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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

10
Nov21

Sérgio Moro e Deltan Dallagnol nunca fizeram política, mas canalhice e devastação do Brasil

Talis Andrade

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Os canalhas Moro e Dallangnol são políticos desde sempre e o partido deles é a lava jato, organização criminosa e golpista formada desde os interesses imperialistas e mafiosos de poderosos grupos imperialistas, de olho no nosso petróleo

 

por Dom Orvandil

 

Prezada Professora Mirian Preto

Cruz Alta, RS.

Novamente nos encontraremos nesta quarta feira no Programa Leitura Profética.

Com esta carta objetivo refletir contigo sobre a dividida que significa a horrorosa e nojenta participação de Sérgio Moro e de seu comparsa Deltan Dallagnol no processo eleitoral como candidatos nas próximas eleições.

Desde já nos é claro que Moro e Dallagnol jamais entrarão para a política, como desinformadamente se alardeia por aí.

A ignorância sobre o que é política, confundindo isto com filiações partidárias e candidaturas eleitorais, leva à confusão de que os pilantras lavajatistas ingressam na vida política ao se disporem a oficializar candidaturas, seja lá ao que for.

Nada, os canalhas Moro e Dallangnol são políticos desde sempre e o partido deles é a lava jato, organização criminosa e golpista formada desde os interesses imperialistas e mafiosos de poderosos grupos imperialistas, de olho no nosso petróleo.

Desde os gregos se sabe que política é a arte de debater e de decidir sobre os interesses em conflitos na cidade estado, depois nos impérios, nas repúblicas, nas nações e supranacionalmente pelo imperialismo.

De um lado, a política dominante defendia os interesses da tirania no massacre dos escravos e na extração de suas riquezas no sustento das orgias a que sempre se entregaram as elites na sua maldade.

Os setores dominantes e preguiçosos nunca titubearam em usar instituições como o estado, desde sua origem como cidade, até chegar à complexidade moderna, as instituições de ensino como privilégios na formação de suas descendências e o judiciário, com todas as leis a proteger a tirania, a exploração, as mentiras e as máscaras das maldades dos atores do horror.

Em Atenas a elite usou o judiciário para caluniar e matar Sócrates, que nunca morreu em sua obra filosófica. Em Jerusalém  o império romano usou a pretoria e a religião para destruir e matar Jesus, que renasceu na páscoa de um mundo justo. Em Minas e no Rio de Janeiro a mídia, a religião e o judiciário serviram para martirizar Tiradentes, que vive na luta pela libertação e independência do Brasil.

Portanto, política é síntese de atos humanos que representam o lado que cada pessoa assume. Os canalhas Sérgio Moro e Deltan Dallagnol alinham-se na perspectiva política dos tiranos, mentirosos, assassinos e mafiosos, sempre a favor dos mais poderosos e obscuros negócios.

Moro e Dallagnol, dirigentes do partido golpista lava jato, não entram para a política coisa nenhuma. Sempre foram da pior política possível.

A essa dupla e a toda a gangue lavajatista se deve escumalhas hediondas como os golpes mensalão, o impeachment da Presidenta Dilma Rousseff, a  prisão  do ex Presidente Luiz Inácio Lula da Silva para  eleger o fakeada sua excrescência miliciana genocida Jair Bolsonaro, a miséria dos ossos secos e sem carne, da fome, do desemprego, da destruição da Petrobras, do rebaixamento dos melhores intelectuais da engenharia naval e do petróleo, como também a ascensão do nazifascismo, retirando dos esgotos fétidos o que há de pior no povo brasileiro.

Os canalhas de Curitiba sempre agiram politicamente na busca corrupta de nacos no poder econômico do capitalismo neoliberal decadente. Inscrições em partidos balcões de negócios e golpistas e candidaturas são apenas estações de passagem do trem desgovernado desses demônios. Se, por desgraça e estupidez de cociente eleitoral, se elegerem nada mais farão nos cargos ocupados do que oficializarem a tirania, a grossa sujeira e golpes que sempre praticaram. No rastro de tudo isso alinhava-se sucessão de crimes, de roubos e de corrupção.

Por outro lado, na luta política, que não ocorre somente com filiações partidárias e disputas eleitorais, é preciso que os escravos, os que catam comida nos lixos,  carne nos ossos que os canalhas da politica da tirania nos oferecem, @s trabalhadores/as de todas as atividades, vocações e dons nos organizemos na militância permanente, intensa, mobilizada em massa, no enfrentamento da canalhice lavajatista, neoliberal, imperialista, capitalista e mafiosa,  transformando o conteúdo do poder.

O atual conteúdo é o neoliberal,  que dá cria monstros como os canalhas aqui em pauta e a tantos outros que se escondem às sombras e nos subterrâneos imorais. É preciso impor o conteúdo que os gregos primitivamente chamavam de “tikós” – politikós – ou política do bem comum.

Esse bem comum não pode jamais contar com monstros na prática de monstruosidades como os lavajatistas fizeram e fazem. Esse bem comum hoje se chama democracia socialista.

Esse é o nome do paradigma econômico e político duro com a tirania e a injustiça, mas inclusivo e fraterno com toda a classe trabalhadora nas relações dignas de quem realmente produz e transforma o planeta.

Abraços proféticos e revolucionários,

Dom Orvandil.

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10
Set21

Em nota, Bolsonaro arregla. E, de novo, é mentira

Talis Andrade

 

por Fernando Brito

- - -

A nota presidencial que acaba de ser divulgada, articulada pelo ex-presidente Michel Temer, é um primor de covardia e dissimulação, como se agregasse, com esta, a dose de cinismo que covardes requerem.

Jair Bolsonaro, depois de rugir como um leão raivoso na Esplanada e na Avenida Paulista, escreve que aquilo deveu-se “ao calor do momento”.

Seu Jair, nem a Michelle acredita nisso…

Passou vaselina no confronto com o Supremo Tribunal Federal e referiu-se a Alexandre de Morais de “jurista e professor”, aquele a quem dirigiu um “sai daí, canalha” e “pega o seu boné e vai embora”.

Bolsonaro diz que “nunca tive nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes”. E o que é o “enquadra o seu” dirigido a Luís Fux, para que o seu poder “não sofra aquilo que não queremos”.

Isso, hoje, virou “diálogo permanente com os demais Poderes pela manutenção da harmonia e independência entre eles.”

Vou reproduzir ao final o texto, repugnante de tão falso. Tem a inefável mão de Temer, cobrindo com delicados lenços a arma fatal que se empunha.

Só produz algum efeito nos especuladores, que gostam de amor e ódio segundo a cotação dos ativos financeiros.

Para as pessoas lúcidas, um monumento à falsidade, de tão tardio veio. Para os iludidos por Bolsonaro, uma punhalada.

Disse-se muito dos ornatos frontais do presidente, mas foi ele que, de forma vilérrima, colocou-os na testa de centenas de milhares de brasieiros que, a seu chamado, foram à rua atacar o STF, Moraes, Barroso e pedir a intervenção militar.

Infelizmente, isso não provocará efeito nos hidrófobos do bolsonarismo.

E de alguma forma, há razão para isso, porque é tudo falso e o a hidra familiar voltará a atacar.

Cai no conto quem quer: Bolsonaro viu-se preso numa armadilha, cercado em sua estupidez e faz-se de manso para ver que o Supremo lhe entrega a “bolada” da pedalada dos precatórios.

Afinal, pagando bem, que mal tem e R$ 40 bilhões é muito boa paga.

Veja o primor de falsidades e e cinismo do texto, publicado na página da presidência da República:

bolsonaro pede desculpas .jpeg

 

Declaração à Nação

No instante em que o país se encontra dividido entre instituições é meu dever, como Presidente da República, vir a público para dizer:

1. Nunca tive nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes. A harmonia entre eles não é vontade minha, mas determinação constitucional que todos, sem exceção, devem respeitar.

2. Sei que boa parte dessas divergências decorrem de conflitos de entendimento acerca das decisões adotadas pelo Ministro Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito das fake news.

3. Mas na vida pública as pessoas que exercem o poder, não têm o direito de “esticar a corda”, a ponto de prejudicar a vida dos brasileiros e sua economia.

4. Por isso quero declarar que minhas palavras, por vezes contundentes, decorreram do calor do momento e dos embates que sempre visaram o bem comum.

5. Em que pesem suas qualidades como jurista e professor, existem naturais divergências em algumas decisões do Ministro Alexandre de Moraes.

6. Sendo assim, essas questões devem ser resolvidas por medidas judiciais que serão tomadas de forma a assegurar a observância dos direitos e garantias fundamentais previsto no Art 5º da Constituição Federal.

7. Reitero meu respeito pelas instituições da República, forças motoras que ajudam a governar o país.

8. Democracia é isso: Executivo, Legislativo e Judiciário trabalhando juntos em favor do povo e todos respeitando a Constituição.

9. Sempre estive disposto a manter diálogo permanente com os demais Poderes pela manutenção da harmonia e independência entre eles.

10. Finalmente, quero registrar e agradecer o extraordinário apoio do povo brasileiro, com quem alinho meus princípios e valores, e conduzo os destinos do nosso Brasil.

DEUS, PÁTRIA, FAMÍLIA

Jair Bolsonaro

Presidente da República Federativa do Brasil

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10
Set21

A elite que ama a mentira

Talis Andrade

 

por Fernando Brito

- - -

É unânime: o “recuo” de Jair Bolsonaro é insincero e tático, pois a ele se sucederá outro avanço, e não demora.

É chocante: a transição de “sai daí, canalha” para “professor e jurista” que o presidente fez nos seus conceitos sobre Alexandre de Moraes só é possível para alguém que não tem o menor traço de caráter e coerência.

É aterrador: tudo isso se dá sem que haja, salvo exceções – reação à altura de instituições e personagens da vida política e econômica do país.

Por vezes, o país parece estar nas mãos de adolescentes malcomportados, que brigam e “fazem as pazes” com a facilidade de quem troca de roupa.

Houve um ensaio de golpe e fica tudo bem: saem os manifestos em defesa das instituições da democracia, entram as louvações ao diálogo que, neste caso, só podem ser acertos de interesses de mando, não os do país.

Como se pode defender os organismos políticos se, em meio ao confronto entre poderes se, esquecidos de tudo, largam a crise e vão votar a toque de caixa mudanças na lei eleitoral?

Como se pode falar em altivez e independência de quem é chamado de canalha num dia e no outro já está recebendo conversinhas sem “o calor do momento”?

Na vida pessoal e na vida pública, recomposições acordos só podem (e devem) existir com dois fundamentos: o tempo e os fatos.

Não houve nem um nem outro, mas um conchavo, costurado pelo “patrono” de Moraes, Michel Temer, alguém repelido pela opinião pública justamente por, em madrugadas e subsolos, fazer acordos para “manter isso”.

Aliás, que vergonha ambos admitirem que a “carta” do atual presidente é, na verdade, do ex-presidente, que deixou o Planalto sob a rejeição quase total do povo brasileiro.

Foi, de fato, uma “usurpação consentida” do poder que, certamente, não terminará no texto.

A satisfação das elites não é, certamente, o sentimento da população, que não vê ações e só declarações hipócritas para dizer que este país precisa funcionar.

Fica-lhe, com razão, a ideia de que só importa às nossas camadas dirigentes – na política e economia – a continuidade do funcionamento das máquinas de ganhar dinheiro, favores e privilégios.

Compreende-se: é a razão da vida desta gente, mas não é o suficiente para que, por isso, o país continue descendo ladeira abaixo, desgovernado, como um trem doido.

Pior: de deformar este país à esta face monstruosa, onde facínoras recalcados, intolerantes, no grito e na chantagem, dobram facilmente as instituições nacionais com seu espinhaço de borracha, com um simples “foi no calor do momento”.

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09
Set21

Frente ampla contra ataques golpistas de Bolsonaro pode desbloquear pedidos de impeachment

Talis Andrade

 

Analista diz que mobilização deve envolver instituições mas também a sociedade civil. No meio político, ataques do presidente contra o Supremo Tribunal Federal (STF) reacenderam o debate sobre o impeachment.

 

 

Raquel Miura /RFI 

- - -

Os discursos de Bolsonaro nas manifestações de 7 de setembro geraram reações em diversos setores. Nos corredores de Brasília, a leitura é que o presidente mostrou que está cada vez mais isolado, que não tem capacidade de gerir um país com tantos desafios e reavivou o debate em torno do seu impeachment e até de sua inelegibilidade em 2022.

“O presidente não fez nenhum esforço em se dirigir à nação como um todo. O país passa por vários problemas, como desemprego, fome, pandemia, apagão elétrico, risco de falta de água e nada disso foi abordado por Bolsonaro. Ele falou apenas aos seus apoiadores, num isolamento evidente, mostrando que, na vida real, o país está sem rumo”, afirmou à RFI o cientista político José Álvaro Moisés, da Universidade de São Paulo.

Ministros do STF se reuniram ontem mesmo para analisar como vão se posicionar diante dos ataques a Alexandre de Moraes, chamado de canalha por Bolsonaro. O presidente da corte, Luiz Fux, deve fazer um pronunciamento sobre as ameaças reiteradas pelo presidente antes da sessão desta quarta-feira (8). No Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os ministros discutem que ações poderiam inviabilizar a candidatura de Bolsonaro em 2022.

“Eu acredito que haverá uma ampla mobilização de partidos democráticos e instituições, como STF, Congresso, mas não só. Acredito que a reação virá também da sociedade civil, das pessoas, em defesa da democracia. Mais importante hoje do que ver quem serão os candidatos é assegurar a democracia no país. E o momento, por tudo que estamos acompanhando, é grave. Considero que o risco se mostrou mais forte a partir de agora”, disse Moisés.

 

Impeachment

Ainda que não houvesse até agora votos suficientes para cassar o presidente, a forma como Bolsonaro conduziu toda essa retórica golpista até o 7 de setembro trouxe o tema de novo à tona. Partidos que até aqui não tinham se manifestado, como PSDB e PSD, já marcaram reuniões para discutir internamente a questão. É como uma faca no pescoço, a depender dos próximos capítulos, pode se usar a arma.

“Eu não havia me posicionado sobre o impeachment, mas depois do que vimos neste dia, digo que nós, o PSDB, somos favoráveis ao impeachment. E que devemos ser um partido de oposição ao governo Bolsonaro”, disse o governador de São Paulo e presidenciável tucano, João Doria.

A oposição vai aproveitar para engrossar as críticas à atual gestão.

“Bolsonaro foi para o tudo ou nada e saiu de mãos vazias. Mostrou que não tem as mínimas condições de governar o país. Só lhe resta duas opções, o impeachment ou a renúncia. Como ele não faria tal gesto em favor da nação, caberá ao Congresso. E já passou da hora do Legislativo analisar os pedidos”, afirmou o senador petista Jean Paul Prates.

Enquanto vários políticos se manifestavam nas redes sociais contra a postura de Bolsonaro, o presidente da Câmara, Arthur Lira, preferiu o silêncio, mas esteve em Brasília, no domingo, para discutir com líderes uma posição da Casa diante das declarações de ataque do presidente da República, especialmente ao STF.

Bolsonaro disse que não irá cumprir nenhuma decisão do ministro Alexandre de Mores, que conduz o inquérito das fake news, e tentou emparedar a Suprema Corte. “Ou o chefe desse poder enquadra o seu (ministro), ou esse poder poderá sofrer o que não queremos”, disse Bolsonaro em cima de um carro de som, ouvindo como resposta da multidão um coro de “Fora, Alexandre”. Entre os que acompanhavam o presidente estavam o vice Hamilton Mourão e o ministro da Defesa, general Braga Netto.

O Centrão foi afagado com cargos e emendas volumosas, mas, mesmo entre muitos parlamentares, a avaliação é de que há risco de ruptura e que isso não pode ficar no colo eleitoral do grupo.

“A Câmara precisa se posicionar urgentemente em favor da democracia. Acredito que há risco sim. Até entendo que pode haver uma ou outra decisão mais invasiva do STF, mas isso não justifica a postura do presidente”, avaliou à RFI o deputado Fausto Pinato, do Progressistas, mesmo partido de Arthur Lira. Pinato disse que a Câmara, além de posição firme contra o discurso golpista, deve atuar como conciliadora para o equilíbrio entre os poderes. Se isso não ocorrer e se o presidente insistir nessa retórica, Pinato disse que os pedidos de impeachment podem ganhar força.

O MDB discutirá se integrantes da sigla poderão continuar com Bolsonaro, a exemplo do líder do governo no Senado, Fernando Bezerra.

15
Ago21

Líderes caminhoneiros negam manifestação: 'Sérgio Reis não nos representa'

Talis Andrade

 

por Chico Alves

A afirmação do cantor Sérgio Reis de que está organizando uma manifestação de caminhoneiros para o dia 7 de setembro em apoio ao presidente Jair Bolsonaro foi desmentida pelas principais lideranças da categoria. "A gente desconhece as pessoas que estão ao lado dele", diz Plinio Dias, presidente do Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Carga (CNTRC). "Sérgio Reis não representa nem os artistas, quanto mais os caminhoneiros".

Áudios enviados a grupos de aplicativos de mensagens afirmam que a manifestação terá um objetivo adicional: a destituição dos ministros do Supremo Tribunal Federal. A movimentação principal será em Brasília, mas vai acontecer também em outras cidades.

Segundo Dias, a preocupação dos líderes da categoria é com as melhorias de condições de trabalho e não com pautas políticas. Ele contou que houve reunião na tarde de ontem no Porto de Santos com a participação nove lideranças nacionais para tratar da situação dos motoristas autônomos e todos os presentes foram contrários ao ato do dia 7 de setembro

"Ninguém conhece esse tal de Zé Trovâo e esse tal de Chicão Caminhoneiro, que aparecem nos áudios de WhatsApp convocando para a manifestação", afirma o presidente do CNTRC. "Os caminhões que vão participar são bancados pelo agronegócio".

Mesmo representantes da categoria que já apoiaram Bolsonaro desmentem que os caminhoneiros vão participar de manifestação nesse dia. É o caso de Wallace Landim, o Chorão, presidente da Associação Brasileira dos Condutores de VeículosAutomotores (Abrava). "Não nos envolvemos com política, nem a favor de governo ou contra governo, nem a favor do STF ou contra o STF", diz ele. "Quero deixar claro que não participamos disso".

Chorão denuncia também que organizadores do ato estão mandando mensagens por aplicativos com pedido para depositar dinheiro para a organização. Ele pede que os motoristas de caminhão não façam isso. "Não depositem dinheiro na conta de malandro. Esses caras que estão chamando para manifestação nunca participaram de reunião em Brasília em favor da nossa profissão", acusa.

O presidente da Abrava faz duras críticas a Sérgio Reis. "Como deputado federal ele nunca subiu na tribuna para falar a favor dos caminhoneiros, nem na greve de 2018 nos apoiou. Ele é a favor do agro, que é contra o nosso piso mínimo do frete", recorda.

O deputado federal Nereu Crispim (PSL-RS), presidente da Frente Parlamentar dos Caminhoneiros e Celetistas divulgou vídeo criticando o ato anunciado pelo cantor sertanejo. "Os caminhoneiros não são massa de manobra e não vão participar no dia 7 de setembro desse movimento canalha patrocinado pelo senhor Sérgio Reis, que está insuflando inclusive alguns que se dizem caminhoneiros", esbraveja o parlamentar.

"Senhor Sérgio Reis, você é um canalha, devia estar buscando uma maneira de resolvermos o problema da fome no Brasil, o problema de dar dignidade à população brasileira, não atuar para beneficiar o setor do agronegócio que explora o caminhoneiro", critica Crispim. "Não participe desse movimento que está para beneficiar um grupo de pessoas que não querem perder as suas vantagens. Nossa pauta é outra".

O secretário nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), Carlos Alberto Litti Dahmer, não reconhece a legitimidade das pessoas que estão convocando o ato e diz que motoristas autônomos não vão participar. "Do jeito que está sendo feito não parece uma pauta democrática", afirma Litti. "Se tem problemas o sistema, o STF e a Câmara eleita por nós deve ser consertado pelo processo legal. Sou contra golpe, seja de esquerda ou de direita". Para Litti, os caminhões que vão participar serão enviados pelo agronegócio.

Caminhoneiros e o senso comum na sociedade brasileira

01
Jul21

Carlos Wizard - covarde, canalha e cúmplice do genocídio

Talis Andrade

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por  Carlos Hortmann

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A tragédia brasileira de 515.985 vítimas da Covid-19, sem contar a subnotificação, está cada dia mais caracterizada e comprovada como um GENOCÍDIO. Todos/as nós perdemos um parente ou um amigo próximo. Isso é não uma obra exclusivamente do genocida-mor, mas de um projeto político da classe dominante brasileira. O ocupante da cadeira presidencial só é o representante bonapartista que a burguesia encontrou para tocar a espoliação, exploração e expropriação da classe trabalhadora brasileira. Os militares (o Partido Fardado) cumprem papel fundamental e decisivo nesse processo. 

Dito isso, caro leitor/a, recuperamos a frase do senador Otto Alencar na CPI da Covid na inquirição do charlatão Carlos Martins (Wizard é uma invenção dele para parecer “gringo”): “No Brasil nenhuma riqueza ou fortuna é inocente”. Peço licença ao senador para retificar a frase: No Brasil e no mundo TODA, repito, TODA riqueza, fortuna e grandes propriedades é fruto de séculos de exploração, sangue, suor e mortes de muitos homens e mulheres trabalhadores/as. Por isso que nenhuma fortuna (acumulação) é inocente, pois ela traz consigo o sofrimento e assassinatos (sociais) de milhares e milhares de vidas. Por outras palavras, o capitalismo é um sistema (modo de produção) que produz assassinatos sociais em alta escala.

Muitos leitores/as podem ficar espantados/as com a minha afirmação. Entretanto, assim como o colonialismo negava a humanidade dos povos colonizados, ou seja, considerava-os “sub-humanos”, “bárbaros” ou “não-civilizados” e afins; o capitalismo, em nome de uma “liberdade” abstrata (sem conteúdo determinado) nega o direito a uma moradia digna (basta ver quem vive nas periferias) e a soberania alimentar (pelo menos 3 refeições por dia); priva as pessoas de terem uma saúde preventiva, universal e de qualidade; poderia continuar a enumerar uma quantidade de coisas que esse sistema nega para a maioria esmagadora da humanidade, só para que 1% da população mundial possa ter quase 60% de toda a riqueza existente no planeta terra. O capitalismo é um sistema destrutivo, visto que em última instância ele priva do direito à vida de todos/as aqueles/as que não pertencem a sua classe ou não são produtivos aos capitalistas ou legitimadores dos seus interesses. 

Esse é um dos motivos que o genocida-mor adora dizer: “há algo mais importante do que a nossa vida, a nossa liberdade”. Mas ele não fala que é a liberdade dos capitalistas (não é você que tem uma loja ou pequeno comércio, mas os grandes bilionários monopolistas e banqueiros). Todo burguês/capitalista/banqueiro (bilionário ou multimilionário) tem sangue e mortes nas mãos. Repito. O capitalismo e os capitalistas são assassinos sociais. 

Você poderá estar a perguntar: “por que eles não são punidos ou não tipificados como criminosos?”. Porque o Estado de configuração liberal-capitalista (nas suas estruturas) serve aos capitalistas e não a nós da classe trabalhadora. O Direito e as formas jurídicas e políticas vigentes servem essencialmente para garantir a propriedade privada dos meios de produção (que é diferente de propriedade pessoal), a circulação das mercadorias (garantir contrato e dinheiro) e punir todos/as aqueles e aquelas que coloquem em causa esses valores que só beneficiam as pessoas como Carlos Wizard. 

O patife cagão que ficou em silêncio hoje diante dos inúmeros crimes contribuiu de forma efetiva para o genocídio no Brasil. Ele consegue encarar (no sentido ser) sem cinismo a essência (história) do que é a classe dominante. Ele tem a desfaçatez de rir das mortes de vítimas da Covid-19. Essa é a face fascista/racista da burguesia liberal-capitalista, a outra ri-se no privado e continua a ganhar rios de dinheiro com a morte de milhares de pessoas todos os dias em todo o mundo. 

Todas as pessoas que morreram porque não tiveram o que comer ou um tratamento de saúde mínimo são vítimas desse sistema. Ele tem nome e sobrenome: capitalismo! O nosso sofrimento é só mais uma forma de acumulação dos capitalistas. O bolsonarismo fascista só é a face mais autoritária e visível desse sistema. Carlos Wizard é a síntese e a essência do capitalismo. Eles nos odeiam, é um ódio de classe, eles levam a sério a luta de classes. Escrevi recentemente sobre “ódio de classe”!

Por isso companheiros e companheiras convoco a todos/as: que a injustiça não nos entristeça, mas nos radicalize. Derrubemos esse sistema de assassinato social de pobres, negros, mulheres e indígena trabalhadores/as – entre outros inúmeros tipos de opressão. Somente esmagando a cabeça do liberal-capitalismo-e-fascismo nas suas entranhas é que conseguiremos fazer nascer uma nova sociedade livre desses parasitas. 

Carlos Hortmann 
@CarlosHortmann
A burguesia é genocida, canalha, covarde, assassina social, exploradora, opressora e muitos outros adjetivos. só expressa sem cinismo a essência (histórica) da burguesia em geral. Patife cagão!

 

21
Jun21

Após manifestações, Bolsonaro tem ataque de grosseria

Talis Andrade

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por Fernando Brito

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Na saída de cerimônia de formatura da Escola de Especialistas de Aeronáutica, em Guaratinguetá, depois de dizer que Lula – a quem chama de “Nove Dedos” – só vence eleições “se houver fraude”. Jair Bolsonaro, pressionado pelas manifestações de sábado, partiu para a agressão verbal à repórter Laurene Santos, da TV Vanguarda, afiliada da TV Globo, ao ser perguntado sobre o uso de máscara em público.

“Parem de tocar no assunto. Você quer botar… Me bota agora… Vai botar agora… Estou sem máscara em Guaratinguetá. Está feliz agora? Você está feliz agora? Essa Globo é uma merda de imprensa. Vocês são uma porcaria de imprensa. Cala a boca. Vocês são canalhas. Fazem um jornalismo canalha, vocês fazem. Canalha, que não ajuda em nada. Vocês não ajudam em nada. Vocês destroem a família brasileira. Destroem a religião brasileira. Vocês não prestam. A Rede Globo não presta.”

Irritadíssimo, reclamou do fato de que a CNN cobriu as manifestações e disse que chega aonde quiser, como eu quiser, eu cuido da minha vida”, como se tivesse direitos também sobre a vida dos que podem, até por dever profissional precisam se expor aos perdigotos presidenciais.

Samuel Pancher
Bolsonaro manda jornalista e o próprio staff calarem a boca, reclama de quem elogiou manifestações de sábado e tira a máscara quando perguntado sobre ela. É a primeira declaração após os protestos do fim de semana.
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Metrópoles (de )
Irritado com jornalistas, @jairbolsonaro reclama da CNN por ter elogiado manifestações do fim de semana, ataca repórter de afiliada da tv Globo e manda o próprio staff “calar a boca”. Presidente também tirou a máscara após ser perguntado sobre uso da proteção. : @SamPancher 
 

21
Jun21

Nova explosão de cólera de Bolsonaro tem como alvo a imprensa

Talis Andrade

 

“Essa Globo é uma merda de imprensa. Cala a boca! Vocês são uns canalhas que não ajudam em nada”, dispara o presidente, sem máscara

 

 

Fazia tempo, embora nem tanto tempo assim, que o presidente Jair Bolsonaro se esforçava para esconder o descontrole emocional e político, marca registrada de sua trajetória desde que se elegeu vereador e depois deputado federal pela primeira vez. Hoje, em Guaratinguetá, São Paulo, em mais uma viagem como candidato à reeleição, voltou a exibir-se tal como é e sempre foi.

O presidente que, no ano passado, ameaçou encher de porrada a boca de um jornalista, perdeu as estribeiras porque uma repórter de emissora afiliada à Rede Globo de Televisão perguntou o que grande parte dos brasileiros gostaria de saber: por que Bolsonaro não usa máscara contra a Covid-19? Ele, que na ocasião estava de máscara, retirou-a e respondeu possesso:

“Eu chego como quiser, onde quiser, eu cuido da minha vida. [Tira a máscara] Você está feliz agora? Essa Globo é uma merda de imprensa. Vocês são uma porcaria. Cala a boca! Vocês são uns canalhas. Vocês fazem um jornalismo canalha. Vocês não ajudam em nada. Vocês destroem a família brasileira. Você tinha de ter vergonha de prestar esse serviço porco à Rede Globo”.

Sobrou também para a CNN Brasil que, segundo Bolsonaro, “soltou fogos” para as manifestações contra o governo que, no último sábado, atraíram mais de 700 mil pessoas às ruas de todas as capitais do país. O ronco das ruas, que sempre assusta os políticos, explica a explosão de cólera do presidente. De pouco tem adiantado a ajuda que ele dá à imprensa sua amiga.

Bolsonaro ainda não entendeu que mesmo a imprensa de aluguel não pode fazer de conta que certas coisas não aconteceram. A ela não basta ser contemplada com favores por seu comportamento exemplar e cúmplice. É a audiência, por menor que possa ser, que mantém viva a imprensa sabuja. E a audiência passa pela impossibilidade de ignorar o que está às vistas de todos.

Se depender do presidente, caberá à Justiça Militar julgar civis por supostas ofensas a instituições militares e às Forças Armadas. É o que sugeriu na semana passada ao Supremo Tribunal Federal a Advocacia-Geral da União com base em pareceres elaborados pelas áreas jurídicas do Ministério da Defesa, do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. O principal alvo da ação é a imprensa.

Sem chances de a ação ser acolhida pelo tribunal. Ela é só uma prova a mais de que Bolsonaro seguirá esticando a corda até às vésperas das eleições do ano que vem. Se a corda não se romper a seu favor, seu último lance, caso seja derrotado, será a denúncia de que houve fraude. E ainda há muita gente que ainda se recusa a acreditar que a democracia brasileira corre perigo.

discurso golpe ameaça politicians_over_the_world

 

21
Jun21

Bolsonaro é questionado sobre máscara e manda repórter “calar a boca”

Talis Andrade

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O presidente Jair Bolsonaro mandou uma repórter da TV Vanguarda, afiliada da TV Globo, calar a boca, ao ser questionado sobre o motivo de não ter utilizado a máscara de proteção facial durante agenda em Guaratinguetá (SP), na manhã desta segunda-feira (21/6).
 

O chefe do Executivo federal acompanhou cerimônia de formatura da Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR). Ao chegar ao local, cumprimentou e abraçou apoiadores que se aglomeraram na região. O presidente não usava máscara. Ao ser perguntado sobre a marca de 500 mil mortes por Covid-19, ele voltou a afirmar que lamenta “todas as mortes”.

Após o evento, Bolsonaro foi questionado sobre o motivo de não estar usando máscara e sobre ter sido multado pelo governo de São Paulo por não usar o equipamento de proteção em 12 de junho, durante um passeio com motociclistas na capital.

Presidente Jair Bolsonaro , durante apresentação das ações para desburocratização e atração de investimentos para setor de turismo 2

“Olha, eu chego como eu quiser, onde eu quiser, eu cuido da minha vida. Se você não quiser usar máscara, não use. Agora, tudo o que eu falei sobre Covid, infelizmente, para vocês, deu certo”, disse o mandatário do país.

Durante a conversa com a imprensa, Bolsonaro subiu o tom e voltou a defender o tratamento precoce, que consiste no uso de medicamentos sem eficácia comprovada cientificamente contra a Covid-19. A conversa foi transmitida por um canal simpatizante ao governo.

Ainda na agenda em Guaratinguetá, o presidente afirmou que o kit Covid “salvou” a sua vida. Na ocasião, ele pediu que a imprensa pare de tocar nesse assunto. Durante o pronunciamento, o chefe do Executivo nacional, que estava de máscara durante a entrevista, tirou o equipamento e desafiou os repórteres presentes a noticiarem o fato.

“Parem de tocar no assunto. [Presidente tira a máscara] Você quer botar… Me bota agora… Vai botar agora… Estou sem máscara em Guaratinguetá. Está feliz agora? Você está feliz agora? Essa Globo é uma merda de imprensa. Vocês são uma porcaria de imprensa”, disse o mandatário.

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Na sequência, a repórter da TV Vanguarda tenta questionar Bolsonaro, mas é interrompida.

“Cala a boca. Vocês são canalhas. Fazem um jornalismo canalha vocês fazem. Canalha, que não ajuda em nada. Vocês não ajudam em nada. Vocês destroem a família brasileira. Destroem a religião brasileira. Vocês não prestam. A Rede Globo não presta. É uma péssima [sic] órgão de informação”, concluiu o presidente antes de finalizar a entrevista. 

 
21
Jun21

Após manifestações, Bolsonaro tem ataque de grosseria

Talis Andrade

imprensa mente bolsonaro.jpg

 

 

por Fernando Brito

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Na saída de cerimônia de formatura da Escola de Especialistas de Aeronáutica, em Guaratinguetá, depois de dizer que Lula – a quem chama de “Nove Dedos” – só vence eleições “se houver fraude”. Jair Bolsonaro, pressionado pelas manifestações de sábado, partiu para a agressão verbal à repórter Laurene Santos, da TV Vanguarda, afiliada da TV Globo, ao ser perguntado sobre o uso de máscara em público.

“Parem de tocar no assunto. Você quer botar… Me bota agora… Vai botar agora… Estou sem máscara em Guaratinguetá. Está feliz agora? Você está feliz agora? Essa Globo é uma merda de imprensa. Vocês são uma porcaria de imprensa. Cala a boca. Vocês são canalhas. Fazem um jornalismo canalha, vocês fazem. Canalha, que não ajuda em nada. Vocês não ajudam em nada. Vocês destroem a família brasileira. Destroem a religião brasileira. Vocês não prestam. A Rede Globo não presta.”

Irritadíssimo, reclamou do fato de que a CNN cobriu as manifestações e disse que chega aonde quiser, como eu quiser, eu cuido da minha vida”, como se tivesse direitos também sobre a vida dos que podem, até por dever profissional precisam se expor aos perdigotos presidenciais.

Samuel Pancher
Bolsonaro manda jornalista e o próprio staff calarem a boca, reclama de quem elogiou manifestações de sábado e tira a máscara quando perguntado sobre ela. É a primeira declaração após os protestos do fim de semana.
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Metrópoles (de )
Irritado com jornalistas, @jairbolsonaro reclama da CNN por ter elogiado manifestações do fim de semana, ataca repórter de afiliada da tv Globo e manda o próprio staff “calar a boca”. Presidente também tirou a máscara após ser perguntado sobre uso da proteção. : @SamPancher 
 

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