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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

18
Mar20

A Lava Jato trabalha para o governo dos Estados Unidos. A entrega de presos e das provas obtidas no Brasil

Talis Andrade

jefferson vaza jato .jpg

 

 

VI - Vazajato apresenta a prova final da corrupção da Lava Jato

por Luis Nassif

 

Em 30 de novembro de 2015, às 21:09:52, Dallagnol avisa a Aras que os americanos já “estão ouvindo colaboradores”. Aras reage com surpresa e Deltan responde: “Não temos controle sobre as oitivas porque são uns 10 colaboradores que já estão em tratativas de acordos, ou acordos feitos. EUA estão com faca e queijo na mão para ouvirem”.

Aras pergunta se os colaboradores estão sendo ouvidos nos Estados Unidos. “Onde estão ouvindo? Informaram ao DRCI?” Dallagnol responde que, por serem nos EUA, as oitivas ocorreriam “à revelia do DRCI”. E prossegue, referindo-se à visita dos americanos no mês anterior: “Nós estamos com pressa, porque o DOJ já veio e teve encontro formal com os advogados dos colaboradores, e a partir daí os advogados vão resolver a situação dos clientes lá… Isso atende o que os americanos precisam e não dependerão mais de nós. A partir daí, perderemos força para negociar divisão do dinheiro que recuperarem. Daí nossa pressa”.

“Mas eles só conseguirão isso se colaborarmos, não? Eles não têm provas. Ou têm?”, retruca Vladimir.

(…) “Eles podem pegar e usar tudo que está na web”, argumenta Dallagnol. Aras pergunta: “Quando eles farão pedido formal de oitivas?”.

“Não precisam fazer. Ouvirão nos EUA os que estão soltos e podem viajar.”

A resposta surpreende Aras: “Os advogados concordaram? Eles vão viajar sem salvo-conduto????? Loucura”.

(…) Dallagnol admite, então, que a força-tarefa pode ter errado ao não avaliar as consequências da parceria com os americanos durante a visita secreta a Curitiba. “Quando estavam aqui, e não tínhamos ainda restrições, mas estávamos operando no automático, sem conhecimento da dimensão das consequências e pensando em aplicar o tratado diretamente (o que ainda não está fora de cogitação, estamos todos refletindo, creio), dissemos que não haveria problema em os colaboradores, que pudessem, ir aos EUA para prestar as declarações.” (Continua) 

 
07
Jan20

Moro volta a peitar o chefe e critica "juiz de garantias"

Talis Andrade
Até onde irá esse embate?
 

polícia bolsonaro moro.jpeg

 

 

O ministro da Segurança Pública, Sergio Moro, criticou novamente nesta sexta-feira 27/XII o trecho do pacote "anticrime" sancionado por Jair Bolsonaro que trata da criação da figura do "juiz de garantias". O texto sancionado prevê "rodízio" de magistrados para assegurar a execução da nova figura jurídica. Até este momento, um mesmo juiz é responsável por todo o processo e aplica a sentença; agora, haverá divisão de tarefas.

Reportagem do jornal O Globo informa que a regulamentação sobre como isso se dará na prática deve caber ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que criou um grupo de trabalho para analisar a proposta.

"Leio na lei de criação do juiz de garantias que, nas comarcas com um juiz apenas (40 por cento do total), será feito um 'rodízio de magistrados' para resolver a necessidade de outro juiz. Para mim é um mistério o que esse 'rodízio' significa. Tenho dúvidas se alguém sabe a resposta", escreveu Moro em seu perfil no Twitter.

É mais um capítulo dos desentendimentos públicos entre Moro e Bolsonaro. Como o Conversa Afiada mostrou mais cedo, o ministro não vem escondendo de parlamentares sua irritação nos últimos dias.

Segundo o Painel da Folha de S.Paulo desta sexta-feira 27/XII, Moro disparou mensagens e disse estar decepcionado. Parlamentares avaliam que Moro entrou em terreno pantanoso e, diante disso, recebeu o recado de quem é que manda. [Transcrito do Conversa Afiada]

moro russo ministro bolsonaro.jpg

 

07
Jan20

Maioria do STF apoia juiz de garantias

Talis Andrade
Posição do Supremo contraria ministro Sérgio Moro
 

moro rasgou constituição para prender lula elege

 

 
 

No dia 4/XII/2019, a Câmara dos Deputados aprovou uma versão desidratada do dito "pacote anticrime" do ministro Sérgio Moro.

Contrariando o ex-Judge Murrow, os parlamentares determinaram, entre outros pontos, a criação do "juiz de garantias" - um magistrado responsável por, em cada processo criminal, determinar ou autorizar a execução de medidas como decretação de prisão preventiva, expedição de mandados de busca e apreensão ou quebra de sigilos fiscal e telefônico.

Ou seja: questões relacionadas à obtenção de provas.

Atualmente, um mesmo juiz decide sobre essas ações e, em seguida, determina se o réu deve ser condenado ou não, ao final das investigações.

A adoção do juiz de garantias seria, portanto, uma medida contra abusos do poder Judiciário - como os excessos da Operação Lava Jato.

Não à toa, os lavajateiros - como o próprio ministro Moro - criticam a medida...

No fim de dezembro, a AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) e a AJUFE (Associação dos Juízes Federais) protocolaram junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) que questiona a criação da figura do juiz de garantias. Segundo as entidades, a medida acarretaria em um aumento exagerado de custos para o Judiciário brasileiro.

Entretanto, seis dos onze ministros do STF já se posicionaram de forma favorável à proposta do juiz de garantias: o presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, disse que a nova norma é um "avanço civilizatório". Alexandre de Moraes, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello também já se manifestaram a favor da nova lei, de acordo com Esmael Morais, em seu blog.

Segundo reportagem do Globo, outros dois ministros, "em off", se posicionaram a favor da regra.

Em tempo: Toffoli deverá examinar a ADIN até o dia 19/I. Após essa data, o ministro de plantão será Luiz Fux, contrário à regra. Ele poderá conceder uma liminar para suspender a questão, que só seria retomada após o fim do recesso do Supremo, em 29/I. 

[Transcrito do Conversa Afiada]

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16
Out19

Lava Jato, "um partido político que Dallagnol queria criar" com um capital inicial de 2 bilhões e 567 milhões

Talis Andrade

 

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando perguntado acerca da malfadada Fundação Lava Jato - aquela com a qual a força-tarefa de Curitiba pretendia gerir um orçamento bilionário voltando para "políticas públicas" - vaticinou que a entidade era "um partido político que o Dallagnol queria criar". Leia entrevista aqui

A fundação começou, visivelmente, com um depósito de 2 bilhões e 567 milhões, em uma conta secreta na Caixa Econômica Federal de Curitiba, no dia 30 de janeiro último. O dinheiro foi depositado pela Petrobras. 

fundacao lava.png

Esse mar de dinheiro precisa ser auditado. Para saber se Dallagnol ou outro procurador passou a mão leve nele. Inclusive investigar se existem ou existiram outras contas gráficas, pra lá de escondidas, para as gastanças da corriola da Lava Jato, uma organização criminosa capaz de todos os males e malefícios.

"Prender cidadão do jeito que eles fizeram, manter o cara condenado 30, 40, 50 anos, e depois falar para o cara: olha, tem um prêmio. O baú da felicidade é vocês citarem o nome do Lula." A afirmação é do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que em entrevista exclusiva ao Migalhas, assegura: sempre foi objeto de desejo da operação Lava Jato.

 

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29
Ago19

TORTURA PSICOLÓGICA. Vazamentos de Deltan Dallagnol emplacaram até capa no Estadão para aterrorizar potenciais delatores

Talis Andrade

aroeira dallagnol attuch.jpeg

 

 

Deltan Dallagnou mentiu descaradamente ao afirmar repetidas vezes que a Lava Jato não vazava informações sigilosas para a imprensa. Num discurso em Harvard, em 2017, afirmou taxativamente que "agentes públicos não vazam informações". Agora, aparecem em novas revelações do Intercept as impressões digitais dele e de outro líder da operação, Carlos Fernando Santos Lima, em uma série de vazamentos. Um deles é a articulação com um jornalista de O Estado de S.Paulo (cujo nome não foi revelado) de uma manchete do jornal que seria publicada em 22 de agosto de 2015 - como de fato foi.

247 - Deltan Dallagnou mentiu descaradamente ao afirmar repetidas vezes que a Lava Jato não vazava informações sigilosas para a imprensa. Num discurso em Harvard, em 2017, afirmou taxativamente que "agentes públicos não vazam informações". Agora, aparecem em novas revelações do Intercept as impressões digitais dele e de outro líder da operação, Carlos Fernando Santos Lima, em uma série de vazamentos. Um deles é a articulação com um jornalista de O Estado de S.Paulo (cujo nome não foi revelado) de uma manchete do jornal que seria publicada em 22 de agosto de 2015 - como de fato foi.

A sem-cerimônia das conversas entre os líderes da Lava Jato é espantosa. Escreveram os jornalistas Glenn Greenwald e Rafael Neves na reportagem do Intercept divulgada na manhã desta quinta-feira (29): "No chat, Santos Lima assume, sem qualquer constrangimento, que vazava informações para a imprensa. Além disso, o seu próprio comentário, insinua que se tratava de uma prática habitual, dado que ele se refere aos vazamentos no plural — 'meus vazamentos'. E o procurador afirma com aparente orgulho e convicção que agia assim com objetivos bem definidos: induzir os suspeitos a agirem de acordo com seus interesses".

Na reportagem, há a descrição de como foi "negociada" uma manchete com o jornal O Estado de S.Paulo em 2015.  

Diz a reportagem do Intercept:

"No mesmo dia [21 de junho de 2015], Deltan e Orlando [Martello, produrador da Lava Jato] anunciaram no chat terem vazado a informação de que os Estados Unidos iriam ajudar a investigar Bernardo para repórteres do Estadão, como forma de pressionar o investigado [Bernardo Freiburghaus, da Odebrecht]. Eles estavam antecipando a um jornalista uma movimentação da investigação. Foi Dallagnol o responsável pelo vazamento, como mostra sua conversa como o repórter do jornal."

Veja a imagem da conversa a seguir:

A conversa foi adiante e o repórter informou Dallagnol que a reportagem seria manchete no dia seguinte, o que ele repassa ao grupo deprocuradores. De fato, a reportagem foi manchete do jornal.. Veja a conversa e a seguir a manchete: 

 

No dia seguinte à manchete, os procuradores tramam como esmagar a vítima de suas articulações com a imprensa. Com desfaçatez, dizem que iriam colocar Freiburghaus "de joelhos":

 

 

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