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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

26
Jun21

Covid no Brasil continua sem controle e causa preocupação ao resto do mundo, diz médico da MSF

Talis Andrade
Profissionais de saúde atuando em Manaus (AM) no combate à epidemia de Covid-19.
Profissionais de saúde atuando em Manaus (AM) no combate à epidemia de Covid-19. Michael DANTAS AFP

 

 

25
Jun21

Carta de pesquisadoras: o que o Brasil precisa fazer para controlar a pandemia

Talis Andrade

 

Na Nature Medicine, Ester Sabino, Lorena Barberia e Silvia Figueiredo Costa pedem uma abordagem cooperativa e coordenada para lidar com a crise sanitária que se prolonga em altos índices de casos e mortes

 
por Jornal da Usp
 

As professoras da USP Lorena Barberia , Silvia Figueiredo Costa e Ester Sabino assinam uma carta publicada na revista Nature Medicine nesta segunda-feira, 21 de junho.

Dando um panorama do cenário brasileiro na pandemia, após mais de 14 meses de seu início, as cientistas lembram que os brasileiros ainda sofrem com milhares de mortes todos os dias, aumento de casos, superlotação de hospitais e alta letalidade do vírus. “Quem está na linha de frente entende que o Brasil está em guerra com a covid-19”, declaram. 

Entre os muitos fatores que explicam por que o número de vítimas da pandemia no Brasil é tão alto, elas incluem sua estreita conexão com os mercados mundiais, a vulnerabilidade socioeconômica de grande parte da população e a desigualdade persistente no País.

Mas um dos fatores mais cruciais da crise sanitária no Brasil, argumentam, é a falta de comando centralizado, planejamento estratégico e recomendações claras baseadas em evidências desde o começo.

Enquanto o quarto ministro da Saúde a ser nomeado desde o início da pandemia tenta orientar a resposta à crise, o Brasil continua sendo o epicentro da pandemia na América Latina. “A batalha contra o sars-cov-2 será perdida sem um comando central e deixará para trás um país terrivelmente dividido”, alertam.

Elas sugerem que o plano deve começar reconhecendo as ações, fora e dentro do próprio país, que estão dando certo. “Nos poucos casos em que foram impostos bloqueios mais rígidos, como em Araraquara (SP), e adotadas estratégias de vigilância voltadas para a atenção básica, como em São Caetano do Sul (SP), essas medidas se mostraram extremamente eficazes.”

As cientistas ressaltam o papel de líderes que possam construir consensos, e que uma comunicação clara e concisa com a população, mas sempre com base em evidências, é crucial. Para elas, os governantes precisam agir com o objetivo de construir confiança e cooperação, valorizando a ciência. “Não há mais espaço para os governantes priorizarem o oportunismo político e a divulgação de notícias falsas.”

Além disso, reafirmam que o Brasil precisa adotar medidas mais rígidas de distanciamento físico e, em alguns Estados, lockdown. Intervenções não farmacêuticas devem ser coordenadas entre os Estados, e os programas de assistência social devem ser direcionados para atender às necessidades das populações vulneráveis.

Sem essas políticas mais rígidas, argumentam, “o nível de adesão ao distanciamento social é baixo, em parte porque a maioria das pessoas no Brasil não pode trabalhar em casa”. 

Elas defendem, entretanto, que um lockdown estrito só será eficaz se a capacidade do País de prever e responder à transmissão do sars-cov-2 for melhorada. E isso deve feito com testagem acelerada e em massa, “focada na identificação de pessoas que estão transmitindo o vírus a outras, além do rastreamento e testagem de seus contatos”. Como solução para as regiões com menor infraestrutura para testagem, sugerem como alternativa o uso generalizado de testes rápidos de antígenos. O sequenciamento genético para detectar variantes existentes e novas de interesse também é necessário. 

Quanto à vacinação, as autoras dizem que a velocidade precisa ser ainda maior. A produção no Brasil sofre com “atrasos na importação de insumos farmacêuticos ativos e entregas abaixo dos níveis combinados”. E enquanto isso não se resolve, num contexto de “fornecimento global de vacinas limitado”, os líderes nacionais precisam preparar a população para outras intervenções que reduzam a disseminação.

Por fim, elas defendem que esforços para conter a pandemia no Brasil também precisam da participação da comunidade internacional.

Por exemplo, “em vez de concentrar esforços na introdução de passaportes de vacinas e na propagação do nacionalismo de vacinas, a Europa e os Estados Unidos devem liderar esforços para garantir que os custos de testes, medicamentos, equipamentos médicos e vacinas sejam acessíveis para garantir um suprimento adequado no Sul Global”, declaram.

E cobram: “Não há desculpa para atrasos na entrega de reagentes de vacinas previstos em contratos, especialmente porque os ensaios das vacinas Sinovac [CoronaVac] e ChAdOx1 [Oxford-AstraZeneca] foram conduzidos e parcialmente pagos pelo Brasil.”

(Trechos em aspas em tradução livre)

20
Abr21

Governadores devem acionar STF e CNMP contra Lindôra Araújo

Talis Andrade

 

Segundo informações da jornalista Natuza Nery, os gestores estaduais planejam uma resposta conjunta contra a subprocuradora

 

Por Lucas Rocha /Revista Forum

 

Os governadores estaduais pretendem reagir contra a intimação feita pela subprocuradora-geral Lindôra Araújo, braço direito do chefe da PGR, Augusto Aras. Em ofício enviado aos estados, Araújo pediu explicações sobre a utilização das verbas federais no combate à Covid-19. O pedido foi enviado na sexta-feira (16), um dia depois da instalação da CPI do Genocídio, e parece ter como objetivo dar munição ao Governo Bolsonaro contra os entes federativos.

Segundo a jornalista Natuza Nery, colunista do Estúdio i da GloboNews, governadores enxergaram a ação da subprocuradora como política e pretendem acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) contra ela, pedindo a suspeição alegando abuso de autoridade

No pedido, Lindôra levanta acusações contra os governadores pedindo justificativas sobre “a desativação de diversos hospitais de campanha no ano passado, considerando que a pandemia prossegue e que a falta de leitos pode deixar pessoas sem a assistência adequada, além de representar possível prejuízo ao erário ou mau uso da verba pública”

Lindôra, que recentemente minimizou a pandemia dizendo que “estão politizando o covid”, tem sido usada por Aras e Jair Bolsonaro em uma espécie de contra-ataque à investigação que terá início no senado com a instalação da CPI do Genocídio.

A subprocuradora requisita informações completas sobre as verbas federais e estaduais utilizadas na construção dos hospitais de campanha, incluindo especificação de valores repassados pela União aos estados e a quantia redistribuída aos municípios. Também pede a relação completa dos insumos e equipamentos das estruturas desativadas, com a comprovação da destinação de bens e valores. Além disso, solicita dados sobre o uso das verbas federais destinadas ao combate à pandemia, perguntando, por exemplo, se algum valor foi realocado para outros fins.

Nota deste corresponde: A inquisição de Lindôra acontece prontamente quando  instalada a CPI da Covid-19 no Senado Federal, quando Bolsonaro é acusado de crime contra a humanidade e os governadores reclamam a falta dos medidamentos do kit intubação. 

 

 

bolsonaro cpi genocidio.jpg

A morte de Marat

 
17
Abr21

Quantos brasileiros vão morrer hoje por falta de vacina

Talis Andrade

cpi covid caveira.jpg

 

Ontem, Brasil teve 3.305 mortes por covid-19 

O Brasil registrou oficialmente 3.305 mortes ligadas à covid-19 nas últimas 24 horas, segundo dados divulgados pelo Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass) nesta sexta-feira (16/04).

Também foram confirmados 85.774 novos casos da doença. Com isso, o total de infecções no país chega a 13.832.455, e os óbitos somam agora 368.749.

Diversas autoridades e instituições de saúde alertam, contudo, que os números reais devem ser ainda maiores, em razão da falta de testagem em larga escala e da subnotificação.

Capa do jornal Estado de Minas 17/04/2021

Capa do jornal O Tempo 17/04/2021

Capa do jornal Correio 17/04/2021

 

28
Mar21

Em carta, diplomatas pedem saída de Ernesto Araújo

Talis Andrade

Ernesto Araújo | Humor Político – Rir pra não chorar

Grupo de 300 diplomatas afirma que atual política externa causa "graves prejuízos" à imagem do país. Ministro seria alvo constante de piadas em meios diplomáticos no exterior

por DW

Um grupo de cerca de 300 diplomatas divulgou neste sábado (27/03) uma carta na qual criticam a postura adotada pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, no comando do Itamaraty e dão a entender que desejam que o chanceler deixe o cargo.

"Nos últimos dois anos, avolumaram-se exemplos de condutas incompatíveis com os princípios constitucionais e até mesmo os códigos mais elementares da prática diplomática. O Itamaraty enfrenta aguda crise orçamentária e uma série numerosa de incidentes diplomáticos, com graves prejuízos para as relações internacionais e a imagem do Brasil", afirma o texto.

A carta não cita nominalmente Araújo, mas deixa claro o desastre diplomático causado pelo ministro desde que assumiu a pasta. A situação teria se agravado com a condução da política externa no contexto da pandemia.

"A crise da covid-19 tem revelado que equívocos na condução da política externa trazem prejuízos concretos à população. Além de problemas mais imediatos, como a falta de vacinas, de insumos ou a proibição da entrada de brasileiros em outros países, acumulam-se danos de longo prazo na credibilidade internacional do país", destaca o documento.

O texto também lembra o histórico da política externa do Brasil caracterizada por "pragmatismo e profissionalismo", ressaltando a abertura ao diálogo "respeitoso e construtivo" da diplomacia ao longo dos anos, não somente com atores internacionais, mas também com a imprensa e parlamentares.

Na carta, os diplomatas destacam os princípios estabelecidos na Constituição de 1988 que devem guiar a política externa brasileira: "independência nacional; prevalência dos direitos humanos; o repúdio ao terrorismo e ao racismo; e a cooperação entre os povos para o progresso da humanidade".

O texto fala ainda em "graves erros na condução da política externa atual" e pede mudança e a "retomada das melhores tradições do Itamaraty e dos preceitos constitucionais".

Alvo constante de piadas no exteriorErnesto Araújo در توییتر "Tive hoje a honra de participar de sessão solene  no plenário da Câmara dos Deputados em homenagem à Marinha do Brasil  (aniversário do Riachuelo). Falei da tradicional parceria

Na carta anônima, os diplomatas destacam que gostaria de assiná-la, mas se o fizessem estariam violando a Lei do Serviço Exterior. O documento teria sido enviado a parlamentares brasileiros.

Segundo apurou a Folha de S.Paulo, ao menos dez embaixadores estão entre os autores do manifesto. Diplomatas ouvidos pelo jornal disseram que a carta visa mostrar que eles não são coniventes com a atual condução da política externa brasileira e que a saída de Araújo é fundamental para a retomada da credibilidade da diplomacia do país no exterior. Um deles chegou a dizer que escuta constante piadas de colegas estrangeiros sobre o ministro.

A carta foi divulgada três dias após Araújo ter participado de uma audiência no Senado sobre a atuação da pasta para obter vacinas contra a covid-19 no exterior. O ministro teria se oposto à entrada do Brasil no consórcio global liderado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) Covax Facility, que prevê o envio de 42 milhões de doses de imunizantes para o país.

Durante a audiência, vários senadores criticaram duramente a atuação extremamente ideológica do ministro e defenderam a demissão de Araújo. Os parlamentares se articulam ainda para barrar as demandas do Itamaraty enquanto o atual ministro estiver no comando da pasta.

Diplomacia com viés ideológicoHumor Político on Twitter: "O Guru https://t.co/8dmjJAcqX8… "

A insatisfação de diplomatas com a condução do Itamaraty vem de longa data. Integrante da ala ideológica do governo de Jair Bolsonaro e indicado ao cargo por Olavo de Carvalho, Araújo deixou de lado os princípios da diplomacia brasileira e pautou sua gestão na visão radical do guru.

O ministro promove constantemente teorias conspiratórias sobre uma suposta conspiração comunista internacional que pretende tomar o poder na América Latina e teses consideradas absurdas por historiadores como "o nazismo de esquerda".

Fã declarado de Donald Trump, Araújo alinhou ainda o Brasil incondicionalmente ao então governo do republicano e acabou isolando o país no cenário internacional, além de reforçar uma política de hostilidade a grandes parceiros comerciais, como a União Europeia e a China.

Ao longo da pandemia, Araújo insistia na tese do "comunavírus", que seria uma conspiração "comunista-globalista de apropriação da pandemia para subverter completamente a democracia liberal e a economia de mercado", causando atritos com a China.

Charge: Ernesto Araujo na beirada da Terra Plana. Por Renato Aroeira

21
Mar21

Aumentam casos de crianças com Covid-19 em UTIs do Distrito Federal

Talis Andrade

Covid-19: Crianças pegam menos coronavírus? Saiba como a doença afeta os  pequenos | Bebe.com.br

 

Número de meninas e meninos internados nos primeiros três meses de 2021 com a doença ultrapassa a quantidade de todo o ano de 2020

 

As crianças têm a mesma propensão que os adultos para se infectar com a Covid-19. No entanto, apresentam menos sintomas ou risco de desenvolver formas graves da doença. Apesar disso, o número de internações de meninos e meninas da capital em decorrência do novo coronavírus cresceu com o avanço da pandemia.

No Distrito Federal, as internações de menores de 14 anos em unidades de terapia intensiva (UTIs) nos primeiros três meses de 2021 já ultrapassou o total de 2020. Foram sete casos no ano passado, contra 10 registrados só na sexta-feira (19/3), quando a taxa de internação em leitos pediátricos de UTI chegou a 100%. Apesar da situação crítica, não houve óbitos entre os pequenos pacientes.
 

Até agora, o DF registrou cinco mortes de crianças com menos de 14 anos em decorrência da Covid-19. Nenhum dos óbitos aconteceu em 2021, mesmo com o aumento de internações. Desde o início da pandemia até a última sexta-feira, 14.468 crianças foram diagnosticadas com o novo coronavírus em Brasília.

A tendência de aumento das internações, mas de redução de mortes, foi observada pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). De acordo com relatório emitido pela entidade, em todo o Brasil, apenas em 2021, 65 crianças com menos de 5 anos faleceram em decorrência da Covid-19, média de 1,16 por dia. No ano passado, foram 562 óbitos registrados na faixa etária, com média de 1,5 por dia.

12
Mar21

Médico defende que comunidade internacional pressione o Brasil por medidas efetivas contra a Covid-19

Talis Andrade

Antonio Nery Filho (@aneryfilho) | Twitter

 

 

O médico psiquiatra e professor aposentado da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia, Antonio Nery Filho, participou nesta quinta-feira (11) de uma iniciativa chamada Appel de Paris, que reúne ONGs e especialistas em saúde do mundo inteiro e defende a quebra de patentes das vacinas contra a Covid-19. Eles fazem um apelo para que as vacinas se tornem um bem comum. Nery conta à RFI por que acredita que a comunidade internacional deve pressionar o Brasil a cuidar de sua população, como fez para que cuidasse da Amazônia.

Sobre a quebra de patentes, que opõe países ricos e pobres na Organização Mundial do Comércio (OMC), Nery comenta: "Eu tenho fé neste trabalho porque a humanidade está verificando que a morte está trabalhando mais que de hábito. A morte cumpre sempre o seu papel, mas desta vez ela se acelerou por causa deste seu emissário, o novo coronavírus, que produz esta doença pulmonar gravíssima, que é a Covid-19."

"Então eu penso que os humanos vão começar a ver que é preciso utilizar todos os recursos possíveis para que nós possamos proteger a vida humana em todos os países, em todos os cantos do mundo. Eu espero que a ética consiga suplantar a economia, que o bem comum se sobreponha às lógicas capitalistas do mercado para que nós possamos continuar a nossa trajetória sobre a Terra", continua o médico.

Brasil, ameaça sanitária global

Nery vê a má gestão da pandemia no Brasil como uma ameaça para os seus vizinhos e para o resto do mundo. "O Brasil tem 210 milhões de habitantes e nós só vacinamos até agora 4%, isso é muito pouco".

Ele acrescenta que o Brasil não tem investido na testagem e no cuidado das pessoas contaminadas para que elas não cheguem à forma grave da doença. "Não há nenhuma possibilidade de ter respiradores para todas as pessoas que adoeçam. Por isso que eu acho que os outros países devem pressionar o Brasil, porque nós vivemos hoje uma situação política muito séria".

"O Brasil tem hoje um governo terraplanista, que não acredita que a Terra seja redonda; não acredita no vírus, acha que é uma gripezinha; não acredita nas máscaras, em lavar as mãos, no afastamento social. Por isso o Brasil está numa situação extremamente grave, e a população não acordou ainda para o trágico destino que o país está vivendo", lamenta Nery.

"Então o Brasil, se não se cuidar, será – e já é – uma grave ameaça para a saúde mundial", conclui o médico.

"Brasil, acorda"

Antonio Nery defende que os países democráticos devem dizer: “Brasil, acorda”. "O Brasil deve ser chamado, como foi feito em relação à Amazônia, quando todos os países sérios do mundo começaram a dizer: 'O Brasil não pode, porque é dono de grande parte da Amazônia, se descuidar deste pulmão internacional'”.

"Portanto é neste sentido que eu creio que os países devem dizer, no mesmo modo: 'O Brasil precisa vacinar, precisa ter máscaras; o Brasil precisa pensar na proteção mundial'. Ou nós nos protegemos todos ou morreremos todos", enfatiza. 

"Não adianta os Estados Unidos vacinarem seus mais de 315 milhões de habitantes e o Brasil levar os próximos cinco anos para atingir 20% da população vacinada", analisa, clamando por uma pressão sobre o Brasil, "para chamar a atenção da comunidade brasileira e da comunidade mundial para a grave situação do Brasil, que se recusa a cuidar".

"O Ministério da Saúde brasileiro não assume a liderança nacional da vacinação, da produção e compra de vacinas. O Brasil se recusou a comprar vacinas e agora estamos negociando atabadoalhamente com alguns países para comprar o resto de vacinas que o mundo produz", aponta.

Além disso, observa ele, os laboratórios não serão capazes de produzir vacinas para todo o mundo. "E nós estamos no fim da fila para estas vacinas. É neste sentido que eu acho que a Comunidade Europeia, a sociedade humana, deve chamar a atenção de todos os países que não estão na boa direção do cuidado, da proteção da vida, que é o que nos interessa neste momento", finaliza. 

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