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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

08
Jul21

Veja as contradições no depoimento de Roberto Dias, preso na CPI

Talis Andrade

Charge Jorge Braga 24/9/2020

Desrespeitado pelas continuadas mentiras do ex-diretor da Saúde, o presidente Omar Aziz mandou prendê-lo

 

 

Alvo de voz de prisão por mentir na CPI da Covid, o ex-diretor de logística do Ministério da Saúde [sargento] Roberto Ferreira Dias deixou lacunas e se contradisse durante depoimento no Senado, na tarde desta quarta-feira (7/7). A atitude culminou em ira do presidente da comissão, Omar Aziz (PSD), que mandou prendê-lo.[Ira. Digo desrespeito. Depoimento mentiroso de bandido. De queridinho da família de Ricardo Barros, líder do governo na Câmara dos Deputado, ex-ministro da Saúde de Michel Temer, nos tempos que o general Braga era interventor do Rio de Janeiro sem pisar nos territórios das milícias]

Um desses pontos de gargalo é o encontro do suposto pedido de propina. Dias afirmou à CPI que estava no restaurante com um amigo e [cabo da PM do País da Geral] Dominghetti apareceu, levado pelo coronel Blanco, assessor de Logística do ministério. Segundo o depoente, o encontro foi “acidental”.CPI da Covid: saiba quem é Luiz Dominghetti Pereira, que depõe hoje após  relatar pedido de propina

Cabo Dominguetti
 
 
“Fui tomar um chope. Em dado momento, uma pessoa se dirigiu ao coronel Blanco, apresentando-se como Dominguetti”, disse.
 

Dias antes, no entanto, áudios do celular de Dominguetti, obtidos pela CPI, apontam que o encontro foi previamente combinado.

“Dominguetti, no dia 25, às 14h55, recebe um áudio dizendo ‘está tudo acertado hoje à noite o encontro seu com Roberto Dias?’ Ele responde: ‘Está.’ Está nos áudios que temos do senhor Dominguetti. Então não pode ter sido coincidência ter se encontrado. Isso tá me cheirando… E eu estou tentando lhe ajudar. Agora chegar aqui, dizer que saiu, e não sabe por quê; que tiraram poderes do seu departamento e não sabe por quê; que demitiram duas pessoas do seu departamento e não sabe por quê”, queixou-se Aziz.

Dossiê
Quem é Roberto Ferreira Dias? | O Antagonista

Sargento Dias

 

Outro ponto que irritou o presidente da CPI foi a existência de um dossiê que Dias teria feito para se proteger, ao ser exonerado no último dia 30 de junho.

“O senhor sabe que o senhor fez um dossiê para se proteger. Eu estou afirmando, eu não estou achando. Nós sabemos onde está esse dossiê, e com quem está. Não vou citar nomes para que a gente não possa atrapalhar as investigações. O senhor recebeu várias ordens da Casa Civil por e-mail, lhe pedindo para atender. Era ‘gente nossa’, ‘essa pessoa é nossa’. Não foi agora, não”, declarou Aziz, impaciente com algumas respostas de Dias.

Dias não confirmou, nem negou a existência do dossiê. A coluna Radar, da Veja, publicou que os documentos estariam guardados na Europa.

Élcio FrancoPor que o número 2 do Ministério da Saúde usa um broche de caveira? | VEJA

Coronel Elcio Franco

 

Outra contradição apontada pelos senadores ocorreu quando Dias negou ter participado da coordenação do processo de aquisição de vacinas contra Covid-19. Segundo o ex-diretor de Logística, cabia ao então secretário-executivo [coronel] Elcio Franco centralizar as discussões.

O servidor também defendeu que não cabia ao departamento de Logística realizar pesquisa de preço. Esta, segundo ele, é uma atribuição de Franco, definida por portaria.

As informações irritaram os senadores, que defenderam que Dias estaria tentando “tirar o corpo fora” e que teria, sim, participação na negociação dos imunizantes. “Tudo o que deve ser atribuído a alguém, com alguma irregularidade, o depoente [Roberto Dias] está atribuindo ao ex-secretário-executivo”, afirmou, irritado, o relator Renan Calheiros (MDB-AL).

[O sargento Roberto Dias tem a defesa apaixonada de senadores bolsonaristas que tramam o fim da CPI da Pandemia que já matou meio milhão de brasileiros. Um genocídio que começou com o kit cloroquina me engana. 

Depois da hidroxiclocloroquina, da ivermectima, a vacina que rima com propina]

Dossiê da quadrilha

por Rafaela Lima

Preso durante depoimento à CPI da Covid, nesta quarta-feira (7/7), o ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde Roberto Ferreira Dias teria feito um dossiê para se proteger, ao ser exonerado no último dia 30 de junho. Segundo Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da comissão, o documento está com um primo do depoente, em Madri.

Questionado pelos senadores, Dias não confirmou, nem negou a existência do dossiê.

“O senhor sabe que o senhor fez um dossiê para se proteger. Eu estou afirmando, eu não estou achando. Nós sabemos onde está esse dossiê, e com quem está. Não vou citar nomes para que a gente não possa atrapalhar as investigações. O senhor recebeu várias ordens da Casa Civil por e-mail, lhe pedindo para atender. Era ‘gente nossa’, ‘essa pessoa é nossa’. Não foi agora, não”, declarou Omar Aziz, presidente da CPI.

Dias é acusado pelo vendedor Luiz Paulo Dominguetti Pereira, suposto representante da Davati Medical Supply no Brasil, de pedir US$ 1 por dose para negociar imunizantes. A solicitação teria acontecido em um restaurante no Brasília Shopping, área central de Brasília. Dias nega.

Davati punida nos EEUU

por Guilherme Amado

Empresários brasileiros que são suspeitos de terem dado declarações falsas em meio à pandemia já podem se preocupar. Os Estados Unidos puniram a empresa de saúde Parallax e dois executivos por divulgarem informações falsas em meio ao avanço da Covid. A decisão, que ainda será validada pela Justiça, foi anunciada nesta quarta-feira (7/7).

Entre as empresas brasileiras suspeitas desse tipo de prática está a Davati, que tentou vender vacinas ao governo brasileiro mesmo sem ter acesso aos imunizantes.

Nos Estados Unidos, em março e abril de 2020, a empresa Parallax, que agora foi punida, divulgou informações de que teria testes contra a Covid disponível em breve, enquanto o equipamento de proteção individual já estaria pronto para venda imediata. A Securities and Exchange Commission, equivalente americana à brasileira Comissão de Valores Mobiliários, considerou que a companhia não tinha recursos para comprar esses itens ou os registros necessários.

Assim, a empresa teria prejudicado investidores em meio à alta demanda nesse mercado gerada pela pandemia. Parallax e os executivos Paul Arena e Nathaniel Bradley pagarão, respectivamente, US$ 100 mil, US$ 45 mil e US$ 40 mil em multas.

 

15
Jan21

O governo que mata pobre sufocado em hospital

Talis Andrade

vergonha.jpg

 

 

Reinaldo Azevedo no Tweet
 
Reinaldo Azevedo
@reinaldoazevedo
Volto à questão legal: é aceitável q deputados e até uma juíza estrelem um vídeo fazendo pouco caso da máscara e atacando o distanciamento social, medidas cruciais para minorar o desastre? Podemos ficar sem uma legislação que puna tal postura de pessoas q ocupam função pública?
*
Enquanto isso, o Sargento Garcia, tbem conhecido por general Pançudo, perde tempo adesivado aeronave q vai buscar meia-dúzia de vacinas para passar a impressão de q o governo q mata pobre sufocado em hospital se importa com a saúde do povo.
*
ATENÇÃO PARA ALGO POTENCIALMENTE GRAVE: O início da vacinação pode passar a impressão de q a imunização coletiva ja está dada e de q ñ há mais risco. Precisaríamos de uma campanha forte p/ deixar claro q isso é falso. Ñ haverá. Política genocida vai continuar.
*
Estou aqui lembrando da conversa estúpida de q um governo cheio de militares seria sinônimo de eficiência. Eis aí. O governo mais militarizado da história, incluindo a fase da ditadura militar. Deu nisso. Ministro da Saúde é general da ativa. Que mácula p/ o Exército Brasileiro!
*
Sargento Garcia, o general P da hora H, tentou dar um truque até na Índia. Ali, não fosse a qualidade, ele teria se fudid... na quantidade. O general especialista em “loguística” nunca ouviu falar em salto dialético, coitado! Ele nem sabe o que é logorreia. General burro!!!
*
O “Partido Militar”, que é o “Partido da Boquinha”, e hoje o maior fator de atraso no Brasil.
*
Lugar de milico é cuidando de guerra. Há algum país querendo invadir o Brasil? Ou a gente quer invadir algum país. P q eu devo falar com militares?

milicia-no-divã-tradutora.jpg

 

14
Jan21

Ministério ignorou recomendação de trazer seringas por avião e preferiu, estranhamente, por navio

Talis Andrade

 

gal pesadello.jpg

 

Secretaria Executiva da pasta, comandada pelo coronel do Exército Élcio Franco, ignorou o alerta feito por parecer dos técnicos civis da Pasta, e optou pela entrega da seringas por navio, em vez de avião

 

O Ministério da Saúde não seguiu as orientações de técnicos da própria Pasta sobre a necessidade do Brasil adquirir seringas com entrega por frete aéreo para assegurar os insumos necessários à vacinação contra a Covid-19. A secretaria executiva do ministério, controlada pelo oficial do Exército Élcio Franco, que usa um broche de caveira, ignorou o alerta e optou que a entrega fosse feita por via marítima, "mesmo cientes das diferenças quanto ao tempo de entrega". Nesta quarta-feira (13), o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o Brasil não possui seringas suficientes para iniciar a vacinação. Essa estranha preferência deveria ser investigada, não fosse o medo que persiste desde os anos de chumbo da ditadura militar, de 1964 a 1985. Medo renovado com a Lava Jato e o golpe de 2016. 

tragédia pesadello.jpg

 

 

Segundo reportagem do jornal O Globo a previsão é que as primeiras seringas entregues por via marítima, de 1,9 milhão de unidades, chegassem no dia 25 de janeiro. Um segundo lote seria entregue somente em março. Caso o material fosse transportado por via aérea, 20 milhões de seringas teriam sido entregues em dezembro do ano passado. O alerta sobre a diferença nos prazos foi comunicado  pela Organização Panamericana da Saúde (Opas) ao Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis do ministério, em setembro de 2020. 

‘"[...] Os fornecedores cotados poderão iniciar as entregas de 20 milhões de unidades em dezembro de 2020, 17.256 milhões de unidades em janeiro de 2021 e 2.744 milhões de unidades em fevereiro de 2021 no valor total de US$ 4.679.406,76 (quatro milhões, seiscentos e setenta e nove mil, quatrocentos e seis dólares e setenta e seis centavos), já inclusos preços de produto, frete, seguro e taxa administrativa da Organização. Isto posto, este Departamento se posiciona favorável à continuidade desta aquisição, considerando o risco de não entrega das seringas pelo mercado nacional até dezembro 2020"’, destaca um trecho do documento, segundo a reportagem. 

Em resposta à Opas, cerca de um mês depois, a pasta alegou que "o cenário para aquisição da vacina para combate ao COVID-19 mudou" e disse esperar que a vacina seria disponibilizada ao Brasil “somente no primeiro trimestre de 2021". 

Ainda conforme o ministério, a “opção de modal marítimo se mostra, de forma geral, como uma opção mais econômica para o envio de cargas no comércio internacional. Assim, espera-se que, com esta nova estimativa de preços, o investimento total nesta aquisição diminua, possibilitando à Secretaria Executiva analisar este aspecto de uma perspectiva mais favorável do ponto de vista financeiro, anuindo a aquisição dos insumos por meio da OPAS/OMS, mesmo cientes das diferenças quanto ao tempo de entrega."Caveirinha - DarkSide Books

Quantos brasileiros vão morrer por falta de imunização nessa absurda, criminosa e injustificável demora? Qual o preço de uma vida ceifada pela Covid-19por falta de vacina? Terrivelmente cruel e grotesco, por falta de seringa? 

Por que o número 2 do Ministério da Saúde usa um broche de caveira?

elcio caveira.jpg

 

Escreve André Siqueira:

O Brasil não para de produzir cenas chocantes relacionadas à pandemia.

Na entrevista em que o tema principal era a quantidade de mortes por coronavírus, o secretário-executivo do órgão, Elcio Franco Filho, o número 2 do Ministério, utilizava na lapela de seu paletó um broche com o símbolo de uma caveira com uma faca atravessando o crânio.

O uso do adereço completamente inadequado para a ocasião tem a ver com a carreira de Elcio Franco Filho. Coronel da reserva desde março de 2019, ele integrou um grupo do Comandos do Brasil, forças especiais do exército que utilizam como símbolo a tal imagem da caveira com a faca atravessada.

O site do Exército brasileiro traz uma versão simplificada do significado do broche. “A caveira simboliza a morte, sempre presente nas ações desse tipo; e a faca com lâmina vermelha é o sigilo de uma missão dos Comandos e o sangue derramado pelos combatentes”.

cloroquina_thiagolucas2.jpg

 

03
Jan21

Janio: na vacinação, Bolsonaro e Pazuello agem como traidores

Talis Andrade

 

por Fernando Brito

- - -

Não é metáfora ou força de expressão o que faz, hoje, na Folha, Janio de Freitas ao acusar de traição o comportamento de Jair Bolsonaro e Eduardo Pazuello no processo de (não) vacinação dos brasileiros contra a Covid-19.

Faz tempo que diz-se aqui que não é vacinar, mas não vacinar o objetivo do governo brasileiro.

O que os dois fazem, no Código Penal Militar, no artigo 356 (e seguintes) que define como traição “(…) prejudicar ou tentar prejudicar o bom êxito das operações militares, comprometer ou tentar comprometer a eficiência militar”.

Na guerra à Covid, a mais cruenta para a humanidade nas últimas décadas, não tem sido outro o seu comportamento.

Traição de Bolsonaro e Pazuello se demonstra 
com população desguarnecida de vacinas e seringas

Janio de Freitas, na Folha

O contraste entre a dedicação corajosa do pessoal da saúde e a sabotagem da turma de Bolsonaro à imunização geral reflete, e denuncia, a falta de caráter coletivo das classes e categorias que dominam o Brasil.O alheamento dessa porção poderosa, historicamente ativa na fermentação dos golpes de Estado e, com menor necessidade, contra reduções das desigualdades, oferece o alicerce para uma traição que passa de presumida a demonstrada.

O caso das seringas é eloquente. Há mais de oito meses, ainda com Henrique Mandetta como ministro, a compra de seringas e agulhas estava em questão, inclusive com referência ao Ministério da Economia sobre verbas.

A imobilidade do governo só se rompeu há duas semanas, com um pregão em que o Ministério militar da Saúde fixou e exigiu preços abaixo dos vigentes. Só conseguiu comprar 24 em cada 1.000 seringas que dizia querer.

Por mais retardadas que sejam as mentes de Bolsonaro e do general Pazuello, é impossível admitir que levassem tanto tempo para perceber necessidade assim óbvia e, apesar disso, tão advertida a ambos. Nada os moveu. Além de entupidos nos canais da inteligência e da audição, estavam cegos para a ação do mundo todo.Bolsonaro, Pazuello e os militares do Exército ao redor de ambos deixaram o tempo correr por decisão. Foi recusa deliberada de adotar as providências simples como nas vacinações em que o Brasil e o SUS se tornaram exemplo planetário.
Nada, absolutamente nada pode explicar que Bolsonaro e Pazuello deixem a população desguarnecida de vacinas e seringas, a não ser a decisão de fazê-lo.

Dupla traição: aos deveres constitucionais das respectivas funções e à população. Logo, ao próprio país, pelas consequências sociais discriminatórias, econômicas e nas relações políticas/comerciais com o exterior.

A explicação imbeciloide recebeu seguimento do coronel Elcio Franco, secretário-executivo do Ministério militar da Saúde. Segundo ele, não houve autorização da Anvisa nem compra de vacina porque não pode “pegar a Pfizer pelo braço” para negociar.

Por que o número 2 do ministério militar da Saúde, Elcio Franco, usa um broche de caveira? Leia aqui

 

As duas explicações, como de praxe, são falsas. A verdade é que o representante da Pfizer se apresentou no ministério, em tempo hábil para o fornecimento prioritário. Tomou chás de cadeira memoráveis.

O Bolsonaro que acumula mortes, por exemplo, tem o aplauso de 58% do empresariado —os graúdos.

Dito & Feito - É o absurdo dos absurdos – Bolsonaro e Pazuello estão  prestes a desperdiçar 6,8 milhões de testes de Covid

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