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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

26
Ago21

Militares brasileiros: do abandono do monopólio do uso da força para manter a Democracia e a Constituição a biscates de um capitão malcriado e ignorante

Talis Andrade

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por Luís Costa Pinto /Plataforma Brasília

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Houve um tempo em que três patetas, um general, um brigadeiro e um almirante, ocuparam por breve período o comando político do País. Vivíamos sob a ditadura e dava-se ali um golpe dentro do golpe – facções de milícias militares não confiavam nos milicos da outra facção.

Houve um tempo, também, em que o presidente da República, um sociólogo de trajetória acadêmica à esquerda, exerceu a Presidência com uma aliança do centro à direita e não titubeou em demitir o ministro da Aeronáutica, o brigadeiro Mauro Gandra, por suspeita de corrupção e favorecimento indevido a empresas privadas na implantação do SIVAM – Sistema de Vigilância da Amazônia.

Reinando a normalidade depois da demissão do brigadeiro, meses adiante o Brasil evoluiu para a extinção dos ministérios militares, criou o Ministério da Defesa e o entregou a um senador civil.

A vida seguiu sem solavancos, bravatas ou arrepios da soldadesca até o golpe jurídico/parlamentar/classista de 2016. Tendo usurpado a cadeira presidencial e sem a legitimidade do voto popular, Michel Temer entregou a Defesa para um general da ativa, Silva e Luna, e nomeou outro ativo general, Sérgio Etchegoyen, para seu Gabinete de Segurança Institucional. Estava aberta a porta para a balbúrdia fardada.

Vestindo uniformes de gala ou de campanha, pijamas ou terninhos bem cortados cuidados pelos taifeiros que lhes servem como vassalos a senhores feudais, a milicada começou a ganhar ousadia. Passaram a se comportar como o idiota tão bem descrito por Umberto Eco depois do advento das redes sociais: sem pudor, vergonha ou limites, gostaram de ter opinião para tudo.

Sob Jair Bolsonaro, catapultado à presidência da República pelo voto dado em urnas eletrônicas, seguras e auditáveis, por 39% dos eleitores brasileiros aptos a votar em 2018 e que o fizeram com a baba elástica dos estúpidos com os olhos embaçados pela bile verde de se fígados estourados por recalques, vivemos agora o tempo em que generais, almirantes e brigadeiros se dão ao desfrute de serem biscate de um patético capitão.

Capturado por seus delírios e desvarios napoleônicos, típicos de homens frustrados pela descoberta da própria impotência sempre visível para aqueles mais críticos, Bolsonaro humilha, diminui, enxovalha, acadela e acoelha as Forças Armadas. O desfile de blindados velhos, ultrapassados e inúteis no Eixo Monumental de Brasília na manhã deste 10 de agosto envergonha e enfraquece uma instituição que deveria deter o monopólio do uso da força para a manutenção do Estado Democrático de Direito e se viu corrompida por um presidente embusteiro.

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14
Jun20

Os generais eleitores de Bolsonaro deram o golpe em Dilma

Talis Andrade

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III - Os militares voltaram dispostos a ficar

por Jeferson Miola

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Bolsonaro foi o projeto secreto da cúpula militar para alcançar o poder; ele foi o veículo político para concretizar o plano acalentado há anos pelos militares ressentidos do porão e do esgoto do velho regime.

Eles conseguiram eleger Bolsonaro numa eleição fraudada com o impedimento do Lula e tutelada pelo general Villas Bôas por twitter. Numa eleição manipulada pela interferência do consórcio Globo-Lava Jato e bombardeada pela indústria de fake news financiada ilegalmente por empresários corruptos com a mais absoluta leniência do TSE.

Para fechar o cerco e garantir a concretização do objetivo estratégico, durante o período eleitoral Villas Bôas ainda “designou” como assessor especial da presidência do STF para tutelar Dias Toffoli o atual ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva. Vale recordar que Fernando Azevedo e Silva atuava no programa e na campanha do Bolsonaro na eleição.

 

27
Abr20

Bolsonaro e Moro, Irmãos Siameses em Divórcio

Talis Andrade

 

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por Arnóbio Rocha

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Moro é o Protótipo da Classe Média.

Moralista, juiz incorruptível usou as leis para PUNIR os criminosos, especialmente os poderosos, que expôs ao país a corrupção estatal e das empresas privadas, tudo isso desde uma pequena vara federal em Curitiba. Casado com uma advogada, vida simples e sem ostentação.

É essa a imagem construída, quase como um conto de fadas, só faltou a cena dele num cavalo brando conquistando sua amada “conja”.

Olhando mais de perto há enormes lacunas nesse currículo, que não serão respondidas no calor midiático e de cegueira coletiva, os fins da lava jato, justificaram qualquer meio espúrio, inclusive a miragem de quem é o seu principal personagem.

A corrupção jamais foi o mote da Lava Jato, ao contrário, a dominou, em nome do combate à corrupção, de produzir manchetes, cavar espaços, ampliar possibilidades de palestras, até vagas em governos, tudo isso é dito e confessado na #Vazajato.

Voltemos ao ex-juiz, há sempre incertezas, desde sua formação acadêmica e seu ingresso na magistratura, as línguas que domina, que estão na plataforma Lattes, até suas decisões, seu método de formar “convicções, ainda que não haja provas”. A sua atuação nas investigações do Banestado, até a sua entrada definitiva nos holofotes da Lava Jato.

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Bolsonaro é o inverso do outro irmão.

É um militar que foi aposentado aos 33 anos, com a patente de Capitão, sem dizer a razão de ter sido reformado tão jovem, seria didático se saber, como e por quê. Entra para política como a “voz dos milicos”. Foram oito mandatos seguidos de deputado federal, como Zero produtividade, se celebrizava pela falta de educação, postura e de que era a imagem do baixo clero.

Entretanto criou uma base sólida de votos e apoios, uma personificação de alguém que não era do Sistema, que lutava contra ele, incorruptível, mesmo que usasse das mamatas dele, vide as verbas de gabinete que ele confessa que usava para “comer gente”.

Esse personagem histriônico, quase folclórico, virou uma “blend”, uma marca, Bolsonaro tem um Presidente, um Senador (01) pelo Rio de Janeiro, Um Deputado (03) mais votado por São Paulo e um Vereador (02) pelo Rio de Janeiro, sim, um “pegador” (04), que ainda não tinha idade para cargos.

 

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A família que odeia o Estado, o estatismo, a Política e a Democracia, vive de …Política. Definitivamente a terra não é plana.

Para além disso, na esteira de Bolsonaro, se elegeram governadores, como Dória (Bolso-Dória), um juiz desconhecido, no Rio de Janeiro, Witzel, entre tantos outros, deputados, senadores.

O Casamento Fatal, Moro e Bolsonaro, sob o Mote: Contra a Corrupção, o casal que salvará a Pátria, vestida com camisas falsas da CBF.

Desde 2013, o Brasil, entrou numa espiral de baixa estima, sempre em queda. As tais jornadas despertaram um personagem sórdido, o tal gigante, sem nenhum caráter, moralista, analfabeto funcional, egoísta e arrogante. Esse sentimento ruim levou o país à lona.

Algumas instituições sem nenhum apego à democracia cresceram enormemente nesse sentimento punitivo, atávico, sem discernimento, cujo mono tema é a Corrupção e esta, foi colada no PT, talvez o único partido que tenha efetivamente combatido a corrupção, mesmo que tenha transacionado com ela, com seus agentes, pela governabilidade.

Sem nenhum pudor, personalidades como Temer, Aécio, Eduardo Cunha, viraram estrelas no processo de caçada ao PT.

Porém crescia a imagem dos dois personagens paralelos, Moro e Bolsonaro. Cada um ao seu turno, trabalharam conjuntamente, se sobrepondo à Constituição, às leis, justificados pela guerra santa à Corrupção. Santificados e incensados pelas Mídia.

A tempestade perfeita. Lava Jato e moralismo no Congresso.

O encontro entre eles resultou no impedimento de uma candidatura de Lula à presidência, tenho dúvida se mesmo com ele concorrendo, Bolsonaro não venceria, do meu ponto de vista, Haddad cumpriu um papel muito grande em ir ao segundo turno.

De toda sorte, a não candidatura de Lula, abriu espaço para o crescimento de Bolsonaro nas classes populares, na periferia, pois seu linguajar, a imagem de durão, tem apelo real, de que ele não é (era) do Sistema, assim como Lula, também é visto.

Moro foi essencial ao jogo político, decisivo no destino do Brasil, a condenação “sem provas, mas com convicções” é um clássico digno de Maquiavel.

A ida ao governo, sem antes, aqui entra o lado B da classe média, exigir uma vantagem (indevida) para deixar a magistratura. A classe média reclama da corrupção, mas ama um jeitinho, uma vantagem, inocente, como se fosse portadora de algo especial, seu espírito cívico esbarra na conta do cabeleireiro.

Bolsonaro tem traquejo político, com seus filhos numerais, encontraram em Moro um “veio moral”, que pudesse apagar as relações familiares com milicianos, personagens menores de pequenos golpes, como as “rachadinhas” de gabinetes, comportamento típico de baixo clero, de parlamentares que não fazem parte do jogo real do poder e fica com as sobras.

A atuação de Moro no ministério da justiça foi um enorme fracasso, nada digno de nota, basta lembrar que no seu discurso de demissão, gastou dois minutos sobre o que fez, e 38 minutos fazendo uma delação premiada. Nada mesmo que possa ser lembrado, uma marca qualquer que seja, um fiasco que será esquecido, apenas porque a mídia é amiga.

A vantagem (indevida) não se sabe se concretizada será tema do divórcio, quase uma pensão alimentícia, uma indenização por danos morais, pois o conge lhe atrapalhou a carreira, impediu sua ida triunfal ao STF, por enquanto.

O Divórcio será feito de forma litigiosa, com acusações, com ameaças, e, no estilo Moro, com sordidez, como apresentar conversas com sua afilhada de casamento, aquela que fez do seu casório uma festa para seu padrinho, de tanta devoção ao ex-juiz.

Moro tem a proteção da Globo, a fidelidade canina, nenhuma pergunta incômoda, nenhuma explicação sobre seus crimes, nenhum questionamento sobre a conduta, nem mesmo se as mensagens de print eram de “supostas conversas”, como fez na #vazajato. Ao amigo tudo, aos inimigos a destruição de reputação.

Pelo lado de Bolsonaro, além da máquina estatal, a força da máquina de moer das redes sociais e suas fakenews usadas à exaustão, que Moro finalmente vai experimentar contra si, já que usou tanto contra Lula, Dilma, o PT.

Dessa separação, um não viverá, um será tragado, façam suas apostas.

 

20
Mar19

Bolsonaro vai aos Estados Unidos e sai de lá com novo apelido

Talis Andrade

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Pablo Rodrigues
 
 

As declarações de Jair Bolsonaro dadas durante visita oficial de três dias aos EUA estão ainda ecoando pelo mundo, e muitos brasileiros não estão nem um pouco satisfeitos com os passos dados pelo presidente em uma só viagem.

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O presidente do Brasil passou três dias nos Estados Unidos, onde deu entrevista para Fox News e se encontrou com homólogo norte-americano, Donald Trump.

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Bolsonaro, ou "Trump dos Trópicos" de acordo com a Fox News, afirmou em entrevista exclusiva à emissora que sua família não possui nenhuma ligação com o assassinato da vereadora Marielle Franco e demonstrou pleno apoio à política anti-imigração dos EUA. As respostas do presidente do Brasil, em especial se tratando de imigrantes, foram recebidas de braços fechados por muitos brasileiros.

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Para refrescar a memória, Jair Bolsonaro disse que "a maioria dos imigrantes não tem boas intenções". Já depois da coletiva de imprensa conjunta com Trump, o presidente do Brasil voltou atrás: "Foi um equívoco meu. Boa parte tem boas intenções, a menor parte, não. Peço desculpas aí."

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O "equívoco" de Jair e as outras medidas tomadas pelo presidente brasileiro ganharam força nas redes sociais, e os internautas passaram a chamá-lo de "Capitão Pateta".

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O presente dado por Bolsonaro e o presente dado por Lula.

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Vai rolar mesmo um "vermelho" na bandeira do Brasil?

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A tropa.

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Na tarde da terça-feira (19), quando Bolsonaro foi recebido na Casa Branca, o presidente do Brasil se mostrou entusiasmado e deixou bem claro que o que ele quer é se aproximar dos Estados Unidos: "Ele [Trump] quer uma América grande, e eu quero um Brasil grande. A partir deste momento, o Brasil estará cada vez mais engajado com o nosso Estados Unidos."

 
 

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