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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

17
Mai18

Mídia esconde desaprovação do Judiciário gigantesca estrutura formada por 91 tribunais e seus respectivos Ministérios Públicos

Talis Andrade

Supermáquina da Justiça custava em 2014 bagatela de R$ 62,3 bilhões por ano

 

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Por Arnaldo César

 

Quase noventa por cento (para ser exato 89,35%) dos 2.002 cidadãos ouvidos, na última segunda-feira (dia 14/05), pelo instituto de pesquisa MDA (contratado pela Confederação Nacional do Transporte) desconfiam da Justiça brasileira. Algo como 90,3% afirmaram que ela não é igual para todos. Mais da metade (55,7%) consideram a atuação dela ruim ou péssima.

 

Esta parte da enquete CNT/MDA não encantou os editores do Jornal Nacional e muito menos dos demais veículos da grande mídia nacional (com exceção apenas para o Valor Econômico que se ocupou do assunto, sem maiores estardalhaços). Estes percentuais não condizem muito com o noticiário chapa branca que desejam impor aos seus leitores.

 

É bom lembrar que pesquisas de opinião a quatro meses e meio de uma eleição presidencial servem, única e tão somente, para revelarem um retrato do momento em que é feito. Nas campanhas eleitorais, mostram uma tendência. No caso específico do Judiciário, porém, apontam a total e absoluta repulsa que a maioria dos entrevistados pelo CNT/MDA tem por este Poder.

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Parcial, dispendioso e incompetente é assim que boa parte dos brasileiros enxerga essa gigantesca estrutura formada por 91 tribunais e seus respectivos Ministérios Públicos. A tão famosa cruzada contra a corrupção capitaneada pelo Supremo juntamente com as instâncias inferiores da Justiça Federal, Ministério Público e Polícia Federal, certamente, merecem da opinião pública a mesma consideração negativa.

 

Essa supermáquina criada para nos garantir o estado de direito custava, segundo dados do próprio Conselho Nacional de Justiça – CNJ – de 2014, a bagatela de R$ 62,3 bilhões por ano. Abocanhava 1,3% do Produto Interno Bruto – PIB – e era maior que o orçamento de 12 estados brasileiros. Custava e continua custando algo como R$ 306,35/ano por habitante. Está entre as mais caras e ineficientes do mundo.

 

Esta semana o “pop start” da comunidade togada, o juiz Sérgio Moro, desfilou por Nova Iorque. Num smoking digno de artista das novelas da Globo deixou-se fotografar ao lado da fina flor do capitalismo pátrio e norte-americano. Acompanhado da esposa, sorria com o semblante de quem havia cumprido a tarefa que lhe fora encomendada pelos poderosos daqui e de lá.

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Justiça seja feita, o exibicionismo não é um predicado que se manifesta unicamente no “algoz de Curitiba”. Os próceres do Supremo cultivam um fascínio incontido pelos microfones e holofotes. O pessoal do Ministério Público não dispensa uma oportunidade sequer de ir para frente das câmeras mostrar “power points” sem pé nem cabeça. Já a turma da Polícia Federal prefere ostentar seus agentes marombados e as mais loiras delegadas que a água oxigenada de farmácia consegue produzir.

 

É animador que (mesmo em uma pesquisa patrocinada por uma das mais reacionárias federações de sindicatos patronais do País) venha à tona a insatisfação dos brasileiros com a insensatez daqueles que conduzem uma estrutura vital para o fortalecimento e consolidação da jovem democracia brasileira. Isso mostra que, pelo menos neste universo de 2.002 entrevistados pela CNT/MDA, ninguém é bobo.

 

Olhando a pesquisa por este item, também pode se entender as razões pelas quais Lula – preso há mais de um mês – na corrida presidencial continua liderando com a folgada margem de 32,4% contra 16,7% do deputado Jair Bolsonaro. O mais curioso é que a cada rodada desta enquete o ex-presidente cresce 1% e seus mais próximo adversário cai 2%.

 

Lembrando sempre que pesquisa de opinião é apenas um retrato do momento, podemos concluir que o “Partido da Justiça” que trancafiou o ex-presidente, num cubículo da Polícia Federal de Curitiba, não conseguiu tirar do páreo presidencial o seu mais vigoroso postulante.

 

“A prática deslavada do ‘lawfare’ por Moro, aliada aos protecionismos e às trapalhadas recorrentes da ministra presidente do Supremo, Cármen Lúcia e ad caterva, por enquanto, não surtiram os efeitos eleitorais desejados. Ao contrário. Só serviram para que o cidadão comum – aquele que irá às urnas no dia 8 de outubro escolher no novo presidente – continue nutrindo pelos homens de toga total desprezo”.

 

É por essas e por outras que na pesquisa da CNT/MDA a boa e velha igreja católica aparece (40,1%) como a instituição em que os brasileiros mais confiam. Os Correios e a Imprensa que sempre tinham um bom desempenho neste tipo ranking, desta vez, nem aparecem na lista dos cinco mais confiáveis.

 

 

10
Dez17

Os assassinos da menina Beatriz estão no vídeo do Colégio Maria Auxiliadora de Petrolina?

Talis Andrade

 

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Na noite de 10 de dezembro de 2015, Beatriz Angélica Mota Ferreira da Silva, 7 anos, foi assassinada com 42 facadas dentro do Colégio Maria Auxiliadora, um dos mais tradicionais colégios particulares de Petrolina, Pernambuco, durante a solenidade de formatura das turmas do terceiro ano da escola. A irmã de Beatriz era uma das formandas.

 

A última imagem que a polícia tem de Beatriz foi registrada às 21h59, quando ela se afasta da mãe e vai até o bebedouro do colégio, localizado na parte inferior da quadra. Minutos depois, o corpo da criança foi encontrado atrás de um armário, dentro de uma sala de material esportivo que estava desativada após um incêndio provocado por ex-alunos do colégio.

 

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A polícia divulgou ainda que o local onde o corpo foi achado estava absolutamente escuro à noite, que é de difícil acesso e ainda estava interditado, porque no dia 16 de outubro ex-alunos do colégio atearam fogo na área. Após o incêndio, a sala foi desativada, ficando cheia de fuligem e de objetos queimados. Ex-alunos filhos de famílias ricas de Pernambuco e da Bahia, principalmente das cidades de Petrolina e Juazeiro.  

 

Quem é capaz de incendiar um colégio tem capacidade para outros crimes, não precisamente de matar uma criança, mas indica algo de podre no Maria Auxiliadora.

 

O que motivou o incêndio? Simplória molecagem de playboys?   

 

O local exato onde ocorreu o crime nunca foi revelado pela polícia. Uma leitora do G1 (jornal O Globo), Mayara Alencar comenta: "O mistério de onde ela foi morta todo mundo sabe. Foi na sala do balé onde a escola mandou reformar e trocar o piso".   

 

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 O censurado local do crime. Uma festa de formatura no Colégio Maria Auxiliadora 

 

 

Às 21h09, Beatriz conversa com a mãe Lúcia Mota. É o momento em que ela insiste para beber água no bebedouro que fica próximo ao local onde estão sentadas. Ela levanta e sai. É a última vez que a menina aparece nas imagens oficiais da festa. Às 21h25 os familiares ficam inquietos procurando Beatriz, a mãe, Lúcia é vista passando próximo ao palco. Menos de 15 minutos depois de Beatriz sair de junto da mãe, ela começou a ser procurada.

 

Que fique bem marcado o tempo. Da menina Beatriz descer a escada, ir ao bebedouro, beber água, ser abordada por um dos criminosos, ser carregada viva para uma sala, levar 42 facadas, o cadáver ser transportado para um depósito. Tudo ocorreu sem a preocupação do flagrante e, pelo menos, um dos envolvidos saiu do colégio encharcado de sangue, ou tomou banho e trocou de roupa dentro do Maria Auxiliadora. 

 

O crime foi premeditado, e praticado por pessoas que conheciam e tinham acesso a diferentes salas do colégio. Cerca de 200. E possuíam as chaves. De três chaves que dão acesso aos locais usados pelo(s) assassino(s) e cúmplices. O sumiço foi notado pela direção 10 dias antes. 

 

Dois meses após o crime, a polícia divulgou um retrato falado do suspeito (?) de matar Beatriz. O perfil foi construído com base em depoimentos de três testemunhas, sendo uma delas a própria mãe. Por premonição? Talvez aí o erro do retrato de uma pessoa raivosa, de um cão danado, porque o único mal vestido, pobre e mulato de má aparência da festa. 

 

Dois anos depois ninguém conseguiu identificar o suspeito, relacionado com funcionários do colégio, que o assassino do perfil conhecia bem o local vandalizado, sabia onde esconder o cadáver (atrás de um armário de um depósito interditado), o que indica algo falso no retrato divulgado pela polícia, talvez um bode expiatório. 

Ninguém possui todo tempo feições tão raivosa.

Ninguém possui para todo sempre feições tão raivosas

 

Nenhum assassino profissional daria 42 facadas, ou usaria uma faca, porque preveria as vestes manchadas de sangue dificultariam uma fuga sem que fosse facilmente identificado e preso.

 

Matar uma pessoa com 42 facadas não é coisa de profissional contratado, e sim de quem tem muito ódio, muita raiva contida, que jamais poderia ser provocada por uma criança de 7 anos, escolhida aleatoriamente, que antes outra criança foi abordada, e a vítima não sofreu nenhum abuso sexual.  

 

O que a menina Beatriz viu? Quem sabe se no andar inferior da quadra acontecia outra festa bem particular e mais animada? 

 

Por que essa convicção de um único executante? 

 

Escondido em um local previamente escolhido e de difícil acesso, o corpo de Beatriz foi encontrado na noite da festa, por volta das 21h50, cerca de 40 minutos após ter desaparecido. Ela tinha ferimentos de faca no tórax, membros superiores e inferiores. A faca usada no crime foi encontrada próximo à criança. Os ferimentos nas mãos e braços significam que a menina reagiu. Beatriz tinha apenas 7 anos, uma frágil menina. Um feito fisicamente impossível se seu agressor tem 1m70, e pesa 70 quilos. 

 

Por que a desconfiança discriminatória listando como assassinos e cúmplices apenas os funcionários mais humildes: serventes, porteiros e seguranças? Estudantes foram investigados, principalmente os formandos que sempre promovem uma segunda festa para depois da solenidade, com bebidas e drogas?  

 

Por que apenas um retrato falado, quando a própria polícia considera a participação de outros criminosos? 

 

Segundo o delegado responsável pelo caso, Marceone Ferreira, e o perito criminal Gilmário Lima, quatro homens e uma mulher foram identificados e podem estar envolvidos na morte de Beatriz.

 

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Que escondem esses funcionários?  

 

De acordo com Sandro Mota, pai da garota, o Ministério Público de Pernambuco tem posse de imagens que denunciariam a identidade de cúmplices no crime. Ele também acusa a escola de atrapalhar o processo de investigação da morte da filha. Segundo Sandro, o colégio teria apagado as imagens das câmeras internas. "Eu quero pedir a prisão dessa pessoa que apagou as imagens e também quero denunciar que a escola escondeu e apagou essas provas", comentou o pai da menina, em um dos protestos. 

 

Quantos vídeos foram apagados? De acordo com Lucia Mota, mãe da criança, o da solenidade foi recuperado pela polícia. "O melhoramento da imagem foi feito agora. Com fé em Deus que alguém vai reconhecer o executor, porque ele tem nome, sobrenome, ele tem amigos, ele tem vizinhos. E nós vamos chegar até ele. Nós vamos chegar até todos, ao mandante, quem colaborou, quem atrapalhou. O estado tem que prender todos".

 

Apagar um vídeo constittui um ato de obstruir de forma proposital a justiça. Quais pessoas importantes o colégio quis proteger?  

 

Por que retrato desenhado se existem imagens de filme? 
 

 

 

 

 

 

 

 

  

07
Ago17

O grito dos franciscanos: nem um direito a menos!

Talis Andrade



Dirão que é comunismo, mas é o Papa Francisco!

 

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Franciscanos e franciscana no Capítulo Nacional das Esteiras, em Aparecida

 

 

 

Um encontro histórico dos franciscanos e franciscanas de todo o Brasil proclamou em carta aprovada por unanimidade neste domingo (6) a adesão incondicional ao papado de Francisco e definiu como missão: “participar da reconstrução da Igreja com o Papa Francisco e reconstruir o Brasil em ruínas”. Trata-se de uma citação de um dos momentos mais conhecidos e cruciais da trajetória de São Francisco que, em 1205, na abandonada igreja de São Damião, em Assis, ao contemplar um crucifixo ouviu o que lhe parece uma mensagem direta: “Não vês como está a minha Igreja? Está em ruínas. Vai, e reconstrói a minha Igreja”. O mantra do encontro, repetido por quase todos os palestrantes e nas homilias durante as missas foi: voltar a Assis –retomar o espírito original de São Francisco.

 

Mais de mil franciscanos e franciscanas estiveram presentes à Conferência da Família Franciscana do Brasil, que se reuniu desde a quinta-feira (3) em Aparecida (SP). O “sabor de Francisco” convergiu com o reencontro dos parâmetros fundamentais da Teologia da Libertação latino-americana e, em sua carta, os franciscanos afirmaram em espírito de oração: “’Óh Mãe preta, óh Mariama, Claro que dirão, Mariama, que é política, que é subversão, que é comunismo. É Evangelho de Cristo, Mariama!’, ainda assim, invocamos suas bênçãos sobre toda a nossa família e sobre um Brasil sedento de Paz – fruto da justiça, do bem e da Misericórdia de Deus” –leia a íntegra da Carta de Aparecida.

 

Um dos trechos da carta é todo vazado a partir da melhor tradição da teologia latino-americana, severamente reprimida durante os 35 anos da restauração conservadora sob João Paulo II e Bento XVI: “A realidade ecológica e sócio-política-econômica do nosso país nos exige compromisso profético de denúncia e anúncio. Assistimos, tomados de ira sagrada, à violação dos direitos conquistados, através de muitos esforços, empenhos e articulação pelo povo brasileiro. Por isso, não podemos deixar de nos empenhar junto aos movimentos sociais na luta ‘por nenhum direito a menos’, contra golpes, reformas retrógadas e abusivas conduzidas por um governo ilegítimo, um parlamento divorciado dos interesses da população e uma justiça que tem se revelado fora dos parâmetros da equidade que no lugar de fortalecer o papel do Estado para atender às necessidade e os direitos do mais fragilizados, favorece os interesses do grande capital”.

 

Foram quatro dias marcados pela emoção e o compromisso, com representantes dos mais de 20 mil religiosos da Primeira Ordem (Frades Menores, Frades Menores Capuchinhos, Frades Menores Conventuais), da Segunda Ordem (Irmãs Clarissas), da Ordem Franciscana Secular (leigos), da Juventude Franciscana (leigos), da Terceira Ordem Regular (TOR), das Congregações e Movimentos simpatizantes de Francisco e Clara de Assis presentes no Brasil -se você quiser ler uma cobertura detalhada do encontro pode clica no site da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil (aqui).

 

O encontro teve o título de Capítulo Nacional das Esteiras, símbolo da simplicidade, pobreza e disponibilidade franciscana. O espírito de retomada esteve patente, conforme assinalou a carta: “As partilhas realizadas nesses dias nos levam a afirmar: vivemos um verdadeiro Pentecostes. Neste sentido, o Capítulo nos chamou a um revigoramento do Carisma e nos levou a fazer memória da herança, da inspiração originária que deu início ao movimento franciscano. A experiência das esteiras nos leva a retomar nossa vocação enquanto peregrinos e forasteiros.”

 

Franciscanos e franciscanas conclamaram à construção de “um novo horizonte utópico” fundado nas bases históricas do país “marcadas pelo sangue dos pobres e pequenos, indígenas, mulheres e jovens negros, por um extrativismo desmedido e destruidor, por uma economia que exclui a maioria, por destruição de povos, culturas e da natureza.”

 

Um dos centros da reflexão do encontro foi a Laudato si – sobre o cuidado da casa comum, encíclica de Francisco sobre o planeta, que se abre exatamente com uma oração de São Francisco: “’LAUDATO SI’, mi’ Signore – Louvado sejas, meu Senhor’, cantava São Francisco de Assis. Neste gracioso cântico, recordava-nos que a nossa casa comum se pode comparar ora a uma irmã, com quem partilhamos a existência, ora a uma boa mãe, que nos acolhe nos seus braços: ‘Louvado sejas, meu Senhor, pela nossa irmã, a mãe terra, que nos sustenta e governa e produz variados frutos com flores coloridas e verduras’” – a íntegra da encíclica aqui.
[Mauro Lopes]

 

25
Mai17

O brasileiro analfabeto político

Talis Andrade

O Brasil possui, oficialmente, 35 partidos políticos, e uma dezena espera registro no Tribunal Superior Eleitoral.

Todos recebem verbas dos cofres públicos, através de um fundo partidário sem prestação de contas e secretos gastos. 

Em 2005, o governo destinava R$ 289,5 milhões para o fundo, mas o valor foi elevado para R$ 867,5 milhões. 

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MAIS PARTIDOS, MAIS CORRUPÇÃO, MAIS ANALFABETOS POLÍTICOS

 

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O ANALFABETO POL_TICO.jpg

 

Não interessa ao Executivo, ao Legislatico, ao Judiciário realizar plebiscito, referendo, e as centrais sindicais, que também dependem do bilionário imposto sindical, jamais promoveram uma greve geral.

Apenas dois eventos arrastam o povo:

O carnaval do Galo da Madrugada no Recife e a procissão católica do Círio de Nazaré em Belém do Pará.

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