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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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O CORRESPONDENTE

26
Set21

Promotora do DF publica propaganda nazista no Facebook

Talis Andrade

 

  /Congresso em Foco

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Autodeclarada integrante da milícia virtual do presidente Jair Bolsonaro, com direito a crachá publicado em suas redes sociais, a promotora Marya Olímpia Ribeiro Pacheco, do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), usou a sua conta pessoal no Facebook para publicar material de propaganda nazista. (atualização: promotora responderá a processo disciplinar).

Ela publicou sete posts com imagens de cartazes nazistas e mensagens de apoio a Adolf Hitler, todos em 17 de setembro de 2016. As publicações permaneceram no Facebook desde então e foram capturadas pelo Congresso em Foco na manhã de ontem (22 último). Pouco depois, o perfil de Marya Olímpia passou a ter acesso restrito.

Exaltações ao Führer (líder, em português) são a tônica das imagens publicadas pela promotora do Distrito Federal. “Kämpft für führer und volk” (“lute pelo líder e pelas pessoas”), diz uma das mensagens. Outra conclama os trabalhadores a serem soldados de Hitler, o ídolo máximo do movimento extremista que levou o mundo à Segunda Guerra, na qual morreram perto de 60 milhões de seres humanos, e à degradação dos campos de concentração.

Em pelo menos dois casos as postagens nitidamente nazistas aparecem ao lado de mensagens comunistas, ambas escritas em russo. “Olá, guerreiros contra o fascismo”, consta de uma delas. “O partido de Lênin é a vanguarda dos construtores do comunismo”, afirma outra. Como as imagens não são acompanhadas de qualquer texto adicional (em português ou qualquer outro idioma), fica a dúvida sobre a intenção da promotora. Estamos procurando Marya Olímpia Ribeiro Pacheco para esclarecer essa e outras questões. Uma delas, particularmente curiosa, diz respeito à origem do nome do seu pai: Hitler Mussoline Domingues Pacheco, que nos anos 1990 ocupou o cargo de diretor da Polícia Civil de Goiás.

Estudioso da matéria, o advogado de São Paulo Guilherme Marchioni afirma que, a despeito das intenções da promotora, as postagens são “preocupantes”: “Ela está usando uma rede particular dela e uma página pessoal dela. Tem total direito a fazer manifestações privadas que não se confundem com a sua atuação como promotora, mas a liberdade de expressão dela deve obedecer os limites da lei, que proíbe o enaltecimento do nazismo e dos seus símbolos”.

“Claro que você pode usar símbolos nazistas para explicar o que foi o nazismo, por exemplo”, prossegue o advogado. “Mas o uso desses mesmos símbolos, dependendo do contexto, pode configurar crime. A mera postagem de uma suástica, num contexto de convocação à militância, ainda mais vindo de uma pessoa pública, é um tema que pode merecer uma investigação criminal. A suástica e outros símbolos nazistas têm uma importância grande por representarem um período muito triste da história da humanidade e porque sua simples veiculação fortalece uma ideologia que favorece a discriminação”, arremata Marchioni.

Professor de Direito Constitucional, Direito Administrativo e Direito Penal, o também advogado Antônio Rodrigo Machado afirma: “A Convenção Americana sobre Direitos Humanos, conhecida como Pacto de São José da Costa Rica, define que a liberdade de expressão do pensamento não envolve ‘apologia ao ódio nacional, racial ou religioso que constitua incitação à discriminação, à hostilidade, ao crime ou à violência’.

No Brasil, se um cidadão faz apologia aos atos praticados por criminosos estará cometendo o crime do artigo 287 do Código Penal, que consiste na conduta de ‘fazer, publicamente, apologia de fato criminoso ou de autor de crime’. Hitler e diversos dirigentes do regime nazista foram condenados no Tribunal de Nuremberg por crimes contra a humanidade e fazer propaganda de tal pensamento pode sim caracterizar o ilícito penal em destaque”.

O nazismo é crime imprescritível no Brasil (artigo 5º, inciso XLII da Constituição) e também, acrescenta Antônio Rodrigo Machado, “prática incompatível com o exercício de funções públicas”. Ele enfatiza que “somente o caso concreto é que poderá dizer exatamente se o exercício da liberdade de expressão representa abuso ou não” no caso em questão, mas “essa é uma tarefa que exigirá a direta atuação do próprio Ministério Público”.

Congresso em Foco questionou o Facebook para saber por que a plataforma, que no passado chegou a apagar posts meramente informativos sobre gastos parlamentares, manteve por mais de cinco anos conteúdos de origem nazista e que providências pretende tomar agora. A resposta, repassada por escrito pela assessoria de comunicação da empresa, foi apenas: “O Facebook não irá comentar”.

Porém, em nova mensagem enviada à reportagem nesta quarta-feira (22), às 20h50, a plataforma se posicionou de forma diferente e informou que não permite conteúdo que elogia, apoia ou representa o nazismo: “Removemos os conteúdos violadores mencionados pela reportagem.”

A Lei Federal Antirracismo (Lei 7.716, de 1989) diz que é crime “veicular símbolos” do nazismo “para fins de divulgação”. Em caso de condenação, a pena é de multa e prisão de dois a cinco anos. O mesmo artigo enquadra como crime produzir, vender ou distribuir material que contenha símbolos nazistas, assim como utilizam publicações e meios de comunicação para disseminar o nazismo.<div class='fotografo'>reprodução</div>

 
A promotora também é autora de um pedido de arquivamento de procedimento criminal contra Victor Hugo Diogo Barboza, que atuou como coordenador da Fundação Palmares durante o governo Bolsonaro e usa as redes sociais para promover a “cura gay”.
 

Desde 1999 a prática é expressamente proibida pelo Conselho Federal de Medicina (Resolução CFM 1/1999), por tratar comportamentos homoeróticos como doentios, confrontando ao mesmo tempo a ciência e os direitos individuais. Além de questionada pelo seu aspecto arbitrário e estigmatizante, a “cura gay” é apontada por cientistas como ineficaz. Há amplo consenso na comunidade científica de que inexistem terapias capazes de transformar homossexuais em heterossexuais, dada a condição inata da identidade sexual de cada pessoa. Esses e outros argumentos levaram o Supremo Tribunal Federal, em abril de 2020, a vedar a “cura gay” no país.

Victor foi acusado de homofobia após publicar posts como este em seu canal no Instagram: “Homossexualidade inconsciente. Você Sabia que muitos casos de violência contra a mulher estão ligados à homossexualidade inconsciente junto com o uso de álcool e drogas?” Ou este outro: “Sair do Armário Talvez não seja a melhor solução. Terapia Afirmativa Gay VS Terapia de Reorientação Sexual”.

Marya Olímpia requereu o arquivamento do processo, em andamento na 5ª Vara Criminal de Brasília, por “ausência de justa causa”. Alegou que os posts denunciados não foram encontrados e, portanto, não puderam ser juntados aos autos; e que o investigado limitou-se a exercer o seu direito à liberdade de expressão.

“Veja que, apesar de supostamente ter publicado seus textos na internet, em nenhum momento das passagens acima transcritas o investigado teria discriminado ou tratado com preconceito os homossexuais, apontado qualidades negativas, proferido xingamentos ou imputado fatos desabonadores aos homossexuais", justifica a promotora. “Inafastável perceber que tais manifestações apontadas como sendo originárias do investigado constituem seu direito de liberdade de expressão, o qual é garantido pelo art. 50 IV e IX, CF"

Veja a íntegra do parecer assinado pela promotora:

 

 

Na visão da promotora, Victor Hugo Barboza, que se apresenta como professor e biomédico, “supostamente publicou informações interpretativas suas, as quais aparentemente seriam baseadas em suas vivências psicanalíticas”. Ela acrescentou não ter visto “qualquer indício de que o investigado estaria forçando qualquer pessoa a mudar sua orientação sexual, mas a conversar sobre isso, eventualmente, em um ambiente terapêutico”.

“Proibir a reflexão, a discussão e a publicação de assuntos e matérias nas quais está ausente o animus criminoso constituiria um enorme retrocesso à ciência em geral, caracterizando, inclusive, vulneração à liberdade de expressão”, completou Marya Olímpia.

Para a advogada Amanda Souto Baliza, da Aliança Nacional LGBTI+, os argumentos da promotora para desqualificar o crime de homofobia são chocantes: "É assustador que uma promotora de justiça encare como normais tais publicações sobre uma prática que é proibida”.

Mesma indignação manifestou o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), o deputado distrital Fábio Felix (Psol). Ressaltando que o pedido de arquivamento "vai absolutamente contra" a criminalização da lgbtfobia decidida pelo STF, o parlamentar afirma: "Quando o MP tem uma posição dessa, que naturaliza a violência contra os LGBTs, o que está sendo legitimado aí na verdade é que outras pessoas cometam violência dessa forma".A promotora não esconde o seu alinhamento ideológico com a extrema-direita e suas pautas nas suas redes. Ex-aluna de Olavo de Carvalho, Marya tece elogios ao “ideólogo” bolsonarista, a quem visitou com sua família. Em troca de mensagens com Ruth Kicis, irmã da deputada federal Bia Kicis (PSL-DF), no Twitter, a promotora escreveu: “Ruth, toda a família do Olavo é simpaticíssima! Foram muito acolhedores. E o Olavo... esse vc já sabe, né! Único, fantástico e sempre genial. Devo esse momento a vc e a Bia.”

 

 

Mensagem da deputada Bia Kicis (PSL-DF) para a promotora Marya Olímpia a quem chama de Maryoli (Reprodução/ Twitter)

 

Em 3 de setembro de 2018, Marya deixou uma avaliação na página de Olavo de Carvalho, recomendando o curso do autodeclarado filósofo. Lá, escreveu: “Salvou a minha vida e acho que vai salvar a minha Alma.”

Em sua conta no Twitter, que mantém desde 2018, a promotora se dedica a compartilhar com os seus 307 seguidores mensagens que abrangem todo o cardápio bolsonarista: apoio aos atos de Sete de Setembro, contra ministros do Supremo; defesa do tratamento precoce da covid-19; críticas à imprensa, ao passaporte sanitário, à esquerda e às vacinas.

No dia 13 de outubro de 2019, Marya Olímpia publicou em seu Facebook um “crachá da milícia”. No documento, em verde e amarelo, identifica-se como bolsonarista, com função nas milícias das mídias sociais. A carteirinha traz a foto da promotora e do presidente Jair Bolsonaro.

A Constituição Federal proíbe membros do Ministério Público (MP) de “exercer atividade político-partidária” (artigo 128, parágrafo 5º, inciso II, alínea e), fato que causou estranheza no deputado Fábio Felix. Ele estuda o encaminhamento da questão para o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), a quem cabe disciplinar o exercício das funções próprias do MP.

Conforme o texto constitucional em vigor, “o Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis”.

Marya Olímpia integra o MP Pró-Sociedade, ala do Ministério Público profundamente identificada com o ideário do bolsonarismo. Membros do grupo chegaram a recorrer à Justiça com o objetivo de obrigar o SUS a distribuir cloroquina para combater a covid-19apesar das evidências de sua ineficácia.

MP Pró-Sociedade publicou “carta aberta à brava gente brasileira” para elogiar os atos de Sete de Setembro, nos quais houve sucessivas tentativas por parte dos manifestantes em Brasília de invadir o STF e o presidente Bolsonaro anunciou que não cumpriria nenhuma decisão do ministroAlexandre de Moraes.

Para o advogado Guilherme Marchioni, “não é a primeira vez que a associação de membros do MP apresenta posicionamentos curiosos, se comparado à função institucional da promotoria”. Ele continua: “O MP Pró-Sociedade não representa o Ministério Público do Brasil. Aliás, não há um MP contra a sociedade para que um grupo se auto intitule pró-sociedade. Embora seja possível que o promotor, enquanto servidor público, tenha seus posicionamentos políticos, há um aparente abuso em se posicionar de forma antidemocrática ou em apoio à formação de milícias. Preocupa a interpretação antidemocrática do Direito por profissionais do Direito”

Em nota ao Congresso em Foco, o MPDFT disse que não comenta a atuação dos seus membros e servidores nas redes sociais.

"Quanto às decisões em processo, o membro do Ministério Público possui independência funcional para exercer suas atribuições. A distribuição de processos é feita com critérios objetivos, de acordo com a Lei Complementar no. 75 e com resoluções do Conselho Superior do MPDFT. Em casos de arquivamento, também cabe esclarecer que essa decisão passa pelo crivo do Judiciário, que homologa, ou não, os pleitos do Ministério Público", diz o documento.

A reportagem tentou contato com Marya Olímpia Ribeiro Pacheco através da assessoria de imprensa do MPDFT e também através do seu Facebook e Twitter sem sucesso. O espaço permanece aberto para as manifestações da promotora.

Também houve tentativa de contato com Victor Hugo Diogo Barboza pelo telefone, que se encontrava desligado. O espaço também está aberto à réplica do ex-coordenador.

> MP quer abastecer o SUS de cloroquina

Promotora bolsonarista arquiva inquérito de professor que promove &quot;cura gay&quot;

Publicacão da promotora bolsonarista ataca a vacinação

09
Nov17

Da cura-gay ao assassinato de lésbicas e convivência com 500 mil prostitutas infantis

Talis Andrade

 

Noticiou a imprensa: Duas mulheres foram mortas a tiros na noite desta quinta-feira (21 de setembro último), no bairro Novo Horizonte, em Linhares, no Norte do Espírito Santo. Elas estavam em uma motocicleta. Uma das vítimas ainda conseguiu descrever o criminoso para a polícia antes de morrer.


Segundo testemunhas, Meiryellen Bandeira, de 28 anos, e Emilly Martins Pereira, de 21, passavam pela rua Jânio Quadros de moto quando foram atingidas pelas costas.


Quando a polícia chegou, Meiryellen já estava morta, ao lado da moto, e cerca de 100 metros depois estava Emilly, ainda viva. Ela foi socorrida e levada para o Hospital Rio Doce, mas não resistiu e morreu na madrugada da sexta-feira (22).


Antes de morrer, ela relatou à polícia que viu o homem que atirou contra elas. De hoje a notícia:

 

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Enquanto milhões de pessoas assistiam ao primeiro beijo gay em uma novela da Globo em 2014 ou acompanhavam pela televisão neste ano a saga do transexual Ivan para ser aceito na novela A Força do Querer, alguma pessoa no Brasil morria por causa de sua orientação sexual ou identidade de gênero. Trata-se de uma contradição: o Brasil que cada vez mais aceita e respeita a população LGBTQIA+ — a sigla LGBT aumentou para contemplar mais sensibilidades — convive com o Brasil onde ainda se defende abertamente um tratamento de reorientação sexual (que ganhou a alcunha de cura gay) ou que é campeão em crimes de ódio.

 

Segundo o Grupo Gay da Bahia (GGGB), 343 morreram só em 2016 se consideradas apenas as notícias publicadas pela imprensa. Ou seja, uma pessoa foi assassinada a cada 25 horas por causa de sua orientação sexual ou identidade de gênero. Já o “Relatório sobre Violência LGBTI fóbica no Brasil”, da Secretaria de Direitos Humanos, mostra que em 2011 foram denunciadas no Brasil 6.809 violações de direitos humanos contra esta população, envolvendo 1.713 vítimas e 2.275 suspeitos. O estudo também mostra uma média de quatro violações sofridas por cada uma das vítimas, o que evidencia uma sobreposição de violências cometidas.

 

Mas o preconceito não se faz evidente apenas quando ocorre um crime de ódio. Milhares de pessoas são excluídas de suas famílias e de seus grupos de amigos por serem gays, lésbicas, transexuais... Muitos deixam de ser contratados ou são demitidos de seus empregos. Comentários, piadas e insultos são recorrentes. Ser chamado e reconhecido pelo nome social ainda é um desafio. Um beijo gay ainda é tabu — mesmo já estando presente na teledramaturgia brasileira.

 

Até a década dos anos 70 era comum os pais expulsarem de casa as filhas que perdiam a virgindade, e a maioria, crianças, terminava nos prostíbulos. Faz parte de uma tradição o Brasil possuir 500 mil prostitutas infantis, vítimas hoje do desemprego dos pais, das condições indignas de moradia, dos despejos coletivos da justiça para beneficiar grileiros de terrenos urbanos, do rendoso turismo sexual. E como escravas sexuais das milícias que comandam o tráfico nas grandes cidade.

 

Talvez para combater a cura-gay seja necessária a cura de pastores deputados, que propagam o ódio homofóbico porque rende votos, e convivem com a prostituição de crianças e adolescentes. É importante destacar que o incesto não é crime no Brasil. 

 

 

 

 

 

 

20
Set17

Beijos de mulheres lindas mostram quanto feia a justiça do Brasil

Talis Andrade

bruna praia.jpg

 

 

Detesto colunas de fofocas, de besterol, a vida de luxo e luxúria  de celebridades. Mas não perdôo a santa burrice.

 

A colunista Gabriele Lima tascou o seguinte título:

 

"Bruna Marquezine beija atriz em protesto contra cura gay"

Nunca vi um título tão homofóbico. Beijou de zanga, indignada com a decisão da Justiça do Distrito Federal de tratar a homossexualidade como doença. 

 

Gizele quis deixar bem claro que não houve prazer no beijo. Não existiu nenhum gostinho de mel. De troca de adocicadas salivas. Nem línguas. Nem olhos fechados. Um beijo assim tão antilésbico pensei que tivesse escolhido à toa uma colega qualquer do elenco "Deus salve o rei".  Entre elas, Gabriele cita Anitta, Preta Gil e Gretchen.

 

Não foi nenhuma velha, nenhuma feiosa, nenhuma trans ou lésbica. 

 

Qual a escolhida, a eleita?

 

Não citar o nome no título não deixou de ser uma desfeita, uma grave desconsideração.

 

Bruna escolheu a bela e estonteante Flora Diegues que exclama sobre o beijo: "Hoje a gente acordou bem gay!

 

Foi só o começo.  

Bruna e flor .jpg

 

 UM GOSTOSO PROTESTO

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 Flora Diegues e Bruna Marquezine

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Bruna Marquezine e Tatá Werneck estava juntas nas Ilhas Maldivas  

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                                                               Flora Diegues e Fernanda Nobre

 

Beijo gay na tv

 

Fora da vida real, na série "Nada será como antes", Bruna Marquezine beijou Letícia Colin, e avisou:


“A gente não tem beijo gay. Isso fica sugerido. Não teria problema se tivesse. Eu e a Letícia gravamos um beijo. Mas ele não vai ao ar. Fica sugerido na cena.” Confira vídeo 

 

 

 

 

19
Set17

Abolição da tortura porque nunca existiu no Brasil

Talis Andrade

Gás de pimenta não é tortura. Nem pimenta no cu alheio, porque não tem espancamento.

 

Quando um carcereiro estupra uma prisioneira ou prisioneiro, também não. Porque o pau é outro.

 

Pelos atualizados conceitos brasileiros não se pode considerar a água instrumento de suplício.

 

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Ilustração Sergei Tunin 

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                                     Gravura medieval. Santa Inquisição

 

Todos os torturadores da ditadura militar de 64 foram anistiados. Será o benedito? A justiça brasileira está virando um piada, uma chanchada pornô, um circo, um pastoril que acaba de legalizar a cura gay. 

 

Da justiça estadual de São Paulo, o maior tribunal do mundo com 360 desembargadores, a aceitação amorosa dos conceitos de sofrimento de Sade, o marquês que morreu em um asilo de loucos. 

 

Para a justiça brasileira o espancamento de presos não chega a ser abuso de autoridade, mas um simples "excesso". 

 

indignados estudantes.jpg

 

 

INTERPRETAÇÃO LITERAL
Agressão policial sem objetivo de obter confissão não é tortura, diz TJ-SP

 

Por Felipe Luchete

---

Eventuais agressões físicas e verbais ou mesmo abuso de autoridade na prisão não podem ser considerados tortura se os responsáveis em nenhum momento exigem que os agredidos confessem delitos, façam declarações ou passem informações. Assim entendeu o Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo, ao absolver dois delegados, três investigadores e um escrivão acusados de torturar pessoas em 2003.

 

Um dos réus era o deputado estadual Delegado Olim (PP), o que levou a ação penal ao colegiado máximo do TJ-SP, formado por 25 desembargadores. Ele e os colegas foram acusados de causar sofrimento a quatro pessoas, inclusive um casal que teve a casa utilizada para cativeiro — dias antes, um homem sequestrado havia conseguido fugir, identificando o local posteriormente.

 

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Hoje deputado, Delegado Olim foi absolvido pela prática de tortura
contra suspeitos de sequestro em 2003.

 

O casal foi preso sem mandado judicial ou flagrante, mesmo afirmando que o quarto havia sido alugado a um terceiro, e relatou ter sofrido violência física na abordagem policial. Uma vizinha relatou que foi ameaçada por ter insistido em acompanhar a cena. Grávida de três meses, ela sofreu um aborto dias depois e atribuiu a morte do feto ao episódio.

 

Outro suspeito do crime, abordado no mesmo dia, disse que foi agredido com a própria muleta e submetido a spray de pimenta na detenção da Divisão Antissequestro. Segundo o Ministério Público, autor da denúncia, Olim deu permissão para todos os atos.

 

Abuso prescrito


O relator do caso, desembargador João Negrini Filho, reconheceu que houve “alguns excessos” na ação policial, “caracterizadores de abuso de autoridade e eventuais lesões corporais leves”. O problema, segundo ele, é que essas condutas já prescreveram.

 

Negrini disse ainda que não houve comprovação concreta de tortura, “pois os laudos de exame de corpo de delito não apontaram o resultado material das agressões”. Embora a mulher presa tenha sido diagnosticada com abalo psicológico, o desembargador considerou o quadro “perfeitamente compreensível, dada a situação pela qual passou (uma prisão sem o devido mandado e por um crime que ela não praticou e/ou participou)”.

 

O relator focou as atenções para a tipificação fixada na Lei 9.455/97. O texto só considera tortura “constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico ou mental: a) com o fim de obter informação, declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa”.

 

Ele avaliou ainda que os relatos de agressão dentro da Divisão Antissequestro, como uso de gás de pimenta, envolve policiais civis não identificados, sendo impossível atribuir tal conduta aos policiais que estiveram na residência do casal. E o aborto sofrido pela vizinha, afirmou, também não pode ser relacionado diretamente ao episódio, pois ela tinha hipertensão arterial.

 

O voto foi seguido por unanimidade. O vice-presidente do TJ-SP, desembargador Ademir Benedito, afirmou que “o tipo penal atribuído aos réus é aberto, mas exige o dolo, consistente na vontade de infringir sofrimento físico ou psicológico à vítima com o objetivo de obter confissão, informação ou delação”.

 

Segundo ele, o MP não apresentou nenhuma prova nesse sentido, pois “nem as próprias vítimas disseram ter havido espancamento ou pressão emocional por parte dos policiais com a exigência de que confessassem ou informassem algo”.

 

 

19
Set17

O Brasil cristão e puritano sexualmente doente

Talis Andrade

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O Brasil cordial, cristão, de piedosos católicos e fanáticos evangélicos, tem 500 mil prostitutas infantis. Meninas que começam a trabalhar no comércio do sexo com sete/ oito ou 12/13 anos.


Essas pobres meninas pobres praticam sexo de oito a dez vezes por dia. Cada uma, profissionalmente, cuida de quase dez clientes. 

 

Breiller Pires, no El País, Madri, não contabiliza, mas denuncia: Para ficar no exemplo do futebol, há pelo menos 23 casos de treinadores que já foram condenados por violência sexual que reincidiram no crime ou seguem trabalhando com garotos em escolinhas e clubes. No ano passado, em Pernambuco, um desses “profissionais” molestou o menino Denílson Teixeira da Silva, de 12 anos, que sonhava ser goleiro e acabou assassinado a pauladas ao tentar resistir aos abusos.

 

Quantos pedófilos existem no Brasil? Comece pela multiplicação dos dez vezes quinhentos mil de nossas meninas do país do turismo sexual. 

 

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O Brasil da tradição do incesto que não é crime, da cultura do estupro de crianças e adolescentes, por falso moralismo proibe que a sexualidade infantil seja discutida nas escolas, apesar dos casamentos de púberes e da gravidez precoce. 

 

A imprensa considera o tema tabu. Veja o caso recente do suicídio da estudante e poetisa Thalia Mendes Meireles, 15 anos, abusada sexuamente pelo pai desde os doze, e que procurou as autoridades competentes cegas, surdas e mudas. 

 

Quando a Procuradoria Geral da República denuncia o presidente Michel Temer como chefe do quadrilhão da Câmara dos Deputados, talvez como despiste, a milagrosa cura gay dos pastores evangélicos volta a comover o povo.

 

A Justiça Federal do Distrito Federal permitiu, em caráter liminar, que psicólogos possam tratar gays e lésbicas como doentes e possam fazer terapias de “reversão sexual” sem sofrer nenhum tipo de censura por parte do Conselho Federal de Psicologia (CFP). Esse tipo de tratamento é proibido por meio de uma resolução editada pelo CFP em 1999, já que desde 1990 a homossexualidade deixou de ser considerada doença pela Organização Mundial da Saúde. Acrescente que o SUS, o Sistema Único de Saúde, a previdência dos pobres, não oferece serviços psicológicos e psiquiátricos. 

 

Por que não tentamos tratar pedófilos em vez de homossexuais? - Pergunta Breiller Pires 

 

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