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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

26
Out18

PRESIDENTE NACIONAL DE IGREJA EVANGÉLICA PEDE VOTO EM HADDAD

Talis Andrade

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O pastor evangélico Ricardo Gondim declarou, em um vídeo nesta quinta-feira (25), apoio ao candidato do PT à presidência Fernando Haddad.

 

Gondim conhecido por suas posições em relação aos direitos humanos e de minorias. Presidente do Instituto Cristão de Estudos Contemporâneos e autor de diversos livros, ele contou que teve seu pai preso pela Ditadura Militar, em 1964, e que sua mãe, então grávida de gêmeos, perdeu uma das crianças.

 

"Não estamos em um período de eleição normal, o que está em jogo é a possibilidade de uma ditadura de extrema-direita, de fascismo. Minha opção agora é em Haddad, não só por ele, mas pela democracia e pelo futuro do Brasil", disse o pastor.

 

 

 

18
Out18

Bispo Emérito Dom Mauro Morelli rebate críticas de Bolsonaro à Igreja Católica: desequilibrado e vulgar

Talis Andrade

dom mauro papa.jpeg

 

 

O bispo emérito de Duque de Caxias e um dos idealizadores e percussores do programa Fome Zero, Dom Mauro Morelli, condenou os ataques desferidos pelo candidato de extrema direita à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL), contra a CNBB: "O candidato Bolsonaro agrediu gravemente e de forma gratuita a Igreja Católica, taxando a CNBB de parte podre da Igreja. De sua boca jorram asneiras e impropérios, revelando um homem desequilibrado e vulgar. Se eleito acabará defenestrado em pouco tempo", postou o religioso no Twitter

 

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247 - O bispo emérito de Duque de Caxias e um dos idealizadores e percussores do programa Fome Zero, Dom Mauro Morelli, usou sua conta no Twitter para condenar os ataques contra a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) desferidos pelo candidato de extrema direita à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL). "O candidato Bolsonaro agrediu gravemente e de forma gratuita a Igreja Católica, taxando a CNBB de parte podre da Igreja. De sua boca jorram asneiras e impropérios, revelando um homem desequilibrado e vulgar. Se eleito acabará defenestrado em pouco tempo", postou o religioso.

 

A postagem de Morelli veio na esteira de um vídeo divulgado por Bolsonaro onde ele ataca a população indígena e afirma que irá rever a demarcação de terras deste segmento da população em prol do agronegócio. No vídeo, Bolsonaro afirma que a defesa das terras indígenas conta com o apoio da "parte podre" da Igreja Católica, representada pelo Cimi (Conselho Indigenista Missionário) e pela CNBB.

 

Os ataques de Bolsonaro contra a Igreja Católica fazem parte de um crescente que vem ganhando espaço nos discursos do candidato desde sua aliança com o bispo e líder da Igreja Universal, Edir Macedo. Mcedo, que já declarou apoio a Bolsonaro, colocou à disposição da sua campanha a TV Record, além de ter escrito um livro intitulado "Plano de Poder", visando o poder de Estado, como publicado em matéria do Brasil 247.

 

Mais cedo, Dom Mauro Morelli também havia criticado membros da própria congregação que, mesmo cientes dos ataques feitos por Bolsonaro contra a Igreja Católica, visitaram o presidenciável nesta quarta-feiira (17). "Fim de picada...a CNBB é a comunhão dos Bispos católicos..não é prédio e nem estrutura....surpreso com bispo e cardeal beijando a mão do candidato nesta manhã..", postou.

 

Veja o vídeo onde Jair Bolsonaro menospreza a população indígena e ataca a CNBB.

 

Povo contra povo

.

No início da semana, pastorais sociais e outras entidades divulgaram nota alertando para um "movimento antidemocrático" na atual campanha, que "apela  ao ódio e à violência, colocando o povo contra o povo". 

 

"A Constituição sai ferida com esta intolerância que nega a diversidade do povo brasileiro, estimula preconceitos e incentiva o conflito social", diz ainda a nota. 

 

"O candidato deste movimento quer se valer de eleições democráticas em sentido contrário para dar legalidade e legitimidade a um governo que pretende militarizar as instituições, garantir impunidade aos abusos policiais, armar a população civil e reduzir ou cortar programas de direitos humanos e sociais. Em poucas palavras, é o abandono do Estado Democrático de Direito."

 

Assinam a nota: Cáritas Brasileira, Comissão Brasileira Justiça e Paz, Centro Cultural de Brasília, Conselho Indigenista Missionário, Comissão Justiça e Paz de Brasília, Conselho Nacional do Laicato do Brasil, Comissão Pastoral da Terra, Conferência dos Religiosos do Brasil, Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social, Observatório De Justiça Socioambiental Luciano Mendes De Almeida, Pastoral Carcerária Nacional, Pastoral da Mulher Marginalizada, Pastoral Operária e Serviço Pastoral do Migrante.

 

 

 

 

31
Mar18

Por que os primeiros cristãos não gostavam da imagem de Jesus crucificado

Talis Andrade

Nas catacumbas romanas, ele aparece na imagem do Bom Pastor, ou celebrando a Última Ceia com os apóstolos. Nunca morto

 

A Igreja do poder nunca se incomodou com o Jesus morto. Temeu mais ao Jesus vivo e encarnadoCristo crucificado.jpg

Imagem de Cristo em uma procissão na Espanha AP

 

 

por Juan Arias

 

A imagem de Jesus crucificado só começou a ser venerada séculos depois da morte dele, e foi o Concílio de Niceia, no ano 325, que autorizou oficialmente a imagem do crucifixo tal como o usamos hoje. Os seguidores dos primeiros séculos do cristianismo se envergonhavam de uma imagem que lhes recordava a morte atroz que os romanos infligiam aos grandes criminosos.


Desde que Paulo de Tarso declarou que “se Cristo não ressuscitou [...] é vã a nossa fé” (I Coríntios, 15), interessava aos cristãos o Jesus ressuscitado, não o sacrificado em uma madeira, como um assassino qualquer. Daí que nos primeiros séculos do cristianismo não existissem pinturas nem esculturas de Jesus crucificado, só um Cristo glorioso. Leia mais 

 

Na verdade, se fez política e até mesmo drama com a crucificação para fomentar-se a teologia da cruz e do pecado, em detrimento da teologia da ressurreição e da esperança.

 

Para a Teologia da Libertação, por exemplo, a crucificação é o símbolo de todos os torturados e assassinados injustamente na história da humanidade, e a ressurreição é a grande esperança de todos os excluídos. Essa teologia, tão enraizada na América Latina, tentou ser uma volta ao cristianismo primitivo, no qual se destacava a imagem do Bom Pastor em vez da do crucificado. Entretanto, a Igreja, que até o papa Francisco ainda se revestia com os símbolos do poder dos imperadores romanos, preferiu inculcar a teologia do medo do inferno.

 

A Igreja do poder nunca se incomodou com o Jesus morto. Temeu mais ao Jesus vivo e encarnado, solidário com essa parte da humanidade que, como nos tempos do profeta crucificado, sempre acaba abandonada à própria sorte.

 

10
Dez17

O CARPINTEIRO

Talis Andrade

jesus-in-the-carpenter.jpg

 

 

Como reconhecer

o Filho do Homem

se em Jerusalém

era considerado

um curandeiro  

 

Em Nazaré

não realizou

nenhum  feito

que justificasse

a fama de milagreiro  

 

Os conterrâneos

indagaram

- Não é este o carpinteiro

filho de Maria

Não vivem aqui

irmãs e irmãos 
 


02
Out17

Para a direita mulher nua pode, homem não (segunda parte)

Talis Andrade

“Isaías, tira a roupa feia de profeta que usas e passa os próximos três anos andando nu”— foi a ordem do Absoluto. De Deus.


Por três anos Isaías passou a ser um atentado ao pudor e dele faziam pouco caso os conservadores do MBL da época.

 

Isaías era desprezado e odiado por denunciar o comportamento dos ricos e latifundiários, dos que vivem em grandes festas custeadas pelo trabalho dos pobres, dos que exploram o povo negando-lhe a justiça e dos que se fazem grandes e importantes vivendo em grandes banquetes (5:8-24).

 

Ai daqueles que juntam casa com casa e emendam campo a campo, até que não sobre mais espaço e sejam os únicos a habitarem no meio do país. (5:8)

 

Pode-se afirmar que Isaías é o profeta que mais fala sobre a vinda do Messias, descrevendo-o ao mesmo tempo como um "servo sofredor" que morreria pelos pecados da humanidade:

 

"Mas Ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados". (Is 53:5)

 

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Crucifix, in Monasterio de San Lorenzo, El Escorial, por Benvenuto Cellini, 1562 

 

No meu poema O Crucificado, rezo:

 

Agora entendo, Senhor,
a imensa e eterna solidão
de quem está preso
à árvore da desolação.
Agora entendo
o terror dos pregos
fixando os teus pés
de andarilho,
o terror dos pregos
lancinando a carne.
Agora entendo o ultraje
de cobrirem tua nudez
com um manto escarlate,
ornamento e cor
privativos dos césares
nas reuniões solenes.
Agora entendo
a humilhação, a dor
dos espinhos ferindo
tua fronte
que não faz sete dias
quiseram coroar.

 

Transcrevi trechos. Leia mais 

 

Escreve padre Otoniel Palácio: Após ter defendido, durante algum tempo, a tese de que Jesus foi crucificado vestido do "subligaculum", não pude deixar de considerar a opinião de todos os antigos escritores da Igreja. Todos falam de "nudus, nudita, gymnos, gymnesthai - nu, nudez, nu, ser desnudado". O grande pregador João Crisóstomo, por exemplo, escreve: " Ele foi conduzido nu à morte - epi to pathos efeto gymnos ", e "eistekeigymnos eis meso ton ochlon ekeinos - ficou nu no meio daquela multidão". Encontrei também um texto de Efrem, o Sírio, (Sermão VI sobre a Semana Santa) em que ele diz que o Sol se escondeu diante da nudez de Jesus. Em outra passagem escreve ele: " A luz dos astros se obscureceu porque fora completamente despido Aquele que veste todas as coisas". Eis aqui, finalmente, uma afirmação ainda mais conclusiva de JOão Crisóstomo. Ele diz que Jesus, antes de subir à cruz, despojou-se do velho homem tão facilmente como de suas vestimentas, e acrescenta: "Agora está ungido como os atletas que vão entrar no estádio" ( Homilia sobre a Epístola aos Colossenses ). Leia mais 

 

 

 

 

01
Out17

Para a direita mulher nua pode, homem não (primeira parte)

Talis Andrade

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 São João Batista por Leonardo da Vinci

 

 

Escrevi poemas sobre


1. O rei David saiu dançando nu pelas ruas de Jerusalém para ser coroado rei.


2. São Francisco, na igreja lotada de piedosos cristãos, tirou as luxuosas vestes de seda e ficou nu.


3. São Batista andava praticamente nu.


4. Quantos brasileiros se despem para as 500 mil prostitutas infantis que vendem o corpo de oito a dez vezes por dia?

 

Poemas espalhados por treze livros que publiquei, e se for fácil encontrá-los transcreverei aqui n'O Correspondente.

 

Poemas que ninguém leu, porque cada livro teve tiragem de 22 exemplares (edições do autor sem dinheiro e que, por orgulho besta, não aceita patrocínio de governos).

 

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 São Francisco, despojamento das vestes, por Giotto 

 

 

O Brasil de abestalhados não discute salário, fome, doenças do Terceiro Mundo, moradias em áreas de risco, o bíblico descanso do domingo, o tempo dos pais para cuidar das crias, a estabilidade no emprego cassada pela ditadura militar de 1964, tortura nunca mais, diretas já, independência ou morte, o entreguismo da Amazônia pelo preconceituoso e racista general Mourão, o golpe de Temer comprado pelo quadrilhão da Câmara dos Deputados e pela Fiesp, a venda de indulgências pelas igrejas evangélicas, o retorno da TFP, a dinheirama do MBL e outros temas censurados pela grande imprensa.  

 

Do Brasil a diversionista pesquisa de quem ganha as eleições em 2018, a improvável pedofilia da nudez em uma exposição do MAM, esquecendo a tradição do incesto que não é crime, a cultura ampla, geral e irrestrita do estupro, motivando suicídios de crianças e adolescentes, prática de um patriarcalismo responsável pela violência contra as mulheres e hediondos assassinatos feminicidas. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

28
Jun17

Jesus nunca usou a palavra pecado

Talis Andrade

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Jesus usava a palavra certa. Crime. Chamar um crime de pecado é querer suavizar,  camuflar, esconder um ato profundamente corrupto, repugnante, imundo, horrendo, indiscutivelmente nojento, segundo os padrões da moral vigente.

 

Sou pela volta dos pecados capitais, e assim sendo favorável à reforma trabalhista, pela felicidade do povo em geral.

 

Os crimes praticados contra o trabalhador começaram com o primeiro ato institucional da ditadura militar de 64, quando foi cassada a estabilidade no emprego. E o rasga da CLT continuou nos chamados governos democráticos de Fernando Henrique, criando os pejotas, a terceirização perpetrada por Joaquim Levy ministro de Dilma Rousseff, indicado pelo Bradesco.

 

O Henrique Meireles, que continua a política econômica adotada por Roberto Campos e Delfim Neto, é o mesmo Mei reles ou todo reles presidente do Banco Central nos tempos de Lula.

 

Pretender tirar todos os direitos trabalhistas não é reforma. Nunca foi.

A reforma costuma ser uma iniciativa ou um projecto que procura implantar uma inovação, uma melhoria nalgum sistema.

A reforma pretendida por Michel Temer, como chefe da Orcrim, visa beneficiar o patronato, as empresas multinacionais do império capitalista, os banqueiros agiotas conforme os ditames do FMI.

 

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OS PECADOS CAPITAIS DO SÉCULO XXI

 

Não vou citar o atual Papa Francisco, que a direita condena como "comunista" e "ateu". E sim um Papa chamado de "nazista", Bento XVI, alemão de nascença, e que pertenceu à juventude de Hitler, e combateu contra os Aliados na Segunda Grande Guerra.

Pontificou Bento que os humanos desenvolveram sete pecados capitais modernos. Eles são:

 

Pressa: Uma pessoa apressada não tem tempo para Deus.

Pela carga horária desejada por Temer, o trabalhador não tem tempo para descanso, para dedicar à família, o que explica o atual abandono de crianças e adolescentes, o que motiva suicídios.

Fica desmoralizada a invenção da lenda da baleia azul, existente apenas nos países em crise no Terceiro Mundo. A baleia azul assume os crimes do governo e outros.

 

Para Bento XVI, outro pecado capital Causar Pobreza: Retirar dinheiro dos outros por avareza. Prática comum da agiotagem bancária, dos prestamistas, do roubo do empréstimo consignado para funcionários públicos, que cobra os impagáveis

juros sobre juros, tal como acontece com a dívida externa do Brasil.

  

Também constitui pecado capital Ser muito rico: Causa desigualdade social, o que é inaceitável, pois todos são iguais perante Deus.

 

E causar Injustiça Social: Nada mais injusto que o nababesco, principesco salário acima do teto constitucional em um país que paga o salário mínimo do mínimo, e as existências de duas justiças, de duas polícias.

 

Existem mais dois pecados capitais:

Interferir no Meio Ambiente: Adicionar imperfeições na Criação de Deus. Permitir a multiplicação das favelas. Mil e cem favelas na Capital Rio de Janeiro. Mais de duas mil na Capital São Paulo. Nada mais absurdo que a construção de moradias indignas, principalmente em áreas de risco.

 

Interferir no próprio corpo: Usar drogas como acontece com as prostitutas infantis. Que entorpecem o corpo para suportar de oito a dez estupros diários. As vaginas pequenas e estreitas sangram. O sexo das meninas uma dolorida, uma ferida aberta.

 

O tráfico de órgãos rende bilhões. Vender parte do corpo `a medicina de vanguarda passou a ser um meio de vida ou morte.

 

AUTO_william auxílio moradia justiça salário pr