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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

04
Set20

A ditadura militar de 1964 a 1985 (galeria de fotos)

Talis Andrade

por Jean-Philip Struck/ DW

 

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  • A perseguição política

    A perseguição de adversários se concentrou nos meses após o golpe de 1964 e entre o final da década de 60 e início dos anos 70. Mais de 5 mil pessoas foram alvo de punições como demissões, cassações e suspensão de direitos políticos. Ao todo, 166 deputados foram cassados. O regime também perseguiu membros em suas fileiras. Pelo menos 6.951 militares foram presos, desligados e presos.

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    Assassinatos e desaparecimentos

    Assim como a perseguição política, os assassinatos de opositores promovidos pelo regime se concentraram em algumas fases da ditadura. Mas todos os generais-presidentes foram tolerantes com a prática. A Comissão Nacional da Verdade (CNV) apontou a responsabilidade do regime militar pela morte de 224 pessoas e pelo desaparecimento de 210 – 228 delas morreram durante o governo Médici (1969-1974).

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    Tortura

    Na ditadura, a tortura virou uma prática de Estado. Já no governo Castelo Branco (1964-1967) foram apresentadas 363 denúncias de tortura. Na fase de Médici (1969-1974), seriam mais de 3.500. O relatório "Brasil: Nunca Mais" lista 283 formas de tortura aplicadas pelo regime, como afogamentos, choques elétricos e o pau de arara. Ao longo de 21 anos, houve mais de 6 mil denúncias de tortura.

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    A luta armada

    Ao dar o golpe, os militares citaram a corrupção e o esquerdismo do governo Jango. A luta armada, às vezes apontada como razão de ser da ditadura, nem foi mencionada. Só em 1966 ocorreram as primeiras ações relevantes de grupos de esquerda, que cometeriam atentados e assaltos com o objetivo de promover uma revolução. Em 1974, todos já haviam sido aniquilados, mas a ditadura duraria mais uma década

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    Os atos institucionais

    O regime militar recorreu a uma série de decretos chamados atos institucionais para manter seu poder. Entre 1964 e 1969 foram promulgados 17 atos, que estavam acima até da Constituição. Alguns promoveram a cassação de adversários (AI-1) e a extinção dos partidos políticos existentes (AI-2). O mais duro deles, o AI-5, instituiu em 1968 a censura prévia na imprensa e a suspensão do "habeas corpus".

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    A censura

    Boa parte da imprensa apoiou o golpe, mas vários jornais passaram a criticar o regime, alguns mais cedo, outros mais tarde. Com o AI-5, passou a vigorar uma censura prévia em vários meios de comunicação. O regime censurava até más notícias, promovendo uma imagem fictícia da realidade do país. Epidemias, desastres e atentados eram temas vetados. Músicas, filmes e novelas também foram censurados.

    Brasilien Militärdiktatur (Biblioteca da Presidência da República)

    Colaboração com outras ditaduras

    Junto com os regimes da Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai, a ditadura brasileira integrou a Operação Condor, uma aliança para perseguir opositores no Cone Sul. O regime também ajudou a treinar oficiais chilenos em técnicas de tortura. Um dos casos mais notórios de colaboração foi o sequestro em 1978 de dois ativistas uruguaios em Porto Alegre, que foram entregues ao país vizinho.

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    Após três anos de ajustes, os militares promoveram a partir de 1967 investimentos e oferta de crédito. A fórmula deu resultados. Entre 1967 e 1973, a expansão do PIB brasileiro foi de 10,2% ao ano. O país passou a ser a décima economia do mundo. O crescimento aumentou a popularidade do regime durante a fase mais repressiva da ditadura. Mas o "milagre brasileiro" duraria pouco.

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    ... e a derrocada econômica

    A conta do "milagre" chegou após os dois choques do petróleo e uma série de decisões desastradas para manter a economia aquecida. Ao fim da ditadura, o país acumulava dívida externa 30 vezes maior que a de 1964 e inflação de 225,9% ao ano. Quase 50% da população estava abaixo da linha de pobreza. Os militares pegaram um país com graves problemas econômicos e entregaram um quebrado.default

    Corrupção

    A censura e a falta de transparência favoreceram a corrupção. O período foi marcado por vários casos, como o Coroa-Brastel, Delfin, Lutfalla e a explosão de gastos em obras. O regime promoveu e protegeu figuras como Paulo Maluf e Antônio Carlos Magalhães, que já nos anos 70 eram suspeitos em casos de corrupção. Também abafou casos, como a compra superfaturada de fragatas do Reno Unido nos anos 70.

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    Grandes obras

    A ditadura promoveu obras faraônicas, divulgadas com propaganda ufanista, como Itaipu e a ponte Rio-Niterói. Algumas foram marcadas por desperdícios e erros, como a Transamazônica e as usinas de Angra. Em 1969, o regime criou uma reserva de mercado para as empreiteiras nacionais ao proibir a atuação de estrangeiras. É nessa época que empresas como a Odebrecht passam a dominar as obras no país.

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    Anistia e falta de punições

    Em 1979, seis anos antes do fim da ditadura, foi promulgada a Lei da Anistia, perdoando crimes cometidos por motivação política. Mas ela tinha mão dupla: garantiu também a impunidade para agentes responsáveis por mortes e torturas. No Chile e na Argentina, dezenas de agentes foram condenados por violações de direitos humanos após a volta da democracia. No Brasil, ninguém foi punido.

     

20
Mai20

ELEIÇÕES 2018. Não tem nada de moralidade no arranjo que uniu o bolsonarismo & o lavajatismo

Talis Andrade

-Ricardo-Welbert-sobre-o-juiz-Sérgio-Moro-ter-ace

 

II - A guerra entre Moro e Bolsonaro, plim plim por plim plim

por Osvaldo Bertolino

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Imponderável de Almeida

O episódio do vídeo segue rendendo sordidez de parte a parte. A troca de chumbo alimenta a já fraca audiência da novela, mas tem se revelado apenas o conhecido mais do mesmo. Dificilmente sairá algum coelho desse mato infestado de raposas.

Claro, sempre é possível sair alguma coisa de onde menos se espera. Mas a regra, segundo dizia o Barão de Itararé, é de que de onde menos se espera é que nada sai mesmo. O episódio vem sendo incensado pelo Grupo Globo e seus satélites da mídia como instrumento de desgaste de Bolsonaro, certamente preparando algo que vai muito além da proclamada defesa do interesse público.

Não é de hoje que Bolsonaro se incompatibilizou com os setores dominantes que não tinham ele e seu séquito como opção do pós-impeachment fraudulento, golpista, contra a ex-presidenta da República Dilma Rousseff. Como disse o ex-ministro da Ciência e da Tecnologia do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Roberto Amaral, Bolsonaro montou no cavalo encilhado que passou à sua frente.

Os golpistas não tinham um projeto de poder delineado. Assim como não tinham no golpe militar de 1964 e no processo que impediu Lula de ser eleito presidente em 1989. No regime militar, foram feitos diversos arranjos políticos, muitas vezes com fraturas profundas.

No pós-1989, o fracasso de Fernando Collor de Mello na Presidência da República possibilitou a eleição e a reeleição de Fernando Henrique Cardoso (FHC) com base no combate à inflação, encenação para a aplicação do perverso projeto neoliberal.

Na ditadura, o chamado “milagre econômico” impulsionou a economia e depois cobrou um alto preço com a crise da dívida externa. Na “era FHC”, o combate à inflação também legou uma dívida monstruosa, essa interna. Em ambos os casos, a mentira econômica sustentou o regime, não um projeto efetivo de poder.

No pós-golpe de 2016, não se viu nenhuma medida com esse teor. O que seria a “ponte para o futuro” propagada por Michel Temer antes da usurpação do cargo presidencial por meio da fraude do impeachment, se revelou mera reedição de ideias antigas, que ficaram conhecidas tanto no regime militar quando na “era neoliberal”. Mas o surgimento de algo que pudesse ser apresentado como repetição do “milagre econômico” e do combate à inflação não aconteceu.

Paulo Guedes chegou com essa promessa no arranjo que uniu o bolsonarismo e o lavajatismo. Era a tábua de salvação da direita. Mas, com sua enrolação para justificar a ausência dos resultados prometidos com as “reformas” e o arrocho orçamentário da Emenda Constitucional do teto dos gastos públicos, acabou se desgastando, apesar de ser, ainda, o cimento que sustenta o arranjo eleito em 2018.

É aí que está o nó da questão. Não tem nada de moralidade ou coisa que o valha, como apregoa o Grupo Globo e seus arredores ao insistir no vídeo que virou novela. Óbvio, como disse Roberto Amaral, deve-se bater em Bolsonaro independente das batidas do Grupo Globo. O alvo é Bolsonaro. Mas, na lógica da frente ampla, não se pode deixar de constatar que cada setor tem o seu foco de atuação. O binômio unidade e luta é o que dá base para a sua consistência. (Continua)

 

23
Abr20

O retrocesso de Brasil de Paulo Guedes-Bolsonaro e do general Braga interventor de Temer

Talis Andrade

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Paulo Guedes, um agiota, um rentista de golpes econômicos, propôs para o governo militar de Bolsonaro o atraso do plano O Ladrilho, imposto ao Chile, em 1973, planejado por um grupo de economistas, chamados pela imprensa internacional da época de "os Chicago Boys", provenientes da Universidade de Chicago. O Ladrilho continha os fundamentos do que, depois, viria a ser chamado de neoliberalismo

Os governo militares do Cone Sul apelidaram esse período de "milagre chileno" da tirania de Pinochet. Na mesma época, o Brasil teve 'milagre' idêntico com Delfim Neto, com ditadores marechais e generais. Delfim tinha sua corte de economistas, os Delfim Boys, que eram também seus valets-de-chambre.

O general Braga, o interventor militar de Michel Temer no Rio de Janeiro, pretende o atraso no tempo do Plano Marshall dos Estados Unidos, para a reconstrução dos países aliados da Europa nos quatro anos seguintes à Segunda Guerra Mundial, 1948-52. O objetivo principal era impedir a disseminação do comunismo.

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Pensava esse caboclo Plano Marshall visava impedir o avanço das quatro Bestas do Apocalipse: a Fome, a Peste, a Guerra do tráfico, das milícias, a Morte das lideranças dos sem terra, dos povos indígenas, dos quilombolas, dos movimentos sociais, notadamente dos direitos humanos, e o genocídio dos jovens negros. Esse Plano Marshall pura embromação, como enrolação foi a intervenção militar no Rio de Janeiro. Braga pediu 6,5 bilhões. Ninguém sabe quanto Michel Temer liberou. Sei que não teve, e nunca terá prestação de contas. A intervenção foi em ano de eleições, 2020. As milícias do Rio de Janeiro, camarada, democrática e pacificamente liberadas elegeram seus candidatos a presidente, a governador, dois senadores, mais deputados federais e estaduais. Essa dinheirama aquietou os golpistas militares. Com Bolsonaro presidente os oficiais das forças armadas tiveram régio aumento salarial e as filhas solteiras, maiores de idade, principesca pensão vitalícia. Para militares de pijama, a feira, o trem da alegria de mais de 2 mil e 500 cargos comissionados.  Entenda a demagogia, a safadeza, a ficção macabra desse Plano Marshall lendo Fernando Brito aqui, e Reinaldo Azevedo aqui

 

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13
Abr20

TUDO AZUL MEU BEM

Talis Andrade


            

            Na Inglaterra os vitorianos
            para o repúdio dos narizes azuis
            fundaram a fraternidade de poetas
            uranianos  Na Alemanha
            o imperador nomeou conselheiros
            nobres urnings de venérea preferência
            por soldados da guarda No Brasil
            das Adelitas e Ninis
            criaram uma irmandade de economistas
            os Delfim-boys
            pichadores de muros
            com pincéis azuis 


 

Poema n.4 do livro inédito Balas de Festim

12
Abr20

Desvios

Talis Andrade

Autor — Foto: Lula
            Delfim e Roberto Campos
            parceiros de partido
            e vícios
            traçaram um único curso
            rumo ao paraíso
 
            Delfim os lábios rosados
            lambuzados de mel e melaço
            do poder infinito
            ganhou dos íntimos
            o carinhoso apelido
            a Gorda
            dos beiços de alfini
 
            As mãos calejadas
            de contar dinheiro
            foram aveludando
            no bater do bolo
            de rolo prometido
            ao povo
 
            Pelo regime
            de desengorda
            auto-imposto
            come Delfim
            dez por cento
            de tudo que é
            de gosto 
            
            Vício venial a gula
            tornou-se rendoso
            pecado (na) capital
            Delfim
            inconfessável desgosto
            continua untuoso

            Navegando no lodo
            do Rio Ipiranga
            lanterna na popa
            navalha na carne
            Roberto Campos salvou
            das mãos piratas
            a arca do tesouro

            Pela imprevista façanha
            de argonauta
            a mestiça nobreza paulista
            descendente dos escravocratas
            bandeirantes capitães-do-mato
            concedeu a Roberto Campos
            o mandato pago
            dourado rostrato
            de deputado perpétuo
            comprado e safado

 

poema n. 3 revisto do livro inédito Balas de Festim



 
 

10
Jul17

BRAZIL Apagaram o candeeiro, derramaram o gás

Talis Andrade

por José Adalberto Ribeiro

 

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MONTANHAS DA JAQUEIRA – Luzes na ribalta! Sombras na ribalta! Tempestades na ribalta! O sapo está de molho. A pergunta agora é se Michel dança ou não dança ao som do bolero de Janot e de Joesley. Ele dançava o foxtrot, o passo da raposa, enquanto alisava as tranças de Marcela, a bela. O batidão agora é punk, é da pesada. Michelzão guenta ou não guenta o rojão. Michel era um bom samaritano. Foi provado e aprovado em primeira instância e segunda instância na dinastia escarlate. Subitamente, não mais que subitamente, virou fariseu e refém do açougueiro. O cara era teéudo e manteúdo da camarilha escarlate.

 

O açougueiro orienta o plano de voo na torre de comando. Não existe mais céu azul de brigadeiro. Existe céu furta-cor de bandoleiro. Roubaram até o azul do nosso céu. O açougueiro é o rei do gado, o rei dos ares, o rei do BNDES, o vice-rei do Brazil. As bovinas e os bovinos do açougueiro possuem tetas, chifres, ovários e ovos de ouro. Eles mugem e tugem de modo politicamente correto à moda do chefe.

 

Os argonautas traçam um horizonte artificial para definir o plano de voo. Planejam os ângulos do plano real e do plano imaginário. Navegamos num plano surreal. O plano imaginário é imponderável. O piloto surtou. As moças, os moços e aeromoçam perderam o cinto de castidade.O Brazil hoje é um jardim de aflições, de tempestades e de vulcões, sem esquecer o jardim das corrupções e das perdições.

 

Falar nisso, os subintelectuais escarlates boicotaram o filme “Jardim das Aflições”, sobre vida e obra do admirável pensador Olavo de Carvalho. Eu ainda não vi o filme, mas adorei. Tempos recentes assisti e detestei o filmezinho medíocre e politicamente correto do cineastazinho K, caboclo mamador da Lei Rouanet. Olavo de Carvalho dá uma surra de erudição em todos esses microcéfalos vermelhos. A esquerda parasitária brasileira cultiva o obscurantismo cultural.

 

Bons tempos em que um Maluf era o modelito de corrupção auriverde. Dizem que roubou uma avenida inteirinha em São Paulo e depositou num paraíso fiscal, um Seicheles, Shangrilá, assim como existem os paraísos comunistas. Era uma corrupção artesanal, de anzol, hoje é high tech.


Imaginem hoje a construção de uma ponte Rio-Niterói, com 13,29 quilômetros, nas mãos da camarilha escarlate. Os bandoleiros sentem vertigens só de imaginar essas quilometragens superfaturadas. Maus tempos da ditabranda semimilitar e semicivil! Os opositores eram tratados no pau, ou no pau-de-arara ou difamados. O ex-ministro Delfim Neto, gordo sinistro, eram chamado de gay. Naquele tempo ser gay era pecado, hoje tá moda politicamente correta. O gordo sinistro sobreviveu à ditabranda, aos regimes democratas, semidemocratas, hoje é conselheiro dos vermelhos e infravermelhos.

 

Apagaram o candeeiro, derramaram o gás. O Brazil navega na escuridão, sem faroleiro, sem lampiões de gás e sem cintos de castidade. Volare, Brazil! Voa Brazil, na rota do imponderável.

Profeta Adalbertovsky

 

joseadalbertoribeiro@gmail.com

 

22
Jun17

Para espanto dos racistas da elite branca, negro o único romancista brasileiro

Talis Andrade

O Brasil é o pais do um. 

A terra de apenas um romancista. Machado de Assis. Não tem mais ninguém.

Nesta quarta-feira, dia 21 de junho, se comemora o 178º aniversário do escritor.

O Doodle do Google presta uma devida homenagem

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Fica mais que evidente que Machado era negro retinto, mas a imprensa faz que não vê. 

Noticia a referência e esconde:

Machado de Assis (1839-1908) nasceu em uma chácara no morro do Livramento no Rio de Janeiro, no dia 21 de junho de 1839. Filho de Francisco José de Assis, um mulato, escravo alforriado, pintor de paredes e de Maria Leopoldina Machado de Assis, lavadeira, de origem portuguesa da Ilha dos Açores.

 

BRASIL UM PAÍS RACISTA

 

A cantora e ativista política Preta Gil, pergunta para o deputado Jair Bolsonaro, candidato a presidente do Brasil nas próximas eleições de 2018: - Se seu filho se apaixonasse por uma negra, o que você faria?

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 Responde Bolsonaro:

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 O pastor evangélico Marco Feliciano justifica: - Os africanos descende de ancestral amaldiçoado por Noé.

 

CULTURA DO UM

 

O Brasil continua sendo a terra de apenas um romancista. Machado de Assis.

Este um sozinho - a eterna exceção, o único - vale para as artes e as ciências.

Na arquitetura, Niemeyer.

Na poesia, Augusto dos Anjos o mais lido, e Castro Alves. São dois mulatos embranquecidos. Para a imprensa existe apenas Castro Alves.

Na pintura, Portinari.

Na música, Villa Lobos.

Na escultura, ninguém.

Filósofo? Nenhum.

O importante para a imprensa que estejam todos mortos.

Brasil é a terra dos juristas. De Francisco Campos, que elaborou várias constituições ditatoriais. Dos Reales (O pai redigiu o ato institucional n.5, que consolidou a ditadura de 64; o filho, o pedido de impeachment de Dilma Rousseff, para possibilitar o golpe de Michel Temer). E dos economistas Roberto Campos, Delfim Neto, Meirelles, Joaquim Levy, Armínio Fraga. A maioria trabalhou para banqueiros estadunindeses e possue dupla nacionalidade. Isso explica tudo. Inclusive a crise.

 

 

 

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