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O CORRESPONDENTE

Os melhores textos dos jornalistas livres do Brasil. As melhores charges. Compartilhe

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O CORRESPONDENTE

24
Fev24

Lula é massacrado por comparar nazistas

Talis Andrade

Muro da Vergonha. Palestino separado de Jerusalé

 

Por Jair de Souza

Em sua participação recente num evento na Etiópia, Lula condenou com veemência a atitude do governo israelense de massacrar impiedosamente o indefeso povo palestino. Lula considerou inadmissível a matança indiscriminada de tanta gente, em sua maioria mulheres e crianças.

Visando chamar a atenção para suas denúncias dos horrendos crimes que estavam sendo cometidos pelo Estado de Israel, Lula disse que cenas de tanta atrocidade só tinham sido vistas na Alemanha, durante o regime nazista, sob o comando de Hitler. Isto levantou a ira dos dirigentes sionistas do Estado de Israel, que resolveram partir para uma brutal arremetida contra Lula e o Brasil.

Como forma de humilhar o embaixador brasileiro em Tel Aviv, o ministro de relações exteriores do governo sionista o convocou para uma reunião de emergência. Só que, em lugar de realizá-la em seu gabinete no ministério correspondente, nosso embaixador teve de comparecer a um espaço público e com microfones abertos. Ou seja, o que se queria era envergonhar nosso país diante de todos.

Mas, o que mais está causando indignação é constatar como a mídia corporativa de nosso país está repercutindo estes acontecimentos. Em lugar de se mostrar solidária com nosso governo neste momento em que é vilipendiado por autoridades estrangeiras, nossa mídia corporativa se alinhou em uníssono com os agressores. Tanto assim que praticamente todas as manchetes dos principais órgãos de comunicação capitalistas de nosso país expressaram severas condenações à fala de Lula e total subserviência às atitudes de represália do governo sionista de Israel.

O que unificou em sua ira os dirigentes sionistas do Estado de Israel e toda nossa mídia corporativa foi a menção comparativa que Lula ousou fazer entre as práticas assassinas atuais do regime sionista do Estado de Israel e as atrocidades cometidas pelo nazismo de Hitler contra vários grupos humanos, dentre os quais os judeus tiveram peso relevante. Em vista disto, é mister que repassemos os fatos para tentar esclarecer o que há de verdade por trás de tal indignação.

muro_israel_palestina o muro da discordância.jpg

 

Antes de retomar a argumentação, gostaria de fazer referência a uma matéria recente que publiquei neste enlace (https://www.monitordooriente.com/20240122-sionismo-e-nazismo-no-es-lo-mismo-pero-es-igual/), na qual muitos dos aspectos que vamos levantar já tinham sido abordados com algo mais de atenção.
 
É evidente que os fenômenos históricos são sempre exclusivos, que não se repetem, uma vez que cada fenômeno reflete certas peculiaridades que são exclusivas de cada situação específica. Assim que o fascismo italiano, o nazismo alemão, o apartheid sul-africano, etc. nunca vão ter um equivalente total em outros lugares e outros tempos. No entanto, é mais do que válido relacionar algum fato novo em função de sua semelhança com certos aspectos básicos de um ou outro regime. E é sobre alguns destes pontos coincidentes entre o sionismo israelense e o nazismo alemão que gostaríamos de tecer alguns comentários.

Hitler é historicamente conhecido pela crueldade com que tratou aos grupos humanos com os quais ele antipatizava. Ele odiava os comunistas e, por isso, tratou de exterminar fisicamente os comunistas, ele odiava os ciganos e, em consequência, se empenhou na eliminação dos ciganos, ele detestava os judeus e, em função disso, se dedicou a erradicar sua presença da Alemanha e do resto da Europa. Então, nada mais simbólico do que medir outras grandes maldades cometidas por diferentes estadistas, em diferentes momentos, em diferentes países, do que correlacioná-las com aquelas características associadas a Hitler e ao nazismo.

Com isto em mente, vejamos: Netanyahu, o Primeiro Ministro do sionista Estado de Israel, ordenou que suas forças militares atacassem a região da Faixa de Gaza, território palestino onde se aglomeravam mais de 2 milhões e meio de habitantes. As ordens do governo israelense foram taxativas: arrasar com tudo o que fosse possível arrasar; eliminar quaisquer possibilidades de que o povo palestino continue vivendo naquele espaço que, antes mesmo desta nova arremetida, já era extremamente precário.

Em razão dos bombardeios inclementes das forças militares sionistas, já foram contabilizadas mais de 35.000 mortes de civis. Esta cifra se torna ainda mais terrível quando se tem em conta que, destas dezenas de milhares de mortes, mais de 70% se referem a crianças e mulheres. Portanto, cabe-nos fazer uma perguntinha: uma matança deste quilate faz-nos recordar o que fazia Hitler e seu regime nazista, ou não?

O governo sionista comandado por Netanyahu vem impondo um bloqueio ferrenho à Faixa de Gaza há mais de dois meses, não permitindo a entrada de alimentos e água, cortando o fornecimento de eletricidade, combustíveis, gás, etc., mantendo esses quase dois milhões e meio de pessoas privadas das mais elementares condições de vida. Outra perguntinha: ninguém consegue se lembrar de Hitler e do Gueto de Varsóvia, ao saber desses fatos?

O sionista Estado de Israel, comandado na atualidade por Netanyahu, já destruiu quase toda a infraestrutura de assistência básica da Faixa de Gaza. Seus hospitais foram bombardeados e destruídos, suas escolas foram derrubadas, as residências de sua população foram quase que inteiramente demolidas pelos bombardeios das forças militares sionistas. Seria possível não pensar em Hitler ao ter conhecimento disto?

Em vista do que acabamos de expor, o que poderia tornar injustificável a menção feita por Lula a Hitler quando abordou os crimes do sionista Estado de Israel, sob o comando de Netanyahu? Nada, absolutamente nada. O difícil era não fazer essa correlação.
 
Parafraseando o que eu havia dito em meu outro texto: Netanyahu e o Estado de Israel não são o mesmo que Hitler e a Alemanha nazista, mas estão agindo exatamente igual.
 
08
Nov23

Palestinos relatam cheiro de morte, cirurgias sem anestesia e valas comuns após um mês de bombardeios de Israel contra Gaza

Talis Andrade
 
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29
Out23

QUO VADIS, PALESTINA? Israel diz que moradores do norte de Gaza devem deixar região imediatamente

Talis Andrade

Gaza atacada por terra, mar e ar... e mídia!

 

Desde ontem (27) Israel mantém forte bombardeio sobre a Faixa de Gaza. As tropas israelenses seguem dentro do território palestino neste sábado. Desde o início da guerra em 7 de outubro, é a mais longa incursão terrestre. O número de mortos no conflito ultrapassa os 7.700 em Gaza, incluindo mais de 3.200 crianças, de acordo com o ministério da saúde palestino. Em Israel são 1.400 vítimas fatais.

Até as primeiras horas deste sábado, pelo menos 150 alvos foram bombardeados. A área norte da Faixa de Gaza está sendo bombardeada maciçamente por mísseis de Israel. Repórteres informam que foi uma das noites mais sangrenta das últimas semanas. Nenhum jornalista conseguiu adentrar à Faixa de Gaza desde ontem.

Israel vem comunicando os moradores de Gaza que abandonem imediatamente o norte da região, principalmente da Cidade de Gaza. É esperado o aumento da incursão terrestre no local. “O chão tremeu em Gaza”, afirmou Yoav Gallant, ministro da Defesa de Israel. Gallant disse que a guerra entrou em uma nova fase.

Os jornalistas que estão na fronteira de Gaza também informam através das agências internacionais de notícias que há enorme dificuldade para se obter informações e imagens desta etapa da guerra. O sinal de internet praticamente inexiste, o que também dificulta o ocorro às vítimas, pois não há como solicitar serviços de ambulância e médico. As equipes da Organização Mundial da Saúde (OMS) que atuam na Faixa de Gaza não têm mais contato com a coordenação da organização, de acordo com o chefe da OMS Tedros Adhanom.

Já o exército de Israel afirma que conseguiu matar o chefe da divisão aérea do Hamas, Asem Abu Rakaba. O Hamas informou hoje, segundo notícia da BBC, que veículos das forças israelenses que estavam na zona noroeste de Gaza foram bombardeados.

 

Trégua humanitária

A ONU aprovou ontem uma resolução que pede uma trégua humanitária imediata entre Israel e Hamas. Também exige livre acesso de ajuda a Gaza e proteção de civis.

Mais de 2 milhões de pessoas que vivem na zona de guerra tiveram o fornecimento de energia elétrica e alimentos cortados. A região toda está cercada por tropas de Israel.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou ontem a reação desproporcional de Israel aos ataques do Hamas no início do mês. Lula afirmou que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, quer “acabar” com a Faixa de Gaza. Disse que a posição do Brasil em relação à guerra é “a mais clara possível”.

Ele classificou como “loucura” o direito de veto dos cinco países – Estados Unidos, Rússia, China, França e Inglaterra – que ocupam assento permanente no Conselho de Segurança do ONU.

“Dissemos que o ato do Hamas foi terrorista. Dissemos em alto e bom som que não é possível fazer um ataque, matar inocentes, sequestrar gente da forma que fizeram, sem medir as consequências”, disse. “Agora temos a insanidade também do primeiro-ministro de Israel, querendo acabar com a Faixa de Gaza, se esquecendo de que lá não tem só soldado do Hamas. Tem mulheres, crianças, que são as grandes vítimas dessa guerra”, disse Lula.

Leia também:

Israel corta comunicações de Gaza, enquanto intensifica ações militares

Exército de Israel provoca apagão de comunicações na Faixa de Gaza, enquanto ONU aprova resolução de paz. Antes disso, Lula conseguiu falar com brasileiros

29
Out23

Israel não tem solução para Gaza depois da guerra, alertam especialistas

Talis Andrade
 

Palestinos estão sem comunicação — Foto: EPA-EFE/REX/SHUTTERSTOCK

Palestinos estão sem comunicação — Foto: EPA-EFE/REX/SHUTTERSTOCK

Por Paul Adams, BBC News

 

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, prometeu “mudar o Médio Oriente”. O presidente americano Joe Biden disse que “não há como voltar atrás”. Mas a medida que as forças israelenses intensificam os seus ataques à Faixa de Gaza e emitem novos e urgentes avisos aos palestinianos irem para o sul, para onde vai a guerra e o que vem a seguir?

Israel continua dizendo que pretende destruir o Hamas “militar e politicamente”.

Mas, para além da aplicação de um poderio militar implacável e esmagador, não está claro como esta ambição sem precedentes será alcançada.

“Você não pode tomar uma atitude tão drástica sem um plano para o dia seguinte”, afirma Michael Milshtein, chefe do grupo de estudos palestinos do Centro Moshe Dayan, da Universidade de Tel Aviv.

Ex-membro da inteligência militar de Israel, Milshtein, teme que não tenha existido esse planejamento.

Diplomatas europeus dizem que estão conduzindo discussões intensas com Israel sobre o futuro, mas que até agora nada está claro.

"Você pode esboçar algumas ideias no papel, mas torná-las reais exige semanas, meses de diplomacia”, disse um deles, que pediu anonimato.

Planos militares existem - desde a destruição da capacidade militar do Hamas até a tomada de boa parte da Faixa de Gaza. Mas fontes ouvidas pela BBC com longa experiência em crises do tipo dizem que o planejamento não vai além disso.

“Não creio que exista uma solução viável e funcional para Gaza para o momento seguinte ao da evacuação das nossas forças”, afirma Haim Tomer, ex-membro do Mossad, o serviço secreto de Israel.

Os israelenses são praticamente unânimes sobre o desejo de derrotar o Hamas e não permitir mais que eles governem Gaza.

Mas o Hamas, diz Milshtein, é uma ideia - não algo que Israel possa simplesmente apagar.

Ele faz um paralelo com o Iraque em 2003, quando as forças lideradas pelos EUA tentaram remover todos os vestígios do regime de Saddam Hussein. O plano foi um desastre, diz.

Deixou centenas de milhares de funcionários públicos iraquianos e membros das forças armadas sem trabalho, lançando as sementes para uma insurreição devastadora.

Veteranos americanos desse conflito estão em Israel, conversando com os militares israelenses sobre as suas experiências em lugares como Falluja e Mosul.

“Espero que expliquem que cometeram alguns erros enormes no Iraque”, diz Milshtein.

"Israel não pode ter a ilusão de erradicar o partido no poder ou mudar a opinião das pessoas. Isso não vai acontecer."

Os palestinos concordam.

“O Hamas é uma organização popular de base”, diz Mustafa Barghouti, presidente da Iniciativa Nacional Palestina. “Se quiserem remover o Hamas, terão de fazer uma limpeza étnica em toda Gaza.”

Essa ideia - de que Israel pretende forçar centenas de milhares de palestinianos a sair da Faixa de Gaza e a entrar no Egito - está despertando os medos palestinianos mais profundos.

Para uma população já constituída em grande parte por refugiados - que fugiram ou foram expulsos das suas casas quando Israel foi fundado - a ideia de outro êxodo em massa evoca memórias dos acontecimentos traumáticos de 1948.

“Fugir significa uma passagem só de ida”, diz Diana Buttu, ex-porta-voz da Organização para a Libertação da Palestina (OLP).

Giora Eiland, ex-chefe do Conselho de Segurança Nacional de Israel, diz que a única forma do país concretizar as suas ambições militares em Gaza sem matar muitos palestinianos inocentes é a evacuação dos civis.

O pedido de Joe Biden de financiamento ao Congresso para apoiar Israel e Ucrânia é outro fator que gera temor entre os palestinos.

Até agora, Israel não disse oficialmente que quer que os palestinianos atravessem a fronteira. As Forças de Defesa de Israel (IDF) disseram repetidamente aos civis que se deslocassem para “áreas seguras” mal definidas no sul.

Mas o presidente do Egito, Abdel Fattah el-Sissi, alertou que a guerra de Israel em Gaza pode ser “uma tentativa de forçar os habitantes civis a migrar para o Egipto”.

Supondo que ainda existam palestinos em Gaza quando a guerra acabar, quem irá governá-los?

“Essa é a pergunta de um milhão de dólares”, diz Milshtein.

Israel, diz ele, deveria apoiar a criação de uma nova administração, dirigida pelos habitantes de Gaza, com a adesão dos líderes locais e o apoio dos EUA, do Egito e talvez da Arábia Saudita. A nova administração deveria também incluir líderes do Fatah, o grupo palestino que hoje controla Autoridade Palestina (ANP) na Cisjordân ia e que o Hamas expulsou de Gaza.

Hoje, no entanto, a ANP e seu presidente Mahmud Abbas são impopulares entre os palestinianos na Faixa de Gaza.

Diana Buttu diz que a ANP pode até querer regressar a Gaza, mas não “nas costas de um tanque israelense”.

A veterana palestina Hanan Ashrawi, que foi membro da ANP na década de 1990, irrita-se com a ideia de que estrangeiros, incluindo Israel, tentarão mais uma vez determinar como os palestinianos conduzem suas vidas.

“As pessoas pensam que é um tabuleiro de xadrez e que podem mover alguns peões aqui e ali e dar um xeque-mate no final. Isso não vai acontecer”, diz ela.

Entre aqueles que já lidaram com guerras em Gaza antes, há uma profunda apreensão e uma sensação de que quase tudo já foi tentado antes.

O ex-oficial do Mossad Haim Tomer diz que suspenderia as operações militares por um mês, num esforço para retirar os reféns primeiro.

Em 2012, após uma ronda anterior de combates em Gaza, ele acompanhou o diretor da Mossad ao Cairo para conversas que resultaram num cessar-fogo. Os representantes do Hamas, diz ele, estavam presentes, com as autoridades egípcias fazendo o meio campo. Um mecanismo semelhante deveria ser utilizado novamente, diz ele, mesmo que Israel tivesse que libertar prisioneiros.

"Não me importo se libertarmos alguns milhares de prisioneiros do Hamas. Quero ver os reféns voltando para casa."

Israel, diz ele, poderia então decidir se retoma as operações militares em grande escala ou optaria por um cessar-fogo de longo prazo.

Vídeo: Embaixadas dos Estados Unidos e de Israel foram alvos de protestos e ameaças após o bombardeio de um hospital na Faixa de Gaza que deixou quase 500 mortos na noite desta terça-feira (17).
 

Vídeo: Aconteceu sexta-feira última (27) uma série de protestos pró-Palestina. A comunicação foi cortada da Faixa de Gaza, num gesto considerado por diplomatas estrangeiros como um sinal de que existe um risco iminente de uma ofensiva militar ainda maior sobre a região.
 
Vídeo: Manifestações pró-Palestina se espalham pelo mundo inteiro
 

 Vídeo: Milhares de pessoas foram às ruas pelo mundo, neste sábado (28), para protestarem a favor da Palestina. Os manifestantes, que exibem bandeiras pró-palestina, pedem o fim dos bombardeios na Faixa de Gaza, que já mataram mais de 7 mil palestinos.
 

Vídeo: Uma manifestação de apoio à Palestina, e que pedia o cessar-fogo do governo israelense, acabou em confronto com a polícia, no último sábado (21) em Nova York, EUA. A 'marcha' pelo povo palestino, que atravessou bairros como Queen e Brooklyn de forma pacífica, terminou com confronto entre manifestantes e policiais.
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
29
Out23

Apoiar Israel neste momento é o mesmo que apoiar o nazismo

Talis Andrade

theosophical-society  Símbolo da Sociedade Teoso

 

NetanyaHitler e o Holocausto palestino

 
por Ricardo Nêggo Tom
 
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Não bastasse os crimes de guerra e o genocídio que vem sendo praticado pelo Estado de Israel contra o povo palestino, onde mais de sete mil pessoas já foram mortas, das quais, 40% delas são crianças inocentes, ainda temos que ouvir o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, evocar a narrativa da luta do bem contra o mal, afirmando que ele representa o povo da luz e que fará a profecia de Isaías se cumprir para o seu povo. A profecia bíblica que fala que a terra prometida seria herdada pelos descendentes de Israel. Para tanto, o primeiro-ministro israelense repete Hitler, aquele que dizimou milhões de judeus na Alemanha nazista, também sob a defesa de uma suposta luz que fazia a sua raça superior as demais.

Hitler acreditava que a história da humanidade era uma constante luta entre as raças, onde a raça superior teria o direito de utilizar de todos os meios necessários para manter a sua pureza, impor sua superioridade e estabelecer um domínio sobre as outras. O mesmo preconceito étnico utilizado por Netanyahu para promover ódio contra os palestinos e tentar fazer o mundo enxergá-los como uma raça problemática e culpada pela própria tragédia que se abate sobre eles neste momento. Assim como o pensamento do fuhrer foi disseminado entre os alemães, que passaram a nutrir o mesmo ódio do seu líder pelos judeus, o projeto de poder de Netanyahu foi assimilado pelo povo de Israel, que enxerga os palestinos como um mal a ser abatido para que a tal promessa de Deus se cumpra para os seus.

Outro fato curioso, que revela mais uma coincidência entre Hitler e Netanyahu, é que o comunismo é um inimigo comum de ambos. Tal como o genocida alemão, que era um severo crítico de Karl Marx, que era judeu, e dedicou algumas páginas do seu livro ” Mein Kampf ”para atacar a ideologia comunista, o genocida israelense também costuma apostar na demonização do comunismo como uma espécie de apito de cachorro para os seus convertidos. A invasão sangrenta promovida por Israel na Palestina, toma contornos ainda mais dramáticos quando surge a notícia de que Gaza está incomunicável, após ter a energia e os sinais de internet cortados. É carnificina, matança, massacre, crime humanitário, sob os olhos de um mundo que assiste inerte a mais um capítulo sangrento da nossa história. 

Seria o sionismo, o conceito político-ideológico sob o qual se alicerça o Estado de Israel, uma espécie de nazismo? O genocídio étnico cometido pela Alemanha nazista contra os judeus, apresentava um elemento que o tornava diferente dos outros genocídios étnicos cometidos ao longo da história. Além do ódio fomentado ideologicamente contra os judeus, o desprezo por suas vidas era algo assustador. As humilhações que eram impostas a eles, são semelhantes às impostas pelos judeus ortodoxos contra os palestinos. O hábito de cuspir em freiras, padres, cristãos e muçulmanos, é um exemplo e faz parte da cultura de ódio presente em Jerusalém. Também é comum manifestações populares onde os gritos de ”morte” aos árabes eclodem naturalmente da parte dos judeus, incluindo crianças judias, que são instigadas a agredir verbal e até fisicamente os chamados ”gentios”, ou seja, os não judeus.

Compreender as ações de Israel neste momento, ou, até mesmo, tentar justifica-las como autodefesa, quando o número de mortos do lado palestino é seis vezes maior do que do lado israelense, é o mesmo que compreender e justificar o ”Mein Kampf” de Hitler em defesa da superioridade ariana e do direito de subjugar outras raças que ele considerava inferiores e um obstáculo para a evolução econômica e social do seu povo. Nada, absolutamente nada, justifica as ações criminosas que estão sendo perpetradas por Israel contra a Palestina. Da mesma forma que nada justificava o Holocausto imposto por Hitler sobre os judeus, não há geopolítica que se sobreponha às vidas humanas que estão sendo ceifadas neste conflito. Não há nenhuma promessa de Deus a se cumprir à custa da morte de milhares de crianças. Não há terra prometida a ser conquistada em meio a dor e o sofrimento dos verdadeiros donos desta terra. Isto é loucura e maldade. É o horror e o inferno. E a história fará Israel e seus apoiadores, principalmente, o imperialismo diabólico dos EUA, arderem no fogo eterno.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
10
Out23

Faixa de Gaza é 'prisão a céu aberto', descreve especialista

Talis Andrade
Palestino nos escombros de um prédio destruído por ataques israelenses, em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, em 9 de outubro de 2023 — Foto: Ibraheem Abu Mustafa/Reuters

Palestino nos escombros de um prédio destruído por ataques israelenses, em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, em 9 de outubro de 2023 — Foto: Ibraheem Abu Mustafa/Reuters

Por g1

Desde sábado (7), o grupo terrorista Hamas e Israel vivem uma guerra com ataques a bombas, sequestros e mortes de civis. A região da Faixa de Gaza está no centro do conflito, e há dias vem sendo bombardeadas pelo Exército israelense. O governo local fala de prédios e casa destruídos e centenas de mortos.

Em entrevista à GloboNews, Uriã Fancelli, especialista em Relações Internacionais, descreveu Gaza como uma "prisão a céu aberto" e analisou o que pode acontecer com a região, que é superpopulosa e extremamente pobre.

“A última vez que Israel fez uma incursão por terra em Gaza foi em 2014, mas não é objetivo do país recuperar Gaza, porque é um elefante branco. O que você faz com um pedaço de terra desses que é completamente destruído, que é uma prisão a céu aberto, com 2,3 milhões habitantes", avalia.
 

Para Fancelli, um dos maiores desafios é o que fazer com a população, que está ali presa no meio do conflito, que já dura anos. "Caso haja uma invasão, na hipótese que o Hamas seja exterminado, o que fazer? Você assume o controle, o governo deste país? Você passa para algum outro grupo, que na maior parte são rivais de Israel?”, diz.

Em sua análise, o especialista compara o deslocamento de pessoas do Sul Global e do Norte Global, fazendo um panorama de como foi o acolhimento de ucranianos em 2022, quando o país foi invadido pela Rússia:

“As pessoas viram a diferença de tratamento na guerra da Ucrânia, enquanto você tinha refugiados da África chegando, atravessando a Europa de barco, e essas pessoas eram muitas vezes deixadas no mar para se afogar, você tinha no Reino Unido países recebendo centenas de libras para as pessoas hospedarem os ucranianos nas suas casas. Então, eu acredito que isso possa ser mais um fator de divisão entre esse Norte e Sul global”.

Em entrevista ao Valor Econômico, o ex-embaixador do Brasil nos EUA Rubens Ricupero avaliou que o ataque do Hamas pode ter, entre seus objetivos, uma tentativa de chamar atenção da comunidade internacional para a situação nos territórios palestinos.

"[Militantes do Hamas] têm esperança de sobreviver, graças aos reféns, e forçar uma solução definitiva. A Faixa de Gaza é uma prisão a céu aberto. Vivem uma vida muito difícil, não têm muito o que perder," disse.

Ricupero classificou o ataque terrorista do Hamas contra Israel ocorrido no último sábado como crime de guerra. "O que está acontecendo no Oriente Médio ocorre no pior momento possível. O mundo já está com muita angústia", afirmou.

10
Out23

“Situação dos palestinos em Gaza é semelhante ao de um campo de concentração”, denuncia entrevistado à TVGGN

Talis Andrade
Mesquita destruída

CRÉDITO, EPA. Escombros de mesquita destruída após ataques aéreos israelenses em Gaza

 

Ualid Rabah revelou que a população de Gaza tem 4h de energia elétrica por dia, prejudicando o funcionamento de escolas e hospitais

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