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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

28
Abr20

Celso de Mello autoriza inquérito para investigar Moro e Bolsonaro

Talis Andrade

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Por Danilo Vital e Fernanda Valente

ConJur

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O Presidente da República está sujeito às consequências jurídicas e políticas de seus próprios atos e comportamentos relacionados ao exercício da função. O presidente da República — que também é súdito das leis, como qualquer outro cidadão deste país — não se exonera da responsabilidade penal emergente dos atos que tenha praticado. A autorização da Câmara, por 2/3 de seus membros, refere-se a abertura de ação judicial, não para investigação.

Com esse entendimento, o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a abertura de inquérito para apurar as condutas do presidente Jair Bolsonaro e declarações do ex-juiz federal Sergio Moro ao anunciar sua demissão do Ministério da Justiça.

Na decisão desta segunda-feira (27/4), o ministro determinou a abertura de inquérito para investigar condutas e declarações dos dois acusados. "A fundamentação vai no sentido de afastar qualquer obstáculo à investigação do presidente da República. Ou seja, o presidente pode ser penalmente responsabilizado por atos relacionados ao exercício da função e o quórum de 2/3 é da Câmara dos Deputados só é exigido para abertura de ação judicial contra o presidente e não para sua investigação policial", analisou o criminalista Pierpaolo Bottini.

Na sexta-feira (24/4), Moro afirmou que Bolsonaro exonerou o diretor da Polícia Federal, Maurício Valeixo, porque queria ter alguém do "contato pessoal dele [na PF] para poder ligar e colher relatórios de inteligência". "O presidente me falou que tinha preocupações com inquéritos no Supremo, e que a troca [no comando da PF] seria oportuna por esse motivo, o que gera uma grande preocupação", afirmou o ex-juiz.

A decisão do decano acolhe pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras. Celso de Mello entendeu que os crimes supostamente praticados por Jair Bolsonaro, conforme narrado por Moro, podem ser conexos ao exercício do mandato presidencial. De acordo com o decano, essas são circunstâncias que conferem plena legitimação constitucional ao procedimento investigatório.

O ministro também concede à Polícia Federal prazo de 60 dias para realização de diligência, intimando assim o ex-ministro Sérgio Moro para atender à solicitação feita pelo órgão.

Diversas vezes o ministro afirmou que ninguém está acima da autoridade do ordenamento jurídico do Estado. "Não se exonera da responsabilidade penal emergente dos atos que tenha praticado, pois ninguém, nem mesmo o Chefe do Poder Executivo da União, está acima da autoridade da Constituição e das leis da República."

PEDIDO DA PGR

De acordo com o PGR, as declarações de Moro podem resultar em, pelo menos, oito crimes: falsidade ideológica, coação no curso do processo, advocacia administrativa, prevaricação, obstrução de justiça, corrupção passiva privilegiada, denunciação caluniosa e crime contra a honra.

"A dimensão dos episódios narrados revela a declaração de ministro de Estado de atos que revelariam a prática de ilícitos, imputando a sua prática ao presidente da República, o que, de outra sorte, poderia caracterizar igualmente o crime de denunciação caluniosa", aponta o PGR.

Especialistas consultados pela ConJur afirmam que as declarações de Moro, em tese, podem levar o presidente Jair Bolsonaro a responder processo de impeachment e ação penal por crimes de responsabilidade e comuns.

As declarações de Moro motivaram o envio de uma notícia-crime contra o presidente ao STF, na sexta (24/4). Na Câmara, até o final de semana, restavam 29 pedidos de impeachment a serem apreciados pelo presidente, deputado federal Rodrigo Maia. Três deles protocolados após a coletiva do ex-ministro.

PET 8.802

21
Ago19

De oris et anus

Talis Andrade

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por Adilson Roberto Gonçalves

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A mídia insiste ainda em se esquecer que houve um governo Temer antes do de Bolsonaro, e não do PT. E também apagou de sua memória os fortes indícios de fraude eleitoral em 2018, à luz do que Moro e Dallagnol articularam para forçar a prisão de Lula, impedir sua candidatura e fazer vazamentos ilegais para minar a chapa Haddad-Manuela.

‘Fazer um presidente’ ou ‘formação do bolo presidencial’ são as novas e necessárias conotações escatológicas do final da atividade digestiva, face à incontrolável e inexpressiva verborragia do ocupante do correspondente cargo em Brasília. Essa combinação escatológica e violenta do mandatário da nação produz diálogos como este: Presidente, o que fezes? Presídio um país, responde. Para um povo alvo? Não, tiro o alvo, conclui.

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A leitura da mídia impressa deste mês dá a dimensão do quanto de pornografia oficial se transformou em política de governo.

Alguns colunistas clamam para que Bolsonaro fale mais, refletindo a descrição do insano instalado na presidência do País. Nesse aspecto, foi emblemático que o editorial do Estadão de 4/8 (“Falta de civilidade”) e o artigo de Fernando Henrique Cardoso (“Falta fazer”), na mesma edição, tenham títulos iniciados pela mesma palavra. Ao governo de Jair Bolsonaro falta o principal: governar. Em sete meses no poder, não lançou um projeto ou realizou um feito próprio, pois até a reforma da Previdência virou protagonismo da Câmara dos Deputados e não do Executivo. Tudo o que foi feito até aqui teve como princípio a desconstrução do que havia sido feito antes: educação, meio ambiente, ciência e tecnologia, políticas sociais e saúde. Nada foi criado ou desenvolvido. Sem qualquer aptidão para a função, é hora de liberar a moita, abusando da escatologia oficial. O pior é que ainda há um terço da população que apoia essa verborragia tresloucada.

Outros colunistas, como Hélio Schwartsman da Folha de S. Paulo, defendem que haja um “cardápio filosófico” com escolhas para a conduta das relações sociais. Porém, tais supostas opções contrastam com a aprovação desse sistema redistributivo às avessas, que tira a aposentadoria do pobre para sustentar sonegadores da previdência, banqueiros e herdeiros de grandes fortunas.

A mídia insiste ainda em se esquecer que houve um governo Temer antes do de Bolsonaro, e não do PT. E também apagou de sua memória os fortes indícios de fraude eleitoral em 2018, à luz do que Moro e Dallagnol articularam para forçar a prisão de Lula, impedir sua candidatura e fazer vazamentos ilegais para minar a chapa Haddad-Manuela. Mas o importante é o falso verniz de que a imprensa “tem na crítica a governantes sua razão de existir”.

Em contraponto, serenidade é o mote do texto que Guilherme Boulos publicou na Folha de S. Paulo, ainda que avoque a necessidade de uma esquerda protagonista e ativista ("A renovação da esquerda", 8/8). Uma nova dimensão do que são as pautas e ações progressistas precisa ser estabelecida, num mundo em que a má prática está superando a boa teoria. Fomos intolerantes por muito tempo com a ignorância e colhemos agora seus nefastos frutos.

 

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17
Ago19

FROTA CONFIRMA PSDB E DIZ QUE BOLSONARO TEM 'MILÍCIA'

Talis Andrade

Deputado disse que seus amigos de academia protegiam Bolsonaro, que tinha medo de CUT e MST

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por Guiherme Amado

"Estou aliviado de não ter mais o peso Bolsonaro em minhas costas. Isso não é ser Judas, como a milícia dele tenta pintar", disse o deputado federal Alexandre Frota em conversa com a coluna, emendando: "Ele fala que tem de fazer cocô dia sim, dia não, para preservar a natureza. Melhoraria nossas vidas ele não fazer cagada todos os dias".

Depois de passar três dias com sua família, indo ao cinema e levando seu filho ao futebol, Frota se lembrou do "sacrifício" que fez para Bolsonaro desde 2013. E disse que Bolsonaro se amedrontava com movimentos de esquerda.

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PSDB troca Aécio por Frota

 

Em vídeo, Frota rebate Bolsonaro: 'Hipocrisia'

"Muitas vezes ele ficava assustado, com medo da CUT, do PT, do MST, e eu trazia amigos de minha academia para fazer a segurança dele. Eu o buscava no aeroporto, disponibilizava carro blindado. Levei-o a rádios e televisões, levei-o para restaurantes populares. Em Curitiba eu o carreguei nos ombros do aeroporto ao trio elétrico. Saí na porrada com o PT por causa dele, participei de todas as manifestações. Dobrei várias pessoas que não queriam votar nele. Eu acreditei", disse o deputado. [Transcrevi trechos]

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17
Ago19

Bolsonero e São Sergius Morus unidos na destruição de órgãos de Estado

Talis Andrade

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O imperador "Bolsonero" no traço do cartunista Nani, publicado na página do artista: nanihumor.com

 

por Reinaldo Azevedo

---

E aí? Morominions e bolsominions estão satisfeitos? E os nefelibatas que julgavam possível uma convivência civilizada com Jair Bolsonaro, na suposição de que ele se deixaria moldar pelas instituições? E os idiotas que viam em Sergio Moro a chance de haver um xerife incorruptível no comando do Ministério da Justiça e da Segurança Pública?

Em oito meses, o que se tem é desordem, entropia e desfiguração de organismos de Estado em benefício dos interesses pessoais da dupla — que, para surpresa só dos desinformados, estão em choque.

Moro pôs o aparelho do Estado para caçar hackers, num esforço desesperado para tentar abafar as revelações devastadoras feitas pelo site The Intercept Brasil. Contou com o apoio do grupo de comunicação mais poderoso do país, o que só ampliou a dimensão do ridículo. Inútil. Bolsonaro, por sua vez, se move para ter o controle da Polícia Federal no Rio na esperança de blindar, no que lhe for possível, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), o filho que era chefe do desaparecido Fabrício Queiroz.

Fala-se aqui de desastre institucional.

Bolsonaro meteu a mão grande na Polícia Federal. Antecipou a saída do superintendente do Rio, Ricardo Saadi; atacou o desempenho profissional do delegado — o que foi refutado em nota oficial pela direção da PF —; recusou o nome de Carlos Henrique Oliveira, escolhido pela direção-geral para o lugar de Saadi, e tentou impor o de Alexandre Silva Saraiva.

Valentão como de hábito, bateu no peito:
"Quem manda sou eu, vou deixar bem claro. Eu dou liberdade para os ministros todos, mas quem manda sou eu".
Achando que truculência pouca é bobagem, emendou:
"Quando vão nomear alguém, falam comigo. Eu tenho poder de veto, ou vou ser um presidente banana agora? Tenho que saber o que está acontecendo, ainda mais no meu estado".

A fala resume tudo. Sob Bolsonaro, a PF deixa de ser uma polícia do Estado e passa a ser uma polícia do governo. Nunca se viu nada nem remotamente parecido desde a redemocratização. A partir de agora, todos os brasileiros têm o direito de desconfiar da independência do órgão e motivos para supor que, sob certas circunstâncias, ele pode servir como aparato repressivo do mandatário.

Tudo indica que, na raiz do descontentamento, está o caso Fabrício Queiroz. Ainda que a investigação esteja a cargo do Ministério Público, diligências podem e devem ser feitas pela PF. E, como vimos, o presidente julga ter o direito "de saber o que está acontecendo no seu Estado". Pois é… No que concerne às investigações conduzidas pela PF, ele não tem.

E Moro? Assiste calado a esse espetáculo grotesco, agarrado ao cargo, buscando salvar o próprio pescoço.

A Polícia Federal é subordinada, do ponto de vista administrativo, ao Ministério da Justiça. Com o caos instaurado na PF, o ministro preferiu dedicar seu tempo à mobilização de prepostos e aliados, inclusive na imprensa, para malhar o projeto, já aprovado por Senado e Câmara, que muda a lei que pune abuso de autoridade.

Como se nota, o Brasil é um país imune a abusos, não é mesmo?

Vale dizer: enquanto o ministro da Justiça tenta detonar um texto que impede políticos, procuradores, juízes, delegados e outras autoridades de se comportar como tiranos nas instâncias do Estado sob o seu comando ou influência, Bolsonero, o imperador, destrói a independência da PF, que foi se consolidando desde o fim da ditadura — fim com o qual Bolsonero jamais se conformou, é bom que nos lembremos. Sua reverência a Brilhante Ustra evidencia que tinha apreço pelos porões do regime, não por seu legalismo, ainda que autoritário.

Mas nem tudo se resume a esse espetáculo de truculência. Bolsonaro também tem seu lado lírico: quando faz digressões sobre excrementos.

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15
Ago19

Bolsonaro não tira o cocô da boca. Gostou da nova categoria política

Talis Andrade

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247 - O jornalista Reinaldo Azevedo, colunista de direita, bateu duro em Jair Bolsonaro, após uma declaração grotesca dele em Parnaíba (PI), onde afirmou que vai acabar com o "cocô" no Brasil, em referência a comunistas.

"Que tipo de político no mundo associa adversários a excrementos e anuncia que pretende exterminá-los? Agora ele não tira mais o cocô da boca. Gostou dessa nova categoria política", escreveu o jornalista em seu blog.

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Azevedo também lembrou que Bolsonaro foi ao município para inaugurar uma escola militar do SESC, que ainda não está pronta, que pode levar o seu nome.

"O batismo acabou numa ação judicial porque a lei proíbe que se dê nome de pessoas vivas a empreendimentos públicos. O argumento dos que defendem a iniciativa é que o SESC pertence à iniciativa privada. Ocorre que o terreno pertencia ao município", destacou o jornalista. 

"Para tentar legalizar a homenagem, a Câmara Municipal doou o terreno ao SESC em sessão relâmpago. Mas a questão continua sub judice".

 

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15
Ago19

Bolsonaro quebra decoro novamente e posta vídeo sobre seu plano para "acabar com o cocô" no Brasil

Talis Andrade

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247 -  Jair Bolsonaro quebrou o decoro mais uma vez e postou em sua conta oficial no Twitter um vídeo no qual ele voltou a falar em cocô. Ao discursar nesta quarta-feira (14), ele fez referência aos comunistas como "cocô do Brasil" e que a intenção dele é "acabar com todos". Num trecho que não foi postado no tweet, Bolsonaro formulou claramente um projeto fascista-racista para o país: "O caminho do Brasil é um só: um só povo, uma só raça, uma só bandeira verde-amarela".

A referência ocorreu quando o mandatário da República falava dos governadores do Nordeste, no estado governado pelo petista Wellington Dias.

Veja a postagem: 

Jair M. Bolsonaro@jairbolsonaro
 

- Vamos acabar com o ... no Brasil!

Vídeo incorporado
 

Entenda:

Segundo informou a Reuters, o presidente Jair Bolsonaro disse nesta quarta-feira que “bandidos de esquerda” começam a voltar ao poder na Argentina, em referência ao resultado das primárias presidenciais no país vizinho, em que o presidente Mauricio Macri, aliado de Bolsonaro, foi derrotado por ampla margem por Alberto Fernández, que tem como candidata a vice a ex-presidente Cristina Kirchner.

“Olha o que está acontecendo com a Argentina agora. A Argentina está mergulhando no caos. A Argentina começa a trilhar o rumo da Venezuela, porque, nas primárias, bandidos de esquerda começaram a voltar ao poder”, disse o presidente em Parnaíba, no Piauí, onde participava de cerimônia alusiva a um projeto de irrigação.

A eleição presidencial na Argentina está marcada para outubro, mas as primárias, realizadas no domingo, são apontadas como uma prévia do que deve ocorrer na eleição geral e a vantagem obtida pela coalizão de Fernández sobre a de Macri indica amplo favoritismo da oposição no pleito.

À noite, em Brasília, Bolsonaro voltou ao tema apontando que “os números da economia mostraram que a Argentina se aproximou muito da Venezuela” diante da possibilidade de vitória da chapa Fernández-Cristina, numa possível alusão à reação dos mercados financeiros argentinos às primárias. E procurou afastar a ideia de intromissão.

“Nós não nos intrometemos nas questões externas, mas sabemos no que vai dar, espero que a população argentina acorde para isso”, disse o presidente a jornalistas em frente ao Palácio da Alvorada.

“Os números da economia vão mostrar que essa opção de fazer voltar ao poder um grupo que colocou a Argentina nessa situação complicada lá no passado não é solução”, acrescentou.

COMUNISTAS

Em seu discurso, transmitido ao vivo em uma rede social, Bolsonaro também disparou uma série de ataques ao PT, à esquerda e aos comunistas.

Ele disse que, nas próximas eleições, a “turma vermelha” será varrida do Brasil e voltou a acusar governadores da Região Nordeste —amplamente governada pela oposição a Bolsonaro— de buscarem dividir o país.

“Quando a gente vê agora pelo Brasil alguns governadores querendo separar o Nordeste do Brasil, esses cabras estão no caminho errado. O caminho do Brasil é um só: um só povo, uma só raça, uma só bandeira verde e amarela”, disse o presidente, ao lado do prefeito de Parnaíba, o ex-senador Mão Santa, a uma plateia de apoiadores que o aclamava como “mito”.

“O Mão Santa me disse agora há pouco, que nós vamos acabar com o cocô no Brasil. O cocô é essa raça de corrupto e comunista, Nas próximas eleições, nós vamos varrer essa turma vermelha do Brasil. Já que na Venezuela está bom, vamos mandar essa cambada para lá. Quem quiser um pouquinho mais para o norte, vai até Cuba.”

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A declaração de Bolsonaro é uma referência a um de seus mais recentes comentários controversos quando, ao responder à pergunta de um repórter sobre se é possível crescer preservando o meio ambiente, recomendou que o jornalista comesse menos e evacuasse uma vez a cada dois dias.

Bolsonaro também afirmou que “apesar de a petralhada ter roubado quase tudo no Brasil”, recorrendo a uma forma depreciativa de se referir aos petistas, seu governo tem se esforçado para entregar obras, como o projeto de irrigação.

“Nós juntos vamos varrer a corrupção e o comunismo do Brasil”, afirmou.

Ele também disse que o setor de fruticultura de Parnaíba irá se beneficiar do recente acordo de livre comércio firmado entre Mercosul e União Europeia, que ainda precisa ser ratificado pelos países dos dois blocos.

 

12
Ago19

Bolsonaro dá a solução para salvar o meio ambiente: o seu cocô

Talis Andrade

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A fala de Jair Bolsonaro (PSL) sugerindo, em entrevista a um repórter, que ele fizesse cocô dia sim, dia não para ajudar a diminuir a poluição no planeta está dando o que falar nas redes sociais.

“É só você deixar de comer menos um pouquinho. Você fala para mim em poluição ambiental. É só você fazer cocô dia sim, dia não, que melhora bastante a nossa vida também.”, disse ao jornalista.

 

Assim que a declaração veio à tona, os internautas usaram seus perfis no Twitter para debochar da solução do presidente da república.

 

“Se o Bolsonaro prometer cumprir a sua ‘ideia’ de cocô dia sim, dia não, acho uma ótima medida. Vocês já imaginaram ficarmos 24hs sem as merdas que ele faz?”, disse uma seguidora. “A proposta do Bolsonaro para preservar o meio ambiente: ‘Fazer cocô um dia sim, um dia não.’ Então fecha a boca, Bolsonaro”, sugeriu outro.

Na sequência de sua fala gastrointestinal, Bolsonaro defendeu o planejamento familiar como forma de controlar o crescimento populacional.

 

“O mundo, quando eu falei que cresce mais de 70 milhões por ano, precisa de uma política de planejamento familiar. Você olha as pessoas que têm mais cultura têm menos filhos. Eu sou uma exceção à regra, tenho cinco. Mas como regra, é isso”, declarou.

 
William De Lucca@delucca
 

Repórter - É possível crescer com preservação?
Bolsonaro - É logico que sim.
Repórter - Como?
Bolsonaro - Só você deixar de comer um pouquinho e fazer cocô dia sim, dia não, que melhora nossa vida também.

Vídeo incorporado

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11
Ago19

Bolsonaro sugere 'fazer cocô dia sim, dia não' para reduzir poluição ambiental

Talis Andrade

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O presidente Jair Bolsonaro surpreendeu um grupo de repórteres nesta sexta-feira (9) ao responder a uma pergunta sobre a possibilidade de haver desenvolvimento com preservação ambiental.

Ele disse que, quando se fala em poluição ambiental, "é só você fazer cocô dia sim, dia não que melhora bastante a nossa vida".

Bolsonaro deu a declaração ao conceder uma entrevista para repórteres que o aguardavam na entrada do Palácio da Alvorada, residência oficial, no momento em que se dirigia a uma cerimônia no Clube do Exército.

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Durante a entrevista, o presidente foi questionado se é possível o país preservar o meio ambiente e se desenvolver economicamente.

 

  • "Presidente, é possível crescer com preservação?", indagou um jornalista.
  • "Sim, é lógico que sim", respondeu o presidente.
  • O jornalista, então, pergunta: "Como? Se tem que alimentar e..."
  • Antes de a pergunta ser concluída, Bolsonaro afirma: "É só você deixar de comer menos um pouquinho. Quando se fala em poluição ambiental, é só você fazer cocô dia sim, dia não que melhora bastante a nossa vida também, está certo?".

 

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11
Ago19

A escatologia no poder

Talis Andrade

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por Fernando Brito

---

 

Você pensava que Jair Bolsonario ia parar no primeiro degrau da escatologia com a história do “golden shower”?

Não, ele passou, como dizia a minha avô aos netinhos pequenos, do “Número 1” para o “Número 2”, sugerindo ao repórter que o entrevistava que “fazer cocô dia sim, dia não” é uma forma de preservar o meio-ambiente.

— É só você deixar de comer menos um pouquinho. Você fala para mim em poluição ambiental. É só você fazer cocô dia sim, dia não, que melhora bastante a nossa vida também.

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Além de um idiota, um porco.

Como não dá para falar sério de um sujeito assim, eu peço licença a Reinaldo Azevedo para roubar o bordão “Momento Cultural” de seu programa de rádio.

É que escatologia tem dois sentidos, o mais conhecido deles o de estudo sobre as fezes, as quais, segundo Bolsonaro, devem ser racionadas para a salvação da Terra, que vem do grego skór, pelo genitivo skatós.

Mas também é escatologia, com outra origem grega (éskhatos, éskhaton, extremo, finala especulação , em geral mística-teológica, do que se passaria ao chegar-se ao “fim do mundo”, à extinção da vida.

E não é o fim do mundo um presidente da República dedicar-se à asneiras deste tipo? Até desperta dúvidas se os competentes médicos que o atenderam religaram corretamente os intestinos.

Pode ser que em algo ele tenha razão: se o presidente falasse apenas dia sim, dia não, melhoraria “bastante a nossa vida também”.

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A arte de cheirar dedo. A arte de cheirar cus

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