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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

O CORRESPONDENTE

12
Jun22

General, o senhor não comanda o TSE

Talis Andrade

Generais da Ditadura Militar no Brasil | Caricaturas de pessoas, Ditadura  militar, Caricaturas

 

por Fernando Brito

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O atrevido ofício mandado pelo General Paulo Sérgio de Oliveira (aqui, na íntegra) ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luiz Edson Fachin, é um documento do qual escorrem ameaças das entrelinhas.

Aliás, ele é a maior prova do erro absurdo que foi o ex-presidente do TSE, Luís Roberto Barroso ter convidado as Forças Armadas a indicar um representante para colaborar na estruturação do processo eleitoral.

Todos sabem que Jair Bolsonaro, com seu faro de lobo, viu nisso a possibilidade de fazer com que militares passassem a pretender reger o sistema de votação e de apuração das urnas.

E os comandantes militares, pressurosamente, pegaram à unha a oportunidade que o TSE lhes abriu e, agora, exigem que suas interferências sejam aceitas, dizendo que as Forças Armadas “não se sentem devidamente prestigiadas” pelo Tribunal que, ingenuamente, deu entrada a quem. ao contrário de todas as outras instituições convidadas está à beira de fazer um ultimato aos juízes eleitorais.

Citar, em negrito, que a missão constituicional das Forças é “a garantia da lei e da ordem” (como quase sempre, cavilosamente, omitindo que apenas quando convocada pelos poderes civis) e, em vários outros momentos, pretendendo dar lições legais e jurídicas ao Tribunal não é só uma impropriedade, é uma ameaça.

E foi um colega seu, oficial-general, quem disse que homem armado não faz ameaça.

De tuítes e ofícios malcriados, ainda há volta.

Depois disso, só retirada e daquelas com baixas e sem honras.

gorilla tattoo idea | Gorilla tattoo, Gorillas art, Monkey art

A figura caricatural do gorila nos discursos da esquerda

OS MAUS MILITARES E OS PÉSSIMOS CIVIS | Jornalistas Livres

01
Abr22

CPI, auditoria no fundão de 2 bilhões e 500 milhões da Lava Jato de Moro e Dallagnol

Talis Andrade

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Quanto mais ruim, pesado, antiquado, conservador, careta, retrógado, extremista, bitolado um candidato, mais caro. É preciso gastar muita grana para a candidatura decolar. Precisa da grana do fundão de 2 bilhões e 500 milhões, criado por Deltan Dallagnol, com dinheiro desviado, e nunca investigado, da "vítima" Petrobras. Botija depositada, no dia 30 de janeiro de 2019, em uma especial e camarada e secreta conta gráfica pra lá de safada, de complacente, de mafiosa. Uma conta que precisa ser auditada. Um fundão que carece uma CPI para explicar a facilidade do depósito, como uma dinheirama sai da Petrobras porque Dallagnol pede como se fosse cousa pouca, um tostão furado, uma titica de marreco. 

Só da Petróbras foi para nas mãos leves de Dallagnol, da turma do juiz ladrão, mais de dois bilhões e quinhentos milhões, importante repetir, porque neste Brasil do orçamento secreto, do sigilo de cem anos, da ditadura que matou e torturou milhares continua sendo louvada por marechais e pelo presidente Bolsonaro como se o Brasil fosse uma republiqueta de banana e vivesse nos tempos de chumbo de Pinochet, de Stroessner, de Salazar, de Franco, de Mussolini, de Hitler, de Castello Branco, de Costa e Silva, de Médici, de Geisel e de Figueiredo. 

Nem começou a campanha, o Phodemos calcula que teve despesas de cerca de R$ 3 milhões com a pré-candidatura a presidente do juiz suspeito Sérgio Moro, que foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por parcialidade contra o ex-presidente Lula nas ações da Lava Jato. 

Nas contas da legenda, teve gastos como R$ 210 mil na filiação de Moro; R$ 248 mil em segurança privada para o ex-ministro; R$ 110 mil em passagens e hospedagens para ele se deslocar pelo país; R$ 600 mil em pesquisas de intenção de voto; R$ 60 mil na equipe jurídica e R$ 70 mil com fotografia. Além disso, Moro recebeu um salário mensal de R$ 22 mil.

Segundo o jornal O Globo, ao deixar o Phodemos, Moro e aliados alegaram que a legenda não tinha estrutura para sustentar uma campanha presidencial, e que o objetivo da presidente da sigla, Renata Abreu, era priorizar a eleição das bancadas no Congresso. Phodemos dispõe de cerca de R$ 200 milhões para este ano, sendo que quase metade desse valor ficaria à disposição de Moro, enquanto o União Brasil, novo partido do ex-ministro, tem o maior caixa do País, estimado em mais de R$ 1 bilhão. 

É isso aí. Moro aprendeu com Dallagnol: permanece de olho nos fundões. No fundo partidário. No fundo eleitoral. Foi para outro por mais dinheiro. 

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28
Mar22

Pau-de-arara: a ferramenta de trabalho favorita para tortura no DOPS de Pedro Seelig

Talis Andrade

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III - Morre um torturador: encoberto pela mídia, isento pela Justiça, condenado pela História

 

por Luiz Cláudio Cunha - Jornal GGN

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O sequestro dos uruguaios, afinal revelado pela repentina aparição de dois repórteres de Veja no apartamento de Lilián, no momento em que era mantida prisioneira pelo comando binacional da Condor, quebrou o necessário sigilo da operação encoberta e jogou sobre ela os inesperados holofotes da imprensa e da Justiça. O sequestro frustrado de Porto Alegre é a única operação da Condor que fracassou no continente, já que impediu a tétrica rotina carcará que fazia suas vítimas serem capturadas, torturadas e mortas.

                                                                                                                                        Ricardo Chaves

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Seelig, Irno e Didi Pedalada : a repressão de 1964 senta pela primeira vez no banco dos réus

 

Graças à denúncia da imprensa, Universindo e Lilián deixaram de ser mortos, apesar de presos e torturados. Assim, pela primeira vez no Brasil, agentes do intocável aparato repressivo de 1964 tiveram que sentar no banco de réus, na Justiça Federal de Porto Alegre, para responder por seus crimes políticos. O delegado Pedro Seelig e seus dois agentes do DOPS, o inspetor João Augusto da Rosa, o ‘Irno’, e o escrivão Orandir Portassi Lucas, o ‘Didi Pedalada’ – que receberam com pistola na cabeça o repórter Luiz Cláudio Cunha e o fotógrafo João Baptista Scalco –, tiveram o inédito constrangimento de ouvir, como réus, os testemunhos sobre o crime transnacional praticado.

No seu voto corajoso, o juiz Moacir Danilo Rodrigues deu uma bofetada moral na ditadura, que sempre tratou o caso como mero ‘desaparecimento’, reconhecendo na sua decisão final que havia ocorrido, sim, um sequestro. Por limitações da lei, o magistrado teve que condenar ‘Irno’ e ‘Didi Pedalada’, os dois agentes de Seelig que receberam armados os jornalistas no apartamento de Lilián, ao crime menor de abuso de autoridade – com a pena de seis meses de detenção, beneficiada pela suspensão do sursis, e a proibição de trabalhar por dois anos na região de Porto Alegre. O criminoso maior, o delegado Seelig, executivo principal do sequestro, acabou não sendo condenado por “falta de provas”, apesar das maciças evidências contra ele.

Além da tecnicalidade da decisão, restava a certeza de que as provas que faltaram contra Seelig estavam naquele momento, julho de 1980, penduradas sob tortura nas masmorras de Montevidéu. Sequestrados em Porto Alegre, Universindo e Lilián foram condenados a cinco anos de cárcere pela servil Justiça Militar de seu país pelo falso crime de ‘invasão do Uruguai’. Foram libertados em 1983, para confirmar aos jornalistas o que todos sabiam: Pedro Seelig era o homem que os sequestrou e torturou na capital gaúcha.

 

A ditadura no banco dos réus

 

O delegado torturador também só escapou da prisão porque não teve contra ele o testemunho devastador de Adélio Dias de Souza, 34 anos, o bilheteiro da empresa TTL na Rodoviária que viu o exato momento, naquele domingo, em que Seelig prendeu Lilián pelo braço. Como milhões de brasileiros, Adélio temia a ditadura – e, como gaúcho, temia ainda mais o afamado Seelig. Uma última tentativa de convencimento sobre Adélio foi na casa do promotor Dirceu Pinto, responsável pela acusação no caso do sequestro. O bilheteiro tinha razões maiores para temer: sua mulher, Carmen, estava grávida de seis meses do segundo filho. Quando o promotor lhe garantiu segurança e proteção para depor como testemunha de acusação, Adélio respondeu com uma pergunta certeira, que assombrava a cabeça de todo brasileiro sensato: – Proteção contra o DOPS, doutor?

O bilheteiro Adélio não gozava da proteção que amparava o delegado Seelig. Em meados de agosto, três semanas após a decisão do juiz reconhecendo o sequestro, o general Antônio Bandeira, comandante do III Exército, concedeu a Seelig a Ordem do Mérito Militar, no grau de Cavaleiro. No final de dezembro, o governador Amaral de Souza promoveu Seelig a delegado de quarta classe, o ponto mais alto da hierarquia policial. O delegado do DOPS atingira, enfim, o topo da carreira. Graças ao sequestro, contudo, caíra no fundo do poço de sua premiada e atribulada biografia na repressão brasileira.

Com o peito estufado de medalhas e a incômoda notoriedade de seu retumbante fracasso, Seelig submergiu no ocaso melancólico da ditadura, rumo ao silêncio da aposentadoria, na placidez da velhice e no conforto de sua eterna impunidade. Até morrer na terça-feira, 8 de março, aos 88 anos.

 

O fracasso do jornalismo

 

O que não morreu, porém, foi a crônica e cúmplice preguiça da imprensa no tratamento, agora, de uma personalidade tão complexa e devastadora. A grande imprensa nacional deu pouco espaço à sua biografia sangrenta e destacou apena o detalhe burocrático de que ele fazia parte da lista de 377 responsáveis por grave abusos de direitos humanos na ditadura, segundo a Comissão Nacional da Verdade. A imprensa nativa e cordial do Rio Grande do Sul fez ainda pior, com o agravante de saber, com mais precisão, do verdadeiro caráter da personagem que morria.

REPRODUÇÃO

 

Correio do Povo gagueja na sua covardia: diz que foi a equipe de Seelig, não ele, que torturava

 

Os dois principais jornais do Rio Grande do Sul afundaram na mediocridade e na indolência que leva ao conluio, sinônimo de cumplicidade. A dimensão repressiva e a esteira de sangue que Seelig deixou para trás merecia o rigor jornalístico que o personagem exige, sob o perigo de se cometer um crime de lesa-memória. O Correio do Povo, hoje subjugado pelos pastores da Igreja Universal do governista bispo Edir Macedo, teve o cuidado de não ofender as convicções autoritárias do capitão-presidente Jair Bolsonaro, que defende a ditadura e os torturadores. Escreveu um obituário miserável, de 25 linhas e apenas 303 palavras, que deixaria até um pastor envergonhado pelo péssimo e omisso jornalismo.

O texto gagueja para não dizer que Seelig foi o maior torturador gaúcho, um dos principais do Brasil. Abusa das palavras ‘suspeito’ e ‘suposto’ para dizer que Seelig é apenas suspeito pelo sequestro dos uruguaios, um ‘suposto’ crime praticado pelas duas ditaduras. Em absolvição plenária, diz que o delegado é ‘suspeito’ de ser um dos nomes fundamentais da repressão de 1964 e informa que ele foi citado, em CPIs da Assembleia por ‘supostos’ crimes contra opositores do regime. E não deixa de fazer uma ressalva: Seelig comandava “uma equipe que foi acusada” (a equipe, não o delegado) de praticar e estimular a tortura.    

Muito pior fez o principal jornal gaúcho, a Zero Hora¸ que capengou em um jornalismo relaxado e fundamentalmente comparsa. Não conseguiu fingir agilidade nem em sua decantada edição digital. Seelig morreu na terça-feira, 8, e a notícia já disparava pelas redes sociais, na manhã seguinte, 9. Apesar disso, o distraído portal da ZH só conseguiu dar a notícia da morte de um policial tão importante quase no final da noite de quarta-feira, às 22h07. O texto foi atualizado nove horas depois, já na manhã de quinta, 10, às 7h35, sem conseguir agregar nenhum detalhe ao texto insosso da noite anterior. A começar pelo título indulgente, simplório e apaniguado:

“Aos 87 anos, morre Pedro Seelig, ex-delegado da Polícia Civil”.

 

A Zero Hora e seu texto servil e desinformado: burocrático, simplório, revoltante

Deu a notícia enrolada em falsa neutralidade, com infame distanciamento, como se fosse a morte de um cidadão comum, da rotina do serviço público, não o mais controverso e contestado agente do aparato repressivo da ditadura no Sul, sempre relacionado à tortura. O texto da Zero Hora, de apenas 246 palavras e enxutas 21 linhas, mais abreviado do que o telegráfico registro do Correio do Povo, deixaria assombrado o mais modorrento redator do Diário Oficial.

Oficialista, o jornal cedeu um terço de seu desinformado espaço para a nota previsível e lamentosa da diretoria da Associação de Delegados, que Seelig integrou várias vezes. Depois, com o devido recato, registrou levianamente, sem detalhes, que o delegado foi ‘acusado’ de participar de casos de detenção ilegal e tortura, mas nunca foi condenado, por “falta de provas”. Não houve nenhum esforço, nem nos dias seguintes, para ouvir os inúmeros sobreviventes de dor e sofrimento espalhados por Porto Alegre que passaram pelos comprovados suplícios praticados no DOPS sob o comando de Seelig.

                                                                                                                                                                     Reprodução

 

A morte oculta de Seelig na ZH:  obituário sem foto, entre motorista de cervejaria e treinador irlandês

 

No obituário complacente da edição impressa, na quinta-feira, o mesmo texto imprestável da digital foi reproduzido, sem uma vírgula de atualização. Em vez de uma reportagem ampla, dois dias após a morte, detalhando o que foi a vida e a obra sanguinária de Seelig, a notícia protocolar de sua morte foi confinada à rebaixada página do Obituário, naquele dia dedicado a três mortos: o irlandês Frank O’Farrel, um desconhecido treinador de futebol que comandou craques dos anos 1960 no Manchester United, e o gaúcho Victor Wartchow, um ex-motorista de caminhão de 82 anos. Um e outro com foto.

No centro, no espaço confinado de uma coluna, a nota insossa e repetida da morte de Pedro Seelig, sem fotos. O texto da ZH encerra com um primor de desinformação e desatino histórico. Diz que Lilián e Universindo, depois de sequestrados para o Uruguai, “lá foram libertados graças a uma denúncia em reportagem feita por jornalistas da revista Veja”. Falso. Os jornalistas denunciaram o sequestro, que é o que lhes cabia. Os uruguaios sequestrados e torturados foram condenados e cumpriram cinco anos de pena por “invasão” do Uruguai, até serem libertados pelos militares – e não pela imprensa – em 1983.

Se fosse menos leniente, a redação do jornal poderia fazer um jornalismo elementar, sem maiores esforços, apenas consultando o seu próprio arquivo. Lá encontraria, na edição de 22 de novembro de 1993, a fulgurante primeira página do jornal, anunciando um caderno especial de oito páginas que Zero Hora fez, com destaque, sob um título inspirador: ”EXCLUSIVO – 15 anos do sequestro dos uruguaios – O fim dos segredos”.

                                                                                                      Reprodução Arquivo Zero HoraC:\Users\LCCunha\Documents\RASCUNHOS\SEELIG\SEELIG - CADERNO ZH 1993.jpgC:\Users\LCCunha\Documents\RASCUNHOS\SEELIG\ZH ADELIO CADERNO.jpg

 

Vexame jornalístico: o caderno especial e o ‘furo’ que Zero Hora esqueceu no seu arquivo

 

É uma reportagem apurada e assinada em 1993 pelo mesmo repórter que fez a denúncia na Veja em 1978, Luiz Cláudio Cunha, então chefe da sucursal da Zero Hora  em Brasília – e agora autor deste texto no OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA.                        

Uma das revelações relevantes e inéditas do caderno de ZH era a identidade do bilheteiro Adélio, da Rodoviária, denunciando pela primeira vez o momento exato da prisão de Lilián pelo próprio Seelig, sem as bobas condicionantes e ressalvas que o jornal faz agora para absolver o delegado morto.

Por incrível que pareça, ZH esqueceu o seu próprio ‘furo’!

Mais lamentável do que a morte de Seelig, um notório torturador que sucumbiu sem contar nada do que sabia e sem pagar nada pelo que cometeu, é constatar a escassez de repórteres nas ruas e a falta de coragem política no comando das redações para exercer um jornalismo de qualidade e de relevo, essenciais para manter o leitor informado.

O desprezível desempenho da imprensa, agora, no episódio da morte de um dos principais torturadores do país deveria ser tema de estudo intenso e aceso debate nas redações e nas escolas de jornalismo.

Tudo isso é fundamental para cumprir o mesmo e perene compromisso que todo cidadão tem – especialmente nós, jornalistas e executivos de redação – para denunciar sempre a tortura e a ditadura.

Para que não se esqueça, para que nunca mais aconteça!

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20
Jul21

A fraude do general Médici e as pensões militares hereditárias

Talis Andrade

TRIBUNA DA INTERNET | O fato concreto é que há algo de podre, muito podre,  na reforma da Previdência

por Jeferson Miola

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Reportagem do site Metrópoles mostra que pelo menos 400 filhas [alegadamente] solteiras de militares recebem pensão vitalícia, mas são sócias de empresas com capital social acima de R$ 1 milhão [aqui] e, portanto, possuem renda própria e independência financeira. Neste ano, a União deverá desembolsar cerca de R$ 43 milhões para pagar pensão somente a este seleto grupo de 400 “senhoritas”.

Em reportagem de 2 de julho, o Estadão mostrou que 137,9 mil filhas de militares recebem pensão vitalícia, sendo que dezenas delas ganham acima do teto constitucional de R$ 39,3 mil, algumas inclusive “mais de R$ 100 mil líquidos, já depois dos descontos” [aqui].

Os gastos da União com o pagamento a pensionistas de militares somaram R$ 19,3 bilhões em 2020, consumindo absurdos 20% de todo orçamento do Ministério da Defesa. E as supostas filhas solteiras correspondem, sozinhas, a 60% do total de 226 mil pensionistas militares. A pensão mais antiga é paga desde o ano 1930 do século passado. 

Auditoria do Tribunal de Contas da União em junho passado identificou que o governo maquiou dados atuariais para penalizar os servidores civis e privilegiar os militares na reforma previdenciária. Nos cálculos atuariais, o governo escondeu o rombo de R$ 52,7 bilhões causado pelas despesas com pessoal militar e aumentou artificialmente R$ 49,2 bilhões nas despesas previdenciárias com servidores civis da União.

O pagamento de pensão vitalícia a filhas solteiras de militares é ainda mais indecoroso quando se sabe que esta condição é impensável para as filhas de trabalhadores/as civis que, mesmo muitas vezes vivendo na miséria, ficam desamparadas pelo Estado ao longo da vida.

O site IG [aqui] registrou situações de familiares dos generais que comandaram o poder na ditadura:

  • três netas do general Humberto Castello Branco [ditador entre 1964/1967] receberam R$ 92 mil em 2020, uma média de R$ 7,6 mil mensais;
  • a nora do ditador Artur Costa e Silva [1967/1969] recebeu R$ 524 mil em 2020 cumulativamente como viúva do marido [coronel] e filha de tenente-coronel;
  • sobrinha do ditador Ernesto Geisel [1974/1979] recebeu R$ 384 mil de pensão em 2020, uma média de R$ 32 mil por mês, como dependente do pai, o general Orlando Geisel.

Não bastassem estas aberrações, há casos em que a “transmissão hereditária” deste privilégio obsceno é concretizada por meio de fraude, como a praticada pelo general Emílio Garrastazu Médici, o atroz ditador do período 1969/1974.

A Revista Fórum [aqui] apontou que “aos 79 anos, ele adotou a neta Cláudia Candal, um ano e oito meses antes de morrer. Onze dias depois da adoção, em fevereiro de 1984, o general declarou a filha adotiva como beneficiária na Seção de Pensionistas do Exército. Cláudia tinha 21 anos, não residia com o avô e tinha pai vivo com emprego de alta remuneração”.

Com a morte do general em 9 de outubro de 1985, a viúva Scylla Gaffrée Nogueira Médici recebeu a pensão militar por quase 20 anos, até falecer em janeiro de 2003. A partir de 1º de março de 2003, a neta-filha do ditador, Claudia Candal Médici, já ao redor dos 50 anos de idade, herdou a polpuda e integral pensão militar que receberá vitaliciamente, até o último dos seus dias.

O holerite de março de 2021 acessado no Portal da Transparência [aqui] mostra que a neta-filha de Médici recebeu R$ 32.213,10. A ficha funcional descreve-a como pensionista filha, com direito à proporcionalidade de 100% no valor da pensão em relação ao salário da ativa e com designação no posto de marechal [sic].

Tanto mais se joga luz sobre a vida castrense – que se caracteriza pela opacidade e hermetismo –, mais urgente fica a necessidade das instituições civis e do poder civil passarem a exercer o controle e a fiscalização das instituições militares.

Afinal, as Forças Armadas não fabricam seu próprio dinheiro para fazer frente aos mais de R$ 100 bilhões que consomem do orçamento público nacional todo ano – 85% somente para o pagamento de pessoal da ativa, da reserva e pensionistas.

 

05
Nov20

Bolsonaro traz para a Petrobrás experiência desastrosa de 289 mortes da Vale do Rio Doce privatizada!

Talis Andrade

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por Emanuel Cancella

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Os acidentes ambientais em Mariana(faz 5 anos), junto ao de Brumadinho em Minas Gerais, envolvendo a Vale, os maiores do Brasil, quiçá no mundo, que inclusive superam as 182 mortes em Beirute (15), com a explosão no porto. São 19 mortos em Mariana e 270 em Brumadinho (13).  

Ninguém foi preso, as famílias das vitimas aguardam reparação, rios estão mortos, e o pior: a ameaça de novos acidentes (11,12).  

No governo FHC, a Vale do Rio Doce foi vendida por R$ 3.3 BI. Só de ouro tinha 4 vezes esse valor (2).

Bolsonaro, quando deputado, falou em fuzilar FHC por vender a Vale do Rio Doce e nossas reservas petrolíferas (3). E hoje, Bolsonaro presidente indica dois executivos da Vale privatizada para dirigir a Petrobrás: Presidente da Petrobrás, Castello Branco, e para presidir a Transpetro, Cristiane Marsillack (4,5).

O ex presidente da Aepet Ricardo Maranhão, depois de Bolsonaro vender a BR Distribuidora, demitir 600 petroleiros, centenas de contratados, reduzir em 30% os salários dos que ficaram na empresa, anunciar, com apoio do STF, a venda de metade das refinarias da Petrobrás, chama o indicado de Bolsonaro, Castello Branco, de liquidante da Petrobrás (8,9,10,16).

Castello Branco, alem de liquidante da Petrobrás, liquida os direitos trabalhistas dos petroleiros. Já aumentou a participação dos petroleiros de 30% para 40% no plano de saúde, AMS e no PED – Plano de Equacionamento de Déficit, onde os petroleiros ativos e aposentados, mesmo sem nunca terem sido gestores da Petros, estão pagando, por rombo, no mínimo, com 13% de seu salário, e de forma vitalícia. 

Bolsonaro pune os petroleiros que ganharam pela 4ª vez o premio OTC em Houston nos EUA, e premia executivos da Vale privatizada (6).

FHC que doou a Vale do Rio Doce não foi preso, muito pelo contrario. Veja o que disse o chefe da lava Jato que investigou a Petrobrás, juiz Sergio Moro, sobre FHC, em gravação do The Intercept Brasil:

O ex-juiz Sergio Moro decide opinar sobre as suspeitas contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, e diz que acha ‘questionável’ mexer com FHC, pois ‘melindra alguém cujo apoio é importante’”(1).

Lava Jato considerou o apoio de FHC importante, mesmo ele envolvido em corrupção na Petrobrás, em algumas com o proprio filho, Paulo Henrique Cardoso (7).   

É por isso que 67%, a maioria dos brasileiros, são contra as privatizações nas estatais (17)!

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Destruir a Petrobras fhc fernando henrique.png

 

07
Set20

Coringa anuncia a armação do STJ e direção da Petrobrás

Talis Andrade

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Petrobras sede no Rio

 

por Emanuel Cancella

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Coringa, narrando diálogo de Noronha e Castelo Branco:

Diz Carlos Castello Branco:

_ Eu sou liquidante da Petrobrás, ou melhor dizendo, sou presidente. Pois é, Noronha, eu preciso diminuir o salário dos petroleiros para, quando entregar a Petrobrás fatiada, o custo dos nossos parceiros assim será menor nos salários.

 _ Eu já vendi a BR Distribuidora, a preço de banana. Imagine! A 2ª maior empresa, em faturamento, só perdendo para a Petrobrás holding. Quando  também demiti 600 petroleiros e centenas de contratados e ainda diminuí, em 30%, os salários dos que ficaram, ou os mandava também para rua (1).

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BR Distribuidora

 _ E agora eu vou também entregar metade das refinarias da Petrobrás e outros ativos, mas os potenciais compradores reclamam que o salário dos petroleiros é alto (2).

Replica Noronha:

_ Mas não foram esses funcionários que desenvolveram tecnologia inédita no mundo permitindo a descoberta do pré-sal? E por causa disso, a Petrobrás ganhou 4 vezes o prêmio OCT, considerado o “Oscar” da indústria do petróleo. Essa turma merecia até um prêmio (3,4).

Noronha: Carrasco de Brumadinho, desculpe, liquidante da Petrobrás, desculpe Presidente: caramba, eu não consigo olhar para você e não lembrar dos acidentes de Mariana  e  Brumadinho, que morreram 272 pessoas.

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 Volta a Castelo Branco:

_ Noronha, até você? Eu só era diretor da Vale privatizada, não tenho responsabilidade pelas mortes. E depois a justiça nem julgou ainda, apesar de vários anos passados! (7).

 _ Quero falar sobre os petroleiros! 

Volta a Noronha:

 Ah, entendi! Você quer premiá-los pelo pré-sal? 

Castelo Branco:

_ Está doido? Eu quero diminuir seus salários! E meus advogados me orientaram que você poderia me ajudar:  esses petroleiros conseguiram 310 liminares que abrangem dezenas de milhares de petroleiros, ativos e aposentados  que eram descontados, em no mínimo 13% de seus salários, e por 18 anos, por um rombo ocorrido na Petros. (5).    

Noronha:

_ Mas Castello, eles nunca foram gestores da Petros. 

Castello:

- Que se danem! Meus advogados disseram que você tem a prerrogativa de suspender todas essas liminares e continuar com o desconto. 

Noronha:

_ Sim, mas depois tenho que submeter a decisão ao pleno do Tribunal, como no caso do governador do Rio, Witzel, em que,  em menos de uma semana, o pleno do Tribunal analisou e manteve a posição.    

Castello Branco:

Governador é governador, mas trabalhador é bucha de canhão. Você suspende e deixa “sine die”. Depois eu ainda quero me aproveitar da suspensão e transformarei o desconto, ao invés de 18 anos, em vitalício. 

Noronha:

Mas o que ganho com isso? E depois tem um petroleiro peladão que ameaça com ato, aqui na justiça Federal, na Cinelandia, sexta feira, 11/09, às 17:00h. 

Castello Branco:

_ Tenho um recado do presidente Bolsonaro. Sabe aquela vaga, no STF, que era do ex-juiz Sergio Moro? Depois eu te falo, porque podem estar gravando este nosso papo (6).  

Fonte: 1 - https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2019/11/br-distribuidora-pressiona-funcionarios-a-aderir-a-pdv-sem-dizer-qual-salario-terao-apos-cortes.shtml

2 - https://www.istoedinheiro.com.br/o-globo-petrobras-pretende-vender-metade-de-suas-refinarias/

 3 - https://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Petrobras-Maior-premio-da-industria-de-petroleo-e-gas-offshore-mundial/4/32840

4 -  https://www.brasil247.com/blog/petrobras-conquista-o-4-oscar-da-industria-de-petroleo-vao-vende-lo-tambem

5 - http://www.sindipetrolp.org.br/noticias/26953/stj-suspende-liminar-que-impede-desconto-extra-para-equacionamento-do-deficit-da-petros

6 - https://www.bbc.com/portuguese/brasil-53358224

7 - https://www.bbc.com/portuguese/brasil-53358224

 

 

31
Mar20

56 anos depois, militares teimam em ser soldados rasos

Talis Andrade

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por Fernando Brito

Deveriam ser nossos heróis, gente em quem todos confiam para proteger nosso país e nosso povo.

Infelizmente, degradaram-se de tal modo que em pouco se diferenciam das matilhas ensandecidas que desfilam pelas ruas semidesertas.

Há 56 anos, puseram no poder, pelas armas, um marechal, Castello Branco. Veterano de guerra, homem de Estado Maior, era ridicularizado pela estatura física, pela “falta de pescoço” e por impor uma ditadura que, brutal por definição, foi se brutalizando rapidamente. Não era, porém, um burro rematado, embora tenha aberto a porteira para um, Costa e Silva.

Mais de meio século após, pelo voto e por seu aval, puseram no poder um capitãozinho desquilibrado, que fazia planos terroristas para aumentar soldo, metido com o pior da bandidagem parapolicial, um imbecil vaidoso de sua imbecilidade e que, diante de uma emergência sanitária mundial, porta-se como um valentão de botequim irresponsável e bravateiro.

Os militares brasileiros – que vergonha – agora dão suporte não aos que matam a democracia e perseguem líderes políticos, mas apoia quem expõe ao genocídio viral de sabe Deus quantos milhares de brasileiros.

Não vemos suas colunas se mobilizando pela vida, mas vemos seus oficiais se prestando ao papel de legitimadores de políticas suicidas de omissão e seu “intelectual”, o General Villas-Boas, ser usado – palavras de um amigo – como um Golbery tosco e decrépito.

Perderam a janela de oportunidade de serem uma força cada vez mais profissional e equipada pela viabilização de obterem vantagens salariais e uma leva de “boquinhas” pós-reforma para seus oficiais generais.

Trocaram o respeito por pequenos poderes, ainda que à custa de se humilharem à psicopatia do capitão.

Se querem lembrar de 1964, façam-no para comparar em quanto se rebaixaram desde então.

Ainda têm uma chance – e o tempo se esgota – para portarem-se como os homens que deveriam ser, os defensores do povo brasileiro.

Naqueles tempos, chamavam-nos de “gorilas”.

Não se rebatizem como miquinhos, os “micos do capitão”.

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30
Mar19

Castello Branco e o golpe que não é de 64

Talis Andrade

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Como pode um grupo liderado por Castello Branco alijar das decisões de uma companhia estatal o acionista majoritário, a União. Como podem os jornais e jornalistas econômicos aventarem que isto é uma mera ação administrativa

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Por Frederico Firmo

___

O desemprego no país cresce, a paralisia da área econômica, a fragmentação política no congresso e instituições como o judiciário na berlinda e sob ataque. Nos jornais a mídia dá voz a economistas e especialistas que remam sempre na mesma direção pedindo a Reforma do Fim do Mundo. O presidente vai a Jerusalém, provavelmente decretar guerra contra os Árabes e na volta talvez contra a Venezuela. Leva sempre com ele um dos filhos, que sem dúvida vão viajar muito neste mandato. Pelo twitter o presidente diz que fez as pazes com Maia, e mantém a sua agenda e ideia de que a articulação e defesa da Previdência deve ser feita por Maia. Maia pressionado entre sua falta de visão do país e a defesa de interesses, para não ficar mal com os seus, jura de pé junto que vai articular com Paulo Guedes a tal reforma que segundo eles se não for feita vai afetar os filhos e netos. Mais uma vez mentem, pois na verdade vai afetar os velhinhos diretamente, e os filhos e netos que, na ativa, vão ter que sustentar os seus pais na velhice. Guedes nada faz de efetivo para recuperar os 300 bilhões sonegados da previdência .

 

A notícia do desemprego começa a alarmar a mesma imprensa que escondeu e minimizou o problema. Afinal na imprensa, pensar realisticamente a economia é seguir Paulo Guedes em sua busca obsessiva pelos cortes e mais cortes e pelas privatizações.

 

E agora chegamos ao ponto. O cenário acima toma conta das manchetes, daqui para a frente vai tomar lugar do cenário Globo Lava-Jato. Mas este cenário, como o anterior, vai servindo de cortina de fumaça para o maior dos roubos, envolvendo também falcatruas contra a Petrobrás. Mas estas estão fora do radar de Dallagnol ou do atual ministro da Justiça e do nosso valoroso MP.

 

Nas páginas internas do Estadão me deparo com a manchete:

Acionistas da Petrobrás perderão direito de opinar sobre privatizações

Mudança na estrutura da estatal coloca Castello Branco à frente do programa de “desinvestimento” e vai dar mais relevância ao presidente e ao conselho; minoritários e a União não poderão mais avaliar ou se pronunciar sobre a venda do controle de subsidiárias"

 

A noticia apresentada pelo jornal sem muito alarde, apenas diz que é uma proposta controversa, mas a defende falando no aumento de agilidade. Segundo um dos especialistas do mercado, chamado a comentar, este desenho é comum na iniciativa privada. Curioso pois duvido que um acionista majoritário, como o é a União, abriria mão de opinar. Mas é por isto que os jornais e o MP de Curitiba gastam tanto tempo criminalizando a União, para justificar todos os crimes contra ela.

 

Na foto da matéria Castello Branco de hoje e não de 64, é a cara do golpe. Emplumado e fingindo ser um pensador, parece estar mostrando o dedo para todo mundo. O golpe desta vez não é o golpe militar, mas é contra uma companhia que não lhe pertence, e nem ao Conselho que ele mesmo montou. Este golpe é bem maior do que os 2 bilhões e meio de Curitiba. Não se sabe quanto vai ganhar nisto, mas imagino que não será pouco.

 

Castello Branco desde que assumiu o cargo jamais exerceu a presidência de uma das maiores petrolíferas do mundo. Ele não cuida da extração, do desenvolvimento tecnológico ou do planejamento estratégico da companhia. Ele sempre assumiu o cargo de vendedor, que em tucanês, é Diretor da Área de Aquisições ( inexistentes) e Desenvestimento. Quando o presidente da companhia se auto rebaixa para o cargo de vendedor, alguma coisa está errada. Ele, diferente de Parente, é histriônico e fala aos quatro ventos que o seu papel é privatizar tudo. O MP deveria investigar seu patrimônio antes e depois e analisar se vai cumprir alguma quarentena, ou sairá da Petrobrás para alguma outra companhia concorrente.

 

A Procuradoria Geral e o MP e a área de Economia parecem estar desinteressados no assunto. Nosso judiciário continua focado em sua briga interna pela cabeça de Lula. A pseudo luta dos costumes da moral e da ideologia toma conta do cenário, nossa economia fica estagnada, o desemprego e o desinvestimento cresce e Castello Branco avança em sua pilhagem. Este é mais um caso similar ao acordo de 2.5 bilhões, assinado por alguns que se auto outorgaram poderes sobre um assunto de seu interesse. Como pode um grupo liderado por Castello Branco alijar das decisões de uma companhia estatal o acionista majoritário, a União. Como podem os jornais e jornalistas econômicos aventarem que isto é uma mera ação administrativa, uma agilização comum nas empresas privadas. Se isto é comum nas empresas privadas me parece que elas são cada vez mais suspeitas. Não imagino lugar nenhum onde um acionista majoritário fique a mercê de um CEO de plantão.

 

E como no caso da Reforma da Previdência na mesma edição aparece uma jornalista afirmando que o atual governo está criando obstáculos para a privatização.

 

Reforma da Previdência e Privatizações parecem que se tornaram dogmas que são repetidos por um séquito de crentes ideológicos e de interesseiros que ganham ou que vivem esperando ganhar algumas sobras daqueles que de fato vão lucrar com tudo isto.

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