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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

27
Ago20

Mais de 4.000 pessoas com covid-19 morreram à espera por um leito de UTI em seis Estados brasileiros

Talis Andrade

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Dados levantados pelo EL PAÍS mostram como a pressão no SUS alijou pacientes no Rio, Minas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Bahia e Maranhão durante a crise sanitária

por Beatriz Jucá

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Ao menos 4.132 pessoas morreram antes de conseguir chegar a um leito de terapia intensiva para o tratamento de covid-19 durante a pandemia do novo coronavírus em seis Estados brasileiros: Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e Maranhão. O número, levantado pelo EL PAÍS com dados das secretarias estaduais da saúde, tenta dar pistas sobre o tamanho da pressão sofrida pelo SUS desde fevereiro, quando começou a crise sanitária no Brasil. O jornal procurou as 27 unidades da federação para saber quantas solicitações por uma UTI com perfil de covid-19 foram canceladas por morte do paciente em suas centrais de regulação ― setor que recebe todos os pedidos das unidades de saúde da rede estadual e os distribui conforme vários critérios, incluindo a gravidade do paciente. Essas mais de 4.000 mortes à espera por um leito retratam a situação em menos de um terço do país, já que apenas seis Estados informaram este dado, que pode incluir tanto os casos de desassistência por conta do colapso do sistema de saúde, quanto situações em que pacientes já chegaram tão graves que não houve tempo para colocá-los na terapia intensiva.

Em um país de proporções continentais como o Brasil, a epidemia se desenha em diferentes velocidades ao longo dos últimos seis meses. Os impactos observados até agora são muito distintos entre os Estados, historicamente marcados pela desigualdade que permeia o sistema de saúde. Nos primeiros meses da crise ―especialmente em abril e maio―, Amazonas, Ceará e Rio de Janeiro protagonizaram histórias duras da pandemia, com hospitais superlotados. Registraram longas filas de espera por um leito de UTI, onde são tratados os pacientes com a manifestação mais grave da covid-19. Em alguns locais, unidades de pronto atendimento chegaram a funcionar praticamente como hospitais, improvisaram leitos de estabilização para pacientes que precisavam ser entubados e instalaram até contêineres frigoríficos para armazenar corpos. Simplesmente não havia leitos de UTI suficientes para atender à demanda, embora gestores locais afirmassem que trabalhavam para expandir o sistema de saúde. Desde então, taxas de ocupação hospitalares têm caído, seja por sinais de arrefecimento de casos graves que demandam internação ou pelas vagas de UTI criadas durante a crise. (Continua)

11
Ago19

ABANDONO Avó de Michelle Bolsonaro fica três dias no corredor da morte do hospital do Sus em Ceilândia Brasília

Talis Andrade

Ela sofreu uma queda e quebrou a perna direita

maria aparecida firmo ferreira avo michelle bolson

Maria Aparecida Firmo Ferreira, 78 anos, sofreu uma fratura na perna depois de cair dentro de casa (foto: Reprodução/TV Brasília)

BL Bruna Lima

Correio Braziliense - Após ficar três dias nos corredores do Hospital Regional de Ceilândia (HRC), a avó da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, foi transferida para o Hospital de Base neste sábado (10/8). Maria Aparecida Firmo Ferreira, 78 anos, sofreu uma fratura na perna depois de cair dentro de casa, no Sol Nascente.

Ela deu entrada no HRC na quinta-feira (7/8) e, após ser realocada, passou por exames para avaliar se será ou não necessário submetê-la a um procedimento cirúrgico. Maria Aparecida sofre de osteoporose e precisa de muletas para se locomover. Há cinco anos ela aguarda uma cirurgia na perna direita, a mesma lesionada durante a recente queda.

De acordo com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES/DF), Maria Aparecida estava sendo atendida e medicada pela equipe de ortopedistas do HRC, composta por 31 profissionais.

Sem contato com a neta, Maria Aparecida acompanha de longe a vida de Michelle Bolsonaro. Com carinho, ela guarda fotos do casamento de Michelle e Bolsonaro, em 2013, no Rio, enviadas por meio eletrônico e impressas em uma folha de sulfite. "Fiquei muito feliz. Ela nem pensa como eu fiquei feliz por ela, de eu saber que ela era quem ela era, tadinha, e hoje ela é daquele jeito porque ela teve atitude, procurou, correu atrás. Toda a vida ela trabalhou", contou Maria em entrevista exclusiva, realizada em novembro do ano passado. A avó não esteve presente no casamento.

 

11
Ago19

Aos 78 anos, avó de Michelle Bolsonaro aguarda cirurgia em maca no corredor de hospital

Talis Andrade

Acompanhada de uma tia de Michelle, a senhora disse que não tem o telefone da neta. "Sou vó dela, [mas] ela ainda não sabe [do acidente]. Tenho o telefone dela não. Que não falo [com Michelle], tem já cinco anos", disse ao repórter da Folha de S.Paulo

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Aos 78 anos, Maria Aparecida Firmo Ferreira seria apenas mais um idoso aguardando atendimento cirúrgico na maca de um hospital público no Brasil. A senhora, que deu entrada com fêmur fraturado na quinta-feira (8) no Hospital Regional de Ceilândia, onde aguarda no corredor o momento da cirurgia, é avó materna da primeira-dama Michelle Bolsonaro, que ocupa o luxuoso Palácio da Alvorada, a poucos quilômetros dali.

O caso foi revelado na noite deste sábado (10) pelo repórter Daniel Carvalho, em reportagem no site da Folha de S.Paulo.

Maria Aparecida teria se acidentado na casa onde mora na favela Sol Nascente, periferia de Brasília, na manhã da quinta-feira, quando deu entrada no hospital.

“Fui pedir à mulher para pegar a galinha. O pitbull avançou no portão. Se ele pega meu rosto, tinha acabado comigo. Aí, naquele susto, caí de costas. Caí, quebrei meu fêmur e estou no corredor de espera. Tem gente aqui que tem mais de 20 dias, 30 dias e não chama [para cirurgia]”, disse.

“Sou vó dela, [mas] ela ainda não sabe [do acidente]. Tenho o telefone dela não. Que não falo [com Michelle], tem já cinco anos. O dia que o pai dos meus filhos morreu, ela que pagou o enterro, ficou com a gente lá. Foi o último dia que eu vi”.

Leia a reportagem na íntegra

 
Michelle foi criada pela avó. In Revista Forum 

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