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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

02
Abr19

Paris terá um espaço público dedicado a Marielle Franco

Talis Andrade
media
A prefeitura de Paris chegou a expor uma foto de Marielle logo após seu assassinato.RFI/Paloma Varón
 
 

O Conselho Municipal de Paris aprovou nesta segunda-feira (01) uma moção de intenção para atribuir o nome de Marielle Franco a um espaço público na capital francesa. O anúncio foi feito pelo coletivo Rede Europeia para a Democracia no Brasil (RED.Br), na origem deste projeto.

De acordo com o coletivo, a decisão dos conselheiros (o equivalente a vereadores no Brasil) foi unânime. A moção foi apresentada por políticos de esquerda, mas ganhou os votos também da oposição de direita. Pelo Twitter, o grupo de vereadores socialistas comemorou a decisão lembrando que Marielle era uma “vereadora engajada na luta contra o racismo, a homofobia e as violências policiais”.  

RED.Br@REDBr16
 

C'est fait! Suite à notre demande, le #ConseildeParis vote à l'unanimité la création d'une voie Marielle Franco à Paris. Ce vœu témoigne de la volonté de la municipalité qu’un lieu public portant le nom de #MarielleFranco puisse voir le jour dans la capitale française.

 

Com aprovação da moção, o próximo passo será o de encontrar um local, que pode ser uma rua, praça ou passagem pública, para receber o nome de Marielle Franco.

Ainda não está definida uma data para a escolha do local, que deverá ser estudada e proposta por uma equipe da prefeitura. Há intenção de que seja no centro da capital. O Marais, conhecido bairro frequentado pela comunidade LGBT, é um dos locais cogitados.  

marielle-e- pistoleiros.png

 

 
 

“(É) Uma homenagem à Marielle, mas também uma forma de apoiar a luta contemporânea contra a violência e a opressão antidemocrática em todo o mundo”, afirmou o coletivo RED.Br ao comemorar o avanço da iniciativa.

Elus PS Paris@ElusPSParis
 

#ConseilDeParis : Un lieu portera le nom de Marielle Franco à Paris. Assassinée l’année dernière, elle était conseillère municipale de Rio de Janeiro, engagée dans la lutte contre le racisme, l’homophobie et les violences policières.

 
 

Apoio da prefeitura de Paris

Desde que foi lançada, a proposta também ganhou apoio da prefeita socialista de Paris, Anne Hidalgo, que encampou o projeto de homenagear a vereadora assassinada no Rio de Janeiro em 14 de março de 2018.

Em meados de março, o coletivo RED.Br encaminhou uma carta aberta à prefeitura contando o percurso de Marielle Franco e apontando as razões pelas quais ela deveria ser lembrada na capital francesa. “Paris é o local onde esta primeira placa deve ser instalada, em razão de sua visibilidade e dos valores que representa. (…) Marielle lutava no cotidiano por uma cidade aberta, diversa e inclusiva e, por isso, pedimos que uma rua seja nomeada em sua homenagem”, disse o documento publicado online.

“Dar seu nome a uma rua é um ato simbólico forte, de acordo com a vontade da prefeitura de Paris dos últimos anos de honrar a memória de mulheres ilustres e corajosas, representantes de minorias e combatentes dos direitos humanos.”

Hidalgo voltou a demonstrar sua intenção de homenagear a vereadora ao posar com uma foto de Marielle Franco quando recebeu em seu gabinete o ex-deputado federal Jean Wyllys, em março.

 

A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, ao lado do ex-deputado federal Jean Wyllys na sede da prefeitura.Foto: Elcio Ramalho/RFI Brasil
 
 

No ano passado, pouco após o crime, que ainda não foi totalmente esclarecido, o principal prédio administrativo da capital, o Hôtel-de-Ville, já expôs uma foto da ativista em sua fachada.

 

 

 

07
Jan19

Hora da solidariedade a um dos maiores jornalistas do Brasil independente

Talis Andrade

Fernando Brito publica hoje no seu blog, que tem como lema "A política, sem polêmica, é a arma das elites":

fernando brito.png

"Explicação aos leitores

Todos notaram que o blog não é atualizado, e a razão é que: seu autor voltou a ser internado para exames, que vão definir a extensão e as características da cirurgia que terá de fazer, provavelmente, no fim de janeiro e início de fevereiro.

É difícil, no ambiente de hospital, conservar – não só a lucidez – mas a agilidade necessária para acompanhar as notícias. Ainda mais quando o governo se especializa em “bater cabeça” e se desmentir, sucessivamente.

Igualmente, é difícil acompanhar digressões filosóficas como a do ministro das relações exteriores – dizendo que o Brasil não deve se aliar com outros países, deve aliar-se a si mesmo. Dá pra escrever um tratado sobre tal sandice.

É claro que se houver possibilidade, necessidade e condições de escrever, eu o farei. É o meu trabalho, minha utilidade social e o meu ganha pão. Mas, é meio de vida, não de morte.

Em princípio, então, fico uma semana fora do ar, desta vez. E sei que conto a compreensão e a solidariedade de todos."

.

Quem faz hoje jornalismo verdadeiro e livre não está empregado nos meios de comunicação de massa, construídos nos tempos de chumbo da ditadura militar de 1964. Nas concessões entregues pelo presidente Sarney, via seu ministro das Comunicações, Antonio Carlos Magalhães, dono da Arena que virou PFL, que virou Dem, partido aliado a Jair Bolsonaro, e que deve eleger Rodrigo Maia, filho de César Maia, e genro de Moreira Franco, presidente da amaciada Câmara dos Deputados, que votou o impeachment de Dilma Rousseff, e fez Michel Temer presidente. Nas concessões de Rádios e Televisões que compraram a reeleição de Fernando Henrique presidente.

Não conheço Fernando Brito, sou apenas um velho jornalista e professor que admira o "Tijolaço", que divulga, com coragem e sonho, a História do Brasil.

O "Tijolaço" é escrito e editado por um único, e admirado, e verdadeiro, e patriota jornalista, amigo do povo.

Se você luta pela Independência, pela Liberdade, pela Democracia, pela Igualdade, pela Fraternidade, vai entender ... clique aqui 

 

 

29
Out18

Haddad: 'Estamos juntos, tenham coragem'

Talis Andrade

indignados povo unido.jpg

 

 

Em pronunciado após a confirmação do resultado, Fernando Haddad buscou acalmar os que temem a violência do discurso do vencedor Jair Bolsonaro (PSL), que representa a extrema-direita. "Abraçaremos a causa de vocês. Contem conosco. A vida é feita de coragem", disse.

 

"Para aqueles que vi com angústia e medo, que soluçaram de chorar. Não tenham medo. Estaremos aqui. Estamos juntos", completou Haddad, ao lado de sua mulher, Ana Estela Haddad, e da candidata a vice, Manuela D'Ávila e lideranças de partidos aliados como Pros, PSB e Psol. O líder do Movimento dos Trabalhadores sem Teto, Guilherme Boulos, que concorreu no primeiro turno pelo Psol, teve saudação especial de Haddad.

 

Com quase 100% das urnas apuradas, Bolsonaro obteve 55,15% dos votos, frente a 44,85% do petista. Haddad falou muito sobre coragem. "Pela minha formação, gostaria de agradecer meus antepassados. Aprendi com eles o valor da coragem para defender a Justiça a qualquer preço. Aprendi com minha mãe, meu pai, que a coragem é um valor grande quando se vive em sociedade. Os demais valores dependem dela. Agradeço todos os partidos que estiveram conosco. Nos levaram a ter mais de 45 milhões de votos no dia de hoje."

 

Ele clamou por resistência ao exigir respeito destes quase 47 milhões de brasileiros que não acreditam no caminho do ódio, propagado por Bolsonaro em seus discursos de ataque a jornalistas, opositores, mulheres, homossexuais, entre outros grupos sociais.

 

"Uma parte expressiva do povo brasileiro precisa ser respeitada. Divergem da maioria, têm um outro projeto de Brasil e merecem respeito. Entre todos esses eleitores, muitos não são de partidos, de associações. Na última semana, vimos a festa da democracia nas ruas do Brasil. Gente com colegas, esposas, filhos e passou a panfletar o país inteiro. Ou colocar um cartaz no pescoço pedindo para dialogar para reverter o quadro que se anunciava."

 

A coragem deve ser o ponto central dos brasileiros que resistem, afirmou Haddad, lembrando da importância de um projeto de soberania nacional. "Seguimos com coragem para levar nossa mensagem aos rincões do país. A todos os brasileiros, fomos determinados levar a mensagem de que a soberania nacional e a democracia como entendemos é um valor que está acima de nós. Temos uma nação e precisamos defender daqueles que pretendem usurpar o patrimônio do povo brasileiro."

 

Além do patrimônio, os direitos devem ser defendidos a todo custo, disse. Direitos civis, políticos, trabalhistas e sociais estão em jogo. Temos uma tarefa enorme que é, em nome da democracia, defender o pensamento, as liberdades destes 45 milhões de brasileiros que nos acompanharam. Temos a responsabilidade de fazer uma oposição colocando o interesse do povo brasileiro acima de tudo.

 

Por fim, o compromisso de Haddad com seu eleitorado. "Temos uma longa trajetória e reconhecemos a cidadania em cada brasileiro e brasileira. Não vamos deixar esse país para trás. Vamos colocá-lo acima de tudo e vamos respeitar a democracia e as instituições, sem deixar de colocar nosso ponto de vista sobre tudo que está em jogo. Precisamos compreender o que está em jogo. Precisamos continuar a conversar com as pessoas nos reconectando com as bases, com os pobres, para construirmos um plano de país que há de sensibilizar as pessoas."

 

crise união povo patia indignados.jpg

 

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