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O CORRESPONDENTE

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21
Mai22

Alesp aprova cassação de Arthur do Val, que perde os direitos políticos por oito anos; é o 1º mandato cassado em 23 anos

Talis Andrade

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Em sessão curta, todos os 73 deputados presentes votaram pela cassação. Era preciso o mínimo de 48 votos. O último parlamentar que havia sido cassado pela Alesp foi o ex-deputado Hanna Garib, em 1999. 'Mamãe Falei' diz que foi alvo de perseguição política para tirá-lo da eleição deste ano.

 

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Natália Bonavides

@natbonavides

Mandato de Arthur do Val, cria do MBL, foi cassado por unanimidade na Assembleia Legislativa de SP e ele ficará inelegível. A política não pode ser ocupada por gente que trata mulheres como objeto e incentiva o turismo sexual. Saiu do esgoto e voltará pra ele.
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@ManuelaDavila
 
Mamãe fui cassado. A Alesp acaba de cassar o mandato de Arthur do Val. Apesar da covardia da renúncia, com a cassação, ele se torna inelegível por 8 anos. A política não pode ser espaço para machistas e misóginos
 
"Os parlamentos precisam reconhecer a existência da violência política de gênero, punir quem nos violenta e decidir que querem ficar do nosso lado".
 
"O objetivo da violência política é nos tirar da cena política e alertar às outras de que elas não podem entrar. É um aviso: isso é o que pode acontecer contigo." #ManuNoUOLEntrevistaImage

 

Por Rodrigo Rodrigues, g1 SP

A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou nesta terça-feira (17) a cassação do mandato do ex-deputado estadual Arthur do Val (União Brasil). Apesar dele ter renunciado ao cargo, a cassação significa que ele perderá os direitos políticos por oito anos, segundo a Lei da Ficha Limpa.

A cassação foi aprovada por unanimidade entre todos os 73 deputados que participaram da sessão. Para ter o mandato cassado, era preciso 48 votos entre os 94 deputados estaduais da Alesp. A aprovação ocorreu em sessão muito curta para os padrões do Poder Legislativo paulista.

Conhecido como ‘Mamãe Falei’, Arthur do Val é o primeiro deputado cassado pela Alesp em mais de 23 anos. O último parlamentar que havia sido cassado pelo Legislativo Paulista foi o ex-deputado Hanna Garib, em 1999, que era acusado de fazer parte da chamada "máfia dos fiscais" da cidade de São Paulo, na época que era vereador da capital.

O que disse Arthur do ValO deputado estadual Arthur do Val (União Brasil).  — Foto: Reprodução/Facebook

 

Por meio de nota, a assessoria de Arthur do Val afirmou que “a decisão do plenário da Alesp deixa claro que foi promovida uma perseguição contra Arthur do Val e que o motivo principal não era o seu mandato, ao qual já renunciou, mas sim retirá-lo da disputa eleitoral deste ano”.

“A desproporção da sua punição fica evidente já que a mesma Casa foi branda em relação a casos muito mais graves, como o do parlamentar Fernando Cury, que apalpou os seios de uma deputada e foi suspenso por apenas seis meses”, disse a nota.Fernando Cury deverá ser expulso do Cidadania após acusação de assédio -  Politica - Estado de Minas

O deputado Fernando Cury tem que ser cassado', diz Isa Penna ao 247 -  Brasil 247

 

No início da sessão, o advogado de Arthur do Val, Paulo Henrique Franco Bueno, discursou e voltou a comparar o caso do parlamentar com a situação que envolveu o também deputado Fernando Cury, acusado de assédio contra a também deputada Isa Penna. Cury foi suspenso pela Alesp por 180 dias.Fernando Cury e o assédio a Isa Penna - Nando Motta - Brasil 247

 

O advogado defendeu ainda o uso ilegal de provas e inadmissibilidade do uso dos áudios privados de Arthur do Val no processo, pois foram vazados sem a autorização do parlamentar. O defensor ainda pontuou que não houve perícia nas evidências.

O voto de número 48 que selou a cassação do parlamentar nesta terça (17) foi dado pelo deputado Gil Diniz (PL), que várias vezes entrou em embates com Do Val no plenário da Alesp. (Transcrevi trechos

mamae falei

 

 
 
28
Mai21

Bolsonaro usa Pazuello para dividir o Exército

Talis Andrade

pazuello máscara aroeira.jpg

 

 

por Alex Solnik

- - -

A carta escrita pelo general Pazuello ao comandante do Exército, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira para justificar sua participação no ato de apoio a Bolsonaro, domingo passado, 23, no Rio de Janeiro mostra claramente que não se trata tão somente de uma questão militar. Tenho a impressão que Bolsonaro fez o que fez com Pazuello para desafiar o chefe do Exército.

Puna-o se for capaz, é o que parece dizer Bolsonaro. Ele é meu protegido. Vamos ver quem manda mais: eu ou você.

E é Bolsonaro quem está orientando Pazuello a resistir, a não passar para a reserva, a desafiar o comandante.

Bolsonaro continua levando ao pé da letra o trecho da constituição que dá ao presidente o posto simbólico de comandante-em-chefe das Forças Armadas.

Usou novamente a expressão “meu exército” nesse comício. Tal prerrogativa nunca sequer cogitada por presidentes civis em períodos democráticos.

A carta de Pazuello é tão patética quanto ele. Afirma, orientado por Bolsonaro, que não transgrediu a norma 57, que proíbe atos políticos a militares da ativa por motivo de “honra pessoal”.

No jargão militar “honra pessoal” se traduz por “apreço de que é objeto ou se torna merecedor o militar perante seus superiores, pares ou subordinados”.

Tradução: ele não poderia ter recusado subir ao palanque por “honra pessoal”, ou seja, não podia recusar o convite do superior que ainda por cima tem apreço por ele.

O que dá a entender que ele resiste a passar para a reserva e não admite ter infringido a norma 57 não por valentia, mas por estar sob proteção daquele que a quem considera seu superior, apesar de ele ser um ex-ministro de Bolsonaro e seu superior ser, no mundo real, o comandante do Exército, até onde se sabe. Evidente que o general Paulo Sérgio deve ter ficado indignado.

Bolsonaro conseguiu o que queria: instalou a cizânia dentro das Forças Armadas. Há o grupo a favor de punição a Pazuello e há o grupo contra.

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