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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

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O CORRESPONDENTE

17
Dez21

Após ataque de Ratinho, deputada Natália Bonavides recebe apoio de Lula e diz que vai indiciar rádio

Talis Andrade

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  • Deputada federal Natália Bonavides anunciou que vai indiciar apresentador Ratinho e a rádio Massa FM

  • Ratinho sugeriu em programa que ela fosse metralhada e fez ataques machistas, enquanto demais participantes riam

  • Parlamentar recebeu apoio de lideranças políticas, entre eles, o ex-presidente Lula

 

por Yahoo

- - -

A deputada federal Natália Bonavides (PT-RN) anunciou que entrará com medidas judiciais contra Carlos Massa, o Ratinho, e contra a Massa FM, rádio em que o apresentador sugeriu que ela fosse “eliminada com o uso de uma metralhadora”.Dito & Feito - QUE PAÍS É ESTE? – Ratinho sugere eliminar deputada do PT  com metralhadora

"Além de ser misógino, ele chegou a sugerir no programa que eu fosse metralhada, em uma rádio vista e ouvida por milhares de pessoas. Ele colocou a minha vida em risco", afirma a parlamentar, à revista Marie Claire.

"Também houve a difusão de notícias falsas ao abordar o nosso projeto que trata do respeito à diversidade nas celebrações de casamento civil. Disseram que o projeto trata de mudança de nomes de pai e mãe em certidões de nascimento, o que não é verdade", declara.

À revista, Natália Bonavides também disse que vai acionar judicialmente a rádio.

“A rádio também será indiciada, por ser uma concessão pública e permitir discursos de ódio, o que torna ainda mais grave o que aconteceu”.

"O apresentador Ratinho utilizou uma concessão pública para me atacar e cometeu crimes ao fazer isso. Já estive na Procuradoria Legislativa da Câmara Federal, que vai atuar nas ações civis e criminais em minha defesa.", afirma ela à Marie Claire.Mais nova deputada petista no Brasil, Natália Bonavides quer reconquistar  eleitores que o PT perdeu para a direita – Blog do FM

Líderes da política criticaram a declaração do apresentador e manifestaram apoio à deputada, entre eles, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que escreveu nas redes sociais:

"Querida companheira deputada Natália Bonavides, inaceitáveis as falas machistas e de incitação à violência de gente atrasada. Lugar das mulheres é onde elas quiserem, inclusive na política, que precisa de mais pessoas de luta e fibra como você", declarou Lula em publicação em seus perfis no Twitter e no Instagram, onde postou foto ao lado da companheira de partido.Falsa Polêmica - Natália Bonavides

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), também manifestou apoio à parlamentar. "A violência política e de gênero praticada contra a deputada é inconcebível e não pode mais existir em nosso país. Incitar a violência é crime. Não é a isso que devem prestar as concessões públicas", disse Fátima Bezerra.

Durante o programa Turma do Ratinho, ao vivo, o apresentador sugeriu que a petista fosse metralhada, por discordar da proposta dela de retirar os termos “marido e mulher” das celebrações dos casamentos civis. Com o apoio do demais participantes, Ratinho também fez ataques machistas à deputada.

"Natália, você não tem o que fazer?", perguntou. "Vai lavar roupa, costurar a 'carça' do seu marido, a cueca dele. Isso é uma imbecilidade, querer mudar esse tipo de coisa", disse.

"Tinha que eliminar esses loucos. Não dá para pegar uma metralhadora"?, acrescentou.

Ratinho também comentou sobre a aparência da deputada, após uma foto dela aparecer no monitor do estúdio onde o programa era transmitido.

"Feia do capeta", disse. O apresentador chamou a petista de imbecil e afirmou que o país tem assuntos mais importantes para serem discutidos.

Deputada Natália Bonavides defende que famílias possam plantar maconha para  uso medicinal - Blog do BG

"Feia"? 

Obrigada, RN! Natália Bonavides foi... - Natália Bonavides | Facebook

"Imbecil"?

03
Ago21

Desonesto, Milton Neves faz baixaria contra Lula e desacelera vídeo para simular embriaguez

Talis Andrade

 

Jornalismo se faz com a verdade, coragem e sonho. 

Um jornalista pode tudo, menos mentir. 

Um jornalista que mente é desonesto, criminoso. 

Principalmente quando altera documentos, provas ou faz como Milton Neves, que compartilhou no Twitter um vídeo manipulado que mostra uma fala de Lula em câmera lenta, para simular uma suposta embriaguez do ex-presidente.

O vídeo também circula amplamente em grupos de whatsapp. O VAR – ou nesse caso, a agência Lupa de checagem de fatos – já entrou em campo e verificou: vídeo em que Lula critica Bolsonaro foi manipulado para parecer que o ex-presidente estava bêbado.

No final da tarde desta segunda (2), Milton Neves deletou o tuíte.

O vídeo, postado originalmente pelo bolsonarista Roger Moreira, do Ultraje a Rigor, está nitidamente desacelerado. Trata-se de trecho de entrevista ao vivo dada por Lula à Rádio Jovem Pan de Sergipe dia 20 de julho, em que Lula fala:

Ninguém quer pegar a faixa de você, Bolsonaro. Sabe quem vai derrotar você? O povo brasileiro. Sabe quem vai passar a faixa para o próximo presidente? O povo brasileiro. Não precisa de você. Aliás, eu acho que ninguém quer receber (a faixa) de você”.

Informa o portal Brasil 247: O tuíte original e verdadeiro com esse trecho da fala de Lula teve grande impacto na rede. Desesperados com as verdades que Lula fala, Bolsonaro e seus apoiadores se apressam em manipular a verdade para tentar atacar Lula.

A fábrica de mentiras de Jair Bolsonaro não para nunca. Sem argumentos verdadeiros contra Lula, bolsonaristas recorrem a fake news de todos os tipos. A estratégia de Bolsonaro – que mente mais de 4 vezes por dia de acordo com análises nacionais e internacionais – é bombardear as pessoas com mentiras orquestradas de todos os lados. Enquanto o presidente se ocupa em chamar Lula de bêbado em sua covarde “conversa com apoiadores”, seus comparsas enchem a internet de fake news.

03
Jul20

Lava Jato na berlinda; Dallagnol no centro do ‘powerpoint’

Talis Andrade

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por Fernando Brito

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Parece que está se aproximando a hora do ajuste de contas com os abusos da Lava Jato e, naturalmente, a de se tomar uma decisão sobre a suspeição de Sérgio Moro no julgamento do ex-presidente Lula.

A onda de más notícias para o MPM – o ministério público do Moro – começou pela encrenca que se formou a partir da recusa do grupo de promotores do Paraná em entregar o conteúdo das apurações que embasaram o festival de denúncias apresentadas às 13a. Vara Federal de Curitiba.

Já está claro que o compartilhamento destas informações com os membros Ministério Público que detêm o privilégio de ação nos tribunais superiores não só seria natural como fora judicialmente utilizado.

A seguir, o site jurídico Conjur revelou a compra, pela Lava Jato, de aparelhagem própria de interceptação telefônica – para eventual “grampo” não judicialmente autorizado – e uma inacreditável história de que o “esqueceram ligado” por mais de dois anos. De quebra, há denúncias de manipulação de processos judiciais.

Ontem, veio a reportagem do The Intercept e da Agência Pública revelando que a Força Tarefa da Lava Jato, contrariando expressa disposição legal, trabalhou em parceria informal com agentes do FBI. A defesa de Lula acába de pedir ao ministro Edson Fachin que autorize o compartilhamento das provas da Operação Spoofing, que recolheu dos hackers de Araraquara os diálogos contidos nesta denúncia.

E, por último, a marcação, para semana que vem, do julgamento de Deltan Dallagnol no Conselho Nacional do Ministério Público pela exibição do powerpoint, no qual o ex-presidente Lula era apontado como o chefe d uma organização de captação de propinas, acusação da qual já foi absolivido pela Justiça, em Brasília.

Se a detratação pública de alguém, em espetáculo para as redes de televisão, por uma acusação que se provaria falsa não resultar em punição administrativa, então o Ministério Público pode acrescentar entre suas atividades a destruição moral dos cidadãos brasileiros.

Em resumo: o conjunto de acusações que pesa sobre a Força Tarefa acaba por lembra o mesmo powerpoint usado por Dallagnol: todos os indícios apontam para ilegalidades, abusos e um furor destruidor incompatível com as funções do Ministério Público. Resta saber se o MP vai consagrar o banditimo de seus próprios integrantes.

 

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