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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

09
Ago21

Ciro Nogueira, novo ministro, já deu cargos a modelos. Veja lista

Talis Andrade

 

por Extra

Gabinete ou passarela? Muitas vezes a dúvida acomete aliados e também opositores do senador Ciro Nogueira (PP/PI), agora ministro da Casa Civil. É que o agora homem forte do governo Bolsonaro (e costureiro do Centrão na corrida pela reeleição) não é apenas um bom articulador, mas também tem bom gosto ao escolher suas assessoras parlamentares. Uma delas, pelo menos, se tornou notória.Denise Rocha (@DeniseRochaDF) | Twitter

Denise Rocha

 

Denise Rocha ficou conhecida como o Furacão da CPI, em 2012, ano em que acontecia a CPI de Carlos Cachoeira em Brasília, acusado de montar um esquema de jogo ilegal em Goiás.

Na época, Denise prestava serviços ao gabinete de Ciro e teve um vídeo íntimo seu vazado, o que se tornou mais importante até que as investigações no caso do rei dos caça-níqueis. foi exonerada pelo próprio chefe, que disse não querer uma celebridade em sua equipe, apesar de ter elogiado o trabalho da loira.

Esta, porém, não foi a última vez em que Ciro empregou uma beldade. Em 2019, ele contratou Loysa Vasconcelos, a Miss Beleza Piauí 2018. A moça, na época estudante de Arquitetura ganhou o cargo comissionado de Auxiliar parlamentar Sênior, lotada no Gabinete do PP, Partido Progressista, do qual é o fundador.

Modelo é assistente de novo ministroRanyelle Veloso, conterrânea de Ciro, figura atualmente como Ajudante Parlamentar Júnior no gabinete do agora novo ministro

 
Ranyelle Veloso, conterrânea de Ciro, figura atualmente como Ajudante Parlamentar Júnior no gabinete do agora novo ministro

 

Logo começou um tititi que apontava Loysa como affair do senador, logo depois que ele e Iracema Portela, sua mulher por 25 anos, se separaram. Mas Ciro namorou por pouco tempo outra modelo, Flavia Roberta Rosalen, com quem até posou para uma foto, apagada minutos depois. No fim das contas, Ciro e Iracema retomaram o casamento em questão de meses. 

Hoje, a modelo no gabinete do senador é Ranyelle Veloso, conterrânea de Ciro. Além de figurar como Ajudante Parlamentar Júnior, ela é repórter de uma emissora de TV e de um jornal no Pará. Pelo cargo comissionado, ela recebe em torno de R$ 2 mil mais gratificações. E também está no casting de uma agência de modelos em Brasília. Agora, resta saber quem o novo ministro de Bolsonaro vai contratar para ajudá-lo no Executivo.

Loysa Vasconcelos é a Miss Beleza do Piauí

08
Ago21

“É uma piada”, diz modelo sobre seu ex-chefe, Ciro Nogueira, virar ministro

Talis Andrade

Denise Rocha (Crédito: Paparazzo)

 

Modelo Denise Rocha foi assessora de Ciro Nogueira em 2012 e depois virou “Furacão” de CPI, capa da Playboy e vice-campeã de A Fazenda 6

 

Metrópoles e 247 - Em entrevista ao Metrópoles, a modelo Denise Rocha, que em 2012 foi assessora do senador Ciro Nogueira (PP-AL) diz que a nomeação do ex-chefe a ministro da Casa Civil “é uma piada”.  

A advogada que foi vice-campeã de A Fazenda 6, capa da Playboy e ficou conhecida como o Furacão da CPI, lembra da reação que teve ao saber da escolha do parlamentar para o comando da Casa Civil. “Na hora, eu pensei: Não! Agora o mundo tá acabado mesmo! Ciro Nogueira na Casa Civil? Aí não tem para onde correr”.

Segundo Denise, o pouco tempo que trabalhou com o parlamentar foi suficiente para traçar o perfil político que Ciro Nogueira representa. Ela explica que não se trata de um político que procura os holofotes. “Ele gosta de atuar nos bastidores. E faz um estrago danado.” Denise, porém, não deu detalhes sobre o que é “fazer um estrago”. 

Denise assessorou Ciro Nogueira durante a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) que investigou crimes cometidos por Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com a participação de políticos.

No decorrer das audiências, um vídeo íntimo, protagonizado por Denise, passou a ser compartilhado entre os políticos que integravam a comissão. Ali, ela começou a ser chamada de Furacão da CPI e acabou demitida pelo senador.

Já na época, Denise classificou a atitude como “desumana” e “machista”. O vídeo não tinha relação com qualquer episódio ou personagem relacionado à CPI.

A saída rumorosa em agosto de 2012 acabou em convite para um ensaio fotográfico para a capa da revista Playboy de setembro do mesmo ano. Ela aceitou.

Um ano depois, foi chamada para participar da sexta edição do reality show A Fazenda, da Rede Record. Topou e faturou o segundo lugar.

Em 2014, ela cogitou disputar uma vaga na Câmara Legislativa do Distrito Federal, mas acabou desistindo da candidatura.

Denise diz que preferiu manter distância do ambiente da política. “O único laço que tenho com a política se resume às poucas amizades que me restaram em Brasília”, diz a modelo que, pelo visto, não inclui o ex-chefe na lista restrita de amigos.

É uma piada", diz modelo de A Fazenda 6 sobre seu ex-chefe, Ciro Nogueira,  virar ministro

 

13
Jun21

Passeio inútil de Bolsonaro custou R$ 1,2 milhão ao governo de Doria

Talis Andrade

Bolsonaro leva milhares de motociclistas para as ruas em São Paulo e é  multado por não usar máscara - Meon

 

A "motociata" de Jair Bolsonaro e apoiadores neste sábado (12), que marca mais um ato de campanha antecipada para 2022,  custou aos cofres públicos de São Paulo R$ 1,2 milhão, governado por João Doria, de acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública do estado divulgados pela Folha de S. Paulo.

A bolada que Bolsonaro gastou com cartão corporativo da Casa Civil e outros ministérios só o capeta sabe. Inclusive outros ministros faziam parte da farra com dinheiro público. Lá estava o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Sales, contemplando a poluíção da passagem da boiada, o fumacê, a zoadeira. 

O "passeio" inútil de Bolsonaro mobilizou 1.433 policiais, com a participação de batalhões territoriais e especializados, como Baep, Choque e Canil, além de equipes do Corpo de Bombeiros e do Regaste. Para complementar a segurança da manifestação ainda foram utilizadas cinco aeronaves, dez drones e aproximadamente 600 viaturas.

Para fazer sua campanha pessoal, Bolsonaro utilizou avião da Força Aérea Brasileira (FAB) e cometeu crimes ao usar modelo de capacete proibido pelas normas de trânsito, e pilotar sua moto com a placa coberta. No final do evento, o chefe do Executivo Nacional voltou a espalhar mentiras sobre a Covid-19 e falou novamente em desobrigar o uso de máscara.

14
Fev20

Braga Netto na Casa Civil é derrota para “ala ideológica” do governo, escreve Le Monde

Talis Andrade

Intervenção militar jamais aconteceu

em território das milícias

 

casa -civil.jpg

RFI

O jornal francês Le Monde desta sexta-feira (14) repercute a nomeação do general Braga Netto para o ministério da Casa Civil no Brasil. Nem bem a notícia foi confirmada em Brasília, o diário liberal publicava em seu site um artigo com o título: “um general nomeado chefe do governo por Bolsonaro”. O texto explica aos leitores que a Casa Civil equivale ao cargo de primeiro-ministro.

A nomeação do general Braga Netto ao cargo mais importante do governo é vista como uma vitória para a ala militar do governo, que os especialistas consideram mais pragmática do que a ala ideológica, composta principalmente por discípulos do sulfuroso filosofo Olavo de Carvalho, informa o texto.

O general de 62 anos, vai substituir Onyx Lorenzoni, que foi, segundo o Le Monde, “relegado” ao ministério da Cidadania, pasta que concentra a maioria das questões sociais, mas também o Esporte. Osmar Terra, que ocupava o ministério da Cidadania, vai recuperar seu mandato de deputado na Câmara Federal.

Com a nomeação de Walter Souza Braga Netto, anunciada na quinta-feira (13) por Bolsonaro pelo Twitter, o presidente reforça a presença de militares em seu governo, aponta o Le Monde, lembrando que agora nove dos 22 ministros brasileiros são militares. Além disso, a partir de agora, os quatro colaboradores mais próximos de Bolsonaro no governo, que têm seus escritórios situados no Palácio do Planalto, são militares, a começar pelo influente general Augusto Heleno, chefe do gabinete de segurança institucional da Presidência da República, ressalta o jornal.

Interventor militar no Rio

Le Monde publica a biografia de Braga Netto. Diz que o atual chefe do Estado Maior do Exército ficou conhecido do grande público em 2018, quando assumiu o comando militar das forças de segurança pública que intervieram no Rio de Janeiro. A matéria é, aliás, ilustrada com uma foto do general ao lado de Jair Bolsonaro. A fotografia foi tirada em novembro de 2018, Braga Netto quando era interventor federal militar do Rio e antes de o presidente assumir o cargo.

A intervenção do exército no Rio foi decidida pelo ex-presidente Michel Temer, precursor de Jair Bolsonaro, para tentar conter uma onda de violência urbana sem precedentes, recorda a matéria. A intervenção militar durou onze meses e, de acordo com o jornal, seu saldo foi heterogêneo: alguns indicadores de violência caíram, mas o número de mortos nas operações policiais aumentou sensivelmente. De acordo com dados do Instituto de Segurança Pública, 6.695 mortes violentas foram registradas no estado em 2018.

A nomeação de Braga Netto também é destaque no jornal El País. O diário espanhol escreve que Bolsonaro, depois de tanto negar, começa a fazer, a conta-gotas, uma minirreforma ministerial. Além de dizer também que a mudança fortalece núcleo militar no Planalto, a decisão de levar Onyx para comando do Bolsa Família tem como objetivo de dar um novo direcionamento ao programa contra a miséria, que acumula demanda reprimida, acredita El País.

Como interventor do Rio, o general Braga sempre batalhou longe das milícias, que gozaram de ampla liberdade. O interventor passou longe da milícia do capitão Adriano da Nóbrega, no Rio das Pedras. Os pistoleiros Ronnie Lessa e Elcio Queiroz foram presos pela polícia civil no dia 30 de janeiro de 2019. 

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