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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

13
Jun21

Bolsonaro é a crise sanitária

Talis Andrade

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por Cristina Serra

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Jair Bolsonaro é como o vampiro de um conto de terror, insaciável em sua sede de sangue. Ele deu prova disso, mais uma vez, ao tentar flexibilizar o uso de máscaras. Para a imensa maioria da população brasileira, que não pode se dar ao luxo do trabalho em casa e é obrigada a sair em busca do pão de cada dia, a máscara e o álcool em gel são as duas únicas medidas de proteção, enquanto não tem vacina para todos e, sabidamente, existe o risco de reinfecção.

Como fazer distanciamento social em ônibus, trens e metrôs lotados? Com o nível de contaminação no Brasil, falar contra o uso de máscaras é, praticamente, tentativa de homicídio. Bolsonaro se esmera em confundir e desinformar. Esse aspecto do descontrole da pandemia entre nós foi destacado pelo médico sanitarista Cláudio Maierovitch e pela microbiologista Natália Pasternak, em depoimento à CPI da Covid. Desinformação mata. 

Ambos assinalaram que uma pandemia só pode ser controlada com grande esforço coletivo. Daí a necessidade de campanhas permanentes de informação e esclarecimento. Bolsonaro faz o contrário. Estimula a população a ser agente de propagação da doença. 

Bolsonaro é a crise sanitária. Cada vez que abre a boca, alastra a praga, pulveriza nuvens de pestilência, espalha veneno. É como um experimento altamente tóxico que escapou aos controles do laboratório. Mas, no comando do genocídio, ele não está sozinho. Tem o inacreditável suporte do Conselho Federal de Medicina, que deveria estar na vanguarda da defesa da ciência e da população, mas que advoga uma genérica “autonomia médica”. Lava as mãos covardemente. Vai ficar por isso mesmo ? 

Quem ganhou dinheiro com a falcatrua do “tratamento precoce” também é cúmplice da carnificina. Essa é uma linha de investigação a ser aprofundada pela CPI. Bolsonaro tudo faz para derrubar o nosso sistema imune, em múltiplos sentidos. O risco que corremos é o de uma septicemia.

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05
Jun21

Grupo de médicos assina manifesto contra Conselho Federal de Medicina

Talis Andrade

Mais de 100 profissionais assinam documento, que veio após vídeo em que presidente do CFM critica a CPI da Covid-19

 

 
Um grupo de centenas de médicos, incluindo Margareth Dalcolmo (foto em destaque), pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), fizeram um manifesto em que discordam da postura do Conselho Federal de Medicina (CFM). O documento, publicado na quinta-feira (3/6), afirma que o CFM se mostra contra “a apuração das responsabilidades e omissões para o enfrentamento da pandemia de Covid-19″.
 

Os médicos pedem que “nesse momento em que o padrão de transmissão da Covid-19 segue elevado, nossa atenção seja a necessidade de políticas baseadas na ciência e em boas práticas”.

O documento veio após o presidente do CFM, Mauro Ribeiro, divulgar um vídeo em que critica a CPI da Covid-19 e afirma que “não sabemos nada, temos todas as dúvidas do mundo”, o que justificaria o uso de tratamentos como a cloroquina. O vídeo foi compartilhado por Jair Bolsonaro nas redes sociais.

O médico e presidente do conselho é acusado pela 31ª Promotoria de Justiça do Ministério Público de Mato Grosso do Sul de não ter se apresentado para o trabalho na Prefeitura de Campo Grande por 28 meses entre de junho de 2013 a outubro de 2015.

Jair M. Bolsonaro
O Presidente do CFM (Conselho Federal de Medicina), Dr. Mauro Ribeiro, classifica a CPI como tóxica e vergonhosa. Falta coragem moral para a maioria de seus integrantes para apurar desvios de recursos e ouvir autoridades como, p. ex., o Presidente do CFM.
 
 

Compromisso com a Vida, Compromisso com a Verdade

Como médicos, comprometidos com a melhoria da saúde no país, discordamos de posições do Conselho Federal de Medicina contrárias à apuração das responsabilidades e omissões para o enfrentamento da pandemia de covid-19. Nesse momento em que o padrão de transmissão da covid-19 segue elevado, nossa atenção se volta para a necessidade de políticas baseadas na ciência e boas práticas. Polarizações e divisões da categoria são contraproducentes. Consideramos relevante e apoiamos quaisquer iniciativas para mudar o rumo do dramático contexto epidemiológico e social do país. Precisamos somar esforços para fortalecer o SUS e a ciência brasileira, que conjugados são a melhor resposta para a pandemia. 

Se voce concordar com esse texto divulgue para seus colegas médicos para que circule e informe que muitos médicos se negam ser cúmplices desse desastre.

11
Mai21

Ainda sentimos dor e vergonha?

Talis Andrade

 

por Fernando Brito

- - -

Um das imagens de horror que marcaram o fim de minha infância – e certamente a dos leitores e leitoras passados dos 60 anos – foi a dos “refugiados de Biafra”: homens, mulheres e sobretudo crianças transformados em esqueletos ambulantes pela fome acentuada pela guerra civil na Nigéria, tanto por conflitos étnicos como pela posse da rica região petroleira do Leste do país.

Inevitável lembrança ao ver a foto da capa de hoje da Folha de S. Paulo, ao “quase esqueleto” de uma criança yanomami em Roraima, ao que parece agora já recebendo assistência médica, depois de chegar a essa situação por malária, pneumonia, desnutrição e, sobretudo, falta de atenção de nossas autoridades públicas.

O Distrito de Saúde dos Yanomami tinha, enquanto existia o “Mais Médicos”, mais da metade de seu efetivo de médicos formado por cubanos. Hoje, esta metade está com vagas em aberto o que ajuda a existirem situações como a que o jornal descreve:

É uma criança da aldeia Maimasi, a dois dias a pé da Missão Catrimani. Ela está sem assistência há muito tempo, com malária e verminose. 

A fotografia foi feita por volta de 17 de abril. O pessoal das equipes de saúde tem receio de denunciar essa situação, pois podem ser punidos, colocados em lugares mais penosos ou ser demitidos. Vários polos de saúde estão abandonados. Não há estoque de medicamentos para verminose na sede do Dsei (Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami), em Boa Vista. Até para malária a quantidade é limitada.(…)

Havia seis meses que ninguém visitava a aldeia. Dessa vez, foram medicamentos para malária, mas não deu para repetir a dose. Uma equipe da Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena, do Ministério da Saúde), incluindo médico, foi de avião até a Missão Catrimani para levar esses medicamentos.(…)

Até para malária os medicamentos são contados, incluindo a cloroquina. Tem cloroquina para Covid, mas não para malária. A criança desnutrida está numa aldeia a oito minutos de helicóptero de um posto de saúde, mas leva um dia a pé.(…)

Parabéns ao Conselho Federal de Medicina e aos fanáticos da direita por terem ajudado a devolver estas crianças a serem a Biafra do século 21.

A foto, infelizmente, vai correr mundo como retrato do que acontece no Brasil em áreas indígenas, invadidas e cobiçadas, em Roraima, por arrozeiros e garimpeiros. Com o apoio de não se precisa dizer quem.

Capa do jornal Folha de S.Paulo 10/05/2021

20
Abr21

A cloroquina, aborto e morte de grávidas

Talis Andrade

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Os números do Observatório Obstétrico Brasileiro Covid-19 (OOBr Covid-19) mostram que a realidade das gestantes brasileiras durante a pandemia é assustadora.

Ao longo de 2020, foram registradas 453 mortes pela infecção com o novo coronavírus nas mulheres que esperam ou acabaram de dar à luz a um filho, o que representa uma média semanal de 10,5 óbitos.

Nos primeiros quatro meses de 2021, já foram registradas 289 mortes, o que faz a taxa semanal de óbitos nessa população dobrar.

Na comparação entre os dois anos, o crescimento de mortes entre grávidas foi de 145,4%, enquanto na população geral esse aumento ficou em 61,6%, calcula o OOBr Covid-19.

A explicação para esse fenômeno estaria na falta de assistência adequada: com a chegada de tantos pacientes num curto espaço de tempo, muita gente não teve acesso aos leitos de enfermaria ou UTI e, infelizmente, acabou morrendo na espera de um atendimento.

De acordo com as fontes ouvidas pela BBC News Brasil, isso impacta especialmente grupos com a saúde mais vulnerável, como as gestantes.

Uma pesquisa publicada em julho de 2020 já apontava essa tendência: até o dia 18 de junho do ano passado, o Brasil respondia por 77% de todas as mortes de gestantes por covid-19 do mundo.

Os dados, colhidos por especialistas da Fiocruz e de outras quatro instituições, indicavam que 23% dessas mulheres não tiveram acesso a um leito de UTI e 36% nem chegaram a ser intubadas.

Vide reportagem de André Biernath in BBC News ontem, dia 19 de abril.

TRATAMENTO PRECOCE DE BOLSONARO

Que as ciências médicas e a CPI da Pandemia precisam investigar é a influência maléfica do Ministério da Saúde com o chamado tratamento precoce da Covid-19, com medicamentos nocivos à gravidez.

Escrevem Alberto Trapani Júnior, Roseli Mieko Yamamoto Nomura, das Comissões Nacionais Especializadas da FEBRASGO de Assistência ao abortamento, parto e puerpério, em 1 de junho de 2020:
 
"As gestantes com Covid-19 devem ser tratadas de acordo com a classificação dos sinais e sintomas, conforme os protocolos estabelecidos para a população adulta, observando-se as alterações próprias da gravidez. Convém ressaltar que vários estudos buscam estabelecer um tratamento específico para a Covid-19, entre eles os antimaláricos (cloroquina e hidroxicloroquina), antibióticos, corticosteroides, antivirais, tocilizumabe, ivermectina, nitazoxanida, plasma de convalescentes de covid-19, heparinas entre outras, mas não existem evidências científicas suficientes para indicação formal de qualquer uma dessas terapias na gestação.

A hidroxicloroquina pode ser detectada no sangue do cordão umbilical em concentrações semelhantes às do soro materno. Existe um risco teórico, não confirmado em estudos com humanos, de toxicidade retiniana fetal após uso prolongado ou de altas doses de hidroxicloroquina.

As diretrizes disponíveis recomendam o tratamento com hidroxicloroquina para a malária não complicada, lúpus eritematoso sistêmico, nefrite lúpica e em alguns casos de síndrome antifosfolípide na gestação. A hidroxicloroquina e o metabólito da desetilcloroquina estão presentes no leite materno.

Contudo, não existem estudos demonstrando efetividade ou segurança no uso da hidroxicloroquina ou cloroquina em gestantes com Covid-19. O Ministério da Saúde do Brasil considera a gravidez uma contraindicação absoluta para o uso da hidroxicloroquina na Covid-19.

O uso de qualquer terapêutica para Covid-19 na gravidez deve ser guiado por uma análise de risco-benefício individual, baseada no potencial benefício para o organismo materno, considerando a segurança do feto, consultando-se o médico especialista em ginecologia e obstetrícia. Todas as mulheres grávidas devem receber aconselhamento e informações necessárias relacionadas ao risco potencial de eventos adversos de qualquer terapêutica proposta para o tratamento da Covid-19 na gravidez, para que as decisões sejam tomadas de forma compartilhada.

Portanto, o tratamento de gestantes portadoras de Covid-19 deve considerar a gravidade do quadro clínico materno e a terapêutica deve ficar a critério do médico assistente, em decisão compartilhada com a gestante. O médico deve relatar as limitações de estudos para comprovar benefícios de diferentes terapêuticas propostas para o tratamento da Covid-19, e, caso seja decidido por um tratamento específico, devem ser explicados os efeitos colaterais possíveis, bem como obter o consentimento livre e esclarecido da gestante ou do responsável legal, quando for o caso".
 

Riscos da cloroquina superam possíveis benefícios para grávidas com Covid-19

Amanda Milléo, em 17 de junho de 2020 advertia:

"Gestantes, assim como crianças, não são considerados grupos de alto risco para complicações da Covid-19. Usar medicações com potencial de causar prejuízos e sem eficácia comprovada para o novo coronavírus, como é o caso da hidroxicloroquina e da cloroquina, parece ser um contrassenso, na opinião de especialistas.

Porém, na última segunda-feira (15), o Ministério da Saúde ampliou a permissão de uso dessas medicações tanto para grávidas quanto para crianças, inclusive entre pacientes com sintomas iniciais. A decisão vem na contramão das orientações de outros países".

Mariama Correia, em reportagem datada de 19 de abril último, com o título: "Movimento de médicos que mistura aborto com cloroquina tem ligações com o Ministério da Saúde". 

Denuncia Mariama:

O “Ainda Há Bem” não é o único movimento de médicos conservadores articulado em defesa de tratamentos ineficazes contra a Covid-19 no Brasil. O próprio Conselho Federal de Medicina tem se alinhado com o discurso bolsonarista pró-cloroquina. Em fevereiro deste ano, 11 grandes jornais brasileiros publicaram um informe publicitário pró-cloroquina da Associação Médicos pela Vida, que é bancada por indústrias farmacêuticas, como revelou o Estado de S. Paulo e tem manifestos na internet com mais de 4 mil assinaturas.

A bula do sulfato de hidroxicloroquina adverte:

"Gravidez e amamentação

Gravidez

O uso da hidroxicloroquina é desaconselhado durante a gravidez, exceto quando, na opinião do médico, os benefícios potenciais individuais superarem os riscos.

Amamentação

A hidroxicloroquina é excretada no leite materno (menos de 2% da dose materna após correção do peso corporal).

Aplica-se apenas à indicação de malária

A amamentação é possível em caso de tratamento curativo da malária. Embora a hidroxicloroquina seja excretada no leite materno, a quantidade é insuficiente para conferir qualquer proteção contra a malária ao lactente. É necessária quimioprofilaxia separada para o lactente.

Existem dados muito limitados sobre a segurança da criança amamentada durante o tratamento com hidroxicloroquina a longo prazo; o prescritor deve avaliar os potenciais riscos e benefícios do uso de hidroxicloroquina durante a amamentação, de acordo com a indicação e duração do tratamento.

Desta forma, apenas o médico pode decidir sobre o uso de sulfato de hidroxicloroquina durante a gravidez e amamentação, pois o uso do medicamento nesses períodos necessita de cuidados especiais.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez". 

 

Polícia Civil e Ministério Público investigam morte de paciente com Covid tratada com nebulização de hidroxicloroquina em Manaus

 

A Polícia Civil e o Ministério Público do Amazonas estão investigando a morte de uma paciente com Covid, em Manaus, que recebeu tratamento com nebulização de hidroxicloroquina. O procedimento não tem eficácia comprovada.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) informou ao G1, em nota, que determinou abertura de sindicância e o afastamento da médica que realizou o tratamento. Conforme o órgão, o procedimento não faz parte dos protocolos da rede estadual de saúde.

Segundo a SES, duas pacientes foram submetidas a nebulização com a hidroxicloroquina, mas apenas uma delas recebeu alta. Os casos foram registrados na maternidade Instituto da Mulher Dona Lindu (IMDL).

A médica filmou o momento em que uma das pacientes é submetida ao tratamento com hidroxicloroquina, para mostrar aos familiares. A paciente morreu, e um parente denunciou o caso nas redes sociais 

A delegada Deborah Souza, titular do 15º Distrito Integrado de Polícia (DIP), informou que recebeu a denúncia do Comitê de Violência Obstétrica do Amazonas e da ONG Humaniza. Conforme a denúncia, pelo menos três mulheres grávidas morreram após o tratamento.

"Nós estamos investigando as circunstâncias em que aconteceu a morte dela, abrimos inquérito policial e, após a conclusão do inquérito, nós levaremos o caso à Justiça para tomar as providências cabíveis", disse.

20
Abr21

Conselho Federal de Medicina agora diz que é contra o kit Covid-19 de Bolsonaro

Talis Andrade

Doria cai na gargalhada com foto de Bolsonaro mostrando cloroquina a emaBolsonaro é visto mostrando caixa de hidroxicloroquina para ema no Palácio  do AlvoradaBolsonaro é visto mostrando caixa de hidroxicloroquina para ema no Palácio  do Alvorada | Brasil - Últimas Notícias do Brasil | O POVO Online

247 - O vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Donizette Giamberardino Filho [tardiamente], afirmou que a entidade não endossa mais medicamento algum para tratamento da doença do novo coronavírus. "O Conselho Federal de Medicina não recomenda e não aprova tratamento precoce e não aprova também nenhum tratamento do tipo protocolos populacionais [contra a Covid-19]", afirmou o vice-presidente do CFM aos senadores, durante audiência pública da Comissão Temporária da Covid-19 do Senado nessa segunda-feira (19). 

O CFM impulsionou ao longo de 2020 as recomendações para o "kit covid" ou "kit bolsonaro". A Associação Médica Brasileira (AMB) confrontou o Conselho em março e alertou que os medicamentos do chamado "kit Covid", como a hidroxicloroquina e a ivermectina, devem ser "banidos" do tratamento da Covid-19.

De acordo com o vice-presidente do CFM, o Conselho havia autorizado a prescrição fora da bula [off label] em situações individuais e com autonomia das duas partes, "firmando consentimento esclarecido [médico] e informado [paciente]". "Esse parecer não é habeas corpus para ninguém. O médico que, tendo evidências de previsibilidade, prescrever medicamentos off label e isso vier a trazer malefícios porque essa prescrição foi inadequada, seja em dose ou em tempo de uso, pode responder por isso", continuou, para amenizar a mudança de postura da entidade.

Medicamentos do kit covid não têm eficácia comprovada cientificamente e já foi recomendado em várias ocasiões tanto por Bolsonaro como por seus aliados. Em janeiro, por exemplo, usuários do Twitter criaram perfis fictícios para acessar o aplicativo do ministério da Saúde, então comandado pelo general Eduardo Pazuello, e constataram que a plataforma receitava a cloroquina contra a Covid-19. Pessoas nem sabiam se estavam com a doença receberam como sugestão o uso do remédio, que valeu até para recém-nascido.Desenhei o Bolsonaro mostrando a cloroquina para a ema no estilo JoJo :  brasil

 

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21
Mar21

Conselho e Associação abandonam médicos e são responsáveis pelo genocídio que está acontecendo no Brasil

Talis Andrade

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Ricardo Parolin faz perguntas que deveriam quebrar o "silêncio" do Conselho Federal de Medicina.

Ricardo Parolin Schnekenberg MD
@parolin_ricardo
Por que a letalidade hospitalar de COVID19 no Brasil é tão alta? Cerca de 30-40% de todos que entram no hospital, cerca de 60% dos que vão para UTI, e inacreditáveis 80% dos intubados. Essa é uma questão muito longa para o twitter, mas espero que algum jornalista escreva sobre. +
 
 
Image
 

Reportagem de Luis Barrucho, para BBC News, informa: Desde início da pandemia, 420 bebês morreram em decorrência da covid-19 no Brasil, contra 45 nos EUA; descontrole, falta de diagnóstico, comorbidades e pobreza explicam quadro trágico brasileiro. 

Reinaldo Azevedo tem cobrado respostas

Reinaldo Azevedo
@reinaldoazevedo
O silêncio do Conselho Federal de Medicina e da Associação Médica Brasileira diante dos despropósitos de Bolsonaro é assombroso. As diretorias merecem ter seus respectivos nomes inscritos na história.
Não conseguem nem mesmo apontar a inocuidade da cloroquina. O papinho estúpido de q nem há prova de q funciona nem de q ñ funciona é uma aberração. Esse tipo de “prova negativa” em direito e ciência é coisa de energúmenos ou de gente de má-fé.
Agora, suspensão de compra de seringas e agulhas. Mais silêncio. Contra médicos cubanos - e eu critiquei aspectos negativos do programa -, armaram uma guerra. Os cubanos se foram, os pobres estão sem médicos, Bolsonaro se entrega ao negacionismo, e CFM e AMB se calam. VERGONHA!
 
O médico Arruda Bastos, ex-secretário de Saúde do Ceará e um dos coordenadores do Movimento Médicos pela Democracia, disse, em entrevista à TV 247, no programa Boa Noite, que o Conselho Federal de Medicina é responsável pelo genocídio da pandemia da Covid-19 no Brasil.
 
Publica 247: Ao comentar o apoio de médicos do Ceará à política de Jair Bolsonaro para a crise sanitária, Arruda Bastos falou da luta dos Médicos pela Democracia contra um setor bolsonarista.
 

“No final do ano passado nós conseguimos deslocar todo um grupo bolsonarista raiz da Associação Médica Brasileira. Estamos caminhando para tirar também o Conselho Federal de Medicina, que é responsável pelo genocídio que está acontecendo no Brasil", afirmou.

Segundo o ex-vice-presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), “o Conselho Federal de Medicina não tem posições corretas, pela ciência”.

Situação da pandemia é mais grave do que a grande imprensa mostra

Arruda Bastos ainda comentou que a situação da pandemia do novo coronavírus “é muito grave, mais grave até do que a grande imprensa mostra”. “Não temos leitos de UTI, não temos profissionais para UTI, não temos medicamento para intubar, não temos oxigênionão temos presidente e nem ministro da Saúde”, afirmou.

“É a pior catástrofe sanitária da história do mundo em todos os tempos”.

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Rogério Correia
@RogerioCorreia_
Mais de 10.000 pacientes em estado grave aguardam desesperadamente em algum lugar do Brasil uma vaga de UTI. Aniversário do #Genocida tem 300 mil velas apagadas. Revoltante! #ImpeachmentBolsonaroUrgente

Capas dos jornais de hoje:Capa do jornal Folha de S.Paulo 21/03/2021

 
Capa do jornal O Tempo 20/03/2021
Capa do jornal Diário Gaúcho 20/03/2021
Capa do jornal Correio 20/03/2021
 
Capa do jornal Diário da Região 21/03/2021
Capa do jornal Jornal do Commercio 21/03/2021
 
16
Jan21

"As pessoas morreram por hipoxemia, por falta de oxigênio. Na verdade, não morreram por causa da Covid"

Talis Andrade

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Enquanto o povo da capital amazonense vive uma inédita tragédia sanitária, o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, monta e financia uma força-tarefa de médicos defensores do que chamam de “tratamento precoce” da Covid-19, denuncia o portal 247.

O chamado tratamento precoce apregoado pelo governo de Jair Bolsonaro consiste no uso de remédios que segundo estudos científicos não têm eficácia no combate ao coronavírus, como a cloroquina para malária e ivermectina e azitromcina, para vermes.

Painel da Folha de S.Paulo revela que a força-tarefa agiu na segunda-feira (11), um dia após o governador Wilson Lima (PSC) pedir socorro ao governo federal e a outros estados devido à falta de oxigênio no estado.

Esta força-tarefa deveria ser investigada. O médico intensivista e coordenador da UTI do Hospital Getúlio Vargas, em Manaus, Anfremon Monteiro Neto, diz que visita cerca de 50 pacientes com coronavírus por dia e que "todos" eles dizem ter usado os medicamentos prescritos pelo tal "tratamento precoce", como azitromicina, hidroxicloroquina e ivermectina.

Segundo ele, nenhum desses remédios ajudam na situação do paciente. O médico afirmou também que é preciso preparar o Brasil para a segunda onda da doença. “Não é falta de tratamento precoce. É sacanagem com a gente que trabalha aqui, que trabalha sério e está tentando fazer alguma coisa. Em vez de ficar fazendo manobras evasivas, o governo tem que preparar o país para a segunda onda. Se preparem, porque ela é devastadora, ela é cruel e vai levar muita gente". Veja o vídeo aqui

Mario Vianna, presidente do Sindicato dos Médicos do Amazonas, denuncia:

A capacidade de oxigênio não aguentou e zerou a central de tanques. As pessoas morreram por hipoxemia, por falta de oxigênio. Na verdade, não morreram por causa da Covid. Morreram porque o suprimento, o medicamento que os mantinham vivos, por algum motivo faltou. Portanto, o diagnóstico correto para a causa da morte, já que eu sou legista também, é hipoxemia por falta de oxigênio. Isso é uma condição que, a meu ver, precisa ser apurada, porque tem aspecto até do ponto de vista criminal.

Escreveu Reginaldo Azevedo: A Associação Médica Brasileira não tem cura. Padece de uma doença sem cura chamada subserviência. Tornou-se um aparelho do governo Bolsonaro. 

Reinaldo também reclama do silêncio cúmplice da Sociedade Brasileira de Infectologia, do Conselho Federal de Medicina. Reinaldo condena o charlatanismo do me engano que eu gosto da força tarefa do Ministério da Saúde: "Hoje, Amazonas não consegue nem cuidar dos prematuros. É o custo da irresponsabilidade oficial e coletiva". 

O jornalista Ricardo Kotscho escreve que é preciso salvar o país de Jair Bolsonaro, que comete genocídio como evidencia a crise sanitária em Manaus.

"Panelaços e notas de repúdio, como sabemos, não são capazes de nos livrar do mal maior na pandemia que é esse desgoverno do capitão Bolsonaro e do seu cúmplice Pazuello, que a cada dia aumentam o desespero do povo brasileiro".

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"Com o atraso proposital para o início da vacinação e o aumento nos casos de mortes e contaminações, batendo recordes diários, brasileiros continuam impedidos de ir às ruas para defender os seus direitos, única forma de obrigar a Câmara a iniciar um processo de impeachment".Image

Capa do jornal Folha de S.Paulo 16/01/2021

Capa do jornal Super Notícia 16/01/2021

Capa do jornal Estado de Minas 16/01/2021

Capa do jornal O Tempo 16/01/2021

15
Jan21

Sem oxigênio no Amazonas, 60 bebês prematuros são transferidos para outros estados

Talis Andrade

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Reinaldo Azevedo no Tweet

Reinaldo Azevedo
@reinaldoazevedo
Entrei na página do Conselho Federal de Medicina. Nada sobre Manaus e o caos em curso no país. Há só um texto sobre vacinas com obviedades de anteontem, que o Conselheiro Acácio assinaria com ar sapiente.
*
A Associação Médica Brasileira não tem cura. Padece de uma doença sem cura chamada subserviência. Tornou-se um aparelho do gov. Bolsonaro. Abaixo, o destaque dado pela AMB em sua página sobre Manaus. Que governo cuidadoso e diligente, né?Image
Juristas têm de fazer “O Brasil Nunca Mais da COVID-19”. Além da publicar os respectivos nomes dos mortos, tarefa possível em tempos digitais, é preciso deixar na história os nomes dos negacionista de todas as profissões, inclusive jornalistas — ou q se disfarçam de.
*
ATENÇÃO PARA ALGO POTENCIALMENTE GRAVE: O início da vacinação pode passar a impressão de q a imunização coletiva ja está dada e de q ñ há mais risco. Precisaríamos de uma campanha forte p/ deixar claro q isso é falso. Ñ haverá. Política genocida vai continuar.
 

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Sargento Garcia, o general P da hora H, tentou dar um truque até na Índia. Ali, não fosse a qualidade, ele teria se fudid... na quantidade. O general especialista em “loguística” nunca ouviu falar em salto dialético, coitado! Ele nem sabe o que é logorreia. General burro!!!
 

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Insista-se: qdo se falava em impedir o colapso no sistema de saúde por causa da COVID-19, tbem se pensava nos demais pacientes. Hj, Amazonas ñ consegue nem cuidar dos prematuros. É o custo da irresponsabilidade oficial e coletiva
Image“Nós fizemos a nossa parte”, afirma Bolsonaro sobre o Amazonas. Qual é mesmo a parte dele? - tentar impor a cloroquina; - incentivar aglomerações; - combater a máscara; - atacar a vacina. - chamar 2ª onda de “papinho” Ou país se organiza p/ punir tal conduta, ou vamos p/ o caos.

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13
Jan21

D, de desídia; H, de hipocrisia e M de morticínio

Talis Andrade

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por Fernando Brito

- - -

O inepto general da Saúde, Eduardo Pazuello, anunciou ontem, afinal, a data do início da vacinação dos brasileiros contra a Covid-19.

Será, garantiu, “no dia D e na hora H’, como você vê no vídeo abaixo.

Dia “D”, de demorado, porque não temos a vacina com que se inaugurará a vacinação – a “migalha” de 2 milhões de doses “de Oxford” importadas da Índia – te temos a vacina que não poderá ser usada, por razões políticas, no início da vacinação: os milhões de doses “chinesas” guardadas no Instituto Butantã.

Hora “H” de hipocrisia, porque a análise das vacinas pela Anvisa está mergulhada num processo politizado desde antes mesmo da apresentação dos pedidos de registro de ambos os imunizantes.

Como foi – e continua sendo – atitude de bandido o charlatanismo de empurrar cloroquina e ivermectina goela abaixo dos manauaras, às voltas, de novo, com uma tragédia de grandes proporções.

Não é possível que, a esta altura, haja quem ainda leve a sério a intenção do governo em vacinar corretamente a população.

Até a Eliane Cantanhêde já percebeu que “o importante não é vacinar, é vacinar primeiro; não é ter doses para todos, basta uma única dose para a foto.”

Ninguém mais pode deixar de ver que o país está abandonado à sua desgraça, enquanto os idiotas discutem se é 65, 68 ou 78% uma eficácia que, do ponto de vista da imunização em massa é irrelevante do ponto de vista da saúde pública.

A Índia, de onde virá (virá?) a vacina importada às pressas pela Governo Federal, começa a vacinar 300 milhões de pessoas dia 16 e, para isso, as caixas frias já estão chegando aos principais centros do país. O material para a fazer-se aqui a tal “vacina de Oxford” não chegou e nem há data exata para chegar.

Vamos ficar na base da cloroquina até quando?

Esperem os números de hoje, depois do “descanso” do final de semana, onde nem para anotar mortes se conseguiu organizar uma rotina.

A morte não vai esperar a Anvisa.

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Nota deste correspondente: A Associação Médica Brasileira, a Sociedade Brasileira de Infectologia, o Conselho Federal de Medicina sabem dos gastos inúteis, do charlatanismo, da demagogia criminosa com a cloroquina e dos feijões milagrosos, do satanismo do pastor Waldomiro. 

13
Jan21

Secretários estaduais de Saúde consideram "perversidade" e "loucura" pressão do general Pazuello por cloroquina

Talis Andrade

Charge – 16 de julho de 2020 | Jornal Tribuna Ribeirão

O general ministro da Saúde  é tão genocida quanto o capitão presidente. Quantos brasileiros a dupla Bolsonaro/Pazuello vai matar hoje? 

247 - Secretários estaduais de Saúde repudiaram a pressão do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para que autoridades prescrevam a cloroquina contra o coronavírus. Dirigentes trataram o documento da pasta como "esdrúxulo", "loucura" e "perversidade". A informação foi publicada pela coluna Painel, da Folha

O ofício do ministério, assinado por Mayra Pinheiro, secretária de Gestão do Trabalho e da Educação da Saúde, afirmou que não utilizar estes medicamentos é "inadmissível". Incentivado pelo silêncio da Associação Médica Brasileira. Idem Sociedade Brasileira de Infectologia. E Conselho Federal de Medicina. O documento foi enviado para a secretaria municipal de Saúde de Manaus.

Os deputados federais Alexandre Padilha (PT-SP) e Marcelo Freixo (PSOL-RJ) anunciaram ações no Tribunal de Contas da União (TCU) e no Ministério Público Federal contra o ministério. 

Folha de S.Paulo Twitterissä: "Esta é a charge de @Benett_ publicada na  #Folha desta quinta (2). Quer ver mais charges do jornal? Acesse  https://t.co/SYBMd91i4u #folha #fsp #folhadespaulo #coronavirus  #coronavirusbrasil #covid19 #charge #humor #

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