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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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O CORRESPONDENTE

12
Ago19

O procurador sem escrúpulos: Dallagnol é um compulsivo por dinheiro

Talis Andrade

dallagnol prova ou convicções.jpg

 

POR MOISÉS MENDES

O procurador Deltan Dallagnol é um compulsivo por dinheiro e enriquecimento. Nessas últimas conversas divulgadas hoje por Reinaldo Azevedo, a personagem é uma emissária da XP Investimentos, que convida Dallagnol para uma palestra confidencial em maio do ano passado.

E o que Dallagnol quer logo saber? Se tem grana, sem tem cachê, porque o procurador é movido a cachê.

Hoje, ouvi Dallagnol dando entrevistas, sempre com a conversa da moralidade religiosa. E depois li as mensagens escabrosas trocadas com a moça da XP. É repulsivo, asqueroso, é imundo.

Dallagnol era informante de “conjuntura” do que acontecia em Curitiba, para que os banqueiros pudessem se programar. Um procurador, chefe da força-tarefa destinada a caçar corruptos, dava palestras para banqueiros sobre o que eles deveriam saber do andamento da operação comandada por Sergio Moro.

(Os banqueiros achavam que Dallagnol comandava tudo, quando o comandante era o juiz. O procurador enganava os banqueiros, como se liderasse tudo, e ainda ganhava por isso.)

A promiscuidade era tão grande que a própria emissária da XP esclarece que tudo seria confidencial, em voz baixa, para que os banqueiros e Dallagnol se sentissem à vontade. Os encontros eram tão secretos (teve um com Luiz Fux) que não saía uma linha na imprensa.

Quando a emissária de um setor da especulação financeira liga para um procurador federal e fala daquele jeito é porque assim os donos do dinheiro percebem as autoridades. Como indivíduos disponíveis para serem usados à vontade pelo poder financeiro.

Dallagnol era visto apenas como um prestador de serviços. A moça falava com um procurador como se tratasse da palestra de um consultor do mercado. E por quê? Porque a emissária, que se chama Débora Santos, sabia com quem estava lidando.

Débora é mulher do procurador Eduardo Pelella, que foi chefe de gabinete de Rodrigo Janot. A mulher de um procurador trabalha como consultora da área judiciária para os banqueiros e chama outro procurador amigo para que preste serviços aos seus chefes.

É nojento. Dallagnol é um sujeito sem escrúpulos. Tão sem escrúpulos que, ao conversar por mensagens com o colega Roberson Pozzobon sobre as palestras secretas, avalia o risco de ser visto ao lado de banqueiros e afirma: “Achamos que há risco sim, mas que o risco tá bem pago rs”.

Muito bem pago. Com direito a risos dos canalhas.

 

28
Jul19

Dallagnol vendia relações e informações privilegiadas

Talis Andrade

 

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Fernando Haddad fez duras críticas ao procurador Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato, que se reuniu com representantes de bancos  em 13 de junho de 2018, pago pela XP Investimentos, para comentar sobre o tema ‘Lava Jato e Eleições’.

"A impressão que eu tenho é de que Deltan não dava palestras propriamente, mas vendia relações e informações privilegiadas para empresas investigadas e bancos, respectivamente", disse Haddad pelo Twitter. 

Leia também reportagem da Rede Brasil Atual sobre Deltan Dallagnol:

Bancos convidados para reunião com Dallagnol são os mesmos que compraram a BR Distribuidora

br distribuidora bolsonaro.jpg

 

Alguns dos bancos que entraram na oferta de ações da BR Distribuidora ou coordenaram a operação na Bovespa, na terça-feira (23), também podem ter estado com o procurador do Ministério Público Federal Deltan Dallagnol, em reunião privada em 13 de junho de 2018, organizada pela XP Investimentos, para comentar sobre o tema ‘Lava Jato e Eleições’.

XP Asset Management, do Grupo XP, e Itaú, que compraram ações na privatização da distribuidora, e os bancos JP Morgan, Citi e Credit Suisse, como coordenadores da operação, segundo apuração do jornal Valor Econômico, também são citados como convidados dessa reunião de caráter privado e clandestino, conforme vazamento do Intercept, divulgado ontem (26) no blog do jornalista Reinaldo Azevedo.

“Queria te convidar para um bate papo com investidores brasileiros e estrangeiros aqui em SP”, afirma a Deltan a assessora da XP Investimentos, Débora Santos, em 17 de maio de 2018. “Me passa uma lista de quem são?”, pede Dallagnol.

“JP Morgan Morgan Stanley Barclays Nomura Goldman Sacha Merrill Lynch Cresit Suisse Deutsche Bank Citibank BNP Paribas Natixis Societe Generale Standard Chartered State Street Macquarie Capital UBS Toronto Dominion Bank Royal Bank of Scotland Itaú Bradesco Verde Santander”, diz Débora. E depois: “Esses seriam os convidados. Nem todos comparecem”, afirmou.

Na sequência do diálogo pelo smartphone, Débora esclarece sobre o espírito do encontro. Esse bate-papo é privado, com compromisso de confidencialidade, onde o convidado fica à vontade para fazer análises e emitir pareceres sobre os temas em um ambiente mais controlado”, afirma a assessora da XP.

Na operação de compra da BR Distribuidora, os investidores arremataram as ações da BR Distribuidora por R$ 9,6 bilhões, em dois lotes. A operação foi feita sem agregar o valor do controle do mercado de combustíveis no país, que é do que se trata quando se fala de BR Distribuidora. “Foi uma simples venda de ações na Bolsa de São Paulo cujo resultado ao fim do dia foi a Petrobras “vender” o controle da BR Distribuidora, pelo preço de ações no varejo, SEM CONSIDERAR O VALOR DO CONTROLE”, escreveu neste sábado Andre Motta Araujo, em artigo no site GGN.

A Petrobras detinha 71,24% das ações da distribuidora, e com a operação desta semana deve ficar com 37,5%, o que significa que a empresa deixa de ser estatal para ter seu capital pulverizado em bolsa.

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