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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

O CORRESPONDENTE

16
Jan22

Em defesa de Eduardo Bolsonaro, o filho zero três de quem é

Talis Andrade

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Ricardo Noblat

- - -

Afinal, desembarcou em São Paulo o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub, que há mais de um ano fugiu do país com medo de ser preso depois de sugerir ao presidente Jair Bolsonaro que prendesse os 11 ministros do Supremo Tribunal Federal.

Foi recepcionado por uma dezena, se tanto, de seguidores que apoiam sua candidatura ao governo de São Paulo. Weintraub fugiu com a ajuda do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), o zero três. Eduardo está incomodado com o seu retorno.

À época da desastrada sugestão feita pelo ex-ministro ao presidente da República, Eduardo escreveu nas redes sociais:

“Quando saiu a fala de Weintraub sobre o STF, a popularidade dele só aumentou. As pessoas estão começando a pedir Weintraub para governador de São Paulo. Sou entusiasta da ideia.”

Bolsonaro estava em guerra com o Supremo e ainda não havia se rendido por completo ao Centrão. Uma vez que se rendeu, filiou-se ao PL do ex-mensaleiro Valdemar Costa Neto e lançou a candidatura do ministro Tarcísio de Freitas ao governo de São Paulo.

E aí? Aí que deixou mal o filho entusiasta de Weintraub. Bolsonaristas de raiz começaram a reproduzir declarações antigas de Eduardo favoráveis à candidatura do ex-ministro. E o zero três sentiu-se obrigado a reagir. Culpou robôs pela ação:

“Agradeço o carinho e a espontaneidade dos que lembram agora destes prints de quase dois anos atrás. Porém, eu sei reconhecer de onde vim. Logo, o meu candidato para o governo de SP será aquele indicado pelo presidente.”

 

Os filhos zero não têm autonomia, nunca tiveram. São cópias escarradas do pai. Mas como estão crescidinhos, têm esse direito. É uma questão de escolha, e também de pendência. O que está em jogo para eles é a sobrevivência política.

Que sejam deixados em paz.

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15
Jan22

Sérgio Moro estampa capa da Veja à lá Collor e Aécio (vídeo)

Talis Andrade
 

 

 

 Criada para dar apoio à Ditadura, Veja segue sua saga de manipulação e mentira

 

 

 

Na edição que chega às bancas e aos assinantes que ainda não abandonaram a revista nesta sexta-feira (14), a Veja comete a gafe de fazer uma reportagem que fala do “plano do PT para apagar da história a ex-presidente Dilma Rousseff”, um dia depois da ex-presidenta se reunir com Lula para traçar estratégias eleitorais.

Com linguajar chulo, bem diferente do que é usado na entrevista de Moro, a revista escala Rafael Moraes Moura para dizer que a “ex-presidente Dilma Rousseff é candidata a puxar a fila dos expurgos. O plano do partido é ignorar o mandato dela, tratá-la como um experimento de continuidade que deu errado”, sem tocar, no entanto, no movimento golpista que ajudou a levar a cabo.

Desde 1968, quando foi financiada pelos EUA para dar suporte à experimentação neoliberal nos países da América Latina, Veja propagandeia, distorce e mente. Tudo em nome do mesmo projeto que fez com que o governo protofascista de Bolsonaro chegasse ao poder. Veja segue sendo Veja.

Criada em 1968 para dar guarida à Ditadura Militar e combater o “comunismo” pela editora da família Civita, que foi financiada pela estadunidense Time Life durante a Guerra Fria, a revista Veja estreou nas eleições 2022 com a velha tática de estampar seu candidato na capa com uma frase de efeito na reportagem.

Após “O Caçador de Marajás”, com Fernando Collor, em 1989, e “O Poder de Aécio”, com Aécio Neves em 2014, chegou a vez de Sergio Moro (Podemos) sair “da defesa para o ataque” na estratégia da revista em emplacar seu preferido para a fracassada terceira via.

Em entrevista patética – sem trocadilhos -, Veja pinça frase do ex-juiz e ex super ministro da Justiça para dizer que “eleger Lula ou Bolsonaro é suicídio”.

A publicação da família Civita ainda avisa que aquele que um dia foi um misteriosos e todo poderoso juiz da Lava Jato agora está “num tom mais agressivo que o habitual“.

De forma melodramática, a revista diz que se fosse perguntado há dois meses sobre Lula, Moro diria que “eu prefiro não falar sobre pessoas”, escreve Laryssa Borges, repórter escalada para a empreitada.

Em um jogo de perguntas combinado, a Veja levanta a bola, no jargão jornalístico, para o “entrevistado cortar” – uma espécie de ‘media training’, o treinamento para entrevistas, com aduladores.

 

Entregar o poder ao Lula inimigo da Liga da Justiça

Indagado sobre “quem é o seu principal adversário nesta fase da campanha”, Moro aponta o ex-chefe, Jair Bolsonaro (PL), e sinaliza que Lula já está no segundo turno. Que Lula é inimigo da autodenominada Liga da Justiça da autodenominada República de Curitiba. 

“O adversário principal no primeiro turno é o Bolsonaro. Quero dar às pessoas a alternativa de que não é preciso tratar quem pensa diferente como inimigo. As pessoas sabem que esse governo não tem compromisso com o combate à corrupção e que não funcionou na economia. Elas precisam de uma outra alternativa, inclusive para enfrentar o outro extremo, que é o Lula. Se insistirem na polarização vamos acabar entregando o poder ao Lula”

Na entrevista, Moro diz ainda que tem “casca grossa”, mas revela que pode reeditar a estratégia da “facada no mito”.

“Tenho casca grossa. Mas há também o risco de violência física. Estou tomando precauções contra atentados”.

Na sequência, Moro demonstra mais uma vez o medo de Ciro Gomes (PDT) ao dizer que “é preciso dialogar com as pessoas para ver que tipo de aliança podemos construir”, menos com o pedetista, de quem foge de um debate sobre economia. “Não há possibilidade de diálogo com o Ciro Gomes”.

 

Prof SilEsquerdista/Lulista/Dilmista
O Juiz corrupto que pregava o combate à corrupção!Image
 
14
Jan22

Zanin enquadra o suspeito Moro: "juiz parcial não tem lugar de fala"

Talis Andrade

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Ex-juiz pretendia debater com Lula, que lidera todas as pesquisas. Mas para Zanin, ex-presidente não deve debater com suspeito, que sai manchado da magistratura

 

 

247 - O advogado Cristiano Zanin Martins, que defende o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquadrou nesta sexta-feira (14) o ex-juiz parcial Sérgio Moro, que patina nas pesquisas em sua campanha a presidente e tenta polarizar com Lula.

Para Zanin, a ilegalidade da atuação de Moro nos processos contra Lula já está pacificada pela mais alta corte de Justiça do País, o Supremo Tribunal Federal. "O fato de Sérgio Moro acreditar, até hoje, que travou um embate com a defesa do Presidente Lula já denota que ele estava errado o tempo todo: em postura, em alçada e em noção de Direito. O STF já encerrou esse debate: juiz parcial não tem lugar de fala", afirmou.

Cristiano Zanin Martins
@czmartins
O fato de Sérgio Moro acreditar, até hoje, que travou um embate com a defesa do Presidente Lula já denota que ele estava errado o tempo todo: em postura, em alçada e em noção de Direito. O STF já encerrou esse debate: juiz parcial não tem lugar de fala.

Sergio Moro fugiu de mais um debate. Desafiado pelo Grupo Prerrogativas, que reúne juristas de diversas áreas do campo do Direito, para um debate público, o suspeito disse que "não quer participar" do "clube".

O Prerrô questionou veementemente a atuação do ex-juiz à frente da Lava Jato, pela qual ele foi declarado parcial e suspeito nos processos contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e se posiciona de forma contrária à sua candidatura presidencial.

O ex-juiz suspeito tentou ainda polarizar com Lula, líder isolado nas pesquisas de opinião. Moro não mobiliza sequer dois dígitos. "Vejo que o clube dos advogados pela impunidade quer debater. Desculpem, mas este é um clube do qual não quero participar. Mas debato com o chefe de vocês, o Lula, a qualquer hora, sobre o mensalão e o petrolão", escreveu Moro, no Twitter. Moro também fugiu de debates com o presidenciável do PDT, Ciro Gomes. À época, internautas o chamaram de "patético" e arregão.

13
Jan22

O inferno astral de Sergio Moro

Talis Andrade

 

Por Fernando Brito

Quem assiste – até por dever de ofício – as entrevistas de Sérgio Moro percebe um crescente tom de agressividade nas falas do ex-juiz.

Já desde o final de 2021, quando passou a preocupar-se em “desmentir” as acusações de luxos e benefícios financeiros de sua atuação numa multinacional que administra a recuperação da Odebrecht (e só isso bastaria para impugná-lo), Moro coleciona derrotas e reage mal a elas, preocupando-se em vender versões fantasiosas que não convenceriam nem a velhinha de Taubaté.

Duas delas, para que o leitor e a leitora possam medir o coeficiente de delírio: a de que entrou no Governo para “evitar as maluquices” de Jair Bolsonaro e a de que o atual presidente “quer entregar o poder ao Lula de novo”.

Em 24 horas ganhou duas traulitadas.

Bruno Dantas, ministro do Tribunal de Contas da União, mandou passear o procurador da República Júlio Marcelo de Oliveira, fã confesso de Moro, que tentava intrometer-se no processo em que se cobra da Alvarez & Marsal que informe quanto e a que título o pagavam e em que processos ele atuava, para verificar-se suposto conflito de interesses.

E Joaquim Barbosa, o ex-ministro do STF, a quem foi procurar levando a vaga de candidato a vice na bandeja também o despachou gentilmente, mandando dizer por amigos que acredita que o ex-juiz vá jogar a toalha, desistir e sair candidato a uma cadeira de senador pelo Paraná.

Moro, fraco, tornou-se bom de bater e até Ciro Gomes viu nele a possibilidade de recuperar alguma simpatia, desafiando-o para um debate que Moro não pode aceitar sob pena de ser massacrado.

Ah, sim, para confeitar o bolo amargo, arranjou a “adesão” de Marcos Cintra, ex-auxiliar de Paulo Guedes, que foi logo defendendo a reintrodução da CPMF, irritando o Ipiranga de Moro, Afonso Celso Pastore.

Hoje ou amanhã recomeçam a divulgação de pesquisas e, salvo alguma “mão amiga”, Moro seguirá em índices desanimadores, daqueles que fazem suspeitar que Joaquim Barbosa possa ter razão.

12
Jan22

A extrema direita caipira se internacionaliza de verdade

Talis Andrade

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Reinaldo Azevedo no Twitter
 
Reinaldo Azevedo
Q PT tentará mudar coisas se eleito, isso é claro. Ñ fosse p/ mudar, eleito ñ seria. Lógica elementar. Ciro tbem é mudancista. Querem tudo como está? O voto é Bolsonaro. Querem igual, mas c/ lavajatismo? O voto é Moro. Querem + reformas chamadas “liberais”? Há Doria, por ex. O q não é possível é afirmar que a suposta prova do extremismo de Lula está em eventual mudança na legislação trabalhista ou na lei do teto de gastos — q já foi para o brejo faz tempo. Isso não é opinião. É análise. Vai, jumento! Me chama de petista! Cumpra seu papel no debate.

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Com Bolsonaro, a extrema direita caipira se internacionaliza de verdade.
Política ñ é metafísica. Tem falhado o esforço p/ pintar o PT c/ as tintas do demônio. Tese da “polarização” micou, como adverti. Aí vem papo da suposta “contrarreforma” trabalhista p/ demonizar Lula. Nada se faz por decreto na área. Tudo passa pelo Congresso, de perfil incerto.
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Aos inconformados e furiosos com as minhas opiniões, que não endossam as boçalidades moro-bolsonaristas ou, genericamente, da extrema direita ou da direita antipovo, um trechinho de “Lisbon Revisited - (1923)”, de Álvaro de Campos (Fernando Pessoa):
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Barra Torres acuou Bolsonaro, e o “Mito” faz de conta que não é com ele. Sim, ogro sugeriu interesses escusos da Anvisa p/ liberar vacinação em crianças. Ou fala quais são ou cala a boca. Como sempre, chamado a provar o que diz, ele se acovarda.
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02
Jan22

Autor de livro sobre Cancellier, Paulo Markun defende imprensa mais cuidadosa: “houve pouquíssimo trabalho jornalístico”

Talis Andrade

www.brasil247.com - Paulo Markun E CancellierPaulo Markun E Cancellier 

Jornalista lembra que houve muita publicação de informações do MP e “pouquíssimo trabalho jornalístico” sobre caso que levou o então reitor da UFSC ao suicídio

 

247 - O papel da imprensa foi primordial para criar o cenário que provavelmente na cabeça de Luiz Carlos Cancellier era irreversível em 2017: o que o tratava como corrupto, já condenado, parte de um esquema de desvio de verba pública na Universidade Federal de Santa Catarina, onde era reitor.

Em entrevista à TV 247, o jornalista Paulo Markun, autor do livro “Recurso final”, que traz detalhes da Operação Ouvidos Moucos, responsável pela prisão e morte de Cancellier, observa como o entendimento comum era o de que ele já estava condenado. Markun relata inclusive que decidiu escrever o livro porque houve pouquíssimo - ou nenhum - espaço para que os argumentos da defesa no processo fossem publicados.

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“A investigação parte de uma premissa, e a partir dessa premissa tenta-se justificar tudo”, afirma, em tom crítico à operação da Polícia Federal comandada pela delegada Erika Marena. A ação apurava supostos desvios de verba pública de um programa de ensino a distância. Cancellier foi preso - sem provas nem direito a defesa - acusado de ter desviado R$ 80 milhões. Depois, a própria PF corrigiu-se: a cifra correspondia ao total dos repasses ocorridos entre os anos de 2008 e 2016 para o programa alvo do inquérito. Mas o estrago estava feito.

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Markun lembra que havia operações similares acontecendo em outras universidades, que acabou sendo reproduzida ali. No caso da UFSC, havia ainda uma luta política interna, “muito frequente no caso de uma instituição pública”, lembra. “Foi crescendo a ideia de que a universidade era um antro de subversão, corrupção e uso de drogas, tudo ao mesmo tempo”, afirma.

 

‘Suicídio cuidadosamente planejado’

Segundo Markun, os episódios que ocorreram próximos da morte do ex-reitor - ele acabou sendo afastado do cargo no decorrer da investigação - apontam contradições no gesto que viria a seguir - saltou do sétimo andar de um shopping localizado na Avenida Beira-Mar, em Florianópolis, no dia 2 de outubro de 2017.

Relatos apontam que havia uma instabilidade emocional por parte dele em relação às expectativas sobre o desfecho da operação. Em alguns momentos, o investigado se animava com a possibilidade de provar sua inocência, enquanto em outros, não via solução. “Cancellier passou a planejar cuidadosamente seu suicídio após ser proibido de entrar na universidade”, constatou o escritor. Paulo Markun, no entanto, não tem respostas para o pagamento da primeira parcela ao advogado que faria a defesa do caso. “Estando morto, ele sequer seria mais réu”, pontua.

 

Ato pesa no cenário de hoje

“De alguma maneira, o ato isolado [do Cancellier] lá atrás pesa nesse novo cenário atual, que parece mais razoável do que o que ele viveu em 2017”, opina o jornalista, lembrando um caso recente de abuso policial e operação espetaculosa, mas já vista com muito mais crítica, especialmente pela imprensa: a ação realizada contra os irmãos Ciro e Cid Gomes, no último dia 15.

Na entrevista ao jornalista Mario Vitor Santos, Markun define o gesto de Cancellier não como o responsável pela virada no cenário político, mas um “momento marcante”. “Não foi exatamente o gesto dele que virou o jogo. É um momento marcante nesse processo, mas o processo que se deu no Brasil tem a ver com o entendimento do Supremo em relação às decisões traçadas em Curitiba, desse conluio de juízes e procuradores, um processo que foi desmontando uma catedral que parecia sólida”, diz.

Cancellier “tinha consciência de que ia demorar muito tempo - se é que iria conseguir - para que ele limpasse a barra dele. Talvez se ele tivesse vivo hoje, estaria numa outra condição”, acredita.

 

Papel da imprensa

Paulo Markun observa que, assim como em toda a Lava Jato, no caso da Operação Ouvidos Moucos houve muito publicação de informações que vinha de órgãos como o Ministério Público Federal e “pouquíssimo trabalho jornalístico”, fazendo com que prevalecesse um entendimento generalizado de que havia um tipo de esquema nas universidades.

O jornalista citou exemplos já ocorridos na cobertura da mídia de frases de políticos que muitas vezes são tiradas de contexto, e que fica muito pior quando se trata de um “pobre coitado”. “Num caso como esse, da Operação Ouvidos Moucos, é de uma proporção que toda a imprensa participa. Salvo exceções, com algumas linhas divergentes, a convergência da mídia era para a condenação. E só tem um jeito de evitar isso, é a mídia sendo mais responsável e mais cautelosa”, critica.

“Mesmo no tempo da ditadura já fomos mais cautelosos, quando por exemplo havia jornais que publicavam as versões falsas, as fake news dos suicídios de terroristas, que eram maneiras de esconder assassinatos, mas nessa época mesmo as redações olhavam com cuidado, ao menos grande parte delas, que questionavam e buscavam publicar algo diferente. Um dos casos foi o de Vladimir Herzog”, resgata.

 

26
Dez21

Sobram nomes, mas falta candidato para enfrentar Lula e Bolsonaro

Talis Andrade

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E assim o Ano Novo está para chegar. Tomara que pelo menos traga vacinas para nossos filhos e netos

 
 

Você sabe quem é Lula e, no mínimo, o que ele se oferece para fazer caso se eleja no ano que vem. Se não sabe, deduz que ele tentará repetir alguns acertos do seu governo. Quem o viveu acha que foram tempos melhores. Quem não viveu, ouviu falar.

Você sabe quem é Bolsonaro, o pouco que ele fez (cite uma coisa boa) e o muito que estragou. Se não sabe, em que país você vive? Mas se quiser votar nele mesmo assim, ou se preferir não votar, você tem lá suas razões que devem ser respeitadas.

Você sabe o nome dos candidatos que ambicionam se lançar como opções a Lula e a Bolsonaro? Sabe o mínimo do que eles pensam, e por que querem disputar o voto nem, nem? E, se eleitos, o que fariam por seu bolso e a vida dos seus filhos?

É por isso que a terceira via está destinada ao fracasso. O mundo gira e a Lusitana roda sem que se saiba a razão para que dois terços dos eleitores admitam sair do cercadinho onde só parece haver espaço para Lula e Bolsonaro. Em cima da hora, não sairão.

A construção de uma candidatura exige tempo, a não ser que um fato extraordinário a alavanque. Em 1994, o Plano Real, que domou uma inflação de 80% ao mês, elegeu Fernando Henrique Cardoso que enfrentava dificuldades para se eleger deputado.

Lula aprendeu com três derrotas o caminho para alcançar o que pretendia, e mesmo assim só se elegeu porque o Real começou a fazer água. Se ele não fosse preso em 2018, Bolsonaro seria eleito? Se não fosse a facada, qual teria sido a sorte de Bolsonaro?

Fala-se em muitos nomes, mas na vida real a terceira via no momento resume-se a três. Por ordem de intenções de voto nas pesquisas eleitorais divulgadas até hoje: Sérgio Moro (PODEMOS), Ciro Gomes (PDT) e João Doria (PSDB).

 

Doria não se reelegeria governador de São Paulo. Perder para presidente não lhe fará tanto mal. Ciro não cresce porque Lula não deixa pela esquerda, nem Bolsonaro pela direita. Moro ainda é uma incógnita, com voz de pato e uma ideia fixa: corrupção.

Rodrigo Pacheco, embora bonito e alto, é uma invenção de Gilberto Kassab para manter unido o seu PSD. Pacheco, candidato a presidente, sequer convenceu Pacheco, presidente do Senado e muito satisfeito com isso. Quem não estaria? O Senado é o céu.

A candidatura a presidente de Simone Tebet é para dar tempo para que o MDB se reparta entre Lula e Bolsonaro. E fim de papo. Espero que tenham tido um feliz Natal. E que apesar de Bolsonaro, o Ano Novo traga vacinas para nossos filhos e netos. Amém.

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16
Dez21

Viúvas de Moro na PF

Talis Andrade

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Por Alex Solnik

- - -

Nunca tinha acontecido antes.

A cúpula da Polícia Federal mandou suspender a coletiva de imprensa sobre a operação realizada esta manhã pela PF do Ceará contra Ciro Gomes e seu irmão por ver uso político e lava-jatismo explícito no episódio. Ficamos sabendo, assim, que há viúvas de Moro na PF.

Ciro viu aí o dedo de Bolsonaro, mas eu acho que é mais coisa do Moro, com quem ele está disputando pau a pau o terceiro lugar. Se fosse coisa do Bolsonaro, a cúpula da PF não teria reagido como reagiu.

Em algumas horas, Ciro passou de acusado de corrupção a perseguido político.

Quem sabe assim ele sobe.www.brasil247.com - { imgCaption }}

 
10
Dez21

Ciro critica cessão de créditos do Banco do Brasil ao BTG Pactual, agora questionada pela CGU

Talis Andrade

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Corrupção governo militar de Bolsonaro

“Repito: não foi venda, foi doação, foi roubo vergonhoso”

 

247 - O presidenciável Ciro Gomes, do PDT, questionou uma operação de cessão de créditos feita pelo Banco do Brasil ao BTG Pactual, que foi recentemente questionada pela Controladoria-Geral da União. “Repito: não foi venda, foi doação, foi roubo vergonhoso! Entregaram por R$ 370 milhões uma carteira que valia  R$ 2,9 bilhões. Pergunto: vai ficar por isso mesmo? Ninguém vai pagar por este crime?”, indagou. Confira abaixo seus tweets:

Ciro Gomes
Passei meses e meses denunciando, como voz clamando no deserto, e agora é a própria Controladoria Geral da União que diz, tardiamente, que houve irregularidade na venda de uma carteira de créditos do Banco do Brasil ao BTG Pactual.
03
Dez21

Moro, a marcha para o estado de exceção

Talis Andrade

moro parto das profundezas geuvar.jpeg

 

 
Geuvar
E eis que a besta surge das profundezas...
 

 

Com Moro no poder, haveria a volta do aparelhamento da Polícia Federal pelos delegados da Lava Jato; um retorno dos abusos do Ministério Público Federal

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