Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

15
Mar21

Bloomberg diz que Bolsonaro fez do Brasil uma "colônia de leprosos" com suas "decisões imbecis"

Talis Andrade

vacina chacina.jpg

 

 

247 – A Bloomberg, uma das maiores agências de notícias do mundo, afirma que o negacionismo de Jair Bolsonaro transformou o Brasil numa colônia de lepresos. "Em extensa reportagem enviada de Letícia, na Colômbia, mas listando quase todos os 'vizinhos nervosos' que estão fechando as fronteiras, da Venezuela ao Uruguai, a Bloomberg destacou no fim de semana", segundo informa a coluna de Nelson de Sá, na Folha de S. Paulo.

"Para o resto da América Latina, o Brasil sempre foi uma nação à parte. Hoje, é algo diferente: uma ameaça que espalha Covid e está rapidamente se tornando uma espécie de colônia de leprosos", destaca a reportagem da Bloomberg. A mesma Bloomberg, em newsletter, selecionou como sua frase da semana no mundo, de Lula (acima): "Este país não tem governo. Não siga nenhuma decisão imbecil do presidente ou do ministro da Saúde. Tome vacina".

27
Fev21

Dois anos de desgoverno – contrarrevolução à pururuca

Talis Andrade

bozo lata de leite.jpg

 

Infeliz do pseudo país em que o poderio executivo, sob a conivência do legislativo e o silêncio do judiciário, dirige as ações mirando não o bem-estar de seus habitantes, mas o seu extermínio

por Jean Pierre Chauvin /a terra é redonda

- - -

“A contrarrevolução é predominantemente preventiva e, no mundo ocidental, inteiramente preventiva. Aqui, não existe qualquer Revolução recente a desmantelar nem nenhuma existe em gestação. E, no entanto, é o medo da revolução que gera o interesse comum e cria os vínculos entre as várias fases e formas da contrarrevolução. Esta percorre toda a gama desde a democracia parlamentar à ditadura declarada, passando pelo Estado policial” (Herbert Marcuse).[i]

Nós bem que desconfiávamos. Da suposta sanha anticorrupção ao desmantelamento de setores estratégicos do Estado, a distância era bem pequena. Os sinais apareceram em junho de 2013, quando movimentos de ocasião, financiados por megaempresários daqui e dos USA[ii], surfaram na onda do esgoto dito “antiesquerdista”. Primeiro, foram os carimbos em spray que decretavam “Menos Marx, Mais Mises”; depois, foi o retorno das roupas camufladas – uma praga kitsch que vestiu os sujeitos já embrutecidos com as cores da militarização civil.

Quando, cinco anos depois, o des-governante mor foi eleito, a questão não se reduziu à indumentária. Do cercadinho presidencial às aglomerações públicas contra o STF e pró-Covid, passou a valer tudo. Bem entendido, “tudo” desde que a família do sujeito continuasse a dizer e cometer crimes contra a vida e os cofres públicos a salvo.

Inicialmente, os porta-vozes da tragédia foram os grupos liderados por jovens oriundos da classe média que afetavam civismo, simulavam patriotismo e fingiam defender liberdade, em selfies ao lado de PMs. Eles têm uma ideia fixa: é preciso desestatizar o país. Eis um dos dogmas reproduzidos por esses detratores da história, fiscais de cátedra, censores em nome da “liberdade”.

Entre recuos e avanços, conforme a conveniência particular, esses sujeitos, que despontaram em 2013, condenaram a ex-Presidenta Dilma Rousseuf; condenaram partidos neoliberais como MDB e PSDB, supondo que tivessem efetiva preocupação com o “Social”; reapareceram ao lado de Eduardo Cunha et caterva, em 2016; apoiaram o candidato do PSL à Presidência da República, em 2018; e, quando útil, afastaram-se de alguns setores da política, enquanto confundiam ideologias intencionalmente, para júbilo de seus asseclas (que nada sabem e só gritam).Fotos: Fotos Eduardo Cunha: Cunha em desconstrução | | EL PAÍSBolsonaro e o “toma lá, dá cá” do congresso. Quem vencerá? – Catu Acontece

Mas, como disse, eles vêm e vão. Para não soar abstrato, falemos de um projeto de lei proposto por um deputado federal do DEM, que botou a cabeça para fora na onda do MBL. Refiro-me ao P.L. 561/2021, de 16 de fevereiro de 2021[iii]. O Caput afirma que o projeto de lei pretende “Altera[r] a Lei 9.491 de 1997 a fim de incluir o Banco do Brasil no Programa Nacional de Desestatização” (p. 1). No item “Justificação”, encontramos o seguinte argumento:

“O Banco do Brasil S.A. é sociedade de economia mista, com ações negociadas na Bolsa. A realização da sua privatização é muito mais simples do que a privatização de outros bancos públicos, porque ele não tem nenhuma peculiaridade que dificulte sua privatização, tal e qual ocorre com a Caixa Econômica Federal, que faz parte do sistema nacional de habitação e controla as loterias” (p. 2).

Documento de nosso tempo distópico, o P.L. é objetivo e conciso, também porque o proponente e seus colegas de legenda têm pressa: “Assim, a fim de iniciar o quanto antes a privatização do Banco do Brasil, peço aos eminentes colegas que aprovem este projeto de lei” (p. 3).

Infeliz do pseudo país em que o poderio executivo, sob a conivência do legislativo e o silêncio do judiciário, dirige as ações mirando não o bem-estar de seus habitantes, mas o seu extermínio.Image

Ao Brasil de Temer e Bolsonaro, que reeditou os anos de burrice tecnocrática, subserviência aos Estados Unidos, tortura e pólvora, poder-se-ia aplicar a fórmula do estado versus Estado[iv], em possível analogia com a tese de que parte expressiva desta sociedade é avessa ao Social, como notou Renato Janine Ribeiro[v].

Na síntese de Vladimir Safatle[vi]: “O Estado brasileiro nunca precisou de uma guerra porque ele sempre foi a gestão de uma guerra civil não declarada. Seu exército não serviu a outra coisa que se voltar periodicamente contra sua própria população. Esta é a terra da contrarrevolução preventiva, como dizia Florestan Fernandes. A pátria da guerra civil sem fim, dos genocídios sem nome, dos massacres sem documentos, dos processos de acumulação de capital feitos através de bala e medo contra quem se mover. Tudo isso aplaudido por um terço da população, por seus avós, seus pais, por aqueles cujos circuitos de afetos estão presos nesse desejo inconfesso do sacrifício dos outros e de si há gerações”.

E já que estamos a falar de conceitos persistentes, parece-me oportuno retomar o estado de alerta máximo em que os apoiadores do falso Messias contaminam seus amigos, parentes e familiares recorrendo a grupos de chat e redes sociais. Elegendo o suposto comunismo como ameaça constante, seu discurso – quando o compreendemos – soa ambivalente: nega o passado e prega a modernização, embora o ministro da economia seja um adepto dos Chicago Boys (corrente dos anos de 1970). Um sujeito íntimo dos bancos, que afeta a vida de mais de duzentos milhões de pessoas segundo a lógica especulativa do mercado de capitais.

Como assinalaram Pierre Dardot e Christian Laval: “O neoliberalismo define certa norma de vida nas sociedades ocidentais e, para além dela, em todas as sociedades que as seguem no caminho da ‘modernidade’. Essa norma impõe a cada um de nós que vivamos num universo de competição generalizada, intima os assalariados e as populações a entrar em luta econômica uns contra os outros, ordena as relações sociais segundo o modelo do mercado, obriga a justificar desigualdades cada vez mais profundas, muda até o indivíduo, que é instado a conceber a si mesmo e a comportar-se como uma empresa”.[vii]

Em nome da liberdade da expressão, continuam a disseminar fake news e fazer dessa replicação de notícias improcedentes um modo de embaralhar a mente, não exatamente lúcida, de seus adeptos. Ao mesmo tempo, anunciam métodos de controle dos usuários de Internet cuja postagem resvale em críticas (embora justas e pertinentes) ao desgoverno.

Em nome da família, a pastora-ministra prega a submissão da mulher ao homem e projeta delírios pessoais aos berros, ora no palco do templo neopentecostal, ora em reuniões absurdas protagonizadas pelo seu chefe. O ministro do meio ambiente é um advogado especializado em agronegócio. O ministério da saúde é ocupado por um militar que, assim como o capitão, especializou-se em protelar o atendimento à população, em meio à pandemia. O ministro da educação é outro pastor. Proveniente de uma instituição de ensino privada, está interessado em abocanhar as melhores condições para o mercado carniceiro de ensino, dito “superior”, em que manifesta seu ressentimento com os colegas que atuam nas instituições públicas.

De modo geral, esses sujeitos não falam ou agem como se representassem um deus amoroso; evocam o deus punitivo do Velho Testamento. Sob o longo cabresto do sadismo e a curta rédea da moral (que só se aplica aos outros), Bolsonaro e sua trupe foram pantomimas levadas a sério. Quando o palhaço (sem graça) Tiririca foi eleito deputado pelo PR, não previmos que o eleitorado brasileiro promoveria um coletivo, à sua imagem e semelhança, em 2018.

Da banda de cá, restou a crença de que sobreviver ao vírus e ao desgoverno tornou-se lucro. Mas não sejamos de todo injustos. Vez ou outra topamos com sujeitos aberrantes que insistem em recorrer a termos em voga, como “empatia”. É pena que esses mesmos seres, autoproclamados “homens de bem”, não se deem conta de que empatianão significa se mobilizar porque “algo poderia acontecer conosco”, mas capacidade de ser solidário sem ver a quem.

No circo Brasil, numerosas questões se tornaram dignas de figurar no picadeiro fincado no Distrito Federal. Recorrendo à metáfora, em nosso caso há uma lona com que políticos de fachada e ocasião tentam encobrir os mais de duzentos e cinquenta mil mortos pela Covid-19, os 41% de trabalhadores informais no país[viii], o crescente número de feminicídios, assassinatos contra os lgbtq+ e balas “perdidas” – que sempre encontram os pretos e pobres.

Esses péssimos intérpretes da farsa patriótica e modernizadora tentam transformar a lona puída em manto republicano. Resta saber se o material que utilizam para amenizar os horrores terá a mesma substância e qualidade que os produtos de primeira linha consumidos pelo presidente (viciado em mentiras e latas de leite condensado) e pelos generais, municiados de falácia nacionalista, picanha maturada e champagne.

leite-bozo.jpg

 

Notas


[i]Contrarrevolução e Revolta. Trad. Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Zahar, 1973, p. 112.

[ii] “Os ‘grandes arquitetos’ do Consenso [neoliberal] de Washington são os senhores da economia privada, em geral empresas gigantescas que controlam a maior parte da economia internacional e têm meios de ditar a formulação de políticas e a estruturação do pensamento e da opinião” (Noam Chomsky. O Lucro ou as Pessoas? Neoliberalismo e ordem global. 8ª ed. Trad. Pedro Jorgensen Jr. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2018, p. 22).

[iii] O documento encontra-se no site: https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=1963969&fbclid=IwAR11TWSK0lRZhtC2WgL3Z2k9iWWbXrB3NbVqAwmyacurJ9Q_aE3es2QkhIY.

[iv] “[…] se os imperativos capitalistas hoje cobrem o mundo, eles não deslocaram o Estado territorial. Pelo contrário, quanto mais o capitalismo se torna universal, mais ele necessita de um sistema igualmente universal de Estados locais confiáveis” (Ellen Meiksins Wood. O Império do Capital. 1ª reimp. Trad. Paulo Cezar Castanheira. São Paulo: Boitempo, 2015, p. 115).

[v] “A sociedade contra o social ou A sociedade privatizada”. In: A Sociedade contra o Social: o alto custo da vida pública no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras / Fundação Biblioteca Nacional, 2000, p. 19-24.

[vi] Disponível em: https://crisisycritica.net/publicaciones/sobre-o-estado-suicidario/ -.

[vii]A Nova Razão do Mundo: ensaio sobre a sociedade neoliberal. Trad. Mariana Echalar. São Paulo: Boitempo, 2016, p. 16.

[viii]Confira-se em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2020-11/ibge-informalidade-atinge-416-dos-trabalhadores-no-pais-em-2019.

Leite-condensado-bozo.jpg

 

03
Jun20

A deformação da democracia instalada nas últimas três décadas tem as digitais dos militares

Talis Andrade

ditadura-militar-no-brasil ustra2.gif

 

 

IV - Brasil sofre de fetiche da farda

EL PAÍS
_ _ _

A qualidade da democracia que o Brasil obteve entre o final dos anos 1980 e o impeachment de Dilma Rousseff (PT), em 2016, é resultado das negociações que costuraram o fim da ditadura e a redemocratização do país. Diferentemente de outros países que amargaram ditaduras militares, como a Argentina, o Brasil não julgou os crimes do regime de exceção. Assim, assassinos, torturadores e sequestradores a serviço do Estado seguiram impunes, ocupando funções públicas e ganhando salários públicos. Suas vítimas podiam encontrá-los tanto no elevador como na padaria da esquina como na escola dos filhos, e encontros macabros como estes aconteceram mais de uma vez.

Mesmo após a redemocratização, o Brasil seguiu também tolerando a anomalia que é uma polícia militar. Hoje, parte dela se transformou em milícia, controlando e explorando comunidades pobres, nas periferias das cidades. No Rio de Janeiro, onde as milícias e o Estado se confundem, Bolsonaro e sua família já provaram ter relações íntimas com alguns milicianos famosos, uma das razões pelas quais o presidente tanto quer controlar a Polícia Federal. O assassinato de Marielle Franco, vereadora do PSol no Rio de Janeiro, segue não solucionado há mais de 800 dias, com indícios de envolvimento de milícias próximas de Bolsonaro e seus filhos.

Outra parte dos policiais militares tem se tornado cada vez mais autônoma, respondendo apenas a si mesma. A recente greve de PMs no Ceará revelou a gravidade desse fenômeno. Em 2017, o cenário já tinha ficado evidente na greve dos PMs do Espírito Santo, quando a população se tornou refém das forças de segurança do Estado.

A polícia militar tem seu DNA cravado no genocídio da juventude negra e pobre das favelas, em massacres de presos como o do Carandiru, em 1992, e em chacinas de camponeses como o de Eldorado dos Carajás, em 1996. Nos protestos de junho de 2013, a ação violenta da polícia militar contra os manifestantes tornou-se visível também para uma parcela da classe média brasileira.

É claro que há policiais militares honestos, competentes e bem intencionados. Mas não é uma questão apenas da qualidade dos indivíduos ― e sim da incompatibilidade entre um regime democrático e uma polícia militarizada atuando junto aos cidadãos.

A democracia instalada no Brasil sempre tolerou tanto os abusos das polícias, civil incluída, quanto o genocídio do negros e dos indígenas, e isso mesmo durante os Governos de centro-esquerda de Lula e de Dilma Rousseff (PT). Essa mesma democracia pós-ditadura convive com as torturas nas prisões e as condições torturantes das prisões superlotadas de jovens negros, hoje morrendo também por covid-19.

Em parte, a democracia brasileira é deformada porque não foi capaz de julgar os crimes da ditadura e eliminar as excrescências da ditadura, mantendo uma relação de temerosa subserviência com os militares. A mesma que hoje faz o país inteiro esperar a manifestação desses generais no poder, como se dependesse do humor deles cumprir a lei ou não, apoiar ou não o golpismo, manter ou não a democracia. Claramente as elites, uma parcela da imprensa incluída, se comporta como se fosse normal que os militares tivessem a última palavra sobre o destino da democracia no Brasil, como se fosse natural um tipo de manchete como as que têm destacado os humores verde-oliva como se fossem o oráculo de Delfos.

É subserviência embrulhada em liturgia e travestida de respeito. Não são os militares que precisam “enquadrar” Bolsonaro, algo que já ficou provado que não podem nem querem fazer. São as instituições democráticas que precisam enquadrar os militares e botá-los no seu lugar. E todas as instâncias de poder, imprensa incluída, têm de parar de se curvar como se fosse levar uma botinada na testa a qualquer momento. Vejo camponeses pobres e desamparados na Amazônia enfrentarem os fardados com muito mais firmeza. No final do ano passado testemunhei uma liderança comunitária enfrentar de peito aberto um coronel armado de fuzil que queria censurar seus cartazes durante uma audiência pública em Altamira. Ele disse que não admitia uma cena como aquela porque o Brasil ainda era uma democracia. E não admitiu. Isso é dignidade.

Em artigo na Folha de S. Paulo de 24 de maio, o cientista político Jorge Zaverucha mostrou o quanto “a forte presença militar no Estado reflete a fragilidade da democracia no Brasil”. Mesmo a Constituição de 1988, a carta-magna que marcou a retomada do processo democrático depois da ditadura, foi solapada pela subserviência aos militares, determinada pelo entendimento de líderes constituintes como Ulysses Guimarães de que não seria possível retomar a democracia sem tais concessões. Ainda que seja possível eventualmente concordar com as dificuldades do momento, houve mais de três décadas para que os autoritarismos sobreviventes fossem deletados, como foi feito em países vizinhos, mas nada disso foi levado adiante no Brasil. Nesse sentido, em alguns momentos a democracia pareceu uma concessão dos generais ― e não uma conquista da sociedade civil, o que é péssimo para a cidadania.

artigo 142 da Constituição determina que as Forças Armadas “são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”. Como é possível, questiona o pesquisador Jorge Zaverucha, se submeter e garantir algo simultaneamente? E, citando o filósofo italiano Giorgio Agamben: “O soberano, tendo o poder legal de suspender a lei, coloca-se legalmente fora da lei”.

Para pesquisadores do período, como Jorge Zaverucha, a elite brasileira “não possui um ethos democrático”. Ela aposta, desde o princípio, em um governo democrático eleitoral, mas não em um regime democrático. “No Brasil, as Forças Armadas deixaram o Governo, mas não o poder”, afirma o cientista político. E, hoje, como qualquer um é capaz de constatar, voltaram também ao Governo.

exercito favela banksy3 militar.jpg

 

 
25
Fev20

Ceará registra 170 homicídios durante seis dias de paralisação de PMs

Talis Andrade

morte .jpg

 

 

O Ceará registrou 170 homicídios de 0h da quarta-feira (19) a meia-noite desta terça-feira (24), durante seis dias de paralisação de policiais militares do Estado, de acordo com a mais recente atualização da Secretaria da Segurança Pública (SSPDS). O dado representa, em média, uma morte violenta a cada 51 minutos durante o período.

O número de mortes violentas aumentou com o início do motim dos policiais militares, conforme dados da secretaria:

  • Segunda-feira (17): 3
  • Terça-feira (18): 5
  • Quarta-feira (19): 29
  • Quinta-feira (20): 22
  • Sexta-feira (21): 37
  • Sábado (22): 34
  • Domingo (23): 25
  • Segunda-feira (24): 23

A SSPDS destaca que "o amotinamento de parte dos policiais militares começou na terça-feira à noite".

Diário do Nordeste - De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), a última sexta-feira (21) foi o dia mais violento dos últimos oito anos, cuja quantidade de assassinatos somou 37 casos, em um intervalo de 24 horas. Antes disso, só havia sido registrado tantos assassinatos durante a outra paralisação da Polícia Militar, em 1º de janeiro de 2012, quando foram registrados 41. Os CVLIs englobam crimes como homicídios, feminícídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte.

O aumento das ocorrências acontece, desta vez, em um contexto de paralisação e amotinamento de policiais militares em diversas regiões do Ceará – que lembram atividades realizadas pela categoria durante o fim de 2011 e o início de 2012.

Desde que o movimento começou, às 18 horas da última terça-feira (18), já ocorreram 93 homicídios, o que dá uma média de quase um crime violento letal por hora. De acordo com a SSPDS, a média em janeiro de 2020 era de seis crimes por dia.

O esperado era que os números caíssem a partir do início da aplicação da Garantia da Lei e da Ordem (GLO), do Governo Federal que, na prática, garantiu a presença de 2,5 mil homens do Exército Brasileiro patrulhando as ruas da Capital. Nesse caso, os soldados têm poder para exercer policiamento.

Conforme o general Fernando da Cunha Mattos, comandante da 10ª Região Militar, “a ausência de ostensividade dá liberdade não só para crimes contra o patrimônio, mas também, infelizmente, aos crimes contra a vida”. Segundo ele, “provavelmente, essa foi a primeira consequência dessa redução do policiamento ostensivo no Ceará”.

Anteriores


Números tão altos de homicídios foram registrados em outras duas oportunidades no Ceará. Em 27 de janeiro de 2018, a Secretaria contabilizou 31 mortes violentas. O dia foi atípico, porém, por causa da Chacina das Cajazeiras. No evento criminoso, 14 pessoas foram executadas durante a madrugada na casa de shows Forró do Gago. Conforme a Polícia Civil, a matança foi cometida por uma facção criminosa do Ceará em razão da disputa pelo comando do tráfico de drogas na região.

Trinta e uma pessoas também foram assassinadas no dia 8 de outubro de 2017. A única notificação de mortes múltiplas ocorridas foi no bairro Bom Jardim, no qual quatro pessoas morreram violentamente em uma suposta reunião de organizações criminosas para selar acordo de paz.

 

ARTE
15
Dez19

BRASIL DO ÓDIO E DA MORTE VIRA UM PUXADINHO DAS “VIVENDAS DA BARRA PESADA”

Talis Andrade

bolsonaro pau-de-arara _adnael.jpg

 

 

Bolsonaro conseguiu: em menos de um ano de governo, o Brasil virou o país do ódio e da morte, da tristeza e da melancolia.

Os noticiários da TV deste domingo dão conta de que sete corpos foram encontrados na caçamba de um caminhão em Angra dos Reis, no Rio, depois de um dia inteiro de tiroteios que deixaram outras vítimas de balas perdidas.

benett horror .jpg

 

Em Salvador, três adultos e uma criança foram mortos numa chacina.

Ainda no Rio, com a greve na saúde, por falta de salários, pacientes morrem nas filas sem atendimento e familiares deles levam cestas básicas para funcionários do hospital que passam dificuldades.

Em Mairiporã, na região metropolitana de São Paulo, a polícia estoura uma rinha de cães da raça pitbull, em que os criminosos fazem um ritual para assar os cachorros mortos na brasa.

Foi o que eu consegui ver, mas deve ter muito mais e pior neste domingo, um dia normal, depois que o capitão presidente e sua tropa de figuras abomináveis assumiram o poder.

Nos supermercados, clientes brigam com os atendentes por causa do preço da carne.

iotti carne.jpg

 

Este grande país, outrora respeitado e admirado, virou apenas um puxadinho do condomínio miliciano “Vivendas da Barra Pesada”, de onde saíram os Bolsonaros para ocupar o Planalto.

bolsonaro porteiro.jpg

 

A dez dias do Natal, não vejo enfeites nem na Oscar Freire, os pinheirinhos nas lojas murcham por não encontrar fregueses e os moradores de rua continuam deitados nas calçadas, pedindo uma ajuda.

Na frente de uma loja de móveis, com uma enorme cama de casal, um coitado dorme sobre papelões.

son rua morador pobreza desemprego.jpg

 

Este é o retrato do Brasil do bolsonarismo galopante, que avança, sem encontrar barreiras.

Quem ainda pode promover feijoadas ou churrascos com os amigos para comemorar não sei o que?

Vivemos um clima de fim de feira, em que os deserdados disputam a xepa, antes da chegada do caminhão do lixo. Ninguém lhes dá um alento.

Num país em que os pobres voltaram a ser miseráveis, e a “nova classe média” pensa que faz parte da elite, 34 mil pessoas estão morando nas ruas de São Paulo, a cidade mais rica do país, e todo mundo acha isso normal, nem repara.

Numa época em que as pessoas pareciam ficar mais felizes e solidárias, eu só vejo gente triste, melancólica, estressada, correndo para cumprir seus compromissos., fazer as compras.

Só se encontra ainda alguma alegria nos botecos, depois de muita cerveja _  isso quando os bolsominions não provocam alguma confusão, agora que eles estão no poder e se acham os maiorais.

É tanta estupidez, falta de respeito com quem pensa diferente, que prefiro ficar em casa, lembrando outros natais.

O discurso do ódio venceu, numa guerra verbal ideológica e furiosa, fratricida.

“Estamos de retorno à idade Média em termos de valores, com esse poder neoliberal, imposto por meio da força e das crenças, um discurso moralista pentecostal”, tenta explicar Joel Birman, psicanalista e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a Mário Sergio Conti, em entrevista ao programa “Diálogos”, na Globonews.

jefferson morador de rua trablhar por comida.jpg

 

Por mais que eu queira, é difícil mudar de assunto quando você está no meio de uma tempestade que imobiliza as pessoas e nos deixa cada vez mais sem saída.

Apesar de tudo, vida que segue.

03
Dez19

Em Paraisópolis foi genocídio. Bolsonaro, Moro e Doria são responsáveis

Talis Andrade

laerte paraiso polis chacina.jpg

vafela paraisopolis.jpg

 

 

por Raimundo Bonfim

A ação criminosa da Polícia Militar no baile funk na madrugada de domingo na favela Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo, que resultou no assassinato de 9 jovens e em 7 feridos, é resultado da política de estímulo à violência policial. Lembremos que o ministro Sérgio Moro, com o projeto de excludente de ilicitude, quer dar às polícias licença para matar. Se o projeto já tivesse aprovado, os policiais envolvidos na ação em Paraisópolis poderiam alegar que se encontravam com medo, foram pegos de supresa ou que estavam sob violenta emoção, e assim se livrarem de qualquer punição. 

Assim como Moro, o presidente Bolsonaro quer armar a população, como se isso fosse a solução para combater a violência. Só faltam argumentarem que se as 5 mil pessoas presentes no baile funk tivessem armadas teriam evitado a tragédia. 

O governador do estado de São Paulo, João Doria, já disse que é para atirar e matar, e que primeiro atira, depois pergunta quem é. Ou seja, a matança desses jovens indefesos é mais um ato de uma deliberada política de extermínio da população pobre, jovem, negra e periférica, infelizmente com respaldo de uma boa parcela da classe média branca e das classes dominantes. 

As cenas da ação dos agentes de Estado gravadas e divulgadas pelos moradores provam os requintes de crueldade contra pessoas sem oferecer nenhum perigo ou resistência. Apenas exercitavam o direito à cultura e ao lazer. Foram vitimas de uma emboscada. Policiais dispararam gás lacrimogêneo, balas de borracha, além de garrafas de vidros, coronhadas, tapas, socos e pontapés. Há muitas denúncias de tortura. O que ocorreu não foi confronto. Foi genocídio mesmo. 

O governador do estado de São Paulo João Doria deve ser responsabilizado pela morte de Paulo Oliveira dos Santos (16 anos), Bruno Gabriel dos Santos (22 anos), Eduardo Silva (21 anos), Denys Henrique Quirino da Silva (16 anos), Mateus dos Santos Costa (23 anos), Gustavo Cruz Xavier (14 anos), Gabriel Rogério de Moraes ( 20 anos), Dennys Guilherme dos Santos Franco (16 anos) e Laura Victória de Oliveira (18 anos). 

Já passou da hora de enfrentarmos essa política de extermínio contra o povo pobre e a juventude. Ações de repressão e assassinatos de jovens em favelas e periferias têm sido constantes no estado de São Paulo. Estamos diante do desmonte do Estado voltado para o bem-estar social. Em contrapartida, cresce as ações de repressão e matança em massa, como está promovendo o governo Bolsonaro e seus aliados. 

O caminho passa, principalmente para a juventude, por políticas de cultura, lazer, educação, emprego e inclusão social. Não se pode ignorar que o funk é expressão da arte de milhares de jovens nas favelas e periferias - local onde o Estado só chega para matar, como fez na favela Paraisópolis. 

Estima-se que mais de 2 milhões de pessoas sobrevivam em favelas na região metropolitana de São Paulo. Se o Estado não dota esses territórios de serviço públicos, como edução, saúde, saneamento, cultura e lazer, que ao menos deixe essa população se divertir em paz. Sem violência. Basta de genocídio! É preciso reagir e denunciar. Não à barbárie!

doria bolso nazistas.jpg

 

27
Out19

Aulas para concurso de polícia ensinam técnicas de tortura e execução

Talis Andrade

Ex-capitão da PM de SP e professor de Direito, Norberto Florindo Júnior explica: "Vai socorrer?! Com esta mão você tampa o nariz e com esta, a boca"

 

Norberto Florindo Filho ensina práticas de tortura e execução para concurseiros .
Norberto Florindo Filho ensina práticas de tortura e execução para concurseiros. REPRODUÇÃO/FACEBOOK

 

“Bandido ferido é inadmissível chegar vivo ao pronto-socorro. Só se você for um policial de merda. Você vai socorrer o bandido, como?! Com esta mão, você vai tampar o nariz e, com esta, a boca. É assim que você socorre um bandido”. Assim explica Norberto Florindo Júnior, ex-capitão da Polícia Militar do Estado de São Paulo e advogado, em vídeo no qual ensina métodos de tortura e execução no curso da AlfaCon para pessoas que prestam concursos da PM.

22
Mai19

Protesto contra as mortes praticadas pela polícia do governador do Rio

Talis Andrade

“Pelo fim do genocídio do povo das favelas”

 

atirador witzel .jpg

 

Tribuna da Imprensa/ CUT - No mesmo dia em que o ministro da Justiça, Sergio Moro, utilizou as redes sociais para reafirmar seu projeto de lei “anticrime”, moradores de comunidades do Rio de Janeiro confirmaram para o próximo domingo (26) protesto contra o massacre nas favelas por ação da polícia.

Em três posts na sua conta no Twitter, Moro reafirmou a justificativa para mortes cometidas por policiais: “Propomos no projeto de lei anticrime que se alguém em legítima defesa, ou seja, reagindo a agressão injusta, exceder-se, o juiz poderá deixar de aplicar a pena ou diminui-la se o excesso decorrer de escusável medo, surpresa ou violenta emoção”.

Enquanto isso, sob o governo de Wilson Witzel (PSC), as polícias militar e civil do Rio estado mataram 434 pessoas entre janeiro e março deste ano. A média é de quase cinco (4,82) mortos por dia, o maior número para o período desde que a série estatística começou a ser feita, em 1998. O aumento foi de 18% sobre o primeiro trimestre de 2018, quando houve 368 mortos.
 
No alvo, os moradores de favelas, que reagem:
 
É um ato a favor de nossas vidas, é para que parem de nos matar, parem de matar a juventude negra favelada, parem as incursões em horários escolares, parem de entrar em nossas casas sem mandato, parem de criminalizar nossa existência”, diz Barbara Nascimento, do coletivo Favela no Feminino e porta-voz do ato. “Em nada tem a ver com qualquer outro ato que possa ser marcado na mesma data.”
 
Bárbara refere-se ao protesto convocado por apoiadores do governo Jair Bolsonaro para a mesma data, depois que milhões de estudantes tomaram as ruas do país em 15 de maio. “Nosso ato vem sendo planejado há um mês e não tem qualquer relação com outras manifestações que possam vir a ocorrer na mesma data”, reforça, lembrando que 26 de maio é o primeiro domingo após completar um mês do assassinato do gari comunitário William dos Santos Mendonça, no Vidigal.

gilmar favelado .jpg

 

 
O morro em Ipanema - No domingo (26) o Rio de Janeiro vai parar para ouvir mães e familiares das vítimas desses massacres, afirma nota da organização. “Nossos mortos têm voz”, dizem eles. O ato será realizado entre 10h e 13h, com concentração marcada para o Posto 8, de Ipanema.
 
Coordenado por moradores de favelas do Rio, com apoio de diversos movimentos sociais, a mobilização pretende ser um manifesto contra o massacre que ocorre nas favelas e áreas periféricas do estado, com ação da polícia nesses territórios, em horários indiscriminados, com “ordem de abate”, ações policiais de helicópteros e “autos de resistência” forjados.
 
O objetivo, destaca a organização, é que favela e asfalto se unam em um só grito: “Pelo fim do genocídio do povo das favelas”. Entre os organizadores estão a Associação de Moradores do Vidigal, o Movimento Popular de Favelas Nós do Morro, o Bando Cultural Favelados da Rocinha, a Associação de Moradores da Rocinha, Redes da Maré, Nosso Jardim, Movimento Negro Unificado, Rede de Mães e Familiares da Baixada, Favela não se Cala, Frente de Juristas Negras e Negros do Estado do Rio de Janeiro, Unegro – União de Negras e Negros por Igualdade, Mães e Familiares Vítimas de Violência do Estado, além de muitos outros movimentos sociais.
 
Como aconteceu na intervenção militar do governo Temer, não foi ainda ocupada, pelas polícias civil e militar, nenhuma rua sob o mando das milícias. 
13
Mai19

Por que o decreto de armas de Bolsonaro pode acabar sendo derrubado

Talis Andrade

benett arma mãe.jpg

 

 

O presidente Jair Bolsonaro assinou hoje um decreto que flexibiliza as regras para registro, posse, porte e comercialização de armas e munições para colecionadores, atiradores esportivos e caçadores.

De acordo com o porta-voz do governo, Otávio Rêgo Barros, a medida trata da "desburocratização do mercado de armas e munições".

Em janeiro, Bolsonaro assinou um outro decreto que tratava da posse de armas, que é a autorização para manter uma arma de fogo em casa ou no local de trabalho.

arma deputados senadores.jpg

 

Decreto presidencial facilita que advogados, caminhoneiros e políticos portem armas de fogo carregadas

 

por Leticia Mori

---

  

armas-produçõa.png

 

 

07
Mai19

O que fez o Rio para merecer um Witzel?

Talis Andrade

bretas morcega avião posse bolsonaro.jpeg

 

 


Por Bepe Damasco

---

Há alguns anos nem o mais pessimista dos habitantes do estado do Rio de Janeiro poderia prever a aproximação de um tsunami devastador movido a burrice, incompetência, estupidez, violência e falta de escrúpulos representado pela tríade das trevas Crivella, Witzel e Bolsonaro.

Impossível assistir nas redes sociais à palhaçada protagonizada pelo governador do Rio, Wilson Witzel, em Angra dos Reis, sem se perguntar o que nós, cidadãos fluminenses, fizemos para despertar a ira dos deuses.

Sim, porque até mesmo para pessoas não religiosas como eu a esfera da racionalidade parece insuficiente para entender os meandros do fenômeno que levou ao governo de um estado importante com o nosso um sujeito que se gaba de sua vocação para matar.

Witzel sniper.jpg

 

Beneficiado pela onda obscurantista que varreu especialmente os estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, na reta final das eleições do ano passado, o desconhecido Witzel atingiu, neste domingo, 5 de maio, o ápice da sua pregação em defesa do extermínio de criminosos, suspeitos e pobres em geral, ao aparecer num helicóptero, de arma automática em punho, bradando por execuções sumárias.

Quer dizer, então, que é isso que se espera de um governador? A sociedade pretende se calar diante de um governante que se comporta como um jagunço da pior espécie? E o Ministério Público, por que não se interessa em saber quantos moradores de favela já foram abatidos pelos snipers a soldo de Witzel? Ou os rapazes e moças bem-nascidos do MP só se interessam por investigações que possam comprometer o Partido dos Trabalhadores?

E a imprensa? Sabemos dos interesses a que servem os jornalões, Veja, Rede Globo e congêneres. Mas a cara de paisagem cúmplice que fazem diante do abandono da inteligência e da investigação em nome do incentivo a execuções cobre o jornalismo de vergonha. E quando Witzel for parar no banco dos réus (aqui ou para responder por crimes de lesa-humanidade no exterior, como prevê o jornalista Luis Nassif), onde enfiarão a cara os articulistas, editorialistas e âncoras a serviço dos barões da mídia?

Um completo sem noção, Witzel, que fez do governo do estado um picadeiro com direito à confecção de faixa exibicionista de governador, a sambar de forma desengonçada na Sapucaí sob as vaias do distinto público e a flexões de braço em locais públicos, já anuncia sua intenção de ser candidato a presidente da República. Daí a melancia sempre pendurada em seu pescoço.

cacinho witzel 80 tiros.jpg

 

Enquanto isso, o Rio segue no fundo do poço. Unidade da federação mais atingida pelo desemprego, não se ouve do governador, no entanto, um miserável esboço de projeto de geração de emprego e renda nem tampouco ações indutoras do estado no sentido de atrair investimentos produtivos. Suas entrevistas e declarações públicas são marcadas por um tom autoproclamatório que provoca constrangimento e vergonha alheia.

Há poucos meses no cargo, ele não se cansa, para tentar ocultar sua incompetência atroz, de repetir o mantra de que pegou um estado devastado pela corrupção.O problema é que este tipo de discurso tem prazo de validade. Encenar o personagem de gladiador na luta contra a criminalidade não o livrará do descrédito e da desmoralização. Quem viver verá.

PS : Nesta segunda-feira, 6 de maio, a política de extermínio de Witzel produziu mais oito mortos. Desta vez, na favela da Maré.

 

O Rio de Janeiro foi considerado zona de guerra. O governador do Rio precisa ser denunciado na ONU como criminoso de guerra.

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub