Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

27
Abr21

Fidelix, do aerotrem, que morreu de covid, chamava isolamento de “louquidão”; vídeo

Talis Andrade

Fidelix, do aerotrem, que morreu de covid, chamava isolamento de “louquidão”; vídeo

VioMundo - O jornalista Rodrigo Vianna recuperou vídeo do ex-candidato ao Planalto pelo PRTB, Levy Fidelix, em que ele se refere ao lockdown como “louquidão” e critica medidas de isolamento social.

Fidelix morreu na sexta-feira, aos 69 anos de idade.

Embora a família não tenha informado a causa mortis, integrantes da legenda, que abriga o vice-presidente Hamilton Mourão, disseram que foi em consequência da covid.

No vídeo, os participantes falam que apossibilidade de uma  “segunda onda” era mentira e chamam a coronavac de “vachina”.

Apenas em abril deste ano, pico da segunda onda, mais de 17 mil pessoas já morreram por causa da covid em São Paulo, inclusive Fidelix.

Ele concorreu ao Planalto duas vezes. Também tentou se eleger prefeito de São Paulo em 2020, quando teve 11.960 votos.

As campanhas de Fidelix sempre enfatizaram a proposta de construir o “aerotrem” para desafogar o trânsito paulistano.

O vídeo é da campanha do ano passado e nele Fidelix revela sua fidelidade ao presidente Jair Bolsonaro, outro negacionista, dizendo que se fosse eleito abriria o comércio de São Paulo em plena pandemia.

Odilon Caldeira Neto
Morreu Levy Fidelix. Nos últimos anos, o PRTB deixou de ser apenas o partido do homem do aerotrem, após a aproximação com diversos grupelhos da extrema direita, inclusive neofascistas.Image
Thiago Brasil
Levy Fidelix vai ser lembrado pela frase do aparelho excretor (retrógrado e homofóbico) e por defender um governo que assassinou mais de 400 mil pessoas, inclusive ele mesmo.
O Antagonista
Morre Levy Fidelix
Morre Levy Fidelix | O Antagonista
Levy Fidelix morreu ontem à noite, aos 69 anos. Ele era o fundador e presidente do PRTB, partido de Hamilton Mourão. Disputou duas campanhas presidenciais, em 2010 e em 2014, e tornou-se conhecido...
oantagonista.com
www1.folha.uol.com.br/amp/poder/2021

Image

11
Abr21

Plano A, B, C, D…Z da direita é evitar Lula lá

Talis Andrade

voto do coronel.jpg

 

por Fernando Brito

- - - 

Sem nome, até agora, para disputar com chances a eleição do ano que vem, a direita brasileira lançou-se a um plano alucinado: lançar uma dezena de candidatos para sonhar com que, assim, vai evitar que Jair Bolsonaro chegue ao segundo turno e um dos seus e deste se faça o “Cinderelo” que poderá, num segundo turno, usar o antipetismo como bandeira para, com os votos dos bolsonaristas-órfãos, vencer o ex-presidente no 2° turno.

Sim, eles sabem que será virtualmente impossível tirar Lula da disputa final e dedicam-se agora a criar um leque de alternativas “de oposição” que impeça a classe média irritada e chocada com Bolsonaro de despejar num voto no petista o seu protesto.

O “grupo dos seis” do manifesto da “consciência democrática” é este “portfólio” de A a Z , no qual se encontrará de tudo, inclusive declarações apontando “concessões de Lula ao sistema” por parte de Ciro Gomes, que usa uma retórica mais radical para fora e conversa, para dentro, com FHC e o tucanato.

ciromancia manifesto.jpg

 

A confirmar-se a saída de Luciano Huck, favorito apenas para as tardes de domingo na Globo, inventar-se-á outra bobagem para recompor o leque, como se está fazendo agora com o desqualificado Danilo Gentili, com o apoio “fake” de Sérgio Moro, achando que isso pode levar a juventude para um voto na idiotia grosseira.

É evidente que, como “plano genial”, também este tem mais furos que um queijo suíço.

O primeiro deles é que enfraquecer Jair Bolsonaro no seu “núcleo duro” de apoio, em quase dois anos e meio de mandato, não parece ser tática que funcione. Não há sinal, em pesquisa alguma, que ele vá baixar do um terço de suporte que ostenta em qualquer pesquisa na praça.

É por isso que não se pode descartar que estes setores da direita – a mídia à frente deles – se desloque para uma posição pró-impeachment, visando retirá-lo da disputa e, assim, sonhando que o voto hoje bolsonarista migre para outros candidatos.

Arriscado, porque nada garante que o eleitorado de corte mais popular, de classe média baixa, que ainda apoia o voluntarismo bolsonariano não acabe, com algum enfraquecimento do “Mito”, por transferir-se para Lula.

É difícil a situação dos aprendizes de feiticeiro que arranjaram, em 2018, uma solução que acabou por viciá-los: um candidato surgido do “nada” político e manobras judiciais que impedissem a expressão de uma força popular real, que não é de proveta como os nomes que têm.

É por isso que todo cuidado é pouco e se deve cuidar muito da aparente indignação do “centro” com o desempenho do presidente que ajudaram – e muito – a eleger.

Há uma parte deles que é “tão” antibolsonarista que não teria dúvida de apertar 17, ou 38 ou qualquer número que venha a ter o ex-capitão, se for para impedir a volta de Lula.

lula lá disparado.jpg

 

 

14
Mar21

A volta de Lula

Talis Andrade

lula.jpg

 

 

por Cristina Serra

- - -

Seis meses atrás escrevi que Lula não poderia ser “cancelado” da vida política brasileira. O texto provocou discussão e alguns xingamentos a esta colunista. Como considero o debate necessário e estimulante, volto ao tema a partir da manifestação do ex-presidente, depois que decisão do ministro Fachin, do STF, restituiu-lhe a possibilidade de ser candidato.

O discurso soou como lenitivo cicatrizante num país ferido e a caminho dos 280 mil mortos pela pandemia. Lula retomou o perfil conciliador (sublinhou a chapa de 2002 que uniu “capital e trabalho”) e abriu portas em torno de quatro pontos: democracia, vacina já, auxílio emergencial e emprego. “E se quiser dar um passo a mais e conversar [sobre] como tirar o Bolsonaro, eu tô mais feliz ainda”, arrematou.

Convenhamos, é um programa lógico e coerente o bastante para um começo de conversa. Em condições normais de temperatura e pressão onde vicejam as democracias isso seria uma obviedade. Mas, como não vivemos tempos normais, o discurso de Lula e sua repercussão foram suficientes para estimular mais arreganhos de Bolsonaro e a tentativa de reeditar a farsa dos dois “extremos”. 

Sustentado pela Lava Jato, o engodo funcionou em 2018. Delações premiadas de baciada? Tubulações jorrando dinheiro na TV toda noite? Essa engrenagem enguiçou. Só há um extremista no jogo e é o genocida que usa um vírus como arma biológica de destruição em massa. O retorno do petista à arena também provoca um reposicionamento geral de forças. À direita, é grande o alvoroço entre alquimistas que sonham fabricar um candidato de “centro”, tal como os magos da Antiguidade buscavam a pedra filosofal.

É cedo para saber se Lula estará na disputa em 2022. Os embates nos tribunais não acabaram. Mas com ele em cena o debate político é requalificado. Por isso, considero válido reafirmar o que escrevi seis meses atrás: Lula está de volta. E isso é uma boa notícia para a democracia. 

05
Fev21

Roberto Tardelli diz que operadores da Lava Jato praticaram “promiscuidade” e chama Moro de “carrasco”

Talis Andrade

Por Paulo Henrique Arantes, para o 247 - Sérgio Moro, Deltan Dallagnol e equipe, que conduziram de mãos dadas a força-tarefa da Lava Jato, envergonham a Justiça brasileira. As conversas entre eles pelo Telegram, amplamente divulgadas pela imprensa independente, não deixam dúvidas quanto à conduta persecutória do então titular da 13ª Vara Federal de Curitiba e a subordinação dos procuradores ao juiz. A expectativa é de que a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal ateste a incorreção do processo que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por conta desse nítido desvio processual.

Em reportagem recente, o Brasil 247 revelou a vergonha sentida pelo subprocurador-geral da República Domingos Sávio Dresch da Silveira, que em 2003 deu parecer favorável ao ingresso de Dallagnol no Ministério Público. Agora, é a vez do criminalista Roberto Tardelli, procurador de Justiça aposentado, manifestar sua indignação com o comportamento dos procuradores e do juiz, em nada condizente com a função que lhes é atribuída pela Constituição.

“Em 30 anos no Ministério Público, eu jamais vi tamanha promiscuidade. É algo profundamente vergonhoso”, afirmou Tardelli em entrevista ao 247.

“Quando os procuradores se reduzem a meros cumpridores de ordens da autoridade judiciária, eles se diminuem. O Artigo 129 da Constituição da República define um Ministério Público altivo, independente, autônomo, jamais a reboque do juiz. Isso macula profundamente a sua função”, indigna-se Tardelli.

O criminalista ruboriza-se com diálogos do tipo “combinei com o juiz fulano a condenação daquele réu” ou “quando eu disse que ia denunciar fulano, o juiz ficou feliz”, comuns entre os membros da força-tarefa da Lava Jato, como evidenciado desde que o The Intercept Brasil deflagrou a Vaza Jato.

Roberto Tardelli explica que a relação processual é a “expressão da soberania do Estado” e, portanto, para que essa soberania se exerça contra a liberdade de alguém, “isso precisa se dar dentro de critérios de transparência, da imparcialidade do juiz e da isenção dos órgãos acusatórios”. Definitivamente, não é o que se viu na Operação Lava Jato.

“A imparcialidade é o atributo mais elementar de um juiz. Sem imparcialidade, ele deixa de ser juiz e passa a exercitar a condição de verdugo, de carrasco. Ele abre mão de sua função constitucional em nome de uma satisfação pessoal. No caso do ex-juiz Sérgio Moro, isso ficou comprovado quando ele é convidado para compor o governo Bolsonaro, que foi diretamente beneficiado com a prisão de Lula”, protesta Tardelli.

O filósofo político e historiador Norberto Bobbio ensinou: “O fascista fala o tempo todo em corrupção. Fez isso na Itália em 1922, na Alemanha em 1933 e no Brasil em 1964. Ele acusa, insulta e agride, como se fosse puro e honesto. Mas o fascista é apenas um criminoso comum ou um sociopata que faz carreira na política.  No poder, essa direita não hesita em torturar, estuprar e roubar sua carteira, sua liberdade e seus direitos. Mais do que a corrupção, o fascista pratica a maldade”. 

Roberto Tardelli, em sua análise da Lava Jato, parece remeter ao célebre pensador italiano: “A corrupção não está só no dinheiro. A corrupção também está no exercício absolutamente extremado, arbitrário, do poder. Aliás, essa é a grande corrupção, a corrupção que nos faz chorar as grandes mazelas da História”.

30
Dez20

Acordo podre e cretinismo parlamentar

Talis Andrade

ano novo 2021.jpg

 

 

Políticos de direita, como Maia e Baleia, mentem com grande cinismo: são profissionais hábeis na enganação

 

por ANTÔNIO AUGUSTO /Opera Mundi

Partidos de esquerda como o PT e o PCdoB atolam-se cada vez mais no “Bloco do Maia” na eleição para a presidência da Câmara e, em reunião nesta segunda-feira, praticamente garantiram apoio ao golpista Baleia Rossi (MDB-SP), indicado por Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Baleia foi golpista de carteirinha no “impeachment” da presidenta Dilma e é homem de confiança de Michel Temer.

Políticos de direita, como Maia e Baleia, mentem com grande cinismo.  

As articulações para submeter a esquerda à direita e democratas a golpistas na eleição da Câmara tomaram corpo na sexta-feira (18/12), com o manifesto mentiroso dos 11 partidos (DEM, PSDB, MDB, PSL – o 17 de Bolsonaro na eleição -, etc), incluída a adesão de PT e PCdoB, do PSB e PDT.

Neste manifesto se diz que “alguns buscam corroer e fechar nossas instituições, nós aqui lutamos para valorizá-las. Enquanto uns cultivam o sonho torpe do autoritarismo, nós fazemos a vigília da liberdade”.  

São “belas e altissonantes palavras”. Só têm um “probleminha”: são falsas de A a Z.

“Valorizar as instituições”, “fazer a vigília da liberdade” para golpistas como Maia, Baleia, Temer, deputados como Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) (presente na articulação) são palavras bonitas para definir, segundo eles, crimes reais contra a liberdade como o golpe de 2016 que afastou a presidenta Dilma Rousseff.

São profissionais hábeis na enganação.

Para eles, não é combater “o sonho torpe do autoritarismo” levar adiante nenhum processo de “impeachment” contra Bolsonaro. E não faltam motivos: desde a apologia diária da tortura pelo extremista no Planalto ao descaso na epidemia que já aproxima o número de brasileiros mortos a 200 mil.

Os “heróis” deste “manifesto” chamam golpismo de “união da democracia com a liberdade”.

Qual “democracia”, quando Bolsonaro desrespeita diariamente a Constituição e põe instituições como o Ministério da Justiça e a Polícia Federal a serviço da impunidade da própria família? Nada sobre os mandantes do assassinato de Marielle Franco.

Qual democracia, quando aumenta a espionagem contra cidadãos brasileiros de oposição, fortalecem-se mecanismos de polícia política, sem nenhuma resposta da gestão Maia na Câmara?

Qual “liberdade”, quando a supressão do auxílio-emergencial joga na iminência da mais negra miséria dezenas de milhões de nossos irmãos?

Dizem que são contra os “devotos de fake news”, mas os partidos de direita do bloco do Maia não perdem oportunidade de assegurar a “culpabilidade” de Lula, motivo segundo eles para impedir definitivamente a recuperação dos plenos direitos políticos do ex-presidente.

Com “democratas” assim estamos arrumados. Estranho é que partidos da oposição popular, como o PT e o PCdoB, tenham compactuado e dado um cheque em branco para tal mistificação contra o povo.  Já seria estranho que partidos de “oposição”, como PSB e PDT,  de “esquerda" (?), assinassem tal manifesto, quanto mais partidos de base mais popular como PT e PCdoB.

Acordo podre

Tudo em nome de um acordo completamente podre que avançou ainda mais nesta segunda-feira (28/12), quando PT e também PCdoB, PSB e PDT (bem menos oposicionistas), assinaram nota conjunta comprometendo-se ainda mais em apoiar o golpista Baleia Rossi e praticamente descartaram lançamento de candidatura própria da oposição a Bolsonaro.

Acordo podre em nome do mero funcionamento da Câmara dentro de normas regimentais.

Não se esqueçam, senhores oportunistas, os golpistas têm maioria lá e não fizeram outra coisa desde a preparação do golpe de 2016 até hoje do que passar o trator contra democratas. Voltarão a fazê-lo.

E o que se cede, em troca de ganhos meramente no âmbito do cretinismo parlamentar, sem nenhuma política de mobilização do povo por suas reivindicações?

Diz a nota, fértil em “belas palavras” abstratas, omissa e capitulacionista nas indispensáveis medidas concretas: “Nós, dos partidos de oposição, temos a responsabilidade de combater, dentro e fora do Parlamento, as políticas antidemocráticas, neoliberais, de desmonte do Estado e da economia brasileira, e de lutar para que nosso povo possa ter resguardados seus direitos à vida, à saúde, ao emprego e renda, à alimentação acessível, à educação, entre outros direitos essenciais”.

O "fora do Parlamento" entra aí só para escamotear o exclusivismo cretinismo parlamentar, totalmente só dentro do Parlamento.

Como assim? Se não se propõe nenhuma luta contra o genocida “teto de gastos” sociais (teto só contra o povo, porque não há limite para dar dinheiro a banqueiros)? Como assim, medidas em defesa da Economia e do Estado brasileiro, se não se aponta ao povo a destruição privatista em curso da Petrobras, a entrega do Pré-Sal? "Teto de gastos" ligado indissoluvelmente ao golpe de Estado de 2016.

Como assim, “direito ao emprego e renda”, se se considera fatos consumados e irreversíveis à “legalidade” golpista que propiciou "o teto de gastos", a liquidação de direitos trabalhistas?

É isso que é a “união da liberdade com a democracia”? Com Maia, com o Baleia do Temer, com golpe, com tudo, com não reação ao achincalhe diário de Bolsonaro pela destruição da democracia? Com a viabilização cotidiana do programa de destruição econômica  neoliberal de toda a direita, de Guedes e Bolsonaro, de Maia e da Globo? 

2020.jpg

 

29
Dez20

Entrevista de Rodrigo Maia visa humilhar o PT, diz Breno Altman

Talis Andrade

dilma-lula-haddad-.jpg

 

247 - Jornalista e editor do site Opera Mundi, Breno Altman analisou pelo Twitter nesta terça-feira (29) a entrevista do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, à Folha de S. Paulo publicada na noite de segunda-feira (28).

Além de afirmar que a aliança na Câmara contra o candidato bolsonarista a presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), é um "ensaio" para uma união de centro-direita em 2022, Maia deixou claro, segundo Altman, que seu inimigo real não é Bolsonaro, e sim o PT.

Para o jornalista, o PT ainda tem tempo para abandonar a aliança com o grupo de Maia/ Temer (a chapa encabeçada por Baleia Rossi) no Congresso.

A entrevista de Rodrigo Maia na Folha de S.Paulo reflete sua estratégia de subordinar a esquerda à oposição de direita. Diz que não haverá nenhum acordo sobre pauta, reafirma a agenda neoliberal e coloca a centro-direita como 'vanguarda' de um bloco contra Bolsonaro. E tudo bem? Há setores da esquerda, felizmente minoritários no PT, que se rejubilam com uma tal 'frente ampla' na qual as cartas são dadas por Doria e Maia. Acham o máximo de suas vidas serem convidados a entrar pela porta dos fundos nessa festa organizada pela oposição de direita. Ainda há tempo para o PT pular desse barco furado, o bloco do Maia. A entrevista do presidente da Câmara na Folha não deixa dúvidas: além de querer humilhar o principal partido de esquerda, seu jogo é colocar o campo progressista como linha auxiliar da oposição de direita. A oposição de direita luta pela presidência da Câmara com os olhos em 2022. Não tem a ver com retirar Bolsonaro ou aceitar uma agenda menos conservadora. Quer controlar o parlamento para fazer da corrida presidencial uma disputa entre as duas alas do campo conservador. Quando Maia afirma que a disputa da presidência da Câmara é 'ensaio para a eleição presidencial de 2022', fica claro que seu real inimigo não é Bolsonaro, mas o PT e o conjunto da esquerda. Tudo o que deseja é tirar o campo progressista do palco principal da luta pelo poder"

 

 

03
Dez20

Moro é aquele moleque que o borracheiro pagou para jogar pregos na rua

Talis Andrade

moro privada_luscar .jpg

 

 

por Davis Sena Filho

- - -

De juiz farsante a agente a serviço do FBI e da CIA. Eis o Sérgio Moro — o Homem Muito Menor.

Sérgio Moro é aquele moleque que o borracheiro pagou para jogar pregos na rua.

Moro é Calabar!

O ex-ministro da Educação, Aloizio Mercadante, está a pensar corretamente quando afirma que "é inacreditável que o ex-juiz [Sérgio Moro] vá atuar na empresa de recuperação judicial das empresas que ele próprio destruiu”. Mercadante faz alusão à Odebrecht, OAS, Sete Brasil e Queiroz Galvão, dentre outras grandes empresas que foram devassadas pelos paladinos da família, da moral e dos bons costumes do bando da Lava Jato.

O raciocínio de Mercadante é realmente pertinente, mas digo a ele, se porventura o ex-ministro ler este artigo, que não é surpresa para ninguém o Marreco, vulgo Moro, ter aceitado ir para Washington com o propósito de trabalhar para uma empresa norte-americana diretamente envolvida com a degradação econômica do setor de construção pesada do País, pois, além de ganhar rios de dinheiro, tem o poder de interferir nas empresas nacionais brasileiras, a dar as cartas, de forma que consolide o processo de colonização do Brasil.

Entretanto, para finalizar o raciocínio exposto nos dois parágrafos acima, reitero que não ser surpreendido pelo arbítrio de Moro é lugar comum, porque se ele cooperou decisivamente para golpear a presidente Dilma Rousseff, levou Lula à prisão covardemente e injustamente, sem qualquer fundamento jurídico real, tanto que sua condenação foi por "ato de ofício indeterminado".

Portanto, surpresa não há, porque Sérgio Moro, um juizeco de direita envolvido com a CIA e o FBI, aceitou anteriormente ser ministro da Justiça de Jair Bolsonaro, inimigo figadal das esquerdas, principalmente de Lula e do Partido dos Trabalhadores. Por que, então, o Marreco de Maringá não aceitaria o convite para trabalhar a favor de uma empresa norte-americana, que tem o controle do mercado interno, no que diz respeito às construtoras brasileiras?

Aliás, a Marsal & Alvarez, certamente, repassa informações estratégicas das corporações brasileiras para o governo norte-americano e, sem dúvida, às empresas privadas dos EUA, que atuam no mesmo setor. É isso aí, a Marsal & Alvarez tomou conta do butim das megaempreiteiras brasileiras, que dominavam boa parte dos empreendimentos de construção em âmbito mundial, sendo que muitas delas, a exemplo da Odebrecht, trabalhavam, inclusive, na área nuclear.

E o que os pilantras, entreguistas e traidores da Lava Jato fizeram? Mancomunados com a CIA, o FBI e os Departamentos de Justiça e de Estado do país yankee, delegados federais, procuradores e juízes, à frente da malta o juiz Sérgio Moro, resolveram demolir com as empresas nacionais e, com efeito, colocar no olho da rua cerca de 500 mil funcionários.

Não cuidaram de investigar e processar àqueles que cometeram malfeitos, como fizeram, por exemplo, a Alemanha e a Coreia do Sul, com a Volkswagen e a Samsung. Não preservaram as empresas porque dispostos a destruí-las para repassar informações de alta tecnologia e conhecimento, assim como entregar o mercado interno e externo às multinacionais norte-americanas, conforme já comentei.

Atuaram como ladrões do Brasil, em uma pirataria formalizada oficialmente, sendo que titulares de cargos de relevância e de poder, com a cumplicidade do Supremo Com Tudo (SCT), que vem a ser a vergonha, o vexame e a desgraça do Brasil, além de contarem com a propaganda sempre positiva do Grupo Globo, que vem a ser uma das maiores desgraças que surgiram neste País com vocação para o fracasso, o retrocesso e o atraso.

Algo impensável no Brasil até o ano de 2015, quando o governo trabalhista de Dilma Rousseff começou a ser sabotado por meio das pautas bombas, o que ocasionou a diminuição dos investimentos estatais, a causar desemprego em massa sem precedentes, bem como deixar de joelhos o trabalhador brasileiro, que ficou nas mãos de verdadeiros abutres, que para se empregar passou a aceitar as piores condições de trabalho, a acarretar a precarização do emprego. 

A verdade é que Mercadante e muitas outras pessoas estão certos quanto ao emprego milionário do Marreco, homem de ambição estratosférica e de pouco discernimento quanto ao Brasil e seus interesses de soberania e independência. Porém, se ele sabe não liga, porque se sente norte-americano como grande parte das classes ricas e médias deste País. Esse sujeito malévolo ama os EUA e entrega a cabeça do Brasil de bandeja à moda Paulo Guedes e famiglia Bolsonaro.

A verdade é que Sérgio Moro furou os quatro pneus da Odebrecht e de outras importantes empreiteiras brasileiras, sendo que agora oferece serviços de borracharia. Enfim, Moro representa a direita, que entrega as riquezas e a soberania do Brasil a cantar o hino nacional. Moro é o fim da picada! É isso aí.

01
Dez20

bye bye brasil

Talis Andrade

Bye, bye, Oscar! | VESPEIRO

 

A mudança de Sérgio Moro para Washington, capital dos EUA, e seu novo contrato milionário com a consultoria Alvarez & Marsal vêm gerando bastante discussão nas redes.

Vejas os posicionamentos de

Fernando Haddad
@Haddad_Fernando
Pelo que entendi, Moro decidiu receber sua parte no golpe em dinheiro. Agora, na posição de diretor da Alvarez & Marsal, que lida com os escombros da construtora brasileira, Moro vê seus esforços sendo retribuídos generosamente.
marcia tiburi
@marciatiburi
Replying to
Mais exato impossível.
Flávio Dino 
@FlavioDino
Pelos critérios da Lava Jato, a interpretação seria: “ao tempo que ele era juiz, havia uma conta de propinas, que agora estão sendo pagas com esse disfarce. Logo, corrupção e lavagem de dinheiro.” O absurdo da interpretação serve para lembrar quantos absurdos judiciais ocorreram
Reinaldo Azevedo
@reinaldoazevedo
Não é só Odebrecht. OAS, citada na condenação de Lula, também é cliente do escritório que contratou Moro. Em defesa da Lava Jato: que PGR investigue Moro e Justiça quebre seu sigilo noticias.uol.com.br/colunas/reinal via
24
Nov20

Em sinal de desespero, Sebastião Melo parte pra pistolagem política contra Manuela

Talis Andrade

Image

 

por Jeferson Miola

- - -

Nas aparências e na superfície do debate público, a direita de Porto Alegre simula a decência, a civilidade e o bons modos que na vida real não possui.

No subterrâneo das redes sociais e das mídias digitais, entretanto, esta mesma direita vista por inteiro promove terrorismo misógino, machista, fascista e racista contra Manuela D’Ávila, a candidata progressista e de esquerda.

Este comportamento não deixa de ser coerente. Afinal, a direita age assim mesmo na “vida privada”. Eles fazem no escuro da tal “privacidade” escondida tudo o que evitam fazer em público, para não verem sua hipocrisia e cinismo desmascarados.

O estoque de baixarias empregados contra Manuela não tem limites. Abarca desde fantasias delirantes sobre a expropriação da casa das pessoas, até sugestões de estímulo à pedofilia e insinuações machistas e misóginas impublicáveis.

A maquinaria bolsonarista e do MBL usada contra Manuela na eleição presidencial de 2018 revela-se intacta neste pleito municipal.

Com a diferença, contudo, que nesta eleição a pistolagem política é pilotada diretamente pela campanha de Sebastião Melo, que tem como vice Ricardo Gomes, o fundador e coordenador do MBL no Rio Grande do Sul.

Na eleição municipal de 2016, Melo acusou o mesmo MBL, então coordenado pelo seu atual vice, de ter levado à morte seu coordenador de campanha Plínio Zalewski. Na época, Melo acusou o MBL de terrorismo psicológico, e denunciou que “Plínio estava sendo imolado pelo Movimento Brasil Livre”.

Nesta eleição, como se vê, Melo foi precavido. Ele reuniu na sua aliança conservadora, reacionária e ultraliberal toda bandidagem política que causou sua derrota na disputa contra o tucano Marchezan Júnior em 2016.

Eles tiraram Fortunati do caminho e, hoje, ficaram todos – a direita e a extrema-direita, em ordem unida contra Manuela – aboletados com Melo.

No 1º turno desta eleição, a justiça mandou o facebook derrubar mais de 530 mil notícias falsas e calúnias que tentavam atingir a honra e a história de Manuela na vã ilusão de que, com patifaria e vilania política, conseguiriam derrotá-la. Mas eles outra vez fracassaram.

Nos últimos dias, a campanha do Melo propagou entre apoiadores um áudio sobre reunião do seu vice Ricardo Gomes/DEM com dirigentes do SINDUSCON, o poderoso sindicato patronal da construção civil, que tem interesses inconfessáveis nas mudanças do Plano Diretor da cidade que, por Lei, deverão obrigatoriamente ocorrer no próximo ano.

Nesta reunião, os predadores da cidade conclamavam a matilha bolsonarista a não deixar de votar no próximo dia 29, “porque se entrar essa vadia aí vai ser um problema muito sério para a cidade”.

No programa eleitoral de TV desta 2ª feira, 23/11, o programa do Melo afundou ainda mais o pé no esgoto e na pistolagem política.

Com uma narrativa embolorada e típica dos tempos da guerra fria, Melo ressuscitou velhos fantasmas do anticomunismo e do antipetismo, e não conseguiu disfarçar o pânico maior, de que uma “mulher comunista” venha a governar a capital gaúcha e interromper o revezamento de 16 anos dos partidos da direita na gestão destrutiva e neoliberal de Porto Alegre.

Esta semana derradeira da campanha eleitoral será dramática e tensa.

De um lado, a direita cada vez mais extremista e fascistizada, que emprega meios sujos para tentar barrar a possibilidade de mudança; e, de outro lado, a mudança que tem um apelo cada vez mais irresistível no meio popular, com Manuela e Rossetto.

No dia 29, saberemos se o projeto que representa a esperança e a decência conseguirá vencer a vilania e a pistolagem política.

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub