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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

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O CORRESPONDENTE

07
Out21

Bolsonaro "vai perder" as eleições e "deixará o poder", diz Lula em entrevista para jornal francês

Talis Andrade

O ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva é a manchete de página inteira do jornal Libération desta quinta-feira (7).

 

O ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva estampa, em foto de página inteira, a capa do jornal Libération desta quinta-feira (7). O líder do PT deu uma entrevista exclusiva para o diário que destaca que, a um ano das eleições presidenciais no Brasil, Lula domina as pesquisas de intenção de voto.

"Bolsonaro vai perder", essa é a manchete de capa do jornal Libération, que dedica cinco páginas e seu editorial à pré-campanha eleitoral brasileira. Em uma longa entrevista à Chantal Rayes, correspondente do diário em São Paulo, Lula garante que mesmo que o atual presidente não queira deixar o poder, "o povo vai decidir de outra forma". 

O líder do PT diz ao Libération que ainda não é candidato, mas está refletindo e debatendo com outros partidos e organizações de esquerda uma aliança para governar o país a partir de 2023. Ele garante que, apesar das ameaças, tem confiança nas intituições brasileiras para que as eleições sejam realizadas. Outra certeza é de que Bolsonaro será derrotado e "responderá diante dos tribunais por seus atos arbitrários", diz o ex-presidente.

Questionado sobre o enfraquecimento da imagem do Brasil no exterior, Lula afirma que Bolsonaro jogou a diplomacia "no lixo", tornando o Brasil um pária internacional. "Ninguém quer recebê-lo ou ser recebido por ele", diz. O líder petista também declara não se arrepender de classificar o presidente de genocida, diante da gestão da epidemia de Covid-19 no Brasil, que deixou quase 600 mil mortos. 

Lula também falou de seus projetos, como a ideia de criar um salário universal "para todos os que foram expulsos do mercado do trabalho pela nova economia", do papel da comunidade internacional na preservação da Amazônia, sobre a qual afirma que o Brasil tem soberania, e da necessidade do debate sobre a regulação das mídias, que, lembra, não deve ser confundida com censura.

Como ex-presidente, durante dois mandatos, o líder petista acredita ter "uma responsabilidade infinitamente maior do que aqueles candidatos que nunca governaram". "O Brasil precisa, mais do que nunca, de um partido como o PT e de alguém que tenha sensibilidade social e conheça a alma do povo", destaca.

Em editorial, Libération escreve que "Bolsonaro se tornou tão perigoso para o país que os brasileiros parecem prontos a recorrer a um veterano que todos acreditavam estar aposentado". O jornal critica a falta de renovação no PT, mas afirma que é urgente levar os brasileiros a adotar um líder que o país merece. 

 
 
07
Mar21

Falta de estratégia do governo brasileiro contra a Covid-19 é destaque na imprensa francesa

Talis Andrade

Imprensa

“sem uma palavra de compaixão do presidente Jair Bolsonaro"

Texto RFI

O jornal Libération desta sexta-feira (5) traz uma matéria sobre o aumento de casos e óbitos por Covid-19 no Brasil. Sem estratégia nacional de combate ao coronavírus, o país registrou quase 2.000 mortos na quarta-feira (3), enquanto a campanha de vacinação avança lentamente.

A matéria da correspondente do Libération no Brasil, Chantal Rayes, diz que tudo isso acontece “sem uma palavra de compaixão do presidente Jair Bolsonaro".

O ano começa mal na maior parte dos países da América Latina e o Brasil enfrenta uma nova onda da epidemia mais grave do que as anterioresLibération lembra que, em Manaus, onde a variante chamada P.1 foi encontrada, a segunda onda causou mais mortes - quase 6.000 - em dois meses do que durante todo o ano de 2020.

Para muitos, o "martírio" de Manaus anunciou um provável desastre humanitário nacional, diz o jornal, que destaca a lentidão da campanha de vacinação no Brasil, que não conta com o apoio do presidente Jair Bolosonaro. Para ele, "a melhor vacina é pegar a doença". Segundo dados do Imperial College de Londres citados no texto, a taxa de reprodução do vírus no Brasil é de 1,13.

Libération responsabiliza as festas de fim de ano, as férias de verão no Hemisfério Sul e o relaxamento de medidas de confinamento em vários estados em dezembro e janeiro pelo alto índice de circulação do vírus e aumento de casos e mortes de Covid-19 no Brasil.

 

Desacordo com governadores

Na ausência de estratégias nacionais, são os governos locais e regionais que aplicam políticas para conter as contaminações, "mas eles também são sensíveis ao argumento econômico", usado pelo governo federal, diz Domingos Alves, professor da USP entrevistado pelo jornal. Mas, diante da situação dramática vivida no país, não resta outro remédio além de decretar medidas restritivas, como fizeram Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília.

O jornal ressalta que governadores e presidente "não falam a mesma língua" e que o "ministro da Saúde não pode dizer nada, porque é o presidente que decide". Bolsonaro é também o maior adversário do isolamento social e do uso de máscaras, reitera a matéria.

O epidemiologista Eliseu Waldman, membro do comitê científico do estado de São Paulo, diz que a "situação é dramática", e que se nada for feito, "o pior ainda está por vir". Mas reconhece a dificuldade de um lockdown em um país onde a maioria das pessoas não pode trabalhar de casa ou on-line e que os subsídios dados durante a primeira onda da doença foram suspensos. O médico lembra que, ainda que o Brasil tenha um sistema de saúde robusto, ele “nunca viveu uma pressão tão forte".

“Parem de mimimi”

frescura mimi bolsonaro.jpg

 

Já o jornal Le Parisien destaca às críticas recentes do presidente Jair Bolsonaro às medidas de isolamento, enquanto o país lamenta quase 260.000 mortes e atravessa a semana mais difícil desde o início da pandemia. "O presidente Jair Bolsonaro, que minimiza a crise do coronavírus e se opõe ao lockdown, pediu aos brasileiros que “parem de mimimi!", diz o artigo no site do jornal. 

Bolsonaro afirmou na quinta-feira (4) que é preciso "parar de frescura" em meio à pandemia e perguntou: "até quando as pessoas vão ficar chorando?". Ele ainda chamou de "idiotas" quem pede rapidez na compra de vacinas. As declarações foram feitas durante um evento que marcou a assinatura de inauguração de um trecho da ferrovia Norte-Sul em São Simão, em Góias, que contou com a presença de produtores rurais.

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