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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil. As melhores charges. Compartilhe

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O CORRESPONDENTE

05
Abr23

MORO MENTIU MUITO PARA FATURAR COM AS AMEAÇAS DO PCC

Talis Andrade

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Nada indica que o ex-juiz tenha inventado as ameaças, mas dá sim para afirmar que ele criou uma narrativa para se beneficiar politicamente.

 

por João Filho /The Intercept

EM JANEIRO DESTE ANO, o ministro da Justiça Flávio Dino coordenou a transferência de Marcola do presídio federal de Rondônia para o presídio federal de Brasília. O motivo foi a descoberta de um plano do PCC para resgatar Marcola, o seu principal líder. A Polícia Federal foi acionada pelo Ministério Público de São Paulo, que descobriu os planos da facção após monitorar suas ações durante anos. Com a transferência de Marcola para Brasília, o plano foi por água abaixo. A facção, então, se preparou para o plano B: sequestrar e matar autoridades públicas para forçar a libertação ou pelo menos a transferência do seu líder para São Paulo. Entre os alvos estavam o senador Sérgio Moro e o promotor Lincoln Gakiya, o homem que lidera as investigações do Ministério Público contra o PCC. 

Esses são os fatos. Agora vamos às mentiras, à politicagem barata e ao show de demagogia do bolsonarismo. Logo que saiu a notícia de que Moro seria um alvo do PCC, a grande imprensa quase que de maneira unânime afirmou que, quando ministro da Justiça, “Moro foi o responsável pela transferência para penitenciárias federais de líderes da facção criminosa” — essas aspas são da CNN Brasil. Trata-se de uma mentira descarada e bastante utilizada durante as últimas eleições por Bolsonaro e Moro. À época, o bolsonarismo tentou de toda maneira associar Lula e o PT à Marcola e ao PCC. Embriagado pelo vale-tudo da campanha, Moro espalhou a mentira:

"Por que Lula, no Governo, nunca transferiu os líderes do PCC, Marcola entre eles, para presídios federais de segurança máxima? E isso mesmo após os atentados de 2006. Perguntado, não respondeu. Em fevereiro de 2019, com 2 meses de Governo, foi feito o que Lula não fez em 8 anos.

— Sergio Moro (@SF_Moro)"  October 16, 2022

 

Moro voltou agora a espalhar a mesma mentira sem o menor pudor e conta com o suporte de boa parte da grande imprensa. Quem pediu a transferência foi o promotor Lincoln Gakiya, que virou o principal alvo dos criminosos. Segundo o próprio Gakiya, Moro entrou na mira do PCC porque baixou uma portaria proibindo visitas íntimas aos presos no sistema penitenciário federal quando foi ministro da Justiça. Moro poderia faturar politicamente com o episódio falando apenas a verdade, mas a sua megalomania não deixou. Uma proibição de visita íntima não é tão grandiosa e midiática quanto uma transferência de presos para presídio de segurança máxima. 

Mas, convenhamos, não dá pra se esperar nada além disso de um moralista sem moral. Estamos falando de um sujeito que rugiu como um leão quando se demitiu do governo fazendo graves acusações contra o presidente e, pouco tempo depois, voltou miando como um gatinho para debaixo das calças de Bolsonaro para apoiar a tentativa de reeleição deste e garantir sua vaga no Senado. O oportunismo e a demagogia barata são as principais marcas da carreira política de Moro — uma carreira que teve início dentro dos tribunais da Lava Jato.  

O plano do PCC contra autoridades públicas fez com que o bolsonarismo ressuscitasse as velhas mentiras associando Lula e o PT ao crime organizado. Jair Bolsonaro reviveu em suas redes sociais as teoria conspiratórias envolvendo o assassinato de Celso Daniel e a facada de Adélio Bispo. Seu filho, Flávio Bolsonaro, lembrou da recente visita de Flávio Dino ao Complexo da Maré no Rio de Janeiro e sugeriu que Lula e o governo estão associados ao crime organizado. Deltan Dallagnol talvez tenha sido o bolsonarista que ficou mais ouriçado com o caso. Ele, que também iniciou sua carreira política usando os tribunais lava-jatistas, passou a fazer insinuações ardilosas sobre uma possível ligação do governo Lula com o plano do PCC em sequestrar Moro. 

 Moro e Dallagnol, que hoje formam o braço lavajatista do bolsonarismo no parlamento, fingem esquecer que quem tem fortes ligações com o crime organizado é a família Bolsonaro’.

Moro e Dallagnol, que hoje formam o braço lavajatista do bolsonarismo no parlamento, fingem esquecer que quem tem fortes ligações com o crime organizado é a família Bolsonaro. Essa não é uma suposição ou uma forçação de barra. Essas conexões já foram fartamente comprovadas. Flávio Bolsonaro empregou familiares do chefe  de milícia em seu gabinete. Ele e seu pai fizeram diversas declarações públicas em defesa de milicianos e chegaram até prestar homenagens a um chefe de milícia. A liberação maciça de armas feita durante o governo Bolsonaro foi responsável por facilitar ainda mais o acesso do PCC às armas. Em 2019, o MPF enviou uma nota técnica ao governo Bolsonaro afirmando que os decretos de liberação de armas facilitariam o desvio de armas para o crime organizado. Graças ao governo Bolsonaro, a “cesta básica do crime” – formada por fuzis, carabinas e pistolas – ficou até 65% mais barata. Moro era ministro da Justiça e nada fez.

Lula errou feio ao sugerir que o plano do PCC poderia ser “mais uma armação do Moro”. Mesmo se isso for verdade — nada indica que seja — um presidente da República não deve fazer esse tipo de ilação sem apresentar provas. A fala atabalhoada mostra que a comunicação é o calcanhar de aquiles do governo atual. Em tempos de fascismo e redes sociais, não se pode levantar uma bola açucarada dessa pros adversários. Moro e os bolsonaristas se indignaram, posaram de vítimas e faturaram politicamente em cima da fala infeliz. O governo precisa resolver esse problema de comunicação ou continuará tomando bola nas costas. O governo do PT tinha tudo pra ganhar politicamente com o caso, mas a fala de Lula virou alimento para a hipocrisia do bolsonarismo. Lula poderia enaltecer a independência da Polícia Federal e ressaltar que o seu governo não interfere em investigações, diferente do governo Bolsonaro do qual Sérgio Moro fez parte. 

 os bandidos que queriam matar Moro foram presos por um órgão subordinado ao ministério da Justiça do governo petista’

Lula poderia lembrar que ele próprio foi alvo do crime organizado quando foi presidente. Em 2008, uma investigação da Polícia Federal descobriu um plano de Fernandinho Beira-Mar para sequestrar um dos seus filhos. O objetivo era conseguir a sua soltura e a de Marcola, chefe do PCC. Outro registro importante: foi durante  os governos do PT que se construíram todos os presídios federais de segurança máxima — que hoje representam o maior pesadelo do crime organizado. No caso envolvendo Moro, o atual governo Lula tem atuado de maneira exemplar. A Operação Sequaz da Polícia Federal cumpriu 24 mandados de busca e apreensão e prendeu 9 criminosos envolvidos no caso. Ou seja, os bandidos que queriam matar Moro foram presos por um órgão subordinado ao ministério da Justiça do governo petista. A PF atuou com a mesma independência que atuou nos governos anteriores do PT. Quem diz isso sobre os governos petistas não sou eu, mas — vejam só! — um ex-procurador da Lava Jato. Em 2016, Carlos Fernando dos Santos Lima afirmou: “um ponto positivo que os governos que estão sendo investigados, os governos do PT, têm a seu favor é que boa parte da independência atual do Ministério Público, da capacidade administrativa, técnica e operacional da Polícia Federal decorre de uma não intervenção do poder político”. 

As ações da PF do governo atual contra o PCC mostram que essa independência continua de pé. Isso não acontecia no governo Bolsonaro, como atestou o próprio Sérgio Moro à época de sua demissão. Ligar o governo, Lula e o PT ao crime organizado é, portanto, mais uma mentira escabrosa servida nas mamadeiras de piroca do bolsonarismo. Quem senta à mesa com o crime organizado é o bolsonarismo.

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23
Mar23

Extremistas tentam ligar PCC a PT e Lula, cujo governo combate o PCC!!! (vídeo)

Talis Andrade
 
 
 
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por Reinaldo Azevedo

É nauseante, mas não surpreendente, que a extrema-direita — e isso inclui Jair Bolsonaro, Deltan Dallagnol e o próprio Sergio Moro — busquem associar, de forma direta (Bolsonaro e Dallagnol) ou indireta (o próprio ex-juiz), o tal plano do PCC para matar e sequestrar autoridades. Entre os alvos, estariam o agora senador do União Brasil (PR) e Lincoln Gakiya, promotor de Justiça de SP. O alerta inicial foi feito pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, no fim de janeiro. E a Polícia Federal entrou no caso.

A "Operação Sequaz" busca cumprir 24 mandados de busca e apreensão, sete de prisão preventiva e quatro de prisão temporária em Mato Grosso do Sul, Rondônia, São Paulo e Paraná. Enquanto escrevo, nove já foram presos — seis homens e três mulheres. Até agora, não foram divulgados outros supostos alvos, além de Moro e Gakiya. No que respeita ao político do Paraná, o ataque seria uma retaliação a transferências de um presídio para outro de líderes da facção, que ele teria determinado quando ministro da Justiça, ainda em 2019.

No Twitter, Bolsonaro tentou pegar carona, como vítima, na operação. Estabeleceu uma suposta conexão entre a morte de Celso Daniel, a facada que levou e a operação de agora, batizada de Sequaz. E concluiu que tudo isso compõe uma conspiração da esquerda. Dallagnol, com espantosa irresponsabilidade —, demonstrando que, como deputado, adota o padrão moral e ético que exibia como procurador —, também associa de maneira explícita o plano atribuído ao PCC a supostos vínculos do PT com a organização criminosa.

E, no entanto, a verdade está precisamente no avesso. A Polícia Federal tem autonomia, mas é subordinada ao Ministério da Justiça. A deflagração da operação no dia seguinte a uma frase infeliz de Lula — disse que, quando preso, ainda ressentido, pensava em "foder Moro" — prova justamente o contrário do que os extremistas estão afirmando. Que se note, e já tratei especificamente no caso no programa "O É da Coisa", a fala do presidente evidenciava justamente que ele havia superado, na própria cadeia, a fase do rancor. Inferir qualquer vínculo entre aquela fala e o dito plano é de uma canalhice inominável. É coisa de quem não se importa, se preciso, em incendiar o país e empurrá-lo para uma crise. Esse espírito, no fim das contas, está na raiz dos ataques de 8 de janeiro.

E não que a fala de Lula tenha sido prudente, ainda que seu ressentimento fosse justificável. Foi condenado sem provas, o que o impediu de se candidatar. Mesmo na cadeia, liderava as pesquisas de opinião. A atuação conjugada da força-tarefa, em que Dallagnol dava as cartas, com um juiz incompetente e parcial preparou o terreno para a ascensão de Bolsonaro. A reação de Dallagnol, nesse caso, explana, mais uma vez, o rigor profissional com que ele cumpria a sua tarefa de agente do Estado. Revela-se com nitidez incontrastável que se tratava de uma ação de cunho político, como noticiou a Vaza Jato. Não por acaso, o juiz do caso é hoje senador, depois de ter servido de ministro da Justiça àquele que só se elegeu porque o então magistrado condenou o concorrente. E o procurador que dava as cartas na operação é deputado federal. Nessa condição, segue tendo a mesma seriedade exibida como procurador...

O ministro Flávio Dino, da Justiça, diz que soube das ameaças há 45 dias. Ao participar de um evento na Associação dos Advogados de São Paulo, afirmou a respeito da exploração política do caso:

"Fico espantado com o nível de mau-caratismo de quem tenta politizar uma investigação séria, que é tão séria que foi feita em defesa da vida e da integridade de um senador que é oposição ao nosso governo". Segundo o ministro, e isto é óbvio, a ação demonstra que "não há nenhum aparelhamento do Estado, nem a favor, nem contra ninguém".

O ministro diz ainda que as acusações levianas acabam colaborando com a organização criminosa. E ele tem razão. Observem: segundo o que se sabe até agora, Moro era um dos alvos, não "o" alvo. Além do senador e do promotor Lincoln Gakiya, várias autoridades e pessoas ligadas à repressão ao crime estavam entre os alvos.

MUDANÇA DE PADRÃO

Se tudo se deu e se dá como se anuncia até agora, o país pode estar diante de uma escalada das ações do PCC que busca atingir o Estado. Notem: ações criminosas e seus autores, como sabem as polícias, têm um padrão. E esse caso não se encaixa nos métodos conhecidos do PCC.

A facção patrocina atos violentos contra rivais de ofício, dentro de seu esforço de verticalizar o mundo do crime, reivindicando, vamos dizer, a governança última das organizações de sua mesma natureza. Também há acertos de conta, estes mais raros, com policiais, mas nunca da hierarquia das polícias, ainda que ameaças existam. Para tanto, podem, como se diz, tocar o terror. Já vimos isso em São Paulo. E, tudo indica, no Rio Grande do Norte. No mais, que se saiba, a facção impõe uma espécie de "ordem do crime" em áreas em que atua para tentar manter distantes as forças policiais.

Se tudo for como se noticia agora, a maior e mais organizada e enraizada facção criminosa do país estaria optando por cruzar uma linha e atingir, de maneira deliberada, o Estado como ente. "Vinculação com o PT?" Ora, é o governo petista que está fazendo o enfrentamento. A propósito: no Rio Grande do Norte, consta, o PCC se uniu a um tal Sindicato do Crime para tocar o terror no Estado, governado, diga-se, pelo PT — o que, obviamente, bom para o partido não é.

DIFERENÇA ENTRE REPÚDIO E CANALHICE

Que adversários de Lula repudiassem a fala desta terça em entrevista ao vivo à TV 247, vá lá. É do jogo. O meu rancor, já afirmei, não teria passado. O de Lula, segundo ele me disse em abril de 2021, foi superado ainda na cadeia. A frase foi imprópria e imprudente, até porque seria tomada isoladamente e explorada ao limite. E isso começou a ser feito ainda ontem.

No dia seguinte — aí, sim, uma coincidência e tanto —, uma investigação de meses resultou na Operação "Sequaz", que apura ações que estariam sendo planejadas contra um grupo de pessoas, e Moro é um delas. Se o repúdio era parte do jogo democrático — com um caráter que suponho didático ao próprio Lula —, a tentativa de ligar o presidente e o PT à arquitetura criminosa deixa claro em que buraco foi jogado o país.

Reitero: sendo como se diz, a coisa é muito grave. Não obstante, Bolsonaro aproveita o caso para tentar fugir do escândalo dos diamantes, e Moro e Dallagnol usam a operação deflagrada pela Polícia Federal no governo Lula para atacar... Lula e seu partido. Estão ocupados em combater os criminosos ou em levar adiante, eles sim, uma vingança de natureza política?

A VÍTIMA DO ESTADO CONTAMINADO

Dadas todas as personagens que aparecem neste texto, a única que realmente foi vítima de grupos que se apoderaram do poder do Estado, seja na Justiça, seja no Ministério Público, foi Lula. Ele foi preso sem provas por um juiz incompetente e suspeito. Ele passou 580 dias na cadeia. Ele teve de lutar contra 18 procedimentos de investigação, que brotavam em cascata. Para registro: as anulações decididas pelo STF impactaram apenas quatro processos. Nos demais casos, ou foi absolvido, ou a investigação se extinguiu por falta de provas.

A verdade irrespondível, pois, é que é o governo Lula a enfrentar, então, o PCC, sendo tudo como dizem, na operação de agora. E também se confronta com a facção, no momento, no Rio Grande do Norte.

LEMBRANÇA FINAL A BOLSONARO

Quanto a Bolsonaro, uma lembrança para finalizar o texto: o ex-presidente e seu entorno mantiveram, sim, relações de amizade, quando menos, com o crime organizado. O miliciano Adriano da Nóbrega, condecorado pelo então deputado Flávio Bolsonaro, teve mãe e mulher empregadas no gabinete do chamado Filho Zero Um. Márcia, mulher de Fabrício -- o amigão do ex-presidente -- foi a Minas se encontrar pessoalmente com Raimunda Magalhães Veras, a mãe de Adriano.

Não consta que Marcola tenha sido condecorado por Lula ou alguém do seu entorno, não é mesmo?

O episódio só evidencia a máxima de Brecht, segundo quem "a cadela do fascismo está sempre no cio".

Mártires Literários - A cadela do fascismo está sempre no cio. Bertold  Brecht | Facebook | Mártires Literários,Politics,Books & Literature,fascismo ,sempre,está,do,no
Bertold Brecht
 
 

Basta uma frase infeliz para que essa gente proponha de novo o vale-tudo. Não custa lembrar que, horas antes do ataque de 8 de janeiro, Moro acusou o governo Lula de perseguir seus opositores. E se referia precisamente àqueles que atacaram as respectivas sedes dos Três Poderes.

Que se investigue tudo. Até o fim. Que os criminosos paguem muito caro, nos limites da lei. E que a canalha que faz a exploração política do caso, também respondam por suas acusações mentirosas e irresponsáveis.

Chuva Ácida: A sombra do fascismo amedronta o Brasil
 

 
18
Jul22

TSE obriga Flavio Bolsonaro e Carlas Zambelli a apagarem fake news, boatos e infâmias

Talis Andrade

Carla Zambelli - Atenção, contém ironia! Sabe tipo aqueles trocadilhos  "trago a pessoa amada em 1 semana". Vidente com experiência em revelar  traidores da pátria, desvelar os corruptos e especializada em ouvirImage

A decisão de Alexandre de Moraes não somente derruba mais uma vez as informações falsas sobre PCC e Celso Daniel como proíbe, sob pena de multa, que o senador Flavio Bolsonaro, a deputada Carla Zambelli e outros bolsonaristas sigam espalhando mentiras sobre este assunto em suas redes

19 ideias de O Mentiroso | frase sobre mentira, sobre mentira, frases

Uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral, assinada por Alexandre de Moraes na noite deste domingo (17), não somente derruba mais uma vez as fake news sobre PCC e Celso Daniel como proíbe, sob pena de multa, que Flavio Bolsonaro, Carla Zambelli e outros bolsonaristas sigam espalhando mentiras sobre este assunto em suas redes.

A liminar é resultado de uma representação movida pelo PT, que alega “propaganda eleitoral antecipada negativa por meio de notícias falsas, descontextualizadas ou sem qualquer demonstração de provas, em redes sociais e veículos de comunicação que divulgam matérias tendenciosas e parciais”. Vitória da verdade. Derrota do Gabinete do Ódio.

Alexandre de Moraes é ministro do Supremo Tribunal Federal, corte na qual é relator do inquérito das Fake News (aquele que, para desespero de Bolsonaro, foi prorrogado mais uma vez e estará em curso durante as Eleições deste ano). Desde junho, Moraes tornou-se ministro efetivo do Tribunal Superior Eleitoral e será presidente desta corte a partir de 16 de agosto

.Frases para Pessoas Mentirosas

Leia mais: Carla Zambelli é condenada a indenizar deputadas em R$ 35 mil por divulgar Fake News

Na decisão deste domingo, Moraes determina que 14 bolsonaristas, além de veículos apoiadores de Jair Bolsonaro, excluam de seus conteúdos publicações que associam o PT e o ex-presidente Lula à organização criminosa PCC. A decisão também obriga que sejam apagadas fake news que associam Lula e o PT à morte do ex-prefeito Celso Daniel, reconhecendo que se trata de desinformação e disseminação de notícia falsa. 

O senador Flávio Bolsonaro, os deputados Carla Zambelli e Ottoni de Paula, o ex-assessor especial de Bolsonaro, Max Guilherme, todos notórios espalhadores de fake news, estão obrigados a remover os conteúdos mentirosos de suas redes (sob pena de multa diária de R$ 10.000) e instados a não voltarem a publicar novas mentiras (sob pena de nova multa, no valor de R$ 25.000). 

Flávio Bolsonaro está proibido de espalhar fake news contra o PT (Foto: Reprodução)

 

Além deles, responsáveis pelos veículos da mídia bolsonarista (aquela que simula um jornalismo sério para embalar mentiras e iludir a plateia que é vítima dessa máquina de desinformação) Jornal de Cidade Online e sua revista “A Verdade”, Jornal Minas Acontece, pelo canal do YouTube PoliticaBrasil24, e por perfis em redes sociais como Kwai e Gettr, também receberam a mesma determinação. 

Em sua liminar, Moraes condena expressamente “mentiras divulgadas que objetivam, de maneira fraudulenta, persuadir o eleitorado a acreditar que um dos pré-candidatos e seu partido, além de terem participaram da morte do ex-prefeito Celso Daniel, possuem ligação com o crime organizado, com o fascismo e com o nazismo, tendo, ainda igualado a população mais desafortunada ao papel higiênico”. 

Ao se referir especificamente ao caso Celso Daniel, Moraes relembra que é de conhecimento público e notório (e que bolsonarista deveria repetir todo dia até aprender) que “o assassinato do ex-prefeito Celso Daniel se trata de caso encerrado perante o Poder Judiciário, com os responsáveis devidamente processados e julgados, estando cumprindo pena. Também é fato conhecido e amplamente divulgado que o Ministério Público de São Paulo encerrou definitivamente as apurações, não havendo notícia do envolvimento do Partido dos Trabalhadores ou de seus membros”.

Zambelli mentirosa': internet critica deputada por informação falsa -  Politica - Estado de Minas

A divulgação de um suposto envolvimento de Lula ou do PT com o PCC não tem nenhum lastro na realidade e é fruto do desespero da campanha bolsonarista. 

A ação desmente e condena, também as fake news que apresentam vídeos de Lula fora de contexto e cortados para dar a entender que ele tivesse dito diferente do que fez. Isso aconteceu na fake news sobre a opinião de Lula sobre os pobres, espalhada por Flavio Bolsonaro.  

A decisão de Moraes vem em boa hora e é um passo importante no combate à fake news e ao ódio. Está em sintonia com o desejo da sociedade. E traz um recado amargo para aqueles que ainda acreditam na impunidade: não vai acontecer. 2018 não vai se repetir, pois não vamos deixar. 

Zambelli começoou na política espalhando a mentira de que a filha de Dilma Rousseff era proprietária das lojas Havan, cujo dono é Luciano Hang, bolsonarista negacionista que defende a imunidade rebanho que assassinou milhares de brasileiros. 

Frases de indiretas sobre mentiras: previna a pessoa querida

Zambelli a mentirosa contumaz 

 

 Nepotismo nos colégios militares 

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17
Jul22

A ineptocracia

Talis Andrade

 

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O discurso, o gestual, a mensagem simbólica de Bolsonaro contribuíram para o atual ambiente de intolerância e conflito

 
 
por Gustavo Krause
 

Clima tenso é o estado natural das competições. Nas eleições, a disputa é a ambicionada taça do poder.

Neste jogo, emerge o que temos de nobre e perverso. Nobre é confiar a outrem a capacidade de agir em nome de legítimos interesses individuais e coletivos. Perverso é o comportamento afrontoso às instituições, às regras do jogo e ao uso criminoso da violência no ambiente democrático.

O Observatório da Violência Política e Eleitoral da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Unirio) registrou no primeiro semestre deste ano 214 casos de violência política, 32% maior do que 161 episódios (ameaças, homicídios, atentados e agressões físicas) no mesmo período do ano eleitoral de 2020.

O levantamento revela que a violência se espalha pelo território nacional e por vários partidos, atingindo de forma mais significativa integrantes do PSD, 19 episódios, Republicanos, 18, PT e PL, 17, no primeiro semestre.

A retórica eleitoral reacenderá os assassinatos brutais da vereadora Marielle Franco, do jornalista Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira. O misterioso caso de Celso Daniel virá à tona assim como o atentado ao então candidato Bolsonaro.

O que virá pela frente? Mais ódio. No sábado 09/7 o bolsonarista Jorge Guaranho invadiu a festa de aniversário e “fuzilou” o lulista Marcelo Arruda, em Foz do Iguaçu. Em Diadema, Lula agradeceu ao ex-vereador Maninho de PT que, em 2018, reagiu às ofensas do empresário Carlos Alberto Betoni e foi condenado por tentativa de homicídio.

Ao longo do mandato, o Presidente Bolsonaro não buscou construir uma cultura de paz. Pelo contrário, o discurso, o gestual e a mensagem simbólica contribuíram para o atual ambiente de intolerância e conflito.

No plano institucional, constitucionalizado o populismo fiscal, os poderes instauram uma forma degenerada de governo: a INEPTOCRACIA, título de autoria incerta entre o filósofo francês Jean D’Ormesson (1925-2017) e Ayn Rand (1905-1982), filósofa americana de origem judaico-russa, que definiu: “Quando você perceber que, para produzir precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho e que as leis não nos protegem deles, mas pelo contrário, são estes que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada e a honestidade se converte em auto sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada”.

É difícil aceitar que a realidade supera uma charge”, diz o cartunista  Benett - Portal IMPRENSA - Notícias, Jornalismo, Comunicação

21
Jan22

Peça 3 – os movimentos de opinião pública

Talis Andrade

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Xadrez sobre Bolsonaro, eleições e crime

 

30
Dez20

Entre risos, Bolsonaro zomba da tortura sofrida por Dilma na ditadura militar

Talis Andrade

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Bolsonaro ironiza tortura em Dilma: “Até hoje aguardo o raio-x para ver o calo ósseo”

“Dizem que a Dilma foi torturada e fraturaram a mandíbula dela. Traz o raio X para a gente ver o calo ósseo. Olha que eu não sou médico, mas até hoje estou aguardando o raio X”

Por Jornal GGN

Jair Bolsonaro reuniu-se com apoiadores na manhã desta segunda (28), oportunidade em que “ironizou”, segundo o Broadcast do Estadão, a tortura sofrida pela ex-presidente Dilma Rousseff, presa por quase 3 anos durante a ditadura militar.

Bolsonaro pediu aos apoiadores a prova de que Dilma, de fato, fora torturada nos anos 1970.

“Dizem que a Dilma foi torturada e fraturaram a mandíbula dela. Traz o raio X para a gente ver o calo ósseo. Olha que eu não sou médico, mas até hoje estou aguardando o raio X”, disparou.

Bolsonaro ainda atacou os ex-maridos da petista.

“O primeiro marido dela, que está vivo, Claudio Galeno, sequestrou um avião e foi para qual País democrático? Cuba. O segundo, que morreu, Carlos Araújo, falou que passou a lua de mel com Dilma Rousseff assaltando caminhões de carga na baixada fluminense (risos)”, comentou.

Antes de falar de Dilma, Bolsonaro estava rebatendo supostas críticas do PT às forças armadas.

Ele lembrou primeiro do caso Celso Daniel, afirmando que foi um crime hediondo com tortura que o partido nunca quis elucidar, em sua visão.

Na mesma manhã, Bolsonaro disse que seu gasto com cartão corporativa é “zero” e desafiou a imprensa a provar o contrário.

Folha de S. Paulo publicou reportagem mostrando que Bolsonaro, ao contrário do que prometeu na campanha, manteve gastos com cartão corporativa em 2020 que, inclusive, superam as despesas do ex-presidente Michel Temer.

“Na gestão atual, foi gasto em média até agora R$ 672,1 mil por mês, o que representa uma alta de 51,7% em relação ao governo do emedebista”, apontou o diário.

 


26
Out19

A bomba da Veja: "disse ter ouvido..."

Talis Andrade

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por Rogério Correia 

Capa da revista Veja traz reportagem requentando o tal “caso Celso Daniel”. Põe a tarja “exclusivo” para um texto que pode ser assim resumido: 

1) “Valério DISSE TER OUVIDO de um empresário que o ex-presidente foi o mandante do assassinato” 

 Adiante, Veja condiciona: 

 2) “SE Marcos Valério estiver dizendo a verdade..”  Por fim, um adendo da própria revista: 

 3) “O novo depoimento, EMBORA NÃO TRAGA NENHUMA PROVA CONCRETA (...)” 

 O que deve ter ocorrido: prestes a fechar a revista e diante da possibilidade mais concreta de Lula livre proximamente, os editores de Veja tentam trazer mais uma denúncia do ex-ministro Palocci. Aí lembram a eles que Palocci já deu e não passa qualquer credibilidade. “Vamos ressuscitar o caso Celso Daniel então”. 

Pode apostar: não demorará e alguém ainda publicará que Lula mandou a Shell derrubar óleo no litoral do Nordeste... E não duvide que algum bolsominion vai babar com isso nos whatsapps da vida...  

Continuamos aqui a esperar uma continha bancária do Lula no exterior; um documento assinado por ele comprovando corrupção; um apartamentozinho (bunker) em que ele guardava dinheiro; uma gravaçãozinha em áudio ou vídeo em que o ex-presidente confesse crimes.   

Até agora, nada disso foi apresentado. Vamos lá, Veja, Globo, IstoÉ, Estadão, vamos lá Dallagnol e Sergio Moro: acharam coisa ruim de tanta gente (Aécio, Cunha, Temer, Gedel, Serra...), por que após tanto tempo não acham nada concreto do Lula?

TAL PAI, TAL FILHO

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26
Out19

Nem Moro levou a sério a capa da Veja

Talis Andrade

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Por Alex Solnik

Jornalistas pela Democracia 

Não tem pé nem cabeça a matéria de capa da Veja na qual o notório Marcos Valério tenta envolver Lula no assassinato de Celso Daniel.

Passados 17 anos, o pivô do mensalão, condenado a 50 anos de prisão, agora cumprindo semi-aberto resolveu contar ao Ministério Público de São Paulo ter ouvido do empresário Ronan Maria Pinto que, se não lhe dessem uma boa grana ele espalharia que Lula mandou matar o ex-prefeito de Santo André.

Essa é a única “prova” que Marcos Valério apresenta: a palavra (sem nenhuma prova) de um empresário corrupto que está preso. E a Veja faz disso uma capa com o título ”Passado explosivo”!

Ora, se Ronan, que está em cana, tem certeza que Lula foi o mandante por que não o delatou até agora e se livrou da sentença?

A motivação do assassinato é surreal: Celso Daniel teria fechado a torneira da prefeitura através da qual bancava a caravana de Lula pelo país.

Por isso, deveria morrer!

Só mafioso age dessa maneira.

O estranho é que Sérgio Moro, sempre tão empenhado em enquadrar o PT como “organização criminosa” ouviu essa denúncia da boca do Valério em 2018 e nem deu bola.

Outra coisa estranha é que Valério, segundo ele escalado para resolver “o problema com Ronan”, e que tinha canais de acesso ao Banco do Brasil, recorre a um banco privado para silenciar Ronan.

E esse banco privado topa a parada porque, em troca de R$12 milhões, ganharia um contrato com a Petrobrás de R$1,6 bi. O negócio do século!

Essa bobajada pode até vender revista, pode até ser investigada pelo Gaeco – o órgão policial do MP – mas não vai dar em nada. Além de, provavelmente, processos contra a revista.

O que se vai descobrir, depois de 17 anos que não foi revelado pela investigação exaustiva da polícia civil de São Paulo que, ao que se saiba, nunca foi controlada pelo PT e sim pelos tucanos e teria o maior interesse político em jogar essa conta em cima de petistas?

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26
Out19

Veja mentiu sobre depoimento de Marcos Valério e Mara Gabrilli está por trás disso, diz delegado do caso

Talis Andrade

“A Veja está querendo influir no julgamento da segunda instância, e nessa farsa posso dizer, com certeza, que há a ação de Mara Gabrilli”, disse o delegado

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O delegado Rodrigo Pinho de Bossi, responsável pelo caso que envolve a delação de Marcos Valério, criador do Mensalão do PSDB, desmentiu a reportagem da revista Veja desta semana afirmando que o tucano acusou o ex-presidente Lula de ser o mandantedo assassinato de Celso Daniel. De acordo com o delegado, ao reproduzir esse discurso, a revista busca influir no julgamento sobre a prisão a partir da condenação em segunda instância e impedir que Lula seja colocado em liberdade.

Em entrevista ao DCMPinho de Bossi ainda disse que por trás de toda a armação está Mara Gabrilli, senadora do PSDB que admitiu, em depoimento a uma CPI em Santo André, que participou do esquema de corrupção que existia na cidade mesmo antes da administração petista.

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O delegado afirmou que foi procurado nesta semana pela senadora. “Mara Gabrilli me ligou diversas vezes essa semana, tentando me influenciar a liberar o vídeo da oitiva. Não dei”, contou. “Sabia que eles estavam tentando influenciar no julgamento do STF”, acrescentou. Mesmo assim, o vídeo não contém nenhuma declaração que liga Lula ao assassinato de Celso Daniel.

”O Marcos Valério jamais disse ‘foi o Lula’. Ele disse que o Ronan (Maria Pinto, empresário do setor de transporte em Santo André) ameaçava dizer que foi ele. São coisas completamente diferentes”, esclareceu o delegado.

“Todo investigador de homicídios parte da motivação. Eu fui delegado de homicídios durante seis anos. Não há motivação pra Lula matar Celso, como também não havia para Celso delatar o esquema. Celso arrecadava para o PT conscientemente”, disse.

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Mara pousou com Aécio, para conquistar os votos tucanos, e depois de eleita escreveu: "Aécio se desmoralizou"

26
Out19

Veja terá de responder por mais uma capa criminosa contra Lula

Talis Andrade
O Partido dos Trabalhadores e seus membros ofendidos por mais esta ação criminosa da revista Veja estão tomando, desde hoje, a medidas no âmbito da Justiça contra a publicação, seus proprietários, editores e o autor
 

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As mentiras reproduzidas como novidade na última edição da revista Veja já haviam sido vendidas pelo sr. Marcos Valério à Procuradoria Geral da República, em 2012, e foram repetidas à Lava Jato, em 2016, numa desesperada tentativa de envolver o ex-presidente Lula em mais uma falsa acusação. Em nenhum dos dois casos a impostura parou de pé, por ser história falsa, sem prova nem testemunho, apesar da obsessão macabra dos que tentam até hoje tirar proveito político do assassinato do prefeito Celso Daniel, em janeiro de 2002. Mas Veja foi longe demais, até para uma revista que sempre abusou de mentir sobre o PT, e terá de responder pelo crime que cometeu.

Veja é falsa desde a capa até o ponto final da matéria. Apresenta como se fosse “recente” um depoimento prestado por Marcos Valério em 17 e 18 de outubro do ano passado e que não gerou desdobramentos. Mente ao dizer que o caso Celso Daniel “foi reaberto” a partir daquele depoimento, pois nenhum novo procedimento foi gerado, até porque os supostos fatos narrados estariam prescritos. Omite que Valério fracassou em outras tentativas de chantagem. E, como é hábito no jornalismo gângster, publicou calúnias e falsidades sem dar chance de resposta aos ofendidos.

Veja esconde dos leitores que nem mesmo a Lava Jato, notória pela perseguição a Lula, encontrou elementos para reabrir o caso e que a “Operação Carbono 14” (lançada em 1º. de abril de 2016 com objetivo de envolver falsamente Lula e o crime de Santo André) foi o maior fracasso da perseguição movida por Sergio Moro e pelos procuradores no âmbito da Lava Jato. Das nove pessoas então acusadas com estardalhaço, cinco tiveram de ser inocentadas por Moro, porque simplesmente não havia crime a ser apurado, e as demais passaram a responder por outras acusações.

Veja esconde ainda que outra manobra frustrada para envolver Lula no caso, desta vez em 2017, foi revelada pelo site Intercept na série Vaza Jato. Em 13 de março daquele ano, Sergio Moro repassou a Deltan Dallagnol uma queixa da então deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP), segundo a qual os promotores do Ministério Público de São Paulo “não estariam interessados” no caso de Marcos Valério. Foi em decorrência dessa intervenção indevida e ilegal da Lava Jato que os promotores de São Paulo ouviram Valério duas vezes, em 17 de abril de 2017 e em outubro de 2018, segundo nota oficial do MPSP. E nada disso transformou mentira em verdade.

A capa da Veja enoja e ofende. Brota no mesmo pântano onde nasceram tantas outras mentiras contra o PT e suas lideranças. Revela o desespero dos que não aceitam o fato de que a farsa judicial contra Lula está desmoronando, depois de cinco anos da mais sórdida e mais intensa campanha que já se fez nos meios de comunicação contra um líder político na história desse país.

O Partido dos Trabalhadores e seus membros ofendidos por mais esta ação criminosa da revista Veja estão tomando, desde hoje,  medidas no âmbito da Justiça contra a publicação, seus proprietários, editores e o autor da matéria. O mesmo ocorrerá a todos que reproduzirem a falsidade com intenção de caluniar. Da mesma forma que estamos certos de que a verdadeira Justiça virá para Lula, com a anulação da sentença parcial, injusta e ilegal de Sergio Moro, temos de acreditar que os crimes cometidos contra a verdade e a dignidade também serão punidos com o rigor da lei.

Gleisi Hoffmann, presidenta nacional do Partido dos Trabalhadores

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