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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil. As melhores charges. Compartilhe

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O CORRESPONDENTE

21
Out22

Pintou um clima, por Hildegard Angel

Talis Andrade

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por Hildegard Angel

"Pintou um clima" num velhote tarado e ele abusou dessas duas meninas da foto, de 6 e 7 anos, deixadas sós enquanto a mãe saiu para procurar emprego...

Muitas mulheres já me relataram abusos sofridos na infância. Uma amiga de minha mãe, no leito de morte, confidenciou-me, fazendo-me prometer não contar pra ninguém, nem à sua filha, que quando menina foi abusada pelo marido rico de sua mãe. Abriu-me seu coração e partiu aliviada do peso de seu segredo, como se fosse dela a culpa por ter "pintado um clima" no padrasto abusador.

Ouvi de uma mulher mais jovem o relato de um pai que lhe fazia carícias sexuais, e ela até hoje enfrenta o trauma de ter causado o "clima" que "pintou" em seu pai.

Começamos a fazer teatro ainda adolescentes. Mamãe assistia a quase todos os espetáculos, e nos levava depois pra casa. Hoje vejo seu esforço extraordinário para nos manter tão protegidas.

Mas o inimigo costuma estar mais próximo do que as mães supõem. Havia solícitos pais de amigas, "com olhar esquisito", que insistiam em dar carona às meninas. Fugíamos deles. Escapamos de "pintar um clima".

Uma viúva rica da rua, com três filhas, arrumou um namorado. A vizinhança faladeira o chamava de "gigolô" porque sua primeira providência foi aparecer de pijama na sacada de frente pra rua, "demarcando o território".

Éramos amicíssimas das meninas, e zanzávamos de uma casa à outra, mantendo sempre cautelosa distância do "gigolô". Um dia, calhou de eu estar lendo na sala da casa das amigas, e o indivíduo entrou e deu uma ordem: "Levanta a blusa!". Eu devia ter 7 ou 8 anos. Fiquei vermelha "como um pimentão". Eu era daquelas que ruborizavam, envergonhadas. Ele insistiu. Eu, paralisada. Calmamente, ele levantou a minha blusa, olhou. Não sei se me tocou. É difícil lembrar. Fui educada a respeitar os mais velhos, e sempre fui obediente. Não sabia como agir se "pintasse um clima" perto de mim.

A minha experiência de assédio na infância, ainda bem, parou por aí. Nunca tive coragem de contar a ninguém, nem mesmo a minha irmã. Era a minha "verdade secreta". Não é mais.

Fujam, crianças. E contem, falem tudo, ser assediada não é sua vergonha. É vergonha dos homens depravados, em quem "pintam climas". É vergonha dos "broxáveis", que precisam da devassidão para estimular sua impotente virilidade.

Poder não é ser Presidente da República. É encarar sua canalhice, seu tamanho de anão moral em quem "pintam climas", e reconhecer que não tem poder nem sobre a própria indignidade. 

10
Out22

Damares Alves ministra escondeu a prostituição infantil

Talis Andrade

Cartaz contra a Pedofilia | Portfolio

Brasília uma cidade enferma. Elegeu uma mentirosa, sexualmente doente. Temas preferidos de seus discursos: estupro, incesto, práticas sexuais com crianças e adolescentes. Ministra dos Direitos Humanos, da Família, da Mulher, da Criança, do Adolescente, Damares Alves nada fez.

Veja neste post reportagem: Vítimas de exploração sexual, crianças com a infância negada falam com Cabrini. As fantasias eróticas de Damares escondem a brutal realidade: o Brasil possui 500 mil crianças prostitutas infantis.

Seus brinquedos são substituídos por drogas e armas. A fantasia dá lugar a um mundo de crimes e violência, onde a infância é negada. Vítimas de exploração sexual, crianças revelam uma realidade obscura no Brasil. De grandes metrópoles, ao litoral do Nordeste e estradas do país. Inclusive a presença de estrangeiros, atraídos pelo turismo sexual, a promessa de sexo fácil e impunidade. 

A danação é que Damares esquece que as crianças e adolescentes são vítimas, são escravas sexuais. 

Os cafetões, os proprietários de prostíbulos oferecem drogas para entorpecer o corpo das crianças, a dor das penetrações na estreita vagina e dos sangramentos no ânus.

Para Damares: “Tem abuso que é prazeroso para a criança porque o pedófilo sabe como tocar. O abusador sabe onde tocar, e às vezes desperta prazer. O nosso corpo foi feito para o prazer". 

Damares tem uma mente doentia

cynara menezes
@cynaramenezes
ela inventa um monte de sujeira que só pode sair de uma mente doentia. metade dos vídeos desse post onde denunciei as perversões de damares em 2019 eles já tiraram do ar
Damares conseguiu superar os grandes clássicos da literatura erótica em termos de perversões. Em menos de dois meses, o catálogo da ministra já reúne as mais doentias teorias sobre sexo já vistas. De onde é que eles tiram estas coisas? Freud explica. Leia mais aqui
Ricardo Caco Garcia Oliveira
"Tem que ser investigada": Damares é cobrada por omissão em suposto caso de "crianças que têm dentes arrancados para sexo oral"
Solange LulaLulaa Sem medo de ser feliz! Lu
@SolangeFerrer
alo @STF_oficial @gilmarmendes @alexandre isso é muito serio voces precisam tomar conhecimento do esta mulher fala, se for verdade precisa ser apurado e se for mentira ela precisa ser punida por isso, é muito serio, isso causa terror
 

Acontece na terra do presidente da Câmara dos Deputador, Arthur Lira, que indicou mais de 300 milhões do orçamento secreto:
 

 

16
Set22

"Tem criança com fome": internautas se revoltam com veto de Bolsonaro ao reajuste da merenda escolar

Talis Andrade

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Repasses da merenda escolar não são reajustados há cinco anos. Crianças são obrigadas a dividir até um ovo com outros colegas

 

247 - Internautas de todo o país levaram o termo "tem criança com fome" aos assuntos mais comentados do Twitter nesta sexta-feira (16) em função da revelação de que os valores dos repasses da merenda escolar não são reajustados há cinco anos e que o último aumento, aprovado em agosto pelo Congresso Nacional, foi vetado por Jair Bolsonaro (PL) sob a alegação de que isso poderia estourar o teto de gastos. 

O travamento do reajuste, associado à alta da inflação dos alimentos, que chegou a 26,75% entre maio de 2021 e maio deste ano, tem levado muitas escolas a carimbarem a mão de crianças para que estas não repitam o prato de comida

Os alunos são obrigados até mesmo a dividir ovo com colegas. Houve redução em itens básicos como arroz e carne. A situação deverá se repetir ao longo do próximo ano, uma vez que o Projeto de Lei Orçamentária enviado ao Congresso também não prevê reajuste para o exercício de 2023.

A merenda escolar é assegurada pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), que atende cerca de 41 milhões de estudantes em todo o país. Sem reajuste, os valores diários per capita repassados pelo programa para Estados e municípios são de R$ 1,07 para as creches, R$ 0,53 para a pré-escola e de R$ 0,36 para o ensino fundamental e médio. 

Um estudo da Rede Penssan (Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional), divulgado na quinta-feira (15), aponta que 37,8% dos lares com crianças de até 10 anos sofrem com a fome ou redução da quantidade e da qualidade dos alimentos. 
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Senador Paulo Paim
@paulopaim
Esta foto é chocante. Crianças nas escolas públicas dividem até ovo. Cenas assim se alastram pelo Brasil. Repasses para a merenda não crescem há 5 anos. Atual governo federal veta reajuste para 2023. É a política do prato vazio, da fome. É muita crueldade. Basta!
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09
Jul22

Sopa de osso para estudante pobre

Talis Andrade

Tá osso - Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região

Fernando Cássio
@endromina
OSsIFICAÇÃO ESCOLAR É SOPA DE OSSO PARA ESTUDANTE POBRE Na de hoje, rebato os argumentos do PL que propõe contratar Organizações Sociais para a gestão de escolas municipais em SP. O jornal também publicou um editorial favorável à medida, que tentei responder à altura.
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GOVERNO BOLSONARO: POVO JÁ PODE ESCOLHER ENTRE “OSSO DE PRIMEIRA” E “OSSO  DE SEGUNDA” – Blog do Cardosinho
09
Jul22

Menores de 12 anos ‘pagaram com vida’ por atraso nas vacinas, diz epidemiologista

Talis Andrade

“De forma geral, os adolescentes entre 12 e 17 anos estavam protegidos pela vacina. Em que pese a absurda fala do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, no segundo semestre de 2021, criticando o que chamou de ‘campanha antecipada’ dos estados, sob a falaciosa argumentação de que à época existiriam ‘eventos adversos a serem investigados’”, analisou o especialista. “O tempo mostrou que não passava de falácia negacionista“. BA.4 e BA.5 avançam Ontem a Rede Genômica da Fiocruz informou que as linhagens BA.4 e BA.5 da ômicron seguem se disseminando pelo país. Ambas já representam 25% dos casos sequenciados durante a segunda quinzena de junho. Em maio, elas respondiam por cerca de 8% dos casos. Ao mesmo tempo, a subvariante BA.2 vem perdendo poder de contágio. Desse modo, a situação é semelhante ao que ocorre na América do Norte e na Europa. Nesse cenário, os pesquisadores esperam uma maior indicência de reinfecções. Esse fenômeno vem ocorrendo porque a BA.4 e a BA.5 têm maior capacidade de burlar a proteção das vacinas. Além disso, também são capazes de contornar a imunidade adquirida por infecções anteriores causadas por outras subvariantes. Assim, entre 16 e 30 de junho, a Fiocruz identificou geneticamente 81 casos de reinfecção por covid-19. Destes, 68 estão associados às linhagens da variante ômicron. Entre os casos, já há pessoas que contraíram covid-19 a partir de vírus de duas linhagens diferentes da ômicron. Os números de reinfecções, no entanto, são provavelmente muito maiores. Isso porque a Fiocruz realizou o sequenciamento de 1.745 genomas nesse período. Nesse sentido, trata-se de um número ínfimo, se comparado com a média diária de mais 57 mil casos registrados oficialmente nesse momento. | Foto: Breno Esaki/Agência Saúde DF

 

 

da Rede Brasil Atual

por Tiago Pereira

São Paulo – A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou nesta sexta-feira (8) dados preliminares de uma pesquisa apontando que, durante o auge da terceira onda da pandemia, no início deste ano, houve redução de 40% no óbitos por covid-19 em adolescentes entre 12 e 17 anos que tomaram duas doses das vacinas. Por outro lado, nas crianças entre cinco e 11 anos, que sofreram com atraso na vacinação, houve aumento de 74% na mortalidade pela doença, na comparação com o pior período da pandemia no país no ano passado.

Entre os menores de cinco anos, que ainda não contam com vacinas disponíveis, os números são piores. Na faixa entre dois e quatro anos, as mortes aumentaram 82%. Entre bebês de zero a um ano de idade, os óbitos avançaram 54%.

“Os menores de 12 anos pagaram com a própria vida pela letargia e negacionismo do governo. O mesmo segue acontecendo com os menores de cinco anos que até hoje estão sem vacinas contra a covid-19”, afirmou à RBA o epidemiologista da Fiocruz Amazônia Jesem Orellana, que participou do estudo. Somente a partir de 6 de janeiro deste ano, o Ministério da Saúde incluiu as crianças de cinco a 11 anos no esquema de vacinação.

 

Falácia negacionista”

 

O levantamento analisou dois períodos específicos. Primeiramente, quando o país enfrentou o pico da variante gama, em meio à segunda onda, entre os dias 14 de março a 3 de abril de 2021. E depois, durante o período mais crítico da onda ômicron, entre 23 de janeiro e 12 de fevereiro de 2022. Também participaram do estudo pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).

“De forma geral, os adolescentes entre 12 e 17 anos estavam protegidos pela vacina. Em que pese a absurda fala do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, no segundo semestre de 2021, criticando o que chamou de ‘campanha antecipada’ dos estados, sob a falaciosa argumentação de que à época existiriam ‘eventos adversos a serem investigados’”, analisou o especialista. “O tempo mostrou que não passava de falácia negacionista“.

 

BA.4 e BA.5 avançam

 

Ontem a Rede Genômica da Fiocruz informou que as linhagens BA.4 e BA.5 da ômicron seguem se disseminando pelo país. Ambas já representam 25% dos casos sequenciados durante a segunda quinzena de junho. Em maio, elas respondiam por cerca de 8% dos casos. Ao mesmo tempo, a subvariante BA.2 vem perdendo poder de contágio. Desse modo, a situação é semelhante ao que ocorre na América do Norte e na Europa.

Nesse cenário, os pesquisadores esperam uma maior indicência de reinfecções. Esse fenômeno vem ocorrendo porque a BA.4 e a BA.5 têm maior capacidade de burlar a proteção das vacinas. Além disso, também são capazes de contornar a imunidade adquirida por infecções anteriores causadas por outras subvariantes.

Assim, entre 16 e 30 de junho, a Fiocruz identificou geneticamente 81 casos de reinfecção por covid-19. Destes, 68 estão associados às linhagens da variante ômicron. Entre os casos, já há pessoas que contraíram covid-19 a partir de vírus de duas linhagens diferentes da ômicron.

Os números de reinfecções, no entanto, são provavelmente muito maiores. Isso porque a Fiocruz realizou o sequenciamento de 1.745 genomas nesse período. Nesse sentido, trata-se de um número ínfimo, se comparado com a média diária de mais 57 mil casos registrados oficialmente nesse momento.

27
Jan22

CNMP confirma demissão de Castor de Mattos, mas é preciso investigar também seu chefe, Dallagnol

Talis Andrade

www.brasil247.com - O outdoor, Dallagnol e Castor

 

O caso do outdoor, que envolve também crime de falsidade ideológica, parece ser apenas a ponta do iceberg de uma turma que atuava como se estivesse acima da lei

 

por Joaquim de Carvalho

Em sessão nesta quinta-feira, 27/01, o Conselho Nacional do Ministério Público manteve a demissão do procurador Diogo Castor de Mattos, integrante da extinta Lava Jato e ex-estagiário de Deltan Dallagnol.

Castor de Mattos havia apresentado embargos de declaração e, em um recurso apresentado por seus advogados durante o recesso, conseguiu do plantonista efeito suspensivo da decisão que o afastou em outubro do ano passado.

Na sessão de hoje, o relator do caso, Oswaldo D'Albuquerque, votou pelo improvimento dos embargos de declaração, no que foi acompanhado por todos os conselheiros, exceto Antonio Edílio Magalhães Teixeira, indicado pelo Ministério Público Federal para CNMP e autor da decisão que concedeu o efeito suspensivo.

Com essa decisão, o procurador-geral da República, Augusto Aras, tem por dever de ofício encaminhar a demissão de Castor de Mattos, que precisa ser homologada pelo STF.

Castor de Mattos assumiu ter sido o contratante do outdoor de autopromoção da Lava Jato instalado em Curitiba, depois que rumores sobre o caso chegou até a corregedoria do Ministério Público Federal.

O outdoor dizia: “Bem-vindo à República de Curitiba. Terra da Operação Lava Jato, a investigação que mudou o país. Aqui a lei se cumpre. 17 de março – 5 anos de Operação Lava Jato — O Brasil Agradece”.

Mensagens acessadas por Walter Delgatti Neto deram conta de que o corregedor da época, Oswaldo Barbosa, perguntou a Dallagnol se a publicidade, vetada pela Constituição, tinha sido iniciativa da força-tarefa ou de algum integrante dela.

Dallagnol negou e, quando veículos de imprensa questionaram o MPF, ele orientou a assessoria de imprensa a também negar que a autorização fosse dele ou de algum procurador da força-tarefa.

“Temos só que dizer que não é nosso e não sabemos de quem é, mas recebemos esse tipo de manifestação como sinal de carinho da sociedade ou algo assim”, escreveu.

Os rumores aumentaram, e Castor de Andrade acabou se afastando da Lava Jato, com um atestado médico assinada por um psiquiatra. Ao comunicar a saída do ex-estagiário de Dallagnol, a Lava Jato omitiu a questão do outdoor.

O corregedor também arquivou a investigação contra Castor de Mattos e a classificou como sigilosa.

O caso teria morrido se o o Centro de Direitos Humanos e Memória Popular de Foz do Iguaçu, representado pelo Coletivo de Advogadas e Advogados pela Democracia, não insistisse junto ao MPF e ao CNMP na necessidade de investigação.

A Polícia Federal esbarrou no caso em uma investigação paralela, sobre outro tema, e descobriu que a contratação do outdoor foi feita com o uso fraudulento de dados do músico João Carlos Queiroz Barbosa, o JC Batera.

O uso indevido de dados de outra pessoa caracteriza crime de falsidade ideológica. Castor de Mattos assumiu o pagamento, mas não há no processo disciplinar que acabaria aberto no CNMP nenhuma comprovação de que ele, efetivamente, pagou pela publicidade.

Em quase três anos, por conta do foro privilegiado de Castor de Mattos, nenhuma investigação criminal foi feita.

Tânia Mandarino, do Coletivo de Advogadas e Advogados, diz que exigirá a apuração imediata do crime de falsidade ideológica. Sem o foro, Castor responderá na Justiça estadual do Paraná.

A advogada diz que há razões para suspeitar que Castor de Mattos não agiu sozinho. E é importante registrar que Deltan Dallagnol tinha no procurador uma pessoa da extrema confiança.

Em seu livro “A luta contra a corrupção — a Lava Jato e o futuro de um país marcado pela impunidade”, Dallagnol conta que o ex-estagiário foi um dos primeiros procuradores que ele indicou para compor a força-tarefa.

“Diogo, na época calouro e aprendiz na equipe, foi meu estagiário e é das pessoas mais indignadas com a impunidade dos colarinhos brancos”, escreveu (página 59).

Em outro trecho, ele atribui a uma frase de Castor de Mattos a inspiração para promover a campanha “10 Medidas” contra a corrupção". Segundo seu relato, os dois estavam fazendo compras no supermercado em 18 de setembro de 2014, quando o ex-estagiários teria dito:

“Deltan, nós poderíamos aproveitar a Lava Jato para propor mudanças no sistema.”

O que Deltan omite no livro é que Diogo Castor de Mattos também foi portador de um recado do então presidente do Podemos no Paraná, o milionário Joel Malucelli, para que ele entrasse na política.

Conforme as mensagens acessadas por Delgatti, Malucelli encontrou Castor de Mattos em um clube de elite do Paraná, quando então conversaram sobre a popularidade do então coordenador da Lava Jato e a possibilidade de disputar uma vaga no Senado pelo Podemos.

Poupado pela Lava Jato, Malucelli foi investigado pelo Ministério Público do Paraná por corrupção e acabaria fazendo acordo de delação.

Dallagnol refletiu sobre o convite e, em gravações registradas para si mesmo no Telegram, avaliou que a candidatura só seria viável se houvesse procuradores candidatos a deputado em outros Estados. Acabou adiando o projeto da própria candidatura para 2022.

A relação de Dallagnol com Castor de Mattos também passou por manobras que garantissem ao irmão do ex-estagiário continuar promovendo acordos de delação premiada na Lava Jato, que renderam cifras milionárias para o escritório da família.

Dallagnol orientou Castor a não atuar no caso da Toshiba e a assinar peças sempre com outros integrantes da força-tarefa.

A relação entre os dois também pode ser vista na evolução patrimonial de Deltan Dallagnol. 

Um dos dois apartamentos de um andar que ele tem no prédio de luxo do Juvevê, em Curitiba, pertencia ao tio de Castor de Mattos, ex-secretário de Estado no Paraná em vários governos, inclusive o de Álvaro Dias.

Com uma relação tão próxima como esta, é razoável mesmo suspeitar que dificilmente Castor de Mattos teria a iniciativa de fazer publicidade da Lava Jato sem o conhecimento daquele que chama de "professor".

Portanto, no caso do outdoor, é preciso investigar também Deltan Dallagnol. Como ele mesmo diz em seu livro, é necessário mudar a história de “um país marcado pela impunidade”.

 

Mil vezes mais fácil deixar milhares de brasileiros inocentes apodrecerem na cadeia do que (não digo prender) demitir um procurador corrupto, um magistrado incompetente, parcial, suspeito. A maior penalidade que um juiz pode sofrer é a anistia antecipada para todos os crimes, e o prêmio de uma aposentadoria precoce

 

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Capa do jornal Folha de S.Paulo 27/01/2022Capa do jornal O Globo 27/01/2022

Capa do jornal Jornal Daqui 27/01/2022

Capa da revista ISTOÉ 21/01/2022

Capa da revista Veja 21/01/2022

06
Jan22

Bolsonaro: "Qual o interesse daquelas pessoas taradas por vacina?"

Talis Andrade

vacina a passo de tartaruga.jpeg

 

Bolsonaro sobre vacinação de crianças: “Qual o interesse da Anvisa?”

 

 

Após o Ministério da Saúde anunciar as regras para vacinação de crianças, o presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a desestimular a imunização do público infantil nesta quinta-feira (6/1).

Bolsonaro ainda alfinetou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que autorizou em dezembro a aplicação de doses pediátricas da vacina Pfizer em crianças de 5 a 11 anos.

“Você pai e você mãe, vejam os possíveis efeitos colaterais. A própria Pfizer diz que outros possíveis efeitos colaterais podem acontecer a partir de 22, 23 ou 24 anos. E você vai vacinar teu filho contra algo que o jovem, por si só, uma vez pegando o vírus, a possibilidade dele morrer é quase zero?”, disse o titular do Palácio do Planalto, sem apresentar provas, em entrevista à Rádio Nova FM, de Pernambuco.

“O que está por trás disso? Qual o interesse da Anvisa por trás disso aí? Qual o interesse daquelas pessoas taradas por vacina? É pela sua vida, pela sua saúde?”, continuou o chefe do Executivo federal.

Apesar de Bolsonaro dizer que “desconhece” casos de mortes por Covid-19 em crianças na referida faixa etária, o Brasil registrou 301 mortes de crianças entre 5 e 11 anos em decorrência do coronavírus, desde o início da pandemia até o dia 6 de dezembro. Isso corresponde a 14,3 mortes por mês, ou uma a cada dois dias, segundo dados da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização da Covid-19.Image

 

O mandatário voltou a declarar que não vacinará Laura Bolsonaro, sua filha caçula de 11 anos, e classificou a decisão da agência como “lamentável”. “A Anvisa lamentavelmente aprovou vacina para crianças entre 5 e 11 anos de idade. Minha opinião é que minha filha de 11 anos não será vacinada”, disse o presidente. Leia mais

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06
Jan22

A cada 2 dias, uma criança de 5 a 11 anos morreu de Covid no Brasil

Talis Andrade

criança hospitalizada

 

Anvisa aprovou a aplicação do imunizante Pfizer em crianças de 5 a 11 anos. Porém, Ministério da Saúde ainda não autorizou vacinação

 
 

O Brasil registrou 301 mortes de crianças entre 5 e 11 anos em decorrência do coronavírus desde o início da pandemia até o dia 6 de dezembro. Isso corresponde a 14,3 mortes por mês, ou uma a cada dois dias, segundo dados da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização da Covid-19. Esse é o grupo etário para o qual a Anvisa aprovou a aplicação do imunizante da Pfizer na última semana. O Ministério da Saúde, contudo, ainda não deu o aval para o início da vacinação.

Os dados também mostram que 2.978 crianças receberam diagnóstico de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por Covid-19, com 156 mortes, em 2020. Neste ano, já foram registrados 3.185 novas infecções e 145 falecimentos. No total, o país contabiliza 6.163 casos e 301 óbitos. Segundo a Conitec, além dos casos de SRAG por Covid-19, até o último dia 27 de novembro, foram confirmados 1.412 casos da Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica associada à Covid-19 em crianças e adolescentes de zero a 19 anos – entre os diagnosticados, 85 morreram.
 

A Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização (CTAI) já se manifestou a favor da imunização para o público infantil. De acordo com a entidade, informações preliminares asseguram que a aplicação da vacina apresenta “um risco substancialmente menor” de eventos adversos, se comparado “com o risco previamente observado em adolescentes e adultos jovens após a vacinação”. O órgão foi criado em agosto deste ano para ajudar o governo a elaborar as políticas de vacinação contra a doença.

Os benefícios são muito maiores do que os riscos, pilar central de avaliação de qualquer vacina incorporada pelos diversos programas de vacinação, seja no Brasil ou no mundo”, diz um trecho do documento.

As mortes de crianças por Covid-19 superam a média anual de óbitos por doenças circulatórias, paralisia cerebral e câncer no cérebro, algumas das principais causas de mortalidade na faixa etária de 5 a 11 anos no Brasil.

“Hoje a Covid-19 é a doença prevenível por vacinação que mais mata as crianças e adolescentes brasileiros. Se as pessoas não hesitam em se vacinar ou vacinar seus filhos contra sarampo, meningite, coqueluche, não há razão para ter dúvidas sobre a vacinação contra a Covid. As vacinas têm se mostrado de enorme segurança, com quase 10 milhões de doses aplicadas no mundo, e riscos menores até do que em adolescentes”, explica o infectologista Renato Kfouri, presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria, ao jornal O Globo.

 

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25
Dez21

A vacinação de crianças virou uma questão religiosa

Talis Andrade

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O pastor Silas Malafaia decidiu entrar de cabeça na cruzada bolsonarista contra a vacinação de crianças entre 5 e 11 anos de idade. Em um dos seus perfis nas redes sociais, o religioso, que é apontado pelo clã Bolsonaro como principal conselheiro do presidente, fez 15 publicações seguidas nas últimas 24 horas criticando a aprovação da imunização infantil pela Anvisa.

Silas Malafaia
Vacinar crianças é um absurdo! O índice não possui nenhuma expressão para se preocupar em vaciná-las agora. O interesse bilionário de laboratórios para vacinar crianças.
 

Malafaia diz em suas publicações que há riscos para gerações futuras após a aplicação do imunizante da Pfizer. Nenhuma das afirmações do pastor tem sustentação no meio científico.

Para ele, a medida aprovada pela Anvisa de liberar a imunização de crianças atenderia a um interesse financeiro dos laboratórios. A medida, no entanto, é tida por especialistas ao redor do mundo como uma forma de conter o avanço da nova variante ômicron da Covid-19. Outros países já iniciaram a imunização da faixa etária infantojuvenil. 

O arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, defendeu a vacinação infantil no Brasil durante seu discurso na Missa do Galo, realizada na sexta-feira (24), véspera de Natal. Ele pediu ao Menino Jesus que dê “uma forcinha” para que a imunização das crianças brasileiras aconteça o quanto antes.

“Dai força para as crianças sem afeto, sem amor, sem colo dos pais por tantos motivos. E menino Jesus, dá uma forcinha para que a vacina das crianças do Brasil chegue o quanto antes. Um grande presente de Natal à saúde de nossos filhos, de nossas crianças e de nossos netos”, disse o arcebispo.

Na missa, Dom Orlando também lamentou as mortes ‘sentidas’ pelas crianças. Transcrição de frases:

“Nesta noite, olhando nos olhos do Menino Jesus, nós dizemos: console tantas crianças que perderam os avós, o pai e a mãe nesta pandemia.

Menino Jesus, consola esses órfãos. 

Menino Jesus, quantas crianças vítimas da bala perdida; traga-nos a paz, Menino Jesus.

Menino Jesus, em muitos países do mundo tem a criança soldado, a criança com fuzil para matar.

Menino Jesus, nos livre do abuso de crianças e do trabalho escravo”.

 

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15
Nov21

Crueldade do governo Bolsonaro: Apenas 1 em cada 4 crianças realiza as três principais refeições do dia

Talis Andrade

 

Por Amanda Lüder, GloboNews

Somente 1 em cada 4 crianças atendidas nos serviços de Atenção Básica realiza, no mínimo, as três principais refeições do dia — café da manhã, almoço e jantar. É o que mostra a pesquisa feita pelo Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) do Ministério da Saúde, obtida pela Globonews por meio da Lei de Acesso à Informação.

 

Em todo o Brasil, entre janeiro e outubro de 2021, apenas 26% das crianças atendidas pelo SUS, com idades entre 2 e 9 anos, realizavam pelo menos essas três principais refeições.

 

No ano passado, o índice foi ainda pior: apenas 21% das famílias entrevistadas pelo SISVAN disseram que as crianças consumiam ao menos três refeições por dia — ou seja, somente 1 em cada 5 crianças.

O SISVAN é uma ferramenta de monitoramento da situação alimentar e nutricional da população atendida nos serviços de Atenção Básica no Brasil. Ou seja, monitora as famílias atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com Naércio Menezes Filho, membro do Comitê Científico do Núcleo Ciência pela Infância (NCPI), as crianças mais atingidas pela fome são especialmente as das famílias mais pobres, afetadas pela perda de emprego e, consequentemente, de renda durante a pandemia. “Geralmente, tendem a ser negras ou pardas e a morar nas regiões Norte e Nordeste”, explica. Leia mais

A pesquisa foi realizada em 14 de novembro, Dia Mundial dos Pobres. 

 

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