evocou, no pedido, a separação de poderes, a preservação das funções essenciais à Justiça, a independência do MP e os princípios da legalidade, da moralidade e da impessoalidade.

 

Raquele Dodge fez o certo. Os "cretinos" da Lava Jato têm variados preços milionários. Desde que foi criada a indústria das delações premiadas.  

 

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21
Mar19

DELAÇÃO QUE LEVOU TEMER À PRISÃO FOI REJEITADA PELA LAVA JATO EM CURITIBA EM 2016

Talis Andrade

 

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A delação premiada que baseou a prisão de Michel Temer, feita por executivos da Engevix, foi feita em 2016 e, na época, recusada pela força-tarefa da Lava Jato em Curitiba. Agora, a mesma Lava Jato, porém do Rio de Janeiro, usou as informações para prender o ex-presidente.

 

Como lembrou a Folha de S.Paulo, as informações de que Temer recebeu R$ 1,1 milhão de propina da Engevix, usadas para efetuar sua prisão, faziam parte de uma tentativa de acordo de delação de Joaquim Antunes, um dos sócios da empreiteira, que contou nessa proposta que teve de pagar o suborno de R$ 1,1 milhão para ficar com o contrato que a Argeplan havia ganho para fazer parte das obras da usina nuclear Angra 3.

 

A Argeplan é uma empresa que pertence a um amigo de longa data de Temer, o coronel reformado João Baptista Lima Filho, também preso nesta quinta. O coronel Lima é também apontado como operador das propinas do ex-presidente.

 

Com a recusa da Lava Jato de Curitiba, a Lava Jato de Sérgio Moro quando juiz, de Deltan Dallagnol do fundão da Petrobras, o acordo de delação foi fechado em 2018 com a Polícia Federal e homologado pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal.

 

A fundão provado da Lava Jato desviou mais de 2,5 bilhões da Petrobras. Raquel Dodge pediu ao Supremo que anulasse o acordo. A chefe do Ministério Público Federal entendeu que os procuradores da Lava Jato violaram a Constituição. Dodge evocou, no pedido, a separação de poderes, a preservação das funções essenciais à Justiça, a independência do MP e os princípios da legalidade, da moralidade e da impessoalidade. A partir de uma notícia do 247

16
Mar19

Lava jato. COMBATERAM A CORRUPÇÃO E SE DEIXARAM CORROMPER

Talis Andrade

DESMORALIZARAM-SE 

jejum pra lula ser preso DD dallas.jpg

Meme relembra que o procurador Deltan Dallagnol fez jejum e orações para o presidente Lula ser preso (ele pediu a condenação primeiro a Sergio Moro, depois a Deus) 

 

O teólogo Leonardo Boff posicionou-se a respeito da Operação Lava-Jato, que completa cinco anos neste domingo (17). "O pessoal da Lava-Jato é quase todo evangélico. Só em razão de sua fé, deveria ter consciência de que o mal nunca compensa. Deus não fica indiferente ao mal praticado. Um fósforo acesso vale mais que todas as trevas. Combateram a corrupção e se deixaram corromper. Desmoralizaram-se".

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O jornalista e editor do Portal Opera Mundi Breno Altman chama de "criminosa" a tentativa da força-tarefa da Lava Jato de criar uma fundação contra a corrupção com R$ 2,5 bilhões oriundos de um acordo firmado entre a Petrobrás e autoridades dos Estados Unidos. Em análise à TV 247, ele salienta que, "se existisse a Lava Jato da Lava Jato, Deltan Dallagnol já estaria na cadeia".

A criação da Fundação Lava Jato foi amplamente criticada e acabou com um pedido de nulidade do acordo por parte da procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Nesta sexta-feira 15, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, concedeu liminar ao pedido de Dodge, suspendendo a fundação.

"No fundo, a república de Curitiba tentou criar um caixa dois do Ministério Público baseado no pagamento de propina", analisa Breno Altman. 

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O ator José de Abreu, que se autoproclamou presidente do Brasil e vem conquistando uma legião de apoiadores, fez um novo pronunciamento neste sábado (16) rechaçando o papel da Operação Lava Jato. 

 

"Tendo em vista as atrocidades jurídicas cometidas pelos lavajateiros bilionários contra o Brasil, com ligações espúrias e ilegais com os EUA, condenadas pela mais alta corte do país, considero os membros da Operação Lava-Jato traidores da Pátria! E exigimos ", disse. 

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16
Mar19

Ministro do STF impede que, por esperteza, a Lava Jato gaste fundo bilionário da Petrobras

Talis Andrade

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Jornal GGN – Atendendo ao pedido da Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, o ministro Alexandre de Moraes suspendeu, em medida cautelar, o acordo firmado entre a força-tarefa de Curitiba e a Petrobras para o controle de R$ 2,5 bilhões pela equipe da Lava Jato do Paraná.

A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) foi divulgada há pouco. “Determino imediato bloqueio de todos os valores depositados pela Petrobras, bem como subsequentes rendimentos, na conta corrente designada pelo juízo da 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba que, a partir desta decisão, deverão permanecer em depósito judicial vinculado ao mesmo Juízo, proibida qualquer movimentação de valores sem expressa decisão do Supremo Tribunal Federal”, despachou.

Moraes concordou com a defesa de Dodge de que o gerenciamento do fundo de recursos recuperados pela estatal brasileira por uma fundação que ficaria sob a responsabilidade da Lava Jato de Curitiba viola o que determina a Constituição Federal sobre a competência de procuradores da República.

Na decisão que soma 15 páginas, o ministro lembra que tampouco seria responsabilidade do MPF do Paraná decidir sobre um acordo entre a empresa brasileira e as autoridades norte-americanas.

“A atuação do MPF perante o Juízo da 13ª Vara Federal nos inquéritos e nas ações penais da ‘lava jato’, a priori, jamais tornaria esse órgão prevento para a ‘execução’ do acordo celebrado nos Estados Unidos, mesmo considerada a relação e os fatos investigados no Brasil”, analisou.

O ministro criticou, também, que a conta que receberia os montantes era da Justiça Federal de Curitiba:

“Importante destacar, ainda, que os termos do acordo realizado entre a Petrobras e o governo norte-americano, além de não indicarem os órgãos do MPF/PR como sendo as ‘autoridades brasileiras’ destinatárias do pagamento da multa, igualmente jamais indicaram a obrigatoriedade ou mesmo a necessidade do depósito dos valores ser realizado perante a 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba”, manifestou.

A Lava Jato de Curitiba ainda poderia recorrer da decisão de Moraes, mas por se tratar de uma medida cautelar, o fundo já está bloqueado e não poderá ser usado pela Justiça Federal e pela força-tarefa, seja para a criação do fundo, como originalmente era o objetivo, seja por outros fins, até que o caso eventualmente seja levado ao Plenário do Supremo.

Leia a decisão completa aqui 

 

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Nota deste correspondente: Para o ministro o acordo nem sequer autoriza a força-tarefa ou o Ministério Público Federal a se intitulares tutores do dinheiro reenviado ao Brasil. "Em relação ao destinatário do pagamento dos US$ 682.526.000,00 (80% do valor da multa), o acordo sempre se referiu a 'Brazil' e 'Brazilian authorities', sem indicar qualquer órgão brasileiro específico."

.

Vem um bando de "cretinos" e desvia o dinheiro da Petrobras. E não acontece nada com os espertos. Já pensou se um reitor cuidasse, tal como fez DD e corriola. de criar uma fundação com dinheiro público, para gastança de apenas 2, 5 milhões de reais? Não digo 2 bilhões e 5OO milhões. O reitor seria preso e torturado psicologicamente, e humilhado, como aconteceu com o inocente Cancelier, posto nu em um xadrez, junto com presos comuns. Para os procuradores de Curitiba a sabedoria, a esperteza dos intocáveis: se colar, colou. 

.

Em 6 de outubro de 2017, escreveu José Nêumanne, no Estadão: "Se colar, colou; se não colar, tentaremos de novo. Este é o espírito do partido chamado Solidariedade, liderado pelo notório Paulinho da Força".

.

A filósofa Marcia Tiburi, exilada política, escreveu sobre a 

.

Filosofia do Blefe – uma simulação

Na literatura, nos meios de comunicação, no cinema, na televisão, tudo parece obedecer a uma espécie de lógica do blefe. É a lógica do “se colar, colou”. A imprensa, a indústria em geral, o mercado, todos produzem mercadorias como trapaça. Se colar, colou. A indústria dos utensílios inúteis, as bugigangas do consumismo, são efeito dessa lógica em que alguém aposta que o outro vai cair no blefe. Talvez não seja um exagero dizer que todo consumo depende do blefe. Ou seja, o consumidor está sendo enganado e consentindo com a enganação porque ela é a sub-regra do jogo do consumo.

A lógica do blefe rege a educação reduzida à mercadoria: simulamos educar nossos filhos, as escolas simulam transmitir conhecimento. A educação escolar não significa nada, o conhecimento não é mais do que algo vazio, um nome que se usa para sustentar a instituição. A indústria do vestibular talvez seja o melhor exemplo do blefe diante do qual comprar um diploma seria cinismo. O conhecimento é simulado tanto na escola quanto na loja onde o vendedor passa a impressão de que um sapato não é apenas um sapato, de que um eletrodoméstico não é apenas um objeto útil, mas algo carregado de informação. Hoje em dia o vendedor é mais informado sobre o vinho do que o estudante sobre o que ele realmente aprende que não seja para alcançar a média nas provas. Todos estão unidos na regra do “se colar, colou”.

(Entender o blefe é fundamental para entender a lógica de nossa cultura. Uma filosofia do blefe seria capaz de expor traços fundamentais de nossas relações em geral. Mais ainda, dessas relações enquanto implicam jogos de linguagem e jogos de poder. Onde começa a linguagem, onde termina o poder? O que escapa ao jogo?). Leia mais 

 
 

 

 

 

15
Mar19

Xadrez do grande negócio do combate à corrupção

Talis Andrade

DESTRUIÇÃO DAS INSTITUIÇÕES

A maior ameaça ao país, o quadro que levou à barbárie e ao fenômeno Bolsonaro, foram os poderes amplos conferidos à Lava Jato, a insubordinação de juízes e procuradores de primeira instância, cada qual criando seu território de poder particular

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13
Mar19

Dra Raquel, quem paga pela megalomania dos meninos de Curitiba?

Talis Andrade

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por Fernando Brito

___

A Procuradora Geral da República, Raquel Dodge, pediu a anulação do acordo assinado entre seus subordinados da “Força Tarefa” da Lava Jato para criar a sua “fundação” com R$ 2,5 bilhões da Petrobras.

Diz que afrontaram “a separação dos poderes e das funções do Estado, a constitucionalidade, a legalidade, a independência e a impessoalidade, que devem pautar as ações dos membros do Ministério Público”

Correto.

Mas falta dizer que os “meninos de Curitiba”, com a autorização – ou, pelo menos, a omissão de Dodge – firmaram um acordo que diz que esta dinheirama, se não vier para a “fundallagnol”, vai para os cofres do governo americano.

Então agentes da União, como são os procuradores, podem fazer algo manifestamente ilegal para firmar um acordo que lesa o país?

Não tem sanção administrativa, com teria para um contínuo do MP que destruísse algum bem da Procuradoria? Coisa aí de R$ 5 mil ou R$ 10 mil reais? Ou seja, nada, perto dos R$ 2,5 bi do acordo?

O que os procuradores de Curitiba fizeram não precisa ser apenas anulado, precisa ser punido, porque – na melhor das hipóteses – terá levado a vulnerar o Brasil a pagar uma indenização bilionária a um governo estrangeiro.

 

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