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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

O CORRESPONDENTE

01
Set22

Natália Bonavides requer derrubada de Medida Provisória contra a cultura

Talis Andrade

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De acordo com a deputada do PT-RN, Jair Bolsonaro 'interfere de forma indevida na atuação do Legislativo, para atacar a cultura'

 

247 - A deputada federal Natália Bonavides (PT-RN) enviou, nessa quarta-feira (31), ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), um documento pedindo a devolução à Presidência da República da Medida Provisória nº 1135/2022. A MP adia e retira a obrigatoriedade do repasse de dinheiro ao setor cultural por meio das Leis Aldir Blanc e Paulo Gustavo, que autorizam R$ 6,8 bilhões para quem se sustenta com a arte. 

"Bolsonaro mais uma vez interfere de forma indevida na atuação do Legislativo a partir do uso inadequado de Medida Provisória, cujo propósito é de, mais uma vez, atacar a cultura e negar direitos a quem foi duramente impactado pelos efeitos da pandemia", disse a parlamentar. 

A Lei Paulo Gustavo determina o pagamento de R$ 3,8 bilhões para estados e municípios. Os repasses deveriam ocorrer "no máximo" em 90 dias após a publicação da lei, prazo que se encerraria no início de outubro, mas com a medida provisória, Bolsonaro adiou para 2023. A Lei Aldir Blanc 2 prevê um repasse anual de R$ 3 bilhões aos governos estaduais e municipais, durante cinco anos, para o financiamento de iniciativas culturais. A medida valerá só para 2024.

"Requeremos ao presidente Rodrigo Pacheco que negue a tentativa de Bolsonaro de acabar com as leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc, de apoio à Cultura. Os trabalhadores da cultura tiveram graves prejuízos financeiros, foram os primeiros a parar e os últimos a poderem retomar suas atividades por conta da pandemia de COVID-19. Precisam do auxílio emergencial pra ontem", afirmou a parlamentar. "No Congresso lutaremos para derrubar essa medida absurda", complementou.

 
Natália Bonavides 1311 
@natbonavides
Começou o Setembro Amarelo, a campanha anual que lembra da importância do cuidado com a saúde mental. Sabemos que saúde mental não parte só de dentro pra fora. A fome, a miséria e o desemprego impactam diretamente em nosso psicológico. (Arte:
 

Na imagem, o presidente Lula (homem branco, idoso, vestindo um paletó e uma camisa branca) está abraçando a deputada federal Natália Bonavides (mulher branca, jovem, vestindo uma blusa jeans).

                     

Lula quer cultura como fonte de emprego e renda para quem produz

Em encontro com artistas em Belém (PA), ex-presidente destacou importância da cultura para a economia e para dar civilidade, nacionalidade e respeito aos povos

 

20
Mai22

Escolha o amor!

Talis Andrade

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por Julimar Roberto

- - -

Há tempos, o Brasil vem sendo assolado por uma polarização nunca antes vista no país. De um lado, cidadãos guiados pelo amor, pela preocupação com o próximo, pela ânsia por dignidade e pelo desejo de construir uma sociedade sem oprimidos e opressores. Do outro, os chamados "cidadãos de bem", alimentados pelo ódio, pela amargura, pela segregação e pela gana de ter sempre mais ─ mesmo que isso signifique deixar outras pessoas sem nada.  

Historicamente, a divergência de ideologias sempre existiu, principalmente em anos eleitorais. É comum que os dois candidatos mais fortes ─ geralmente com ideais opostos ─ puxem a disputa e o debate. Levando em consideração o conceito de democracia, essas diversidade de ideias, desde que haja respeito entre as partes, é até saudável para manutenção do Estado Democrático de Direito. 

Entretanto, o que se tem visto nos últimos anos vai muito além da divergência política. É uma briga entre o amor e o ódio, que foi intensificada com a chegada do capitão reformado do exército à Presidência. 

Mesmo no decorrer da campanha eleitoral de 2018, seu discurso já tinha como base o ódio. "Vamos fuzilar a petralhada", disse certa vez, durante evento no Acre. O símbolo que representa a sua pessoa é uma arma de fogo. Arma essa que é produzida com a finalidade de tirar a vida. É bastante comum que em seus eventos as pessoas levantem os dedos indicador e polegar imitando o empunhar de uma pistola. Até mesmo crianças são jogadas no universo do ódio. 

Suas falas segregam. Pretos, pobres, mulheres, periféricos, LGBTQIA+ não têm espaço em seu palanque, muito menos na construção de suas políticas. É tudo sobre fragmentar, alimentar a atmosfera de polarização. Nunca nada sobre unir. 

Enquanto isso, viajando pelo país, Lula tem seu discurso focado basicamente na reconstrução da nação e na junção de forças pelo fim do ódio de classe. Como representante da classe trabalhadora, ele conhece exatamente os anseios do povo brasileiro. Sabe que, nesse momento, a fome assola os lares e o desemprego, a carestia e a ausência de políticas de assistência social empurram o Brasil ladeira abaixo. 

Compreende também que, para tirar o povo brasileiro das mãos do capitão, é preciso união. E, para que haja união, é preciso amor. Entende que reconstruir o Brasil não é, e jamais será, uma tarefa fácil. Mas, sobretudo, será um ato de amor.  

O novo Brasil que queremos ─ e que construiremos - não tem espaço para o ódio e muito menos para aqueles que hoje estão no poder. É um país guiado pelo amor, pela empatia, sem preconceitos e sem qualquer tipo de discriminação. É uma pátria com igualdade de direitos, com emprego, renda e oportunidades para todas e todos. 

Que, em outubro, escolhamos o amor! 

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bolsonaro-ensina-crianca-a-fazer-sinal-de-arma.jpgPorte de arma no Brasil: - OitoMeia

Charge Erasmo Spadotto – Posse de Arma - Portal Piracicaba Hoje

Carlos Morel on Twitter: "Charge de Jaguar, Folha de SP 25/1/2019: Idade  mínima para porte de arma! https://t.co/xB1U9OyPos" / Twitter

JÁ VIVEMOS NUM PAÍS DE HORRORES… – Contra o Vento

15
Mai22

Dia sim, dia sim militares ameaçam golpe

Talis Andrade

 

 

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Lenio Luiz Streck no Twitter
 
 
Surpresa: por trás de Daniel Silveira tem uma coisa de nome “rachadinha”. Diz o MPF. Mas, sem problema: será indultado! “Bora” insultar o STF! Chama-se “liberdade de agressão”! E pedir AI-5. Em nome da democracia, é claro.
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Chinelagem: Zambelli quer anistia geral a condenados por atos antidemocráticos. Silveira na CCJ. O país virou um escracho. E 1-Maio teve novas manifestações golpistas. Até qdo? E pensar que a grande mídia colocou Bolsonaro lá! Mas ninguém é mãe da desgraça. Diz aí Cantanhede!
 
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Fui o autor do parecer da OAB (Com. Estud.Constitucionais) sobre o “indulto” de Bolsonaro. Na pesquisa, escapou-me a opinião de Pontes de Miranda (um desconhecido - sarcasmo!). Entre ele e os juristas bolsonarianos, fico com o velho. Gracias, Rui Espíndola. Não é ato de império.Image
 
Por que cobrar da grande mídia? Óbvio. Lembram do propinoduto? Diário? Não existiria toda essa desgraça sem Moro e a mídia (JN, Merval e cia). Corremos risco de golpe. Sim. E a mídia entrevista Moro. Sem nem tocar na decisão da ONU. Não aprendem. Gostam de alimentar crocodilos.
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Vou copiar o Thiago Brasil. Abaixo. Antes, digo: A ONU faz uma decisão história e Cantanhede e Merval entrevistam o pipoqueiro! O Brasil é uma fraude mesmo!
 
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O réu não se ajuda. 13 de maio: Moro cita Luís Gama. Tsk. Tsk. E tasca: “mais do que um presente do império…”. Ah, para com isso. Falso como terra plana. Moro citar Luis Gama é como Bolsonaro citar Rui Barbosa. Qdo não há do que falar, o melhor é calar, já disse Wittgenstein!
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Wal do Açaí “trabalhou” 15 anos como asses. parl. sem NUNCA ter estado em BSB. Vendia açaí. Processada junto com seu chefe (Bolsonaro), será defendida pela AGU. É como se o gerente assaltasse o próprio banco e o banco pagasse (e bem) seu causídico. Chama-se Açaismo jurídico!Image
 
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Espanha e Portugal passaram por longas ditaduras, que acabaram nos anos 70. Por lá ninguém pensa em questionar a democracia. Zero. E no Brasil os militares arrastam as correntes. Ameaçando com golpe. Dia sim, dia sim. Por lá, estariam presos esses insurretos institucionais.
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08
Jan22

Bia Kicis é a própria quebra de decoro parlamentar

Talis Andrade

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Enno Stahl: Die Sprache der Neuen Rechten. Populistische Rhetorik und  Strategien | KRITISCHES NETZWERK

 

Bia Kicis e Beatrix von Storch líder nazista alemã

 

Não se admite que ocupe a presidência da CCJ uma figura tão minúscula, alguém que comete tantas infrações no exercício do cargo

 

por Gilvandro Filho

- - -

Que o governo de Jair Bolsonaro é um ajuntamento de tudo o que não vingaria em um governo minimamente decente e operoso, isto não é novidade para ninguém. Surpresa mesmo seria – vivêssemos em um país sério - ele ainda se manter de pé, armando falcatruas, destruindo a Natureza, com o desemprego e a inflação nas nuvens, enxovalhando o nome do Brasil lá fora, perpetrando as situações mais esdrúxulas em nome de uma ideologia banal e criminosa.

O nível da equipe é constrangedor, para dizer o mínimo. O que justificaria, na cabeça de qualquer observador intelectualmente honesto, a presença de um Marcelo Queiroga no Ministério da Saúde, ou de um Milton Ribeiro na pasta da Educação? Isto, para ficar apenas nessas duas áreas, hoje a cara do presidente da República e da sua ruinosa política de negacionismo da ciência e do conhecimento, celeiros da ignorância e do preconceito deslavados.

Nos cargos que representam o governo no Legislativo, a coisa degringola de vez. As lideranças no Senado e na Câmara dos Deputados são deprimentes. Agora, como explicar, sem apelar para a galhofa, a presença de um figura como Bia Kicis na presidência de uma comissão crucial para os rumos do país como é a Comissão de Constituição e Justiça? Nessa comissão, não precisa repetir, filtram-se as matérias a serem apreciadas no Plenário e se define suas validações aos olhos da Lei Maior. Não tem como.

Não se admite que ocupe a presidência da CCJ uma figura tão minúscula, alguém que comete tantas infrações no exercício do cargo. A última é inaceitável. Vazar dados pessoais de médicos pró-vacina em plena audiência pública, por si só, já seria motivo suficiente para que ela fosse expelida do cargo e passasse a responder processo por falta de decoro parlamentar. Por causa de ação tão insana e irresponsável, três profissionais de referência da área médica tiveram suas cabeças entregues às quadrilhas terroristas que auxiliam o governo federal na disseminação de fake news e ameaças.Rolf F. ar Twitter: "Beatrix von Storch wurde wegen Volksverhetzung von  Twitter gesperrt..... (Karikatur Kamensky) https://t.co/0OcfgpzzFP" /  Twitter

A presença de Bia Kicis na CCJ é a mais perfeita tradução do que é o governo Bolsonaro no campo da civilidade e do decoro. Ambos se valem, se velam e se merecem.Bia Kicis se encontra com deputada de partido negacionista e xenófobo da  Alemanha - CartaCapital

 
13
Nov21

Ato de racismo em colégio cívico-militar do Paraná gera manifestações e onda de solidariedade

Talis Andrade

Os alunos reagiram com força e coragem ao ato racista contra uma colega do 9º ano do Colégio Cívico-Militar Sebastião Saporski

 

11
Ago21

Ameaça golpista: vamos rir do ridículo. Mas sem deixar a vigilância jamais!

Talis Andrade

 

 
Fabiano Leitão Duarte, conhecido como "tromPetista", foi preso na manhã desta terça, depois de tentar impedir o desfile de veículos blindados da Marinha, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Foi liberado depois de assinar um Termo Circunstanciado de Ocorrência Imagem: Evaristo Sá/AFP
As redes sociais não perdoam o desfile do golpismo barnabé em Brasília. A tônica é o sarcasmo. E os brasileiros fazem muito bem em recorrer à piada. Perder o humor é sofrer duas vezes. Eu mesmo afirmei no Twitter que o maior risco, até agora, diz respeito ao desequilíbrio climático, né? Nunca se emitiu tanto carbono por nada. Tome fumaça preta em Brasília! Que o humor nos livre do sofrimento adicional. Mas sem perder a esperteza jamais.
 
Ocorre que o que se deu em Brasília nesta terça-feira está longe de ser uma brincadeira. Ainda que a coreografia e a mímica sejam patéticas, estamos falando de joguinhos perigosos, protagonizados por irresponsáveis espalhados em várias áreas do Estado Brasileiro.
 
O NÚMERO UM
 
O maior de todos os irresponsáveis, por óbvio, é o presidente da República, este ser politicamente repugnante, que combina as muitas faces distintas do atraso. Não representa apenas a ignorância em sentido lato -- é impressionante não se conseguir coligir, sei lá, cinco frases decentes de um político que está na vida púbica há 30 anos. Ele é também a expressão da estupidez em sentido estrito. Foquemos um assunto qualquer, colhido ao acaso, e o submetamos a seu escrutínio. Ao ser judicioso, ele dará um jeito de afirmar o que sabe de antemão ser repugnante, obscurantista, detestável.
 
Temos um presidente que, visivelmente, sente prazer em afrontar o que desconfia ser o consenso civilizatório sobre qualquer tema. Explica-se: muitas vezes, tal consenso nasce de variáveis complexas, aparentemente contraditórias, que não oferecem uma resposta imediata.
 
Querem um exemplo? Tomemos o caso da violência urbana. Numa primeira mirada, parece razoável supor que se elimina a violência eliminando-se os violentos. E pronto! O salto imediato é passar a defender grupos de extermínio, como Bolsonaro já fez quando deputado. Daí a descarada simpatia das milícias do Rio — e de toda parte — por esse governo. Explicar que a repressão ao crime é a reação imediata, mas que é preciso atacar as causas estruturais da violência restringe em muito a audiência. E o populismo vai sempre optar, como faz o "Mito", pela resposta simples e errada para problemas difíceis, na equação celebrizada pelo jornalista americano H. L. Mencken.
 
NÃO ESTÁ SÓ
 
Mas, como resta evidente, ele não está só nessa marcha do atraso. Braga Netto, o ministro da Defesa, é o homem que saiu da chefia do Estado-Maior do Exército para a Casa Civil, permanecendo um tempo como general da ativa, migrando dali para o posto atual. Na pasta anterior -- e, às vezes, esquecemo-nos disto --, foi o homem que comandou os, digamos assim, esforços do governo federal no combate à Covid-19. É triste e constrangedor constatar, eu sei, mas ele era considerado um membro da nossa elite militar. E se nossa elite militar for essa?
 
Nada disso, em suma, é brincadeira. Podemos não ter, e acho que não teremos, um golpe à moda do antigo gorilismo latino-americano — uma das raízes do notável atraso político, econômico e social da região —, mas não se duvide de que Bolsonaro tem ao menos uma serventia: evidencia um problema que ainda não enfrentamos. O Brasil é hoje a única democracia do mundo em que os militares reivindicam abertamente a tutela sobre a sociedade civil.
 
Se, nos EUA, Mark Milley, o general mais poderoso da Terra, disse ao golpista um "Opa! Não ultrapasse a linha", por aqui, um capitão arruaceiro, banido do Exército — que chegou a especular sobre ações terroristas contra a própria Força —, seduz oficiais de alta patente intelectualmente despreparados. Misturam bolor ideológico — polarizações herdadas do século passado, transformadas em taras neste século — com interesses meramente corporativos, que se impõem a um país de miseráveis, dependentes ainda da distribuição de migalhas. E, sim, elas são necessárias porque podem representar a diferença entre uma dieta pobre e a fome.
 
Não se comportaram de maneira muito melhor setores consideráveis dos nossos endinheirados. Imaginaram que o ogro poderia, no poder, se comportar como um príncipe. Digo e repito: bem-aventurados todos os arrependidos da besteira que fizeram. Só não vale alegar ignorância. Devemos ser cordatos com todos os arrependidos — sem eles, Bolsonaro se elege de novo. Em nome do avanço civilizatório, porém, não podemos aceitar o argumento da ignorância: "Ah, eu não sabia que ele era assim..." Se, nas camadas oprimidas pela pobreza e pela ignorância, isso pode ser até aceitável, não venham as frações da elite que apoiaram um troglodita alegar desconhecimento de causa. E, claro, registre-se à margem: há quem o tenha escolhido para que fizesse rigorosamente o que está fazendo.
 
A NATUREZA DO PERIGO
 
É cômico aquilo a que se assistiu em Brasília? A palavra "tragicômico" define com mais precisão. Tem uma graça literalmente mórbida. Seria o caso de perguntar se a exibição de força estava, por exemplo, celebrando os quase 564 mil mortos por Covid-19, segundo os dados consolidados até esta segunda. Nenhuma potência estrangeira nos ameaça. Os nossos males estão aqui mesmo. Ainda que alguns lunáticos dessem um golpe, a aventura teria curta duração. O dinheiro grosso quebraria as pernas dos patetas. O perigo maior é mesmo a renitência do atraso.
 
O desfile desta terça foi liderado pela Marinha, que desenvolve o navio a propulsão nuclear com recursos que foram destravados pelo então presidente Lula, hoje a Nêmesis para parte considerável dos fardados, o que é absolutamente inexplicável a não ser em razão do mais odiento preconceito. Em muitas décadas, incluindo parte da ditadura militar, não há presidente que tenha sido tão generoso com as Forças Armadas.
 
O capitão que já evidenciou vocação terrorista quando no Exército e que hoje está na Presidência chegou a ter uma ideia: usar o caça Gripen para dar um rasante na Praça dos Três Poderes, o que quebraria os vidros do STF — e não só — para dar um susto nos ministros. Também os caças começaram a ser comprados na gestão Lula, e a operação foi concluída no governo Dilma, sob supervisão da Aeronáutica, a quem coube dar a palavra final.
 
A parada desta terça foi, sim, meio mequetrefe. Mas o Brasil está longe de ser um exemplo internacional de força miliar sucateada.Pode não ter condições de enfrentar os grandes na área bélica, mas é uma potência regional, convém não se enganar. O que torna o evento particularmente lastimável é que a exibição não buscava servir de advertência a forças estrangeiras: quis intimidar os nativos.
 
Em síntese, o PT — em último caso, era o que se estava esconjurando ali — deu às Forças Armadas o que elas têm hoje de mais moderno em termos tecnológicos.
 
Ocorre que o nosso maior atraso, aquele que realmente se expôs em Brasília nesta terça, é de natureza política, moral e ideológica. Deem uma calculadora que realiza apenas as quatro operações a um gênio, e ele realizará prodígios. Entreguem tecnologia de última geração a um ogro, e ele produzirá atraso.
 
Como se viu.
 
Vamos, sim, rir do ridículo. Mas sem deixar a vigilância jamais.
 

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20
Mar21

Em entrevista ao Le Monde, Lula diz que Bolsonaro é genocida

Talis Andrade

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Texto por RFI
 

O ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva concedeu uma longa entrevista ao jornal francês Le Monde. O líder petista confirmou novamente a possibilidade de sua candidatura em 2022 e criticou de forma severa a gestão da pandemia de Covid-19 pelo governo de Jair Bolsonaro.

A entrevista publicada na edição que chegou às bancas nesta sexta-feira (19) foi realizada por meio de videoconferência pelos jornalistas Bruno Meyerfeld, atual correspondente do Le Monde no Brasil, e Nicolas Bourcier, que também já foi correspondente no país. Os repórteres afirmam que “a extraordinária energia” de Lula se mantém intacta apesar dos cabelos e da barba brancos, e começam a conversa questionando a possível candidatura de Lula para a próxima eleição.

“É difícil hoje responder dizendo sim ou não”, respondeu o petista. “Eu tenho 75 anos e em 2022, no momento das eleições, terei 77. Se eu continuar em boa forma e que houver um consenso entre os partidos progressistas desse país para que eu seja candidato, não vejo nenhum problema nisso! Mas eu já fui candidato, já foi presidente e já efetuei dois mandatos. Eu também posso apoiar alguém que esteja bem colocado para vencer. O mais importante é não deixar Jair Bolsonaro continuar governando esse país”, insistiu.

Se Lula preferiu não dar certezas sobre sua candidatura, ele foi menos comedido ao falar do atual chefe de Estado e sua gestão do país. “Eu comecei na política nos anos 1970 e nunca vi meu povo sofrer como hoje. As pessoas morrem nas portas dos hospitais e a fome está de volta. E, diante disso, temos um presidente que prefere comprar armas de fogo no lugar de livros e vacinas. O Brasil está sendo dirigido por um presidente genocida. E isso é muito triste”.

Cultura do ódio

Citando Chico Buarque, que alertou para a “cultura do ódio” que toma conta do Brasil, os jornalistas perguntaram como o ex-presidente vive o fato de ser alvo de tanta animosidade. Lula respondeu que “o ódio não é brasileiro” e que “se existe um povo amoroso e humanista no planeta, esse povo é o brasileiro”. No entanto, aponta o ex-presidente, a população vem sendo bombardeada pelo discurso de ódio.

“Antes, se a gente encontrava um adversário político em um restaurante, dávamos a mão para cumprimentá-lo. Hoje, corremos o risco de levar um tiro! Precisamos acabar com isso. A democracia é o contrário: é a civilidade, a maturidade. Esse país precisa de paz, e não de armas.”

Pandemia é a “3ª guerra mundial”

Ao ser questionado sobre a crise sanitária, Lula ressaltou o que qualificou de erros graves da presidência atual desde o início da pandemia. O ex-chefe de Estado lembrou as declarações de Jair Bolsonaro, que chamou o vírus da Covid-19 de “gripezinha” no começo do surto, a resistência do atual presidente ao uso de máscara e a campanha em favor da cloroquina. “Ele se enganou como se engana uma criança que vai comprar pirulitos. Desperdiçou milhões comprando esse produto ineficaz contra a Covid-19”, acusa. “Bolsonaro é tão ignorante! Ele pensa que não aceitar a gravidade da pandemia vai fazer a economia ser retomada. O único remédio é vacinar o povo brasileiro”, resume.

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Sobre a gestão internacional da pandemia, Lula também não poupa críticas. Ele reclama da ausência de uma reunião do G20 ou do G8 para discutir a situação e pede que o líder francês Emmanuel Macron mobilize os presidentes Joe Biden, dos Estados Unidos, Xi Jinping, da China, e Vladimir Putin, da Rússia. “Estamos em guerra. É a 3ª guerra mundial e o inimigo é muito perigoso”, sentencia o brasileiroImagenas páginas do jornal Le Monde. 

 

20
Fev21

Clube Militar defende deputado Daniel Silveira e pergunta por Adelio que o governo Bolsonaro protege e esconde

Talis Andrade

Adélio Bispo de Oliveira é escoltado por policiais federais em aeroporto de Juiz

Polícia Federal dos governos Temer/Bolsonaro prende Adelio Bispo de Oliveira

 

O Clube Militar publicou uma nota sobre o caso do deputado federal Daniel Silveira (PSL), que foi preso pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta semana, “sem entrar no mérito das palavras” dirigidas aos integrantes da Corte.

Daniel Silveira está sendo julgado pelas palavras de baixo calão. Pela apologia do ódio, da ditadura, da violência. Pelas ameaças ao Supremo Tribunal Federal, ao Estado Democrático de Direito. Pelas ameaças golpista e de morte. Pela defesa da barbárie, do famigerado, nazi-fascista, cruel, desumano AI-5 contra a Paz, a Liberdade, a Democracia, a Fraternidade, a Igualdade, a Civilidade.

Os militares fizeram uma série de questionamentos, apontando para que tais práticas realizadas pelo STF (prisão de Daniel Silveira) deveriam ser exercidas também contra a esquerda. E indaga: "Por que ameaças abertas contra a vida do Presidente da República não são também tratadas como crime inafiançável?". Uma pergunta que o Ministro da Justiça de Jair Bolsonaro pode responder. E mais: "Por que os equipamentos do Adelio e de seus aliados não são periciados?" Pela incompetência da Polícia Federal e dos serviços de informação e inteligência do governo Jair Bolsonaro. Mais de dois anos de apuração, de inquirição, seguindo pistas, vestígios, e o governo bolsonarista não descobre neca de pitibiriba da vida de Adelio. Tudo que se sabe foi descoberto pelo jornalismo investigativo. Quem esconde e abriga Adélio Bispo de Oliveira é o governo federal. E o governo aliado de Minas Gerais. A oposição sempre quis saber por que Adelio treinava no mesmo clube de tiro dos filhos de Jair Bolsonaro? Por que Adelio atirador treinado preferiu usar um canivete para ferir de morte o então candidato a presidente? Por que preso por uma multidão fanática não foi linchado?  Por que certas mortes misteriosas seguem o rastro do Adelio. São crimes federais, investigados pelo governo Bolsonaro. Parece que Jair Bolsonaro e filhos Zero 1 senador, Zero 2 vereador do Rio de Janeiro, Zero 3 deputado federal preferem desconhecer ou esconder a verdade... Por que Adelio é proibido de dar entrevista à imprensa? Por quê?  Que médicos assinaram atestados da loucura de Adelio?  

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Contra a prisão do ex-soldado Daniel Silveira pelos poderes civis do Supremo Tribunal Federal e Câmara dos Deputados, o Clube Militar, saudoso dos anos de chumbo, atira o seguinte manifesto:

"Sem entrar no mérito das palavras dirigidas aos integrantes do STF, pelo Deputado Daniel Silveira, colocamos aqui algumas reflexões:

1. Por que outros pronunciamentos semelhantes, porém ditos por políticos e jornalistas de centro esquerda não são tratados como crime?

2. Por que ameaças abertas contra a vida do Presidente da República não são também tratadas como crime inafiançável? [Qualquer pessoa que ameaça a vida do Presidente da República deve ser presa. O Clube Militar não cita nenhum nome...]

3. Por que a liberdade de expressão só se aplica a esses mesmos indivíduos de centro esquerda?

4. Por que esses supostos crimes praticados pelos apoiadores do Presidente recebem alta prioridade nas investigações, enquanto crimes cometidos por aliados ideológicos ou denúncias contra os próprios Ministros do STF ficam sem investigação ou aguardando a prescrição? 

5. Por que o Ministro Marco Aurélio ameaçou os Deputados, dizendo que em caso de relaxamento da prisão do Deputado Daniel Silveira eles prestariam contas com o povo, nas urnas, em 2022? Quem informou ao ilustre ministro que a população apoia as arbitrariedades do STF?

6. Por que os ilustres Ministros do STF pensam que apoiar o Regime Militar que foi instaurado a partir de 1964 é crime quando uma grande  parcela da população tem saudades daquela época? A Democracia que temos hoje no Brasil começou em 1964....

7. Por que os amparados pelo Poder Judiciário continuam sendo os criminosos já condenados? Esses, em sua grande maioria, enquanto puderem sustentar os melhores advogados, jamais cumprirão suas penas, podendo, inclusive, realizar passeios fora do Brasil, enquanto os que usam suas línguas para falar não podem nem sair de casa (os de direita, é claro).

8. Por que os equipamentos do Adelio e de seus aliados não são periciados? [Faltou denunciar quais 'aliados'...]

9. Finalmente, para não citar outras dezenas de exemplos, o crime propalado pelo STF e seus aliados de esquerda é referente a ameaças verbais, ou, na realidade, é por ser o acusado apoiador daquele que foi eleito pelo povo para governar o Brasil?"

 

 

 

16
Fev21

150 juristas lançam manifesto contra ameaça golpista do general Villas Bôas

Talis Andrade

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Por Mônica Bergamo

Um grupo de 150 juristas, defensores públicos e advogados brasileiros, além de outras personalidades, assinou um texto com críticas às falas de militares que antecedem o julgamento do habeas corpus do ex-presidente Lula no STF (Supremo Tribunal Federal).

A principal manifestação foi feita pelo chefe do Exército, Eduardo Villas Bôas. Na terça-feira (3), ele postou uma mensagem no Twitter afirmando que a corporação “compartilha o anseio dos cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à democracia”.

A nota dos juristas diz que “as recentes manifestações que evocam atos de força configuram clara intimidação sobre um Poder de Estado, o Supremo Tribunal Federal. Algo que não acontecia desde o fim da ditadura militar. É urgente que os Poderes da República repudiem esse tipo de pressão. As falas veiculadas nas últimas horas por oficiais das Forças Armadas dificultam um julgamento isento e colocam em xeque a democracia. Não são pessoas que estão em jogo. É a República. É a democracia”.

Assinam a nota, entre outras personalidades, Lênio Streck, Celso Antonio Bandeira de Mello, Pedro Serrano, Tecio Lins e Silva, Flávio Dino (que é governador do Maranhão), Jose Eduardo Cardozo, Celso Amorim, Tarso Genro, Fernando Haddad, Cezar Britto, Carol Proner, Leonardo Yarochewski, Roberto Figueiredo Caldas, Mauro Menezes, Marco Aurélio de Carvalho, Alberto Toron, Antonio Carlos de Almeida Castro, a deputada Manuela D`Avila e o antropólogo Luiz Eduardo Soares.

16
Fev21

Gilmar reage ao deboche do general Villas-Bôas: "ditadura nunca mais"

Talis Andrade

democracia demo presidente zé de abreu guaibó

 

247 - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, reagiu a um tuíte do general Eduardo Villas Bôas debochando do ministro Edson Fachin, que comentou em uma publicação do general da reserva, de abril de 2018, pressionando a Corte a não conceder habeas corpus ao ex-presidente Lula.

Nesta terça-feira (16), Villas Bôas comentou "três anos depois" em uma publicação de uma matéria sobre a reação tardia de Fachin.

Gilmar reagiu com duras palavras: "Ao deboche daqueles que deveriam dar o exemplo responda-se com firmeza e senso histórico: Ditadura nunca mais!"

Gilmar Mendes
A harmonia institucional e o respeito à separação dos poderes são valores fundamentais da nossa república. Ao deboche daqueles que deveriam dar o exemplo responda-se com firmeza e senso histórico: Ditadura nunca mais!

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