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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil. As melhores charges. Compartilhe

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O CORRESPONDENTE

04
Out22

Líderes e chefes de Estado parabenizam Lula pela vitória no 1º turno

Talis Andrade

Charge publicada no jornal argentino La Nación

 

por Bárbara Luz /Vermelho

Diversos líderes e chefes de Estado da América Latina comemoraram a vitória de Lula (PT), candidato da coligação Brasil da Esperança, por terminar o primeiro turno das eleições presidenciais, neste domingo (2), à frente de Jair Bolsonaro (PL). Lula teve 48,43% (57 milhões) dos votos válidos.

O presidente do México Andrés López Obrador, o AMLO, foi um dos primeiros a parabenizá-lo. “Parabéns, irmão e companheiro Lula. O povo do Brasil demonstrou mais uma vez sua vocação democrática e, principalmente, sua inclinação para a igualdade e a justiça”.

Felicidades, hermano y compañero Lula. El pueblo de Brasil demostró una vez más su vocación democrática y, en especial, su inclinación por la igualdad y la justicia.

— Andrés Manuel (@lopezobrador_) October 3, 2022

 

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, também felicitou Lula. “Parabenizo Lula pela vitória no primeiro turno. Felicito o povo brasileiro por sua enorme participação eleitoral”, escreveu em seu Twitter.

Felicito a Lula por su victoria en primera vuelta. Felicito al pueblo brasileño por su enorme participación electoral https://t.co/RiCnpW2lyh

— Gustavo Petro (@petrogustavo) October 3, 2022

 

Luis Arce, presidente da Bolívia, sublinhou que a democracia é o único caminho para o progresso e a paz social e reconheceu o esforço político que o povo brasileiro fez durante as eleições. “Parabenizamos o irmão Lula que venceu o primeiro turno das Eleições no Brasil e saudamos o povo brasileiro que demonstrou que a democracia é a única forma de construir sociedades justas, inclusivas e com paz social. #Força Lula”.

 

Felicitamos al hermano @LulaOficial que ganó la primera vuelta de las Elecciones en #Brasil y saludamos al pueblo brasileño que demostró que la democracia es el único camino para construir sociedades justas, inclusivas y con paz social. #FuerzaLula pic.twitter.com/psibBdwyE1

— Luis Alberto Arce Catacora (Lucho Arce) (@LuchoXBolivia) October 3, 2022

 

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, também compartilhou mensagem de felicitações. “Parabenizo meu querido Lula por sua vitória no primeiro turno e estendo meu sincero respeito ao povo do Brasil por sua profunda expressão democrática”, disse.

Felicito a mi querido @LulaOficial por su triunfo en primera vuelta y hago llegar mi sincero respeto al pueblo de Brasil por su profunda expresión democrática. pic.twitter.com/wZTBXvt99B

— Alberto Fernández (@alferdez) October 3, 2022

 

Pedro Castillo, presidente do Peru, saudou nesta segunda-feira as eleições gerais “exemplares” realizadas neste domingo no Brasil. “Saudamos o povo brasileiro por sua vocação democrática e suas instituições eleitorais pela condução exemplar das eleições gerais.”, escreveu o líder peruano.

 

O Grupo Puebla comemorou os resultados obtidos por Lula no primeiro turno das eleições presidenciais brasileiras e exortou o povo a consolidar a justiça e a unidade.

“Com profunda alegria e esperança, o Grupo Puebla comemora o resultado eleitoral de Luís Ignácio Lula da Silva no primeiro turno das eleições brasileiras. Depois de ter sido vítima de uma das mais aberrantes operações de guerra jurídica que conhecemos, hoje Lula recebeu o reconhecimento de seu povo, renovando seu apoio e confiança em grande parte.”, dizia a nota.

“Conclamamos as forças democráticas e cidadãs a trabalharem juntas para que, no segundo turno, consolide-se o triunfo da esperança pelo qual a maioria dos brasileiros votou”, acrescentou o grupo político e acadêmico latino-americano que conta com a participação de 49 líderes políticos progressistas de 15 países.

O documento indicou ainda que, no dia 30, a decisão será “entre o futuro e o retorno ao passado; justiça social e império dos privilégios; entre um país respeitado internacionalmente, que lidera a integração latino-americana, e um concentrado em um falso nacionalismo, que não defende a pátria, mas a arruína”.

“Estamos certos de que, com Lula, triunfarão a esperança, a justiça e a unidade regional defendida pelo Grupo Puebla. Viva Lula! Superar!” conclui a declaração.

 

A eurodeputada da Alemanha, Anna Cavazzini, do Partido Verde, também parabenizou Lula e afirmou que é o momento de alcançar os não-votantes e eleitores de outros candidatos, para que o ex-presidente amplie sua liderança contra Jair Bolsonaro.

“Parabéns a @LulaOficial por ganhar de longe o maior número de votos nas #brasileleições! Isso dá esperança para a 2ª rodada em 30 de outubro. No entanto, mais de 43% dos brasileiros votaram em Bolsonaro, apesar de seu histórico devastador de políticas e seu fascismo aberto. Isso é preocupante.”, escreveu no Twitter.  

Congratulations to @LulaOficial for winning by far the most votes in #brazilelections !

This gives hope for the 2nd round on October 30th.

Yet more than 43% of Brazilians voted for Bolsonaro despite his devastating policy track record and his open fascism. This is worrisome.

— Anna Cavazzini (@anna_cavazzini) October 3, 2022

Anna Cavazzini também se mostrou preocupada com o avanço do bolsonarismo no Brasil. “É preocupante que mais de 43% dos eleitores tenham votado em Bolsonaro, apesar de sua política de coroa e seu fascismo exibido abertamente. Isso mostra que o bolsonarismo agora está firmemente ancorado na sociedade brasileira.”

Besorgniserregend ist, dass mehr als 43 % der Wähler*innen für Bolsonaro gestimmt haben, trotz seiner Corona-Politik & seines offen zur Schau gestellten Faschismus. Das zeigt, dass der Bolsonarismo jetzt fest in der bras. Gesellschaft verankert ist.“ https://t.co/cujl0b9Qsz

— Anna Cavazzini (@anna_cavazzini) October 4, 2022

 

21
Set22

‘Amazônia queima enquanto vocês fazem guerra’, diz Petro na ONU

Talis Andrade

 

Este foi o primeiro discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas realizado pelo presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e já é considerado histórico

 

Por Mauro Utida

 

Diferente de Jair Bolsonaro, que atacou a imprensa internacional que denuncia a devastação da Floresta Amazônica, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, alertou o mundo sobre a devastação da Amazônia e a crise das mudanças climáticas.

Este foi o primeiro discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas realizado por Petro, e já é considerado histórico.

A Amazônia queima, senhores, enquanto vocês fazem a guerra e jogam com isso. A floresta, pilar climático do mundo, some com toda a sua vida. A grande esponja que absorve o  gás carbônico do planeta está evaporando”, disse aos presentes.

Petro dedicou boa parte de seu discurso ao falar sobre as belezas naturais e sociais da Colômbia, mas fez duras críticas aos grupos que destroem à natureza, em especial, a floresta amazônica.

“Destruir a floresta amazônica tornou-se um compromisso de alguns países, não importa o grito dado pelos cientistas”, acrescentou.

Segundo o mandatário, que assumiu o cargo no início de agosto, essas pessoas veem a mata como o “inimigo a ser derrotado” e a ser “extinguido com veneno” – além de outros governos que olham a floresta como, “algo a ser explorado”.

 

Guerra contra às drogas

 

Além disso, Petro defendeu uma mudança mundial na política de combate às drogas ao falar sobre a regulamentação das plantações de coca.

“Peço à minha querida América Latina que pare com a guerra irracional contra as drogas”, afirmou o presidente colombiano, que defendeu que não é preciso de uma guerra para diminuir o consumo de drogas e criar uma sociedade melhor.

“A guerra às drogas já dura 40 anos, se não corrigirmos o curso e continuarmos por mais 40 anos, os Estados Unidos verão 2,8 milhões de jovens morrer de overdose devido ao fentanil, que não é produzido em nossa América Latina. Eles verão milhões de afro-americanos presos em suas prisões privadas”, acrescentou.

Ao esconder a verdade, eles verão a selva e as democracias morrerem. A guerra às drogas falhou. A luta contra a crise climática falhou”, disse Petro.

 

 

22
Jun22

A reviravolta da Colômbia

Talis Andrade
Second round of Colombian presidential electionSecond round of Colombian presidential electionSecond round of Colombian presidential electionSecond round of Colombian presidential electionSecond round of Colombian presidential election
 
Por Eric Nepomuceno, no site Brasil-247:

Ao longo da história republicana a Colômbia jamais havia tido um presidente declaradamente de esquerda. E menos ainda um ex-guerrilheiro.

No máximo até agora o que aconteceu foi um revezamento entre presidentes efetivamente liberais – Ernesto Samper e Juan Manuel Santos são os exemplos mais recentes – e outros muitos, que mais que conservadores foram francamente reacionários sem remédio.

E mais: nem em seus mais tenebrosos pesadelos a parte conservadora, racista e misógena imaginaria uma vice-presidente mulher e, para elevar ainda mais a já vulcânica temperatura, negra e de origem muito pobre.

Pois foi exatamente uma dupla desse teor que saiu vitoriosa das urnas colombianas no domingo 19 de junho: Gustavo Petro, ex-guerrilheiro, e Francia Márquez, que antes de se tornar uma ativista social de alto calibre trabalhou como diarista e faxineira para poder dar de comer aos filhos.

A vantagem de Petro sobre seu adversário, o populista de extrema-direita Rodolfo Hernández, pode até parecer apertada: 50,45% dos votos válidos contra 47,30%. 

Muito mais que por escassos três pontos, porém, essa vitória significa algo que até há pouco tempo ninguém se animaria a prever. 

E mais: significa também a possibilidade concreta de abertura de novos tempos não apenas na Colômbia, mas em toda a América Latina.

Depois de Brasil e México, a Colômbia tem a terceira economia mais importante do continente latino-americano. 

E algumas das medidas que integram o programa de governo defendido por Petro certamente serão aplicadas em outros países governados pela esquerda, como a taxação das grandes fortunas e a decisão de adotar políticas sociais que tenham por objetivo superar diferenças históricas, a começar por saúde e educação.

Outro ponto importante é o fato de, pela primeira vez, há um cordão de governos de esquerda na América do Sul, e não apenas dois ou três governos: além da Colômbia, temos a Argentina, a Bolívia, o Chile, o Peru (embora uma esquerda titubeante) e a Venezuela. 

A provável vitória de Lula nas eleições presidenciais de outubro traçaria um panorama inédito. 

Se lembrarmos que o México tem um presidente de esquerda, André López Obrador, e que a pequena e tão maltratada Honduras elegeu uma presidenta de esquerda, Xiomara Castro, veremos que de verdade são tempos novos em nossas comarcas. 
 
Um aspecto da vitória de Petro na Colômbia que nos diz respeito: daqui até o primeiro dia de 2023, ou seja, enquanto Jair Messias continuar na poltrona presidencial, o isolamento do Brasil não fará mais que crescer e se solidificar. 

Dentro da Colômbia, Petro encontrará, como já foi dito, dois obstáculos importantes para governar. 

Um, o empresariado sempre beneficiado tanto pelos liberais autênticos quando pelos reacionários de todo tipo. O setor, porém, poderá mostrar mais pragmatismo e negociar acordos aceitáveis tanto para os donos do dinheiro como para o governo.

Já o outro obstáculo está cada vez mais envolvo por nuvens de dúvida e apreensão: as Forças Armadas, normalmente violentas e reacionárias. 

Ele terá de encontrar núcleos de profissionalismo entre os militares e também no setor procurar um pacto de interesse comum.

Seja como for, não resta dúvida: a Colômbia ganha nova luz própria e terá papel especialmente relevante no cenário novo que se desenha não só na América do Sul, mas em todo o continente latino-americano.
Second round of Colombian presidential election
 
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Joana 
@joanadipaoli
Sofia, filha do presidente eleito da Colombia Gustavo Petro, votou com a camiseta de Marielle Franco
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16
Mai22

Golpe mequetrefe de Bolsonaro

Talis Andrade

 

 

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Reinaldo Azevedo no Twitter
 
 
Vai ter golpe? Se tiver, será tão mequetrefe quanto o golpista e seus apoiadores. E não vai durar.
 

Medo da urna: Bolsonaro finge mansidão diante da fala - correta e dura - de Fachin. Na sua live al-qaeda, distorceu a fala do ministro e fez provocação ao presidente do TSE
 

Em evento ligado a teste de segurança nas eleições promovido pelo TSE, o presidente da Corte, Edson Fachin, fez a seguinte afirmação diante de ministros e técnicos:

"A contribuição que se pode fazer é de acompanhamento do processo eleitoral. Quem trata de eleições são forças desarmadas, e, portanto, as eleições dizem respeito à população civil, que, de maneira livre e consciente, escolhe os seus representantes. Diálogo, sim. Colaboração, sim. Mas, na Justiça Eleitoral, a palavra final é da Justiça Eleitoral".

A fala é impecável. De resto, não é dirigida às Forças Armadas, mas àquele que também é chefe de Poder: Jair Bolsonaro.

Mas Fachin é chefe de Poder? É o Judiciário na sua expressão eleitoral.

Presidentes de Poderes não altercam com generais. Isso acontece lá na Colômbia do tráfico de cocaína encontrada até em aviões presidenciais

Em formatura de PMs em SP, Bolsonaro faz discurso da barbárie. Comparou ministros do STF a marginais e defendeu excludente de ilicitude: licença para polícia matar pretos e pobres. É conversa q milicianos costumam ter. Em O É da Coisa, esfregarei números na cara de suas mentiras.
 

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16
Mai22

Forças Armadas colombianas só servem para interferir em processo eleitoral

Talis Andrade

O candidato presidencial colombiano Gustavo Petro fala durante evento em 6 de abril, em Bogotá — Foto: Nathalia Angarita/Reuters

Gustavo Petro

Para garantir a subserviência aos Estados Unidos e o tráfico de coca

 

 A campanha eleitoral na Colômbia ficou marcada nas últimas semanas por um embate entre o comandante do Exército, general Eduardo Zapateiro, e o candidato de esquerda e líder nas pesquisas Gustavo Petro.

O episódio marca uma intromissão das Forças Armadas nas eleições presidenciais. O primeiro turno ocorre no dia 29 de maio. 

A uma crítica de Petro ao Exército, afirmando que havia corrupção na instituição, e que o sistema de promoções era baseado em "politicagem interna e em subornos por parte do narcotráfico", Zapateiro respondeu por meio das redes​ sociais: "Nunca vi nenhum general recebendo dinheiro de modo indevido como o senhor já foi acusado".

Zapateiro fazia menção a um vídeo que circulou em 2005 e que mostrava Petro, à época congressista, recebendo uma bolsa com dinheiro. O caso foi à Justiça, mas Petro acabou absolvido. A Procuradoria da Colômbia abriu investigação para avaliar se Zapateiro extrapolou seus limites de atuação constitucional, informa a jornalista Sylvia Colombo na Folha de S.Paulo. 
 

Considerada um cultivo milenar na região, segundo dados das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC), em 2006, a Colômbia era responsável por 50% da plantação mundial de coca, enquanto o Peru produziu 33% e a Bolívia 17%. No Equador e na Venezuela já se percebe um aumento do cultivo, mesmo que em pequena escala.

No Peru e na Bolívia houve um aumento no número de hectares plantados – 12,69 mil hectares peruanos e 5,07 mil hectares bolivianos -, enquanto na Colômbia houve uma redução, mas o aprimoramento das técnicas de cultivo, de variedades da planta e processamento da coca nos laboratórios clandestinos fez com que essa diminuição não fosse tão significativa.

Outro militar mostrou o descontentamento de parte das Forças Armadas com a candidatura do ex-guerrilheiro do M-19. José Marulanda, presidente da Associação Colombiana de Oficiais Aposentados, afirmou: "Sentimos que há um ressentimento muito claro de Petro contra militares e policiais, porque foram eles que combateram e mataram muitos de seus companheiros de guerrilha". Transcrevi trechos  
 
Os generais de Bolsonaro consideram o golpista Zapateiro um exemplo de militar. Da extrema direita e golpista.
 
Fica a pergunta: a droga encontrada no avião presidencial de Bolsonaro veio de que país? 
 
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06
Set21

Ex-presidentes e políticos de 26 países fazem alerta sobre insurreição de Bolsonaro

Talis Andrade

 

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Ex-presidentes, parlamentares e ministros assinam carta chamando a atenção sobre a intimidação promovida pelo mandatário brasileiro com a marcha marcada para esta terça-feira. Presidente fala em “paz e harmonia”, enquanto seguidores elevam provocações nas redes

 
 

Uma carta assinada por ex-presidentes, parlamentares e ministros de 26 países mostra que a preocupação com as manifestações deste 7 de setembro já ultrapassou as fronteiras do Brasil. Insufladas pelo presidente Jair Bolsonaro, as manifestações, que devem ocorrer principalmente em Brasília e São Paulo, são vistas como mais um gesto de “insurreição” que coloca em perigo a democracia do Brasil. “Neste momento, o presidente Bolsonaro e seus aliados — incluindo grupos supremacistas brancos, policiais militares e agentes oficiais de todos os níveis do Governo —estão preparando uma marcha nacional contra a Suprema Corte e o Congresso, gerando medo de um golpe contra a terceira maior democracia do mundo”, diz a carta, assinada por nomes como o ex-presidente da Colômbia, Ernesto Samper, o ex-presidente da Espanha, José Luis Zapatero, além dos ex-mandatários do Paraguai, Fernando Lugo, e do Equador, Rafael Correa.

“O presidente Bolsonaro aumentou a escalada de ataques às instituições democráticas do Brasil nas últimas semanas”, diz a carta assinada também por nomes com o Nobel da Paz argentino de 1980 Adolfo Esquivel, o ex-ministro das Finanças grego Yanis Varoufakis, e o filósofo Noam Chomski. O grupo cita o alerta de alguns membros do Congresso brasileiro sobre a tentativa de modelar este 7 de setembro para ser uma insurreição similar à invasão do Capitólio, nos Estados Unidos, no último 6 de janeiro, por seguidores do presidente derrotado Donald Trump.

A carta chega ao mesmo tempo em que o presidente Jair Bolsonaro publicou uma mensagem falando em “paz e harmonia” durante as manifestações insufladas por ele para esta terça. O recado do presidente chegou antes das 7 da manhã desta segunda, em meio às preocupações crescentes com a agressividade que possa vir a se instalar nas manifestações que estão mobilizando as redes bolsonaristas. “Na próxima terça-feira, comemoraremos o nosso 199° aniversário da independência do Brasil. Independência está associada à LIBERDADE. Assim sendo, também no escopo dos incisivos XV e XVI, do artigo 5° da nossa CF [Constituição Federal], a população brasileira tem o direito, caso queira, de ir às ruas e participar dessa nossa data magna EM PAZ e HARMONIA”.

A mensagem de Bolsonaro foi dada depois que seguidores do presidente soltaram vídeos entusiasmados, alguns interpretados como uma provocação para estabelecer conflitos, especialmente em Brasília, um dos pontos centrais do encontro. Neste domingo, o bolsonarista Jackson Vilar gravou um vídeo sugerindo que “o pau vai cantar em Brasília”, lembrando que indígenas estão acampados na capital para acompanhar o julgamento do marco temporal no Supremo Tribunal Federal (STF). “O povo da direita, tenho falado com alguns líderes aí, os caras tão acesos. Tá igual pólvora. Se riscar um pavio, se um índio desse se meter a besta, Brasília vai ‘desindializar’”, ironizou, falando em ‘derramamento de sangue’.

O vídeo provocou reações e Vilar gravou outro neste domingo para negar o que dissera antes. “Eu não falei que era para ir para Brasília para derramar sangue de indígena não”, disse Vilar, que admitiu “que os ânimos estão nervosos”. Outros seguidores replicam imagens de Bolsonaro a cavalo em vestes similares a de Dom Pedro I quando declarou independência do Brasil de Portugal, em 1822. Também Zé Trovão, o caminhoneiro que vem estimulando as manifestações contra o Supremo, gravou vídeo avisando que “o povo brasileiro” inicia neste dia 7 o movimento em prol da sua liberdade. “Começa no dia 7 mas só tem por fim quando houver o impeachment dos 11 ministros do STF e a contagem pública dos votos. Caso isso não ocorra o Brasil inteiro ficará parado o tempo que for necessário”, diz Trovão, que teve a prisão solicitada pela Procuradoria Geral da República, e acatada pelo ministro Alexandre de Moraes, no âmbito de uma investigação sobre a organização de manifestações violentas durante os atos do dia 7.

De camiseta e chapéu de cowboy, o caminhoneiro sugere no vídeo que os policiais federais não cumpram a medida de prisão determinada pelo ministro da Corte. “Cruze seus braços para que mostremos a força do povo brasileiro. Entregue a nós o trabalho que vocês se propuseram a fazer”, diz ele.

Há a expectativa sobre a participação de policiais militares que apoiam o presidente durante as marchas convocadas para esta terça. O papel dos PMs tem mobilizado os ministros da Corte e governadores, que prometem atuar para desarmar essa bomba relógio. A única certeza até o momento é que não há certeza de nada para o evento deste dia 7.

A tensão cresce enquanto a credibilidade do Governo evapora junto ao mercado financeiro. Nesta terça, a pesquisa Focus do Banco Central, que reúne as projeções de indicadores econômicos de mais de 100 instituições financeiras, aponta para uma revisão para baixo do PIB deste ano – de 5,22% para 5,15% — e de 2022 — de 2%, para 1,93%. A inflação também é outro indicador revisto, assim como o câmbio, ambos para cima. A projeção do Focus é de um IPCA de 7,58% para este ano, contra 7,27% na semana passada. O dólar, por sua vez, passou de 5,15 reais há uma semana para 5,17 reais.

As turbulências na política têm contaminado cada vez mais a economia, especialmente com as repercussões no exterior. Representantes diplomáticos da Europa e Estados Unidos ouvidos pelo EL PAÍS não escondem a intranquilidade com os ataques à democracia promovidos pelo Governo Bolsonaro e suas consequências para os assuntos mais importantes que o país deveria estar focando neste momento.

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Bolsonaro assim governa: Eu sou a constituição. Todo Brasil para a minha família. Milícia e Monarquia é tudo uma coisa só. 

02
Out20

“A doença social do ódio é contagiosa e destroi a vida"

Talis Andrade

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O Primaz da Colômbia dedica uma Carta Pastoral à "inimizade social" que está na raiz dos atentados mortais em todo o país e pede um tempo de cura e um retorno a Deus

 

"A inimizade social destrói a vida" é o título da Carta Pastoral do Arcebispo de Bogotá, Dom Luis José Rueda Aparicio, que expressa, mais uma vez, sua rejeição a todas as formas de atentados contra a vida de mulheres e homens, em áreas urbanas e rurais da Colômbia. Na sua Carta o prelado afirma que além da pandemia da Covid-19, as famílias colombianas hoje também são vítimas de uma "multiforme contracultura que leva a mortes, é ameaçadora, violenta, assassina e destrutiva".

Absurda inimizade social
Dom Rueda nos lembra que somente o Senhor da Paz pode nos libertar da "absurda inimizade social " e da "torpe beligerância" que alimenta polêmicas e conflitos estéreis na sociedade. Daí seu convite para "curar" a vida social das comunidades rurais, urbanas, afro-descendentes e indígenas, mas também para "cuidar" da vida dos estudantes, migrantes, deslocados e dos mais pobres e vulneráveis.


Somente a amizade social supera o ódio
"A doença social do ódio é contagiosa e destrói a vida", afirma o Arcebispo de Bogotá, porque tudo o que produz é feito com ódio, ou seja, a economia, a ciência, a arte, a política, a ecologia e a religião. "Este é um tempo de cura, um tempo de voltar a Deus", diz Dom Rueda, argumentando que isto se consegue trabalhando por uma economia ao serviço da vida, por uma ciência que busca a verdade, por uma política comprometida com o bem comum e por uma religião que seja um instrumento de reconciliação e de paz. Em sua mensagem, o Arcebispo Rueda pede para voltar a amar a vida e superar a indiferença e o pessimismo, para que se possa tomar uma nova direção. "Somente a amizade social supera o ódio, dá lugar ao perdão, ao diálogo, à aceitação, ao maravilhamento com a criação, ao cuidado mútuo e à convivência no amor".

16
Abr20

O “vírus” Trump na Amazônia brasileira

Talis Andrade

 

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IV - Um necropresidente e o holocausto brasileiro à vista

 
por Carlos Tautz
 
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A possibilidade de uma guerra na Venezuela, com uso intensivo de armas convencionais, envolvendo o Brasil, não pode ser descartada. Deve-se esta loucura à agressividade eleitoreira de Trump contra a resistência de Maduro em entregar as reservas de petróleo da Venezuela aos EUA. Mais letal para a humanidade do que o coronavírus, Trump, no início de abril, dobrou a capacidade militar estadunidense no Caribe e, como um ridículo pastiche de caubói démodé, lançou recompensa de 15 milhões de dólares pela cabeça de Nicolás Maduro.

O teatro de operações desta guerra, que tem a simpatia dos Bolsonaro 01 a 04, seria a caribenha/amazônica/andina Venezuela petroleira armada pela e aliada da Rússia e, subsidiariamente, da China e de seus interesses petrolíferos na própria Venezuela e no vizinho Suriname (que divide com a Venezuela a maior reserva de petróleo do mundo). 

Inevitavelmente a guerra arrastaria para o conflito os países Amazônicos fronteiriços à Venezuela, sendo o maior deles o Brasil (em grau de envolvimento impossível estimar) e o mais importante, a Colômbia (principal aliado dos EUA na América do Sul há décadas e fonte de 70% da cocaína do planeta).

Como se já não bastassem os problemas brasileiros anteriormente descritos, este cenário abriria duas possibilidades dramáticas: 1. A possibilidade de aprofundamento da pandemia do COVID-19 no ambiente de floresta amazônica, o que traria consequências sequer imaginadas; e 2. A possibilidade de erupção de outros patógenos hoje latentes na floresta, mas com potencial de escapar da região, devido à movimentação de tropas e de contingentes civis em condição de refugiados .

É muito improvável que passe de outra bravata uma aventura contra a Venezuela, embora o simples apoio político à agressão de Trump já introduza uma enorme interrogação ao misto de crise econômica e sanitária que vivemos. Porém, nada, como se viu até aqui, é impossível na “Macondo” (para lembrar García Márquez) em que Bolsonaro, os generais neoliberais e a corte miliciana e privatista transformam o Brasil.

Somos presididos por um ególatra que organiza manifestações em seu próprio apoio, distribui abraços aos fanáticos que o adoram e, em vez usar a ciência, preconiza jejuns e orações para combater uma pandemia de alta letalidade.

Espera-se que um fiapo de sanidade mental lhes permita avaliar o estrago que a negação das tragédias – a pandemia e a guerra – causaria a todos.  Inclusive eles próprios.

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27
Ago19

Acusação de Lula é confirmada: fazendeiros bolsonaristas incendeiam a Amazônia

Talis Andrade

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A revelação é da revista Globo Rural, em reportagem do jornalista Ivaci Matias, que escreveu diretamente de Cachoeira da Serra, o distrito de Altamira que concentra os ruralistas mais agressivos na ocupação das terras, combate aos sem terra e pequenos agricultores e maiores taxas de devastação do Estado, um dos mais castigados pela ação predatória. O que acontece em Altamira desde 10 de agosto, segundo o jornalista, é "a maior queimada da história do Pará". 
 

Segundo a reportagem, a pedido do Ministério Público de Novo Progresso, o Delegado Daniel Mattos Pereira, da Polícia Civil, já ouviu algumas pessoas ligadas ao “Dia do Fogo”, até agora ninguém foi preso. 

Pegos em flagrante, os ruralistas utilizam a mesma estratégia de Bolsonaro, que chegou a acusar as ONGs pelos incêndios. Segundo o jornalista Ivaci Matias, os fazendeiros da região acusam o  ICMBio [a sigla se refere ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade], autarquia federal que é a polícia ambiental para a proteção da biodiversidade em todo o Brasil. O órgão é visto pelos ruralistas como seu inimigo e tem sido alvo de toda sorte de intervenções e desestruturação pelo ministro do Meio Ambiente de Bolsonaro Ricardo Salles.

JORNAIS DE HOJE

Brasil

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Bolívia

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Tres descargas de agua del Avión SuperTanker y las incursiones de apoyo terrestre posibilitaron reducir hoy la magnitud de los incendios que amenazaban al Parque Nacional y Área Natural de Manejo Integrado Otuquis, en la región de Man Césped de la Chiquitania cruceña, zona fronteriza con Paraguay y Brasil.

El comandante en Jefe de las Fuerzas Armadas, Williams Kaliman, informó que los tres vuelos que realizó la aeronave fueron efectivas y aplacaron gran parte de las llamas, que posteriormente fueron controladas por las brigadas terrestres con el apoyo de helicópteros.

“Ayer hicimos una descarga de agua en esta zona, hoy realizamos tres más porque era un sector con fuego activo y de gran magnitud. Con los operativos realizados hasta este momento (16.45) se han ha apagado varios focos de calor en este sector gracias a esas incursiones aéreas, pero también al apoyo de las brigadas, que son quienes terminan de sofocar los incendios”, expresó en contacto con Red Patria Nueva.

La autoridad señaló que mañana está previsto sobrevolar las regiones de San Matías y Puerto Suárez para evaluar la situación de las quemas y las zonas de mayor concentración de fuego y definir el itinerario de vuelos del Boeing 747-400.

Colômbia

co_elcolombiano. amazonia 26ag.jpg

Venezuela

la_hora. venezuela amazonia 26ag.jpgEl gobierno brasileño carece de los recursos para combatir un récord de incendios forestales en la selva amazónica, dijo el jueves el presidente Jair Bolsonaro, semanas después de decirle a donantes que no necesitaba su dinero.

“El Amazonas es más grande que Europa, ¿cómo van a combatir los incendios criminales en una zona así?”, preguntó a periodistas al salir de la residencia presidencial. “No tenemos los recursos para eso”.

Los incendios en la Amazonía han aumentado un 83% en lo que va del año en comparación con el mismo período del año anterior, según cifras oficiales, destruyendo vastas extensiones de un bosque considerado un baluarte vital contra el cambio climático.

09
Mar19

Vaticano faz em Manaus reunião preparatória para Sínodo da Amazônia, criticado por governo Bolsonaro

Talis Andrade

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Por RFI
 

A Igreja católica está preocupada com a preservação do planeta e organiza a partir desta quinta-feira (7) duas reuniões para discutir o desenvolvimento sustentável. A primeira começou nesta manhã no Vaticano e vai durar até 9 de março. A segunda acontece em Manaus e é uma reunião preparatória para Sínodo da Amazônia, previsto para outubro e que provoca polêmica com o governo Bolsonaro.

Gina Marques, correspondente da RFI em Roma

A conferência no Vaticano “As religiões e os objetivos do desenvolvimento sustentável: ouvir o grito da terra e dos pobres” propõe um diálogo inter-religioso para estabelecer objetivos de como ajudar a salvar o meio ambiente. Participam representantes da Organização das Nações Unidas para e Agricultura e Alimentação (FAO), além de religiosos da Comissão Justiça, Paz e Integridade da Criação entre outros. A finalidade é reforçar o empenho das religiões e o envolvimento da sociedade civil na preservação do meio ambiente.

Em Manaus, ocorre o seminário de preparação para Sínodo da Amazônia previsto para outubro. O tema central dos dois dias de debates, abertos ao público, é a preservação ambiental da Amazônia.

As duas reuniões recordam a encíclica do papa Francisco Laudato si', na qual ele critica o consumismo e desenvolvimento irresponsável e faz um apelo à mudança e à unificação global das ações para combater a degradação ambiental e as alterações climáticas.

Críticas do governo brasileiro

Recentemente o governo brasileiro criou polêmica com a realização do Sínodo da Amazônia. O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, disse em fevereiro que ONGs estrangeiras e chefes de Estado de outros países não devem dar "palpite" na Amazônia brasileira.

Não houve um comunicado oficial do Vaticano respondendo ao governo do Brasil. A Santa Sé não entra neste tipo de polêmica. Já o bispo de Marajó, no Pará, dom Evaristo Spengler, afirmou que não cabe ao governo brasileiro monitorar os debates da Igreja. Segundo ele, a igreja “não é neutra”, o que não significa que tenha partido. Dom Evaristo declarou que “a igreja está do lado dos mais fracos, dos mais pobres, dos ribeirinhos e dos indígenas”.

O bispo criticou também os interesses econômicos do governo brasileiro. De acordo com ele, existem dois modelos de desenvolvimento: o sustentável e o predatório. Sobre o Brasil, ele falou que “estão incentivando um modelo predatório, que extrai as riquezas da floresta e deixa a população na pobreza”. Além disso, o governo brasileiro “quer construir hidrelétricas, abrir rodovias e permitir o avanço do agronegócio e das mineradoras”.

Vale lembrar que o papa Francisco anunciou o seminário em 2017, muito antes da eleição de Jair Bolsonaro. O Sínodo da Amazônia vai ocorrer de 6 a 27 de outubro deste ano. O Sínodo da Amazônia preocupa o governo de Bolsonaro, que teme que suas políticas contra a demarcação de terras indígenas e ONGs que combatem as mudanças climáticas sejam questionadas durante o encontro.

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Preparativos para o Sínodo da Amazônia

Na semana passada, o Vaticano já havia organizado em Roma um seminário preparatório para o Sínodo de outubro. Foram três dias de debates sobre a Amazônia que contaram com a participação do cardeal Cláudio Hummes, que é presidente da Rede Eclesial Pan-Amazônica, e do bispo de Marajó, Dom Evaristo Spengler. O Sínodo é para a Amazônia, mas sua preservação ou destruição tem repercussão mundial.

Nove países compartilham a Pan-Amazônia: Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Peru, Venezuela, Suriname, Guiana e Guiana Francesa. Nesta região, importante fonte de oxigênio para toda a Terra, concentra-se mais de um terço das florestas primárias do mundo. É uma das maiores reservas de biodiversidade do planeta, abrigando 20% da água doce não congelada.

Neste imenso território vivem cerca de 34 milhões de pessoas, das quais mais de 3 milhões são indígenas, pertencentes a mais de 390 grupos étnicos. Povos e culturas diferentes como afrodescendentes, camponeses, colonos, vivem em uma relação vital com a vegetação e as águas dos rios.

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