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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

O CORRESPONDENTE

12
Abr22

A miséria do bolsonarismo ou um ‘planetário de fake news’

Talis Andrade

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"Desbolsonarizar o Brasil significa também combater a política do ódio, do medo e a violência do aparato repressor estatal", afirma o pesquisador. Charge de Amarildo / Divulgação: eagoraecast.com

 

por Jéferson Silveira Dantas /objETHOS

 

“Deixar o erro sem refutação é estimular a imoralidade intelectual”.

(Karl Marx)

 

A expressão ‘bolsonarista’ pode ser compreendida como alguém que despreza mulheres (misoginia), minorias sexuais (homo/transfobias), povos de outras nacionalidades (xenofobia), além do acerado racismo e violência de classe; os/as bolsonaristas também ignoram a ciência e, portanto, o conhecimento sistematizado produzido ao longo do tempo pela humanidade. A (ir)racionalidade ou o senso comum bolsonarista está tão saturado no Brasil, que nos parece difícil a reversão de suas falsas premissas num curtoprazismo diante da trágica realidade social existente, realidade essa que brada os horrores da concentração de renda, do rebaixamento intelectual, da desinformação em larga escala e das fake news; da degradação humana nas ruas das grandes e médias cidades, da fome generalizada e da manipulação sistêmica da memória social.

Bolsonaro et caterva não foram importunados nesses quase quatro anos de mandato; perseguiram e criminalizaram jornalistas; entregaram e continuam entregando o patrimônio público; destruíram biomas ambientais e contingenciaram recursos para a saúde e educação públicas (em todos os seus níveis e modalidades de ensino); cometeram diversos crimes de lesa-pátria e de lesa-humanidade, sendo o mais emblemático aquele que ceifou a vida de centenas de milhares de brasileiros/as devido às práticas delituosas antivacina e anticiência – e com a acedência de representantes do Conselho Federal de Medicina e dos proprietários dos Planos de Saúde –, denunciadas de forma conclusiva e consistente pela CPI da Covid-19. Aliás, será que o Relatório final da CPI da Covid-19 irá para as calendas gregas sem qualquer efeito punitivo para o capitão reformado do exército?

As ‘pedaladas fiscais’ que destituíram Dilma Rousseff da presidência da República – um eufemismo para o golpe jurídico-midiático-parlamentar em 2016 – finalmente foi admitido por um magistrado do STF, o empolado Luís Roberto Barroso. Mas, se parte da mídia hegemônica tradicional faz ataques aos desatinos ideológicos bolsonaristas, em contrapartida, silenciou em relação às medidas macroeconômicas do escroque Paulo Guedes e sua política agressiva de privatização, além de os seus ataques aos servidores públicos de carreira (as ‘zebras gordas’, lembram?) e de seu comportamento antiético ao possuir uma empresa offshore ocupando um cargo público responsável pela direção econômica do país, denotando sério conflito de interesse e improbidade. No que tange aos delírios bolsonaristas, típicos de facções religiosas e, portanto, eivados de misticismos transcendentes e sem qualquer comprovação/validade epistemológica, concordamos com o historiador britânico E.P. Thompson que nos diz: “A diferença entre uma disciplina intelectual e uma formação meramente ideológica (teologia, astrologia, certas partes da sociologia burguesa e do marxismo stalinista ortodoxo) está exatamente nesses procedimentos e controles; pois se o objetivo do conhecimento consistisse apenas de ‘fatos’ ideológicos elaborados pelos próprios procedimentos dessa disciplina, então não haveria nunca uma maneira de confirmar ou refutar qualquer proposição; não poderia haver um tribunal de recursos científicos ou disciplinas”.

 

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O alerta de Thompson serve tanto para os/as bolsonaristas quanto para a mídia hegemônica, que age como se fosse um partido ou sujeito coletivo, determinando ad nauseam pautas contrárias à classe trabalhadora e, por isso mesmo, incapaz de se ruborizar no tribunal da História. Os grupos empresariais jornalísticos ou as famílias que comandam a mídia burguesa tradicional no Brasil cometem assassinatos históricos dia sim e dia sim (vide a cobertura anti-histórica da guerra entre Rússia e Ucrânia); apostam no acaso ou na providência divina, não lidam de forma aprofundada sobre temas macroeconômicos, pois isso mobiliza questões estruturais, colocando em xeque a lógica do mercado e o modus operandi capitalista. Pode-se dizer que a mídia hegemônica poupou o governo Bolsonaro, nunca o submetendo a constrangimentos efetivos ou contribuindo imparcialmente para a aniquilação dos crimes de responsabilidade realizados ao longo de quase quatro anos. O espírito golpista da mídia hegemônica tradicional não é novidade e num ano eleitoral pode-se inferir que haverá muita violência e tentativas de fraude; não nos enganemos. Os editoriais dos jornalões, especialmente do eixo Rio-São Paulo continuam apostando numa Terceira Via, que vai se mostrando cada vez mais liquefeita e desarticulada. Não se trata de binarismos ou de maniqueísmos rasteiros, mas o efeito de halo das mídias tradicionais continua sendo o mesmo do golpe de 2016 e do ambiente eleitoral de 2018.

Desbolsonarizar o Brasil significa também combater a política do ódio, do medo e a violência do aparato repressor estatal – polícias civil, militar e federal, Forças Armadas, além de milicianos infiltrados nessas forças oficiais de repressão – já que boa parte dos fardados apoia o capitão reformado do exército. Até o momento e, notadamente, pela influência direta do perfil protofascista de Bolsonaro, tivemos no Brasil o aumento significativo da violência física e psicológica (mais de 200%) contra jovens negros, mulheres e a comunidade LGBTQIA+, além do surgimento de dezenas de grupos neonazistas com mais de 500 células espalhadas pelo país, congregando em torno de 10 mil integrantes.

O adesismo à (ir)racionalidade bolsonarista tem conexão direta com a história colonial desse país, ou seja, bolsonaristas não são afeitos aos estudos sistemáticos (se puderem, compram títulos de graduação e de pós-graduação) e refestelam-se em cargos públicos por indicação. O clientelismo/aparelhamento bolsonarista tem promovido um verdadeiro desastre em ministérios e secretarias, pois via de regra são ineptos, arrogantes, prepotentes, assediadores e despreparados, tecnicamente. A desbolsonarização não só é necessária como basilar num país que caminha a largas passadas para a barbárie e a uma crise civilizatória sem precedentes, que têm ocasionado o aprofundamento das desigualdades sociais e um processo de dessensibilização jamais visto (ninguém parece mais se importar com as centenas de mortes diárias por Covid-19).

Como bem sintetiza a epígrafe desse texto, não há mais tempo para erros históricos ou para a inércia coletiva. Uma Frente Ampla de Esquerda permanente urge, caso contrário, as derrotas serão fragorosas e constantes. A aliança com políticos da direita para a garantia da vitória eleitoral em outubro pode ser um tiro no pé com efeitos deletérios. O narcisismo da esquerda tem de ser colocado em suspensão. Afinal, os fascistas/arrivistas das redes sociais (promotores das fake news) saíram do armário e não querem mais se esconder! Estão em todos os lugares – e armados, com a facilitação do porte de armas! Assim sendo, a imolação exercida cruel e pervertidamente pelo governo Bolsonaro e a horda bolsonarista contra a população mais vulnerável têm de ser estancada, pois o custo social tem sido avassalador!

Referências

*Planetário de fake-news – Paráfrase do livro do historiador britânico Edward Palmer Thompson intitulado “A miséria da teoria ou um planetário de erros: uma crítica ao pensamento de Althusser”, de 1978.

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31
Mar22

Lição de Democracia e Liberdade e Fraternidade para quem conspira o golpe, trama a ditadura, a tortura, o exílio e o fuzilamento do inimigo

Talis Andrade

 

Em solidariedade a Aroeira, artistas recriam sua charge sobre Bolsonaro e lançam abaixo assinado 

 

por Mônica Nunes /Conexa o Planeta

Charges, cartoons e ilustrações produzidos com talento traduzem muito bem – e com grande efeito – a realidade. E os artistas que se dedicam à essa arte – do desenho, da boa leitura e da interpretação dos fatos – têm nos ajudado a enfrentar o cenário inóspito e cada vez mais tenebroso promovido por Bolsonaro desde que assumiu o governo, em janeiro de 2019.

São um alento ou uma provocação contra a inércia como as charges criadas por Renato Aroeira, um dos mais importantes artistas brasileiros desse tipo de manifestação artística, que, esta semana, foi alvo de mais uma arbitrariedade cometida pelo ministro da justiça, André Luiz Mendonça, ex-Advogado Geral da União que assumiu a vaga deixada por Sergio Moro em abril. Tudo por causa da charge abaixo:

Angeli

Com a charge “polêmica”, Aroeira criticou a declaração de Bolsonaro que incitava seus seguidores a invadirem e filmarem hospitais, alegando que não falta estrutura para atender os pacientes com covid-19 (pelo menos dois casos de invasão foram registrados). Ela foi publicada no site Brasil 247 e reproduzida pelo jornalista Ricardo Noblat (em seu Twitter), que também foi incluído na investigação.

Rapidamente, uma onda de solidariedade uniu chargistas, escritores e jornalistas e invadiu as redes sociais com um movimento que ganhou o nome de #somostodosaroeira. Foi criado um abaixo assinado online  Pela liberdade de expressão, em solidariedade ao cartunista Aroeira – que, no mesmo dia, já reunia mais de 10 mil assinaturas e, no terceiro dia, já chegou à meta de 75 mil, que foi aumentada para 150 mil. Assina, lá!

Mas o movimento não ficou restrito à petição. Cerca de 70 chargistas do Brasil e do exterior começaram a publicar releituras da charge de Aroeira. Cada um, com seu estilo, reproduziu o desenho e assinou com o artista. Ou seja, o movimento em resposta à ameaça de Mendonca, produzirá cerca de 70 desenhos parecidos. Pois é… o governo vai abrir inquérito contra todos, agora?

“Estão fazendo uma coisa maravilhosa, que eu nunca tinha visto… Fiquei muito emocionado com isso”, declarou Aroeira ao colunista Chico Alves, do UOL. “É bobagem brigar com gente que só estava fazendo piada. Porque rindo você castiga com uma força, rapaz…”.

Gladson Targa

Nessa conversa, ele destaca uma característica intrínseca dos chargistas, que somente as pessoas obtusas não conseguem entender. O fio condutor que os move é o desrespeito. Por excelência. O objetivo é ridicularizar. “A gente mostra que aquela atitude que todo mundo está achando pomposa, circunspecta e séria, na verdade, é uma calhordice ridícula. É como se disséssemos: a sua anágua está aparecendo. Mostramos a roupa íntima, a bunda… o rei está nu. A gente é desrespeitoso por natureza”.

Aroeira lembra também que a maioria desses profissionais é humanista e, por isso, cada vez mais, bate nos opressores e não nos oprimidos, como antes. Para ele, os oprimidos mudaram sua atitude e estão mudando o mundo. E, nesse cenário, a charge pode funcionar como uma “força auxiliar”. Ele explica: “A gente ajuda as pessoas a rirem, a apontarem para o inimigo e rirem dele, ridicularizá-lo, ajudamos a fazer uma catarse ou outra, que é sempre bom”.

E a charge continua…

Latuff

Todas as reproduções e releituras da charge de Aroeira têm sido identificadas pelos artistas com a frase Charge Continuada. Exceto as que foram criadas para criticar a atitude de Mendonça ou se utilizam do tema com outro viés que não o de copiar o que foi feito por ele, como a de Angeli (que reproduzi mais acima), Latuff, Nando Motta e Quinho.

Quinho (acima e abaixo)

E, apesar do incomodo que causou a ameaça de ser enquadrado na Lei de Segurança Nacional, Aroeira não vai “dar um tempo”. Ele revelou que já está fazendo a continuação da charge de Bolsonaro nazista: “É a mesma charge, só que agora com o ministro da Justiça e o Wajngarten, da Secom, passando pano e limpando a sujeira que o Bolsonaro tinha feito”, contou à Alves.

Do ponto de vista político, Aroeira considera a atitude do ministro como “um baita tiro no pé” já que deu à sua charge muito mais visibilidade do que se tivesse ficado restrita ao site Brasil 247 e ao twitter de Noblat.

Para rebater a acusação de calúnia, citou a atitude de Picasso quando foi abordado por um oficial nazista em frente à tela Guernica. ‘Você fez isso?’. E o pintor espanhol respondeu: ‘Não, vocês fizeram’. Então, parafraseando Picasso, se Aroeira fosse abordado por Bolsonaro e perguntasse se, com a charge polêmica, ele o estava chamando de nazista, o artista responderia: ‘Não, você próprio se chamou de nazista. Eu só desenhei’. Perfeito.

A maior besta

Durante as campanhas para a eleição presidencial de 2018, uma charge de Aroeira, de 1993, se espalhou pelas redes, talvez como um apelo bem humorado e perspicaz para que os incautos observassem quem era, de fato, aquele que estava sendo apontado como a salvação da Pátria.

O artista desenhou Bolsonaro como uma espécie de dinossauro usando botas de militar nas quatro patas e o chamou de Estupidossauro Bolsonarus: a maior besta que já caminhou sobre a face da Terra. Na época, o atual presidente era um medíocre deputado federal que já falava em fechar o Congresso Nacional e entregar o governo aos militares. Só mudou de cargo.

A campanha não surtiu efeito, é verdade. Nem mesmo a divulgação de vídeos de entrevistas em que Bolsonaro dizia, em alto e bom som, que a ditadura militar foi incompetente porque deveria ter matado uns 30 mil – só a COVID-19, devido principalmente à inépcia de seu governo, já matou 43 mil pessoas! – e dizimado os indigenas como os americanos, demoveu 38% dos brasileiros da ideia de votar nesse cara.

Muita gente chegou a dizer que ele estava brincando quando dizia essas sandices. Outros argumentavam com a justificativa de que, pelo menos, ele era sincero. Viram o que quiseram e, junto com aqueles que se omitiram nas eleições (votaram em branco e nulo), colocaram os brasileiros nas mãos de um facínora.

Então, um viva aos chargistas, cartunistas e ilustradores que, todos os dias – em jornais, sites e redes sociais -, nos ajudam a driblar o desespero e a nos fortalecer para continuar lutando por democracia, por liberdade e pela vida!

Fontes: UOL, Folha de São Paulo, Correio Brasiliense, Twitter Noblat

Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na revista Claudia, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, da mesma editora, considerado pela United Nations Foundation como o maior portal no tema. Integrou a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade e, em 2015, participou da conferência TEDxSãoPaulo.

 

17
Fev22

Mais de cem cadáveres em Petrópolis e Bolsonaro ameaça com mais mortes pelo golpe e tortura de uma ditadura militar

Talis Andrade

Capa do jornal Meia Hora 17/02/2022

 

A Delegacia de Descobertas de Paradeiros (DDPA) e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) informaram que, pelo menos, 140 pessoas seguem desaparecidas após a forte chuva que atingiu Petrópolis, na Região Serrana do Rio. O número deve ser maior, mas os nomes já cadastrados foram passados por familiares.

Até o momento, são 117 mortes confirmadas pela Defesa Civil e o Governo do Estado do Rio de Janeiro.

As forças armadas ainda não apareceram para ajudar os civis. Do governo militar de Bolsonaro a ameaça de golpe. Golpe significa mais mortes. 

Não se dá golpe sem mortes, sem presos políticos, sem tortura, sem desaparecidos, sem exilados, retirantes da morte por balas ou espancamentos ou cadeira do dragão. 

Lá nas lonjuras da Europa, Jair Bolsonaro (PL) disse nesta quarta-feira (16) que as Forças Armadas serão "fiadoras" do processo eleitoral. A declaração foi concedida à Jovem Pan após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgar o documento com as perguntas das Forças Armadas sobre o processo eleitoral e as respostas da corte. Um país democrático não pode viver sob ameaça de golpe. Veja vídeos:

 

"Estou aguardando — todo o Brasil está aguardando — o que as Forças Armadas dirão sobre a resposta do TSE. Se procede, se o TSE tem razão ou se não tem razão e o porquê. E os próximos passos serão dados pelas nossas Forças Armadas”, disse Bolsonaro.

As Forças Armadas fizeram 74 perguntas à Justiça Eleitoral. As respostas foram dadas pela Secretaria de Tecnologia da Informação (STI), do TSE. Pobre Brasil ajoelhado pelo poder militar. Pela ocupação militar do governo. São mais de 8 mil e 454 cargos de civis. Um trem da alegria desgovernado.

E o governo militar de Bolsonaro é o governo da morte pelas bestas do Apocalipse. Pela Fome. São milhões de desempregados. O Brasil dos sem terra. Dos sem teto. Dos moradores de rua. Dos moradores de áreas de risco. O Brasil dos sem nada.

Mortos pela Peste. Pela covid. Milhares e milhares morreram porque tomaram remédios ineficazes, recomendados pelo charlatanismo assassino de Bolsonaro. Muitos morreram porque não tiveram acesso a um teste, não tiveram acesso a uma máscara (máscaras faltam ainda hoje), não tiveram acesso à vacina, que o governo fez campanha negacionista, demorou a comprar, permitindo a corrupção dos coronéis. O Ministério da Saúde militarizado, comandado pelo general da ativa Eduardo Pazuello, ofereceu remédios comprovadamente ineficazes. Fez propaganda do kit cloroquina que me engana e mata. O povo procurou as UTIs sem vaga. Na fila da morte,  sem direito a uma maca, sem direito a um leito hospitalar. Um povo que morreu sem ter acesso à intubação. Que morreu sem ar. Asfixiado. Vide o morticínio de Manaus. 

Os mortos da Morte morrida pela lama tóxica das barragens em Minas Gerais, pelas águas dos rios contaminados pelo mercúrio do garimpo ilegal na Amazônia. No fogo que desmata a floresta amazônica, para a passagem da boiada de Ricardo Salles. As mortes das doenças do Terceiro Mundo: malária, leishmaniose visceral, doença de chagas, doença do sono, tuberculose e as diarreicas. AS enfermidades causadas por agentes infecciosos ou parasitas, que atingem principalmente as populações mais pobres.

A morte pela Guerra das milícias que governam Petrópolis. Milícias que elegem os senadores, os deputados federais, os deputados estaduais, os vereadores, os prefeitos, os governadores do Rio de Janeiro, reduto eleitoral da família Bolsonaro. Milícias que mataram Marielle Franco, Moïse Kabagambe, que apóiam o golpe de Bolsonaro, as milícias eleitorais armadas em expansão, lideradas por partidos da extrema direita e células nazistas. 

Capa do jornal O Dia 17/02/2022Capa do jornal Correio Braziliense 17/02/2022

13
Fev22

'Temos mortos na consciência', afirma ex-líder antivacina e médico italiano

Talis Andrade

www.brasil247.com -

Quantas assassinos existem no Brasil, inclusive de crianças?

 

247 - O médico Pasquale Bacco, líder antivacina na Itália, se diz arrependido e abandona o movimento do qual foi um dos principais nomes no país durante a pandemia da Covid-19. 

O motivo da mudança de posição, segundo ele, foi a morte de um homem de 29 anos, que tinha vídeos de discursos seus no celular.

"A família dele me contou que ele era meu fã. Não me falaram isso com raiva, pelo contrário, o que só faz doer mais. Sinto como se essa morte fosse minha culpa. Quando vi realidade com os meus próprios olhos, vi que estava errado", disse Bacco em entrevista ao jornal italiano Corriere della Serra.

O médico conta que participou de centenas de atos negacionistas pelo país. "Acredito que nós, que subimos aqueles degraus [palanques], temos mortos em nossas consciências. Todos nós antivacina fomos grandes covardes. Fomos às praças e, quando falávamos, sabíamos que as pessoas queriam escutar coisas fortes. Então provocamos mais e mais: há água de esgoto nas vacinas, os caixões de Bergamo estão todos vazios, ninguém morreu de Covid. Fomos grandes sacanas", disse.

12
Fev22

Covid: país registra 1.135 mortes em 24 horas e média móvel vai a 951

Talis Andrade

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por Judite Cypreste /Metrópoles

Nas últimas 24 horas, o Brasil registrou 1.135 mortes provocadas pela Covid-19, e a média de óbitos diários foi a 951, a maior já registrada desde 2 de agosto do ano passado. O número é 78% maior do que o verificado há 14 dias.

O país também computou, nesta sexta-feira (11/2), mais 166.009 casos confirmados. A média diária de infecções pelo coronavírus está em 144.240.

Os dados são do mais recente balanço divulgado pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

No total, o Brasil já perdeu 637.152 vidas para a doença e computou 27.285.509 casos de contaminação.

 

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02
Fev22

Efeito Capitólio: Ministério de Defesa atua para desacreditar as eleições

Talis Andrade

Há sinais evidentes da tentativa, do lado do Ministério da Defesa de Braga Netto, de desacreditar antecipadamente o sistema eleitoral.

 

 

por Luis Nassif

- - -

Há uma conspiração em marcha contra as eleições, liderada pelo Ministro da Defesa, Braga Netto. No artigo “Braga Neto é a maior ameaça à democracia” apontei pontos que levam à conclusão sobre a ameaça representada por ele. Há muito mais dados.

O general Braga Netto comandou a intervenção no Rio de Janeiro, na Operação de Garantia de Lei e Ordem do governo Temer. Com poderes absolutos, especialmente na área de segurança pública, teve condições de levantar todas as informações sobre as milícias, inclusive as ligações dela com a família Bolsonaro. Em seu período houve o assassinato de Marielle Franco. Coube a ele coordenar as primeiras investigações, com todas as confusões registradas na época. 

Na ocasião, o então Ministro da Justiça Raul Jungmann admitiu que havia envolvimento de poderosos na morte de Marielle. Ora, supõe-se que as informações chegavam ao Ministro da Justiça através do comandante da operação. Seja como for, nada foi apurado, nem sobre milícias, nem sobre Bolsonaro, nem sobre Marielle. Nem sobre os “poderosos” envolvidos com o assassinato.

Com a eleição de Bolsonaro, Braga Netto assumiu cargos relevantes no Palácio, inicialmente como Ministro-Chefe da Casa Civil, o Ministério mais relevante. Ou conquistou por demonstrações de fidelidade ou por poder individual sobre Bolsonaro.

Depois de uma passagem desastrosa pelo comitê da pandemia – criado para administrar a Covid -, assumiu o Ministério da Defesa, em um episódio em que o Alto Comando das Três forças recusou-se a endossar os arroubos antidemocráticos de Bolsonaro.

Hoje em dia, o Ministério da Defesa – exorbitando de suas atribuições – é o principal porta-voz do negacionismo das urnas, conforme trabalho isolado de Caio Junqueira, analista da CNN.

Dias atrás, o repórter Rubens Valente, da UOL, trouxe a informação de que os documentos, com as supostas provas de manipulação dos resultados das eleições de 2014, chegaram ao Palácio através de oficiais de inteligência – posteriormente indicados para cargos junto a Bolsonaro.

Segundo reportagem de hoje, da CNN, o Ministério da Defesa apresentou ao Tribunal Superior eleitoral (TSE) 55 questionamentos sobre o processo eleitoral brasileiro,  incluindo questões sobre a segurança da urna eletrônica.

Segundo Junqueira, é Braga Netto que tem sido o maior fator de influência sobre Bolsonaro, nos ataques às urnas.

Antes disso, segundo reportagem de 26 de novembro, o TSE realizou testes na urna eletrônica “sem apoio militar”. Apesar do comandante cibernético do Exército, General Heber, integrar o Comitê de Transparência, diz a reportagem, as Forças Armadas se limitaram a enviar alguns observadores, mas evitaram endossar formalmente os testes.

Mesmo assim, segundo reportagem de 14 de dezembro de 2021, as Forças Armadas voltaram a apresentar ao TSE o documento sigiloso, com ressalvas ao sistema eleitoral. 

Há sinais evidentes da tentativa, do lado do Ministério da Defesa de Braga Netto, de desacreditar antecipadamente o sistema eleitoral.

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28
Jan22

Marcha negacionista e derrota de Bolsonaro

Talis Andrade

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CRUEL SABOTAGEM DA MINISTRA DAMARES À VACINAÇÃO INFANTIL PARA AGRADAR O HERODES TROPICAL

 

Editorial do site Vermelho

 
Dizia o jornalista, escritor e humorista Aparício Torelly, o “Barão de Itararé” (1895-1971): “De onde menos se espera, daí é que não sai nada”. Talvez esta seja a melhor síntese para nossos sentimentos e expectativas diante da postura do governo Jair Bolsonaro frente à pandemia de Covid-19. Não faltam pretextos para o presidente reorientar o discurso e as práticas negacionistas de sua gestão, que tanto mal causou ao povo desde o início da crise sanitária. E, no entanto, gestores federais – e o próprio Bolsonaro – seguem relativizando a pandemia, propagando fake news e pondo em risco a vida dos brasileiros.

Dois episódios recentes ilustram a irresponsabilidade do bolsonarismo. Um deles diz respeito à vacinação infantil. Em 12 de dezembro, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou a aplicação de duas doses de uma vacina da Pfizer contra Covid-19 específica para crianças de 5 a 11 anos. Nos Estados Unidos e na União Europeia, bem como em diversos países da América Latina, as agências regulatórias de saúde já haviam emitido autorização similar.
Mas, diferentemente de outros governantes, Bolsonaro esnobou a deliberação e retardou a busca do imunizante da Pfizer, a exemplo do que já fizera desde agosto de 2020 em relação às vacinas para adultos. Primeiro, o presidente anunciou que pais e responsáveis precisariam assinar um termo de responsabilidade para vacinar as crianças – e que a prescrição médica em postos de vacinação deveria ser cobrada. Dias depois, Bolsonaro afirmou que daria publicidade ao nome de servidores da Anvisa envolvidos na medida – o que, segundo o chefe da agência, Antonio Barra Torres, está por trás das 170 ameaças de morte, agressão e violência recebidas por esses servidores.

Para atrasar ainda mais a nova fase de imunização, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, organizou uma consulta pública e promoveu uma audiência para debater a medida da Anvisa. Porém, ao verem que tanto a consulta quanto a audiência revelaram amplíssimo apoio à vacinação infantil, o governo não recuou. Bolsonaro mentiu sobre a mortalidade da Covid em crianças e atacou, sem provas, os responsáveis pela autorização. “Você vai vacinar o teu filho contra algo que o jovem por si só, uma vez pegando o vírus, a possibilidade dele morrer é quase zero? O que que está por trás disso?”, declarou o presidente em 6 de janeiro. “Qual o interesse da Anvisa por trás disso aí? Qual o interesse das pessoas taradas por vacina?”

Entre inverdades, ilações deturpadas e difamação, Bolsonaro tentou justificar o injustificável. Até aquela data, 308 crianças entre 5 e 11 anos já haviam morrido em decorrência do novo coronavírus no Brasil. Segundo Marco Aurélio Sáfadi, da Sociedade Brasileira de Pediatria, nenhuma doença passível de prevenção por vacina “vitimou tantas crianças como a Covid-19”.

A provocação do governo foi tão acintosa que a ministra Rosa Weber, do STF (Supremo Tribunal Federal), enviou à Procuradoria-Geral da República uma notícia-crime que pede a investigação de Bolsonaro e de Queiroga por prevaricação e atentado às vidas dos servidores da Anvisa. Trata-se de uma praxe porque, a rigor, a apuração do caso está nas mãos do Ministério Público. De resto, a batalha foi perdida por Bolsonaro, que não foi endossado nem pela população, nem por governadores.

Pesquisa PoderData divulgada em 21 de janeiro mostra que a maioria do povo brasileiro rejeita essa gestão marcada pelo sadismo e pela desumanidade: 53% avaliam o governo como “ruim” ou “péssimo”, mais que o dobro dos que julgam o governo “ótimo” ou “bom” (25%). Duas semanas antes, levantamento do mesmo instituto apontou que apenas 16% dos pais e mães não pretendem vacinar os filhos contra o novo coronavírus, ante 71% que aderem à vacinação infantil.

Outro marco do desvario negacionista do governo ocorreu na última sexta-feira (21). Nota técnica do Ministério da Saúde, assinada por Helio Angotti, secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde, questionava as vacinas contra a covid-19. Conforme o documento, os imunizantes não tinham “demonstração de efetividade em estudos controlados e randomizados”, nem “demonstração de segurança em estudos experimentais e observacionais adequados”. Em compensação, Angotti atestava a suposta eficácia da hidroxicloroquina. Recomendava-se, assim, o “kit Covid”.

A barbaridade foi tanta que o próprio governo não endossou de imediato a nota. “O Ministério da Saúde esclarece que em nenhum momento afirmou que o referido fármaco é seguro para tratamento da Covid-19, nem questionou a segurança das vacinas, que é atestada pela agência reguladora”, afirmou a pasta. Na terça-feira (25), o ministério prometeu tirar a nota técnica do ar e publicar outra, “com mais clareza”. Ainda assim, a Frente Parlamentar Observatório da Pandemia, instalada no Senado, deve convidar o secretário Angotti para prestar esclarecimentos. O ministro Queiroga também deve ser chamado e, além da nota, será inquirido sobre o apagão de dados da pandemia e o atraso da vacinação das crianças.
 
O Senado – vale lembrar – já deu contribuições efetivas para deter a marcha negacionista do bolsonarismo. Por uma série de atitudes imprudentes, ilegais e criminosas do governo – sem contar as omissões –, o relatório final da CPI da Covid-19, aprovado em novembro, pediu a responsabilização do presidente, de ministros e ex-ministros da Saúde, gestores federais e parceiros dessa cruzada pela morte. Os senadores responsabilizaram diretamente Bolsonaro por nove crimes na pandemia – e alguns deles podem levá-lo até a julgamento em tribunais internacionais.

Nada disso parece ter inibido esses mensageiros da morte, conforme evidenciam os novos episódios. Nem mesmo as 623 mil vidas perdidas no País em menos de dois anos – uma média diária de quase mil mortes – devido à pandemia são capazes de sensibilizar o governo. Mas algo mudou: à comoção em torno dessas mortes se somou a indignação com o recorrente desprezo pessoal de Bolsonaro e a criminosa negligência de seu governo. Enquanto nega a ciência e a vida, Bolsonaro derrete. Suas posições antivacina e anticiência foram desmoralizadas pela população. O próximo passo é tirá-lo do poder, julgá-lo por seus crimes e condená-lo exemplarmente. A marcha bolsonarista fracassou.
 
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Capa do jornal Folha de S.Paulo 28/01/2022

 

Damares sugere Disque-Denúncia para antivacinas relatarem 'discriminação'

Ministra encaminhou documento assinado por representantes da pasta a outros ministérios

 


por Patrick Vaz - Estado de Minas
 
O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, chefiado por Damares Alves, emitiu uma nota técnica se opondo ao passaporte vacinal e à obrigatoriedade de vacinação de crianças contra a COVID-19.
 
No comunicado, obtido pelo jornal Folha de São Paulo, o ministério coloca o Disque 100 à disposição de pessoas antivacinas que passem por "discriminação". As denúncias serão encaminhadas aos órgãos competentes, "a fim de que os direitos humanos de cada cidadão possam ser protegidos e defendidos".
A ministra encaminhou a outros ministérios o documento assinado por três secretários e um diretor da pasta. A nota técnica diz que "medidas imperativas de vacinação como condição para acesso a direitos humanos e fundamentais podem ferir dispositivos constitucionais e diretrizes internacionais".
 

Conforme Damares Alves, a exigência da vacinação contra a COVID-19 acarreta em "violação de direitos humanos e fundamentais". A nota ainda destaca que "para todo cidadão que porventura se encontrar em situação de violação de direitos, por qualquer motivo, bem como por conta de atos normativos ou outras medidas de autoridades e gestores públicos, ou, ainda, por discriminação em estabelecimentos particulares, está disponível o canal de denúncias, que pode ser acessado por meio do Disque 100".

O ministério não se coloca contra a vacinação de crianças contra a COVID-19, mas ressalta que a família deve ter proteção especial por parte do estado.

"A vacina pediátrica autorizada pela Anvisa, apesar de fazer parte do Plano Nacional de Operacionalização da vacinação contra a COVID-19, enquanto não constar no Programa Nacional de Imunização, ou no calendário básico de vacinação da criança, não será obrigatória, e os pais ou responsáveis têm autonomia sobre a decisão de aplicá-la ou não em seus filhos ou tutelados", destacou a nota técnica.

 
21
Jan22

Damares Lilitih Jezabel faz campanha contra vacinação infantil ao visitar criança que teve parada cardíaca

Talis Andrade

damares viu queiroz.jpg

 

Por Ivan Longo na Fórum

A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, e o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, foram no final da tarde desta quinta-feira (20) à cidade de Butucatu (SP) para visitar a menina de 10 anos que teve uma parada cardíaca e que se especulou que o problema tivesse relação com a vacina contra a Covid-19.

A visita dos ministros foi feita, no entanto, horas após o Centro de Vigilância Epidemiológica de São Paulo, composto por inúmeros especialistas, concluir que a parada cardíaca da criança não teve nenhuma relação com o imunizante.

Ao divulgar sua ida a Botucatu, onde a menina está internada, Damares Alves citou a vacina contra a Covid, dando a entender que a dose teria sido a responsável pela parada cardíaca (leia a íntegra na Fórum).

Damares já esteve em um hospital para visitar os doentes da fome, da peste, os feridos das balas perdidas da polícia que mata as crianças inocentes, as vítimas das chacinas, dos massacres?

Damares jamais defendeu os direitos humanos dos sem terra, dos sem teto, dos sem nada, dos moradores de rua, dos que estão na fila do osso, dos que buscam alimentos no lixo. Que família Damares protege? 

Já subiu alguma vez um morro de favelados, ou desceu para visitar as famílias que moram em palafitas nas marés e nas ribeiras dos rios? 

Que mulher defende? As mães, as irmãs, as filhas dos 800 mil presos do Brasil? As famílias dos 13,7 millhões de desempregados? Os filhos da rua? As 500 mil meninas prostitutas?

Que Damares entende por direitos humanos? Defende, por acaso, os direitos das meninas grávidas, estupradas nos incestos? Os direitos das lésbicas, vítimas dos feminicídios? Dos gays vítimas dos homofóbicos? Dos negros e mulatos perseguidos, espancados, assassinados pelos racistas? Dos índios massacrados pelo garimpo, pelas madereiras, pela bancada do Boi, pela bancada da Bala, pela bancada da Bíblia? Idem pelos traficantes de ouro, de pedras preciosas, de madeira nobre, de minérios estratégicos? Defendeu as religiões afro-brasileiras, as religiões indígenas? 

Que faz Lilitih, Jezabel, Atalia no Ministério da Mulher, da Família, dos Direitos Humanos? 

Damares é uma imitação feminina de Bolsonaro, e Queiroga, espero, que seja mais humano, menos cruel do que o atual presidente do Brasil, que será julgado pelo povo no dia 2 de outubro próximo pela sua necropolítica.

Queiroga e Damares, quantas crianças brasileiras morreram vítimas da Covid? Mais de três mil? Quanta crianças morreram no governo militar de Bolsonaro, porque o Ministério da Saúde negou vacina, a vacina que salva? 

sexo damares.jpg

15
Jan22

Vacinação contra a Covid para crianças começa nos estados; veja calendário

Talis Andrade

Ao menos 15 estados brasileiros deram início neste sábado (15) à campanha de vacinação para as crianças contra a Covid-19, segundo levantamento do g1.Image

Na sexta (14), algumas capitais brasileiras adiantaram a largada com atos simbólicos, como São Paulo, que aplicou a 1ª dose no indígena Davi Seremramiwe Xavante, de 8 anos.Davi Seremramiwe Xavante, 8 anos, da tribo Xavante, primeira criança a receber a primeira dose da vacina contra Covid-19 da Pfizer, no Hospital das Clinicas, em São Paulo, nesta sexta-feira (14) — Foto: Aloisio Mauricio/Fotoarena/Estadão conteúdo

Veja aqui como fica o calendário para a vacinação das crianças pelo Brasil.

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15
Jan22

Vacinação contra a Covid para crianças começa nos estados; veja calendário

Talis Andrade

Ao menos 15 estados brasileiros deram início neste sábado (15) à campanha de vacinação para as crianças contra a Covid-19, segundo levantamento do g1.

Na sexta (14), algumas capitais brasileiras adiantaram a largada com atos simbólicos, como São Paulo, que aplicou a 1ª dose no indígena Davi Seremramiwe Xavante, de 8 anos.Davi Seremramiwe Xavante, 8 anos, da tribo Xavante, primeira criança a receber a primeira dose da vacina contra Covid-19 da Pfizer, no Hospital das Clinicas, em São Paulo, nesta sexta-feira (14) — Foto: Aloisio Mauricio/Fotoarena/Estadão conteúdo

Veja aqui como fica o calendário para a vacinação das crianças pelo Brasil.

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