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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

07
Mai19

Rumo à destruição do Brasil

Talis Andrade

snipers laerte slogan bolsonaro .jpg

 

 

por Fernando Brito

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A situação do Brasil, hoje, embora os números não sejam tão dramáticos, é de piores perspectivas do que as que tínhamos no início do período golpista de Michel Temer.

Ainda que com muita “torcida”, os agentes econômicos esperavam, de fato, uma retomada, mesmo tímida, da situação.

Agora, você não encontra nenhum que se atreva – exceto Paulo Guedes, que prevê crescimento a partir de julho – a achar que temos algum sinal de reversão no curto prazo.

Não há qualquer política para nos livrar da estagnação econômica, exceto a promessa de que uma reforma a toque de caixa da Previdência seria como a chuva no sertão. Ainda que passe, basta olhar os números e ver que, no curto prazo, ela não representa nenhum alívio para as contas do governo e, muito menos, algum ânimo para a atividade econômica.

Mas há uma crescente convicção de que o atual governo não tem, além de capacidade, unidade para decidir-se por estas políticas.

Cresce a percepção de que a administração – se é que se pode chamá-la assim – Bolsonaro rege-se pelo desmonte que o próprio presidente, numa de suas falas, anunciou.

Tinha-se desconfiança de que, se faltaria apoio parlamentar a este governo, o apoio das corporações militares lhe serviria de alicerce, o que, está claro, já não tem.

Resta saber o quanto o terceiro viés, o apoio de uma parte da sociedade – afinal, a maioria o elegeu – sobreviverá ao mix de  redução de emprego – aumento dos preços – desorganização dos serviços públicos e redução de direitos. Porque, afinal, a degola no direito de aposentadoria atinge indistintamente seus eleitores e opositores.

Fanatismo de seitas não sustenta governos.

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27
Mar19

Brasil, o governo dos macacos

Talis Andrade

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por Ricardo Melo

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O ambiente está configurado. Desde primeiro de janeiro, o Brasil está entregue a um governo de macacos, sem nenhuma intenção de ofender a espécie. O país está entregue a uma equipe de limítrofes que não completaram a transição para o homo sapiens. Quer resolver tudo na porrada, na vulgaridade, na base da bala e do insulto. E se alimentar do sangue dos adversários.

O governo Bolsonaro já acabou, e só os cegos, surdos e mudos podem pensar o contrário. É um processo de destruição do Brasil confessado pelo próprio tenente-capitão que chegou ao Planalto na base da trapaça. Como Bolsonaro disse no Chile, sua tarefa não é construir. É destruir o que já foi feito.

Leia-se nisso os pequenos avanços proporcionados por governos progressistas. O Bolsa Família, que tirou milhões de famílias da miséria. O Minha Casa, Minha Vida, hoje desidratado, embora tenha oferecido a oportunidade de uma habitação digna a brasileiros sem-teto e empregos na construção civil. O Pro Uni. A política de cotas. Os incentivos à indústria nacional. E por aí vai. O que se oferece é a entrega do país ao capital estrangeiro sem nada receber em troca.

Para quem acredita em democracia e soberania nacional, o governo Bolsonaro já acabou. A quadrilha que tomou conta do Planalto com base em milícias, fake news e com o apoio da “elite” financeira-judiciária-militar-parlamentar e midiática é sinônimo de ruína. A fatia verde oliva sonha em transformar o país numa grande Port-au-Prince.

O tempo agora não é de conquistar a governabilidade de Bolsonaro. Mas sim de interromper o quanto antes esta aberração que fulmina o país. Por isso é preciso escapar das armadilhas montadas pelo Palácio do Planalto e sua máquina de twitters.

Na falta de um programa afirmativo de construção do Brasil, a famiglia Bolsonaro investe em querelas ideológicas. Escola sem Partido, ataque às minorias, negação das lutas identitárias, armas para todos. Todas questões de grande importância, mas que desviam o foco do que é principal.

A última das esparrelas é a orientação oficial sobre comemoração do golpe de 1964. É óbvio que é uma provocação. Deve ser combatida sem complacência. Agem certo os juristas, o Ministério Público e a AGU ao condenar tamanha bofetada na cara do povo brasileiro. Trata-se de travar sem tréguas a luta ideológica contra um governo reacionário, obscurantista e de tendências totalitárias.

Mas isso é parte do combate –e, atrevo-me a dizer, não a mais importante. A batalha que interessa é a da luta pela sobrevivência do povo, que está em jogo não em discursos em quartéis, mas no presente do desemprego e no futuro da aposentadoria.

Em vez de gastar esforços em “manifestações” sobre o 31 de março, trata-se de concentrar forças em mobilizações gigantescas contra a reforma da previdência, contra a liquidação da aposentadoria, na luta por empregos, na organização de um primeiro de maio digno desse nome, numa greve geral ainda maior do que a de 27 de abril.

Nas ruas. Esse é o caminho para abreviar a manutenção da famiglia Bolsonaro no poder.

 

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