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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

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O CORRESPONDENTE

03
Out21

"Fora Bolsonaro": imprensa europeia destaca atos a favor do impeachment do presidente brasileiro

Talis Andrade

 

O jornal francês Le Monde destaca que os protestos ocorreram em 84 cidades brasileiras, convocados por movimentos e partidos de esquerda, além de centrais sindicais. O diário ressalta que a principal reclamação é a gestão da epidemia de Covid-19, que deixou quase 600 mil mortos no Brasil. No entanto, os participantes dos atos também criticam o aumento nos preços dos alimentos, do gás e da gasolina, bem como a alta taxa de desemprego: mais de 14 milhões de pessoas estão sem trabalho no país. 

Le Monde também trata sobre a dificuldade do movimento de obter resultados concretos. "Mais de uma centena de petições que pedem o impeachment aguardam na Câmara dos Deputados, mas seu presidente, Arthur Lira, um aliado do governo, não dá sequência aos procedimentos. O Supremo Tribunal, por sinal, ordenou a abertura de várias investigações contra Jair Bolsonaro e seus familiares, especialmente pela disseminação de falsas informações", publica. 

O site da revista francesa Courrier Internacional lembra que esse é o sexto ato organizado contra o presidente desde maio, quando a oposição resolveu retornar às ruas depois de um ano de crise sanitária. A matéria lembra, no entanto, que essa foi a primeira vez que os organizadores contaram com o apoio da centro-direita e da direita, "com o objetivo de estender a frente de batalha para resistir os ataques de Bolsonaro contra as instituições democráticas e as urnas eletrônicas". 

 

"Uma figura odiosa"

Thom Philipps, o correspondente do jornal britânico The Guardian no Rio de Janeiro, acompanhou o ato na capital fluminense e conversou com os manifestantes, para quem Bolsonaro "é uma figura odiosa". A matéria lembra que pesquisas recentes mostram que 58% da população rejeita o presidente brasileiro.  

No entanto, com um apoio inveterado de 20% de sua base e o aval do centrão, um impeachment neste momento parece algo improvável para o jornal britânico. Para The Guardian, a única chance de tirar o Bolsonaro do cargo é através das próximas eleições, sobre as quais "sondagens mostram que ele perderia para qualquer adversário". 

Para o jornal português Público, a mobilização "Fora Bolsonaro" reforça a candidatura de Lula para as eleições de 2022, "que tem 45% das intenções de voto", ressalta a matéria. O diário dá destaque às manifestações "Fora Bolsonaro" organizadas por brasileiros que vivem em Portugal - as maiores ocorreram em Lisboa, Porto e Braga. 

 

30
Abr18

Primeiro de Maio dos Trabalhadores do Brasil por Lula Livre

Talis Andrade

Vão festejar Jeferson fora de perigo

 

Concentração terá Beth Carvalho, Ana Cañas, Maria Gadú e Renegado, e unirá CUT, Força Sindical, CTB, NCST, UGT, CSB e Intersindical em defesa dos direitos e pela liberdade de Lula

 

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O presidente do Partido dos Trabalhadores no Paraná, deputado federal Doutor Rosinha, criticou na tarde de ontem (29) o vazamento de boletim médico de Jeferson Lima de Menezes,  baleado no pescoço em atentado contra o acampamento Marisa Letícia, em Curitiba, na madrugada de sábado.

 

Até ontem Jeferson estava entubado. "A família pediu para todos que não façam visita e não autorizou o hospital a divulgar boletins. Mesmo assim, o hospital soltou nota. Não se pode divulgar informações sem autorização. Vítima de um ataque terrorista, ele continua correndo risco", disse Rosinha. "O Hospital tem qualidade técnica, científica, e deve manter sua qualidade também no respeito ao sigilo de informações".

 

Jeferson, que é dirigente do Sindicato dos Motoboys do ABC está internado no Hospital do Trabalhador, em Curitiba, vinculado à Secretaria Estadual da Saúde do Paraná.

 

Dr. Rosinha afirmou que, desde o dia que Lula foi trazido à Curitiba, os manifestantes favoráveis ao ex-presidente têm sido hostilizados. “Todos os dias passam gente xingando, nos agredindo verbalmente, tanto que já tivemos um primeiro registro de agressão no outro acampamento”.

 

Segundo o político, que está direto no acampamento, não só os manifestantes, mas todos os envolvidos com os atos pró-Lula têm sido testemunhas do que vem acontecendo. “Sofremos agressão todos os dias, não só verbal, mas também de gente que joga pedra no acampamento, as pessoas passam e jogam de dentro dos carros. Agora, se alguém jogou pedra num carro por acaso, nada mais foi como revide”.

 

Para Dr Rosinha, a polícia tem que considerar o crime como um atentado terrorista. “Porque é essa a definição mais correta: quando uma pessoa armada atira num coletivo de pessoas civis de maneira descontrolada. Foi o que aconteceu e o estado do Paraná tem que tratar como um ato terrorista. Além disso, este comportamento do deputado Ricardo Arruda é um comportamento de alguém que defende atos terroristas”, considerou.

 

"Em Defesa dos Direitos Trabalhistas e por Lula Livre”

 

Pela primeira vez desde a redemocratização do país, as sete maiores centrais sindicais brasileiras farão, este ano, um 1º de Maio unificado. O ato de Curitiba terá como mote “Em Defesa dos Direitos e por Lula Livre” O que unificou CUT, Força Sindical, CTB, Nova Central, CST, UGT, CSB e Intersindical foi a defesa da liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mantido como preso político na sede da Superintendência da Polícia Federal de Curitiba há 20 dias, e a certeza de que eleição de Lula para presidente da República em outubro é a chance que a classe trabalhadora tem de conseguir resgatar direitos perdidos nos últimos anos.

 

Os sindicalistas estão também unificados em torno de uma pauta comum de interesse da classe trabalhadora, como uma política econômica de geração de empregos e renda, defesa da seguridade e da Previdência Social pública, o fim da lei do congelamento de gastos e a revogação da reforma Trabalhista. Os presidentes das sete centrais participam do ato, além de representantes de movimentos sociais como MST, MTST, UNE e Central de Movimentos Populares, entre outros integrados pelas frentes Brasil Popular e Povo sem Medo.

 

Como tem ocorrido desde a instalação do acampamento Lula Livre na capital paraense, a manifestação de terça-feira, a partir das 14h na Praça Santos Andrade (Praça da Democracia), no centro histórico de Curitiba terá um forte ingrediente cultural, com apresentação de artistas conhecidos por seu posicionamento em defesa da democracia, como Beth Carvalho, Ana Cañas, Maria Gadu, o rapper Renegado e muitos artistas locais.

 

 

 

12
Nov17

Para receber o pior salário do globo, o trabalhador brasileiro conta com 35 partidos políticos e dez centrais sindicais

Talis Andrade

 

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 Os dirigentes sindicais brasileiros se eternizam no poder. Ilustração de Vladimir Kazanevsky

 

Com o fim do imposto sindical, determinado pela reforma trabalhista, que entrou em vigor neste sábado, mais de 3 mil sindicatos podem desaparecer. A afirmação foi feita pelo ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira.

 

 

Imposto pago na marra pelo trabalhador, obrigado a contribuir, anualmente, com o equivalente a um dia de trabalho para o sindicato que o representa (o correspondente a 4,5% de um salário). Estima-se que o fim do imposto afetará 30% da receita dos sindicatos.

 

 

Os sindicatos que dependem do dinheiro da corrupção vão sumir e o trabalhador nem perceberá. São corporações para lavar dinheiro desviado do imposto sindical, para fabricar notas frias para a pseudo ajuda aos esportes amadores e obras culturais de quinta categoria, e realização de eventos artísticos bregas e fantasmas. Sindicatos como quadrilhas da sonegação.

 

O bom e necessário sindicato funciona, inclusive, na clandestinidade. Sindicalismo é luta do trabalhador por direitos trabalhistas. A luta começa pelo salário digno.

 

Não existe sindicalismo no Brasil.

 

Há um peleguismo obsceno que permitiu aprovar, sem luta, sem prisão de lideranças, sem greves, sem barricadas, sem sangue, as leis escravocratas da reforma trabalhista de Temer e de partidos da direita como o PSDB, principalmente o PMDB, criado por lei do ditador Castelo Branco, e que funcionava na ditadura com o consentimento dos marechais. O mesmo PMDB que criou um quadrilhão na Câmara dos Deputados, tendo Eduardo Cunha e Michel Temer como capos. O PMDB que também formou um quadrilhão no Senado Federal.

 

O sindicalismo brasileiro é tão corrupto, tão sujo, que mantem com um dos principais líderes Paulo Pereira da Silva, dono de uma central sindical e de um partido político, o Solidariedade. Tão simbólica figura do peleguismo escruto ganhou o apelido de Paulinho da Força, preso e condenado como ladrão safado e podre, podre de rico. Aqui a folha criminal. 


A central Força Sindical de Paulinho possui quase três mil sindicatos filiados.
São sindicatos fantasmas com quase três mil presidentes e mais de cem mil diretores de carne e ossos. A carne podre e ossos da caveira do trabalhador sempre enganado e expliado nos seus direitos humanos e trabalhistas.


A Força Sindical, para receber dinheiro, representa dez milhões de empregados. Dez milhões. Atualmente, cerca de 11,3 mil sindicatos representam os trabalhadores no país, filiados a inoperantes federações - não se sabe quantas - e centrais. 

 

Os trabalhadores desconhecem. No Brasil temos reconhecidas as seguintes centrais:

Central Única dos Trabalhadores - (CUT)
Força Sindical - (FS)
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil - (CTB)
União Geral de Trabalhadores - (Brasil) - (UGT)
Nova Central Sindical dos Trabalhadores - (NCST)
Central dos Sindicatos Brasileiros - (CSB)


Duas centrais não são legalizadas: INTERSINDICAL - Central da Classe Trabalhadora e

Central Sindical e Popular Conlutas - (CSP CONLUTAS) antiga CONLUTAS.

 

Há ainda duas organizações que atuam como centrais, mas não se definem como tal:

Intersindical - Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora; e

Confederação Operária Brasileira - (COB-AIT). 

 

bandidos impeachment dilma aécio cunha paulinho p

 

 

 

Paulinho da Força liderou o impeachment de Dilma Rousseff, sendo miliciano da tropa de choque de Eduardo Cunha.

Ou melhor dito, cem milhões de trabalhadores apoiaram, sem ser consultados, o golpe de Temer. Não é surreal?  

 

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