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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil. As melhores charges. Compartilhe

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O CORRESPONDENTE

11
Out23

A supremacia branca visa esmagar a representação dos negros e trabalhadores na política paranaense

Talis Andrade

 

PARANÁ DAS CÉLULAS NAZISTAS CCC E KKK

Renato Freitas vereador era alvo de ataques racistas na Câmara de Curitiba e ameaçado de cassação.

Renato Freitas deputado é alvo de ataques racistas na Assembleia do Paraná e ameaçado de cassação

 

Durante a sessão da Assembleia Legislativa do Paraná desta terça-feira (10), o deputado estadual Renato Freitas, representante do PT, foi alvo de um repugnante comentário racista proferido por uma espectadora na galeria. Uma liderança religiosa, ainda não identificada, insultou o deputado, que teve o microfone cortado após ter sido interrompido pelo presidente da casa, Ademar Traiano, do PSD.

Freitas solicitou a continuação de seu tempo de fala, mas teve seu pedido negado pelo presidente, que alegou que o “tempo estava congelado”. No entanto, o deputado ainda possuía segundos, e mesmo assim não pôde concluir o pronunciamento.

O grupo evangélico foi convidado por parlamentares de extrema-direita para pressionar contra o debate sobre o aborto, que tramita no Supremo Tribunal Federal, apesar de ter sido suspenso o julgamento sobre a questão.

Ao se dirigir às lideranças religiosas presentes e a parlamentares contra o direito das mulheres, o deputado fez referência ao discurso de Jesus em Mateus, quando falou aos fariseus sobre obras e fé. “Hipócritas”, afirmou Freitas, enquanto era vaiado e xingado pelas lideranças extremistas.

Ademar Traiano solicitou à Comissão de Ética que abrisse uma investigação contra Renato Freitas, mesmo sem apresentar qualquer motivo. A decisão foi questionada pelo deputado Zeca Dirceu (PT), que pediu para que o presidente informasse sobre qual artigo do regimento interno ele estaria incluindo Freitas.

Por que Renato Freitas incomoda o sistema? Lições de Vida que mudarão seu olhar sobre a política

04
Out23

Ana Penido: construir um Exército que seja de fato nosso deveria ser prioridade

Talis Andrade

Ana Penido 

 

por Pedro Marin

Ana Penido nasceu, cresceu e vive no vasto interior de Minas Gerais, lá onde as conversas domiciliares são interrompidas, algumas vezes por dia, pelas buzinas dos trens. Na juventude, mudou-se para a capital, Belo Horizonte, para fazer o Ensino Médio. Ao sair da escola, decidiu estudar Ciências Sociais na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Foi um período de contato com o movimento estudantil, com o mundo universitário de esquerda, com as organizações marxistas e feministas. Mas, ao terminar a faculdade, Penido sentiu a necessidade de olhar a um mundo que não era o seu: “na época, conversando com pessoas que eram importantes para mim na política, eles me disseram: ‘não estude esquerda não, pelo amor de Deus. Vai mexer com a direita. Nós precisamos aprender e mexer mais com a direita’”, recorda.

As possibilidades nesse campo eram amplas, mas Ana tendia para um tema realmente desconhecido para ela até então: os militares. “[O interior de Minas] é uma região sem tradição militar, nunca tinha visto um militar, inclusive, na maior parte da minha vida. Não tenho familiares militares, nenhum vínculo com a área militar”, diz ela. Mas o interesse havia surgido por um detalhe, que se provaria fundamental, e que observou nas eleições de 2010, disputada entre Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB): “Naquela época a campanha na televisão era super relevante, e na campanha da Dilma tinha o seu passado guerrilheiro, etc. E ela tinha uma leitura sobre a ditadura militar. E o José Serra era presidente da UNE em 1964, então também tinha uma leitura. Havia um ponto em comum entre a esquerda e a direita civil que estavam disputando aquelas eleições”, relembra. “E, por acaso, olhando o jornal, vi que os cadetes da Academia Militar dos Agulhas Negras (AMAN) daquele ano, na época das eleições, homenagearam o [ex-presidente militar Emílio Garrastazu] Médici.” Influenciada por um artigo da professora da Academia da Força Aérea (AFA), Tânia Godoy, sobre a educação dos militares, Ana Penido deu um passo sem volta, e jogou seu olhar à caserna: “E aí foi como se abrisse um universo; como é que eu podia não saber nada daquilo? Eu, toda militante, e não sabia nada de algo que é tão central para de fato pensar um processo de mudança estrutural no país.”

Anos depois, Ana Penido é uma das mais importantes intelectuais trabalhando sobre o tema dos militares no Brasil. Mestra em Estudos Estratégicos da Defesa pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e doutora em Relações Internacionais pelo Programa San Tiago Dantas (UNESP/Unicamp/PUC-SP), ela segue estudando os militares no seu pós-doutorado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). É também pesquisadora do Grupo de Estudos em Defesa e Segurança Internacional (GEDES) e do Instituto Tricontinental de Pesquisa Social. Dentre os vários estudos produzidos por este último, participou recentemente na escrita do boletim “O lobby dos militares no Legislativo”, ao lado de pesquisadores da área como Ananias Oliveira, Emilly Firmino, Jorge Rodrigues, José Zague, Pollyana Andrade, Suzeley Mathias e Rodrigo Lentz.

Na seguinte entrevista, Ana Penido fala de Defesa, estratégia, a educação dos militares, as medidas do governo Lula em relação às Forças Armadas e os mecanismos de tutela militar sobre o Congresso e o Brasil. (continua)

06
Ago23

CPI do MST esqueceu as chacinas dos povos indígenas e das ligas camponesas

Talis Andrade

Movimento indígena está muito mais organizado e representa uma ameaça ao avanço da direita, dizem especialistas; jurista Carlos Marés afirma que matança entre etnias durante a ditadura soma bem mais do que 8 mil, número que consta de relatório da Comissão Nacional da Verdade.

A reportagem é de Julia Dolce, publicada por De Olho nos Ruralistas, 01-04-2019.

Professor de Direito da Universidade Federal do Paraná, especialista em Direito Agrário, o jurista Carlos Frederico Marés considera que o golpe de 1964 foi dado “contra as organizações do campo: indígenas e camponesas”. Ele diz que é impossível calcular quantas pessoas foram assassinadas. Segundo ele, foram bem mais do que 8 mil, faixa que consta do relatório final da Comissão Nacional da Verdade.

– A direita militarizada tem horror a muitas coisas, mas, principalmente, à organização social, e mais ainda, à organização social no campo. A visibilidade dos camponeses incomodava demais. Então é visível que, apesar de termos a visão que a repressão da ditadura aconteceu mais fortemente nas cidades, em qualquer conta que se faça a repressão no campo foi exponencialmente maior. O campo foi dizimado.

Marés falou durante a mesa “Indigenismo: da Ditadura ao Cenário Atual, Perspectivas de Futuro”, encerrando o evento de comemoração dos 40 anos do Centro de Trabalho Indigenista (CTI), na Universidade de São Paulo (USP). O órgão atua em terras indígenas elaborando projetos que buscam contribuir para a autonomia dos povos, orientando sobre seus direitos constitucionais, entre outras ações. A mesa foi aberta pela indígena Ângela Kaxuyana e contou com a presença de pesquisadores indigenistas de diferentes órgãos.

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