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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil

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O CORRESPONDENTE

17
Mar22

"É preciso proteger nossas mulheres eleitas"

Talis Andrade

Comitê Suprapartidário lança manifesto em apoio à | Política

 

 
 
 
Manuela Manu Manuela d'Ávila
 
 
Manuela
Cairão um por um! Valter Nagelstein foi condenado a dois anos de reclusão e poderá ficar inelegível após áudio racista contra a bancada negra de Porto Alegre nas últimas eleições. Racistas não passarão!

racismo.jpg

 
Absurdo! Enquanto lotamos as ruas no #AtoPelaTerra contra o pacote da destruição, foi aprovada a urgência do projeto que quer liberar a mineração em terras indígenas. Não podemos recuar, cobre seu deputado para que esse PL seja derrotado na Câmara! #PL191Nao
Porto Alegre terá ato pela vida e fora Bolsonaro no | VariedadesIndígenas do RS e de SC se unem à mobilização nacional | Variedades
 

latifundio sem terra bolsonaro.jpg

 

indio terras.jpg

A aprovação do projeto que quer liberar a mineração em terras indígenas é um grande retrocesso para o Brasil. Vamos pressionar nossos deputados! #PL191Nao

índio terra _zedassilva.jpg

 
Minha solidariedade a , que recebeu uma nova ameaça de morte. É preciso proteger nossas mulheres eleitas.
A trajetória e lutas de Erika Hilton, estrela da capa digital da Vogue em  dezembro - Vogue | atualidades
Não consigo contar o nº de vezes que fui agredida no mercado ou na rua por conta de mentiras e ameaças. Há 8 anos, eu sinto medo por mim e pelos meus.Algumas quedas servem para provocar alegria, nossa ou a dos outros...
 
Eu lembro a primeira vez em que fui agredida por causa de uma fakenews: era 2014. Eu estava tomando café com meu marido e um menino olhou para mim e passou a me agredir por conta de uma notícia mentirosa publicada num perfil de Twitter e num site que mentia ser de humor.Se necessário, Manuela D'Ávila reafirma que abrirá mão de candidatura pela  esquerda | A TARDE
Mas eu ando nas ruas de cabeça erguida porque sei quem sou e o que defendo e sei quem são os mentirosos que me atacam. Já esse deputado tem medo de sair na rua porque descobriram exatamente quem ele é.Mamãe falei teme bobagens que disse sobre STF - Blog da Cidadania
 
Ontem escrevi esse fio. Logo depois, o Presidente em pessoa, sem intermediários, passou a me atacar em suas redes. Tipo confissão de culpa. Ficou nervosinho, né? Vai trabalhar! 
Alma Preta - A fome de literatura de Maria Carolina de Jesus rendeu a venda  de 100 mil cópias da obra o “Quarto de Despejo” na década de 60. Com o  texto,تويتر \ 🎗Dilma Resistente على تويتر: "A Carolina de Jesus, apesar de  criança, tem muita sabedoria no que diz! #LulaLivre #Resistencia101Dias  https://t.co/r1s5f7KJyd"
Olha só quem já saiu da gráfica! Que lindo  esse livro é tão importante, tão potente, tão transformador. Quarta-feira desembarco no Rio de Janeiro para autografar toda a pré-venda. Aproveita pra levar com frete grátis e presente no site: leitura.com.br/sempre-foi-sob

A atual política de preços da Petrobras é a responsável pela alta dos preços? Entendam nesse vídeo! O completo está no canal:

 
Quatro anos da morte de Marielle e nosso país ainda exige saber quem mandou matá-la!!!
Da mesma maneira, as sementes de Marielle florescendo são esperança de que podemos ser um país mais próximo daquilo que ela sonhou e lutou.
Eu olho sua imagem e penso em Dona Marinete, em Anielle, em sua filha Luyara. Penso nas mesas de domingo com a imensidão de sua ausência. Penso em Monica. Desejo que meu carinho e solidariedade chegue até cada uma delas.Image

17
Nov20

Carolina de Jesus

Talis Andrade

Carolina_Maria_de_Jesus_ 1960.jpg

 

 
 
Ao classificar o título de um de seus livros “Quarto de Despejo: Diário de uma favela” (1960), Carolina de Jesus afirmou que a favela é o quarto de despejo de uma cidade.
 
“Nós, os pobres, somos os trastes velhos”, acrescentou a escritora.
 
Nada mais lúcido e atual que a descrição da mineira de Sacramento, que chegou a São Paulo em 1947, aos 33 anos. Trabalhadora, mãe de três filhos e moradora da Favela Canindé, ela escreveu mais de 20 cadernos com seus diários.
 
O tempo era curto pra tanto trabalho, catando papelão nas ruas, faxinando casas, lavando roupas pra fora, pra sustentar os filhos, Carolina nem assim se afastou de alfabetizar outras pessoas em casa. Pra ela, instintivamente ou conscientemente, a arma da mudança estava na educação.
 
Talvez fosse esse o seu quilombo, pra organizar e mobilizar outras e mais outros para a luta contra o racismo e as desigualdades; para que deixassem de ser tratados como “trastes velhos”.
 
Foi descoberta e lançada à carreira literária pelas publicações de seus textos na imprensa. O dia a dia da mulher negra na periferia. Aí está a potência de sua obra. A genialidade de Carolina está na poesia, em letras de músicas e livros traduzidos para 13 idiomas e publicados mundo afora.
 
Morreu o corpo em 1977, em Parelheiros, zona Sul. A ideia jamais. A grandeza, força e nobreza da luta contra um sistema de morte segue semeando muitas Carolina´s nesse chão.
 
Carolina de Jesus é símbolo de luta e demonstração do quão ignorante e cruel é o racismo. E mais: precisa ser superado.
 
 

 

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