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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

22
Nov18

A escola sem partido e a nova adolescente no Brasil sem incesto, estupro e prostituição infantil

Talis Andrade

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No Brasil, a cada minuto uma pessoa é estuprada. São registrados uma média de 164 casos por dia. Um número alto, mas que segundo especialistas é menor do que o real. Estima-se que 90% das vítimas nunca registre queixa, o que elevaria o número total para 600.000 estupros por ano. E a subnotificação não existe apenas na esfera criminal, mas na da saúde também. "No ano de 2016 foram 23.000 vítimas atendidas no SUS, ao passo que 49.500 procuraram a Polícia (dados da publicação de pesquisadores do IPEA “Atlas da Violência 2018”). Em 2017 foram 60.000 vítimas que buscaram a Polícia, mas o Ministério da Saúde ainda não totalizou os dados de atendimentos no SUS em 2017. E aqui estamos falando de estupros. O IPEA, no mesmo estudo, estima que 90% das vítimas não procuram o Poder Público", relata o procurador Pedro Antonio de Oliveira Machado, responsável por um inquérito que investigou a aplicação da lei do minuto seguinte. Após a investigação, o Ministério Público Federal criou um canal para que as vítimas possam denunciar os serviços que não seguirem os protocolos de atendimento previstos em lei.

 

Leia mais aqui. “Nós identificamos uma série de problemas [no ciclo de atendimento às vítimas]”, afirma o procurador Machado. “Um dos maiores era a falta de informação, especialmente para as vítimas, que não sabem a quem recorrer. Mas mesmo no âmbito dos profissionais do Sistema Único de Saúde também havia falta de informação”, diz.

 

O Brasil da bancada da Bíblia e da família tradicional esconde que “pobreza e abusos estimulam casamentos infantis no Brasil. País tem cerca de 90 mil crianças de 10 a 14 anos casadas, segundo Censo 2010. Pesquisa traça perfil de uniões”, destaca reportagem da BBC Brasil.

 

“Um dos temas mais constrangedores ao Brasil, não apenas à própria sociedade brasileira, como no âmbito internacional, é a existência da chamada prostituição infantil. A despeito de todos os esforços do Estado no enfrentamento deste problema, há a permanência de uma realidade hostil para muitas crianças – principalmente meninas – nas regiões mais pobres do país: segundo a UNICEF, em dados de 2010, cerca de 250 mil crianças estão prostituídas no Brasil”, escreve Paulo Silvino Ribeiro. Para as ONGs, são 500 mil crianças  de 7 a 14 anos que vendem o corpo por um pedaço de pão. Quinhentas mil meninas sem escola e sem partido. Leia mais. 

 

No Brasil existe uma cultura do incesto - que não é crime - aceitável em várias comunidades do Norte e do Nordeste. Um caso símbolo o da poetisa menina Thalia Mendes Meireles, violentada pelo pai desde os 12 anos. "Você pode ver uma pessoa sorrindo, parecendo feliz, mas não se engane, sempre há coisas além. Por isso somos cegos. Nunca vemos além", escreveu na sua carta de suicídio. O pai, dono de supermercados no Maranhão, com o apoio da justiça e da polícia, culpou a onda da baleia azul, que substituiu a lenda do boto como justificativa da gravidez de uma criança.

 

Provocar o fim da própria vida está entre as principais causas de morte entre jovens de 15 a 29 anos. No Brasil, há um suicídio a cada 45 minutos. Pelos dados da OMS, o suicídio é a sétima maior causa de morte entre jovens de 10 a 14 anos de idade. 

 

A escola sem partido ajudou a eleger Jair Bolsonaro presidente, quando o programa mais correto seria escola sem curra. Que as crianças são as maiores vítimas de estupro no Brasil, segundo o Atlas da Violência de 2018 . O estudo, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), aponta que 50,9% dos casos registrados de estupro em 2016 foram cometidos contra menores de 13 anos de idade. Além disso, em 32,1% dos casos, as vítimas foram adultos, e em 17%, adolescentes. Os estupros, inclusive curras, que acontecem dentro das escolas são abafados ou camuflados como bullying.  

 

 

 

06
Dez17

Pessoas que denunciaram abusos sexuais merecem ser eleitas Personalidades do Ano?

Talis Andrade

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 Thalia Mendes

 

 

 

No Brasil da tradição do incesto que não é crime, da cultura do estupro, o conformismo cristão, a naturalidade de conviver com 500 mil prostitutas infantis, e considerar normal que a metade dos jovens de 16 a 25 anos seja sexualmente doente. 

 

Quando uma criança aparece grávida foi o boto, quando sequestrada coisa do papa-figo, e quando se suicida foi pelo prazer masoquista de ser torturada durante 50 dias pela baleia azul. São crimes jamais investigados como acontece nas mortes por bala perdida. Como acontece no caso da estudante poetisa Thalia Mendes, 15 anos, que denunciou às autoridades dois anos de abuso sexual praticados pelo pai José Meireles da Silva, dono de supermercado que continua solto e a vítima enforcada. 

 

Pessoas que denunciaram abusos sexuais eleitas Personalidade do Ano pela Time

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Impensável que a imprensa brasileira siga o exemplo: As pessoas que nos últimos meses denunciaram casos de assédio e abuso sexual, num movimento colectivo denominado "#MeToo", surgido nos Estados Unidos, foram nomeadas "Personalidade do Ano", pela revista norte-americana Time

 

 

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Lusa - Na capa da próxima edição da Time surgem cinco mulheres, entre as quais a actriz Ashley Judd e a cantora Taylor Swift, que quebraram o silêncio, denunciaram casos em que foram vítimas de assédio sexual e fizeram com que milhares de outras pessoas partilhassem histórias semelhantes.



Nas redes sociais, e de uma forma geral na Internet, acabou por sobressair um movimento colectivo espontâneo de denúncia e partilha com a designação #MeToo (#EuTambém), mas, para o editor Edward Felsenthal, da revista Time, isso é só "parte do retrato" sobre assédio e abuso sexual.



"É a mudança social mais rápida a que assistimos em décadas", disse Edward Felsenthal, quando anunciou esta quarta-feira a escolha de "Personalidade do Ano", deixando para trás figuras como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o residente da China, Xi Jinping, e o jogador de futebol americano Colin Kaepernick.

 

Um dos casos mais mediáticos envolveu o produtor norte-americano Harvey Weinstein, acusado de assédio e abuso sexual por mais de oitenta mulheres, entre as quais várias estrelas de Hollywood, como Gwyneth Paltrow, Ashley Judd e Angelina Jolie.

Depois destas denúncias, através de investigações pelo jornal The New York Times e a revista The New Yorker, e que levaram Harvey Weinstein a ser despedido da empresa que co-fundou e à sua expulsão de várias associações e organizações, nomeadamente da Academia de Hollywood, outros casos foram surgindo.

Entre os acusados de assédio e abusos sexuais, mas também de má-conduta sexual, estão actores como Kevin Spacey e Dustin Hoffman, o ex-presidente da Amazon Studios Roy Price, os realizadores Brett Ratner e James Toback, os jornalistas Charlie Rose, Glenn Thrush e Matt Lauer, o fotógrafo Terry Richardson e o comediante norte-americano Louis C.K.

No Reino Unido, o deputado Kelvin Hopkins, do Partido Trabalhista, foi suspenso por alegado assédio sexual, o ministro da Defesa, Michael Fallon, demitiu-se por comportamento impróprio com uma jornalista, e outros dois ministros foram acusados de assédio.

No início desta semana, a Ópera Metropolitana de Nova Iorque suspendeu toda a colaboração com o maestro James Levine, alvo de denúncias de agressões sexuais.

Roy Moore, o candidato republicano a senador pelo Estado do Alabama, nos EUA, foi denunciado por assédio sexual de menores, mas mantém a candidatura, com apoio público do presidente Donald Trump, embora o Partido Republicano já tenha pedido a sua renúncia às eleições de 12 de Dezembro.

 

24
Nov17

Brasil, país dos estupros

Talis Andrade

O Brasil volta ao mapa da fome. Cresce o número de moradores de rua.

 

Cerca de meio milhão de crianças dependem da prostituição. Vendem o corpo por um pedaço de pão.  Diante de tanta miséria e dor, a crescente onda de estupros não inquieta as autoridades, mesmo quando termina em morte como aconteceu com a poetisa Thalia Mendes Meireles, 15 anos.

 

Os jornais não publicam notícias de suicídio. Raros casos de estupro viram notícias.

 

De acordo com dados mais recentes, de 2014, um estupro acontece a cada 11 minutos no Brasil — 69,9% das vítimas têm até 19 anos. 

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16
Nov17

Uma adolescente estadunidense de 19 anos vende a virgindade por 3 milhões de dólares e as crianças brasileiras por um pedaço de pão

Talis Andrade

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Uma modelo norte-americana vendeu sua virgindade por 3 milhões de dólares (aproximadamente R$ 9,6 milhões) para um empresário de Abu Dhabi. Apenas identificada como Giselle, a jovem de 19 anos, fez a transação através de um site de leilões alemão. "Eu nunca imaginei que o lance chegaria tão alto. É um sonho que se tornou realidade", disse Giselle ao jornal Daily Mail. Ela declarou estar contente com o resultado e afirma que vai usar o dinheiro para pagar os custos da faculdade, comprar uma casa nova e viajar pelo mundo. Três milhões por uma única relação, o preço da estadunidense. No Brasil, 500 mil crianças, diariamente, têm cerca de oito a dez relações por dia com diferentes parceiros, e o dinheiro fica com os negociantes da noite, inclusive do turismo sexual realizado até em hotéis de cinco estrelas. Não estão nesta contagem maldita das 500 mil escravas sexuais, as meninas que vendem o corpo por um pedaço de pão no Brasil da tradição do incesto que não é crime, da cultura do estupro, da curra nas escolas, do casamento de menores, de campanhas entre estudantes do primeiro grau para as meninas perderam a virgindade antes mesmo da primeira menstruação.

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A jovem Giselle foi muito criticada por sua decisão, mas se defendeu dizendo que o que fez foi um ato de emancipação sexual. "Sou eu que decido se quero perder a virgindade com alguém que eu não amo", explicou.

"O fato de mulheres poderem fazer o que quiserem com seus corpos e terem a coragem de viver suas sexualidades livres de críticas é uma forma de emancipação", defendeu. Um funcionário de comunicação do site de leilões anunciou que a página "possui um vídeo onde meninas de todo o mundo falam sobre as razões para vender a virgindade". Segundo um funcionário do site de leilões, a proposta só mostra que a demanda por virgens no mundo dos empresários é alta. O segundo lance mais alto foi feito por um ator de Hollywood.

Giselle disse que tinha planejado vender sua virgindade antes de descobrir sobre Escortes da Cinderela, mas decidiu que era mais seguro trabalhar com uma agência. A agência aumentou a fama mundial após o leilão em 2016 de Aleexandra Khefren, um modelo romeno de 18 anos que vendeu sua virgindade por 2,3 milhões de euros (£ 2 milhões) para um empresário sem nome de Hong Kong. Vinte por cento de cada leilão são cobrados pela Escravidão de Cinderela, de acordo com a mídia local. O homem por trás do site de escortes mais famoso da Alemanha é Jan Zakobielski, de 27 anos, que administra o negócio de Dortmund, e compara a virgindade de uma mulher com um "vinho muito antigo" ou um "carro de luxo". Um porta-voz da Cinderella Escorts disse: "No nosso site, você encontrará um vídeo onde meninas de todo o mundo falam sobre os motivos para vender sua virgindade. "O alto lance para o leilão de Giselle nos mostra quão alta é a demanda por virgens. Pessoas empresárias de todo o mundo estão participando.

23
Ago17

Um estupro a cada minuto

Talis Andrade

 

 

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Esta notícia de hoje "pais vendem filha de onze anos" não é um caso isolado. Que o Brasil possui, oficialmente, 250 mil crianças prostitutas. Para as ONGs são 500 mil.

 

Acrescente que o Brasil registra mais de dez estrupos coletivos (curra) por dia. 

 

Carta Capital registra: Levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública estima que devem ter ocorrido entre 129,9 mil e 454,6 mil estupros no País em 2015. Um estupro a cada 11 minutos. Como apenas de 30% a 35% dos casos são registrados, é possível que a relação seja “de um estupro a cada minuto”.

 

O estado do Rio tem, em média, um caso de estupro em escolas a cada cinco dias. De janeiro de 2016 a abril deste ano, 89 casos foram registrados em unidades de ensino, como mostra um levantamento inédito feito pelo EXTRA com base em microdados do Instituto de Segurança Pública (ISP) obtidos via Lei de Acesso à Informação.

 

Escreve Claudiane Lopes: 

 

Brasil é primeiro lugar em exploração sexual na América Latina

 

Dos 5.561 municípios brasileiros, em 937 ocorre exploração sexual de crianças e adolescentes. O número representa quase 17% dos municípios de todo país. A Região Nordeste é a que mais cresce em número de visitantes estrangeiros (cerca de 62% são da União Europeia), segundo o Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur). Cruzam o país ao menos 110 rotas internas e 131 rotas internacionais relacionadas ao tráfico de mulheres e adolescentes com menos de 18 anos para fins de exploração sexual.

 

Existem muitos atores envolvidos: empresários, clientes, cafetões e cafetinas, servidores públicos e até Estados. Isso significa que a exploração infanto-juvenil não pode ser vista apenas como comportamento individual de homens que pagam menores para fazer sexo. Estamos falando de uma rede mundial que lucra bilhões. Acabar com essa rede vai além do ECA, do Código Penal, das campanhas publicitárias e do ativismo de organizações governamentais e não governamentais. A mercantilização dos corpos de seres humanos desprotegidos só terá seu fim com a total destruição da atual sociedade. Somente a construção de uma nova sociedade, baseada em outros valores humanos e verdadeiros direitos, será a solução desse problema social.

 

Rede Brasil Atual – A cada dois segundos uma mulher é vítima de violência física ou verbal, no Brasil. Também a cada dois segundos, uma mulher é assediada – na rua, no trabalho ou no transporte público. A cada 23 segundos é vítima de espancamento ou tentativa de estrangulamento. E de dois em dois minutos, uma mulher é morta por arma de fogo.

 

A imprensa já declarou o estado de guerra no Rio de Janeiro. Uma guerra que se estende por todos os Estados. 

 

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20
Ago17

Brasil registra mais de dez estupros coletivos por dia

Talis Andrade

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A curra representa hoje 15% dos casos de estupro atendidos pelos hospitais

 

 

Veja - Segundo dados do Ministério da Saúde, divulgados hoje (20) pelo jornal Folha de S.Paulo, o número de notificações de estupros coletivos – registrado pelos hospitais que atendem as vítimas –mais do que dobrou desde 2011, passando de 1 570 para 3 526, em 2016.

 

Trata-se da primeira vez em que se capta o crescimento desse crime no Brasil. Isso porque, na polícia esse tipo de violência sexual, praticada por mais de um agressor, usualmente não era contabilizado em separado de outros casos de estupro. Desde 2011, entretanto, tornou-se obrigatória a notificação por parte de serviços de saúde, públicos ou privados, como hospitais. As informações passaram a ser agrupadas pelo ministério.

 

Os estados Acre, Tocantins e Distrito Federal lideram as taxas de estupro coletivo por cem mil habitantes, com 4,41, 4,31 e 4,23, respectivamente. Esse tipo de crime representa hoje 15% dos casos de estupro atendidos pelos hospitais.

 

Porém, acredita-se que os dados do Ministério da Saúde indicariam apenas uma parte dos crimes. A situação seria ainda pior. Normalmente, os ataques são subnotificados e, além disso, nem todas as vítimas procuram hospitais ou a polícia, devido a razões diversas, como vergonha de ter sido alvo. Além disso, consta que 30% das cidades ainda não forneceram informações sobre a situação em suas regiões.

 

 

 

 

 

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