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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

15
Jan21

O governo que mata pobre sufocado em hospital

Talis Andrade

vergonha.jpg

 

 

Reinaldo Azevedo no Tweet
 
Reinaldo Azevedo
@reinaldoazevedo
Volto à questão legal: é aceitável q deputados e até uma juíza estrelem um vídeo fazendo pouco caso da máscara e atacando o distanciamento social, medidas cruciais para minorar o desastre? Podemos ficar sem uma legislação que puna tal postura de pessoas q ocupam função pública?
*
Enquanto isso, o Sargento Garcia, tbem conhecido por general Pançudo, perde tempo adesivado aeronave q vai buscar meia-dúzia de vacinas para passar a impressão de q o governo q mata pobre sufocado em hospital se importa com a saúde do povo.
*
ATENÇÃO PARA ALGO POTENCIALMENTE GRAVE: O início da vacinação pode passar a impressão de q a imunização coletiva ja está dada e de q ñ há mais risco. Precisaríamos de uma campanha forte p/ deixar claro q isso é falso. Ñ haverá. Política genocida vai continuar.
*
Estou aqui lembrando da conversa estúpida de q um governo cheio de militares seria sinônimo de eficiência. Eis aí. O governo mais militarizado da história, incluindo a fase da ditadura militar. Deu nisso. Ministro da Saúde é general da ativa. Que mácula p/ o Exército Brasileiro!
*
Sargento Garcia, o general P da hora H, tentou dar um truque até na Índia. Ali, não fosse a qualidade, ele teria se fudid... na quantidade. O general especialista em “loguística” nunca ouviu falar em salto dialético, coitado! Ele nem sabe o que é logorreia. General burro!!!
*
O “Partido Militar”, que é o “Partido da Boquinha”, e hoje o maior fator de atraso no Brasil.
*
Lugar de milico é cuidando de guerra. Há algum país querendo invadir o Brasil? Ou a gente quer invadir algum país. P q eu devo falar com militares?

milicia-no-divã-tradutora.jpg

 

14
Jan21

Ministério ignorou recomendação de trazer seringas por avião e preferiu, estranhamente, por navio

Talis Andrade

 

gal pesadello.jpg

 

Secretaria Executiva da pasta, comandada pelo coronel do Exército Élcio Franco, ignorou o alerta feito por parecer dos técnicos civis da Pasta, e optou pela entrega da seringas por navio, em vez de avião

 

O Ministério da Saúde não seguiu as orientações de técnicos da própria Pasta sobre a necessidade do Brasil adquirir seringas com entrega por frete aéreo para assegurar os insumos necessários à vacinação contra a Covid-19. A secretaria executiva do ministério, controlada pelo oficial do Exército Élcio Franco, que usa um broche de caveira, ignorou o alerta e optou que a entrega fosse feita por via marítima, "mesmo cientes das diferenças quanto ao tempo de entrega". Nesta quarta-feira (13), o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o Brasil não possui seringas suficientes para iniciar a vacinação. Essa estranha preferência deveria ser investigada, não fosse o medo que persiste desde os anos de chumbo da ditadura militar, de 1964 a 1985. Medo renovado com a Lava Jato e o golpe de 2016. 

tragédia pesadello.jpg

 

 

Segundo reportagem do jornal O Globo a previsão é que as primeiras seringas entregues por via marítima, de 1,9 milhão de unidades, chegassem no dia 25 de janeiro. Um segundo lote seria entregue somente em março. Caso o material fosse transportado por via aérea, 20 milhões de seringas teriam sido entregues em dezembro do ano passado. O alerta sobre a diferença nos prazos foi comunicado  pela Organização Panamericana da Saúde (Opas) ao Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis do ministério, em setembro de 2020. 

‘"[...] Os fornecedores cotados poderão iniciar as entregas de 20 milhões de unidades em dezembro de 2020, 17.256 milhões de unidades em janeiro de 2021 e 2.744 milhões de unidades em fevereiro de 2021 no valor total de US$ 4.679.406,76 (quatro milhões, seiscentos e setenta e nove mil, quatrocentos e seis dólares e setenta e seis centavos), já inclusos preços de produto, frete, seguro e taxa administrativa da Organização. Isto posto, este Departamento se posiciona favorável à continuidade desta aquisição, considerando o risco de não entrega das seringas pelo mercado nacional até dezembro 2020"’, destaca um trecho do documento, segundo a reportagem. 

Em resposta à Opas, cerca de um mês depois, a pasta alegou que "o cenário para aquisição da vacina para combate ao COVID-19 mudou" e disse esperar que a vacina seria disponibilizada ao Brasil “somente no primeiro trimestre de 2021". 

Ainda conforme o ministério, a “opção de modal marítimo se mostra, de forma geral, como uma opção mais econômica para o envio de cargas no comércio internacional. Assim, espera-se que, com esta nova estimativa de preços, o investimento total nesta aquisição diminua, possibilitando à Secretaria Executiva analisar este aspecto de uma perspectiva mais favorável do ponto de vista financeiro, anuindo a aquisição dos insumos por meio da OPAS/OMS, mesmo cientes das diferenças quanto ao tempo de entrega."Caveirinha - DarkSide Books

Quantos brasileiros vão morrer por falta de imunização nessa absurda, criminosa e injustificável demora? Qual o preço de uma vida ceifada pela Covid-19por falta de vacina? Terrivelmente cruel e grotesco, por falta de seringa? 

Por que o número 2 do Ministério da Saúde usa um broche de caveira?

elcio caveira.jpg

 

Escreve André Siqueira:

O Brasil não para de produzir cenas chocantes relacionadas à pandemia.

Na entrevista em que o tema principal era a quantidade de mortes por coronavírus, o secretário-executivo do órgão, Elcio Franco Filho, o número 2 do Ministério, utilizava na lapela de seu paletó um broche com o símbolo de uma caveira com uma faca atravessando o crânio.

O uso do adereço completamente inadequado para a ocasião tem a ver com a carreira de Elcio Franco Filho. Coronel da reserva desde março de 2019, ele integrou um grupo do Comandos do Brasil, forças especiais do exército que utilizam como símbolo a tal imagem da caveira com a faca atravessada.

O site do Exército brasileiro traz uma versão simplificada do significado do broche. “A caveira simboliza a morte, sempre presente nas ações desse tipo; e a faca com lâmina vermelha é o sigilo de uma missão dos Comandos e o sangue derramado pelos combatentes”.

cloroquina_thiagolucas2.jpg

 

03
Jan21

Janio: na vacinação, Bolsonaro e Pazuello agem como traidores

Talis Andrade

 

por Fernando Brito

- - -

Não é metáfora ou força de expressão o que faz, hoje, na Folha, Janio de Freitas ao acusar de traição o comportamento de Jair Bolsonaro e Eduardo Pazuello no processo de (não) vacinação dos brasileiros contra a Covid-19.

Faz tempo que diz-se aqui que não é vacinar, mas não vacinar o objetivo do governo brasileiro.

O que os dois fazem, no Código Penal Militar, no artigo 356 (e seguintes) que define como traição “(…) prejudicar ou tentar prejudicar o bom êxito das operações militares, comprometer ou tentar comprometer a eficiência militar”.

Na guerra à Covid, a mais cruenta para a humanidade nas últimas décadas, não tem sido outro o seu comportamento.

Traição de Bolsonaro e Pazuello se demonstra 
com população desguarnecida de vacinas e seringas

Janio de Freitas, na Folha

O contraste entre a dedicação corajosa do pessoal da saúde e a sabotagem da turma de Bolsonaro à imunização geral reflete, e denuncia, a falta de caráter coletivo das classes e categorias que dominam o Brasil.O alheamento dessa porção poderosa, historicamente ativa na fermentação dos golpes de Estado e, com menor necessidade, contra reduções das desigualdades, oferece o alicerce para uma traição que passa de presumida a demonstrada.

O caso das seringas é eloquente. Há mais de oito meses, ainda com Henrique Mandetta como ministro, a compra de seringas e agulhas estava em questão, inclusive com referência ao Ministério da Economia sobre verbas.

A imobilidade do governo só se rompeu há duas semanas, com um pregão em que o Ministério militar da Saúde fixou e exigiu preços abaixo dos vigentes. Só conseguiu comprar 24 em cada 1.000 seringas que dizia querer.

Por mais retardadas que sejam as mentes de Bolsonaro e do general Pazuello, é impossível admitir que levassem tanto tempo para perceber necessidade assim óbvia e, apesar disso, tão advertida a ambos. Nada os moveu. Além de entupidos nos canais da inteligência e da audição, estavam cegos para a ação do mundo todo.Bolsonaro, Pazuello e os militares do Exército ao redor de ambos deixaram o tempo correr por decisão. Foi recusa deliberada de adotar as providências simples como nas vacinações em que o Brasil e o SUS se tornaram exemplo planetário.
Nada, absolutamente nada pode explicar que Bolsonaro e Pazuello deixem a população desguarnecida de vacinas e seringas, a não ser a decisão de fazê-lo.

Dupla traição: aos deveres constitucionais das respectivas funções e à população. Logo, ao próprio país, pelas consequências sociais discriminatórias, econômicas e nas relações políticas/comerciais com o exterior.

A explicação imbeciloide recebeu seguimento do coronel Elcio Franco, secretário-executivo do Ministério militar da Saúde. Segundo ele, não houve autorização da Anvisa nem compra de vacina porque não pode “pegar a Pfizer pelo braço” para negociar.

Por que o número 2 do ministério militar da Saúde, Elcio Franco, usa um broche de caveira? Leia aqui

 

As duas explicações, como de praxe, são falsas. A verdade é que o representante da Pfizer se apresentou no ministério, em tempo hábil para o fornecimento prioritário. Tomou chás de cadeira memoráveis.

O Bolsonaro que acumula mortes, por exemplo, tem o aplauso de 58% do empresariado —os graúdos.

Dito & Feito - É o absurdo dos absurdos – Bolsonaro e Pazuello estão  prestes a desperdiçar 6,8 milhões de testes de Covid

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