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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

08
Dez19

Terrorismo policial separa brancos e negros

Talis Andrade

 

A cultura estadunindense mexe com os brancos (chegam a gastar 8 mil pratas por uma noite pop com proteção da polícia de Doria), e com os negros (que morrer pisoteado no pancadão do funk ou por bala perdida faz parte do risco mais do que legal chamado de excludente de ilicitude, invenção do Sergio Moro, que tem o efetivo apoio dos sádicos governantes Bolsonaro, Doria e Witzel.

El País destaca os dois eventos.

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Ok, ‘boomers’, explicamos a Comic Con Experience, a festa ‘geek’ milionária que arrebata São Paulo

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Cidade recebe a maior feira dedicada ao pop e aos quadrinhos do mundo, com mais de 280 mil pessoas

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Jovem faz cosplay de Coringa na CCXP 2019

 

por Joana Oliveira

Se você é fã de quadrinhos, séries e super-heróis, e se o auditório em questão é o do maior evento de cultura geek e nerd do mundo, que reúne seus quadrinistas, personagens, diretores e atores favoritos, a coisa muda de figura. Essa é a proposta da Comic Con Experience (CCXP), que começou na quinta-feira (05/12) em São Paulo e vai até domingo (08/12), atraindo um público de 280.000 pessoas. Nesse universo, cabem seis Maracanãs lotados com 160 horas de cultura pop, entre painéis, exibições de filmes, experiências sensoriais, sessões de fotos e autógrafos, performances e campeonatos de videogames.

Este ano, 70% do público vem de fora de São Paulo. E a previsão é de que toda essa gente movimente R$ 265 milhões na cidade, de acordo com os organizadores. 80 marcas estão presentes no espaço, que receberá mais de 40 delegações de Hollywood para promover seus próximos lançamentos. Só os ingressos, esgotados todos os dias em 2019, dão uma dimensão do potencial econômico da nerdlândia: o passe para quatro dias custava 960 reais no primeiro lote e chegaram a 1.180 reais no terceiro e último lote, com opções premium na casa dos 8.000 mil. Transcrevi trechos   

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Do samba ao funk, o Brasil que reprime manifestações culturais de origem negra e periférica

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Ao longo da história, cultura e religiões de matriz negra ou africana foram tratadas com violência pelas autoridades, que se empenham em impedir a ocupação do espaço público

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por Gil Alessi

Na década de 1930 andar pelas ruas do Rio de Janeiro carregando um pandeiro bastava para levar um tapa na cara da polícia e passar a noite na cadeia. Para as autoridades, frequentar uma roda de samba também justificava o esculacho. Mais de oitenta anos depois, a repressão se volta para outro gênero musical: o funk. Basta ir a um baile —ou fluxos, como são conhecidos— nas periferias de São Paulo para estar sujeito a tiro, porrada e bomba. Foi o que aconteceu na madrugada do dia 1º, quando uma ação da Polícia Militar na festa conhecida como DZ7, em Paraisópolis, terminou com nove jovens mortos pisoteados depois de serem encurralados pela tropa.

Após a comoção pelo massacre somada aos vídeos divulgados na Internetcom policiais agredindo jovens rendidos com barras de ferro, o governador João Doria (PSDB), até então defensor de ações da PM, ensaiou nesta quinta-feira um recuo. Ele admitiu rever as práticas de abordagem e protocolos da polícia, e se disse “chocado” com as imagens divulgadas. Inicialmente o tucano havia inocentado os agentes antes mesmo do início das investigações, dizendo que a PM não havia tido responsabilidade pela tragédia e que apenas perseguiu criminosos em uma moto que dispararam contra a viatura (nenhuma imagem desta perseguição veio à tona até o momento da conclusão desta reportagem).

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Ao longo da história do Brasil, mudou o ritmo, dos tambores, pandeiros e atabaques para a batida eletrônica grave. Mas há continuidade na repressão de manifestações culturais de matriz africana e negra (capoeira, candomblé e samba) ou periféricas (rap nos anos de 1990 e 2000 e funk atualmente) com empenho e violência. “Se no passado o sambista foi classificado como vagabundo, nos dias atuais a pessoa que se diverte no baile ou o artista do funk podem ser classificados como marginais, ou pior, traficantes”, explica Lourenço Cardoso, professor do Instituto de Humanidades da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab).Jovens periféricos ocupando o espaço público são um dos estopins da violência do Estado contra esta parcela da população, diz Márcio Macedo, professor do Departamento de Gestão Pública da Fundação Getúlio Vargas-EAESP. “A repressão ao funk e aos fluxos está bem próxima do tipo de repressão aplicada pelas autoridades a manifestações como a que ficou conhecido como ‘arrastões’ nas praias cariocas, ao rap nos anos 1990 e 2000 e à histeria que se deu aos chamados ‘rolezinhos’ em shopping centers”, afirma Macedo. Para ele, “a mídia, de certa maneira, auxilia na promoção de uma imagem de espetacularidade desses jovens, com a criação de um certo pânico moral: uma pessoa ou grupo de pessoas que emergem e são definidas como uma ameaça aos valores societários e interesses da ordem social”. Ou seja, o baile funk é sempre associado apenas a uso de drogas, consumo de bebidas alcoólicas por menores de 18 anos, sexo desenfreado e outros comportamentos considerados inaceitáveis por parte da população. Nunca como uma opção de lazer —por vezes a única além do bar— nestes bairros periféricos. Leia mais

 

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