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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil. As melhores charges. Compartilhe

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O CORRESPONDENTE

19
Set23

Lula celebra discurso histórico na ONU: "Que o Brasil nunca mais se recolha do cenário mundial"

Talis Andrade
 
 
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247 - Após proferir um marcante discurso na 78ª Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira (19), o presidente Lula (PT) compartilhou um vídeo celebrando o retorno do Brasil aos holofotes internacionais e reforçando sua mensagem de combate à desigualdade - tema central de sua fala na manhã de hoje.

Com a legenda destacando que "o Brasil voltou. E que nunca mais se recolha do cenário mundial", o vídeo do presidente diz: "depois de 20 anos, eu volto à ONU. Comecei o meu discurso falando do discurso que fiz aqui em 2003, colocando a fome como prioridade, e desta vez eu vim colocar a desigualdade como prioridade. É preciso acabar com a desigualdade no mundo, e pra gente acabar é preciso que os governantes se comprometam, porque o povo está cansado, sobretudo a juventude, que está muito sem esperança. Eu espero que o Brasil, daqui pra frente, não se recolha mais e que viaje, converse, receba muita gente, porque o mundo precisa melhorar."

Em seu discurso na ONU, Lula também abordou temas cruciais, incluindo mudanças climáticas, combate à desigualdade social, fome e a defesa da democracia, reforçando seu compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Seu discurso e o vídeo compartilhado nas redes sociais reforçaram a importância da busca por soluções globais para os desafios que o mundo enfrenta.

18
Jul23

"Só faltam os escandalosos juros caírem", defende Alckmin

Talis Andrade

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Vice-presidente também defendeu o fortalecimento do cooperativismo no País durante seminário internacional Cooperativas pelo Desenvolvimento Sustentável. Banco Central de Bolsonaro: o sabotador da economia brasileira | Preço do aluguel

 

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, voltou a defender nesta segunda-feira (17) a redução da taxa básica de juros do País, que está em 13,75% ao ano.

Ao comentar as possibilidades de investimentos previstos para o Brasil, Alckmin avaliou a situação econômica do país e disse que os "escandalosos juros" precisam cair.

"As coisas estão caminhando bem: inflação em queda, câmbio competitivo, reforma tributária aprovada na Câmara, arcabouço fiscal encaminhado. Só faltam os escandalosos juros caírem e nós vamos ter uma geração de emprego ainda mais forte", afirmou.

Posicionamentos foram em participação do seminário internacional Cooperativas pelo Desenvolvimento Sustentável, no Palácio do Itamaraty, em Brasília. O evento é promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

COOPERATIVISMO - No evento, o vice-presidente defendeu o fortalecimento do cooperativismo no País. Para ele, o fortalecimento do cooperativismo agrega valor, une pequenos empreendedores e traz benefícios para a sociedade nas áreas da saúde, transportes, agronegócio e de crédito.

"Só tem um caminho para que o pequeno possa sobreviver. Ter escala, competir, ter suporte de apoio, alcançar novos mercados. É através do associativismo e do cooperativismo", afirmou.

23
Mar23

Roberto Campos Neto, o vassalo do mercado

Talis Andrade
 
 
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Inimigo do povo, presidente do Banco Central não tem compromisso com o desenvolvimento econômico e social, com o combate da desigualdade, nem com o Brasil

Toda a unanimidade é burra. Quem pensa com a unanimidade não precisa pensar” - Nelson Rodrigues

Taxa de juros no Brasil distorce situação fiscal e espanta investimentos” - Jeffrey Sachs

 

por Pedro Maciel

Introdução – A unanimidade e a certeza são vizinhas da estupidez, por isso, tentando oferecer uma outra perspectiva aos temas: (a) desenvolvimento econômico e social e (b) coordenação de políticas fiscal e monetária, o BNDES, a FIESP e o CEBRI (Centro Brasileiro de Relações Internacionais) realizaram um seminário; o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, dentre outras autoridades dos setores público, privado e da academia, estavam lá.  

Mediados pelo ex-presidente do BNDES, André Lara Resende, o ganhador do prêmio Nobel, Joseph Stiglitz e o prof. James Gailbraith - da Lyndon B Johnson School of Public Affairs -, expuseram sua visão sobre a coordenação de políticas fiscal e monetária como estratégias para o desenvolvimento sustentável e falaram sobre a experiência internacional e sobre os efeitos causados por diferentes formas de enfrentamento da inflação e do crescimento econômico. 

 Joseph Stiglitz lembrou que hoje há consenso nos EUA entre os partidos Democrata e Republicano, sobre a necessidade de uma política industrial capaz de fazer frente à necessidade de (a) se estabelecer o desenvolvimento da indústria e (b) promover a transição para uma economia verde; lembrou que durante a pandemia do coronavírus, os EUA lançaram mão do War Act, para induzir a fabricação de produtos impactados pela escassez ocorrida no período de lockdowns no mundo.

 Segundo Stiglitz, “As ideias econômicas centrais nos últimos 40 anos [neoliberalismo] estão sendo revistas e desacreditadas. A razão é que o crescimento esteve lento na era neoliberal e todos os benefícios gerados foram para as elites econômicas. Há 40 anos de evidências de que o neoliberalismo é segregador de riqueza. O crescimento da desigualdade torna óbvio que é necessário alternativas às políticas monetárias”, ou seja, Lula não está errado quando diz, metaforicamente, que livros de economia não servem mais, ele se refere àqueles de defendem, com perigosa certeza, o neoliberalismo.

 O ganhador do Nobel, numa educada crítica ao nosso BC, disse que se o Brasil tivesse uma política de juros racional estaria em melhor estado macroeconômico, pois, segundo ele “... juros altos afastam investimento e reduzem produtividade. O país é muito dependente de commodities e precisa de transição para uma economia (industrial) verde. (...) Juros altos são contraproducentes pois podem levar a mais inflação, aumentam o custo da dívida pública e reduzem os recursos do governo para investimentos necessários ao crescimento econômico” e concluiu dizendo que “Juros altos e austeridade aumentam o problema fiscal enquanto taxas mais baixas podem aumentar a resiliência”.  

 James Gailbraith, afirmou que uma política de juros excessivos tende a represar investimentos privados e aumentar o desemprego, o que acaba por desestimular o consumo; disse que o desenvolvimento socioeconômico deve ser promovido no médio prazo com juros mais baixos; que o Brasil poderia ter avançado mais com juros baixos, investimento alto e tributação mais justa, pois, o Brasil é um dos lugares mais seguros do mundo para o investimento estar; que nosso país está melhor que muitos países da Europa, pois tem uma estrutura financeira sólida e que protegeu bem o país na crise de 2008; que a política atual de juros altos precisa ser abandonada pois é insustentável.

 

 Sobre Bancos Centrais - Stiglitz afirmou que bancos centrais independentes não podem operar afastados de seus compromissos democráticos com a sociedade, nem vinculados apenas aos interesses do mercado financeiro; bancos centrais independentes precisam representar a sociedade, não o mercado financeiro apenas (na Suécia, por exemplo, o BC tem um membro representante dos trabalhadores).

 E isso não é conversa da “petralhada”, nem da “esquerdalha, trata-se de reflexão de gente séria e comprometida com o desenvolvimento social e econômico.

 

 

 Até o FMI – O ano era 2020, quando a presidenta do FMI defendeu o aumento do gasto social para aumentar a inclusão e a coesão social e, nas palavras da economista-chefe do organismo, Gita Gopinath: “É importante reconhecer que o gasto social está bem orientado, que os mais vulneráveis devem estar protegidos, e que os Governos devem assegurar que o crescimento e a recuperação sejam compartilhados por todos”, ou seja, está cada vez mais longe os tempos em que o FMI aviava apenas receitas de austeridade, pois sabem que a consequência é uma forte deterioração de todos os indicadores sociais, mas Campos Neto parece viver num mundo paralelo.  

 

 A vassalagem de Roberto Campos Neto – Enquanto economistas do quilate de Joseph Stiglitz, James Gailbraith e André Lara Resende são tratados como alucinados por parte dos “especialistas da mídia”, Roberto Campos Neto e sua diretoria, são tratados como garantidores da estabilidade monetária, mas são apenas vassalos do mercado financeiro.  

 

 

 Conclusão (minha) – Presidente do Banco Central, menino rico, que não conhece a realidade, bolsonarista e ultraliberal, não é um imbecil, mas vassalo e vil; trabalha para o mercado financeiro, não tem compromisso com o desenvolvimento econômico e social, com o combate da desigualdade, nem com o Brasil.

 O Brasil, tem a maior taxa de juros do mundo, por isso não vai crescer sem reduzi-la; a taxa é alta não porque a inflação esteja alta - já que a inflação no país está em índices comparáveis aos dos Estados Unidos e Europa, nada explica a taxa Selic em 13,75% - cerca de 140% a.a. acima de inflação -, mas porque o BC trabalha para o mercado.  

 Essas são as reflexões.  

 e.t. Esse artigo ofereço aos meus amigos liberais convictos, especialmente ao Daniel Medeiros e ao Carlinhos Barreto

 
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29
Out21

Mourão: mundo joga pedra no Jair

Talis Andrade

 

por Fernando Brito

O vice-presidente Hamilton Mourão, para explicar a ausência de Jair Bolsonaro na COP-26, conferência mundial do clima, porque lá “todo mundo vai jogar pedra nele”.

Apesar de Mourão sugerir que isso é obra “da esquerda” – “a maioria das pessoas que tem realmente uma consciência ambiental maior é de esquerda, então, há crítica política embutida nisso aí” – as pedradas, deveria saber Mourão, não vem só da esquerda e as maiores pedras partiram de governo de centro-direita na Alemanha e na França. Muito menos Joe Biden pode ser chamado de esquerdista, ainda que nossos bolsonaristas pensem assim.

A questão é o prejuízo que a falta de credibilidade – para dizer o mínimo dos mínimos – do governo brasileiro está bloqueando as possibilidades que nosso país tem, pela extensão e natureza de seu território, de aproveitar a crescente preocupação global com o clima para alavancar o desenvolvimento sustentável do Brasil.

O comércio de créditos de carbono promete, finalmente, deslanchar nos próximos anos e pagar, em dinheiro vivo, iniciativas preservacionistas por aqui, incrivelmente mais baratas e significativas que as que países desenvolvidos possam desenvolver. Estima-se que pudessem nos gerar até US$ 40 bilhões em 25 anos. Há oportunidades abundantes em preservação de mananciais, matas ciliares, reservas legais, sem impacto nas atividades econômicas e, até, com impactos positivos sobre a proteção do solo agrícola.

Estamos, porém, andando para trás: aumentamos, em 2020, em 9,5% nossas emissões de gases estufa, a maior elevação desde 2006. ao mesmo tempo que a retração econômica causada pela pandemia fazia as emissões mundiais baixarem 6,7%.

Temos tudo para ser o país em que o mundo não taca pedras, mas aplica recursos para a conservação que, em tempos nos quais a sustentabilidade – além de uma necessidade – também virou valor de mercado.

Mas isso nada adianta se passamos a ser a “Geni ambiental”, o país das queimadas, dos madeireiros e garimpeiros ilegais mas protegidos pelo presidente, da madeira contrabandeada sob a proteção do próprio Ministério do Meio Ambiente e da expansão da eletricidade em usinas térmicas poluentes.

Também nisso, maldito Jair!

 

23
Out19

Como a ciência defende a floresta

Talis Andrade

Em diálogo com Carlos Afonso Nobre, convidado especial para o

Sínodo dos bispos para a Amazônia

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Hoje na Amazônia é possível alcançar «um equilíbrio entre o conhecimento tradicional e a ciência e a tecnologia moderna», de maneira a oferecer ao mundo um modelo econômico capaz de conciliar desenvolvimento e defesa da floresta. Está convencido disto o cientista brasileiro Carlos Afonso Nobre, prêmio Nobel da paz em 2007 e membro da Comissão de ciências ambientais do conselho nacional de desenvolvimento científico e tecnológico (Cnpq), que participa no Sínodo para a região pan-amazônica como convidado especial. Nesta entrevista a «L'Osservatore Romano» o cientista explica o seu ponto de vista, aprofundando algumas ideias já expostas durante o discurso que tinha proferido na tarde de 8 de outubro, diante da assembleia sinodal.

 

O senhor tomou a palavra na Assembleia sinodal para a região pan-amazônica e no seu breve discurso recordou que a Amazônia — descrita não como “pulmão do planeta”, mas como “coração biológico” da Terra — está ameaçada de maneira crônica, e no entanto a ganância do lucro por parte do homem não parece conhecer limites. Na sua opinião, é possível conciliar a floresta com a agricultura (“agrofloresta”), sem comprometer para sempre a fertilidade do território?

Sim, é possível. Se tivermos em consideração os 11 mil anos da presença humana na Amazônia, vemos que ao longo do tempo todos os povos indígenas desenvolveram uma forma de recurso aos produtos da floresta, sem nunca a destruir. Pode-se dizer que eles “antropizaram” a floresta. Hoje, a floresta tropical amazônica dispõe de milhares de produtos aos quais os indígenas recorrem, em maior quantidade do que no período precedente à presença humana no seu território. E a floresta continua a existir sem a extinção de qualquer espécie. Disto podemos aprender uma lição para melhorar a qualidade de vida também de outros povos, não só dos indígenas e das populações tradicionais. A ciência moderna desenvolveu sistemas chamados agroecológicos, para fazer com que as florestas tenham maior densidade de algumas espécies, aumentando assim o seu valor econômico. Estas agroflorestas já começaram a proporcionar um maior bem-estar para as famílias que promovem a agricultura a nível local. Por exemplo, há sistemas que produzem açaí, castanha, cacau e babaçu. Contudo, não obstante estas famílias tenham melhorado a sua vida, ainda não conseguem um rendimento suficiente para alcançar a classe média. Estes sistemas são economicamente muito mais viáveis do que o seriam se a floresta fosse substituída pela pecuária ou pela agricultura da soja, e até mais rentáveis do que a própria mineração. No entanto, temos que dar o próximo salto, ou seja, levar a ciência moderna a fazer com que estes produtos da floresta adquiram maior valor. Além disso, existem milhares de produtos da floresta que não são consumidos nos mercados fora da Amazônia e que realmente poderiam agregar um valor muito maior à economia destas famílias, até mesmo com o extrativismo. Este é um modelo de desenvolvimento totalmente viável, com as ferramentas de que hoje dispomos, também porque promove um equilíbrio entre o conhecimento tradicional e a ciência e a tecnologia moderna.

Referindo-se à “quarta revolução industrial”, o senhor afirmou que as tecnologias avançadas podem dar uma contribuição para proteger este e outros ecossistemas do planeta. Como a ciência pode intervir concretamente para debelar a ameaça que incumbe sobre essa região?

As tecnologias da “quarta revolução industrial”, do século xxi, já estão dominando o mundo e podem ser aplicadas, pois são amigáveis, duráveis e baratas, ao alcance de qualquer pessoa, e podem chegar ao centro da floresta, tornando realizável a exploração sustentável de produtos da floresta “em pé”, e tornar as populações amazônicas independentes da tecnocracia. Elas agregarão valor aos produtos das comunidades e proporcionarão melhor qualidade de vida às comunidades.

De que maneira os governos dos países amazônicos podem agir conjuntamente, ancorados na lei, para salvaguardar os povos indígenas, levando-os a assumir uma participação mais ativa na construção da sua própria história?

Há uma necessidade muito urgente da democracia, que deve ser implementada nos países amazônicos. Todos os países amazônicos sofrem criticamente devido à falta de uma verdadeira democracia. As nossas democracias são realmente imperfeitas, dado que a população elege em boa-fé os seus governantes, os quais depois nem sempre a representam. Mais de 80 por cento dos políticos destes países parecem buscar em primeiro lugar os seus interesses econômicos, inclusive aqueles que se escondem por trás da destruição da floresta.

A seu ver o “desenvolvimento sustentável”, um conceito às vezes abusado, pode representar uma solução viável em vista do bem-estar daquelas populações, sem as fazer perder a riqueza das próprias culturas e tradições?

Um elemento essencial do desenvolvimento sustentável é a união entre o benefício econômico e a manutenção dos serviços ecossistêmicos da floresta, o que representa a própria existência da floresta. A busca deste equilíbrio é possível e desejável, e este é o caminho que temos de percorrer na Amazônia.

Para o Papa Francisco, especialmente na “Laudato si’”, tudo está interligado, e se a visão integrada “Deus-homem-mundo” não for devidamente respeitada, a criação poderá perder para sempre a sua beleza original. Como representante da comunidade científica internacional, o senhor está de acordo com esta visão?

A visão da casa comum tem uma força muito grande, emblemática, simbólica, e hoje podemos ver os enormes riscos que corre a casa comum amazônica. Por isso, é deveras importante uma visão holística, como a do Papa Francisco, uma cosmovisão, pois devemos ter a noção de que se hoje não cuidarmos da Amazônia para ela não haverá um futuro.

Em 2007 o senhor foi laureado com o prêmio Nobel da paz, por ter ajudado a “disseminar conhecimentos sobre as mudanças climáticas provocadas pelo homem”. Qual é o denominador comum entre a paz e o meio ambiente?

Existe uma ligação muito clara entre a paz e o meio ambiente. Por exemplo, vemos que a urbanização no mundo continua a gerar uma pobreza incrível, sobretudo nas grandes cidades dos países em desenvolvimento, também na região amazônica. Esta perturbação que trouxemos às grandes cidades causa uma perda da qualidade de vida e portanto da felicidade, e isto tem provocado desequilíbrios enormes, como por exemplo o crime e a violência, levando a criar um tecido urbano onde a ausência da paz é palpável.

Sérgio Suchodolak

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