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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

O CORRESPONDENTE

05
Jan22

Horas após deixar hospital, Bolsonaro viaja a GO para acompanhar jogo de futebol de sertanejos

Talis Andrade

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Correio Braziliense
@correio
"Estou morrendo", disse Bolsonaro ao médico antes de ser internado O presidente ligou para o cirurgião chorando de dor e dizendo que "a coisa está ruim"Image

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Nexo Jornal
#AcessoLivre | [podcast] Ao deixar hospital onde tratou obstrução intestinal, Bolsonaro volta a questionar investigação da Polícia Federal que concluiu que autor da facada agiu sozinho em 2018. Decisão sobre sigilo de advogado levou à retomada do caso ...
Artigo no Nexo Jornal
01
Nov21

Com agenda "à margem" da cúpula, Bolsonaro fica isolado no G20

Talis Andrade

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Presidente evita compromissos oficiais no domingo e deixa evento sem reunião bilateral com chefes de Estado. Ao acompanhar o chefe do Executivo em Roma, jornalistas são agredidos e hostilizados

 
por Fernanda Strickland /Correio Braziliense
 
O presidente Jair Bolsonaro encerrou ontem sua participação na Cúpula de Líderes do G20, o grupo das 20 maiores economias do mundo, na Itália, com uma agenda “à margem” da reunião. Ele não participou do passeio de autoridades — que incluiu uma visita à Fontana de Trevi —, mas se reuniu com o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus. Enquanto a passagem do chefe do Executivo por Roma chegava ao fim sem qualquer reunião bilateral com líderes globais na agenda, jornalistas brasileiros que acompanhavam o presidente na cidade relataram agressões por parte de sua equipe de segurança.
 

Como evitou compromissos oficiais, o presidente foi visto por diversas vezes passeando pela cidade italiana. Ele compartilhou nas redes sociais vídeos em que cumprimenta apoiadores em Roma. Aparece acenando pela janela e, logo em seguida, vai ao encontro do grupo, que gritava palavras de apoio ao presidente. “Agradeço imensamente a todos pela consideração”, escreveu o presidente na publicação.

Para Nauê Bernardo Pinheiro de Azevedo, cientista político e advogado, a ausência de Bolsonaro nos compromissos do evento, em suma, demonstra isolamento por parte do governo brasileiro, algo péssimo no atual contexto. “Nestes espaços, há oportunidades para conversas e estabelecimento de acordos, aproximações, criação de situações e oportunidades que podem ser benéficas a todos os países. Esse isolamento é muito ruim para o Brasil, cuja economia vem claudicante mesmo com o avanço da vacinação, fruto do descompasso político vivido no país. Estar afastado dos demais países, sobretudo daqueles que trazem consigo capacidade de consumo de produtos brasileiros, é bem ruim”, criticou.

As hostilidades a jornalistas aconteceram, conforme os relatos, antes e durante uma caminhada improvisada de Bolsonaro com apoiadores que se reuniram frente à Embaixada do Brasil. No local, o presidente acenou, da sacada, para os simpatizantes que carregavam cartazes de apoio ao governo. Depois, desceu para falar com o grupo. Durante a espera pelo presidente, uma jornalista da Folha de S.Paulo foi empurrada por seguranças e uma produtora da GloboNews foi hostilizada pelos manifestantes.

Ao indicar que faria uma caminhada pelo bairro, Bolsonaro foi seguido por equipes de reportagem. Neste momento, jornalistas passaram a ser empurrados pelos seguranças e houve agressões. Um profissional da TV Globo disse ter recebido um soco no estômago. Os veículos que presenciaram o momento foram impedidos de gravar. O celular de um jornalista do UOL foi jogado na via.

Repórteres do jornal O Globo e da BBC Brasil relataram agressões verbais. De acordo com o UOL, nenhum dos policiais disse se fazia parte da embaixada brasileira ou italiana ou se era de uma empresa privada. Segundo relatos de presentes, havia tanto italianos quanto brasileiros no grupo responsável pela proteção do presidente. Com a confusão, a caminhada durou pouco menos de 10 minutos e Bolsonaro voltou à embaixada. Os jornalistas estavam com credenciais e identificações no momento das agressões.

Repercussão

Em nota, a TV Globo condenou a agressão e cobrou “apuração completa de responsabilidades”. A Folha de S.Paulo e o UOL também repudiaram o episódio. “Mais um inaceitável ataque da Presidência à imprensa profissional”, registrou o jornal. A Associação Nacional de Jornais (ANJ) divulgou comunicado no qual “repudia com indignação as agressões”. “A violência é consequência da postura do próprio presidente, que estimula a intolerância diante da atividade jornalística. É inadmissível que o presidente e seus agentes de segurança se voltem contra o trabalho dos jornalistas.”Capa do jornal Folha de S.Paulo 01/11/2021

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) afirmou que, “ao não condenar atos violentos de seus seguranças e apoiadores, o presidente incentiva mais ataques do gênero, em uma escalada perigosa e que pode se revelar fatal”. O Palácio do Planalto não se manifestou.
Homenagem

Antes, em seu primeiro compromisso de domingo, Bolsonaro concedeu entrevista [mentirosa] a uma TV italiana, na qual criticou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e disse que o petista foi financiado pelo “narcotráfico da Venezuela”. Afirmou, ainda, que a Amazônia “não pega fogo”. O presidente embarcou para a capital italiana na última quinta-feira. Como não participará da 26ª Conferência das Nações Unidas para a Mudança do Clima, a COP 26, a previsão é de que o presidente vá hoje para a cidade Anguillara Veneta receber um título de cidadão local. O projeto para homenagear o presidente é de autoria da prefeita Alessandra Buoso, da Liga — partido de extrema-direita.

A decisão desagradou a políticos italianos, religiosos católicos e brasileiros que vivem na Itália. Na sexta, ativistas jogaram esterco e fizeram pichação na sede da prefeitura. O protesto foi organizado pelos ambientalistas do Rise Up 4 Climate Justice. (Com Agências)

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29
Out21

Diocese italiana critica homenagem a Bolsonaro

Talis Andrade

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Grupo "Rise Up 4 Climate Justice" ("Levante pela Justiça Climática", em tradução livre) protesta contra o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, que deve ser homenageado em Anguillara Vêneta, um vilarejo na Itália — Foto: Reprodução/Facebook

Ativistas jogaramm esterco na porta e picharam a prefeitura de cidade da Itália que homenageará Bolsonaro

 

Prefeitura de vilarejo que é terra natal de ancestral de Bolsonaro planeja conceder título de cidadão honorário ao presidente. Para Diocese de Pádua, homenagem é motivo de "grande constrangimento"

 

por DW

A Diocese de Pádua, na Itália, divulgou nesta sexta-feira (29/10) nota afirmando que a concessão de uma homenagem pelo vilarejo Anguillara Veneta ao presidente Jair Bolsonaro é motivo de "grande constrangimento".

Anguillara Veneta é o local onde nasceu Vittorio Bolzonaro, um dos bisavôs do presidente. Na última segunda-feira, a câmara de vereadores da pequena cidade de 4 mil habitantes aprovou a concessão do título de cidadão honorário a Bolsonaro. O presidente chegou à Itália na quinta-feira para participar da reunião de cúpula do G20 e deve ir ao vilarejo na próxima segunda para receber a homenagem.

A prefeita de Anguillara Veneta, Alessandra Buoso, é filiada ao partido de ultradireita Liga Norte, chefiado pelo ex-ministro Matteo Salvini, que regularmente troca elogios com Jair Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro.

Após o anúncio da concessão do título, a Diocese de Pádua, que engloba Anguillara Veneta, divulgou uma nota com o título Laços com o Brasil, apelo a Bolsonaro.

"Não é segredo que a concessão da cidadania honorária criou um grande constrangimento, ligado ao respeito pelo principal cargo no querido país brasileiro e as tantas e fortes vozes de sofrimento que sempre nos chegam, e não podemos ignorar, pois são gritadas por amigos, irmãos e irmãs", diz o comunicado oficial da Diocese de Pádua.

A nota também menciona que, nos últimos meses, os bispos brasileiros "estão denunciando fortemente a violência, o abuso, a exploração da religião, a devastação ambiental e 'o agravamento de uma grave crise de saúde, econômica, ética, social e política, intensificada pela pandemia'".

"A Diocese de Pádua, tornando-se porta-voz de um sentimento generalizado e em virtude do vínculo que une o Brasil com a nossa terra, aproveita a oportunidade da possível passagem do presidente Bolsonaro por Anguillara Veneta para pedir-lhe sinceramente que seja um promotor de políticas respeitosas da Justiça, da saúde e do meio ambiente, especialmente para apoiar os pobres."

Segundo a imprensa italiana, Bolsonaro não será recebido pelos líderes locais da igreja, como ocorre durante visitas de autoridades notáveis à região.

Há duas semanas, um grupo que se autointitula Padres Antifascistas assinaram um manifesto acusando Bolsonaro de ter profanado o Santuário de Nossa Senhora Aparecida em 12 de outubro, dia da padroeira do Brasil. Na ocasião, durante uma missa que contou com a presença de Bolsonaro, o arcebispo de Aparecida, dom Orlando Brandes, afirmou que "pátria amada não pode ser pátria armada". Mais tarde, o presidente tentou minimizar a observação de dom Orlando, afirmando que antes do seu governo "só bandido tinha arma de fogo".​Image

Bolsonaro em Aparecida, por Vaccari

Críticas

A homenagem provocou indignação em parte da classe política local e ativistas. Nesta sexta-feira, a prefeitura de  Anguillara Veneta foi alvo de pichações com frases como "Fora Bolsonaro", em protesto contra a homenagem. O ato foi executado por ativistas do grupo ambientalista Rise Up 4 Climate Justice. Alguns membros do grupo também jogaram fezes no prédio.

"Depois de saber da notícia de que a prefeita de Anguillara Veneta, da Liga Norte, concederá cidadania honorária a Bolsonaro, presidente do Brasil que visitará Pádua, como ativistas e ativistas do 'Levante pela Justiça Climática', não pudemos deixar de nos fazer ouvir", divulgou o grupo.

Nesta semana, a parlamentar Vanessa Camani, integrante da assembleia legislativa regional do Vêneto, também lançou uma campanha nas redes sociais contra o título de cidadão a Bolsonaro: "Não à cidadania a um racista, misógino e negacionista", protestou a integrante da direção nacional do Partido Democrático (PD), de centro-esquerda.

"Faz arrepiar a proposta da prefeita de Anguillara Veneta de conferir a cidadania honorária a Bolsonaro, conhecido pelos elogios à ditadura militar, pelo desprezo e ofensas a mulheres e homossexuais, pelas ameaças de prisão aos adversários políticos, ou pelas grotescas acusações contra ONGs pelos incêndios que devastaram a Amazônia", escreveu a deputada no Facebook.

Na postagem, Camani também condena a "obscena gestão de emergência da covid-19, que colocou Bolsonaro entre os protagonistas do negacionismo mundial". "Por favor, nos explique, prefeita de Anguillara, por qual desses motivos Bolsonaro merece ser cidadão honorário?", ironizou.

O secretário regional do Partido Democrático, Alessandro Bisato, também se pronunciou sobre a proposta da prefeitura: "Tal como aquele soldado japonês na ilha do Pacífico, sem saber do fim das hostilidades, a administração do município na área de Pádua não entende o declínio do populismo", declarou o político, citado pelo jornal Il Fatto Quotidiano.

"Pior, pressiona pelo reconhecimento público de um político alérgico à democracia e aos direitos civis, um negacionista da covid-19 e antivacina. Graças à política de Bolsonaro, os brasileiros hoje estão mais pobres, menos seguros e nas garras da covid."

A prefeita da Anguillara Veneta, Alessandra Buoso, por outro lado, afirmou em sua defesa que a homenagem não tem motivação política. "Pensei nas pessoas da minha cidade que emigraram para o Brasil e construíram uma vida até chegar à presidência, levando o nome de Anguillara Veneta ao mundo", disse a prefeita em entrevista à agência de notícias italiana Ansa.

Questionada sobre os crimes imputados a Bolsonaro pela CPI da Pandemia, a política italiana afirmou não estar ciente das acusações. O relatório final da comissão no Senado brasileiro foi apresentado na semana passada.

21
Set21

A terceira via e o uso da ideologia, slogans e símbolos de Bolsonaro

Talis Andrade

Bolsonaro mantém no governo o slogan nazista da campanha: "Deus acima de todos. Brasil acima de tudo".

Diante da apologia da violência, do ódio, a divindade de Bolsonaro da Teologia da Prosperidade é bem primitiva, e renovada pela a xenofobia, o racismo, a homofobia, a misoginia nazistas. 

Pela exibição do ministro Marcelo Queiroga, esta semana em Nova Iorque, o deus Priapus, evocado com a apresentação do dedo do meio. 

O gesto de arma com os dedos, símbolo da campanha de Bolsonaro a presidente, outro signo fálico, considerado representativo dos templários, relacionado a BaphometBafomete ou ainda Bafomé, uma representação de satã criada pelo Papa Clemente V na perseguição aos templários. 

Teve propaganda de Bolsonaro em que ele aparece como cruzado no combate "Deus acima de todos" contra o comunismo, a corrupção, religiões indígens e afro-brasileiras, e pecaminosos costumes como o kit gay, a mamadeira de piroca, o aborto. 

Pode ser uma imagem de 1 pessoaBolsonaristas organizam caravanas para ocupar Câmara em Brasília e  pressionar deputados a eleger Lira

Eliminados os templários, o culto a Bafomé passou a ser associado aos judeus, mas recentemente ao ocultismo, à maçonaria, que motivou o ataque de Adelio Bispo de Oliveira a Bolsonaro. 

Anderson Bahia escreveu em 13 de outubro de 2018: Muita gente anda espantada como a representação de algumas ideias, consideradas toscas, ganharam tanta força recentemente. Que a maioria da população concorda com a frase “bandido bom é bandido morto”, já se sabe há algum tempo. Mas daí a arma feita com os gestos das mãos virar uma onda no país e, pior, ser um dos principais símbolos do candidato que lidera as pesquisas para a Presidência da República parece um absurdo para alguns.

No esforço de entender como isso se deu, algumas respostas vão surgindo. Uma delas é dizer que há uma ascensão das ideias fascistas na sociedade. Sugere que a violência se legitima como prática social e se apoia na ampliação do clima de intolerância que insiste ganhar o tom de “novo normal” do Brasil. Fatos recentes como o assassinato de Moa do Katendê e da jovem que teve uma suástica marcada por canivete em seu corpo parecem corroborar essa compreensão.

Não se pode negar o crescimento do fascismo, mas também não é possível atribuir a ele a resposta única ou principal para o fato da arma ter se tornado um símbolo na proporção que virou. Acreditar nisso é deixar de considerar outros fatores.

Em 3 de setembro de 2017, quase um ano antes da campanha eleitoral para presidente, Kiko Nogueira observava o "drama das pistolinhas de Eduardo Bolsonaro", o filho 03 de Jair Bolsonaro: 

Em suas “Conferências Introdutórias sobre Psicanálise”, Sigmund Freud incluiu em suas interpretações dos sonhos as armas como símbolos da genitália e, em particular, do pênis.

“Todas as armas e ferramentas são símbolos do órgão masculino: por exemplo, martelo, arma, revólver, punhal, espada, etc”, escreveu.

Abaixo, o desabafo que o deputado Eduardo Bolsonaro fez no Facebook relatando seu drama com seus chaverinhos nos aeroportos:

PRECONCEITO CONTRA CHAVEIROS!!!

Preciso falar com vocês algo que tem me incomodado. Não será uma confissão tipo Sandy e Júnior, mas foi algo que me atingiu profundamente. Em minhas andanças por aí passei por um aeroporto em que a funcionária do raio-x quis encrencar com meus chaveiros de arminhas pendurados em minha mochila. Um revolverzinho de ferro e uma pistolinha de borracha (foto) , ambas com alguns centímetros de comprimento. Sem a minha permissão ela saiu abrindo o zíper da minha mochila e tratando de esconder os chaveiros dentro da mochila. Perguntei o porquê daquilo e ela disse ser uma norma que era proibido ter no aeroporto qualquer coisa que lembrasse uma arma. Eu falei algo que na minha cabeça era óbvio – mas talvez para ela não fosse – disse que aqueles chaveirinhos não atiravam, que ninguém acharia que era um objeto ameaçador.

Ela insistiu, disse que poderia sujar para ela caso alguém visse e etc. Vendo tamanho abismo decidi ser impossível seguir numa argumentação, falei que aquilo estava ferindo meus princípios, minha pessoa, minha moral, tudo – falei isso para evitar de falar outras coisas – tirei os chaveiros escondidos de dentro da mochila, deixo-os a mostra novamente e simplesmente saí dali. Não xinguei, não resmunguei, não fiz cara feia, não queria estressar a menina, apenas saí. Mas saí com vontade de sair do Brasil também. Ridículo uma pessoa se prestar àquilo. Se fosse um chaveiro de metal imitando folha de maconha ou uma genitália de borracha certamente eu não teria tido esse problema…Líder evangélico critica silêncio após Bolsonaro imitar arma em ato cristão  - UOL Notícias

O sinal dos dois dedos eram usados antes das armas de fogo, do descobrimento da pólvora. Antecede ao deísmo judaico, ao surgimento do cristianismo e do islamismo. Impressionantemente chefes de igrejas, beatas e crianças passaram a exibir o sinal dos dois dedos que, na Idade Média, os tribunais religiososos puniriam com as torturas de Ustra, as fogueiras da Santa Inquisição. 

Em uma imagem recente, vide os códigos ocultos de polêmica escultura de Bafomé nos Estados Unidos.(AP)

O crescimento da ultra direita como política ou religião, que apela para os mais baixos instintos inconscientes, não é só um fenômeno do bolsonarismo, realisticamente um movimento internacional pela presença dos propagandistas de Trump, viagens internacionais de Bolsonaro a países governados por ditadores ou pela extrema direita, visitas de lideranças alemãs ao Palácio do Planalto, a supremacia branca e a multiplicação de cédulas nazistas, principalmente no Sul e Suldeste, a transformação das escolas do Paraná em miniquartéis. 

Steve Bannon participou da campanha presidencial. Outros agitadores da extrema direita estiveram no Brasil, nas semanas que antecederam as manifestações golpistas de 7 de Setembro: Jair Bolsonaro se reuniu com dois membros da cena conspiracionista e negacionista da pandemia na Alemanha. Vicky Richter e Markus Haintz, ligados ao Querdenken ("pensamento lateral" em alemão), movimento que organizou no último ano protestos contra as medidas do governo alemão para frear a pandemia de covid-19. Em abril, o serviço de inteligência interno alemão colocou setores do movimento sob vigilância nacional por suspeita de "hostilidade à democracia e/ou deslegitimação do Estado que oferece riscos à segurança".

Em julho, o presidente recebeu no Planalto a deputada alemã de ultradireita Beatrix von Storch. Filiada à AfD, Von Storch é uma figura influente da ala arquiconservadora e cristã do partido Alternativa para a Alemanha (AfD), que tem membros acusados de ligações com neonazistas. Uma organização ligada ao partido também chegou a ser colocada sob vigilância dos serviços de inteligência alemães no início do ano. Neta do antigo ministro das Finanças de Adolf Hitler, Von Storch ficou conhecida na Alemanha por publicações e afirmações xenófobas.

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Deus Priapus exibindo o dedo do meio

Em 2 de junho de 2019, a Folha de S. Paulo publica reportagem sobre a "obsessão fálica" do presidente. Uma impetuosidade que atinge os quatro filhos e membros do governo. 

Em 17 de junho de 2020, a secretária de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, tinha a visão de que a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) tinha um pênis na porta.Internet especula o que seria o "pênis" da Fiocruz, dito por Mayra Pinheiro  na CPI da Covid | Lu Lacerda | iG

"É um órgão que tem um poder imenso, porque durante anos eles controlaram, através do movimento sanitarista, que foi todo construído pela esquerda, a saúde do país”, disse a capitã Cloroquina. 

A imprensa da Espanha publicou. Eliane Brum, em 19 de junho de 2019, no El País, alertou: "Ei, Bolsonaro, até o pênis está diminuindo". A excelente jornalista pretendeu chamar a atenção dos bolsonaristas: "as liberar agrotóxicos numa velocida inédita, o governo envenena o Brasil". 

Escreveu Eliane Brum:

"Pesquisa feita com jovens da bucólica região do Vêneto, na Itália, foi publicada no The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, em novembro de 2018. Mas só ganhou repercussão no último fim de semana nas redes sociais no Brasil. Os cientistas analisaram 212 jovens expostos ao veneno, comparando-os a um grupo de controle, de não expostos, de 171. A média de idade era de 18 anos. Embora seja um grupo pequeno, a investigação foi conduzida dentro dos critérios corretos, por uma equipe respeitável. O trabalho aprofunda aspectos que já vinham sendo investigados por outros cientistas. Os jovens expostos aos produtos tinham pênis menores, menor contagem de espermatozoides, menor mobilidade dos espermatozoides e uma redução da “distância anogenital” (distância entre o ânus e a base dos testículos), uma medida que os cientistas consideram uma marca de saúde reprodutiva. A porcentagem de espermatozoides de formato normal no grupo exposto era pouco mais da metade comparada ao grupo de controle. Como os produtos químicos são transferidos das mães para os bebês, é provável que os jovens tenham sido contaminados antes do nascimento.

Como se sabe, a palavra “pênis” é poderosa. Atrai especial atenção nos dias atuais por conta da obsessão de Bolsonaro, que não para de criar oportunidades para falar de pinto e de tamanho de pinto. Os japoneses que o digam. Em 15 de maio, Bolsonaro foi abordado por um homem com traços asiáticos no aeroporto de Manaus. O estrangeiro disse duas palavras: “Brasil” e “gostoso”. O antipresidente reagiu com “Opa!”, levantou os braços, aproximou o polegar do dedo indicador e perguntou: “Tudo pequenininho aí?”.

Dias depois, ao comentar a reforma da Previdência, apresentada ao país como a cura para todos os males da terra com todos os males, afirmou: “Se for uma reforma de japonês, ele (o ministro da Economia Paulo Guedes) vai embora. Lá (no Japão), tudo é miniatura”. No Carnaval, o antipresidente postou no Twitterum vídeo de dois homens fazendo “golden shower” (modalidade sexual em que um urina no outro), para tentar provar que a festa mais popular do Brasil – e que satirizou todas as trapalhadas do seu governo – era uma versão contemporânea de Sodoma e Gomorra. Não colou – e Bolsonaro passou (mais uma) vergonha.

A recorrente referência a pintos segue por mais episódios do que há espaço em um artigo sobre o risco dos agrotóxicos. A inclinação foi amplamente analisada pelo jornalista Naief Haddad, na Folha de S. Paulo de 2 de junho: “De ‘golden shower’; a piada com japoneses, obsessão fálica marca Bolsonaro. Especialistas comentam fixação do presidente com genitais e sexualidade”.

Quando a notícia de que havia um agrotóxico relacionado a redução do tamanho e da largura do pênis repercutiu no Twitter, criou-se a expectativa de que talvez fosse possível chamar a atenção antipresidencial para o que seu governo anda fazendo. Afinal, nada poderia ser mais promissor: pinto e Twitter, duas obsessões de Bolsonaro finalmente juntas. Aparentemente, porém, não completou-se a sinapse no cérebro antipresidencial. Informações que atrapalham as conveniências da família e os lucros dos aliados funcionam como uma espécie de criptonita. Se forem científicas, pior ainda. O fato de jovens poderem estar sofrendo alterações no pênis e na fertilidade já antes do nascimento não parece ser um assunto capaz de interessar Bolsonaro. Importante mesmo é “golden shower” e “piada” com japoneses.

Eliane colocou o título certo, por vários motivos. Em 25 de abril de 2019, Bolsonaro alertava sobre o risco de homens terem pênis amputado por falta de higiene. Falou o presidente:

"Uma coisa muito importante, para complementar aqui. Dia a dia, né, a gente vai ficando velho e vai aprendendo as coisas. Tomei conhecimento uma vez que certos homens ao ir para o banheiro, eles só ocupavam o banheiro para fazer o número 1 no reservado", afirmou o presidente, que em seguida citou um "dado alarmante": mil amputações de pênis por ano no Brasil "por falta de água e sabão".

"Quando se chega a um ponto desses, a gente vê que nós estamos realmente no fundo do poço. Nós temos que buscar uma maneira de sair do fundo do poço ajudando essas pessoas, conscientizando-as, mostrando realmente o que eles têm que fazer, o que é bom para eles, é bom para o futuro deles, e evitar que se chegue nesse ponto ridículo, triste para nós, dessa quantidade de amputações que nós temos por ano", declarou. 

Fazer o numero 1, o numero 2 são eufemismos da nossa língua para ir ao banheiro (fazer as necessidades fisiológicas).
Fazer o numero 1= urinar. Fazer o numero 2= defecar.

Bolsonaro esqueceu que milhões de brasileiros são miseráveis (vide tag) moradores de favelas, de áreas de risco. Residem em casebres sem banheiro, sem água encanada, e não possuem dinheiro para comprar sabão ou sabonete.

Temos os moradores de rua. De acordo com a representante do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Tatiana Dias, a estimativa entre fevereiro e março do ano passado, momento de eclosão da pandemia, era de 221 mil pessoas. Tudo indica que o número aumentou, como reforça Veridiana Machado, representante do Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Nacional para a População em Situação de Rua (Ciamp-Rua). “Não sabemos quantas pessoas estão em situação de rua, mas com a pandemia, é algo que nos salta os olhos. O número é expressivo, inclusive de crianças nos sinais pedindo dinheiro. Basta ir à rua e ver”, destacou.

O vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (Republicanos), compartilhou nas suas redes sociais um vídeo ironizando as convocações de panelaço contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na noite desta sexta-feira, 15 de janeiro último. Nas imagens, um homem aparece batendo panela com um pênis de plástico enquanto grita "Fora, Bolsonaro".

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) atacou as parlamentares mulheres da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), nesta quinta-feira (8), dizendo que elas são “portadoras de vagina”. 

A deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) vai protocolar uma representação contra o filho 03 do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e, segundo ela, deputadas de todos os partidos devem endossar o documento.

“Ele agrediu todas as parlamentares, inclusive as do partido dele”, disse Joice.

Eduardo Bolsonaro tuitou: "MENINOS TEM PÊNIS, MENINAS TEM VAGINA". A frase é d um menininho no filme "Um tira no jardim de infância" (Arnold Schwarzenegger, anos 90). Mas se passar hoje na tv causará alvoroço na esquerda que acusaria o guri de transfóbico ou algo do gênero.

Interessante memória cinematográfica juvenil. Transcrevo dois trechos de entrevista de Eduardo Bolsonaro à Thais Bilenky da revista Piauí:

“Ai, meu Deus! Eu escondo esse álbum dele! Deus me livre!” Heloísa Wolf Bolsonaro, mulher de Eduardo, o filho Zero Três do presidente da República, está zangada com o marido. Ele acaba de pegar o book de fotos que fez quando tentou ser modelo na adolescência para mostrá-las à piauí. “Tu vai vazar?”, ela questiona, insistindo que não quer ver as imagens publicadas na imprensa. Nelas, Eduardo aparece com a pele bronzeada e o cabelo loiro em formato tigela, à la Nick Carter, o integrante bonitinho dos Backstreet Boys. Em uma das fotos, está apenas de sunga vermelha, recostado em uma mureta com as pernas cruzadas, em pose insinuante. “Coisa brega!”, reclama Heloísa. Eduardo olha para o seu segurança e dá um sorrisinho, como quem se diverte com o incômodo da mulher. Conta que nunca mostrou à imprensa o álbum de modelo. “Não me chama de homofóbico, mas nessa época sempre tinham uns caras que queriam ou me comer ou dar para mim”, diz ele. Vigilante, Heloísa observa: “Essa tua frasezinha foi anotada, Eduardo.”

Duda, como Eduardo Bolsonaro era chamado na infância e adolescência, cresceu na Tijuca, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Embora o bairro fosse longe da praia, ele vivia pegando onda. Subiu numa prancha de body-board aos 12 anos, inspirado por Flavio, o primogênito. Um ano depois, interrompeu a prática do novo hobby para ser submetido a uma cirurgia para corrigir uma ginecomastia, que é o crescimento excessivo das mamas em homens. Sofreu na mão dos colegas de escola. Seu apelido virou Buba, o nome de uma personagem intersexual na novela Renascer, exibida pela Rede Globo, em 1993. “Falavam que eu tinha vagina e pênis”, diz. “Eu dava risada. Às vezes caía na porrada.”Vídeo Show | Novelão: Buba guarda um grande segredo em Renascer, de 1993  Assista online | Globoplay

Curioso que numa família racista, homofóbica e sexista, o filho 04, Renan Bolsonaro postou um vídeo em suas redes sociais onde afirma que tem um pai de criação homossexual e negro.

“Domingo é aniversário do meu pai de criação. Ele é homossexual negro. Meu pai botou dentro da minha casa, da nossa casa pra cuidar de mim. No domingo é aniversário dele e vocês vão saber”, disse Renan.

No domingo (20), o filho de Bolsonaro postou a homenagem em seu Instagram: “Marcelo, ao longo desses anos todos, você tem sido um grande amigo para mim. Você me ensinou muito, especialmente a como me tornar uma boa pessoa. Sua empatia e seu carinho são contagiantes, e eu serei eternamente grato a Deus por tê-lo colocado em nosso caminho. Que neste aniversário seu coração possa transbordar com o dobro da felicidade que você trouxe para nossa família! Obrigado por tudo! Parabéns! Felicidades…”, escreveu.

Eliane Brum em outra reportagem explica "Por que Bolsonaro tem problemas com furos":

Em 18 de fevereiro, o antipresidente Jair Bolsonaroprecisava tirar o foco da morte do miliciano Adriano da Nóbrega, pessoa-chave para esclarecer o esquema de “rachadinhas” no gabinete de Flávio Bolsonaro, a relação da família Bolsonaro com as milícias que atuam no Rio de Janeiro e também quem mandou matar Marielle Franco – e por quê. A eliminação de Nóbrega, com vários indícios de execução, voltava a colocar em destaque as relações dos Bolsonaros com as milícias. Era preciso desviar a atenção. Como de hábito, Bolsonaro usou o velho truque: criou um novo fato ao atacar a jornalista Patrícia Campos Mello, da Folha de S. Paulo. A repórter, uma das mais competentes da sua geração, estava entre os jornalistas que denunciaram o uso fraudulento de nomes e CPFs para disparos de mensagens no WhatsApp em benefício de Bolsonaro. Uma de suas fontes, Hans River, ao depor na CPMI das Fake News do Congresso, disse que Patrícia teria tentado obter informações “a troco de sexo”, embora as trocas de mensagens entre os dois provem exatamente o contrário. Em sua coletiva informal diante do Alvorada, a mesma em que costuma mostrar bananas para os jornalistas, Bolsonaro atacou: “Ela [Patrícia] queria um furo. Ela queria dar o furo [pausa para risos] a qualquer preço contra mim”.

Este episódio, amplamente divulgado, revela mais do que o truque do manual dos novos fascistas para desviar a atenção do público. Bolsonaro tem problemas com furos. Em vários sentidos. Sua obsessão com o que cada um faz com seu ânus é notória. Está sempre tentando regular onde cada um coloca o próprio pênis. Volta e meia dá um jeito de falar de cocô, como fazem as crianças pequenas. Para ele, a vagina é um furo, visão bastante surpreendente para um homem com mais de 60 anos que já deveria, para o próprio bem, ter conhecido um pouco mais sobre o órgão sexual das mulheres. Chegou a dizer que a Amazônia “era uma virgem que todo tarado de fora quer”. Só um/a psicanalista que um dia recebesse Bolsonaro no seu divã poderia encontrar pistas para o que essa redução da sexualidade a uma coleção de furos – uns feitos para o estupro, outros proibidos para o sexo – significa. Nós, os governados por tal homem, só conseguimos entender que ele tem obsessão por furos, por cocô e por pênis. E que isso determina seu Governo.

No "Ensaio sobre fertilidade e esterilidade na Bíblia hebraica", Suzana Chwarts começa historiando:

"No que diz respeito à fertilidade, Israel é como todas as outras culturas do mundo. O ideal bíblico é o de fecundidade, abundância e multiplicidade – impulsos naturais de todas as civilizações. Este ideal está expresso no Si 128 :3-4 “Sua esposa será como vinha fecunda, na intimidade do seu lar. Seus filhos, rebentos de oliveira, ao redor de sua mesa. Essa é a bênção para o homem que teme o Eterno”. 

Todas as bênçãos de Israel focalizam a abundância e a fecundidade. Em Lv 26 Deus promete que trará

(...) chuvas no seu devido tempo, a terra dará os seus produtos, e a árvore do campo seus frutos (...) comereis vosso pão até vos fartardes, voltar-me-ei para vós e vos farei crescer e multiplicar; depois de vos terdes alimentado da colheita anterior, tereis ainda de jogar fora a antiga, para dar lugar à nova. 

Em Dt 28:4,

bendito será o fruto do teu ventre, o fruto do teu solo, o fruto dos teus animais, a cria das tuas vacas e a prole das tuas ovelhas. Bendito será o teu cesto e a tua amassadeira (...) Deus te concederá abundância de bens no fruto do teu ventre, no fruto dos teus animais, e no fruto do teu solo, este solo que Deus jurou a teus pais que te daria.

Aqui a "Fertilidade" tem a mesma importância que a "Abundância" que os cristãos nos Estados Unidos, na década de 1940, vão propagar como Teologia da Prosperidade, e importada para o Brasil somente na década de 1970.

Em 2015, tendo como fonte o Infomoneya revista Piauí destacava a impressionante riqueza dos pastores brasileiros:

1. Edir Macedo – fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, que também tem templos nos Estados Unidos, é de longe o pastor mais rico no Brasil, com um patrimônio líquido estimado pela Forbes de US$ 950 milhões, ou cerca de R$ 1,9 bilhão.

2. Valdemiro Santiago – fundou sua própria igreja, chamada Igreja Mundial do Poder de Deus, que tem mais de 900 mil seguidores e 4 mil templos. Segundo estimativa da Forbes, seu patrimônio líquido é de US$ 220 milhões, ou aproximadamente R$ 440 milhões.

3. Silas Malafaia – líder da maior igreja pentecostal do Brasil. O pastor está constantemente envolvido em escândalos relacionados à comunidade gay. “Ele é defensor de uma lei que poderia classificar o homossexualismo como uma doença e é uma figura proeminente no Twitter, onde tem mais de 440 mil seguidores”, disse a publicação.

4. RR Soares – é o mais ativo em multimídia entre os pregadores evangélicos. O religioso é compositor, cantor e televangelista. Como fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus, Soares é um dos rostos mais conhecidos na televisão brasileira. Com isso, sua fortuna estimada pela Forbes, é de US$ 125 milhões, ou R$ 250 milhões.

5. Estevam Hernandes Filho e sua esposa Sonia – fundadores da Igreja Apostólica Renascer em Cristo, Apóstolo Estevam Hernandes Filho e sua esposa, Bispa Sonia, supervisionam mais de mil igrejas no Brasil e no exterior, incluindo a Flórida. Juntos, o casal tem um patrimônio líquido estimado pelo site em US$ 65 milhões dólares, ou R$ 130 milhões.O objeto inflado durante as manifestações do 7 de Setembro.

O deus da Prosperidade esteve bem representado no grande comício golpista de Jair Bolsonaro no dia 7 de Setembro último. Comentou Juan Arias:

"Um dos muitos detalhes simbólicos foi o surgimento na cena de um pênis gigante com as cores verde e amarelo da bandeira do Brasil, que foi apropriada pelas forças mais golpistas do país. O pênis inflado estava colocado sobre um carrinho vazio de supermercado. Estava rodeado por homens de idade.

Dizem que o presidente não sabe chorar, e muito menos pela dor alheia. Sua melhor identidade é a raiva; seu lema, a destruição; sua vocação, a terrorista; sua sexualidade, misteriosa; seu sonho de poder absoluto depois de ter ameaçado todas as instituições, com o agravante de que essas instituições parecem amedrontadas e acovardadas pelas ameaças fanfarronas do aprendiz de ditador e terrorista.

Melhor, mais simbólico e mais real do que o pênis gigante e grotesco verde e amarelo da avenida Paulista teria sido uma fila de carrinhos vazios de supermercado para simbolizar o drama que aflige e faz chorar em silêncio tantas famílias vítimas da incapacidade de governar de quem há muito deveria estar fora do poder para permitir que o país recupere a esperança que lhe foi tragicamente roubada. E como ensina a psicologia, nada é mais difícil para uma pessoa e para uma nação do que a desesperança que seca a alma e arrasta para a depressão". 

Bolsonaro perder a eleição porque fez um péssimo governo é um julgamento do eleitor. Voto contra Bolsonaro cidadão.

Para que não voltem a ser usados pela misteriosa Terceira Via, a campanha de Lula, para exemplificar, deve ser contra os slogans e símbolos que elegeram Bolsonaro. O ideário. As ideologias da direita, da extrema direita, do nazismo, do fascismo, do integralismo. Para que jamais sejam utilizadas novas cores para propagar antigas mensagens de um Brasil escravocrata, racista, preconceituoso, colorista, fundamentalista, com um militarismo golpista e cruel e um judiciário elitista e parasita. 

 

28
Abr20

Celso de Mello autoriza inquérito para investigar Moro e Bolsonaro

Talis Andrade

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Por Danilo Vital e Fernanda Valente

ConJur

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O Presidente da República está sujeito às consequências jurídicas e políticas de seus próprios atos e comportamentos relacionados ao exercício da função. O presidente da República — que também é súdito das leis, como qualquer outro cidadão deste país — não se exonera da responsabilidade penal emergente dos atos que tenha praticado. A autorização da Câmara, por 2/3 de seus membros, refere-se a abertura de ação judicial, não para investigação.

Com esse entendimento, o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a abertura de inquérito para apurar as condutas do presidente Jair Bolsonaro e declarações do ex-juiz federal Sergio Moro ao anunciar sua demissão do Ministério da Justiça.

Na decisão desta segunda-feira (27/4), o ministro determinou a abertura de inquérito para investigar condutas e declarações dos dois acusados. "A fundamentação vai no sentido de afastar qualquer obstáculo à investigação do presidente da República. Ou seja, o presidente pode ser penalmente responsabilizado por atos relacionados ao exercício da função e o quórum de 2/3 é da Câmara dos Deputados só é exigido para abertura de ação judicial contra o presidente e não para sua investigação policial", analisou o criminalista Pierpaolo Bottini.

Na sexta-feira (24/4), Moro afirmou que Bolsonaro exonerou o diretor da Polícia Federal, Maurício Valeixo, porque queria ter alguém do "contato pessoal dele [na PF] para poder ligar e colher relatórios de inteligência". "O presidente me falou que tinha preocupações com inquéritos no Supremo, e que a troca [no comando da PF] seria oportuna por esse motivo, o que gera uma grande preocupação", afirmou o ex-juiz.

A decisão do decano acolhe pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras. Celso de Mello entendeu que os crimes supostamente praticados por Jair Bolsonaro, conforme narrado por Moro, podem ser conexos ao exercício do mandato presidencial. De acordo com o decano, essas são circunstâncias que conferem plena legitimação constitucional ao procedimento investigatório.

O ministro também concede à Polícia Federal prazo de 60 dias para realização de diligência, intimando assim o ex-ministro Sérgio Moro para atender à solicitação feita pelo órgão.

Diversas vezes o ministro afirmou que ninguém está acima da autoridade do ordenamento jurídico do Estado. "Não se exonera da responsabilidade penal emergente dos atos que tenha praticado, pois ninguém, nem mesmo o Chefe do Poder Executivo da União, está acima da autoridade da Constituição e das leis da República."

PEDIDO DA PGR

De acordo com o PGR, as declarações de Moro podem resultar em, pelo menos, oito crimes: falsidade ideológica, coação no curso do processo, advocacia administrativa, prevaricação, obstrução de justiça, corrupção passiva privilegiada, denunciação caluniosa e crime contra a honra.

"A dimensão dos episódios narrados revela a declaração de ministro de Estado de atos que revelariam a prática de ilícitos, imputando a sua prática ao presidente da República, o que, de outra sorte, poderia caracterizar igualmente o crime de denunciação caluniosa", aponta o PGR.

Especialistas consultados pela ConJur afirmam que as declarações de Moro, em tese, podem levar o presidente Jair Bolsonaro a responder processo de impeachment e ação penal por crimes de responsabilidade e comuns.

As declarações de Moro motivaram o envio de uma notícia-crime contra o presidente ao STF, na sexta (24/4). Na Câmara, até o final de semana, restavam 29 pedidos de impeachment a serem apreciados pelo presidente, deputado federal Rodrigo Maia. Três deles protocolados após a coletiva do ex-ministro.

PET 8.802

21
Ago19

De oris et anus

Talis Andrade

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por Adilson Roberto Gonçalves

___

A mídia insiste ainda em se esquecer que houve um governo Temer antes do de Bolsonaro, e não do PT. E também apagou de sua memória os fortes indícios de fraude eleitoral em 2018, à luz do que Moro e Dallagnol articularam para forçar a prisão de Lula, impedir sua candidatura e fazer vazamentos ilegais para minar a chapa Haddad-Manuela.

‘Fazer um presidente’ ou ‘formação do bolo presidencial’ são as novas e necessárias conotações escatológicas do final da atividade digestiva, face à incontrolável e inexpressiva verborragia do ocupante do correspondente cargo em Brasília. Essa combinação escatológica e violenta do mandatário da nação produz diálogos como este: Presidente, o que fezes? Presídio um país, responde. Para um povo alvo? Não, tiro o alvo, conclui.

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A leitura da mídia impressa deste mês dá a dimensão do quanto de pornografia oficial se transformou em política de governo.

Alguns colunistas clamam para que Bolsonaro fale mais, refletindo a descrição do insano instalado na presidência do País. Nesse aspecto, foi emblemático que o editorial do Estadão de 4/8 (“Falta de civilidade”) e o artigo de Fernando Henrique Cardoso (“Falta fazer”), na mesma edição, tenham títulos iniciados pela mesma palavra. Ao governo de Jair Bolsonaro falta o principal: governar. Em sete meses no poder, não lançou um projeto ou realizou um feito próprio, pois até a reforma da Previdência virou protagonismo da Câmara dos Deputados e não do Executivo. Tudo o que foi feito até aqui teve como princípio a desconstrução do que havia sido feito antes: educação, meio ambiente, ciência e tecnologia, políticas sociais e saúde. Nada foi criado ou desenvolvido. Sem qualquer aptidão para a função, é hora de liberar a moita, abusando da escatologia oficial. O pior é que ainda há um terço da população que apoia essa verborragia tresloucada.

Outros colunistas, como Hélio Schwartsman da Folha de S. Paulo, defendem que haja um “cardápio filosófico” com escolhas para a conduta das relações sociais. Porém, tais supostas opções contrastam com a aprovação desse sistema redistributivo às avessas, que tira a aposentadoria do pobre para sustentar sonegadores da previdência, banqueiros e herdeiros de grandes fortunas.

A mídia insiste ainda em se esquecer que houve um governo Temer antes do de Bolsonaro, e não do PT. E também apagou de sua memória os fortes indícios de fraude eleitoral em 2018, à luz do que Moro e Dallagnol articularam para forçar a prisão de Lula, impedir sua candidatura e fazer vazamentos ilegais para minar a chapa Haddad-Manuela. Mas o importante é o falso verniz de que a imprensa “tem na crítica a governantes sua razão de existir”.

Em contraponto, serenidade é o mote do texto que Guilherme Boulos publicou na Folha de S. Paulo, ainda que avoque a necessidade de uma esquerda protagonista e ativista ("A renovação da esquerda", 8/8). Uma nova dimensão do que são as pautas e ações progressistas precisa ser estabelecida, num mundo em que a má prática está superando a boa teoria. Fomos intolerantes por muito tempo com a ignorância e colhemos agora seus nefastos frutos.

 

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17
Ago19

FROTA CONFIRMA PSDB E DIZ QUE BOLSONARO TEM 'MILÍCIA'

Talis Andrade

Deputado disse que seus amigos de academia protegiam Bolsonaro, que tinha medo de CUT e MST

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por Guiherme Amado

"Estou aliviado de não ter mais o peso Bolsonaro em minhas costas. Isso não é ser Judas, como a milícia dele tenta pintar", disse o deputado federal Alexandre Frota em conversa com a coluna, emendando: "Ele fala que tem de fazer cocô dia sim, dia não, para preservar a natureza. Melhoraria nossas vidas ele não fazer cagada todos os dias".

Depois de passar três dias com sua família, indo ao cinema e levando seu filho ao futebol, Frota se lembrou do "sacrifício" que fez para Bolsonaro desde 2013. E disse que Bolsonaro se amedrontava com movimentos de esquerda.

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PSDB troca Aécio por Frota

 

Em vídeo, Frota rebate Bolsonaro: 'Hipocrisia'

"Muitas vezes ele ficava assustado, com medo da CUT, do PT, do MST, e eu trazia amigos de minha academia para fazer a segurança dele. Eu o buscava no aeroporto, disponibilizava carro blindado. Levei-o a rádios e televisões, levei-o para restaurantes populares. Em Curitiba eu o carreguei nos ombros do aeroporto ao trio elétrico. Saí na porrada com o PT por causa dele, participei de todas as manifestações. Dobrei várias pessoas que não queriam votar nele. Eu acreditei", disse o deputado. [Transcrevi trechos]

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17
Ago19

Bolsonero e São Sergius Morus unidos na destruição de órgãos de Estado

Talis Andrade

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O imperador "Bolsonero" no traço do cartunista Nani, publicado na página do artista: nanihumor.com

 

por Reinaldo Azevedo

---

E aí? Morominions e bolsominions estão satisfeitos? E os nefelibatas que julgavam possível uma convivência civilizada com Jair Bolsonaro, na suposição de que ele se deixaria moldar pelas instituições? E os idiotas que viam em Sergio Moro a chance de haver um xerife incorruptível no comando do Ministério da Justiça e da Segurança Pública?

Em oito meses, o que se tem é desordem, entropia e desfiguração de organismos de Estado em benefício dos interesses pessoais da dupla — que, para surpresa só dos desinformados, estão em choque.

Moro pôs o aparelho do Estado para caçar hackers, num esforço desesperado para tentar abafar as revelações devastadoras feitas pelo site The Intercept Brasil. Contou com o apoio do grupo de comunicação mais poderoso do país, o que só ampliou a dimensão do ridículo. Inútil. Bolsonaro, por sua vez, se move para ter o controle da Polícia Federal no Rio na esperança de blindar, no que lhe for possível, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), o filho que era chefe do desaparecido Fabrício Queiroz.

Fala-se aqui de desastre institucional.

Bolsonaro meteu a mão grande na Polícia Federal. Antecipou a saída do superintendente do Rio, Ricardo Saadi; atacou o desempenho profissional do delegado — o que foi refutado em nota oficial pela direção da PF —; recusou o nome de Carlos Henrique Oliveira, escolhido pela direção-geral para o lugar de Saadi, e tentou impor o de Alexandre Silva Saraiva.

Valentão como de hábito, bateu no peito:
"Quem manda sou eu, vou deixar bem claro. Eu dou liberdade para os ministros todos, mas quem manda sou eu".
Achando que truculência pouca é bobagem, emendou:
"Quando vão nomear alguém, falam comigo. Eu tenho poder de veto, ou vou ser um presidente banana agora? Tenho que saber o que está acontecendo, ainda mais no meu estado".

A fala resume tudo. Sob Bolsonaro, a PF deixa de ser uma polícia do Estado e passa a ser uma polícia do governo. Nunca se viu nada nem remotamente parecido desde a redemocratização. A partir de agora, todos os brasileiros têm o direito de desconfiar da independência do órgão e motivos para supor que, sob certas circunstâncias, ele pode servir como aparato repressivo do mandatário.

Tudo indica que, na raiz do descontentamento, está o caso Fabrício Queiroz. Ainda que a investigação esteja a cargo do Ministério Público, diligências podem e devem ser feitas pela PF. E, como vimos, o presidente julga ter o direito "de saber o que está acontecendo no seu Estado". Pois é… No que concerne às investigações conduzidas pela PF, ele não tem.

E Moro? Assiste calado a esse espetáculo grotesco, agarrado ao cargo, buscando salvar o próprio pescoço.

A Polícia Federal é subordinada, do ponto de vista administrativo, ao Ministério da Justiça. Com o caos instaurado na PF, o ministro preferiu dedicar seu tempo à mobilização de prepostos e aliados, inclusive na imprensa, para malhar o projeto, já aprovado por Senado e Câmara, que muda a lei que pune abuso de autoridade.

Como se nota, o Brasil é um país imune a abusos, não é mesmo?

Vale dizer: enquanto o ministro da Justiça tenta detonar um texto que impede políticos, procuradores, juízes, delegados e outras autoridades de se comportar como tiranos nas instâncias do Estado sob o seu comando ou influência, Bolsonero, o imperador, destrói a independência da PF, que foi se consolidando desde o fim da ditadura — fim com o qual Bolsonero jamais se conformou, é bom que nos lembremos. Sua reverência a Brilhante Ustra evidencia que tinha apreço pelos porões do regime, não por seu legalismo, ainda que autoritário.

Mas nem tudo se resume a esse espetáculo de truculência. Bolsonaro também tem seu lado lírico: quando faz digressões sobre excrementos.

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15
Ago19

Bolsonaro não tira o cocô da boca. Gostou da nova categoria política

Talis Andrade

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247 - O jornalista Reinaldo Azevedo, colunista de direita, bateu duro em Jair Bolsonaro, após uma declaração grotesca dele em Parnaíba (PI), onde afirmou que vai acabar com o "cocô" no Brasil, em referência a comunistas.

"Que tipo de político no mundo associa adversários a excrementos e anuncia que pretende exterminá-los? Agora ele não tira mais o cocô da boca. Gostou dessa nova categoria política", escreveu o jornalista em seu blog.

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Azevedo também lembrou que Bolsonaro foi ao município para inaugurar uma escola militar do SESC, que ainda não está pronta, que pode levar o seu nome.

"O batismo acabou numa ação judicial porque a lei proíbe que se dê nome de pessoas vivas a empreendimentos públicos. O argumento dos que defendem a iniciativa é que o SESC pertence à iniciativa privada. Ocorre que o terreno pertencia ao município", destacou o jornalista. 

"Para tentar legalizar a homenagem, a Câmara Municipal doou o terreno ao SESC em sessão relâmpago. Mas a questão continua sub judice".

 

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15
Ago19

Bolsonaro quebra decoro novamente e posta vídeo sobre seu plano para "acabar com o cocô" no Brasil

Talis Andrade

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247 -  Jair Bolsonaro quebrou o decoro mais uma vez e postou em sua conta oficial no Twitter um vídeo no qual ele voltou a falar em cocô. Ao discursar nesta quarta-feira (14), ele fez referência aos comunistas como "cocô do Brasil" e que a intenção dele é "acabar com todos". Num trecho que não foi postado no tweet, Bolsonaro formulou claramente um projeto fascista-racista para o país: "O caminho do Brasil é um só: um só povo, uma só raça, uma só bandeira verde-amarela".

A referência ocorreu quando o mandatário da República falava dos governadores do Nordeste, no estado governado pelo petista Wellington Dias.

Veja a postagem: 

Jair M. Bolsonaro@jairbolsonaro
 

- Vamos acabar com o ... no Brasil!

Vídeo incorporado
 

Entenda:

Segundo informou a Reuters, o presidente Jair Bolsonaro disse nesta quarta-feira que “bandidos de esquerda” começam a voltar ao poder na Argentina, em referência ao resultado das primárias presidenciais no país vizinho, em que o presidente Mauricio Macri, aliado de Bolsonaro, foi derrotado por ampla margem por Alberto Fernández, que tem como candidata a vice a ex-presidente Cristina Kirchner.

“Olha o que está acontecendo com a Argentina agora. A Argentina está mergulhando no caos. A Argentina começa a trilhar o rumo da Venezuela, porque, nas primárias, bandidos de esquerda começaram a voltar ao poder”, disse o presidente em Parnaíba, no Piauí, onde participava de cerimônia alusiva a um projeto de irrigação.

A eleição presidencial na Argentina está marcada para outubro, mas as primárias, realizadas no domingo, são apontadas como uma prévia do que deve ocorrer na eleição geral e a vantagem obtida pela coalizão de Fernández sobre a de Macri indica amplo favoritismo da oposição no pleito.

À noite, em Brasília, Bolsonaro voltou ao tema apontando que “os números da economia mostraram que a Argentina se aproximou muito da Venezuela” diante da possibilidade de vitória da chapa Fernández-Cristina, numa possível alusão à reação dos mercados financeiros argentinos às primárias. E procurou afastar a ideia de intromissão.

“Nós não nos intrometemos nas questões externas, mas sabemos no que vai dar, espero que a população argentina acorde para isso”, disse o presidente a jornalistas em frente ao Palácio da Alvorada.

“Os números da economia vão mostrar que essa opção de fazer voltar ao poder um grupo que colocou a Argentina nessa situação complicada lá no passado não é solução”, acrescentou.

COMUNISTAS

Em seu discurso, transmitido ao vivo em uma rede social, Bolsonaro também disparou uma série de ataques ao PT, à esquerda e aos comunistas.

Ele disse que, nas próximas eleições, a “turma vermelha” será varrida do Brasil e voltou a acusar governadores da Região Nordeste —amplamente governada pela oposição a Bolsonaro— de buscarem dividir o país.

“Quando a gente vê agora pelo Brasil alguns governadores querendo separar o Nordeste do Brasil, esses cabras estão no caminho errado. O caminho do Brasil é um só: um só povo, uma só raça, uma só bandeira verde e amarela”, disse o presidente, ao lado do prefeito de Parnaíba, o ex-senador Mão Santa, a uma plateia de apoiadores que o aclamava como “mito”.

“O Mão Santa me disse agora há pouco, que nós vamos acabar com o cocô no Brasil. O cocô é essa raça de corrupto e comunista, Nas próximas eleições, nós vamos varrer essa turma vermelha do Brasil. Já que na Venezuela está bom, vamos mandar essa cambada para lá. Quem quiser um pouquinho mais para o norte, vai até Cuba.”

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A declaração de Bolsonaro é uma referência a um de seus mais recentes comentários controversos quando, ao responder à pergunta de um repórter sobre se é possível crescer preservando o meio ambiente, recomendou que o jornalista comesse menos e evacuasse uma vez a cada dois dias.

Bolsonaro também afirmou que “apesar de a petralhada ter roubado quase tudo no Brasil”, recorrendo a uma forma depreciativa de se referir aos petistas, seu governo tem se esforçado para entregar obras, como o projeto de irrigação.

“Nós juntos vamos varrer a corrupção e o comunismo do Brasil”, afirmou.

Ele também disse que o setor de fruticultura de Parnaíba irá se beneficiar do recente acordo de livre comércio firmado entre Mercosul e União Europeia, que ainda precisa ser ratificado pelos países dos dois blocos.

 

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