Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

20
Jul21

Mato Grosso, o maior exportador de carnes, mas com pessoas na fila da doação de ossos de boi

Talis Andrade

Desigualdade Social | Humor Político – Rir pra não chorar

por Rosa Neide

 - - -

Chamou a atenção do Brasil a cena da fila de pessoas à espera por doação de ossos de boi em um açougue de Cuiabá, capital de Mato Grosso. Os depoimentos das pessoas encheram nossos corações de tristeza. É cruel ver o sofrimento daqueles e daquelas que estão em situação de fome.

Os depoimentos registrados por jornalistas da capital revelam que as pessoas que foram à porta do açougue, assim o fizeram porque estão desempregados (as), não possuem nenhuma renda, não conseguem mais colocar comida na mesa, carne, então, virou produto inacessível.

É muito doloroso verificar que em um País rico como o Brasil, chefes de família tenham que se submeter à busca de doações de ossos de boi, sendo que até bem pouco tempo a maioria absoluta do povo conseguia comprar carne, até mesmo para fazer um churrasquinho no final de semana.

É lamentável ver o Estado que tem o maior rebanho bovino do Brasil, o maior exportador de carnes, possuir famílias que dependam da doação de ossos.

Dados da Scot Consultoria apontam que em 2020, o faturamento com a exportação de carne bovina rendeu a Mato Grosso US$ 1,63 bilhão. Nosso Estado conta com 31,7 milhões de cabeças de gado, líder nacional respondendo por 14,8% do rebanho do País. Em contrapartida, mais de 100 mil famílias vivem na extrema pobreza.

Dados divulgados este ano pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) apontam que no Brasil, há 27,7 milhões de pessoas extremamente pobres. A desigualdade social perdura desde os tempos da colonização, mas teve períodos que foi enfrentada pelo governo federal. Fato que não está ocorrendo agora.

Entre 2003 e abril de 2016, o Brasil teve no Palácio do Planalto presidentes da República comprometidos com o combate à fome e à miséria. Tanto que o País saiu do mapa da fome da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2014.

Após o golpe contra a presidenta Dilma, políticas públicas de combate à miséria foram descontinuadas e a fome voltou a assombrar o País.

Levantamento feito pela Universidade Livre de Berlim (Alemanha), em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e com a Universidade de Brasília (UnB) apontou que entre agosto e dezembro de 2020, 59,4% dos domicílios do País apresentaram algum grau de insegurança alimentar.

São mais de 125,6 milhões de pessoas que não se alimentaram como deveriam ou não tinham certeza quanto ao acesso à alimentação. Esses números comprovam a gravidade da fome no Brasil, exemplificada em cenas tristes como da fila para doação de ossos.

Citado pelas pessoas que estavam na fila, o desemprego bateu recorde, com mais de 14 milhões de trabalhadores e trabalhadoras sem trabalho. Enquanto isso, o atual governo pagou o Auxílio Emergencial de R$ 600,00 apenas por quatro meses.

Ou seja, desde abril de 2016 o Brasil não possui uma política pública efetiva e perene de combate à fome. Por isso essa tragédia. Por isso a fila para doação de ossos na capital do agronegócio.

Precisamos refletir sobre qual Estado e País queremos viver. Mato Grosso é o maior produtor de grãos e de carnes. Nosso Estado não possui problemas financeiros. O Brasil é muito rico, o celeiro do mundo. Até quando nossa sociedade continuará convivendo com a fome de milhares de mato-grossenses e milhões de brasileiros?

Nosso País já experimentou governos que têm como prioridade o desenvolvimento econômico, com combate à fome e às desigualdades. Precisamos resgatar essa prioridade. Nosso povo não aguenta mais. Nosso povo precisa voltar a ter vida plena, com dignidade e felicidade.

 

17
Jul21

Açougue tem fila para doação de ossos em Cuiabá para famílias carentes

Talis Andrade

Açougue tem fila para doação de ossos em Cuiabá — Foto: TV Centro América

 

por Kátia Krüguer /TV Centro América

Moradores de Cuiabá formaram fila na frente de um açougue do Bairro CPA 2, nesta semana, para pegar ossos doados pelo estabelecimento. Dezenas de famílias que estavam no local contaram que estão passando por dificuldades financeiras.

Açougue tem fila para doação de ossos em Cuiabá

A dona de casa Brazilina Paulo de Souza foi até o local com a filha e a prima. Segundo ela, a família passa por dificuldades financeiras e não é sempre que conseguem colocar carne na panela.

A catadora Miniane Regina de Souza trabalha com reciclagem. O dinheiro que ela e o marido ganham no fim do mês não tem sido suficiente.

Segundo a trabalhadora, para não deixar faltar na mesa, ela decidiu enfrentar a fila para conseguir o alimento.Açougue tem fila para doação de ossos em Cuiabá para famílias carentes — Foto: TV Centro América

Quem também aguardou na fila foi a Mara Siqueira Castro, mãe de 7 filhos. Ela trabalha como autônoma, mas não tem conseguido manter as despesas da família.

“Eu recebo só o beneficio do governo e nós estamos vivendo de doações”, disse.

As doações são feitas pelos funcionários pela porta dos fundos do açougue.

 

“A gente está vindo por necessidade mesmo. Não tenho vergonha de falar que preciso. Ainda tem pessoas boas nesse mundo”, pontuou a aposentada Zilda Pereira.

 

A doutora em sociologia política, Silvana Maria Bitencourt, afirma que não é de hoje que a desigualdade social assombra as famílias brasileiras. Para ela, cada região do país tem a sua realidade.

Silvana reforça que correntes de solidariedade são extremamente importantes, mas isso também envolve politicas públicas.Açougue tem fila para doação de ossos em Cuiabá para famílias carentes — Foto: TV Centro América

“Não podemos tirar a responsabilidade do estado. É preciso olhar para essa população”, pontuou.

 

 

 

21
Mai21

O ‘tiozão do churrasco’ tirou a carne dos brasileiros

Talis Andrade

Carne por ovo | Humor Político – Rir pra não chorar

por Fernando Brito

A Folha, em matéria da agência Reuters, e a BBC noticiam esta semana o que já é conhecido por qualquer pessoa que faça compras para a casa: o brasileiro come cada vez menos carne bovina e, para muitos, a dieta de reduziu – e olhe lá – a ovos.

Do consumo recorde dos tempos do Governo Lula (42,8 quilos por habitante, em 2006), o consumo per capita veio caindo e chegou em 2020 a 29,3 quilos por brasileiro, quase um terço a menos.

E, como sabemos todos, vai cair mais ainda em 2021, porque os preços seguem subindo, acumulando alta de 29,5% em 12 meses, quase seis vezes mais que a inflação oficial. E, como a exportação é o que determina o preço interno, a manutenção do dólar alto mantém o preço lá em cima.

Nossos vizinhos argentinos, que têm o mesmo perfil exportador (três quartos da carne que produz é vendida para a China), esta metida numa crise com os ruralistas por ter imposto limites às vendas externas para segurar o preço interno. Aqui, como se viu, os produtores estão em festa com Bolsonaro, o “tiozão do churrasco”, o da picanha de R$ 1.800 o quilo.

O que as reportagens mostram é que o ovo quem, em geral, substitui a carne como proteína na mesa dos brasileiros.

Por enquanto.

Charge do Dia: Charge do Dia: Ovo vira substituto da carne | Tribuna Online

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub