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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

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O CORRESPONDENTE

18
Jan22

'Michelle Bolsonaro é a mãe de todos os brasileiros', Marcelo Queiroga

Talis Andrade

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por Ana Mendonça /Estado de Minas

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que a primeira-dama Michelle Bolsonaro é “simbolicamente” a mãe de todos os brasileiros.

No momento da comparação, Queiroga citava um dos maiores desafios que ele teve quando assumiu a pasta: a morte de uma mulher grávida em função de um efeito adverso de uma vacina.

“Embora as vacinas sejam extraordinárias, eventos adversos, eles podem acontecer. E era na véspera do Dia das Mães. E eu comuniquei – a primeira pessoa, a nossa primeira-dama. Dona Michelle Bolsonaro. Que como a primeira-dama, e também mãe, é simbolicamente a mãe de todos os brasileiros”, afirmou.

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11
Mai21

Almoço indigesto

Talis Andrade

 

por Daniela Thomas, Mari Stockler, Marina Dias, Keila Grinberg, Mariana Lima e Sheila de Carvalho

- - -

Este, seguramente, será o mais triste Dia das Mães da história do nosso país. Com o aumento de 22% ou 275 mil mortes por causas naturais, registrados em 2020, somados aos quase 420 mil mortos confirmados em decorrência do covid-19, teremos milhões de mães e filhos que chorarão seus mortos no dia inventado para celebrar a vida. Este deveria ser o dia dos reencontros, dos abraços apertados, da comunhão de famílias em torno da mesa farta, de colocar a conversa em dia, mas ao invés disso a pandemia nos exigirá abnegação, recato, recolhimento.

Entre tantas mães e filhos pranteados nesse dia tornado terrível pela pandemia em descontrole proposital, deveremos somar as vítimas da inacreditável chacina ocorrida em 6 de maio na favela do Jacarezinho, no Rio de Janeiro. Essas mães e avós, em particular, fazem ecoar em nossas consciências e corações a dor das mães e filhos, negras e negros que desde sempre choram seus filhos e irmãos mortos em confrontos fabricados neste país ainda às voltas com sua herança escravocrata, profundamente injusto e racista.

Choraremos também pelas mães condenadas à miséria que sofrem por não poder alimentar seus filhos. São milhões de famílias que retornam à miséria absoluta e outras milhões que vivem a insegurança alimentar trazida pela pobreza, pela inatividade econômica que têm origem tanto nos efeitos da crise sanitária, como na indiferença e inação do poder público.

Devemos estar atentas também ao aumento da violência contra as mulheres que cresceu 97% durante a pandemia.

Quantas mortes poderiam ter sido evitadas se não tivéssemos um governo federal que pratica sem pudores as mais perversas formas de necropolítica, promovendo o genocídio sem precedentes de brasileiros. E não podemos também perder a perspectiva particular da polícia e do governo do Rio de Janeiro, que nesta semana exemplifica de maneira inequívoca um genocídio que ocorre cotidianamente no Brasil desde muito antes da pandemia, que é o da juventude negra.

Este dia das mães também cai justamente na semana em que o luto foi ampliado com a perda do jovem, brilhante e amoroso Paulo Gustavo. Uma tristeza se pensarmos que ele nos presenteou com uma das mais emblemáticas mães da dramaturgia brasileira, a extraordinária dona Hermínia, de ‘Minha Mãe é uma Peça’.

Paulo Gustavo mostrou o caminho do amor irrestrito, antídoto de todo preconceito. Diante de tanta dor, não há nada o que celebrar.

É neste contexto que nós, mulheres, mães, filhas, pedimos espaço para questionar as 40 mulheres empresárias que almoçaram com o presidente Jair Bolsonaro semana passada. É preciso perguntar: o que faziam no almoço homenageando aquele que é considerado o pior chefe de Estado do mundo no enfrentamento da pandemia, um presidente que age na contramão dos cientistas e autoridades sanitárias de todo o planeta?

A foto exposta na internet é uma mensagem enviada ao futuro. Ali estarão fixados para sempre os seus rostos, todas brancas, sem máscaras e sem empatia, que em nome da manutenção de seus privilégios de empresárias, fizeram questão de posar e mostrar seu apoio ao pior gestor do mundo no combate à pandemia. A história não será complacente com vosso gesto.

Queremos reafirmar aqui, no mais profundo luto, nossa solidariedade pelo próximo e nosso respeito pelos que se foram, lutando contra toda forma de genocídio. Que este Dia das Mães tão rodeado de tristezas seja uma oportunidade para a nossa indignação contra quem promove, perpetra e apoia tanta mortandade.

10
Mai21

No Dia das Mães, Bolsonaro faz passeio de motocicleta em Brasília

Talis Andrade

Foto: Anderson Riedel | Palácio do Planalto | Divulgação)Bolsonaro dá carona a Hang, fiel apoiador. Ambos, porém, sem capacete.

 

O presidente Jair Bolsonaro deixou o Palácio da Alvorada na manhã deste domingo, 09, para um passeio de motocicleta pelas ruas de Brasília. O chefe do Executivo recebeu os motociclistas em frente a residência oficial.

Jair M. Bolsonaro
- Que desistam todos os que querem ver o povo distante de mim, ou que esperam me ver distante do povo. Estou e estarei com ele até o fim. Boa noite a todos!
Image

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“A gente não vai estar indo para comunidade porque eu acredito que mais de mil motos vão se fazer presentes. Estou muito feliz. Pessoal quer me acompanhar em um passeio. Todo mundo tem o direito de ir e vir”, afirmou.

Mais cedo, pelo Facebook, o presidente postou uma mensagem de homenagem à Olinda Bolsonaro, para celebrar o dia Dia das Mães, comemorado neste domingo. Na legenda, escreveu apenas “Feliz Dia das Mães. Obrigada Sra. Olinda”.

Jair M. Bolsonaro
- Viva nossa liberdade!
- Parabéns Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro ( CORE). @PCERJ
- Parabéns motociclistas do DF.
- Obrigado Dona Olinda.
- Parabéns mamães.
- Brasil acima de tudo!
- Deus acima de todos!
 

Na sexta, Bolsonaro dá carona a Luciano Hang, fiel apoiador. Ambos, porém, sem capacete.

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