Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

22
Mar21

A Assembleia Legislativa de São Paulo e a defesa do machismo

Talis Andrade

Deputado que 'tentou impedir' colega suspeito de apalpar Isa Penna falta a  depoimento | Jovem PanIsa Penna lança abaixo-assinado pedindo cassação de Fernando Cury | VEJA  SÃO PAULO

 

por Cristina Serra

- - -

A encoxada no transporte público, a apalpadela como quem não quer nada, a mão boba que encosta onde não devia. Que mulher já não foi importunada com contatos físicos indesejados no seu ir e vir cotidiano? Pior é ter que ouvir que foi só um “um abraço sem malícia” ou um “gesto de gentileza”. Essas expressões foram usadas na defesa do deputado estadual Fernando Cury (Cidadania), flagrado ao se aproximar por trás e, de forma traiçoeira, apalpar os seios da deputada Isa Penna (PSOL).
 
A agressão ocorreu no plenário de uma casa legislativa, à vista de outros deputados. A defesa pusilânime de Cury foi aceita por maioria de 5 x 4 no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo. Benevolente, o colegiado decidiu aplicar apenas uma suspensão de 119 dias ao parlamentar. Trata-se, na verdade, de um prêmio sob medida, já que o afastamento por um período maior ensejaria a convocação do suplente de Cury. Foi um conchavo explícito de cupinchas, que invocaram até virtudes do agressor, tais como “pai de família” e “marido de uma só mulher”.
 
Nada mais típico do machismo entranhado na sociedade brasileira. Casos como esse nos fazem refletir sobre o histórico de lutas por respeito, justiça e liberdade celebradas no dia 8 de março. O copo está meio cheio ou meio vazio? Não podemos deixar de reconhecer avanços importantes, embora com impacto desigual, dependendo da classe e da cor de pele das mulheres. Há, contudo, gigantesco déficit de direitos a serem conquistados e consolidados, sobretudo considerando retrocessos provocados pela pandemia.
 
A tolerância à importunação sexual reforça e incentiva o menosprezo à condição feminina que está na raiz dos nossos índices epidêmicos de estupro e de assassinato, realidade que só começou a ser plenamente dimensionada com a qualificação do feminicídio no Código Penal, em 2015. A decisão final sobre Cury depende do plenário da ALESP, que terá duas opções: escrever um novo capítulo na história do combate à violência contra a mulher ou se cobrir de infâmia.
 
27
Nov20

Sebastião Melo sonegador pego na mentira: Para não pagar dívida, diz à Justiça ser pobre, tendo salário de R$ 25 mil e patrimônio de R$458 mil

Talis Andrade

Tribuna do Norte - Aumento da extrema pobreza é tema da charge de Brum

Vio Mundo - A revista Veja traz hoje uma revelação bombástica sobre o deputado estadual Sebastião Melo (MDB-RS), candidato a prefeito de Porto Alegre.

Para não pagar uma dívida R$ 122 mil, Melo mentiu à Justiça Eleitoral, alegando que é pobre. Só que ele ganha mensalmente como deputado estadual R$ 25 mil.

Em 2013, Melo foi autuado pela Receita Federal por declarar de forma irregular no Imposto de Renda o pagamento de uma indenização.

Em consequência, no mesmo ano, foi condenado a pagar  R$122 mil.

Melo disse que se enganou no preenchimento de sua declaração e se nega a pagar a dívida.

Inscrito na dívida ativa da União, Melo, em julho de 2019, recorreu à Justiça, pedindo que lhe fosse concedido o Benefício da Gratuidade.

Justificou que tem situação econômica precária, ou seja, está pobre e não tem condições de arcar com as despesas do processo.

O Tribunal Regional Federal em Porto Alegre indeferiu o pedido.

Afinal, o Benefício da Gratuidade é para quem não tem realmente condições financeiras.

Comprovadamente não é o caso de Melo.

Ao processo, foi anexado o holerite dele como deputado na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, onde constam vencimentos que somam R$ 25,3 mil mensais.

Tanto que na sentença, o juiz observou: ”Pobre, ele não é”.

Segundo um especialista ouvido por Veja, esse tipo de recurso é uma das maneiras de protelar o pagamento e tentar a prescrição da cobrança.

Procurado por Veja, Sebastião disse que não reconhece a dívida fiscal e  colocou a culpa no seu advogado, embora ele seja advogado.

“Eu nunca pedi gratuidade. Se meu advogado pediu, ele que responda por isso”, disse o candidato.

O advogado do deputado, Dario Silva Junior, explicou que pediu o benefício porque, na época, parte das contas bancárias do candidato estavam bloqueadas.

Este ano, na relação de bens apresentada ao Tribunal Regional Eleitoral neste ano, Sebastião declarou os seguintes bens:

— Saldo de R$ 8 mil em uma conta bancária no exterior

— R$ 55 mil em dois fundos de investimentos

— R$ 72,9 em saldo de previdência privada

— R$ 59,8 mil em saldo de um Fundo Previdência privada

— R$ 12,6 mil em aplicação financeira

— de 12,6 mil em dinheiro aplicado aldo de 59,8 mil reais, um título de capitalização com 11,3 mil reais, e outros investimentos que somam 7 mil reais

— R$ 11,3 mil em título de capitalização

— R$ 7 mil em outros investimentos

— Uma casa

— Um carro

O patrimônio dele, mesmo declarado em valores históricos, não atualizados, soma um total de 458 mil reais

25
Ago20

Parlamentares criticam fala de Bolsonaro sobre encher jornalista de porrada

Talis Andrade

bira esposa bozo cheques.jpg

 

 

Deputados e senadores consideraram postura do presidente 'inaceitável'

 

Parlamentares e partidos políticos reagiram à ameaça feita pelo presidente Jair Bolsonaro a um repórter do jornal O Globo neste domingo (23). Questionado pelo jornalista sobre repasses de Fabrício Queiroz, ex-assessor de seu filho Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), à primeira-dama Michelle Bolsonaro, Bolsonaro respondeu: "Vontade de encher sua boca de porrada", suscitando críticas no meio político.

O PSDB diz em nota que a fala do presidente "desrespeita a liberdade de imprensa" e "não condiz com o cargo". "O presidente volta a mostrar apreço por posturas agressivas e antidemocráticas", publicou o perfil oficial do partido no Twitter. O MDB, por sua vez, pediu respeito aos jornalistas. "O presidente da República precisa se retratar", diz a legenda.

A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) chamou a fala de "inaceitável". Ao Broadcast Político, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, avaliou que o aumento da popularidade do presidente o encoraja a voltar a ativar sua base militante. "Bolsonaro bem comportado é uma ilusão... durou pouco", declarou à reportagem. Sâmia, hoje líder do PSOL na Câmara dos Deputados, diz que falas como a deste domingo, 23, "mostram a que o presidente veio".

Para a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS), parlamentar com um histórico de embates com o presidente, o ataque ao jornalista é "gravíssimo". "Na democracia, tal atitude não pode ser tolerada. Chega deste tensionamento diário. Fora Bolsonaro", publicou Maria do Rosário no Twitter. O também petista Alencar Braga (SP) chamou a atitude de "ira de mafioso".

Entre os senadores, Humberto Costa (PT-PE) classificou o episódio como "absurdo". Randolfe Rodrigues (Rede-AP) disse que Bolsonaro tem medo. "O medo de responder é tão grande que Bolsonaro quer silenciar quem o fiscaliza de toda forma... Ele vai dizer o mesmo à justiça?", questionou o parlamentar, no Twitter.

 

17
Jun20

Deputado bolsonarista invade hospital na Bahia e ameaça prender funcionários em ala com paciente nua

Talis Andrade

 

247 - O deputado estadual Alden (PSL), que é capitão da polícia militar, invadiu o hospital de campanha Riverside, na Região Metropolitana de Salvador, na Bahia, na tarde desta quarta-feira (17). O local é dedicado ao tratamento de pacientes com coronavírus. 

De acordo com o governo baiano, Alden de tal chegou acompanhado de seguranças, e aparentava estar armado. Ele também teria ameaçado dar voz de prisão aos funcionários. O Executivo estadual também disse que um dos seguranças que acompanhavam o parlamentar se posicionou na porta de um dos quartos, e teve acesso a uma paciente que estava com as partes íntimas expostas, pois tomava banho em seu leito. 

A invasão acontece menos de uma semana após Jair Bolsonaro, em live nas redes sociais, ter incentivado seus seguidores a invadirem hospitais e filmarem a oferta de leitos. 

De acordo com o secretário de Saúde da Bahia, Fabio Vilas-Boas, "é lamentável que um parlamentar, ainda mais sendo ele policial, cometa um atentado contra a paz de um ambiente hospitalar, onde pacientes isolados estão sofrendo e lutando por suas vidas". Os relatos foram publicados na coluna Painel.

"É lamentável que o deputado e os seus seguranças coloquem em jogo a própria saúde, sob risco de serem infectados com à Covid-19, bem como a de pacientes e profissionais", disse a administração estadual, em nota.

Um boletim de ocorrência foi registrado para a apuração do crime cometido.

 

 

14
Jun20

Os profissionais de saúde no front da pandemia temem as hordas invasivas de Bolsonaro

Talis Andrade

invasão hospital 1.png

2 invasão hospital .jpeg

invasao hospital 3.jpeg

invasao hospital 4.jpeg

invasao.jpeg

 

 

II - Relato da invasão a hospitais estimulada por Bolsonaro 

Os profissionais de saúde temem que a prática de invadir hospitais para filmar os locais se torne comum, após as declarações de Bolsonaro. Nesta sexta-feira, segundo relatos do jornal O Globo, houve uma invasão no hospital Ronaldo Gazolla, em Acari, no Rio de Janeiro.

"Essa fala dele faz com que muitas pessoas deixem de acreditar nos profissionais de saúde. Quando o mandatário do país, que teoricamente teria as melhores informações, pede para as pessoas invadirem os hospitais, gera desconfiança em muitos. Muitos podem acabar acreditando nessa bobagem que ele fala", afirma o médico intensivista José Albani de Carvalho, que atua em UTIs de quatro hospitais públicos de São Paulo.

Albani frisa que há grandes riscos de contaminação para as pessoas que entram em hospitais sem os devidos equipamentos de proteção. "Para uma pessoa entrar na UTI ou em enfermarias para pacientes com a covid, é preciso saber que todos os pacientes estão infectados. Os profissionais de saúde têm contato com esses pacientes estão devidamente paramentados com óculos, proteção facial, máscaras específicas e roupas adequadas", ressalta.

"Uma pessoa que entra sem a devida proteção pode ser infectada e sair disseminando ainda mais o vírus", acrescenta o especialista. Ele classifica a declaração de Bolsonaro como uma "tremenda imbecilidade".

Carla também cita os riscos sanitários ao invadir uma área destinada a pacientes com a covid-19 sem os devidos aparatos. "Os deputados, por exemplo, queriam entrar sem proteção. Foi necessário muita discussão até que eles usassem algo. O hospital é o local em que as pessoas estão em estado grave e a disseminação do vírus é muito grande, por isso muitos profissionais da saúde estão sendo infectados", diz.

Ela admite que está com medo de que o hospital de campanha seja alvo de nova invasão nos próximos dias. "Com o incentivo do presidente, essa situação pode se repetir. É assustador pensar nisso. É como se todos os dias houvesse o risco de vivermos aquela situação de novo. Não queria ter passado por um momento tão constrangedor como aquele. Nos sentimos desrespeitados. Foi totalmente desagradável. Ficamos sem saber o que fazer", declara.

"Os profissionais de saúde estão lá para cuidar dos pacientes. As questões políticas não devem ser tratadas dentro do hospital", diz Carla.

 

11
Abr20

Em Defesa da Vida, “Fora Bolsonaro” !

Talis Andrade

calvário.jpg

 

Com a atual má-gestão de Jair Bolsonaro frente à epidemia de coronavírus no país, um grupo de parlamentares e dirigentes do Partido dos Trabalhadores divulgou um manifesto, cuja palavra de ordem é “Fora Bolsonaro!” – o que contrara a direção nacional do partido.

Para os signatários do documento, “a política do governo Bolsonaro diante da expansão do coronavírus desmascara seu servilismo frente aos interesses capitalistas mais sórdidos. Sua atuação é marcada por seguidos ataques ao isolamento social e pela adoção de medidas destinadas a proteger, acima de tudo e de todos, os lucros dos oligopólios bancários”.

“Fora Bolsonaro” é a palavra de ordem, já gritada a plenos pulmões nas principais cidades do Brasil, que expressa a única possibilidade de defender a vida do povo. Diante de tantos crimes e violências, é legitimo o direito de colocar abaixo um governo que pode levar à morte, por doença ou miséria, milhões de brasileiros e brasileiras. Não se trata apenas de trocar um presidente farsesco e ditatorial, mas de mandar à lata de lixo da história todo o seu governo e o projeto que encarna, devolvendo à soberania popular o destino sobre o futuro da nação”, defende o manifesto dos parlamentares e líderes partidários.

sonho.jpg

 

EM DEFESA DA VIDA, FORA BOLSONARO!

1. A política do governo Jair Bolsonaro diante da expansão do coronavírus desmascara seu servilismo frente aos interesses capitalistas mais sórdidos. Sua atuação é marcada por seguidos ataques ao isolamento social e pela adoção de medidas destinadas a proteger, acima de tudo e de todos, os lucros dos oligopólios bancários. Esse comportamento criminoso configura ato de sabotagem contra a saúde pública e a economia popular, representando o mais grave perigo ao povo e à nação em nossa história recente.

2. As atitudes do ex-capitão e sua administração são um capítulo previsível do projeto neoliberal que tomou de assalto o comando do Estado em 2016, através do golpe contra a presidenta Dilma Rousseff. O desmonte do Estado e dos serviços públicos, a desidratação financeira do SUS e a precarização das relações de trabalho, entre outros fatores, tornaram o país mais vulnerável para enfrentar situações de crise sistêmica, como a provocada pela pandemia em curso. Mesmo diante do risco de um genocídio sanitário, Bolsonaro e seus asseclas reafirmam a opção por proteger os privilégios dos mais ricos. Nesse caminho antinacional, antipopular e antidemocrático, acelerando o desmonte final da Constituição de 1988, confronta-se contra o pacto federativo, reforça a transição para um Estado policial e amplia a tutela militar.

3. Está se tornando evidente, para a maioria do povo brasileiro, que a guerra contra o coronavírus somente poderá ser realmente vencida se for colocado um fim ao governo Bolsonaro, com sua substituição por uma alternativa democrática e popular capaz de aplicar um programa de reconstrução nacional que rompa com o neoliberalismo. Para além de medidas emergenciais que estão na ordem do dia, o país precisa de um novo rumo para se reerguer, derrotando a hegemonia do capital financeiro e a subordinação ao modelo neocolonial.

4. “Fora Bolsonaro” é a palavra de ordem, já gritada a plenos pulmões nas principais cidades do Brasil, que expressa a única possibilidade de defender a vida do povo. Diante de tantos crimes e violências, é legitimo o direito de colocar abaixo um governo que pode levar à morte, por doença ou miséria, milhões de brasileiros e brasileiras. Não se trata apenas de trocar um presidente farsesco e ditatorial, mas de mandar à lata de lixo da história todo o seu governo e o projeto que encarna, devolvendo à soberania popular o destino sobre o futuro da nação.

5. Feitas essas considerações, o Partido dos Trabalhadores orienta toda a sua militância, dirigentes, parlamentares e gestores, nas condições que forem possíveis, ao engajamento na luta pela implementação do programa de emergência e pelo fim imediato do governo Bolsonaro. Devemos fortalecer todas as iniciativas convocadas pela Frente Brasil Popular e pela Frente Povo Sem Medo, atraindo novos setores e impulsionando ações unitárias.

6. O programa de emergência é instrumento fundamental para o combate ao vírus e para a sustentação econômico-social dessa jornada. Elaborado pelo PT e demais partidos de esquerda, consolidado pelas FBP e a FPSM, também contribui para unificar o campo democrático-popular, desmascarar o governo Bolsonaro e demarcar diferenças com as medidas insuficientes propostas pela oposição de centro-direita, pressionando por providências mais avançadas.

7. Estamos diante de uma batalha histórica: os povos de todo o mundo somente se libertarão da peste viral e seus desastres se forem capazes de avançar no combate ao sistema capitalista e por uma nova ordem mundial, enterrando a longa e desumana dominação dos interesses imperialistas. O Partido dos Trabalhadores, a esquerda brasileira e os movimentos populares de nossa terra mais uma vez estarão à altura de participar dessa batalha com firmeza, generosidade e espírito unitário.

FORA BOLSONARO!

Afonso Florence – Deputado Federal – BA
Arlindo Chinaglia – Deputado Federal – SP
Carlos Zarattini – Deputado Federal – SP
Célio Moura – Deputado Federal – TO
Cícero Balestro – Diretório Nacional – RS
Dionilso Marcon – Deputado Federal – RS
Ele Coutinho – Diretório Nacional/Diretoria FPA – BA
Elvino Bohn Gass – Deputado Federal – RS
Frei Anastácio – Deputado Federal – PB
Jandyra Uehara – Diretório Nacional/Executiva Nacional CUT – SP
Joaquim Soriano – Executiva Nacional – SP
Jorge Solla – Deputado Federal – BA
José Genoíno Neto – Ex-presidente nacional do PT – SP
Júlio Quadros – Diretório Nacional – RS
Luizianne Lins – Deputada Federal – CE
Marcio Tavares – Executiva Nacional – RS
Margarida Salomão – Deputada Federal – MG
Maria do Rosário – Deputada Federal/Executiva Nacional – RS
Mariana Janeiro – Executiva Nacional – SP
Misiara Oliveira – Executiva Nacional – RS
Moara Correa – Diretório Nacional – MG
Mucio Magalhães – GTE Nacional – PE
Natália Bonavides – Deputada Federal – RN
Natália Sena – Executiva Nacional – RN
Oscar Barreto – Diretório Nacional – PE
Patrick Campos – Diretório Nacional – PE
Paulo Pimenta – Deputado Federal/Presidente do PT do RS/GTE Nacional – RS
Pedro Uczai – Deputado Federal – SC
Raul Pont – Diretório Nacional – RS
Renato Simões – Diretório Nacional – SP
Ricardo Ferro – Diretório Nacional – MA
Rogério Corrêa – Deputado Federal – MG
Rosane Silva – Diretório Nacional – RS
Rui Falcão- Deputado Federal/Executiva Nacional – SP
Sheila Oliveira – Diretório Nacional – PE
Tiago Soares – Diretório Nacional – SP
Valmir Assunção – Deputado Federal – BA
Valter Pomar – Diretório Nacional/Diretoria FPA – SP
Vera Lúcia – Executiva Nacional – Secretaria de Movimentos Populares – BA
Vilson Oliveira – Diretório Nacional – SP
Zé Neto – Deputado Federal – BA

bolsonaro programa governo para o povo.jpg

 

05
Jan19

Deputado Durão, 71 anos, pego com uma adolescente de 17 em motel

Talis Andrade

deputado ainda durão.jpg

deputado durão menina 17.jpg

 

 

O deputado estadual Luiz Durão, 71 anos, foi preso por estupro nesta sexta-feira (4). A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) informou que ele será encaminhado ao Quartel de Comando-Geral da Polícia Militar.
Ele foi flagrado saindo de um motel na Serra com uma adolescente de 17 anos. A vítima disse à polícia que pegaria uma carona com o deputado de Linhares até Vitória, onde se encontraria com amigos em um shopping, mas no meio do caminho acabou sendo levada ao motel sem seu consentimento e estuprada.

À polícia, o deputado confirmou que deu carona à jovem, a pedido da mãe dela, mas que no meio do caminho sentiu um desconforto intestinal e perguntou à adolescente se podia entrar no motel para ir ao banheiro. Durão teria alugado uma suíte, ido ao banheiro e saído com a jovem em seguida.

Após permanecer por mais de cinco horas na DPCA, o deputado não deu detalhes à imprensa e informou que deve se pronunciar nos próximos dias. “Não é nada disso que vocês estão pensando”, disse. (Reportagem de Patrícia Maciel) 

 

 

24
Nov17

A marca de Caim, a maldição dos negros transformada em lei

Talis Andrade

 

the_abortion_right__jean_franois_rochez aborto.jpg

Ilustração Jean Franois Rochez 

 

Segundo a Bíblia, Caim um dos primeiros homem nascido de gravidez normal na terra, resultado das relações sexuais de Adão e Eva. Gênesis 4:1 esclarece: "O homem conheceu a Eva, sua mulher; ela concebeu e, dando à luz a Caim, disse: Adquiri um homem com o auxílio de Jeová."

 

Caim matou Abel por inveja do amor de Jeová. O motivo mais humano o de Jeová ter dado a irmã que Caim amava para Abel. 

 

No Velho Testamento, lemos que após Caim matar seu Irmão foi amaldiçoado pelo Senhor, que colocou sobre ele uma marca (Gên 4:11-15; Moisés 5). O Senhor então diz a Caim que "fugitivo e vagabundo" ele seria.


Há várias especulações sobre qual seria a marca de Caim. Segundo textos mórmons, esta marca estaria relacionada à cor da pele (relatado em Pérola de Grande Valor), e que tenha sido Caim o pai da raça negra africana.

 

A crença que o sinal em Caim era uma pele escura - que Deus mudou a cor da pele branca para preta a fim de identificá-lo.

 

Já que Caim também recebeu uma maldição, a crença de que a marca era a pele negra levou muitos a acreditar que as pessoas de pele escura eram amaldiçoadas.

 

Esse ensinamento da "marca de Caim" como justificativa para o comércio africano de escravos e a discriminação contra as pessoas de pele preta/escura.

 

As contradições marcam as histórias contadas nos livros santos das três religiões do deserto. Caim o fundador da primeira cidade. O cristianismo foi, incialmente, uma religião de escravos, e pregado na África, tendo a Igreja Católica embranquecido os primeiros mártires, tanto que só restou de negro Santo Expedito. E cristão o secretário que transcreveu para o Alcorão as revelações de Maomé.

 

Qual seria a cor da pele dos apóstolos ou a de Jesus? Escondem que um negro ajudou Jesus a carregar a cruz na caminhada para a morte.

 

Todas as possibilidades de maldades que possam ser escudadas em malandras e satânicas interpretações de textos religiosos são hoje adotadas no Brasil do atraso e dos golpismos.

 

Usando textos religiosos os deputados explicam a escravocrata reforma trabalhista, o fim de todos os direitos das mulheres e a descriminalização do incesto. 

  

Qual a cor da pele desses deputados?

 

Escreve Eliane Brum:

 

O que a religião tem a ver com isso?

 

Se você olhar para quem são os 18, vai perceber que eles estão ligados a alguma religião. Em geral, no caso da católica, ao movimento da Renovação Carismática; no caso das evangélicas, às pentecostais e neopentecostais. Estão ligados também a comportamentos e declarações que vale a pena dar uma olhada mais de perto.

 

Mas o alerta que me parece importante fazer é que estes odiadores de mulheres – e neste caso eles são 18, mas no Congresso são dezenas – usam a religião para se legitimar. Por isso chamar de “bancada religiosa” ou “bancada evangélica” ou ainda “bancada da Bíblia” pode beneficiar mais a seus interesses escusos do que refletir um real compromisso com valores de fato cristãos.

 

Um equívoco frequente é acreditar que tais deputados representam o pensamento de milhões de fiéis no Brasil. Ele refletem seus próprios interesses e crenças, assim como os de lideranças de suas igrejas ou movimentos dentro de suas igrejas. Não representam o pensamento majoritário dos fiéis, são apenas a parte mais barulhenta do cada vez mais complexo panorama religioso do Brasil.

 

É necessário fazer uma distinção entre o que pensam as lideranças e o que pensam os fiéis, estes que não estão a serviço das barganhas daquele que é possivelmente o Congresso mais corrupto da história recente e que vivem o cotidiano cada vez mais afogado de um trabalhador e de uma trabalhadora no país.

 

Mas, quando os atos oportunistas da “bancada religiosa” ou da “bancada evangélica” ou da “bancada da Bíblia” são denunciados, por mais verdades que essas denúncias contenham, os brasileiros que são religiosos, especialmente evangélicos, e aqueles que pautam suas ações pelos preceitos bíblicos sentem-se de imediato ofendidos. Neste caso, o reflexo é se aliar a tais deputados, na lógica do “nós contra eles”, mesmo que, se vissem de perto os atos de tais personagens, ficassem horrorizados.

 

Essa é outra esperteza política desses representantes que se legitimam com o nome daquilo que seus atos desmentem que praticam. E buscam travestir seus interesses em ganhos privados com a aura de uma “guerra santa” – ou de uma “guerra moral”.

 

É surpreendente que denominações religiosas e fiéis que testemunham tanta sacanagem ser feita em nome de Deus não tenham uma resposta responsável diante dos vendilhões

 

Neste sentido, é surpreendente que denominações religiosas e fiéis que têm testemunhado a religião ser usurpada e tanta sacanagem ser feita em nome de Deus não tenham uma resposta mais forte e mais responsável diante desses vendilhões. É surpreendente esse silêncio especialmente com relação a denominações evangélicas sérias, com atuação consistente, que têm presenciado o nome dos evangélicos ser enxovalhado no Congresso. Até agora as reações são tímidas demais diante do que tem sido feito em seu nome.

 

Quem faz o que os 18 fizeram está claramente bem pouco preocupado com valores cristãos ou com a vida real da população. Mas, ao se ligarem à religião, se revestem de uma aura que os legitima num Brasil de população massivamente religiosa.

 

Dizer e viver o que se diz são categorias diversas, como se sabe. As eleições de 2018 podem ser um momento importante para, usando uma expressão da Bíblia, separar o joio do trigo. Para quem acha crucial votar em uma pessoa religiosa, não basta saber a religião a que o candidato diz pertencer, é preciso prestar atenção aos seus atos concretos.

 

O que a escravidão tem a ver com isso?

 

 

Com a marca racial da desigualdade brasileira, os direitos só serão ampliados quando existirem mais negros nos espaços de poder, e principalmente mulheres negras. Porque são elas as mais afetadas pela falta de políticas públicas, em especial de saúde, educação e mobilidade, assim como pela acelerada corrosão dos direitos do Brasil atual. São elas que não conseguem “resolver de outro jeito” e portanto precisam do acesso aos equipamentos públicos para garantir seus direitos.

 

Assim, os 18 e seu grupo riem, batem palmas e comemoram não apenas terem aprovado em comissão uma sacanagem com as mulheres no geral, mas uma sacanagem principalmente com as mulheres negras. É também um jeito de continuarem a botar uma mão violenta sobre o corpo delas, uma prática em vigor no Brasil desde a escravidão.

 

Nenhum outro ser humano foi mais afetado pelo controle dos corpos do que as mulheres negras, que por séculos foram reprodutoras de força de trabalho, foram “mães de leite” de sinhozinhos, foram estupradas e torturadas continuamente por senhores e seus filhos e foram exploradas também por mulheres brancas a quem eram colocadas a serviço.

 

Essa situação não mudou de forma significativa com a “abolição” da escravatura de 1888, como se sabe. Mas continuou na instituição da “empregada doméstica” e seu quarto-senzala nos fundos da casa ou apartamento. Até bem pouco tempo atrás era prática corriqueira, e em alguns lugares ainda persiste, que os filhos dos patrões tivessem a iniciação sexual com a jovem empregada da casa, em geral negra. E quando isso resultava numa gravidez, elas simplesmente eram expulsas como “vagabundas”, com a cumplicidade, quando não crueldade explícita, da dona de casa branca.

 

São também essas mulheres, a maioria delas negras, que cuidam dos filhos dos patrões brancos sacrificando o cuidado com seus próprios filhos, crianças e adolescentes que vivem em casas precárias, em lugares sem saneamento básico, e sem acesso a creches e escolas de qualidade. Isso quando não morrem de bala “perdida” da Polícia Militar, como tem acontecido com tantas crianças nas comunidades periféricas do país, em especial no Rio de Janeiro.

 

A escravidão negra, por nunca ter de fato terminado, segue se reproduzindo em formas cada vez mais criativas no Brasil

 

Desde a política falida da chamada “Guerra às Drogas” são também essas mulheres negras que têm seus filhos assassinados. E também são elas que são encarceradas com a justificativa de “tráfico”, seguidamente sem julgamento. A escravidão, por nunca ter de fato terminado, segue se reproduzindo em formas cada vez mais criativas no Brasil.

the_creation__charlie_comics.jpeg

 

 

Assim, o que os 18 fizeram não se constitui apenas numa tremenda sacanagem com as mulheres, mas é também uma ação racista, porque são as negras que compõem a maioria afetada se o projeto for adiante. Como os velhos senhores, eles continuam querendo controlar os corpos do que consideram propriedade sua para gozar com seu sofrimento e seu jugo.

 

É disso que se trata, mesmo que muitos prefiram não enxergar, para não se arriscar à imagem que os encara do espelho.

 

Leia mais. Conheça os nomes dos 18 

 

 

 

 

16
Out17

Como você define o político que lhe representa na Câmara dos Deputados?

Talis Andrade

deputado infiel.jpg

 

 

 

Infiel tem como sinônimos: traiçoeiro, enganador, pérfido, falso, desleal, enganoso, caviloso, capcioso, hipócrita, trapaceiro. 

 

Como você define o deputado que você escolheu, entre milhares, nas eleições de 2014?

 

Seu deputado federal votou contra ou favorável ao impeachment de Dilma Rousseff, para eleger indiretamente Michel Temer presidente da República Federativa do Brasil?

 

O seu deputado se vendeu a Temer, ou votou por idealismo?

 

Você reelegerá seu candidato a deputado federal nas eleições de 2018? 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub