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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

31
Jul21

Desmonte descarado da educação pública e da ciência

Talis Andrade

arroz quebrado.jpg

Ana Júlia no TwitterImage

Primeiro a Biblioteca Nacional foi destruída. Depois, Pantanal e a Amazônia em chamas. Há alguns dias, arquivos do CNPq destruídos, prejudicando a Ciência brasileira. Ontem, perdemos parte da nossa história com o incêndio da Cinemateca. Tudo isso devido ao descaso do governo!
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Desde segunda, 26, o sistema Lattes, que armazena informações de pesquisadores e trabalhos desenvolvidos, está fora do ar. Sim, o servidor do CNPq queimou! De acordo com o Conselho, não havia backup da plataforma lattes. Um absurdo!
Ou seja, milhares de pesquisas e trabalhos científicos podem ter sido perdidos para sempre porque o governo Bolsonaro, sempre tirando verba da educação e da Ciência, não investiu num backup.
Sem falarmos que o orçamento deste ano do órgão é o menor dos últimos 20 anos! Isso tudo é consequência da política de negação do governo Bolsonaro, é o desmonte descarado da educação pública e da Ciência.
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INACREDITÁVEL! O fragmento de arroz, usado na alimentação de animais, está sendo vendido no supermercado para o trabalhador! Mas, a mídia, ao invés de criticar os verdadeiros culpados por isso - o governo Bolsonaro - aplaude a miséria do povo e fingem que isso SEMPRE aconteceu.Image
Momento em que o foi detido covardemente. POLÍCIA RACISTA!!!

@Renatoafjr eleito democraticamente detido de forma truculenta e absurda. É inaceitável que qualquer cidadão passe por esse tipo de tratamento.

@Renatoafjr estava apenas protestando contra o Bolsonaro, contra esse governo genocida! Ainda vivemos em uma democracia e não vamos parar hoje, nem nunca a nossa busca por um país sem desigualdades e sem preconceito.Image

 

27
Jul21

É possível superar a fome. De novo

Talis Andrade

fome &  cororação de mãe.jpeg

 

 

Há menos de 7 anos, o Brasil era um centro mundial de combate à fome. Hoje, a insegurança alimentar chega a 117 milhões. “Os governos Temer e Bolsonaro destruíram as políticas sociais”

 

por Tereza Campello

- - -

A pandemia da Covid-19 no Brasil deixará no seu rastro marcas que vão muito além da tragédia sanitária que ceifou a vida de mais de meio milhão de brasileiros. O acirramento do quadro de fome e de insegurança alimentar é gravíssimo e exige ação imediata. O Brasil não pode esperar. Quem tem fome não pode esperar o controle da pandemia.

Lembremos que a Covid-19 alcançou o Brasil, no início de 2020, no seu pior momento. O desemprego atingia 11 milhões de trabalhadores, a rede de proteção social estava fragilizada, depois de quatro anos de vigência do congelamento de gastos sociais resultantes da Emenda Constitucional 95 — a Lei do Teto dos Gastos —, as taxas de pobreza cresciam assustadoramente desde 2015. A incapacidade e o descompromisso do governo de Jair Bolsonaro em conduzir o país em meio à pandemia maximizou todos estes problemas.

A crise sanitária da Covid atingiu um Brasil imerso em seu histórico pesadelo: tínhamos acabado de voltar ao Mapa da Fome das Nações Unidas. Dados da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (IBGE) davam conta que em 2017 e 2018 a população em situação de insegurança alimentar tinha saltado de 22,9% para 36,7% dos brasileiros. Com Temer, o país tinha regredido a uma situação pior que a que encontramos no início do governo Lula (35,2%). Foram os desmontes nas políticas públicas de combate ao flagelo da fome que conduziram o Brasil de volta ao triste mapa da ONU.

O governo Bolsonaro e a pandemia acirraram e aceleraram este quadro. Em dezembro de 2020, ainda com a vigência do auxílio emergencial, a população em insegurança alimentar chegou a 117 milhões de brasileiros (55%). Deste total, 43 milhões viviam com fome ou comiam menos do que precisavam para viver — insegurança alimentar grave ou moderada.

Relatório da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) publicado este mês reafirmam os dados. Certamente a situação atual está ainda pior, considerando que o desemprego continuou crescendo e superou a casa de 15 milhões, enquanto outros 6 milhões de adultos desistiram de trabalhar por não encontrarem oportunidades e 34,2 milhões vivem na informalidade. O relatório “O vírus da Fome”, da Oxfam, divulgado na semana passada aponta para o risco do Brasil se tornar o centro emergente da fome no mundo.

Há menos de sete anos éramos reconhecidos mundialmente como o centro emergente de políticas inovadoras de combate à fome e à pobreza. A FAO atribuía o sucesso do Brasil, que saiu do Mapa da Fome em 2014 — durante o governo Dilma Rousseff —, a um conjunto multidimensional de políticas, dentre as quais se destacam:

1) Liderança e prioridade política com recursos orçamentários compatíveis com o tamanho do desafio;

2) Aumento da renda da população garantindo acesso a alimentos, através da geração de 20 milhões de empregos, aumento do salário mínimo em 74% acima da inflação e programa Bolsa Família;

3) Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que chegava a 43 milhões de crianças e jovens;

4) Fortalecimento da Agricultura familiar com crédito e compras públicas, e;

5) Gestão intersetorial, participação e controle social com o Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), extinto no governo Bolsonaro.

Todas estas cinco frentes destacadas pela FAO, por tornarem possível a superação da fome, foram dizimadas por Temer e Bolsonaro.

A calamidade da fome não teve origem e não pode ser atribuída ao vírus. Confirmando 70 anos depois o que ensinava Josué de Castro, a fome não é um fenômeno natural ou biológico. É fruto de decisões políticas e da destruição de políticas públicas.

Frente à crise aguda e ao descompromisso do governo Bolsonaro, a população pobre e vulnerável tem conseguido se manter graças à rede de solidariedade que se formou na sociedade. ONGs, movimentos sociais, sindicatos, na maioria com forte vínculo com as periferias, estão mobilizados. A solidariedade é estratégica e necessária para aliviar o sofrimento, mas não garante o direito humano a alimentação adequada.

Foi criminosa a destruição do Sistema Nacional de Segurança Alimentar, o SISAN, que poderia estar coordenando nacionalmente as diferentes frentes das políticas municipais, estaduais e federais e integrando-as com o esforço de milhares de iniciativas da sociedade civil. Com o SISAN operando, o governo poderia, por exemplo, ter se antecipado propondo medidas para evitar a disparada do preço de alimentos e garantir o abastecimento da população.

Mas Jair Bolsonaro e Paulo Guedes preferiram viabilizar o lucro extra dos exportadores. O governo poderia ter pactuado e construído soluções para garantir refeições de qualidade para as 43 milhões de crianças que ficaram sem alimentação escolar com o fechamento das escolas. Poderia ter viabilizado soluções para manter as compras públicas de alimentos e evitar a interrupção das cadeias de fornecimento da agricultura familiar. Enfim haveria coordenação, interação e vontade política.

Em vez disso, assistimos incrédulos o ministro da Economia tentar tirar vantagens da tragédia humanitária da fome e aproveitar para solucionar os estoques mal planejados da rede varejista. Ou tentar “emplacar” o velho pleito de supermercadistas de flexibilizar as regras de prazo de validade para otimizar lucros. Com Guedes, vemos o retorno ao assistencialismo e o padrão “Ilha das Flores”, onde o que cabe aos pobres é o lixo e os restos, devidamente processados e higienizados.

É inexorável que se implemente imediatamente medidas, atuando em duas frentes, com a retomada do auxílio emergencial de R$ 600 e das experiências bem sucedidas vitoriosas no combate à fome. Defendemos o direito à acesso a alimentação em quantidade e qualidade. O direito à comida de verdade. E isto só é alcançado se for garantido pelo Estado, com regularidade, políticas continuadas e com escala. Sabemos que é difícil, mas é possível e pode ser feito. Os governos do PT fizeram.

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26
Jul21

Retirantes da fome: Quase 3 mil crianças brasileiras entraram ilegalmente nos EUA pelo México em apenas 2 meses

Talis Andrade

 

Criança imigrante

O número é referente a pessoas com até 6 anos de idade e corresponde ao período de maio e junho de 2021

 

247 - Um total de 2.857 bebês e crianças brasileiros com até 6 anos de idade atravessou irregularmente a fronteira dos Estados Unidos com o México em maio e junho de 2021. Eles foram detidos pelo serviço de migração. Os números foram divulgados pelo órgão americano de Alfândega e Controle de Fronteira e publicados pela BBC Brasil.

De acordo com o levantamento, o total de menores de 6 anos apreendidos por agentes americanos em dois meses supera todo o acumulado dos 7 meses anteriores.

Destas 2.857 crianças, 12 entraram no país sem a companhia dos pais ou de algum responsável legal por elas.Levando em conta o número total de brasileiros, a quantidade de pessoas nascida no país detidas em 2021 ao avançar pela fronteira dos EUA sem visto (29,5 mil) foi o recorde registrado em toda a série histórica - desde 2007. Há 10 anos, em 2011, apenas 472 brasileiros foram detidos na mesma condição.Image

26
Jul21

Fila para conseguir doação de ossos é flagrante da luta de famílias brasileiras contra a fome (vídeo)

Talis Andrade

Pessoas carentes fazem fila para doação de ossos em açougue de Cuiabá | O  TEMPOPopulares fazem fila para pegar 'ossinhos' de carne de supermercado |  Gazeta DigitalContagem coronavírus - Brasil (Notícias 24 horas) on Twitter: "Corta o  coração ler matérias como essa. Trata-se da realidade de muitas famílias  pelo Brasil. Temos visto essa tragédia diária de perto. Isso

 

Por Fantástico

Dezenove milhões de brasileiros acordam atualmente sem saber se vão conseguir alguma refeição para o dia. Dois anos atrás, eram 10 milhões. Essa situação tem levado famílias brasileiras a cenas como as mostradas na reportagem do Fantástico.

Em Cuiabá, uma cena chama atenção: a distribuição de pedaços de ossos com retalhos de carne tem formado filas. O açougue, que distribui os ossos há dez anos, diz que isso acontecia antes apenas uma vez por semana e, agora, são três. A crise provocada pela pandemia só fez a fila crescer.

 

"Tem gente que pega e já come cru, ali mesmo", se emociona Samara Rodrigues de Oliveira, dona do local.
Moradores pegam ossos de boi descartados em açougues para alimentar filhos  - 16/07/2021 - UOL Economia

Desde o início da pandemia, o arroz ficou 56% mais caro e o preço do feijão preto aumentou 71%. A saída para muitos brasileiros tem sido os grãos de segunda linha, como arroz fragmentado e feijão bandinha, que vem quebrados e com mais impureza.

A auxiliar de serviços gerais Catia Barbosa Gomes, que está desempregada e conta apenas com R$ 260 do Bolsa Família para alimentar os três filhos, é uma delas. "O feijão bandinha deve estar uns três ou quatro reais. O outro tá oito reais", conta.Tá osso - Nando Motta - Brasil 247

 

25
Jul21

As ruas uma muralha de resistência ao golpismo

Talis Andrade

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Guilherme Boulos no Twitter

 
Guilherme Boulos
São Paulo deu o recado. É Fora Bolsonaro! 

 

Image As ruas serão uma muralha de resistência ao golpismo de Bolsonaro. Não temos medo. O Brasil vai virar a página desse pesadelo!ImageO povo quer viver. Fora Bolsonaro!Image

Recife é Fora Bolsonaro com força!

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João Pessoa

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Goiânia

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25
Jul21

Nosso povo quer viver!

Talis Andrade

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Manuela Davila no Twitter

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Milhares de pessoas na Esplanada dos Ministérios em luta contra Bolsonaro seu governo genocida

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Em Porto Alegre o #24JForaBolsonaro já começou assim!   Gabriela Silveira
Por quem você vai pra rua hoje?  Sara BragaImage
24
Jul21

Manifestantes protestam contra Bolsonaro em várias capitais pelo país

Talis Andrade

Protesto contra bolsonaro rio de janeiro1

 

 
Diversas cidades do país registram manifestações contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) neste sábado (24/7). Os protestosjá ocorreram ou estão em andamento em capitais como Rio de Janeiro, Salvador, São Luis, Recife, Belém e Maceió.
 

Até às 14h, mais de dez capitais já contabilizam atos contra o presidente e também em defesa da vacinação. E ao menos 20 estados já registram as mobilizações com o mesmo perfil.

De acordo com a Central de Movimentos Populares (CMP), que também organiza as ações deste sábado, estão marcadas 488 manifestações. [Veja mais aqui]

brasil manifestacao 24j

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24
Jul21

Manifestantes protestam no Centro do Rio contra o governo do presidente Jair Bolsonaro

Talis Andrade

Trecho da Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio, durante protesto contra o governo Bolsonaro na manhã de 24 de julho de 2021 — Foto: Guilherme Cardoso/TV Globo

Trecho da Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio, durante protesto contra o governo Bolsonaro na manhã de 24 de julho de 2021 — Foto: Guilherme Cardoso/TV Globo

 

 

por G1

Manifestantes se reuniram na manhã deste sábado (24), no Centro do Rio, em protesto contra o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A grande maioria deles usava máscara facial.

A concentração do ato teve início por volta das 10h na Avenida Presidente Vargas, em frente ao monumento em homenagem a Zumbi dos Palmares. De lá, eles seguiram em caminhada rumo à Praça da Candelária.Funcionários dos Correios participam de protesto contra o governo Bolsonaro, no Centro do Rio, na manhã de 25 de julho — Foto: Jefferson Monteiro/TV Globo

Vista aérea mostra manifestantes ocupando longo trecho da Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio, durante protesto contra o governo Bolsonaro na manhã de 24 de julho — Foto: TV Globo

Em faixas, cartazes e adesivos, os manifestantes reclamavam das privatizações de órgãos públicos, cobraram a defesa da Amazônia, cobravam vacina contra a Covid e, até mesmo, a saída de Bolsonaro do cargo. Uma faixa com cerca de 50 metros de comprimento exibia a frase "Fora Bolsonaro".

24
Jul21

Manifestantes fazem atos contra Bolsonaro e a favor da vacina

Talis Andrade

Vista aérea mostra manifestantes ao longo da avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio — Foto: TV GloboVista aérea mostra manifestantes ao longo da avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio — Foto: TV Globo

 

Por G1

Manifestantes foram às ruas neste sábado (24) para protestos contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e em defesa da vacinação contra a Covid-19.

Até por volta das 14h, haviam sido registrados protestos em pelo menos 52 municípios, localizados em 20 estados, incluindo 13 capitais.

 

  • Estados em que foram realizadas manifestações: AL, BA, CE, GO, MA, MG, MT, MS, PA, PB, PE, PI, PR, RJ, RN, RS, RR, SC, SP e TO
  • Entre as cidades, houve protesto nas seguintes capitais: Rio de Janeiro, Recife, Salvador, Belém, Palmas, Teresina, Goiânia, Campo Grande, Cuiabá, São Luís, João Pessoa, Boa Vista e Maceió

 

Assim como em manifestações semelhantes realizadas em outras datas, os protestos ocorreram de forma pacífica. A maioria dos manifestantes usavam máscara como medida de proteção contra o coronavírus. Veja a situação das manifestações pelo país aqui

Manifestantes protestam no Centro do Rio contra o governo Bolsonaro — Foto: Jefferson Monteiro/TV Globo

 

24
Jul21

Brasileiros saem às ruas em novos protestos contra Bolsonaro

Talis Andrade

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Atos pedindo o impeachment do presidente, vacinas para todos e fim da corrupção estão marcados para mais de 470 cidades, em pelo menos 15 países. Maior concentração deve ocorrer na Avenida Paulista

 

por DW

Partidos de oposição, centrais sindicais, movimentos de renovação política e grupos descontentes com o atual governo convocaram para este sábado (24/07) novos protestos contra a gestão do presidente Jair Bolsonaro.

Atos estão marcados em mais de 470 cidades de pelo menos 15 países, de acordo com levantamento da Campanha Nacional Fora Bolsonaro. Na Alemanha, protestos acontecem em cidades como Berlim e Freiburg.

Entre as principais pautas estão a defesa da democracia, impeachment de Bolsonaro, fim da corrupção, vacinas para todos, volta do auxílio emergencial de R$ 600 e geração de empregos de qualidade.

É a quarta vez que brasileiros sairão às ruas contra o presidente, após os protestos de 29 de maio,19 de junho e 3 de julho, e a primeira após pesquisa Datafolha indicar reprovação recorde de Bolsonaro.

O maior ato, convocado pelo Bloco Democrático – Em Defesa da Vida e da Democracia, deve acontecer na Avenida Paulista, a partir das 16h30. A concentração terá início às 15h, em frente ao Conjunto Nacional. O mote é "dia de unir o país em defesa da democracia, da vida dos brasileiros e do Fora Bolsonaro”.

O bloco é formado por partidos de oposição, tanto de esquerda quanto de direita (Cidadania, PV, PCdoB, PDT, PSB, PSDB, Rede Sustentabilidade e Solidariedade), centrais sindicais, movimentos estudantis, movimentos de esquerda e grupos a favor da renovação política.

"É hora de unir os brasileiros, independente de colorações partidárias e ideológicas, na defesa intransigente da democracia", destaca o grupo.

Em nota, o bloco afirma que a "ação do governo federal tem sido marcada de maneira criminosa pela irresponsabilidade e descaso com a defesa da vida do nosso povo, atacando a ciência e sabotando a vacinação, usando o momento de dor e perda por que passamos como uma oportunidade para ações corruptas, reveladas pela CPI da pandemia".

A nota acrescenta que "ao mesmo tempo em que sabota todos os esforços da sociedade para vencer o coronavírus, Bolsonaro ataca diariamente o regime democrático brasileiro e busca, inequivocamente, as condições para a imposição de um regime autoritário que destrua as instituições republicanas para acabar com as liberdades democráticas".

O protesto acontecerá mais cedo, para tentar evitar a ação de grupos isolados que, em 3 de julho, quebraram vidraças e incendiaram uma agência bancária na rua da Consolação.

Renovação política

Desta vez, o Movimento Brasil Livre (MBL) e o Vem Pra Rua optaram por não convocar os apoiadores para o ato, já que a iniciativa tem o apoio de muitos partidos de esquerda. Os dois grupos marcaram um protesto pelo impeachment de Bolsonaro para 12 de setembro, com o apoio de partidos como PSL e Novo.

No entanto, outros movimentos, intitulados de "renovação política" estarão nas ruas, como Acredito e Agora, que surgiram em 2013 e defendem trazer nomes de fora da política partidária para disputar as eleições.

Enquanto os dois primeiros protestos se concentraram, sobretudo, na gestão catastrófica de Bolsonaro em relação à pandemia, o último, em 3 de julho, passou a englobar, também, pautas anticorrupção, impulsionados  pelo escândalo da Covaxin. Além disso, os últimos protestos ganharam a adesão de partidos da direita e da centro-direita.Image

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