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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

07
Jun21

Bolsonaro e a anarquia militar

Talis Andrade

Humor Político – Rir pra não chorar

 

por Cristina Serra

- - -

A indulgência do comandante do Exército, Paulo Sérgio Nogueira, ao ato de flagrante indisciplina do general Eduardo Pazuello terá consequências de alto risco para a conjuntura política brasileira. Mas não se pode dar a essa decisão a responsabilidade pela instalação da anarquia entre os fardados. Ela fomenta a anarquia, é certo. Mas o caldo da insubordinação começou a ferver faz tempo. 

O marco mais explícito da permissividade nos quartéis deve-se a outro comandante da força, o general Villas Bôas, e seu post ameaçando o STF na véspera da votação do Habeas Corpus de Lula, em 2018. Na campanha daquele ano, militares da ativa engajaram-se com desenvoltura em exércitos digitais, públicos ou não, a favor de Bolsonaro. Como se sabe, em instituição hierarquizada o exemplo vem de cima.

Também deu mau exemplo o então ministro da Defesa, Fernando Azevedo, quando acompanhou Bolsonaro em sobrevoo de apoio à manifestação contra o Congresso e o STF, que pedia “intervenção militar”. Ao ser defenestrado, em março, afirmou ter preservado as Forças Armadas como “instituições de Estado”. Cinismo ou ingenuidade ? 

É claro que há nuances e divergências de pensamento entre os militares. Mas essas diferenças não abalam, por ora, o projeto que os trouxe de volta ao poder. Este é um governo colonizado por e para militares, com seus salários, cargos, mordomias, privilégios e outras benesses. 

As Forças Armadas carregam a mancha de 21 anos de ditadura, tortura e morte de opositores. Com Bolsonaro, reforçam sua tradição golpista, associam-se ao morticínio de brasileiros na pandemia, afundam-se no pântano da história. Mas não estão sozinhas. Bolsonaro fermenta o caos com a complacência de parcelas da sociedade civil, como o capital financeiro, oligarcas do agronegócio, setores do Legislativo e do Judiciário, mídia, igrejas. A desgraça desse país é uma obra coletiva. 

Humor Político – Rir pra não chorar | Página: 5

01
Set20

Saída de Dallagnol antecipa fim da Lava Jato

Talis Andrade

lava jato moro cabeça 1.jpeg

 

 

por Alex Solnik

- - -

O procurador Deltan Dallagnol percebeu o cenário desfarovável e resolveu se antecipar ao procurador Augusto Aras. Antes que este anuncie a dissolução da força tarefa e, portanto, o fim da Operação Lava Jato, provavelmente na próxima semana, ele pediu o boné. Saiu para não ser saído.

Sem Moro, a Lava Jato perdeu metade do poder. Agora fica sem os 50% que restavam. Ou seja: com seu gesto, Dallagnol também antecipou o anúncio do fim da Lava Jato.

Sem Moro e sem Dallangol não tem Lava Jato.

Malgrado as desgraças em série que a Lava Jato produziu para a indústria e para a democracia brasileiras, já vai tarde, portanto, é impossível deixar de enxergar um movimento político pró governo no cerco de Aras ao feudo Moro-Dallagnol.

Certamente Aras não foi movido por sentimento de lealdade ao estado de direito que levava surras da Lava Jato e sim por lealdade ao presidente da República, o que, convenhamos não é papel de um Procurador Geral da República.

Acabar com a Lava Jato era o sonho de consumo de líderes do Centrão que foram ou são alvos da operação. Ficarão eternamente gratos a Bolsonaro.

Como teriam ficado gratos a Dilma. E não a teriam derrubado.

lava jato ongArmandinho.jpg

 

29
Dez19

Barbara Gancia define Moro: "Ignorante, analfabeto, cafona, megalomaníaco e mau-caráter"

Talis Andrade

Image

O ministro da Segurança Pública Sérgio Moro postou no Twitter uma foto com a estátua de Churchill e escreveu o seguinte:

"Tempo de renovar energias com exemplos do passado e de sempre".

A jornalista Barbara Gancia respondeu:

"Esse rapaz me deprime. Feio por dentro e por fora, ignorante, analfabeto, cafona, megalomaníaco e mau-caráter. E esganiçado. Antítese do sexo. Desgraçado (sem graça) e enfezado (entupido de fezes). E ainda por cima inimigo da democracia".Image

 
 
24
Mar19

Jean Wyllys: “Carluxo é um vilão odioso e capaz de atrocidades, mas burro”

Talis Andrade

 

charge bolsonaro carlos principe.jpg

 

Carluxo é o grande e maior vilão dessa tragédia chamada “Governo da família Bolsonaro”. Seria a pior das três filhas do “Rei Lear”. Shakespeare antecipou seu caráter séculos atrás ao criar também Iago, de “Otelo”.

Invejoso, cheio de vergonha de si (homofobia internalizada fruto da repressão paterna desde a infância), buscando – numa ambiguidade de sentimentos já descrita por Freud e, depois, Lacan como característica do típico perverso – ao mesmo tempo, agradar e superar o pai, Carluxo, como os vilões das tragédias gregas e shakespearianas, não consegue fugir de seu destino trágico de produzir uma desgraça, a desgraça.

Este fato, aliás, agrada-me: Carluxo já é e será mais ainda a ruína do governo Bolsonaro, já assombrado pelo poderoso espectro de Marielle Franco – como o espectro do pai de Hamlet assombrava o rei e a rainha conspiradores; como o espectro do comunismo que assombrava a Europa injusta e desigual do século XIX (como o é a Europa do século XXI, esse mero jogo de posições de algarismos romanos) – Marielle Franco, cujos assassinos têm ligações ainda não esclarecidas com a família do presidente.

Carluxo desdenhou de Rodrigo Maia; atacou sua honra ao levantar suspeitas sobre sua honestidade; afrontou publicamente o presidente da Câmara, ao apoiar o narcisista menor e desqualificado Sérgio Moro, espécie de Macbeth vulgar e subjetivamente muito mais raso, mas dirigido por um arremedo de Lady Macbeth ressentida e cafona; Carluxo fez tudo isso mesmo sabendo que a aprovação da Reforma da Previdência (leia-se: fim da aposentadoria dos trabalhadores e privilégios para os mais ricos) – única agenda que ainda mantém seu pai louco e doente no palácio do Planalto – depende de Rodrigo Maia e mais ninguém.

Maia é o oficial pragmático, mas temperamental. Não tolera a ingratidão tampouco o veneno de Carluxo. Este é, portanto, um vilão odioso e capaz de atrocidades, mas burro. Ao fim dessa tragédia tupiniquim, Carluxo terá sua punição (assim como seu pai e seus irmãos). E não se espantem se esta punição vier não das mãos da Justiça humana, mas das mãos do amante posto na sombra.

Carluxo não vai fazer ideia das referências contidas nesse texto.

Carlos-Bolsonaro-Pit-Bul cachorro louco.jpg

 

 

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