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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

20
Fev21

Partido policial-militar votou em massa para tirar Daniel Silveira da cadeia

Talis Andrade

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O bloco policial-militar- e-pastores, formado pelas bancadas da Bíblia e da bala, votou pela volta do AI-5 e da ditadura militar e  cassação dos ministros do STF e deputados esquerdistas (vide fala manifesto do bolsonarista Daniel Silveira aqui e do Clube Militar aqui)

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VioMundo - Generais, majores, capitães, coronéis e delegados votaram em massa para tirar o ex-cabo PM Daniel Silveira da cadeia, apesar de no passado terem jurado defender a Constituição e fazer cumprir a lei.

O bloco votou fechadíssimo, independentemente de partido, com apenas duas exceções: os delegados Marcelo e Waldir, ambos do PSL, respectivamente de Minas Gerais e Goiás.

Os outros 18 integrantes da bancada policial-militar que se identificam como tal votaram pela liberdade de Silveira, algumas vezes rompendo com a orientação da direção partidária.

Dentre os pastores evangélicos, só o Isidório, do Avante da Bahia, parece ter se importado com as ameaças e palavrões disparados por Silveira no vídeo em que fez ameaças a integrantes do Supremo Tribunal Federal.

Todos os outros votaram pela liberdade do colega parlamentar.

O bolsonarismo se aglutinou em torno de muitas ideias que brotaram na Lava Jato, como a CPI da Lava Toga, que considera corruptos todos os juízes que não foram indicados por Jair Bolsonaro.

Desenvolveu ódio particular pelos ministros garantistas do STF, como Gilmar Mendes, acusado por Daniel Silveira de vender sentenças.

De qualquer forma, impressiona como o bloco policial-militar votou maciçamente Não:

Adriana Ventura (NOVO-SP) – Não
Afonso Hamm (PP-RS) – Não
Alan Rick (DEM-AC) – Não
Alceu Moreira (MDB-RS) – Não
Alê Silva (PSL-MG) – Não
Alex Santana (PDT-BA) – Não
Alexis Fonteyne (NOVO-SP) – Não
Aline Sleutjes (PSL-PR) – Não
Aluisio Mendes (PSC-MA) – Não
Angela Amin (PP-SC) – Não
Bacelar (PODE-BA) – Não
Bia Kicis (PSL-DF) – Não
Bibo Nunes (PSL-RS) – Não
Boca Aberta (PROS-PR) – Não

Cap. Alberto Neto (REPUBLICANOS-AM) – Não

Cap. Fábio Abreu (PL-PI) – Não

Capitão Augusto (PL-SP) – Não
Capitão Wagner (PROS-CE) – Não
Carla Dickson (PROS-RN) – Não
Carla Zambelli (PSL-SP) – Não
Carlos Jordy (PSL-RJ) – Não
Caroline de Toni (PSL-SC) – Não
Charlles Evangelis (PSL-MG) – Não
Coronel Armando (PSL-SC) – Não
Coronel Tadeu (PSL-SP) – Não
Coronel Chrisóstomo (PSL-RO) – Não
Da Vitória (CIDADANIA-ES) – Não
Daniel Freitas (PSL-SC) – Não
Daniel Trzeciak (PSDB-RS) – Não
Danilo Forte (PSDB-CE) – Não
Danrlei (PSD-RS) – Não
Del Antônio Furtado (PSL-RJ) – Não
Del Éder Mauro (PSD-PA) – Não
Del Pablo (PSL-AM) – Não
Diego Garcia (PODE-PR) – Não
Dr. Frederico (PATRIOTA-MG) – Não
Dr. Jaziel (PL-CE) – Não
Dr. Luiz Ovando (PSL-MS) – Não
Dra. Soraya Manato (PSL-ES) – Não
Eduardo Costa (PTB-PA) – Não
Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) – Não
Eli Borges(SOLIDARIEDADE-TO) – Não
Emanuel Pinheiro (PTB-MT) – Não
Enrico Misasi (PV-SP) – Não
Eros Biondini (PROS-MG) – Não
Fabio Schiochet (PSL-SC) – Não
Filipe Barros (PSL-PR) – Não
Francisco Jr. (PSD-GO) – Não
General Girão (PSL-RN) – Não
General Peternelli (PSL-SP) – Não
Gilberto Nascimento (PSC-SP) – Não
Gilson Marques (NOVO-SC) – Não
Guiga Peixoto (PSL-SP) – Não
Guilherme Derrite (PP-SP) – Não
Heitor Freire (PSL-CE) – Não
Hélio Costa (REPUBLICANOS-SC) – Não
Helio Lopes (PSL-RJ) – Não
Hildo Rocha (MDB-MA) – Não
Hugo Leal (PSD-RJ) – Não
Jefferson Campos (PSB-SP) – Não
Jerônimo Goergen (PP-RS) – Não
Joaquim Passarinho (PSD-PA) – Não
José Medeiros (PODE-MT) – Não
José Rocha (PL-BA) – Não
Josivaldo JP (PODE-MA) – Não
Junio Amaral (PSL-MG) – Não
Kim Kataguiri (DEM-SP) – Não
Lauriete (PSC-ES) – Não
Leda Sadala (AVANTE-AP) – Não
Léo Moraes (PODE-RO) – Não
Léo Motta (PSL-MG) – Não
Lincoln Portela (PL-MG) – Não
Liziane Bayer (PSB-RS) – Não
Loester Trutis (PSL-MS) – Não
Lucas Gonzalez (NOVO-MG) – Não
Lucas Redecker (PSDB-RS) – Não
Lucio Mosquini (MDB-RO) – Não
Luisa Canziani (PTB-PR) – Não
Luiz Lima (PSL-RJ) – Não
Luiz P. O.Bragança (PSL-SP) – Não
Luiz Antônio Corrêa (PL-RJ) – Não
Major Fabiana (PSL-RJ) – Não
Mara Rocha (PSDB-AC) – Não
Marcel van Hattem (NOVO-RS) – Não
Marcelo Álvaro (PSL-MG) – Não
Marcelo Brum (PSL-RS) – Não
Marcelo Moraes (PTB-RS) – Não
Márcio Labre (PSL-RJ) – Não
Marlon Santos (PDT-RS) – Não
Maurício Dziedrick (PTB-RS) – Não
Nelson Barbudo (PSL-MT) – Não
Neucimar Fraga (PSD-ES) – Não
Nicoletti (PSL-RR) – Não
Nivaldo Albuquerque (PTB-AL) – Não
Norma Ayub (DEM-ES) – Não
Osires Damaso (PSC-TO) – Não
Osmar Terra (MDB-RS) – Não
Otoni de Paula (PSC-RJ) – Não
Pastor Eurico (PATRIOTA-PE) – Não
Pastor Gil (PL-MA) – Não
Paula Belmonte (CIDADANIA-DF) – Não
Paulo Bengtson (PTB-PA) – Não
Paulo Bengtson (PTB-PA) – Não
Paulo Martins (PSC-PR) – Não
Pedro Cunha Lima (PSDB-PB) – Não
Pedro Lupion (DEM-PR) – Não
Pedro Westphalen (PP-RS) – Não
Policial Sastre (PL-SP) – Não
Pastor Marco Feliciano (REPUBLICANOS-SP) – Não
Professor Joziel (PSL-RJ) – Não
Renata Abreu (PODE-SP) – Não
Ricardo Barros (PP-PR) – Não
Ricardo da Karol (PSC-RJ) – Não
Roberto de Lucena (PODE-SP) – Não
Rodrigo Coelho (PSB-SC) – Não
Rogério Peninha (MDB-SC) – Não
Rosana Valle (PSB-SP) – Não
Sanderson (PSL-RS) – Não
Santini (PTB-RS) – Não
Sargento Fahur (PSD-PR) – Não
Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ) – Não
Stefano Aguiar (PSD-MG) – Não
Stephanes Junior (PSD-PR) – Não
Subtenente Gonzaga (PDT-MG) – Não
Tiago Mitraud (NOVO-MG) – Não
Uldurico Junior (PROS-BA) – Não
Vaidon Oliveira (PROS-CE) – Não
Vinicius Poit (NOVO-SP) – Não
Vitor Hugo (PSL-GO) – Não
Wilson Santiago (PTB-PB) – Não

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23
Jan21

NA PANDEMIA, EXÉRCITO VOLTA A MATAR BRASILEIROS

Talis Andrade

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Pazuello e outros generais operam o projeto de Bolsonaro: fazer com que morra um número cada vez maior de pessoas
 
22
Out20

Os arapongas do general Heleno na COP-25

Talis Andrade

general heleno | Humor Político – Rir pra não chorar

 

por Altamiro Borges

- - -

O jornal Estadão informa que a Anistia Internacional criticou oficialmente o governo de Jair Bolsonaro por ter escalado arapongas da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para espionar a participação de ativistas de ONGs e de movimentos sociais na Conferência do Clima das Nações Unidas (COP-25), realizada na Espanha no final de 2019. 

A patética arapongagem foi admitida pelo próprio ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o general-gagá Augusto Heleno, que tuitou que a Abin deve acompanhar “campanhas internacionais sórdidas e mentirosas, apoiadas por maus brasileiros, com objetivo de prejudicar o Brasil” na questão ambiental. 

Monitoramento dos movimentos sociais

Em nota oficial, a Anistia Internacional afirmou que “são graves as notícias veiculadas pela imprensa sobre o monitoramento de movimentos sociais e de organizações não governamentais que participaram da Cúpula do Clima das Nações Unidas realizada em Madrid, em dezembro do ano passado”. 

A entidade também criticou as bravatas do general Augusto Heleno contra os ambientalistas e considerou graves as ações do governo do capitão Jair Bolsonaro, “especialmente por conta do Brasil possuir passado recente de perseguições políticas durante período do regime militar, que durou 21 anos”. 

A Anistia Internacional lembrou ainda que “as técnicas de vigilância e monitoramento de opositores políticos foram práticas usadas de maneira sistemática durante o regime militar no Brasil e subsidiaram, por muitos anos, graves violações de direitos humanos”. O chefe do GSI é um saudoso da ditadura, torturas e mortes! 

Milico já deu "foda-se" para o Congresso

Como registrou o jornalista Leonardo Sakamoto em artigo no UOL, “não é a primeira vez, nem será a última que Augusto Heleno trata como inimigo quem discorda da anacrônica visão ambiental do governo do qual faz parte” – governo este cujo presidente se traveste de patriota, mas bate continência à bandeira dos EUA. 

Em 2019, por exemplo, ele acionou a Abin para monitorar as reuniões preparatórias do Sínodo dos Bispos para a Amazônia. “Realizado no Vaticano com a presença do papa Francisco, ele discutiu a ação da igreja na região e a situação de povos indígenas, ribeirinhos, quilombolas, o desmatamento e as mudanças climáticas”. 
 
O jornalista lembra ainda a postura fascista do ministro, que “conclamou o governo a não ficar ‘acuado’ pelo Congresso Nacional e pediu para o presidente ‘convocar o povo às ruas’ em fevereiro deste ano. Não só isso. ‘Não podemos aceitar esses caras chantageando a gente. Foda-se’, afirmou”, na ocasião, o general-bravateiro. 

Uma ameaça permanente à democracia

Leonardo Sakamoto cita outros dois casos para provar que o “foda-se” não foi um lapso. “Tanto que, após o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) sugerir um novo AI-5 caso a esquerda se radicalizasse, em outubro do ano passado, Heleno não demonstrou repúdio, mas disse: ‘se [Eduardo] falou, tem de estudar como vai fazer, como vai conduzir”. 

“E, em maio deste ano, Augusto Heleno publicou uma nota autoritária e truculenta que foi considerada uma ameaça às instituições democráticas pela oposição no Congresso. Diante de um pedido de apreensão de celulares do presidente da República, Jair Bolsonaro, e de seu filho, o vereador Carlos Bolsonaro, feito pelo PDT, PSB e PV, como parte de uma notícia-crime protocolada no Supremo Tribunal Federal, o ministro disse: 

‘O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República alerta as autoridades constituídas que tal atitude é uma evidente tentativa de comprometer a harmonia entre os poderes e poderá ter consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional". 

Pedido de abertura de procedimento disciplinar

Este é o general Augusto Heleno, o chefão da arapongagem que agora sofre críticas da Anistia Internacional. A sua trajetória justifica a iniciativa do deputado Ivan Valente (PSOL-SP), que entrou com uma representação na Comissão de Ética da Presidência pedindo a abertura de procedimento disciplinar contra o chefão do GSI. 

No requerimento, ele argumenta que o ministro cometeu crime ao enviar servidores da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar ambientalistas na COP-25. Ele sustenta que o milico violou o princípio da moralidade e cometeu improbidade administrativa, abuso de autoridade, desvio de finalidade e prevaricação. 

“O uso da espionagem para intimidar e perseguir aqueles que exercem sua liberdade de manifestação e opinião para divergir da visão do governo sobre a política ambiental é extremamente grave e fere todos os padrões éticos de comportamento que poderia se esperar do gestor público”, afirma um trecho do pedido. 

A representação afirma ainda que o caso se enquadra no “uso ilegítimo, abusivo e criminoso da atividade de inteligência” e configura "espionagem". Ainda segundo o parlamentar, o objetivo da escalada de agentes da Abin ao evento foi "intimidar aqueles que pretendiam denunciar o desastre ambiental em curso no País". 

“A justificativa para a espionagem realizada na COP-25 não foi a defesa das instituições ou dos interesses nacionais, mas sim a defesa de ponto de vista pessoal dos membros do atual Governo, os quais insistem em negar a realidade confirmada pelos dados oficiais, de maneira a se favorecer politicamente", conclui o texto.
 
24
Jun20

A república das milícias

Talis Andrade

 

por Leônidas Mendes

- - -

 

Sua prisão, se deu numa casa de veraneio, em Atibaia (SP), pertencente a Fred Wassef, advogado do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), também conhecido como “01” e, pelo menos ao que se sabe até agora, principal beneficiário do “laranjal do Queiroz”. 

Seria cômico se não fosse trágico! Perdoem-me o chavão!

Desde então, duas perguntas tomaram as redes sociais do país (antes, seriam as ruas!). A primeira é: onde está a esposa do Queiroz, sobre quem paira um mandato de prisão? (Talvez, na casa de outro advogado da família Bolsonaro!) 

A segunda é: como os militares governistas irão reagir a mais esta evidência de que estão servindo de guarda pretoriana para um grupo político miliciano que, com a conivência (e para a conveniência) de parte das elites brasileiras, tomou o poder da República, convertendo-a numa “república das milícias”?

Na prática, já há algum tempo, parte das forças armadas brasileiras, em especial o nanogeneralato do Exército, em troca de cabides e tostões, se converteram em leão de chácara de milicianos: de depósito de fuzil a carregamento de pasta de cocaína no avião presidencial, tudo vale! Tudo foi normalizado! Tudo foi banalizado. Até murros na mesa; e ameaças, bravatas e manifestos golpistas! Uns tais nanogenerais, herdeiros da linha dura anticomunista do general Sílvio Frota, já em sua época, a década de 1970, tresloucada, deslocada do mundo real, até ser defenestrada pelo general-presidente Ernesto Geisel, preferem a milícia à democracia. São seguidores do terraplanismo político; não conseguem desenvolver um raciocínio para além da lógica dicotômica da Guerra Fria. 

 

08
Jun20

Peça 3 – os princípios conspiratórios

Talis Andrade

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III - Xadrez da guerra híbrida dos generais de Bolsonaro contra o País

Luis Nassif
GGN
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Em abril do ano passado, no “Xadrez da ultradireita e do pensamento militar brasileiro”, procurei destrinchar um pouco esses princípios.Leia também:  Tacla Duran revela pagamento a “sócio de Rosângela Moro” para “não ser preso na Lava Jato”

No Brasil, esse tipo de pensamento avançou em duas frentes. Uma, a pensamento militar radical, cujo maior representante foi o general Sérgio Augusto de Avelar Coutinho, falecido em 2011. A principal obra do general Sérgio é “Revolução Gramcista no Ocidente", de 2002 e reeditado pela Biblioteca do Exército em 2010.

Esse tipo de pensamento se expandiu quando membros do Ternuma – site que juntava ex-militares defensores da ação dos porões da ditadura – passaram a se aproximar de blogueiros porta-vozes da nova ultra-direita. Dizia um dos militares do Ternuna, mencionado no Xadrez:

“Aproximei-me, então, ainda mais do Gen Coutinho, até porque fiquei responsável por remeter ao Reinado Azevedo um exemplar do livro “A Revolução Gramscista no Ocidente”. A história da maneira pela qual o General decidiu estudar Gramsci, na idade em que muitos de nós mal tem paciência para ler o jornal, dá um pouco da dimensão deste homem”.

A primeira vez que ouvi Arnaldo Jabor falar em “comunismo viral”, julguei que fosse apenas mais um roteiro teatral para atender à demanda da mídia por cronistas vociferantes. E menciono Jabor porque os colunistas que assumem a ultra-direita em fins da década de 2.000 – especialmente Jabor e Reinaldo Azevedo – se tornam os principais instrumentos de divulgação dessas ideias.

Jabor citava Jean Baudrillard e voltaria a citar inúmeras vezes. Segundo Baudrillard, “o comunismo, hoje desintegrado, tornou-se viral, capaz de contaminar o mundo inteiro, não através da ideologia nem do seu modelo de funcionamento, mas através do seu modelo de desfuncionamento e da desestruturação da vida social” – vide o novo eixo do mal da América Latina.

A disseminação da tal guerra cultural foi tão ampla que a jornalista Mirian Leitão acusou o então presidente do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), professor Carlos Lessa – falecido ontem, com várias homenagens inclusive no jornal O Globo – de proceder à “lavagem cerebral” dos funcionários do banco, conforme lembraram ontem amigos de Lessa reunidos em uma live da TV GGN.

No ano passado, um paper para discussão, do professor Eduardo Costa Pinto, do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), trouxe luzes sobre as ideias que ajudaram a moldar a nova face do anticomunismo no Exército: a luta contra o marxismo cultural,

Segundo o autor, as influências centrais, tanto do general Coutinho, como de Olavo de Carvalho, foi o pensamento neoconservador norte-americano dos  anos  1980  e  1990,  “mais especificamente  o  ramo  denominado  “paleoconsertives” com raízes fincadas no coletivismo de direita americana da década de 1920 e 1930, de oposição ao New Deal”.

Sustentava-se no tripé pequeno governo (descentralização das funções de governo articulado com a auto governança/comunitarismo), anticomunismo e valores tradicionais (civilização ocidental e judaico-cristã).

Esse conservadorismo ressurge agora no movimento denominado de “alt-right”, com ênfase ainda maior na guerra cultural, “pois a cultura  e  a moralidade  americana  estariam  sendo  destruídas”. Os instrumentos de destruição seriam o multiculturalismo e o “marxismo cultural” sendo manobrado por acadêmicos, militantes, jornalistas.

Esses argumentos foram desenvolvidos após o fim da União Soviética, como forma de manter alimentada a indústria do anticomunismo.

Não foi por coincidência, alguns dos ideólogos eram ligados ao pensamento militar. Foi o caso de William Lind, que, em 1989, foi o primeiro a cunhar o termo de guerra de 4a geração, que depois seria rebatizada de ““guerra híbrida”, cujo objetivo era “obter  vantagens  com  as mudanças  políticas,  sociais,  econômica  e  tecnológica  em  virtude  do  aumento  da complexidade com adversários não estatais (terroristas, grupos revolucionários, etc.)”.

A grande ameaça, segundo Lind, seria a ideologia do multiculturalismo, “no qual o confronto ideológico-militar se dá entre os Estados Unidos da América (e de Israel) de um lado e o MCI, Movimento Comunista Internacional  (e os países islâmicos) de outro”.

É por esses mares que singrava o barco do general Coutinho e do jornalismo de ultradireita da época. De acordo com Costa Pinto, para o Gal. Coutinho os socialistas e comunistas (internacionais e nacionais) estariam infiltrados no discurso do politicamente correto:

1) nos partidos como FHC (vinculado ao fabianismo que teria como importantes representantes Soros, David Rockefeller,  Bill  Clinton,  entre  outros)  e  como  o  Lula  (articulado  com  Fidel  Castro organizados do Foro de São Paulo);

2) nas ONG´s;

3)  nas escolas e Universidades;

4) nos meios de  comunicação;

5)  nas manifestações artísticas;

6)  nos movimentos sociais (ambientalistas, movimento  negro,  LGBT,  MST,  etc..).

Como declarou o General Augusto Heleno na época,

“(…) Da Intentona de 1935, passando pela luta armada de 1960, até os governos de FHC e do PT, os comunistas e socialistas continuam como o mesmo objetivo: “realizar a revolução socialista” (Continua)

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06
Abr20

Um vírus que se trai, e morre. Por Janio de Freitas

Talis Andrade

 

Os interessados no ato contra o Congresso e o Supremo persistem no seu propósito

A receosa intranquilidade de muitas das pessoas mais informadas e experientes, no decorrer da semana, teve motivos que o coronavírus, paradoxalmente, abrandou. Mas só por um tempo incerto.

O conjunto de indícios comuns a investidas antidemocráticas fez concluir por um alto risco: a propensão do ato contra o Congresso e o Supremo, marcado para hoje, de tornar-se movimento de agitação de massa — sem controle do seu desenvolvimento, como é próprio das ações de turbas incitadas.

O coronavírus esvaziou o ato, sem deixar dúvida de que os interessados, os organizadores e os empresários pagadores persistem no seu propósito.

Por vias institucionais, o caminho lhes é hostil, com Câmara e Senado mostrando-se mais altivos do que as últimas legislaturas. O bolsonarismo crente ou ganancioso é parte da massa pastosa que se amolda a qualquer sedução esperta ou endinheirada. É a alternativa, portanto.

Bolsonaro esperou sair de Brasília para, em Boa Vista no sábado (7), deixar de fingir-se alheio à manifestação contra as duas principais instituições democráticas, e chamar o povaréu a engordá-la.

A convocação original era explícita contra o Congresso e o Supremo, e ainda engrossava suas intenções com menção ao general Heleno, remanescente do mais antidemocrático na ditadura.

Já em Miami, na segunda (9) Bolsonaro desfecha o seu avanço contra o Congresso, em torno da distribuição de verbas orçamentárias. Paulo Guedes e o general Luiz Eduardo Ramos haviam chegado a um acordo com as lideranças parlamentares, mas Bolsonaro tanto o aceitou como logo o desmoralizou. Com o apoio do vernáculo de sarjeta do irado general Heleno contra o Congresso. Reduzir o acordo a uma crise de fundo institucional foi ato conjugado, assim como a data. A investida dos dois foi informativa nesse sentido.

Bolsonaro seguiu adiante. Ou para trás. Além de outras estocadas no Congresso, ainda nos EUA voltou, de repente, à acusação de fraude nas eleições presidenciais de 2018. Ele, como vítima. E, hoje, “com provas”, que não exibiu nem explicitou. Ataque direto à Justiça Eleitoral, mas não só: ataque ao Judiciário, logo, às instituições vigentes.

No Brasil, mais atividade bolsonarista em torno da manifestação convocada, exibindo-se já alguns cartazes definidores: “Intervenção militar já”, “Intervenção sem Congresso e Supremo”, e outras não menos eloquentes.

confronto governo/Congresso cresceu, a especulação financeira aproveitou e acionou o lucrativo desce-sobe da Bolsa, Bolsonaro usou o tema para mais um ataque à imprensa por notícias de crise: “Durante o ano que se passou, obviamente temos momentos de crise”.

Esse que chegou a capitão do Exército não consegue expressar nem a ideia mais simplória. Como sempre, falatório longo, esticando, em todos os sentidos da palavra, desinteligências. E mais um tema.

Necessário, porque o coronavírus levava à suspensão de muitas atividades mundo afora, e era preciso evitar, não a expansão do vírus no Brasil, mas a proibição de aglomerações como a manifestação antidemocrática. “Coronavírus não é tudo isso, muito do que tem ali é fantasia, a questão do coronavírus, que não é tudo isso que a grande mídia propaga. O que eu ouvi até o momento outras gripes mataram mais do que esta”. Era o melhor estilo Bolsonaro, a serviço da grande causa: manter a manifestação.

Não deu. Ainda houve tempo para que Deltan Dalagnol aderisse com um ataque ao Congresso e ao Supremo, que “dificultam a a tarefa da Lava Jato”. É, só fechando. Um dia o coronavírus acaba. Como disse Bolsonaro em rede social, “daqui a um mês, dois meses, se faz. Foi dado um tremendo recado”.

De fato. Quem não o quiser ouvir, perde por antecipação as condições de defesa caso se depare com quebra-quebras, empastelamentos, violências pessoais, a ferocidade das PMs bolsonaristas, das milícias formais e das informais que se coordenavam em São Paulo e Rio. Ou mais do que isso. Porque, como diz Bolsonaro, “daqui a um, dois meses, se faz”.

O coronavírus traiu seu destino perverso, mas também ele morre.

Os encobertos

Aparece, então, a presença de um contingente do FBI com os patriotas da Lava Jato curitibana. Tardou menos do que o habitual. Faltam agora os aparecimentos da CIA e dos grampos clandestinos da NSA, a agência das já conhecidas gravações de presidentes brasileiros, ministros e outros.

A soberania brasileira é furada como o corpo de uma vítima dos heróis milicianos da família Bolsonaro.

Destaque: Coppo di Marcovaldo, Inferno (1260-70). Fragmento de mosaico do teto do Batistério de Florença

Publicado na Folha, no Combate, no dia 15 de março de 2020

 

17
Mar20

#Você não é presidente mais

Talis Andrade

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 Ministro da Saúde,  Luiz Henrique Mandetta, única liderança com racionalidade na cúpula do governo na crise do coronavírus, começa a ser alvo de Bolsonaro. Com isso, o risco para o país aumenta dramaticamente. Bolsonaro está expondo o Brasil a um risco como nenhum outro país, e uma eventual demissão de Mandetta pode gerar uma crise de gravíssimas proporções, alertou o portal 247. 

Apesar de fazer um trabalho de combate ao avanço do novo coronavírus, Mandetta entrou em rota de coalizão com o ex-capitão ainda no início da crise, quando determinou a proibição da saída de navios de cruzeiros até que o país consiga superar a emergência sanitária. 

Na hora de fortalecer Mandetta, Bolsonaro bota uma corona num general para ele reinar nestes tempos de morte. De trevas. De coronavírus. 

Após dizer que a pandemia do coronavírus é “fantasia propagada pela mídia”, Jair Bolsonaro agora escolheu ministro-chefe da Casa Civil, general Walter Braga Netto, empossado em fevereiro, com o objetivo de coordenar um comitê para supervisão e monitoramento da crise provocada pela doença no País. É o que aponta um decreto publicado em edição extra do Diário Oficial da União nesta segunda-feira (16). O general deve ter estudado virologia no Haiti. 

Braga é ex-interventor de Temer no Rio de Janeiro, e pediu 6,5 bilhões para comandar tropas apenas nas favelas sem as intocáveis milícias. 

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As secretarias estaduais de saúde divulgaram, até as 9h30 desta terça-feira (17), que já foram confirmados 301 casos de coronavírus, em 16 estados e no Distrito Federal. Em São Paulo foi registrada a primeira morte do coronavírus.

Bolsonaro abdica dos deveres presidenciais. De principal articulador das vontades da população. De indicar as providências a serem tomadas para o bem do povo em geral. 

Um haitiano que participou hoje da roda de rua de Bolsonaro, disse pro capitão:

"Bolsonaro, acabou. Você não é presidente mais"

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16
Mar20

“Bolsonaro e sua aula magistral de irresponsabilidade”

Talis Andrade

Bolsonaro cumprimenta apoiadores do lado de fora do Palácio do Planalto no domingo (Sergio Lima/AFP)

Carta Maior

 

1 - NOTÍCIAS INTERNACIONAIS SOBRE O BRASIL

MANIFESTAÇÕES
. Centenas de pessoas ignoram recomendações e saem à rua para apoiar Bolsonaro. O Governo recomendou que se evitassem aglomerações, mas foi em seu nome que muita gente ignorou os conselhos e participou em manifestações em todo o país. Incluindo o Presidente. Contra todas as recomendações do Ministério da Saúde, centenas de pessoas saíram neste domingo à rua para participar em manifestações a favor do Governo brasileiro. O próprio Presidente, Jair Bolsonaro, desfilou em Brasília, contatando de perto com a população, e incentivou os atos. (Público, Portugal) | tinyurl.com/u2majfs 

DESMATAMENTO. Destruição das florestas promove o aparecimento de novas doenças, defendem líderes indígenas. A mesma destruição florestal que acelera as alterações climáticas pode promover também o aparecimento de doenças como o coronavírus, defendeu um grupo de líderes indígenas em Nova Iorque. (Público, Portugal) | tinyurl.com/urea7as AMAZÔNIA. Eles dizem que são bombeiros. A polícia diz que são incendiários. A batalha pela verdade chega à Amazônia. Por que a Amazônia está queimando e o que isso significa para o mundo. Enquanto a floresta amazônica queimava no outono passado e as taxas de desmatamento atingiam picos nunca vistos em uma década, a brigada de Romano era um raro pedaço de esperança, combatendo as chamas e submetendo-as ao lado das autoridades. O conselho da cidade os aplaudiu. O governador do estado agradeceu. Eles se tornaram heróis. (The Washington Post, EUA) | tinyurl.com/uhva4u4 

BOLSONARO: IRRESPONSABILIDADE COM O CORONAVÍRUS

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El País, Espanha. | Bolsonaro ignora o isolamento e participa de um protesto público em meio à crise da saúde. Médicos pediram ao presidente brasileiro distanciamento social depois que alguns de seus colaboradores deram positivo para coronavírus. Bolsonaro desobedeceu a todas as recomendações médicas dadas pela Organização Mundial da Saúde e contatou parte de seus seguidores, que participaram do evento realizado em Brasília e que reuniu cerca de 8.000 pessoas para protestar contra o Congresso Nacional e o Supremo. O presidente pegou o celular para fazer uma transmissão ao vivo em sua página no Facebook e desceu a rampa do Palácio do Planalto para tocar nas mãos de dezenas de apoiadores. Ele levou selfies com eles, agitou bandeiras e pôsteres da plateia. tinyurl.com/v6g6d6g The Guardian, InglaterraBolsonaro e AMLO detonados por desprezar os cuidados com o coronavírus. Líderes brasileiros e mexicanos se misturam com o público. Os críticos dizem que os populistas devem dar o exemplo à medida que o surto cresce. Eles o fizeram desafiando os conselhos médicos e apesar do crescente alarme sobre a disseminação do vírus pela América Latina, onde pelo menos 17 países confirmaram casos. Bolsonaro, um provocador de extrema-direita que recentemente descartou o coronavírus como uma "fantasia" da mídia, deixou seu palácio presidencial no domingo para trocar empurrões e se misturar com apoiadores que se apresentaram em protestos altamente controversos contra as instituições democráticas do Brasil. tinyurl.com/u7wcsls 

Sputnik News, Rússia. | O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), usou as redes sociais neste domingo (15) para repreender o presidente da República, Jair Bolsonaro, por seu apoio e participação em manifestações. Maia afirmou que Bolsonaro "fez pouco caso da pandemia" do novo coronavírus em uma atitude que classificou como "atentado à saúde pública". tinyurl.com/vqy6sv3 Diário de Notícias, Portugal. | Bolsonaro rompe isolamento e participa em manifestação a seu favor. Depois de ter sido aconselhado pelo ministério da saúde a não sair de casa, presidente brasileiro cumprimenta apoiantes em Brasília. Houve atos de apoio ao governo e contra os outros poderes em dezenas de cidades, como São Paulo, onde se cantou "quem tem medo do coronavírus". tinyurl.com/w3hqnpw 

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LA VANGUARDIA, ESPANHA | Bolsonaro ignora contenção de pandemia. Em meio à pandemia do COVID-19, o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, ignorou a contenção em eventos sociais recomendados pelas autoridades de saúde e participou neste domingo de uma marcha a favor de seu governo e contra o poder legislativo e judiciário. Enquanto o país se prepara para um aumento de casos - ainda não superior a 200 -, Bolsonaro incentivou milhares de brasileiros a sair às ruas, apesar do risco de espalhar o vírus nas aglomerações. | tinyurl.com/us95bya El Clarín, Argentina | Criticado. Coronavírus no Brasil: Jair Bolsonaro quebrou a quarentena e apertou a mão de seus seguidores. Muitos manifestantes exibiram cartazes pedindo intervenção militar e o fechamento do Congresso. O governador de São Paulo, João Doria, criticou o presidente. Os casos positivos do Covid-19 aumentaram 45%, de 121 para 176. | tinyurl.com/vcqdsc4 

El Mundo, Espanha | tinyurl.com/rfz3blv 

The Global and Mail, Canadá | tinyurl.com/wxu58jx 

La Nación, Argentina | tinyurl.com/qv2k636 

2 - NOTÍCIAS DO MUNDO

CORONAVÍRUS/MUNDO. Mortes por coronavírus fora da China superam as de dentro. Centro de pandemia muda para a Europa e EUA, onde novas restrições de viagens e coleta estão surgindo. (The Wall Street Journal, EUA) | tinyurl.com/wrkbrqf 

CHINA. O controle do coronavírus dá à China o mercado de ações com melhor desempenho do mundo. Apenas seis semanas atrás, estava entre as piores. (The Economist, Inglaterra) | tinyurl.com/uh2bzjt 

EUA/ECONOMIA. Federal Reserve reduz as taxas de juros a zero como parte de uma ampla intervenção de emergência. O Fed tomou as medidas mais dramáticas desde a crise financeira de 2008 para reforçar a economia dos EUA diante do coronavírus. Esforço para fortalecer a economia é a ação mais dramática do Federal Reserve desde 2008. (The Washington Post, EUA) | tinyurl.com/scadeqn FRANÇA. Primeiro turno de eleições municipais. O escrutínio foi fragilizado por uma participação reduzida. No meio de uma epidemia e enquanto novas medidas de contenção foram anunciadas no sábado à noite pelo primeiro-ministro, a abstenção teria chegado a 56%. A votação da sanção contra o LaREM está confirmada. O PS, LR e PCF de saída registrou bons resultados, e o EELV alcançou um avanço. (L’Humanité, França) | tinyurl.com/scspopg 

ISRAEL. O líder da oposição israelense ganha o apoio de uma maioria absoluta de deputados para substituir Netanyahu. Beny Gantz recebe o apoio de mais três legisladores do que o primeiro-ministro em exercício. (El Diário, Espanha) | tinyurl.com/rx744os 

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CORONAVÍRUS/ARGENTINA. Alberto Fernández anunciou medidas contra o coronavírus: um plano de prevenção para todos e para todos e anunciou o fechamento das fronteiras e a suspensão das aulas por duas semanas. Forte aviso para aqueles que violam a quarentena. Suspensão de aulas por duas semanas. As refeições serão entregues nas escolas. Fechamento de todas as fronteiras por quinze dias. Licença há mais de 60 anos. Suspensão de grandes espetáculos artísticos e esportivos. Horário especial para idosos em centros de saúde e bancos. Fechamento dos parques nacionais. (Página 12, Argentina) | tinyurl.com/rweqgya CORONAVÍRUS/TRUMP. Covid-19: Trump quer “desviar” para os EUA a empresa alemã que investiga vacina. O governo alemão denunciou que a administração norte-americana quer pôr a empresa que investiga a vacina para o Covid-19 a trabalhar em exclusivo para os EUA. (Esquerda.net, Portugal) | tinyurl.com/qtlheor 

CORONAVÍRUS/TRUMP. A lista completa das tentativas de Trump de minimizar o coronavírus. Ele poderia ter agido antes. Não o fez. (The New York Times, EUA) | tinyurl.com/qtlheor 

CORONAVÍRUS/ITÁLIA. Médicos cubanos na Lombardia? (L’Humanité, França) | tinyurl.com/rgtw4qo 

CORONAVÍRUS/REINO UNIDO. A estratégia de Johnson preocupa britânicos. O primeiro-ministro quer esperar até que o pico da epidemia de Covid-19 esteja se aproximando antes de tomar uma ação forte. A população correu para os supermercados. (Tribune de Genève, Suíça) | tinyurl.com/sslzmub CORONAVÍRUS/AMÉRICA LATINA. As Medidas de coronavírus adotadas na América Latina. Poucos países fecharam suas fronteiras completamente e várias classes suspensas. (La Diária, Uruguai) | tinyurl.com/vptzmr6 

3 - ARTIGOS/ENTREVISTAS

Humor
Eric Nepomuceno - Brasil (Página 12, Argentina) | “Bolsonaro e sua aula magistral de irresponsabilidade” | tinyurl.com/rkjwo6u 

Tomás Pueyo – Coronavírus (Página 12, Argentina) | “Coronavírus: porque temos que atuar já” | tinyurl.com/w5x77et 

Pedro Filipe Soares – Coronavírus/Trump e Bolsonaro (Esquerda.net, Portugal) | “A ‘fantasia’ de Trump e Bolsonaro” | tinyurl.com/vlaqqrh

David Remnick – Coronavirus/EUA (The New Yorker, EUA) | “Trump, a verdade e a incompetência na administração da crise do coronavÍrus” | tinyurl.com/u3jpour 

David Atkins – Coronavírus/EUA (Truthdig, EUA) | “Trump está administrando uma pandemia como se fosse um negócio – com resultados desastrosos” | tinyurl.com/r4ptxoh 

Romaric Godin – Desigualdade (Mediapart, França) | “Poderia a pandemia do coronavírus vir a ser o grande nivelador das desigualdades? | tinyurl.com/tymvc9m 

Lígia Bahia e Miguel Lago – América Latina (Americas Quaterly, EUA) | “Por que os hospitais da América Latina são tão vulneráveis ao coronavírus” | tinyurl.com/t9rohnt

 

16
Mar20

"Se eu me contaminei, isso é responsabilidade minha", diz Bolsonaro sobre expor brasileiros ao risco

Talis Andrade

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Jair Bolsonaro (sem partido) disse hoje que não tem "poder de impedir o povo de fazer nada", referindo-se aos protestos bolsonaristas em defesa do fechamento das instituições democráticas.

Não tenho poder de impedir o povo de fazer nada. Não houve protesto nenhum. Eles estavam, em grande parte, fazendo um movimento pelo Brasil, ponto final. Não convoquei ninguém para ir", afirmou o presidente em entrevista à rádio Bandeirantes, como informa o portal UOL. 

Quem empulhação, mentira, incompetência, despreparo, abuso de autoridade. Conforme a Lei, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara decretou o cancelamento de todos os eventos com mais de 500 pessoas.

 

Apesar de dizer que não influenciou na convocação das manifestações, Bolsonaro usou suas redes para estimular os atos e ontem, na porta do Palácio do Planalto, cumprimentou simpatizantes e chegou a manusear celulares. 

Se eu me contaminei, isso é responsabilidade minha. Ninguém tem nada a ver com isso", acrescentou. 

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16
Mar20

Bolsonaro apoia protestos no Twitter e em Brasília em meio à crise do coronavírus

Talis Andrade

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BBC

Embora esteja em monitoramento recomendado pelo ministério da Saúde e ainda deva ser submetido a um segundo teste para a detecção do novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro deixou a residência oficial do Palácio da Alvorada neste domingo (15) e interagiu com manifestantes que o esperavam do lado de fora do Palácio do Planalto.
Bolsonaro estava separado de seus apoiadores por uma grade e cercado por integrantes de sua equipe. Ele esticou o braço para tocar nos manifestantes e manuseou o celular de alguns deles para fazer 'selfies'.

O presidente está sendo monitorado mesmo depois de seu teste para o coronavírus ter dado negativo. Seu secretário de Comunicação, Fábio Wajngarten, foi diagnosticado com o novo vírus depois de participar da comitiva do governo que viajou nesta semana para a Flórida, nos Estados Unidos, para uma série de compromissos. Ele viajou junto com o presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com a TV Globo, a recomendação de fazer um novo teste foi feita pelo próprio ministro da Saúde no dia 13 de março, um dia depois de o primeiro teste a que Bolsonaro foi submetido dar resultado negativo. "Monitora-se contatos de acordo com os sintomas. Se tiver febre etc, desloca-se à unidade de saúde", afirmou o ministro, na ocasião.

Bolsonaro deve refazer o teste nesta semana. O protocolo prevê que esse exame seja realizado em até sete dias e antecipado se surgirem sintomas.

Na semana passada, em uma transmissão pela internet na quinta-feira (12), Bolsonaro apareceu de máscara ao lado de Mandetta e afirmmou que seus apoiadores deveriam repensar as manifestações deste domingo, por causa do coronavírus. "Nossa saúde e de nossos familiares devem ser preservadas", afirmou ele na transmissão.

Na sexta-feira (13), o Ministério da Saúde recomendou o cancelamento ou adiamento de eventos com grande participação de pessoas, em orientação que foi apresentada junto com um conjunto de medidas a gestores estaduais e municipais de saúde em reunião virtual. Outra recomendação contrariada pelo presidente é que pessoas acima de 60 anos evitem contato social.

De acordo com o órgão, as autoridades locais devem estimular que eventos — sejam eles, governamentais, artísticos, científicos ou comerciais — não ocorram nesse período. Caso não seja possível cancelar o evento, a recomendação é que não haja público.
Depois de interagir com os manifestantes pessoalmente em frente ao Planalto, Bolsonaro saiu de carro e passou pelo ponto onde ocorria o ato, no Eixo Monumental. Ele não parou o carro nem desceu para a rua, segundo o portal G1.

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Presidente vê "histeria" e "neurose"


Em entrevista à CNN Brasil, Bolsonaro comentou sua participação nas manifestações. "O povo se aglomerou na frente e eu fui conversar com o povo", disse, acrescentando que sabe que as aglomerações criam um risco "seríssimo" de transmissão do vírus. "Agora é uma realidade: você vê os metrôs cheios, os ônibus cheios, estádios de futebol. O carnaval foi uma coisa inacreditável o que aconteceu. É um vírus que você vai ter que enfrentar mais cedo ou mais tarde. Temo pelo pior sim. Mas não porque alguns querem irresponsavelmente colocar a culpa em mim", disse, em referência indireta às críticas que recebeu do presidente do Congresso Nacional, David Alcolumbre.

Em nota, Alcolumbre disse ser inconsequente estimular aglomerações de pessoas na ruas, cobrou responsabilidade do presidente e disse que convocar manifestações contra o Congresso é confrontar a democracia. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também criticou a atitude do presidente. "O que nos preocupa, o que nos deixa em perplexidade é o presidente participando desses atos. Num momento onde se pediu, na sexta-feira, que não houvesse aglomerações, o próprio presidente desautoriza o seu ministro da Saúde", declarou à TV Globo.

Bolsonaro, em resposta, disse na entrevista que gostaria que os dois saíssem às ruas como ele. "Devemos ser quase que escravos da vontade popular. Respeito os dois, espero que não queiram partir para algo belicoso depois dessas minhas palavras aqui. Agora, prezados, saiam às ruas e vejam como são recebidos. Os acordos não têm que ser entre nós em gabinetes, têm que ser entre nós e o povo", afirmou.

O presidente minimizou o efeito de sua saída do monitoramento. "Muitos pegarão isso independente dos cuidados que tomem, isso vai acontecer mais cedo ou mais tarde. Não podemos entrar em uma neurose como se fosse o fim do mundo. Outros vírus mais perigosos aconteceram no passado e não tivemos essa crise toda. Com toda certeza há um interesse econômico nisso tudo para que se chegue a essa histeria". Transcrevi trechos 

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