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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

20
Abr21

Governadores devem acionar STF e CNMP contra Lindôra Araújo

Talis Andrade

 

Segundo informações da jornalista Natuza Nery, os gestores estaduais planejam uma resposta conjunta contra a subprocuradora

 

Por Lucas Rocha /Revista Forum

 

Os governadores estaduais pretendem reagir contra a intimação feita pela subprocuradora-geral Lindôra Araújo, braço direito do chefe da PGR, Augusto Aras. Em ofício enviado aos estados, Araújo pediu explicações sobre a utilização das verbas federais no combate à Covid-19. O pedido foi enviado na sexta-feira (16), um dia depois da instalação da CPI do Genocídio, e parece ter como objetivo dar munição ao Governo Bolsonaro contra os entes federativos.

Segundo a jornalista Natuza Nery, colunista do Estúdio i da GloboNews, governadores enxergaram a ação da subprocuradora como política e pretendem acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) contra ela, pedindo a suspeição alegando abuso de autoridade

No pedido, Lindôra levanta acusações contra os governadores pedindo justificativas sobre “a desativação de diversos hospitais de campanha no ano passado, considerando que a pandemia prossegue e que a falta de leitos pode deixar pessoas sem a assistência adequada, além de representar possível prejuízo ao erário ou mau uso da verba pública”

Lindôra, que recentemente minimizou a pandemia dizendo que “estão politizando o covid”, tem sido usada por Aras e Jair Bolsonaro em uma espécie de contra-ataque à investigação que terá início no senado com a instalação da CPI do Genocídio.

A subprocuradora requisita informações completas sobre as verbas federais e estaduais utilizadas na construção dos hospitais de campanha, incluindo especificação de valores repassados pela União aos estados e a quantia redistribuída aos municípios. Também pede a relação completa dos insumos e equipamentos das estruturas desativadas, com a comprovação da destinação de bens e valores. Além disso, solicita dados sobre o uso das verbas federais destinadas ao combate à pandemia, perguntando, por exemplo, se algum valor foi realocado para outros fins.

Nota deste corresponde: A inquisição de Lindôra acontece prontamente quando  instalada a CPI da Covid-19 no Senado Federal, quando Bolsonaro é acusado de crime contra a humanidade e os governadores reclamam a falta dos medidamentos do kit intubação. 

 

 

bolsonaro cpi genocidio.jpg

A morte de Marat

 
17
Abr21

Quantos brasileiros vão morrer hoje por falta de vacina

Talis Andrade

cpi covid caveira.jpg

 

Ontem, Brasil teve 3.305 mortes por covid-19 

O Brasil registrou oficialmente 3.305 mortes ligadas à covid-19 nas últimas 24 horas, segundo dados divulgados pelo Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass) nesta sexta-feira (16/04).

Também foram confirmados 85.774 novos casos da doença. Com isso, o total de infecções no país chega a 13.832.455, e os óbitos somam agora 368.749.

Diversas autoridades e instituições de saúde alertam, contudo, que os números reais devem ser ainda maiores, em razão da falta de testagem em larga escala e da subnotificação.

Capa do jornal Estado de Minas 17/04/2021

Capa do jornal O Tempo 17/04/2021

Capa do jornal Correio 17/04/2021

 

28
Mar21

Em carta, diplomatas pedem saída de Ernesto Araújo

Talis Andrade

Ernesto Araújo | Humor Político – Rir pra não chorar

Grupo de 300 diplomatas afirma que atual política externa causa "graves prejuízos" à imagem do país. Ministro seria alvo constante de piadas em meios diplomáticos no exterior

por DW

Um grupo de cerca de 300 diplomatas divulgou neste sábado (27/03) uma carta na qual criticam a postura adotada pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, no comando do Itamaraty e dão a entender que desejam que o chanceler deixe o cargo.

"Nos últimos dois anos, avolumaram-se exemplos de condutas incompatíveis com os princípios constitucionais e até mesmo os códigos mais elementares da prática diplomática. O Itamaraty enfrenta aguda crise orçamentária e uma série numerosa de incidentes diplomáticos, com graves prejuízos para as relações internacionais e a imagem do Brasil", afirma o texto.

A carta não cita nominalmente Araújo, mas deixa claro o desastre diplomático causado pelo ministro desde que assumiu a pasta. A situação teria se agravado com a condução da política externa no contexto da pandemia.

"A crise da covid-19 tem revelado que equívocos na condução da política externa trazem prejuízos concretos à população. Além de problemas mais imediatos, como a falta de vacinas, de insumos ou a proibição da entrada de brasileiros em outros países, acumulam-se danos de longo prazo na credibilidade internacional do país", destaca o documento.

O texto também lembra o histórico da política externa do Brasil caracterizada por "pragmatismo e profissionalismo", ressaltando a abertura ao diálogo "respeitoso e construtivo" da diplomacia ao longo dos anos, não somente com atores internacionais, mas também com a imprensa e parlamentares.

Na carta, os diplomatas destacam os princípios estabelecidos na Constituição de 1988 que devem guiar a política externa brasileira: "independência nacional; prevalência dos direitos humanos; o repúdio ao terrorismo e ao racismo; e a cooperação entre os povos para o progresso da humanidade".

O texto fala ainda em "graves erros na condução da política externa atual" e pede mudança e a "retomada das melhores tradições do Itamaraty e dos preceitos constitucionais".

Alvo constante de piadas no exteriorErnesto Araújo در توییتر "Tive hoje a honra de participar de sessão solene  no plenário da Câmara dos Deputados em homenagem à Marinha do Brasil  (aniversário do Riachuelo). Falei da tradicional parceria

Na carta anônima, os diplomatas destacam que gostaria de assiná-la, mas se o fizessem estariam violando a Lei do Serviço Exterior. O documento teria sido enviado a parlamentares brasileiros.

Segundo apurou a Folha de S.Paulo, ao menos dez embaixadores estão entre os autores do manifesto. Diplomatas ouvidos pelo jornal disseram que a carta visa mostrar que eles não são coniventes com a atual condução da política externa brasileira e que a saída de Araújo é fundamental para a retomada da credibilidade da diplomacia do país no exterior. Um deles chegou a dizer que escuta constante piadas de colegas estrangeiros sobre o ministro.

A carta foi divulgada três dias após Araújo ter participado de uma audiência no Senado sobre a atuação da pasta para obter vacinas contra a covid-19 no exterior. O ministro teria se oposto à entrada do Brasil no consórcio global liderado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) Covax Facility, que prevê o envio de 42 milhões de doses de imunizantes para o país.

Durante a audiência, vários senadores criticaram duramente a atuação extremamente ideológica do ministro e defenderam a demissão de Araújo. Os parlamentares se articulam ainda para barrar as demandas do Itamaraty enquanto o atual ministro estiver no comando da pasta.

Diplomacia com viés ideológicoHumor Político on Twitter: "O Guru https://t.co/8dmjJAcqX8… "

A insatisfação de diplomatas com a condução do Itamaraty vem de longa data. Integrante da ala ideológica do governo de Jair Bolsonaro e indicado ao cargo por Olavo de Carvalho, Araújo deixou de lado os princípios da diplomacia brasileira e pautou sua gestão na visão radical do guru.

O ministro promove constantemente teorias conspiratórias sobre uma suposta conspiração comunista internacional que pretende tomar o poder na América Latina e teses consideradas absurdas por historiadores como "o nazismo de esquerda".

Fã declarado de Donald Trump, Araújo alinhou ainda o Brasil incondicionalmente ao então governo do republicano e acabou isolando o país no cenário internacional, além de reforçar uma política de hostilidade a grandes parceiros comerciais, como a União Europeia e a China.

Ao longo da pandemia, Araújo insistia na tese do "comunavírus", que seria uma conspiração "comunista-globalista de apropriação da pandemia para subverter completamente a democracia liberal e a economia de mercado", causando atritos com a China.

Charge: Ernesto Araujo na beirada da Terra Plana. Por Renato Aroeira

21
Mar21

Aumentam casos de crianças com Covid-19 em UTIs do Distrito Federal

Talis Andrade

Covid-19: Crianças pegam menos coronavírus? Saiba como a doença afeta os  pequenos | Bebe.com.br

 

Número de meninas e meninos internados nos primeiros três meses de 2021 com a doença ultrapassa a quantidade de todo o ano de 2020

 

As crianças têm a mesma propensão que os adultos para se infectar com a Covid-19. No entanto, apresentam menos sintomas ou risco de desenvolver formas graves da doença. Apesar disso, o número de internações de meninos e meninas da capital em decorrência do novo coronavírus cresceu com o avanço da pandemia.

No Distrito Federal, as internações de menores de 14 anos em unidades de terapia intensiva (UTIs) nos primeiros três meses de 2021 já ultrapassou o total de 2020. Foram sete casos no ano passado, contra 10 registrados só na sexta-feira (19/3), quando a taxa de internação em leitos pediátricos de UTI chegou a 100%. Apesar da situação crítica, não houve óbitos entre os pequenos pacientes.
 

Até agora, o DF registrou cinco mortes de crianças com menos de 14 anos em decorrência da Covid-19. Nenhum dos óbitos aconteceu em 2021, mesmo com o aumento de internações. Desde o início da pandemia até a última sexta-feira, 14.468 crianças foram diagnosticadas com o novo coronavírus em Brasília.

A tendência de aumento das internações, mas de redução de mortes, foi observada pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). De acordo com relatório emitido pela entidade, em todo o Brasil, apenas em 2021, 65 crianças com menos de 5 anos faleceram em decorrência da Covid-19, média de 1,16 por dia. No ano passado, foram 562 óbitos registrados na faixa etária, com média de 1,5 por dia.

12
Mar21

Médico defende que comunidade internacional pressione o Brasil por medidas efetivas contra a Covid-19

Talis Andrade

Antonio Nery Filho (@aneryfilho) | Twitter

 

 

O médico psiquiatra e professor aposentado da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia, Antonio Nery Filho, participou nesta quinta-feira (11) de uma iniciativa chamada Appel de Paris, que reúne ONGs e especialistas em saúde do mundo inteiro e defende a quebra de patentes das vacinas contra a Covid-19. Eles fazem um apelo para que as vacinas se tornem um bem comum. Nery conta à RFI por que acredita que a comunidade internacional deve pressionar o Brasil a cuidar de sua população, como fez para que cuidasse da Amazônia.

Sobre a quebra de patentes, que opõe países ricos e pobres na Organização Mundial do Comércio (OMC), Nery comenta: "Eu tenho fé neste trabalho porque a humanidade está verificando que a morte está trabalhando mais que de hábito. A morte cumpre sempre o seu papel, mas desta vez ela se acelerou por causa deste seu emissário, o novo coronavírus, que produz esta doença pulmonar gravíssima, que é a Covid-19."

"Então eu penso que os humanos vão começar a ver que é preciso utilizar todos os recursos possíveis para que nós possamos proteger a vida humana em todos os países, em todos os cantos do mundo. Eu espero que a ética consiga suplantar a economia, que o bem comum se sobreponha às lógicas capitalistas do mercado para que nós possamos continuar a nossa trajetória sobre a Terra", continua o médico.

Brasil, ameaça sanitária global

Nery vê a má gestão da pandemia no Brasil como uma ameaça para os seus vizinhos e para o resto do mundo. "O Brasil tem 210 milhões de habitantes e nós só vacinamos até agora 4%, isso é muito pouco".

Ele acrescenta que o Brasil não tem investido na testagem e no cuidado das pessoas contaminadas para que elas não cheguem à forma grave da doença. "Não há nenhuma possibilidade de ter respiradores para todas as pessoas que adoeçam. Por isso que eu acho que os outros países devem pressionar o Brasil, porque nós vivemos hoje uma situação política muito séria".

"O Brasil tem hoje um governo terraplanista, que não acredita que a Terra seja redonda; não acredita no vírus, acha que é uma gripezinha; não acredita nas máscaras, em lavar as mãos, no afastamento social. Por isso o Brasil está numa situação extremamente grave, e a população não acordou ainda para o trágico destino que o país está vivendo", lamenta Nery.

"Então o Brasil, se não se cuidar, será – e já é – uma grave ameaça para a saúde mundial", conclui o médico.

"Brasil, acorda"

Antonio Nery defende que os países democráticos devem dizer: “Brasil, acorda”. "O Brasil deve ser chamado, como foi feito em relação à Amazônia, quando todos os países sérios do mundo começaram a dizer: 'O Brasil não pode, porque é dono de grande parte da Amazônia, se descuidar deste pulmão internacional'”.

"Portanto é neste sentido que eu creio que os países devem dizer, no mesmo modo: 'O Brasil precisa vacinar, precisa ter máscaras; o Brasil precisa pensar na proteção mundial'. Ou nós nos protegemos todos ou morreremos todos", enfatiza. 

"Não adianta os Estados Unidos vacinarem seus mais de 315 milhões de habitantes e o Brasil levar os próximos cinco anos para atingir 20% da população vacinada", analisa, clamando por uma pressão sobre o Brasil, "para chamar a atenção da comunidade brasileira e da comunidade mundial para a grave situação do Brasil, que se recusa a cuidar".

"O Ministério da Saúde brasileiro não assume a liderança nacional da vacinação, da produção e compra de vacinas. O Brasil se recusou a comprar vacinas e agora estamos negociando atabadoalhamente com alguns países para comprar o resto de vacinas que o mundo produz", aponta.

Além disso, observa ele, os laboratórios não serão capazes de produzir vacinas para todo o mundo. "E nós estamos no fim da fila para estas vacinas. É neste sentido que eu acho que a Comunidade Europeia, a sociedade humana, deve chamar a atenção de todos os países que não estão na boa direção do cuidado, da proteção da vida, que é o que nos interessa neste momento", finaliza. 

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