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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

13
Jul21

Freixo diz que André Mendonça foi capanga de Bolsonaro e será "extremamente golpista"

Talis Andrade

 

247 - O deputado federal Marcelo Freixo usou suas redes sociais para condenar a indicação do nome de André Mendonça para a vaga no Supremo Tribunal Federal, aberta em razão da aposentadoria do ministro Marco Aurélio Mello.

“André Mendonça se comportou como capanga de Bolsonaro, abusou do uso da Lei de Segurança Nacional para perseguir opositores do governo e agora é recompensado pelo chefe com uma vaga no STF. Será um ministro terrivelmente golpista. Que o Senado barre a indicação”, disse Freixo. 

Saiba mais 

Atual ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), com 48 anos, Mendonça precisará agora ser sabatinado e aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Depois disso, ele precisa ser aprovado pelo plenário da Casa.

A indicação foi confirmada nesta segunda-feira (12), após reunião de Bolsonaro com o presidente do Supremo, Luiz Fux, quando Bolsonaro descreveu o ex-ministro da Justiça como “extremamente evangélico” e negou que isso seja uma violação ao estado laico, como prevê a Constituição.

A escolha é um aceno à base evangélica, pois, desde 2019, Bolsonaro prometia indicar um nome “terrivelmente evangélico” para o STF. A promessa foi descumprida em outubro de 2020, quando o escolhido foi Kassio Nunes Marques para a vaga de Celso de Mello.

Rezas no STF

O presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) publicou em sua conta do Twitter, nesta terça-feira (13) trecho de uma entrevista sua onde afirma só fazer um pedido ao chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), André Mendonça, recém indicado à vaga deixada por Marco Aurélio Mello no Supremo Tribunal Federal (STF): “que uma vez por semana ele inicie as sessões do Supremo com uma oração”.

“Que Deus abençoe o nosso Brasil”, completou Bolsonaro.

15
Mar21

"Por companheirismo", procurador cogitou preventiva de Lula para agradar Moro

Talis Andrade

 

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JUIZ ACUSADOR

 por Consultor Jurídico

A defesa do ex-presidente Lula enviou ao Supremo Tribunal Federal nesta segunda-feira (15/3) novos diálogos entre procuradores da autointitulada "força-tarefa" da "lava jato" em Curitiba. As conversas mostram, mais uma vez, de que forma os integrantes do Ministério Público Federal do Paraná se sujeitavam ao ex-ministro Sergio Moro.

Em 7 de abril de 2018, depois do Supremo Tribunal Federal negar habeas corpus preventivo a Lula no caso do tríplex do Guarujá, os procuradores avaliaram não caber pedido de prisão preventiva contra o ex-presidente, mas que a solicitação poderia ser feita, "por companheirismo" a Moro, se o juiz assim quisesse. 

"Não acho que tenhamos que pedir preventiva, seja pq [porque] acho que incabível, seja pq será um um desgaste desnecessário, seja pq será revogada e será enumerada como mais um abuso, salvo se o Russo [Moro] pedir. Aí, por companheirismo, devemos pedir", afirmou o procurador Orlando Martello a colegas. 

"Se pedir, deixaria claro que, embora entendamos ser discutível o seu cabimento, diante da intransigência do rapaz [Lula], melhor que sejam utilizados mecanismos jurídicos (em vez da força) para aumentar a persuasão sobre ele", prossegue Martello. 

O procurador Julio Noronha concorda e dá uma outra sugestão aos colegas: se a preventiva "tiver que sair", obedecendo a eventual ordem de Moro, o MPF pode solicitá-la vinculando-a a outra ação penal contra Lula, não ao caso do tríplex. 

"Não precisaria de PP [prisão preventiva] q, mesmo decretada a pedido, só desgastaria Moro. Se mesmo assim a pp tiver que sair (por desejo do 'menino', como disse Orlando), melhor vincular a outra AP [ação penal]."

"Os novos diálogos analisados mostram que os membros da ‘força-tarefa’ se sujeitavam a toda espécie de determinação do ex-juiz Sergio Moro. Note-se bem a forma como Sergio Moro chefiava a acusação contra o reclamante: os procuradores da República chegaram a cogitar abrir mão da avaliação que fizeram sobre a ausência dos requisitos legais, ora necessários para pedir a prisão preventiva, na hipótese de ‘o Russo pedir’, o que seria feito por ‘companheirismo’", afirma a defesa de Lula. 

O ex-presidente é defendido por Cristiano ZaninValeska MartinsEliakin Tatsuo e Maria de Lourdes Lopes

Sítio
As conversas também mostram que a "lava jato" discutia com Moro a denúncia do sítio de Atibaia, adiantando ao magistrado o conteúdo de pedidos que seriam feitos só no futuro. A mensagem é de 15 de fevereiro de 2016, mais de um ano antes do oferecimento da denúncia. 

"Achamos melhor focar em uma peça, para colocar o contexto geral e já eprocar (como falado com a Rússia [Moro] e para já permite o conhecimento da fundamentação dos pedidos). Para a peça sair logo, perderemos alguns fatos que já temos", diz Noronha. 

O mesmo havia ocorrido no caso do tríplex do Guarujá, quando Deltan Dallagnol, ex-coordenador da "lava jato", antecipou a Moro, com meses de antecedência, o conteúdo da denúncia. 

Até o momento em que as denúncias deveriam ser feitas levavam em conta a opinião de Moro. Em 1º de novembro de 2016, o procurador Athayde Ribeiro Costa diz que o "Russo" solicitou que um caso em que o MPF atuava fosse deixado "para o ano que vem". 

"Houve hoje pedido expresso pra deixar esse caso pro ano q vem", diz. Dallagnol pergunta de quem partiu a solicitação, se da Polícia Federal ou da Justiça Federal. Athayde responde: "russia". 

Projeto de poder
A defesa de Lula aponta que Moro e os procuradores fundiram o órgão acusador e julgador numa coisa só e, para viabilizar seu projeto de poder, buscaram percentuais sobre multas pecuniárias aplicadas por agências estrangeiras, conforme já tinha ficado evidente em mensagens anteriores.

Elas mostraram, por exemplo, que a "lava jato" debateu as multas que seriam aplicadas à Odebrecht diretamente com autoridades dos EUA e da Suíça, de maneira completamente informal, e a despeito de saberem que as autoridades norte-americanas poderiam "quebrar" a empresa.

A defesa sustenta que essa submissão à coordenação de Sergio Moro faz parte desse plano maior e, por isso, o sigilo das interações era essencial. "O então magistrado chefiava e combinava com a 'força-tarefa', por meio de atos processuais clandestinos lançados no aplicativo Telegram, os atos de persecução que seriam realizados em desfavor do Reclamante. Nas mensagens trocadas entre os procuradores da República da 'lava jato' para seguir os comandos do ex-juiz Sergio Moro, este último era tratado por codinomes, na expectativa de que o complô jamais fosse descoberto. Havia um pacto de silêncio entre os membros da 'força-tarefa' sobre essa relação de chefia envolvendo o ex-juiz Sergio Moro", destacam os advogados.

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Nota deste correspondente: A primeira tentativa da quadrilha de Moro de prender Lula foi o suposto roubo de um crucifixo que teria sido esculpido por Aleijadinho. Cada passo da liga da justiça de moro & procuradores & delegados da polícia federal era destruir a imagem de Lula, sua popularidade, seu prestígio internacional. Era tudo calculado. Para que Lula não fosse candidato a presidente em 2018. 

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23
Out20

O candidato do terror no Ceará

Talis Andrade

Sessão Plenária em 17 de Janeiro de 2017 - YouTube

 

por Urariano Mota

- - -

Antes de mais nada, aviso que os nomes da maioria das fontes das denúncias não podem aparecer por motivo de segurança dos denunciantes. Isso posto, vamos às notícias que não aparecem na mídia impressa até agora.

Pacatuba é um município a 30 quilômetros de Fortaleza, na região metropolitana. Em bons tempos, foi um lugar de paz e trabalho. Mas com a ascensão de Bolsonaro ao poder, tudo mudou. Acompanhem o caso do prefeito e candidato à reeleição Carlomano Marques, bolsonarista de métodos e ideologia. Ele é típico de um gênero de político que se fortaleceu sob a barbárie do presidente que aterroriza o Brasil.

Primeiro, observem como o prefeito procura calar as denúncias de corrupção. Uma das situações mais graves em relação aos meios de comunicação de Pacatuba ocorreu envolvendo o segurança particular do prefeito, um capanga conhecido por João Filho. Depois que criticou o prefeito Carlomano Marques, o radialista Felipe Gomes, do programa A Verdade na Boca do Povo, da Rádio Nova Pacatuba, foi vítima das ações de violência e espancamento.

Em 5 de maio deste ano, Felipe Gomes havia ido buscar a mãe, funcionária pública municipal. Por volta da hora do almoço, já voltando pra casa, o radialista foi covardemente agredido por João Antônio da Silva Almeida, o João Filho. Atônito, e sem entender direito o que acontecia, Felipe Gomes não teve reação quando o carro onde o segurança de Carlomano era conduzido, ultrapassou o seu onde estavam a mãe e filho, e fechou a passagem pela calçada, já com as portas escancaradas.

Na sequência, o agressor desceu do automóvel e, de cassetete em punho, foi em direção à vítima. Felipe Gomes ainda teve tempo de perguntar qual o motivo daquela violência. A resposta foi direta: “Pra você aprender a não falar demais”.

O fato ocorreu a poucos metros da Casa Amarela, sede da Prefeitura Municipal de Pacatuba, e próximo da chamada Torre do Espia, equipamento de segurança pública, onde um conjunto de câmeras registra o movimento 24 horas por dia.

Mas o radialista Felipe Gomes não se intimidou. Continuou fazendo seu papel de crítico ao prefeito bolsonarista e abriu boletim de ocorrência, denunciando a agressão. Passou por exame de corpo de delito, fez ultrassonografia no crânio e contratou advogado para tentar fazer cópia das imagens da situação de violência de que foi vítima. Mas as câmeras da Torre têm um limite de tempo para guardar o que foi gravado. E o delegado informou não ter mais como entregar imagens, pois já não havia mais tempo. O delegado não aceitou disponibilizar as imagens no primeiro pedido feito por Felipe Gomes. Só aceitou quando um advogado fez o pedido formalmente.

Outra vítima da truculência do candidato à reeleição de prefeito Carlomano Marques foi o professor Paulo Tadeu. Em meados de agosto deste ano, o educador filmava uma ação dos aliados do prefeito com indícios de irregularidade. Ao invés do sugerido pelo Ministério da Educação, a distribuição de kits escolares não estava acontecendo em uma escola do município onde era aguardada pelos pais dos estudantes. Paulo Tadeu ficou surpreso: os kits de alimentação estavam sendo entregues em casas, da rua onde ele mora.

O educador registrava a entrega e falava com o vereador Vaval Cardoso (Republicanos), que disputa a reeleição na coligação que apoia o prefeito. A conversa com o político foi bruscamente interrompida pela ação destrambelhada do segurança de Carlomano, João Filho, que tomou o celular das mãos de Paulo Tadeu, jogando-o ao chão e o destruindo.

Outra vítima da mesma ação de Carlomano Marques foi Pedro Reginaldo, morador da Rua do Trilho, na sede do município. Ao tentar filmar a mesma cena que o professor Paulo Tadeu gravara, ou seja, a distribuição irregular de alimentos do PNAE, Pedro Reginaldo foi abordado por outro segurança de Carlomano, indicando modus operandi da “equipe” do prefeito: violência desnecessária.

Desde o início da atual gestão, em janeiro de 2017, os moradores da cidade convivem com covardia, truculência e falta de respeito para com aqueles que discordam ou criticam qualquer ação do Poder Executivo. Milicianos armados andam entre os populares, intimidando. Os cearenses comentam que Carlomano Mrques é um político local com perfil de carioca de Bolsonaro. .

No mais recente terror, a enfermeira e vereadora de Pacatuba Karina Cordeiro(PR), fez um vídeo e denunciou o prefeito Carlomano Marques, o sobrinho dele Rafael Marques(chefe de gabinete), e Roberto Feitosa por calúnia, difamação e injúria. Segundo ela, Roberto Feitosa, aliado do prefeito, publicou um vídeo ofendendo sua dignidade com palavras mentirosas, pornográficas e de “baixo calão”. A vereadora afirma que o que acontecer com sua integridade fisica e de sua familia a culpa será do prefeito e seu sobrinho.

Antecedentes criminais

Carlomano é um veterano na política cearense. Em dezembro de 2012, o Tribunal Regional Eleitoral do Ceará determinou a cassação do seu mandato por denúncias de compra de votos ainda no processo eleitoral de 2010. No entanto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu a cassação. Apoiador de Jair Bolsonaro na campanha à Presidência da República em 2018, o médico acumula polêmicas desde sua estreia na vida pública em 1988, como vereador de Fortaleza, pelo partido remanescente da Ditadura Civil-Militar: o PDS (hoje Progressistas). Desde lá, teve ininterruptos sete mandatos de deputado estadual até se eleger para a prefeitura de Pacatuba, em 2016.

A eleição em Pacatuba marca um embate entre as bases aliadas de Bolsonaro e do governador Camilo Santana (PT). À frente da coligação “O futuro não pode parar”, o prefeito busca a reeleição e reúne a “fina flor” do Centrão, a nova base bolsonarista do Congresso Nacional, em sua aliança (MDB, Progressistas, Republicanos, DEM e PTB), tendo como principais apoiadores o deputado estadual Leonardo Araújo e o deputado federal Moses Rodrigues (ambos do MDB). O peso da família Marques no município é tamanho que o candidato a vice é o sobrinho do prefeito, Rafael Marques (MDB), chefe de gabinete da prefeitura de 2017 ao longo da gestão.

O acúmulo de denúncias envolvendo a gestão e agora a campanha de Carlomano é considerável. O prefeito iniciou a gestão rodeado de parentes: o irmão Armando Marques e cinco sobrinhos: o próprio Rafael Marques, Cláudio Pitta, Armando Marques Júnior, Marçal Custódio Marques e Milena Marques, bem com a até há pouco tempo a primeira dama Maria Selma Cardoso da Silva (hoje também candidata a prefeita, pelo PSD) alinhavam ao lado de Carlomano no primeiro escalão. Carlomano e Selma se divorciaram depois.

Não demorou muito para os cidadãos mais atentos às contas públicas enxergarem a farra que virou a administração Carlomano. Logo no início, em janeiro de 2017: contratações exageradas, preços superfaturados, serviços não prestados e diversos desvios, denúncias ainda não apuradas.

Chamou a atenção dos técnicos do Tribunal de Contas do Estado do Ceará a contratação da coleta de lixo com valores superfaturados e inexecução do contrato. A dispensa de licitação por três meses teve o prazo do contrato aditivado por igual período. No total, os valores totalizaram R$ 3.305.004,29 com R$ 550.834,09 ao mês. Dois pontos chamaram a atenção: o preço anterior (até dezembro de 2016) era de R$ 207.004,50 ao mês, constatando-se uma majoração de 165% na troca de administração.

Realizada a licitação, a vencedora do certame licitado foi a Gold Serviços e Construções Ltda (CNPJ 10.490340/0001-56) a qual era sublocada para o serviço no chamado “período especial”, sem tomada de preços, dando continuidade à coleta de lixo. O custo mensal subiu para R$ 579.874,60. A Gold, ainda em 2017, foi investigada no âmbito da operação “Fraternidade”, desenvolvida pela Polícia Federal. Essa operação analisou desvio de recursos públicos da ordem de R$ 380 milhões.

Outras denúncias

No período de emergência fiscal, uma cooperativa médica foi contratada para suprir os serviços de saúde nas unidades básicas, secundárias e hospitais de Pacatuba destinadas ao atendimento universal. Os médicos foram contratados como terceirizados. Desta forma, o processo de escolha se deu de forma nebulosa, com a cooperativa escolhida na seleção tendo indicado suas concorrentes.

A execução das atividades pelos cooperados impossibilitava a constatação da execução do serviço, pois tanto a administração quanto as gerências das unidades de saúde não possuíam instrumentos de controle de frequência dos trabalhadores ligados à Cooperativa. A população não viu melhoria no atendimento, mas o valor pago pelos seis meses de contrato alcançou a generosa cifra de R$ 6.025.111,75 (R$ 503.000,00 ao mês).

A empresa GigaJet Comércio Varejista de Serviços, prestes a fechar as portas, teve seu nome incluído de forma fraudulenta numa licitação organizada pela Prefeitura de Pacatuba.

O empresário João Robson Franklin Cavalcante viu sua GigaJet “inscrita” em dez processos licitatórios em Pacatuba. João Robson assegura nunca ter posto a GigaJet nessas licitações. Sob risco de estar servindo de laranja, registrou boletim de ocorrência (BO número 304-1045/2017). O alerta à Polícia gerou o inquérito policial (IP) 311-46/2017, o qual descobriu como “pólo ativo” da falcatrua um cidadão chamado Pedro Aírton Bertholdo Júnior. Coincidência ou não, Pedro fora escolhido como procurador da Câmara Municipal e sua principal especialidade era ser o genro da então primeira dama Maria Selma Cardoso da Silva.

E mais recente: o juiz eleitoral Giancarlo Antoniazzi Achutti proferiu, na manhã da terça-feira (19), uma sentença na qual condena Lucivânio dos Santos Lima a pagar multa de R$ 53.205,00, por ter postado, no dia 5 de outubro, às 19h34min, no grupo de WhatsApp “TV Maracatuba” uma imagem do resultado de uma suposta pesquisa eleitoral, com a legenda “pode enrolar a bandeira”. A postagem seria benéfica ao prefeito de Pacatuba, Carlomano Marques, candidato à reeleição pelo MDB.

Parte desses crimes foi denunciado a órgãos de fiscalização pelos vereadores Ênio Medeiros e Karina Cordeiro (ambos do PDT). Eles fazem parte da pequena bancada de oposição, pois apenas três dos 15 vereadores fazem oposição ao prefeito. As investigações têm sido lentas, mas podem ter desdobramentos muito em breve. Uma coisa é certa: o julgamento das urnas poderá encerrar essa sequência de situações controversas. No próximo dia 15 de novembro, os eleitores de Pacatuba irão determinar se Carlomano é “o Grande” ou o “o Breve”.

Enquanto isso, os eleitores têm medo de responder até mesmo pesquisas eleitorais pelo telefone. O clima de terror não é pequeno.

 

 

11
Jul20

Presidente do STJ patrocina a dança de Queiroz e o suicídio de petroleiros!

Talis Andrade

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Moro e Noronha, juízes aliados da milícia, em busca de vaga de ministro no STF

 

por Emanuel Cancella

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Em 09/07, o presidente do STJ, João Otávio de Noronha, concede prisão domiciliar a Fabrício de Queiroz, ex-assessor do então deputado estadual e atual senador, Flavio Bolsonaro. Noronha não esconde o sonho de ser indicado por Bolsonaro a ministro do STF (5).

Além de Queiroz, sua esposa recebeu de Noronha, como prêmio por ser fugitiva da justiça, a prisão doméstica.

A decisão do ministro Noronha sobre Queiroz e Márcia deve ser revista em agosto pelo ministro Fisher ou pela Quinta Turma, dizem colegas da Corte. Nunca antes na história deste país se deu prêmio para foragida da Justiça (8).

Queiroz é o operador da rachadinha, que movimentou R$ 7 milhões de dinheiro público em depósito nas contas do clã Bolsonaro, incluindo depósito na conta da primeira dama (6). Queiroz é elo entre o clã Bolsonaro e a milícia que executou Marielle (7).

Por outro lado, o presidente do STJ, João Otávio de Noronha, bonzinho com miliciano, é carrasco de trabalhador, já que suspendeu todas as liminares (310) que impediam desconto de no mínimo 13% nos salários de petroleiros ativos e aposentados, por 18 anos (9).

O desconto foi por conta de rombo na Petros, também conhecido como PED - Plano de Equacionamento de Deficit, embora os petroleiros nunca tenham sido gestores da Petros.

Se valendo a decisão de Noronha, as direções, da Petrobrás e da Petros, ainda querem tornar o desconto vitalício.  

Já Moro prendeu Lula, sem provas, na véspera da eleição, líder em todas as pesquisas, num claro intuito de beneficiar Bolsonaro. Assim Moro ganhou, como prêmio, o ministério da Justiça e ainda a promessa de ser indicado ministro do STF (1).

O ministro Sergio Moro foi alvo de enquadramento do parlamentar Glauber Braga (PSOL-RJ), durante discussão sobre a PEC da segunda instância: “O senhor é um capanga da milícia e do governo Bolsonaro”, disse Braga (2).

Esses mesmos petroleiros, em 2015, com a Petrobrás desenvolvendo tecnologia inédita no mundo, que permitiu a descoberta do pré-sal, receberam em Houston, nos EUA,  pela 3ª vez, o prêmio OTC, considerado o “Oscar” da industria do petróleo. O pré-sal é a maior descoberta petrolífera do mundo contemporâneo e já responde por mais de metade da produção nacional de petróleo (10).

E hoje, lamentam a decisão do presidente do STJ  que resultou no desconto ilegal e vitalício nos salários, levando vários petroleiros à doença psíquica e muitos ao suicídio. 

Enquanto o miliciano Queiroz e a esposa, com a decisão de Noronha, vão comemorar em casa, quem sabe com uma nova dancinha, os petroleiros choram. (Confiram anotações aqui)

17
Jun20

Deputado bolsonarista invade hospital na Bahia e ameaça prender funcionários em ala com paciente nua

Talis Andrade

 

247 - O deputado estadual Alden (PSL), que é capitão da polícia militar, invadiu o hospital de campanha Riverside, na Região Metropolitana de Salvador, na Bahia, na tarde desta quarta-feira (17). O local é dedicado ao tratamento de pacientes com coronavírus. 

De acordo com o governo baiano, Alden de tal chegou acompanhado de seguranças, e aparentava estar armado. Ele também teria ameaçado dar voz de prisão aos funcionários. O Executivo estadual também disse que um dos seguranças que acompanhavam o parlamentar se posicionou na porta de um dos quartos, e teve acesso a uma paciente que estava com as partes íntimas expostas, pois tomava banho em seu leito. 

A invasão acontece menos de uma semana após Jair Bolsonaro, em live nas redes sociais, ter incentivado seus seguidores a invadirem hospitais e filmarem a oferta de leitos. 

De acordo com o secretário de Saúde da Bahia, Fabio Vilas-Boas, "é lamentável que um parlamentar, ainda mais sendo ele policial, cometa um atentado contra a paz de um ambiente hospitalar, onde pacientes isolados estão sofrendo e lutando por suas vidas". Os relatos foram publicados na coluna Painel.

"É lamentável que o deputado e os seus seguranças coloquem em jogo a própria saúde, sob risco de serem infectados com à Covid-19, bem como a de pacientes e profissionais", disse a administração estadual, em nota.

Um boletim de ocorrência foi registrado para a apuração do crime cometido.

 

 

28
Abr20

Moro foi quem ligou para Valeixo para impedir cumprimento de habeas corpus de Lula

Talis Andrade

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Moro sai como um marreco que tem as penas todas chamuscadas

por Tânia Mandarino

Indisfarçável seu mal estar. Está sem graça, sem animus, sem moto.

Boa parte de sua fala é a fala de um grande fracassado; fala como aquele ser nostálgico que foi tudo no mundo, mas hoje tudo que “é” tem o “ex” na frente.

E assim vai lendo seu deplorável currículo vitae; fala de Lula, fala de sua parca atuação à frente do Ministério da Justiça e se humilha, ao pontuar que ficou sem a previdência que tinha recolhido por 22 anos como juiz e, por isso, só aceitou ser ministro da justiça mediante a garantia do pagamento de uma “pensão” para não deixar sua família desamparada.

Moro está com medo de morrer.

Fala como um desenganado que recorda sua biografia.

Fala em não deixar a família desamparada como se, ao sair do ministério fosse lhes faltar, ou não fosse mais capaz de trabalhar, ainda que como palestrante para incautos fanáticos.

Mesmo sendo o candidato da globo, não aposto que Moro decole rumo à maior ambição de sua vida, que jamais foi ser ministro do STF, e sim Presidente da República, cargo que Lula traz em seu currículo, mas o marreco nunca trará.

Ex-presidente ele não será, e nós devemos cuidar para que assim seja.

Seu maior troféu de vida é Lula.

Seu maior feito como ministro da justiça?

Queimar toneladas de maconha.

Dentre outras coisas, Moro sai devendo Queiroz e avião com toneladas de cocaína na comitiva presidencial.

Fala em não aparelhamento da polícia federal, depois de ter aparelhado a instituição para conseguir a injusta condenação de Lula, a quem, a certa altura de sua fala, chama de “ex-presidente” Luiz.

Diz que não ficaria bem para presidenta e presidentes da República (cita Dilma como presidente e Lula como ex) conversar com o comando da PF sobre uma investigação em curso, mas omite que, como juiz, ligou para o mesmo Valeixo, hoje exonerado, para impedir o cumprimento do habeas corpus concedido a Lula por Rogério Favretto naquele 8 de julho de 2018.

Sem falar na forma absolutamente política como conduziu a lava jato.

Faz cara de vitima e prevê um futuro no qual se tenha condições de preservar as condições de autonomia da mesma polícia federal a quem botou de joelhos no passado recente.

Patético (ou melhor, marrético), confessa que não enriqueceu, mas que não enriqueceu apenas no serviço público, como magistrado ou como ministro. 

Nu, Moro esta sem foro privilegiado. Não temam esse rato!

Adeus, ex-juiz ladrão, ex-ministro inepto, adeus, capanga de miliciano.

Permaneça firme no ponto, que o lixo da História já irá passar para te recolher.

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06
Jan19

Assassinado o primeiro trabalhador rural do governo Bolsonaro

Talis Andrade

Segundo o chefe dos jagunços, João Benedito da Silva Neto, houve invasão dos sem-terra, que "agora não é mais sem-terra. Segundo Bolsonaro são bandidos… morreram dois bandidos e cinco baleados, estão no hospital… Estou subindo pra Colniza com mais 15 homens pra reforçar lá”.

O ataque acorreu em terras invadidas e griladas pelo governador Silval Barbosa e comparsa deputado José Riva. De 2003 até agora foram registrados 16 assassinatos em conflitos agrários no município

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Governador Silval Barbosa 

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Deputado José Riva, condenado a 22 anos de prisão por desvio de dinheiro público

por Lina Marinelli

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Começou. Oito trabalhadores rurais ligados à Associação Gleba União foram atacados por capangas da Fazenda Agropecuária Bauru hoje em Colniza, a 1065 km de Cuiabá. A fazenda pertence ao ex-deputado José Riva e ao ex-governador Silval Barbosa. Um dos agricultores está morto e vários estão feridos gravemente. A Comissão Pastoral da terra conta que o grupo estava indo buscar água no Rio Traira para levar ao acampamento, onde estão desde outubro do ano passado. Parece insano, cruel, tenebroso, e é. Os atiradores dizem que houve “troca” de tiros. Dá pra acreditar em troca, quando só um lado morre? A segurança da fazenda é feita pela empresa Unifort Segurança Patrimonial.

O acampamento, com cerca de 200 famílias, foi criado para exigir que José Riva apresente documento comprovando a posse de 46 mil alqueires da terra que ele afirma ser proprietário. A área do conflito, conhecida como Fazenda Magali, se encontra em uma grande gleba de terras da UNIÃO. As famílias solicitam que a terra seja destinada à Reforma Agrária. A maioria dos que estão acampados sob a mira dos pistoleiros, são posseiras, já moram em seus lotes há algum tempo, produzem alimento e criam animais. A região possui grave histórico de assassinatos, consequência da luta pela terra. De 2003 até agora foram registrados 16 assassinatos em conflitos agrários no município. Em abril de 2017, nove trabalhadores com idade entre 23 e 57 anos foram mortos a mando do empresário Valdelir João de Souza, o "Polaco", exportador de madeira nobre para os Estados Unidos e Europa. Eles estavam em barracos erguidos na Gleba Taquaruçu do Norte, foram rendidos, torturados e mortos.

Segundo o site O DOCUMENTO, apesar de nenhum documento ter sido apresentado, o representante da Unifort, e chefe dos jagunços, João Benedito da Silva Neto diz que a fazenda está legalizada e se sente no direito de matar os trabalhadores rurais. “A fazenda é do Riva, houve invasão dos sem-terra, que agora não é mais sem-terra. Segundo Bolsonaro são bandidos… morreram dois bandidos e cinco baleados, estão no hospital…Estou subindo pra Colniza com mais 15 homens pra reforçar lá”.

A guerra começou. A tese da legítima defesa da propriedade tá valendo, ainda que José Riva e Sinval Barbosa não comprovem a posse da terra. Ganha quem tem mais dinheiro e mais armas. Isso se chama barbárie. O Governo tem obrigação de punir os culpados por esse crime e resolver a questão de maneira civilizada. Essa tragédia já vem sendo anunciada há tempos. Se o Presidente Bolsonaro e sua turma realmente acreditam em Deus, devem acreditar também no Diabo. Pois que se aprumem ou irão arder nas chama dos infernos por atacarem os mais fracos e mais necessitados, e defenderem os ricos e poderosos.

No vídeo anexo é possível ver o momento em que, em Outubro, o acampamento foi montado e os trabalhadores explicam aos seguranças da Unifort, por que estão ali.

A chacina em Colniza

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A polícia já sabe que foram quatro homens os autores da chacina na gleba Taquaruçu do Norte, em Colniza. Perícia aponta que as vítimas sofreram tortura. Alguns corpos estavam amarrados e um delas teve uma orelha cortada (e levada); vítimas foram assassinadas a golpes de facão e por tiros de uma arma calibre 12.

Segundo policiais, os assassinos ‘entraram e executaram, barraco por barraco, as pessoas que estavam dentro deles‘, disse. O clima é de pânico na vila e segurança foi reforçada. A identificação da maioria dos corpos só foi possível com apoio de prontuários civis dos Institutos de Identificação dos estados e ou cidades de origem das vítimas.

Os nove trabalhadores rendidos, torturados e mortos a mando do escravocratas e cruel empresário Valdelir João de Souza, dono de uma madeireira:

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Sebastião de Souza, 57
Pastor da Assembleia de Deus em Guatá, distrito de Colniza a cerca de 140 km de Taquaruçu do Norte. Era um dos posseiros da linha (picada) 15, alvo de disputa. Sua casa no local já havia sido incendiada em 2014. Foi encontrado com um facão enterrado na nuca.

Fábio dos Santos, 37
Trabalhava principalmente como pedreiro. Foi contratado pelo pastor Sebastião de Souza para limpar o terreno -o dia de trabalho custa cerca de R$ 55 na região. Morava em uma vila próxima e não tinha terras. Evangelista da Assembleia de Deus, deixou quatro filhos.

Ezequias de Oliveira, 26
Posseiro, tinha um lote fora da área em disputa e estava no local trabalhando como diarista. Fiel da Assembleia de Deus.

Edison Antunes, 32
Outro posseiro que estava no local contratado como diarista. Era diácono da Assembleia de Deus. Tinha quatro filhos.

Aldo Carlini, 50
Um dos que estavam no local trabalhando como diarista. Seu lote está fora da área em conflito.

Samuel da Cunha, 23
Recém-chegado de Nova Brasilândia (RO), estava no local como diarista e também tinha lote fora da linha 15.

Valmir do Nascimento, 55
Um dos três mortos que tinham lote na linha 15, área do assentamento em disputa. Foi encontrado com as mãos amarradas para trás. Tinha dois filhos.

Izaul dos Santos, 50
Posseiro da linha 15, palco de disputa. Estava no local desde o ano passado, quando comprou cerca de 200 hectares por R$ 110 mil. Respondia a um processo por homicídio simples. O seu filho e a nora são dois dos quatro que estavam na área da chacina e conseguiram fugir.
 

Francisco da Silva, 56
Também estava no local como diarista. Em agosto de 2015, foi multado em R$ 115 mil pelo Ibama por ter desmatado ilegalmente 22 hectares de floresta.

 

 

 

10
Dez18

Dois sem terra assassinados na Paraíba

Talis Andrade

assassinadosMST.jpg

 

"Exigimos justiça com a punição dos culpados e acreditamos que lutar não é crime", afirma em nota a direção do MST na Paraíba, após assassinato dos militantes José Bernardo da Silva e Rodrigo Celestino, que ocorreu na noite deste último sábado (8), no acampamento Dom José Maria Pires, localizado em Alhandra - PB.

chacina paraíba santa tereza.jpg

 

O Movimento denuncia o ocorrido, exige celeridade nas investigações e convoca os trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade a seguirem em luta contra a atual repressão e os assassinatos em decorrências de conflitos no campo:

 

“O que seria deste mundo sem militantes? Como seria a condição humana se não houvesse militantes? Não porque os militantes sejam perfeitos, porque tenham sempre a razão, porque sejam super-homens e não se equivoquem. Não é isso. É que os militantes não vêm para buscar o seu, vem entregar a alma por um punhado de sonhos". (Ex-presidente Uruguaio, Pepe Mujica)

 

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST-PB) perde nesta noite de sábado (8) por volta das 19h30 dois militantes: José Bernardo da Silva, conhecido por Orlando, e Rodrigo Celestino foram brutalmente assassinados por capangas encapuzados e fortemente armados. Isso demonstra a atual repressão contra os movimentos populares e suas lideranças. O ataque aconteceu no acampamento Dom José Maria Pires, no município de Alhandra na Paraíba. Área da Fazenda Garapu, pertencente ao Grupo Santa Tereza, ocupada pelas famílias em julho de 2017.

 

Exigimos justiça com a punição dos culpados e acreditamos que lutar não é crime. Nestes tempos de angústia e de dúvidas sobre o futuro do Brasil, não podemos deixar os que detém o poder político e econômico traçar o nosso destino. Portanto, continuamos reafirmando a luta em defesa da terra como central para garantir dignidade aos trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade.

 

Justamente dois dia antes das comemorações do Dia Internacional dos Direitos Humanos, 10 de dezembro, são assassinados de forma brutal dois trabalhadores Sem Terra. Neste sentido, convocamos a militância, amigos e amigas, aos que defendem os trabalhadores e trabalhadoras, denunciar a atual repressão e os assassinatos em decorrências de conflitos no campo.

 

Solidariedade à família de Orlando e Rodrigo.

Direção do MST – PB

Lutar, Construir Reforma Agrária Popular!"

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