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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil. As melhores charges. Compartilhe

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O CORRESPONDENTE

11
Jul22

AI-5 O Dia que não Existiu

Talis Andrade

 

Clésio Oliveira 3 anos atrás

Achei muito bom e bem interessante a ênfase dada sobre a votação do possível processo ao deputado Márcio Emanuel Moreira Alves. Há os que consideram as declarações de Moreira Alves o estopim do AI-5, portanto é importante acompanhar as falas dos deputados para compreender um pouco mais sobre o que estava em jogo naquele momento.

Um super documentário para aqueles que desejam conhecer e compreender o que foi a Ditadura Militar. Outro fato muito importante é a incorporação dos áudios da reunião do Conselho Nacional de Segurança, no Rio de Janeiro, que comprovam, sem nenhuma dúvida, que houve de fato uma Ditadura Militar no Brasil e que é incontestável esse acontecimento em nossa história.

 

02
Jan22

Quando a polícia erra: a história do reitor que não suportou a injustiça e optou por se matar, dentro de um shopping

Talis Andrade

Quando a polícia erra: a história do reitor que não suportou a injustiça e optou por se matar, dentro de um shopping

Fotografia: Olivo Pipo Quint/Agecom/UFSC/

 

por Euler de França Belém /Bula

A imprensa erra. A polícia erra. Quando todos erram, o somatório dos erros acaba se tornando gigante e, para piorar, “inconsertável”. Quando se diz que uma pessoa é corrupta, com espetacularização em toda a imprensa, mesmo sem provas cabais e sem processos finalizados por juízes, desembargadores e ministros do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal, acabou: mesmo que seja inocentada, meses ou anos depois, ficará como condenada aos olhos do público.

Recurso Final — A Investigação da Polícia Federal que Levou ao Suicídio de um Reitor em Santa Catarina (Objetiva, 304 páginas)

Tal aconteceu com o reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo, o Cau, da Universidade Federal de Santa Catarina. Sob suspeita de corrupção, sem acusação formal provada, com indícios amplos, o professor foi preso. Ao ser solto, envergonhado, tanto pela prisão quanto pela injustiça, o mestre se matou, dentro de um shopping — como se quisesse chamar a atenção para a tragédia de um indivíduo (lembrando histórias de Kafka) —, em 2017.

No caso de Luiz Carlos Cancellier de Olivo, a Polícia Federal errou, talvez por açodamento e não má intenção, e a imprensa, no geral, errou junto. Lembro-me que poucos jornais e revistas publicaram reportagens nuançadas. Posteriormente, a revista “Veja”, e talvez uma ou duas outras publicações, “reabriu” o caso e mostrou os erros cometidos.

Mas era tarde. O mestre já havia se matado, deixando enlutada a sua família.

Paulo Markum

Agora, quase quatro anos depois, o jornalista Paulo Markun conta a história, de maneira detalhada, no livro “Recurso Final — A Investigação da Polícia Federal Que Levou ao Suicídio de um Reitor em Santa Catarina” (Objetiva, 304 páginas).

Em última carta, reitor se diz perplexo e amedrontado

reitor recado suicida.jpeg

“Reitor exilado”.

“Não adotamos qualquer atitude para obstruir apuração da denúncia”.

A humilhação e o vexame a que fomos submetidos — eu e outros colegas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) — há uma semana não tem precedentes na história da instituição. No mesmo período em que fomos presos, levados ao complexo penitenciário, despidos de nossas vestes e encarcerados, paradoxalmente a universidade que comando desde maio de 2016 foi reconhecida como a sexta melhor instituição federal de ensino superior brasileira; avaliada com vários cursos de excelência em pós-graduação pela Capes e homenageada pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Nos últimos dias tivemos nossas vidas devassadas e nossa honra associada a uma “quadrilha”, acusada de desviar R$ 80 milhões. E impedidos, mesmo após libertados, de entrar na universidade.

Quando assumimos, em maio de 2016, para mandato de quatro anos, uma de nossas mensagens mais marcantes sempre foi a da harmonia, do diálogo, do reconhecimento das diferenças. Dizíamos a quem quisesse ouvir que, “na UFSC, tem diversidade!”. A primeira reação, portanto, ao ser conduzido de minha casa para a Polícia Federal, acusado de obstrução de uma investigação, foi de surpresa.

Ao longo de minha trajetória como estudante de Direito (graduação, mestrado e doutorado), depois docente, chefe do departamento, diretor do Centro de Ciências Jurídicas e, afortunadamente, reitor, sempre exerci minhas atividades tendo como princípio a mediação e a resolução de conflitos com respeito ao outro, levando a empatia ao limite extremo da compreensão e da tolerância. Portanto, ser conduzido nas condições em que ocorreu a prisão deixou-me ainda perplexo e amedrontado.

Para além das incontáveis manifestações de apoio, de amigos e de desconhecidos, e da união indissolúvel de uma equipe absolutamente solidária, conforta-me saber que a fragilidade das acusações que sobre mim pesam não subsiste à mínima capacidade de enxergar o que está por trás do equivocado processo que nos levou ao cárcere. Uma investigação interna que não nos ouviu; um processo baseado em depoimentos que não permitiram o contraditório e a ampla defesa; informações seletivas repassadas à PF; sonegação de informações fundamentais ao pleno entendimento do que se passava; e a atribuição, a uma gestão que recém completou um ano, de denúncias relativas a período anterior.

Não adotamos qualquer atitude para abafar ou obstruir a apuração da denúncia. Agimos, isso sim, como gestores responsáveis, sempre acompanhados pela Procuradoria da UFSC. Mantivemos, com frequência, contatos com representantes da Controladoria-Geral da União e do Tribunal de Contas da União. Estávamos no caminho certo, com orientação jurídica e administrativa. O reitor não toma nenhuma decisão de maneira isolada. Tudo é colegiado, ou seja, tem a participação de outros organismos. E reitero: a universidade sempre teve e vai continuar tendo todo interesse em esclarecer a questão.

De todo este episódio que ganhou repercussão nacional, a principal lição é que devemos ter mais orgulho ainda da UFSC. Ela é responsável por quase 100% do aprimoramento da indústria, dos serviços e do desenvolvimento do estado, em todas as regiões. Faz pesquisa de ponta, ensino de qualidade e extensão comprometida com a sociedade. É, tenho certeza, muito mais forte do qualquer outro acontecimento.

14
Dez21

Joaquim de Carvalho lança documentário sobre como Moro e Dallagnol enriqueceram na Lava Jato, enquanto brasileiros empobreceram

Talis Andrade

Juízes federais acumulam benefícios e recebem até R$ 482 mil em um único  mês | Asmetro-SN

 

247 – novo projeto de documentário da TV 247 vai mostrar a evolução patrimonial de Sergio Moro e de Deltan Dallagnol depois da Lava Jato. Apoie clicando neste link.

Há sinais de que enriqueceram, enquanto os brasileiros, na média, empobreceram.

Deltan Dallagnol tem dois apartamentos de um andar numa das áreas nobres de Curitiba, o Juvevê

Seus parentes também abriram negócios depois que ele coordenou a força-tarefa em Curitiba.

Dallagnol diz que os negócios da família são independentes, embora sua filha de três anos de idade seja sócia em um dos empreendimentos.

É obrigação da imprensa sem vínculos com a Lava Jato verificar todos essas  "tenebrosas transações", em razão da atuação de Dallagnol como agente público. E candidato a deputado federal do partido Phodemos.

Sergio Moro também deixou a magistratura — e vencimentos que, em média, superavam o teto do funcionalismo público — quando decidiu se aliar a Bolsonaro.

Ele próprio declarou que fez uma única exigência a Bolsonaro: como estava abrindo mão da aposentadoria, queria algum tipo de compensação. 

Nunca ficou claro que compensação seria esta, já que o Poder Público só garante proventos previdenciários a quem cumpre períodos específicos de serviço.

Apesar disso, seu padrão de vida melhorou. Sergio Moro deixou seu apartamento em Curitiba para morar, inicialmente, num condomínio de luxo.

Depois que se demitiu do Ministério da Justiça, numa queda de braço com Bolsonaro pelo controle da Polícia Federal, Moro se mudou para os Estados Unidos.

Lá, oficialmente, trabalhava como consultor da Alvarez & Marsal, um dos maiores escritórios de advocacia do mundo, que prestou ou presta serviços para empresas em recuperação judicial abaladas pela Lava Jato, entre as quais OAS e Odebrecht.

Apesar de residir em um duplex milionário, Moro sempre tentou mostrar uma forma espartana de vida, embora seus amigos digam que consome vinhos e charutos caros, longe do público. 

Sua esposa, no entanto, sempre ostentou em público jóias e acessórios caros, como bolsa de mais de R$ 20 mil.

Vamos mostrar o patrimônio de Sergio Moro, diretos e indiretos, e depois do BanEstado e, principalmente da Lava Jato, uma vivência requintada, faustosa, nababesca, de viagens internacionais e férias em balneários no exterior. Assim como vamos mostrar o patrimônio de Deltan Dallagnol, e como ele vive em um eterno ócio, praticando esportes principescos.Novo Estatuto da Magistratura diviniza o juiz e faz do contribuinte um  pagador de promessas, auxílios e ajudas – andradetalis

O documentário ficará a cargo do jornalista e documentarista Joaquim de Carvalho, autor de “Bolsonaro e Adélio — Uma Fakeada no Coração do Brasil”, “Fakeadas - Bolsonaro e a guerra da extrema direita contra o Brasil” e “Walter Delgatti - o Hacker que Mudou a História do Brasil”, entre outros.

João Cezar de Castro Rocha
Terminei a leitura do livro de Terei de fazer vários fios para revelar seus truques. Devo? O que acham? Um aperitivo: moro assume que foi sondado para assumir ministério no governo bolsonaro 5 DIAS ANTES do segundo turno das eleições. É ou não CRIME? Sigo com os fios?Image
 

Orçamento

Joaquim de Carvalho terá em sua equipe um cinegrafista e um produtor. Os recursos arrecadados, a partir da meta de R$ 80 mil, serão utilizados para custear viagens, deslocamentos para entrevistas, o trabalho de investigação e edição do documentário, que não terá fins lucrativos. Em nome da TV 247, agradecemos antecipadamente pelo apoio de todos os internautas, que terão seus nomes divulgados como patrocinadores do filme. (PS: aqueles que não queiram ter seus nomes divulgados, por favor enviem email para contato@brasil247.com.br)

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