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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

03
Ago21

Desonesto, Milton Neves faz baixaria contra Lula e desacelera vídeo para simular embriaguez

Talis Andrade

 

Jornalismo se faz com a verdade, coragem e sonho. 

Um jornalista pode tudo, menos mentir. 

Um jornalista que mente é desonesto, criminoso. 

Principalmente quando altera documentos, provas ou faz como Milton Neves, que compartilhou no Twitter um vídeo manipulado que mostra uma fala de Lula em câmera lenta, para simular uma suposta embriaguez do ex-presidente.

O vídeo também circula amplamente em grupos de whatsapp. O VAR – ou nesse caso, a agência Lupa de checagem de fatos – já entrou em campo e verificou: vídeo em que Lula critica Bolsonaro foi manipulado para parecer que o ex-presidente estava bêbado.

No final da tarde desta segunda (2), Milton Neves deletou o tuíte.

O vídeo, postado originalmente pelo bolsonarista Roger Moreira, do Ultraje a Rigor, está nitidamente desacelerado. Trata-se de trecho de entrevista ao vivo dada por Lula à Rádio Jovem Pan de Sergipe dia 20 de julho, em que Lula fala:

Ninguém quer pegar a faixa de você, Bolsonaro. Sabe quem vai derrotar você? O povo brasileiro. Sabe quem vai passar a faixa para o próximo presidente? O povo brasileiro. Não precisa de você. Aliás, eu acho que ninguém quer receber (a faixa) de você”.

Informa o portal Brasil 247: O tuíte original e verdadeiro com esse trecho da fala de Lula teve grande impacto na rede. Desesperados com as verdades que Lula fala, Bolsonaro e seus apoiadores se apressam em manipular a verdade para tentar atacar Lula.

A fábrica de mentiras de Jair Bolsonaro não para nunca. Sem argumentos verdadeiros contra Lula, bolsonaristas recorrem a fake news de todos os tipos. A estratégia de Bolsonaro – que mente mais de 4 vezes por dia de acordo com análises nacionais e internacionais – é bombardear as pessoas com mentiras orquestradas de todos os lados. Enquanto o presidente se ocupa em chamar Lula de bêbado em sua covarde “conversa com apoiadores”, seus comparsas enchem a internet de fake news.

09
Jul21

Em ação na Justiça, Ministério Público diz que Pazuello fez gestão 'imoral e antiética' na pandemia

Talis Andrade

 

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por Camila Bomfim /TV Globo

O Ministério Público Federal afirmou à Justiça Federal que a gestão do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello na pandemia foi "imoral e antiética". A declaração está na ação de improbidade administrativa contra Pazuello que o MPF protocolou na semana passada. Nesta quinta-feira (8), a TV Globo teve acesso à íntegra do documento, que lista os erros “dolosos” (cometidos intencionalmente) e “graves” de Pazuello.

A peça é assinada por oito procuradores. Eles relatam que “no que concerne aos fatos articulados na presente ação, há, no mínimo, negligência grave do ex- ministro na ausência de adoção de providências imprescindíveis para a contenção da pandemia”.

Pazuello foi o terceiro ministro da Saúde na pandemia. General da ativa do Exército, ele sucedeu Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, que discordaram do presidente Jair Bolsonaro sobre a condução da pandemia e, por isso, deixaram os cargos.

Ao longo de toda a pandemia Bolsonaro tem contrariado autoridades sanitárias do mundo inteiro ao isolamento social e ao uso de máscaras, além de ser defensor do uso da cloroquina contra a Covid, remédio comprovadamente ineficaz.

Pazuello não contestou as visões do chefe, ao contrário de seus

antecessores. Em outubro de 2020, após Bolsonaro dizer que o Brasil não compraria a vacina CoronaVac, Pazuello gravou vídeo dizendo: "É simples assim: um manda e o outro obedece".

Os procuradores apontam que as ações de Pazuello foram “dolosas” e amparadas em argumentos não científicos e vindos de pessoas de fora do governo.

Os procuradores entenderam que “o conjunto dos fatos ora trazidos à apreciação do poder Judiciário constitui amostragem suficiente da gestão gravemente ineficiente e dolosamente desleal (imoral e antiética) do requerido Eduardo Pazuello.”

Pfizer e Butantã

 

Na ação de improbidade, os procuradores relatam que a Pfizer informou datas e pautas das principais reuniões realizadas desde maio de 2020 com o governo brasileiro, relativas à vacina.

Lembram ainda que foram encaminhadas à Procuradoria da República no Distrito Federal 81 cópias de e-mails enviados pela Pfizer a representantes do Ministério da Saúde desde 20 de maio do ano passado sobre ofertas da vacina da farmacêutica.

“O desinteresse pelo imunizante da Pfizer era tamanho que o requerido Eduardo Pazuello não participou de nenhuma das reuniões com a empresa”, destaca o documento.

Os procuradores salientaram os efeitos negativos dessa atitude.

“Resta claro, das informações prestadas pela Pfizer sobre os atos de negociação da vacina, que o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello foi omisso e negligente na consideração das propostas apresentadas pela empresa, postura que retardou o início da vacinação da população brasileira. A campanha de vacinação poderia ter-se iniciado ainda em dezembro de 2020 e o país poderia ter recebido, até o final do primeiro semestre de 2021, pelo menos 22 milhões de doses da vacina."

Sobre a Coronavac, os procuradores afirmaram que o instituto Butantã fez, desde julho de 2020, diversas ofertas da vacina ao Ministério da Saúde, mas o contrato só foi firmado em sete de janeiro de 2021.

No documento, a conclusão é que “não restam dúvidas de que o ministro da Saúde quedou-se inerte em relação às necessidades de vacinação da população brasileira contra a Covid-19, limitando-se a firmar um único contrato bilateral com a Fiocruz [AstraZeneca] no ano de 2020”.

O documento aponta que “essa inércia impediu que o Brasil tivesse, ainda no 1º trimestre de 2021 (janeiro a março), a disponibilidade de 4,5 milhões de doses da Pfizer e de 60 milhões de doses da Coronavac, montante que teria possibilitado a vacinação antecipada de 32 milhões de brasileiros, tão logo os imunizantes fossem aprovados pela Anvisa”. Continue lendo 

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29
Nov20

Fraude em pesquisa no RS já devia ter gente presa

Talis Andrade

 

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Extrema direita mela campanha com

pesquisa falsa na véspera da votação

por Fernando Brito

- - -

O Brasil já teve regras que proibiam pesquisas eleitorais a menos de 15 dias das eleições, sob o fundamento de que terminavam por influenciar o eleitor indeciso a “apostar no cavalo vencedor”.

Naquela época, os colunistas de jornal, com informações privilegiadas, gostavam de dizer que “o elevador do candidato tal subiu dois andares” e “o do candidato qual desceu três”.

Liberaram-se as pesquisas sob o argumento de que os institutos de pesquisa eram sérios e os meios de comunicação mais ainda.

Mas o Tribunal Superior Eleitoral e os regionais passaram a ser fiadores das responsabilidades dos que faziam e divulgavam as pesquisas, a partir da obrigatoriedade de que fossem registradas lá.

Portanto, a divulgação de uma pesquisa falsa pela rede Bandeirantes – atribuindo-a ao Datafolha – dando a vitória ao candidato Sebastião Melo em Porto Alegre não é só um crime de fraude à opinião pública como, também, uma ofensa à Justiça Eleitoral.

E, até agora, não se viu uma ação do Ministério Público Eleitoral para descobrir a autoria deste crime.

Só o que há é uma “correção” da Band: “Diferente do que foi publicado anteriormente pelo Band.com.br, não houve pesquisa de intenção de voto para o segundo turno de Porto Alegre (RS) do instituto Datafolha divulgada neste sábado”.

Não houve e a Band publicou?

Não há sigilo de fonte, neste caso. A emissora precisa explicar quem lhe trouxe a informação e exlipar porque a suposta confiabilidade da fonte a dispensou da checagem.

É preciso saber quem levou números falsos, indicando a vitória de Melo, e a mando de quem o fez.

 
05
Mai20

Até quando?

Talis Andrade

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por Petra Costa

 - - -

Virou costume que, aos domingos, Bolsonaro ataca o Supremo e o Congresso, faz comício pela “intervenção militar” com faixas golpistas, diz que tem Deus e as Forças Armadas ao lado dele e fala como aspirante a ditador. Na segunda-feira, finge recuar e na terça começa tudo de novo.

A repetição constante das ameaças golpistas (que começaram antes de ele chegar ao governo) permitiu a Bolsonaro produzir aos poucos uma “nova normalidade”, expressão agora tão de moda pela pandemia. E nós, brasileiros, já nos acostumamos a viver ameaçados pelo presidente.

A gente se acostumou, como se fosse normal, a ter o filho do Bolsonaro falando em fechar o Supremo Tribunal Federal com “um cabo e um soldado” ou em fazer “um novo AI-5”. E agora o próprio presidente fala em comícios que têm faixas com essas ameaças e ninguém se surpreende.

A gente se acostumou à existência do “gabinete do ódio” e a imprensa se refere a ele como se fosse mais um ministério. Tem um gabinete no Planalto que se dedica a produzir e distribuir fake news, difamar adversários políticos, jornalistas e artistas e incentivar o ódio. Normal.

A gente se acostumou a ver jornalista sendo agredido na rua por seguidores do presidente com camisas da seleção e bandeiras do Brasil. Normal. A gente se acostumou a ver pessoas difamadas pelo presidente ao vivo pelas redes e depois ameaçadas de morte por seus apoiadores. Normal.

A gente se acostumou a assistir a falas de ministros negando a ciência e divulgando teorias conspirativas toscas. Normal. A gente se acostumou a ver sites de fake news divulgados pelos filhos do presidente. Normal. A gente se acostumou às ameaças de golpe. Normal.

A gente se acostumou a ver passeatas contra a quarentena onde os seguidores do presidente debocham dos mortos e até dançam com caixões. Normal. A gente se acostumou a ouvir deputada bolsonarista falando que tem governador enterrando caixões vazios. Normal.

A gente se acostumou a ver cada dia mais mortos pela pandemia do COVID19, enquanto o presidente se dedica a negar o problema e tenta desviar o foco: difamando o @jeanwyllys_real, atacando o @RodrigoMaia, falando baixarias contra a imprensa e ameaçando o STF. Normal.

Eu pergunto: até quando? O que mais precisa para o Brasil reagir a tanta desumanidade, tanto cinismo, tanta mentira, tanta desonestidade, tanta crueldade, tantas ameaças, tanto desprezo pela democracia, tanta incompetência, tanta burrice, tanta falta de civilidade? Chega.

 

14
Abr20

Bolsonaro minimiza coronavírus e põe vidas em risco, diz editorial do The Washington Post

Talis Andrade

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Conforme jornal norte-americano, desempenho do presidente brasileiro é "de longe o mais grave de improbidade"

principal editorial do site do The Washington Post desta terça-feira (14) — um dos principais jornais norte-americanos — criticou o desempenho dos principais governantes mundiais diante da pandemia do coronavírus, entre eles o presidente Jair Bolsonaro. Para o veículo, o líder do Executivo brasileiro "rejeita a seriedade do vírus", sendo o  "o caso mais grave de improbidade" entre os citados. 

"De longe, o caso mais grave de improbidade é o do presidente brasileiro Jair Bolsonaro. Quando as infecções começaram a se espalhar em um país de mais de 200 milhões de pessoas, o populista de direita descartou o coronavírus como 'uma gripezinha' e incitou os brasileiros a 'enfrentar o vírus como um homem, caramba, não como um menino'. Pior, o presidente tentou repetidamente minar as medidas tomadas pelos 27 governadores estaduais do país para conter o surto", diz o editorial, publicado apenas 
 

O veículo também cita o descontentamento dos governadores com a falta de diálogo e decretos editados por Bolsonaro, além dos panelaços registrados pelo país durante os pronunciamentos do presidente. O The Washington Post também cita como casos não ideais os dos presidentes da Bielorrússia - que aconselhou a população a beber vodka -, o do Turquemenistão e o da Nicarágua. 

Do outro lado do cume, foram elogiados os desempenhos dos presidentes de Nova Zelândia, Taiwan, Coréia do Sul e Alemanha, que conseguiram reduzir bastante as infecções e mortes por meio de testes, rastreamento de contatos e bloqueios. (Transcrito do ZH)

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